Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

Palanque

Deixe aqui sugestões de pauta, de leitura e desabafos

Escreva!

   
 
Home Receba as últimas notícias via RSS
Você escreve Utilidades

Doutora Fátima: Morrer com dignidade é um direito humano

Atualizado em 12 de fevereiro de 2009 às 20:00 | Publicado em 12 de fevereiro de 2009 às 19:47

cabelos_voando.gif

Para muita gente, é autorização de eutanásia

Por Fátima Oliveira, em O Tempo
 
Há 17 anos a italiana Eluana Englaro, hoje com 38 anos, após acidente de trânsito, encontra-se em vida vegetativa. O pai dela, Beppino Englaro, depois de quase uma década de embates na Justiça, obteve em 2008 uma autorização para retirada da sonda nasoentérica, através da qual ela é alimentada. Em outras palavras, foi permitida a suspensão de uma conduta terapêutica paliativa que a mantém em vida vegetativa, mas não cura a doença e nem reverte o mau prognóstico. Para muita gente é autorização de eutanásia ("boa morte"; eu = bom, thanatos = morte).

A decisão gerou debate acirrado na Itália, com repercussões na mídia mundial, a exemplo do caso Terri Schiavo, norte-americana em vida vegetativa de 1990 a 2005, após parada cardíaca associada à bulimia. Na época, ela estava em processo de separação do marido, Michael Schiavo, fato que gerou várias disputas judiciais entre ele, o responsável legal por ela, e os pais dela, Mary e Bob Schindler, que não concordavam com a supressão da conduta terapêutica paliativa. O marido, por três vezes, obteve na Justiça o direito de retirada da sonda nasoentérica. Por duas vezes, a família de Terri conseguiu liminares que garantiram a permanência da mesma. Ela faleceu, aos 41 anos, em 31.3.2005, 13 dias após a retirada da sonda nasoentérica.

Para Roberto Goldim, "inúmeros componentes de litígio dos familiares, entre si, com a sociedade, a classe médica, o sistema judiciário, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e o governo do Estado da Flórida, atestam a complexidade que esse caso assumiu. Uma das circunstâncias agravantes foi a divergência de opinião entre os familiares da paciente".

Situações tipo Terri e Eluana sacodem a opinião pública, desabrocham posturas emocionadas a favor ou contra a eutanásia, os mesmos contrários ao aborto, colocando a discussão na ordem do dia num contexto de forte comoção, pois por dias e dias assiste-se a uma encenação de filme de terror: espera-se alguém morrer por inanição. O método é macabro e longo. A boa morte é breve e indolor.

Desconheço contribuições positivas de debates movidos a comoção para um olhar de respeito e de solidariedade, das sociedades e dos governos, pelo sofrimento pessoal e familiar de quem a rigor não vive, apenas vegeta; assim como em casos em que a pessoa doente tem consciência para definir que, diante de doenças incuráveis e causadoras de sofrimentos inúteis, cujo desfecho é a morte, ao optar pela antecipação da morte (suicídio assistido ou a eutanásia), expressa seu direito à autonomia e ao exercício do livre arbítrio, recusando meios extraordinários de prolongar a vida em sofrimento quando não há perspectivas de cura.

As discussões sobre a finitude da vida, a morte e o morrer, embora complexas, merecem uma abordagem mais racional e de respeito à autonomia das pessoas e às concepções de sacralidade e de qualidade da vida humana. Refiro-me a uma maior compreensão do que é dignidade perante a morte e que é um direito humano morrer com dignidade, embora sistematicamente desrespeitado pela ideia de santidade da vida humana, presente em diferentes denominações religiosas e na obstinação terapêutica - a maior indutora de sofrimentos inúteis, tida por alguns teóricos da bioética como prática de tortura médica, pois produz sofrimentos que não levam à cura, posterga desnecessariamente a morte e desconsidera o aforismo que sintetiza a boa prática médica: "Curar algumas vezes, aliviar sempre que possível e consolar sempre”.

PARA IR A O TEMPO, CLICAR AQUI


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
celso de souza (13/04/2009 - 21:31)
sou a favor . ate dia 20/04/09 tambem vou me matar tambem acaba meu sofrimento ja estou deixando preparado para nao deixar minha familia sem chao e so mais nada

Odele Souza (02/03/2009 - 17:58)
Não sei quem é Joel, (texto de 14/02/2009) mas NAO GOSTEI de ver um texto meu copiado do blog de minha filha aqui, quando o tema tratado é EUTANÁSIA. No blog de Flavia, falo de vida e não de morte. O blog de Flavia tem dois objetivos: ALERTAR para o perigo dos ralos de piscinas e PROTESTAR contra a lentidão da justiça brasileira. Lamentável a atitude do Sr.Joel.

Pitagoras (19/02/2009 - 17:22)
Há trinta anos atrás era o assunto em voga nos EUA. Lia sobre o mesmo na Barnes&Noble, onde prateleiras de livros sobre o assunto discutiam abertamente o tema.
Como o que interessa, o que é relevante, só chega a Bruzundangas com décadas de atraso, agora vai-se, tomara, abrir o tema. Regulamentar, ah, isto já é outra estória.
Além de um direito natural inalienável, tudo virou mercado e prolongar a vida artificial e cruelmente dá muito dinheiro para a medicina e saúde privatizadas, a máfia de branco.

Nonato (16/02/2009 - 04:05)
Parlamento brasileiro discute a eutanásia, mas avança pouco
15/02/2009 - 06:08 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - A dificuldade de definir o momento em que seja legítimo optar pela suspensão de procedimentos médicos em pacientes em estado terminal ou com doença incurável é um dos entraves para a elaboração de leis brasileiras referentes à eutanásia no Brasil. Apesar de, nos últimos anos, terem sido apresentados projetos tanto para liberar quanto para aumentar as penalidades sobre executores do procedimento, nenhum chegou ao ponto de votação final.
Dois projetos tramitam na Câmara dos Deputados com o objetivo de classificar a eutanásia, hoje equiparada ao crime de homicídio, como crime hediondo. Autor de uma das propostas (PL 3207/08), o deputado Miguel Martini (PSC-MG), defende o uso do rigor da punição a um crime hediondo, como o sequestro e o estupro, para iniciativas com o objetivo de levar pacientes, em estado terminal ou irreversível, a morte.
"A eutanásia se alinha mais à ideia de poder matar do que à luta pela preservação da vida", pontua. A proposta, no entanto, está parada na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), tramitando junto a projeto que quer incluir o aborto na lista dos crimes hediondos. Ainda não há relator definido.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/15/parlamento brasileiro discute a eutanasia mas avanca pouco 4055907.html

Nonato (16/02/2009 - 04:03)
Eutanásia no cinema: veja os filmes que abordam o tema
15/02/2009

A eutanásia já foi abordada em diversos filmes e rendeu prêmios à produção e ao elenco de alguns deles. Confira a lista abaixo:

Menina de Ouro
Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) inicia uma carreira de boxeadora com o treinador Frankie Dunn (Clint Eastwood), que resistia a treinar mulheres. Aos poucos, a relação entre os dois fica mais intensa, até que um grave acidente os coloca diante do drama da eutanásia.
Filme dirigido por Clint Eastwood e ganhador de quatro Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Hilary Swank) e Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman). Também foi indicado nas categorias de Melhor Ator (Clint Eastwood), Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado.

Mar Adentro
O filme, de Alejandro Amenábar, conta a história real do espanhol Ramón Sampedro (Javier Bardem), que durante 28 anos lutou na justiça pelo direito à eutanásia. Ramón ficou tetraplégico na juventude após sofrer um acidente.
Ganhador do Oscar e do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

As Invasões Bárbaras
Neste filme de Denys Arcand, um homem à beira da morte, Rémy (Rémy Girard), abrevia o sofrimento de um câncer terminal cercado de parentes e amigos, num encontro que há muitos anos não acontecia.
Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e indicado à categoria de Melhor Roteiro Original.

Nonato (16/02/2009 - 04:02)
cont..../Eutanásia no cinema: veja os filmes que abordam o tema

O Escafandro e a Borboleta
O editor da revista Elle, Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), sofre um derrame cerebral aos 43 anos. A sequela do acidente é uma rara paralisia, que compromete todos os movimentos de Bauby com a exceção de um olho. Bauby chega a pensar em se matar, mas aprende a se comunicar piscando o olho e ainda escreve um livro.
Filme de Julian Schnabel indicado a quatro Oscars.

Um Homem Bom


Este filme de Vicente Amorim conta a história de um alemão comum que desenvolve uma teoria sobre a eutanásia. Seu trabalho desperta o interesse do regime nazista e sua vida muda completamente
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/15/eutanasia no cinema veja os filmes que abordam o tema 4055903.html

Gustavus Magni T. Sales (15/02/2009 - 18:52)
Mas Marko, e se o cara que gravou o vídeo se arrependeu no último minuto antes de desfalecer e entrar em coma? Como você vai saber? As pessoas mudam de opinião a todo momento, até o anakin skywalker sucumbiu aos desejos do palpatine e foi para o lado obscuro da força depois de ter feito um juramento jedi!

Eu não sou contra você, alias eu não sou contra ou a favor de ninguém nesse tema. O que queria que prestassem atenção, que em geral ninguém presta, é na vontade da pessoa.

Olha, por exemplo, estão estudando as células tronco cada vez de forma mais brilhante, quem sabe elas não sirvam para regenerar aquelas partes do cérebro que podem ser regeneradas com a terapia? quem sabe o vegetal de hoje pode ser o corredor de maratona de amanhã? Pode parecer loucura da minha parte, mas no século retrasado, a pessoa com tuberculose já podia encomendar o jazigo, era certa a ida pro além, hoje tem tratamento e cura.

Já pensou se aquele famoso agente de polícia com septicemia generalizada tivesse sofrido eutanásia antes de receber a primeira dose de penicilina? (ta bom que ele morreu um tempo depois, mas não pela deficiência do tratamento, mas porque a penicilina - de purificação dificil na época - havia acabado). Mas mostra que a administração de medicamentos revolucionários pode salvar a vida de pessoas nas derradeiras condições...

e o José Alencar, que deve estar tomando coisa que vão lançar daqui a 20 anos, vai ter alta essa semana...

Marko (15/02/2009 - 18:00)
Já falei o q tinha d falar, d qq modo, é bom todos à favor d 1 morte digna se precaverem, deixando por escrito ou vídeo gravado, depoimento se recusando, caso sejam vítimas em casos semelhantes, d serem mantidos vegetativamente "salvos", "vivos" pelo fanatismo d natalias ou gustavos da vida... eu hein vão d retro

Gustavus Magni T. Sales (15/02/2009 - 16:26)
(continuando)

Manter e lutar pela vida é instinto básico dos seres vivos, dar fim a ela é um ato racional, uma manifestação de vontade (embora para alguns seja considerado doentio/insano devido a ir de encontro ao princípio basico de preservação da vida) trata-se de uma manifestação (embora deplorável porque na minha opinião pessoal "sempre há uma saída", mesmo os que estão agonizando numa UTI, no dia seguinte pode surgir um tratamento, mas isso é opinião pessoal), indubitável de vontade.

Sendo assim, nem as famílias, nem o governo (interesse público) deveriam impor o seu desejo, uma vez que essa é uma ação que repercute única e exclusivamente na vida do cidadão que a adota, não afetando os demais.

Também é certo que, como manifestação de vontade, deve ser acompanhado por uma junta de psiquiatras e psicólogos para analisar sua sanidade mental e sua disposição comportamental para saber se de fato há uma legítima manifestação de vontade.

É uma questão muito pessoal, e embora pessoalmente seja contra, nesses casos de enfermidades graves, deve ser dada a chance de se escutar o enfermo quando este possui discernimento o suficiente para dizer o que pensa sobre o assunto, e realizar o seu desejo.

Não possuindo tal discernimento, não possuindo a vontade, por estar em coma ou estado vegetativo, a ninguém deve caber a decisão capital sobre seu destino, pois aí deve presumir-se o seu instinto básico de sobrevivência, que é só o que ele tem, não podendo dizer se morre ou vive.

Gustavus Magni T. Sales (15/02/2009 - 16:11)
Olha, não quero dar depoimento apaixonado, acho que paixão está longe desse tema.

Gostaria de usar a razão e não a emoção, então vamos lá:

Acho que o enfoque poderia partir da análise da vontade, do desejo da pessoa que está sofrendo com algo incurável, de parar de sofrer através de sua morte ou não.

Lembrando que suicídio não é crime, auxílio a este é que é crime em boa parte do mundo, é aí que reside um dos maiores impasses à eutanásia (pessoalmente sou contra, mas como me comprometi a analisar com enfoque racional, quero ser fiel à minha premissa).

Auxiliar ou facilitar para a pessoa o cometimento do suicídio (como aquele doutor morte, que injetava coquetéis venenosos a pedido de seus pacientes ou família destes) é crime, daí não ser possível, na maioria dos casos, desligar aparelhos, a não ser que comprovem que a pessoa está clinicamente morta (ausência de atividade cerebral, apesar de coração e o resto funcionarem).

Mas e as pessoas em coma ou em estado vegetativo? (alguma porcentagem do cérebro funciona normal e outra metade está morta(vegetativo) ou quase tudo funciona, mas não há o despertar pois a lesão foi muito grave e o cérebro demora para se recuperar dos traumas.

Diante disso, analisando racionalmente e levando em consideração a vontade da pessoa, o arbítrio, nos casos onde ela não pode, expressamente, dizer o que deseja, deveria ser mantida viva até que o faça.

(continua em outro post - falta de caracteres)

Jaime Mota (15/02/2009 - 07:46)
PELA HORA DA MORTE
Aurora Bau lutou pela eutanásia de Ramón Sampedro, o tetraplégico do filme Mar Adentro. Para ela, todos nós temos o direito de escolher quando a vida acaba
Érica Montenegro

Durante 3 anos, o marinheiro espanhol Ramón Sampedro lutou nos tribunais pelo direito de morrer. Quando jovem, ele mergulhou no mar e bateu a cabeça. A queda o deixou paralisado sobre a cama, podendo mover apenas os músculos do rosto. Após 26 anos prostrado, Ramón concluiu que era melhor morrer. Mas, como tetraplégico, não conseguia se matar. É aí que entra Aurora Bau, espanhola de 67 anos que dirige a Associação Direito a Morrer Dignamente (ADMD), uma das mais ativas ONGs mundiais pela legalização da eutanásia.
A história de Ramón ganhou fama com Mar Adentro, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano. Aurora foi consultora do roteiro e inspirou uma das personagens, a ativista Gené. Em 1995, ofereceu amparo jurídico ao pedido de eutanásia do marinheiro. Com a recusa dos tribunais, passou a lhe prestar assistência psicológica enquanto ele planejava o intrincado esquema de sua morte: 14 amigos realizaram pequenos atos que não eram considerados crimes, mas levaram Ramón à morte (Aurora diz não ter participado da operação). Se incumbiu de divulgar sua causa: a vida é um direito, e não um dever. Para ela, a eutanásia é uma questão de livre arbítrio igual a doar órgãos, ter filhos ou dirigir um carro."
http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_373124.shtml

João Mendes Cardoso (15/02/2009 - 07:12)
O post anterior assinado por mim é parte da matéria:
Eutanásia era prática legal e comum na Antiguidade grega e romana - Grécia e Roma antigas não condenavam a morte assistida e o suicídio.

Caso Eluana Englaro, na Itália, fez voltar o antigo debate sobre a prática.

"na Antiguidade, antes do surgimento do cristianismo, ajudar alguém a ter uma 'morte boa' era algo permitido e até corriqueiro.

A maioria dos médicos da Antiguidade era relutante em tratar casos "incuráveis", deixando para os pacientes terminais poucas opções que não a eutanásia. Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma "morte boa", como resposta apropriada e racional a diversos males."

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL998794-16107,00-EUTANASIA ERA PRATICA LEGAL E COMUM NA ANTIGUIDADE GREGA E ROMANA.html

João Mendes Cardoso (15/02/2009 - 07:09)
"O novo médico - Outra mudança que ocorreu ao longo dos séculos XVIII e XIX foi a posição dos médicos em relação aos pacientes terminais. Se, nos séculos anteriores, saíam do lado do enfermo quando ficava claro que não havia mais forma de salvá-lo, no século XIX uma nova ética era formada e os médicos começaram a se preocupar mais com o bem-estar dos enfermos.
Segundo Shai Joshua Lavi escreve no livro "The Modern Art of Dying" ("A Moderna arte de morrer", inédito em português), "a palavra eutanásia passa a não mais significar apenas "boa morte", mas sim o que os médicos poderiam fazer para assegurar uma boa morte. [...] A lei do leito de morte mudou da religião para a medicina".
Os médicos não deveriam apenas ajudar o paciente a ter uma boa morte, mas deveriam evitá-la e postergá-la. E, à medida que leis foram criadas, morrer passou a ser um problema social, e não apenas um sofrimento individual.
O desenvolvimento de uma tecnologia que permite mater alguém vivo, embora sem consciência, aprimorou o debate. "A introdução de novas tecnologias mudou a atitude em relação à eutanásia. Hoje há um apoio maior em relação a opção de escolher entre viver entubado e em coma ou morrer simplesmente", explica o historiador Dowbiggin. Segundo ele, há universidades nos EUA e no Canadá que já não obrigam seus alunos formandos a proferir o juramento de Hipócrates, que condena a eutanásia.
Nos EUA, Oregon e Washington permitem a prática. Bélgica, Holanda e Suiça lgalizaram o procedimento"

George (14/02/2009 - 22:28)
Noticia do Blue Bus - 05/06/07

Ele diz que nao passou 19 anos em coma e acusa a midia de exagerar13:24 O polonês que teria passado 19 anos em coma diz que a midia exagerou nos fatos ao narrar sua historia. Jan Grzebski, 65, alega que nunca disse nada do que foi publicado no jornal local Gazeta Dzialdowska - e depois reproduzido na midia internacional. Nega que tenha passado 19 anos em coma - teria, na verdade, sofrido um acidente em 1988, passou 4 anos em coma e desde entao viveu preso a uma cadeira de rodas, confinado em sua casa. "Eu falei apenas com um jornalista e o que ele escreveu nao é verdade - e cada vez que a historia foi republicada, novas coisas foram aparecendo" - critica. O jornal sustenta sua versao, baseado na argumentaçao de que haveria varios tipos de coma, mas o medico de Grzebski confirmou que o coma durou apenas 4 anos e que seu paciente está invalido há 19 anos. 05/06 Blue Bus

A midia, na verdade, nao resistiu a tentaçao de comparar a historia de Grzebski com o filme 'Adeus, Lenin!', no qual uma mulher acorda do coma para ver seu país transformado pelo fim do comunismo. Jornais e TVs, inclusive no Brasil, investiram na semelhança entre realidade e ficçao e disseram que Grzebski estava em coma quando o comunismo acabou. "Eu vi tudo o que eles dizem que eu nao vi, embora nem sempre eu estivesse em condiçoes de me expressar" - rebate. "Eu vi as noticias na TV, eu estava informado" - diz. Noticia do Media Guardian, em inglês.

Magali (14/02/2009 - 22:16)
Um artigo que li que é muito esclarecedor

Programas de cuidados paliativos - opção à eutanásia, ao suicídio assistido e à distanásia?

"Seriam os cuidados paliativos um caminho entre a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia? Uma possibilidade de operacionalização da ortotanásia? A morte na hora certa?
Pacientes gravemente enfermos que freqüentam programas de cuidados paliativos têm grande possibilidade de terem aliviados seus sintomas incapacitantes e sua dor e há grande preocupação da equipe em relação à qualidade de vida. Assim, pode-se dizer que o movimento de cuidados paliativos traz um grande progresso no que concerne aos cuidados no fim da vida, restituindo o bem estar global e a dignidade ao paciente gravemente enfermo, favorecendo a possibilidade de viver sua própria morte, um respeito por sua autonomia e não o abandonando à própria sorte (...)
O que dificulta ainda mais a questão é que pessoas em estado crítico da doença, com perda de consciência, não conseguem participar da decisão sobre a sua própria vida. A humanização da morte não é o seu apressamento, nem o seu prolongamento indefinido. "

Bioética nas questões da vida e da morte - Maria Julia Kovács

Instituto de Psicologia - USP
Coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte - Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade - Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 22:00)
No ano de 1986, num sábado 17.09 senti fortes dores no lado direito do abdômen. Reclamei com minha esposa que estava sentindo muito frio haja vista que o dia apresentava uma temperatura entre 24 à 26º, ela lançou mão do termômetro e mediu a temperatura quando verificou que estava 40º de febre. No decorrer do dia aguardamos uma melhora visto que havia tomado antiinflamatório FLANAX-500. No entanto as dores e a febre persistiam, ela então me levou num hospital em SBC, passei por consulta com o médico de plantão que diagnosticou uma leve inflamação, que gerou uma gastrite medicamentosa abdominal proveniente do medicamento. Porém, após deixar o hospital, tudo continuou igual, demos meia-volta e retornamos ao hospital. Ocasião em que fui encaminhado às presas para o centro cirúrgico para extração do apêndice. No entanto, em função da demora a incisão infeccionou, esse fato acabou me levando para a sala de cirurgia por cinco vezes em cinco meses de internação. Após toda essa situação traumática, em virtude de varias transfusões de sangue fui contaminado pelo vírus da Hepatite "C", hoje estou na fila de transplante de fígado. Ademais, meus dias estão contados, visto que o vírus ataca o fígado indiscrinadamente, ele gosta de fígado humano e prefere sem cebola, cru mesmo. Saliento que esse fato não me deixa triste ou com medo da poderosa morta, se necessitar de uma eutanásia já deixei um recado para a minha família que permita tal fato, a fim de evitar situação traumática para todos. Abraços a todos os comentaristas, se deixar de escrever neste site é porque bati as botas, mas um dia vamos nos encontrar do outro lado, o qual é o mundo dos mortos.

Joel (14/02/2009 - 20:47)
FLÁVIA, VIVENDO EM COMA

Este Blog, criado em Janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há onze anos e sua luta pela vida, desde que teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O que aqui escrevo, é o relato verídico dos fatos desde o acidente,ocorrido em 06.01.1998, até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira.

http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
FLAVIA, HÁ 11 ANOS EM COMA. QUE NÃO SEJA EM VÃO.
Ralos de piscinas = acidentes graves e fatais no Brasil e no mundo.

Hoje faz onze anos que Flavia teve seus cabelos sugados por um ralo de piscina funcionando de forma irregular. Hoje faz onze anos que Flavia entrou em coma e passou a viver inconsciente e à margem da vida. Hoje faz onze anos que luto por justiça para minha filha.

Antes do acidente ocorrido com Flavia, pessoas morreram pelo mesmo motivo: NEGLIGÊNCIA na venda, instalação e manutenção dos sistemas de sucção de piscinas. Depois do acidente ocorrido com Flavia, pessoas continuam morrendo pelo mesmo motivo. A IMPUNIDADE favorece a negligência.

Que possamos todos nós, imbuidos do sentimento comum de INDIGNAÇÃO, mudar este quadro de vergonhosa omissão das autoridades e órgãos competentes, para que ninguém mais venha a falecer ou viver em estado de coma, por acidentes causados por ralos de piscina

Beto (14/02/2009 - 20:16)
O tempo fechou. Recomendo um consultor de relacionamentos para essa gente que fica por aqui a aprontar confusões. Mas o melhor mesmo é quem libera comentários cortar as propagandas de determinados comentaristas. É falta de ética mesmo ficar fazendo propaganda de blogs pessoais a cada comentário. É soltar a franga totalmente.

NATASHA NOVÍNSKY (14/02/2009 - 20:09)
Janice querida!Se estou postando o endereço do meu blog nesse RESPEITADO e SÉRIO SITE,é por que o próprio DONO o senhor LUIZ CARLOS AZENHA,por quem tenho grande respeito e admiração escreveu em uma de suas postagens que todos os comentaristas que passam por aqui poderiam colocar endereços de seus blog,se assim o desejassem!!!
Bem, meu anjo,eu sou NATASHA NOVÍNSKY e não uso este respeitado site para ofender ninguém!Infelizmente você só se identifica como JANICE,quem é Janice????
Quanto ao meu querido Marco Antônio Leite,respeito suas opiniões,pois nunca veio aqui para me ofender,espero profundamente meu querido que as pessoas que freqüentam este site entendam uma coisa,POR FAVOR!!!Comentem apenas sobre o TEXTO AQUI em questão,e não sobre as minhas OPINIÕES!!!
Att:Natasha Novínsky(http://conheaaescritoranatashanovinsky.blogspot.com)

Janice (14/02/2009 - 18:58)
Papagaio de pirata é um termo usado na televisão brasileira para designar cidadãos que procuram ficar localizados atrás de jornalistas, quando os mesmos estão fazendo uma matéria, com o objetivo de aparecer paras as câmeras. Estas pessoas nada recebem por sua participação, fazendo isso como um hobby e com o objetivo de ganhar alguma fama. O termo surgiu por suas cabeças ficarem na altura do ombro das personagens ativas das entrevistas, assim como ficam os papagaios junto de piratas de acordo com os contos.

Janice (14/02/2009 - 18:57)
Desculpe-me Azenha, mas a senhorita que se apresenta como escritora e a cada comentário deixa o endereço do seu blog tem uma postura de papagaio de pirata mesmo. O último comentáriod ela confirma o que eu disse. Dá a impressão, mas posso estar enganado, que a referida senhorita aparece por aqui apenas com o intuito de divulgar o seu blog e agora a sua nova fonte de, chame-se como quiser, pois acaba de fundar uma ONG, segundo consta no blog dela. Aparecer aqui contra toda e qualquer idéia democrática e de respeito aos outros, é uma forma de nos levar ao blog dela para ver o que pinta por lá. É uma estratégia e tanto de marketing da senhorita. Já velha conhecida. Blogueiros desconhecidos são figurinhas fáceis em blogs prestigiados, sempre em busca de alguma polêmica, com o intuito de divulgar os blogs próprios. Isso está pra lá de manjado. Sem falar que é uma falta de ética do cacete...

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 18:34)
Natasha, apenas cada um de nós esta discorrendo sobre o que achamos de um ser vegetativo ficar durante 17 anos no leito de um hospital, sem perspectiva de retomar sua vida dinâmica novamente. Entenda, uns gostam do azul, outros já gostam do amarelo. Tem aquele que gosta de lingüiça, outro já gosta de salsicha. Portanto, devemos respeitar todas as opiniões aqui expressadas de forma livre e democrática. Abraços e, minha solidariedade!

NATASHA NOVÍNSKY (14/02/2009 - 18:18)
Eu gostaria de pedir um pouco de respeito para com as PESSOAS ESPECIAIS, pois ninguém nesse mundo está livre de ter uma pessoa assim em seu conviveu!Quanto aos que estão aqui apenas para me ofender, e não dar o mais (IMPORTANTE que é a opinião de cada um) deixo apenas um RECADINHO:
FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM MEUS AMORES!!!!
Beijos fraternos para todos vocês!!!
Att:Natasha Novínsky(http://conheaaescritoranatashanovinsky.blogspot.com)

Paula (14/02/2009 - 17:17)
Seres humanos como Eluana são cadáveres que não podem ser sepultados. Só as famílias delas sabem o quão doloroso é. Ninguém mais. Muita gente pode até ser solidária, no entanto quem nunca viveu uma situação assim deveria ter o respeito de respeitar a dor de quem a sofre. É um discurso FDP o de que a eutanásia é uma prática nazista quando definida pelo doente terminal que não quer mais sofrer ou pela família de uma pessoa em vida vegetativa por anos e anos.

Marko (14/02/2009 - 15:22)
Há casos e casos, cada caso é uma história; a família da moça não decidiu pelo desligamento dos aparelhos à toa.
Fotos não foram divulgadas mas pelo depoimento da jornalista a respeito do aparência devastadora do corpo da paciente imagine o "estado cadavérico" q deveria se encontrar o corpo desta após 17 anos numa cama sem se mover, a despeito d todos os cuidados médicos e atenção da família. Repito após todos esses anos, a família não "desistiu", aceitou a realidade à toa...

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 13:56)
Segundo a Natasha, após 19 anos um homem voltou a despertar para a vida dinâmica. Porém, será que ficaria mais barato para o Estado que ele morresse logo após o acidente, ou permanecesse todo esse tempo dando um custo elevado para a sociedade. Igualmente, hoje esse cidadão tem que seguir aquele ciclo normal de vida, ou seja, criança, menino, adolescente, moço, meia idade e velhice, será que ele viverá mais uns 90 anos para que ele siga esse ciclo naturalmente.

Estela Mendes (14/02/2009 - 13:52)
Escritora Natasha Novínsky, visitei o seu blog e lá li o post sobre os problemas do seu irmão. Claro que com aquela experiência de vida você não tem isenção emocional para tratar livremente do tema eutanásia. O que não lhe dá o direito de achar que o mundo todo tem de se curvar aos pés dos seus achismos e colocar como argumento uma exceção, o caso citado por você. Além do que o que voltou do coma, voltou, mas de que jeito minha santa? Interessa voltar daquele jeito? Não me venha com firulas rasteiríssimas num debate sério.

Janice (14/02/2009 - 13:39)
NATASHA NOVÍNSKY piora, visivelmente, a cada dia. Mistura alhos com bugalhos. Nada a estranhar de tanta pobreza mental.

Mariana Rodrigues (14/02/2009 - 12:31)
No artigo "Ainda sobre a finitude da vida", Fátima Oliveira afirma:

"Em países como o Brasil, onde a desigualdade de acesso aos serviços de saúde é a regra, apesar do princípio de universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), o direito de não morrer antes do tempo e o direito de morrer com dignidade integram a luta pelo direito à saúde (...)
Partindo do princípio de que todas as vidas são valiosas há momentos em que, desgraçadamente, nos deparamos com a necessidade de definir qual vida, naquele contexto, é mais valiosa! É parte da responsabilidade profissional médica fazer escolhas dolorosas. Nem sempre há vagas para todas as pessoas que precisam de cuidados intensivos. Ou escolhemos, ou deixamos que todas morram, optando pela negligência. O que é menos pior: não salvar nenhuma, em um momento em que é possível salvar pelo menos uma, ou decidir qual salvar? (...)
Assegurar a sobrevivência com dignidade é algo que os governos e a sociedade devem às pessoas como parte da concretização da "esperança de vida ao nascer", ou seja quanto tempo alguém provavelmente viverá, que está intimamente vinculada aos salários, à escolaridade, enfim às condições sociais e materiais de vida. No Brasil, além das disparidades regionais, a expectativa de vida é maior nas regiões Sudeste e Sul; no Nordeste morre-se mais cedo. Agrega-se a tal fato, o acentuado recorte racial/étnico a ele intrínseco: a mortalidade precoce de negros em todas as etapas da vida em nosso país."

Mariana Rodrigues (14/02/2009 - 12:27)
Ainda em "Conflitos inerentes à finitude da vida" Fátima Oliveira diz:

"Mas voltando à UTI. O que é e para que serve? Para responder, transcreverei um trecho do meu livro "Bioética: uma face da cidadania" (Moderna, 1997). "A UTI é uma invenção norte-americana, criada na Guerra da Coréia e aperfeiçoada na Guerra do Vietnã, cuja finalidade é atender pessoas com probabilidade de recuperação para a vida consciente e com autonomia. Representa um avanço nos cuidados com pessoas em estado grave, na medida em que salva muitas vidas, cujo sucesso é assegurado, em grande medida, pela "tática de triagem de guerra". Ou seja, devem ir para lá pessoas que apresentam chances de recuperação conforme as atuais medidas médicas e terapêuticas. Em outras palavras, a UTI não realiza milagres. A estatística brasileira de 1995 é de um óbito para cada quatro internações nas UTIs. Mas não é um lugar para quem certamente não obterá uma recuperação que lhe assegure vida digna, portanto indicar UTI para doentes terminais é no mínimo um ato de desumanidade."

A indicação de tratamento médico intensivo depende do desejo da pessoa doente, de familiares e/ou de pessoas amigas, ou é uma indicação médica? As respostas estão envoltas em conflitos, mas é possível deslindar grande parte deles. Explico-me: nem sempre o desejo pessoal, de familiares e/ou amigos(a) de que alguém precisa de cuidados médicos intensivos é real. A indicação de UTI é um ato médico."


Mariana Rodrigues (14/02/2009 - 12:25)
Apenas para recomendar dois artigos de Fátima Oliveira que são sobre o tema.

1. Conflitos inerentes à finitude da vida
www.vermelho.org.br/diario/2002/0812/fatima_0812.asp

2. Ainda sobre a finitude da vida
www.vermelho.org.br/diario/2002/0826/fatima_0826.asp

Em Conflitos inerentes à finitude da vida ela diz:
"... Sabemos que morrer é parte certa e natural da vida biológica. Somos programados para morrer. No entanto conviver com a idéia de que algum dia morreremos, e nada podemos fazer contra isso, não é de fácil aceitação para a maioria das pessoas. Comportam também questões bioéticas, os assuntos relativos à finitude natural da vida e à morte precoce, tais como a morte e o morrer; a negligência e a omissão de socorro nas emergências médicas, clínicas e cirúrgicas; indicação de "investir ou não" em "caso de parada": uso de tecnologias de reanimação neonatal e em adultos e a interrupção do "investimento"; a hospitalização da morte; doentes terminais; a insistência e a futilidade terapêuticas, faces da distanásia; e a eutanásia e querelas que lhe são pertinentes - é um delito ou um direito?"

NATASHA NOVÍNSKY (14/02/2009 - 05:58)
Homem recupera após 19 anos em coma (noticia extraída do DN)
Tinha 19 anos quando sofreu um grave acidente de viação que o deixou em coma. E Terry Wallis permaneceu nesse estado durante muito tempo. Demasiado tempo para que houvesse esperanças de que voltasse a despertar. Mas, 19 anos depois, Wallis acordou. E após quase duas décadas em estado vegetativo, o paciente tem feito progressos surpreendentes para a comunidade científica.

As análises ao cérebro de Terry Wallis sugerem que houve um crescimento do tecido cerebral, e esta descoberta pode representar uma maior compreensão não só do cérebro como da forma como ele pode recuperar de graves lesões.

Foi há três anos que Wallis pronunciou a sua primeira palavra. Depois de dizer "mãe" continuou a registar evoluções, apesar de limitadas. Já diz mais palavras, o seu discurso tem melhorado substancialmente e recuperou alguma mobilidade nas pernas. Porém, a sua memória é curta e muito pobre. Wallis continua sem compreender o que lhe aconteceu.
EU PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA????
Att:Natasha Novínsky(http://conheaaescritoranatashanovinsky.blogspot.com)

Marko (14/02/2009 - 02:40)
Pois é João Bravo, então pergunto, pq te metes ? Kkkkkkkkk

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 21:14)
Sousa Junior, não existe unanimidade, se tiver ela é burra. Cada um de nós é dotado de inteligência, uns exploram muito outros já exploram só um pouquinho, isso faz com que não sejamos Maria-vai- com-as-outras. Se você é contra, muitos já são a favor, será que você é contra a elite que mata milhares de crianças de inanição no Brasil afora. Será que você é contra a miséria instalada nas favelas, a qual foi gerada pela burguesia que não tem dó de ninguém. Será que você é contra o desemprego, contra a discriminação e preconceito que o pobre sofre no cotidiano. A mulher gravidade tem que ser dona de seu corpo e atos, se ela resolve abortar quem sou para ser contra, a igreja Católica é contra, mas ela não se digna em cuidar das crianças abandonadas justamente porque suas mães não puderam realizar o aborto por imposição daqueles que nem competência tiveram ou tem para ter filhos. Não existe consenso, existem interesses.

Rogerio (13/02/2009 - 21:06)
Odio a Israel, nazistas o que tem a ver com o assunto, manter uma pessoa viva por aparelhos é estar vivo mesmo...

Sousa Junior (13/02/2009 - 20:13)
Impressionante como a nossa sociedade está cada vez mais parecida com a Alemanha nazista de Hitler: defesa da EUTANASIA, experiências com EMBRIÕES humanos, apologia do ABORTO, ódio a ISRAEL, CRISE ECONÔMICA, ECOLOGIA (NATURISMO), etc. E o pior: o que foi considerado ABERRAÇÃO após o nazismo, hoje é defendido tranquilamente por pessoas que se dizem preocupadas com o sofrimento humano... A EUTANASIA para diminuir o sofrimento... Cada vez mais me convenço que a NOVA ORDEM MUNDIAL será fascista e será aplaudida de pé por pessoas que defendem coisas como a eutanasia e as experiências com embriões. NÃO APRENDEMOS NADA COM O PASSADO SOMBRIO DA HUMANIDADE.

Bosco (13/02/2009 - 19:57)
Último comentario, nesse post, Azenha. Garanto.
Foi só pra dizer que dei uma meia-informação. Gostaria de retratar-me.
Eu disse pra procurarem mihi fortis, no youtube. Desconsiderem essa informação.
O correto, na busca, é deusmihifortis.
Abraços a todos e todas e mais uma vez, obrigado.

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 18:44)
Todos têm o direito de viver, mas não devemos permitir que uma jovem viesse há sofrer durante 17 anos no leito de um hospital, vegetando através de tubos de todos os modelos e tamanhos. Isso é tortura para aqueles mais próximos da vítima, cujo carrasco que cometeu tamanha crueldade não se importou com tal sofrimento. Morrer é apenas o fim de uma viagem que não foi bem sucedida no decorrer do percurso de curta distância. Nessa história tem muitos carrascos, entre eles o Papa, o Berlusconi e aquele que fazem demagogia com a existência alheia. O que a ciência aprendeu com dezessete anos de inércia da jovem, garanto que não tiraram nenhuma lição, a não ser a da malvadeza e dureza dos médicos que "cuidaram" do coma.

Bosco (13/02/2009 - 18:19)
Eu nem ia mais comentar aqui, mas quando vi que mihi fortis comentou... Voltei e vou tascar mais uns pensares.
Tat, quer dizer, mihi fortis, eu sou seu fã. Saiba disso. Graças a pessoas como você eu consigo "ligar os pontos" cada vez mais rápido. Obrigado.
Queria agradecer também a todas as pessoas contrárias à minha linha de pensamento. Sério.
O que eu quis, desde meu primeiro comentário, foi criar essa celeuma mesmo. Bagunçar a ordem preestabelecida. Fazer um Brainstorm.
O brainstorm é um recurso que, quando bem utilizado, gera frutos interessantes. Conclusões que jamais teriamos não fosse ele.
Por isso agradeço ao Marcos Leite.
Democracia, em minha humilde opinião, é isso: Conviver com diferenças ideológicas, partidárias, religiosas. Conviver para aprender.
O que eu quero, senhores, é que vocês reflitam sobre o que mihi fortis disse. Procurem por ela no youtube. Vale à pena.
Abraços Capitalistas (Tô sacaneando, Marcos, mas na boa.).
Azenha, obrigado por deixar os embates acontecerem democraticamente. Cada vez mais sou seu fã, cara.
Até a próxima.

Marcia Costa (13/02/2009 - 17:37)
Excelente o artigo da doutora. O procedimento era paliativo, ou seja, se o procedimento não existisse ela já estaria morta.
Fico a pensar na lógica de certos procedimentos da medicina: porque manter uma vida artificialmente, médicos? Por que vocês fazem isso? Antigamente, morria-se me casa, sob os cuidados daquelas boas enfermeiras. Vi minha velha avó morrer assim, calma, sem nada que lhe prolongasse os seus 76 anos bem vividos.
Penso também no paradigma de que não pode morrer tão jovem. Porque? Há alguma lei natural que diz que viveremos até a velhice?
Logo, todo essse sofrimento é provocado por posturas de alguns médicos que omitem dos familiares a verdade que é muito dura de se ouvir: seu parente ou amigo vai morrer.
Não é fácil escutar isso. Só eu já ouvi esta palavra umas doze vezes. Todas pessoas queridas e muito amadas que deixaram de estar comigo neste planeta. Mas eu não trocaria um dia de CTI para todos eles por mais uma dia de vida.
Morrer faz parte da vida. Agora chè liberta, bela menina. Que Deus lhe abençoe a alma.

Norma Magalhães (13/02/2009 - 17:28)
Não consigo imaginar por que igrejas e religiões são tão cruéis quando se trata de defender que as pessoas sofram quando a vida dela já se foi. É o que acontece com os doentes sem esperanças de cura cuja vida é um eterno sofrer. Se ela está lúcida tem o direito de escolher se quer encerrar seu sofrimento. A mesma coisa se dá com pessoas que não têm mais autonomia e a família, por amor deseja que ela não sofra mais. Aqui, assim penso, deveríamos respeitar o desejo dela.

João Bravo (13/02/2009 - 15:51)
Marko,minha vó já dizia"SE TU NÃO PODE,NÃO SE METE".ehehehe

Marko (13/02/2009 - 15:02)
João Bravo, apenas acho curioso q hipócrita, estranha e paradoxalmente pessoas q afirmam crer em "vida eterna" em "seres supremos" se caguem d medo da morte, d resto não sou eu q anda dando coice por aqui qdo contrariado Hehe

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 14:08)
Ninguém defende a VIDA dos que sucumbe numa insana guerra desta ou naquela nação. Ninguém defende a vida de milhares de crianças que morrem de fome mundo afora por culpa da ganância da burguesia desalmada e desumana. Ninguém defende a VIDA de condenados que são mortos por companheiros ou pelo Estado. Ninguém defende a VIDA dos pobres que morrem a míngua numa dessas espeluncas chamadas hospitais. Ninguém defende a VIDA daqueles que são assassinados gratuitamente pela polícia brasileira. Ninguém defende a VIDA dos inocentes que morrem nas muitas guerras provocadas por interesses econômicos e estratégicos. Ninguém defende a VIDA daqueles que são assassinados nas periferias das cidades. Ninguém defende a VIDA das crianças que são violentadas por psicopatas de diversos calibres e loucuras. Na realidade ninguém defende a VIDA de ninguém, apenas fazem de conta que são contra isso ou aquilo, pura hipocrisia dos poderosos.

João Bravo (13/02/2009 - 13:57)
Marko,deus ter me livrado de ser seu parente muito me alegra.Estou dando minha opinião e respeitando as demais.Disse apenas que jamais faria fosse comigo.Mas creio que esta deva ser uma decisão de cada um,pessoal e,na qual estado nenhum tem direito a interferir.Folgo em saber,que de acordo com sua agressiva observação, quanto a falta de parentesco entre nós,posso dormir tranquilo, sabendo que minha progenitora,conforme a teoria da evolução,descende de uma macaca.Seria muito triste,fosse seu parente,saber que na origem de minha familia,usavam-se ferraduras e relinchavam.

mihi fortis (13/02/2009 - 13:52)
na minha opinião, e sou apenas uma simples pessoa comum, ordinária, sem muitas pretensões intelectuais, mas enfim acredito que a questão da vida, em primeiro lugar, não deveria e tem teria que estar relacionada com convenções do tipo religiosas. por que necessariamente sempre quando se fala sobre a vida tem que se falar em religião? o ser humano ainda não é capaz de pensar em questoes relacionadas na vida sem colocar igreja x ou igreja y no meio? por que uma pessoa que defende a vida tem que obrigatoriamente estar falando isso porque ela é religiosa?? estou cansada de idéias preconcebidas, de estereótipos e de mentalidade de rebanho que as pessoas insistem em se chafurdar até os joelhos.
a segunda questão é a vontade de defender uma causa social com tanta ânsia e nem sequer questionar os procedimentos, ou parar para OLHAR.
sinceramente não acredito que uma morte por fome, é morte digna - oh combatamos a fome no mundo, e agora defendem o direito de uma mulher morrer de fome, oh combatamos a anorexia, e defendamos o direito dessa infeliz morrer de fome. é hipócrita, é cegueira no duro.
se querem matá-la, e por mais digno que seja nao sejamos hipócritas e usemos de eufemismos baratos, é matar mesmo, se queremos matá-la, que dêm uma injeção para que morra na hora e nao de fome.
e por último, haveria que analisar as várias intençoes reais que realmente estão por tras da fina capa de um pai denfender o direito de morrer da filha. olhar o que há debaixo da superfície.

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 12:43)
A vida é uma grande farsa ou sofisma como queira, pensamos que existimos, mas na realidade isso chamado vida não passa de pura ilusão. A vida se é que existe, ela nos engana quando criança, menino, moço e velho, aí é que vem a verdade, a morte chega e tudo entristece, estamos de passagem pela tal vida, estamos sois e não sabemos o que vem após essa efêmera passagem sobre a terra, aí é que entra areia, vamos encarar o subsolo da terra, dá para encarar. Não tenho nada contra a vida, muito menos contra a morte, mas tudo isso é uma grande brincadeira de mau gosto de quem inventou esse binômio vida e morte não da Severina, mas da humanidade.

Heloisa Helena (13/02/2009 - 12:30)
Parabéns e obrigada, Conceição por um texto tão lúcido e sensível.
Eu não faria melhor.Parabéns Azenha, por abrir seu blog a posts tão relevantes. Excelente ver que isso acontece.
Let%u015B continue...
Heloisa

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 12:26)
Não existe morte sem eutanásia, não existe eutanásia sem morte. Portanto, morrer com essa ou aquela doença não é honrosa, por isso nem todo sonho é visão. Como diria o filosofo nenê beiçola só morre quem esta vivo. Não devemos tratar a morte como inimiga mortal, após a passagem desta para a outra, tenham certeza, vamos nos transformar numa nova vida, vejam os senhores este cidadão que posta seus devaneio e insanidade irá virar um pé de limão cravo bem azedo. Escolha aquilo que você gostaria ser na outra vida que vira apenas uma questão de paciência.

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 11:50)
Bosco, o seu comentário indica ser um fervoroso defensor do Papa e da igreja Católica, senhor não sou contra a vida, nem contra a morte porque ela inexorável. Sou contra as pessoas que não fazem absolutamente nada para diminuir a pobreza no mundo, bem como, entendo quem deve resolver essas questões são aquelas pessoas envolvidas com tais dilemas. Não seja defensor do mais forte, seja amigo e defensor dos mais fracos e marginalizados por esse capitalismo canibal que destrói a vida em beneficio próprio. Abraços socialistas!

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 11:35)
Com ou sem eutanásia morrer é apenas uma questão de tempo. Não tenham presa para que ocorra esse evento funesto, pois procure dar tempo ao tempo, que o tempo não tardará para chegar, tenha paciência com o tempo, porque o tempo é o pai da razão, sem o tempo não existe vida, sem vida não existirá o tempo. Tenha calma com o tempo, isso porque o tempo não passa quem passa pelo tempo somos nós. Até o próximo tempo! Abraços socialistas!

Daniel Campos (13/02/2009 - 11:30)
E lá vamos nós de novo....

Defendem a preservação da vida à qualquer custo, tudo bem. Mas que vida é essa, ficar preso em uma cama, sem conseguir se mover, sem poder fazer nada que não seja esperar a morte?

É decisão da pessoa ou dos familiares morrer ou não, ponto. Pois são os familiares que arcam com os custos de manter o familiar vivo (vai ver se algum que defende a vida à qualquer custo pagaria então os custos de manter a mesma), e ninguém é (ou deveria ser) obrigado por terceiros à viver em um "beco sem saída" cujo único final é uma morte lenta, agonizante e dolorosa. Isso descreve uma tortura cruel, e não algo "humano".

Eudes Carneiro (13/02/2009 - 11:00)
A eutanásia é um assunto complexo mesmo. Mas não quer dizer que não devamos tratar dele em profundidade. Muitos vão ser contra e outros a favor. Mas o fato é que só cabe à pessoa definir se quer continuar vivendo ou não em condições degardantes.

Bob Tatu (13/02/2009 - 09:50)
A eutanásia é um direito, desde que seja o desejo do paciente.

Wilson Soares (13/02/2009 - 09:31)
Gostaria de dar enfâse a duas coisas. Uma delas é a autonomia da pessoa decidir se quer ou não ser submetido a recursos artificiais de vida quando sofre uma doença que não tem cura e o fim se aproxima e é doloroso. É a pessoa doente quem decide. Onde está a prática nazista? Vamos deixar de ver chifre onde ele não existe.

Renato (13/02/2009 - 08:14)
O Pai desta mulher nunca gostou dela. É um nazista.

Marko (13/02/2009 - 04:22)
Nenhuma crença ou religião deve ter o poder d condenar (assim como Ninguém deve ser Condenado) incondicionalmente a Vida!

João Bravo, um zigoto não é gente e graças, Ufa... neste aspecto, os deuses me livraram d ser seu parente!

Júnior Sousa (13/02/2009 - 00:13)
A Itália, assim como a Holanda, está seguindo o mesmo padrão de declínio moral da Alemanha nazista da década de 30. Quando Adolf Hitler legalizou a eutanásia de adultos, mentiu de cara limpa quando "assegurou" aos alemães que a nova legislação continha mecanismos que impediriam o abuso e a morte planejada. Qualquer historiador pode dizer categoricamente que essas "garantias" eram falsas quando Hitler as anunciou, pois ele já tinha lançado secretamente a influência e os recursos do governo no programa de extermínio secreto daqueles que estavam vivendo "vidas indignas".Os defensores da Eutanásia Para Adultos estão procurando de forma veemente impor seu programa de morte a pedido neste país, floreando seus esforços com as palavras mais belas e sonoras na língua. Eles chamam as pessoas que querem se matar de "nobres", "corajosas", "compassivas", pessoas que simplesmente querem 'controlar' o momento da sua partida. Os defensores da eutanásia também negam veementemente que o plano da Eutanásia Para Adultos possa degenerar em extermínio de pessoas que estejam com doenças terminais, ou que não queiram morrer. E, esses defensores negam veementemente qualquer hipótese de a Eutanásia Para Adultos seguir um paralelo com a Alemanha nazista! Para comprovar sua posição, eles dizem apenas para vermos o programa de Eutanásia Para Adultos que existe na Holanda há mais de uma década.Para os espectadores holandeses, citei o Dr. Herbert Hendin, cujo livro mais recente é Seduced by Death: Doctors, Patients, and the Dutch Cure. Testificando diante de um subcomitê do Congresso, Hendin lança luz sobre a ladeira irreversível que os defensores do suicídio assistido desejam impor sobre nós: "A Holanda passou do suicídio assistido à eutanásia; da eutanásia dos pacientes em estado terminal para a eutanásia dos doentes crônicos; da eutanásia para doenças físicas para eutanásia para problemas psicológicos; e da eutanásia voluntária à eutanásia involuntária (chamada na Holanda de dar fim ao paciente sem solicitação explícita




João Bravo (13/02/2009 - 00:10)
Existe certos assuntos, que por sua natureza, exigem muita responsabilidade até para um simples comentário.Procuro então manter certa distância,ouvindo mais,não me apressando em formar opinião.Primeiro digo o seguinte:sou um lutador e exijo dos meus, que lutem até o fim.Eu jamais desligaria ou permitiria que desligassem aparelhos ou induzissem alguem de minha familia a morte,mesmo sendo mais digno.Não sou contra quem faça,mas eu não faria,me conheço.Por outro lado,meu avô morreu de cancer,pedindo que acabassem com seu sofrimento,já que a morfina já não fazia mais efeito.E aí?...deixar sofrer,podendo fazer algo é ser humano?...da mesma forma,o aborto em caso de estupro.A vitima tem sim, todo o direito de não querer a criança,mas se fizermos uma leitura fria da situação,chegaremos ao seguinte:Uma criança foi condenada a morte,porque seu pai cometeu um estupro.Se tem alguns assuntos que merecem muitos,muitos,muitos debates,são estes.

Dvorak (12/02/2009 - 23:42)
O que ocorreu com a italiana foi a ortotanásia e não eutanásia.
Etimologicamente, ortotanásia significa morte correta: orto: certo, thanatos: morte. Significa o não prolongamento artificial do processo de morte, além do que seria o processo natural.Na situação em que ocorre a ortotanásia, o doente já se encontra em processo natural de morte, processo este que recebe uma contribuição do médico no sentido de deixar que esse estado se desenvolva no seu curso natural.

Eutanásia e Ortotanásia

Na eutanásia a vida é interrompida de forma mais imediata através de alguma substância letal administrada.

Na ortotanásia, ocorre a interrupção de recursos administrados a um paciente sem condições de retorno a uma vida normal, deixando a natureza seguir o seu curso evolutivo normal.


Baader (12/02/2009 - 23:35)
Pra que gastar tanto dienheiro buscando a cura para doenças como o câncer e a AIDS? A resposta sempre esteve na cara de todos: Eutanásia, ortotanasia e afins...
Imagino se essa idéia (como Bosco disse, NAZISTA) fosse modinha antes da penicilina.
Não tenhamos mais filhos deficientes nem parentes doentes. Chegou a solução para todos os problemas: deixa morrer!! Afinal, deficientes e doentes acarretam em gasto para o Estado e este tem vários banqueiros pra socorrer e não pode ficar gastando dinheiro com coisas desimportantes. Afinal, quem não gera lucro, que importancia tem?

Bosco (12/02/2009 - 23:09)
Marco Antônio:
Você disse: "Outro que faz demagogia barata é o chefe maior da igreja Católica, é contra o aborto, eutanásia entre outras situações que cabe aos envolvidos resolver ...".
Seguindo sua linha de raciocínio, os latrocidas são pobres pais de família que trabalham sem fazer mal a ninguém? Sim. Pois eles (os latrocidas) resoveram matar para poder trabalhar... Não fizeram nada demais: Só mataram quem NÃO PEDIU pra morrer. (Tal qual no aborto e na eutanásia).
Não existe relativismo, meu caro: Ou somos à favor da vida ou contra ela...
EU sou a favor da vida. Mas aceito que sejas contra.
Mas não se preocupe: Morrerei lutando a favor da vida de todos (Inclusive dos que acham que ela nada vale).

Bosco (12/02/2009 - 23:01)
Paulo, desculpe se minha ironia foi rasteira.
Mas com assuntos rasteiros, tais quais decidir quem deve ou não morrer, só me restou esse artifício.
Você disse que "O direito de morrer com dignidade não tem nada a ver com prática nazista". Discordo. Até por que matar um outro ser por inanição nada tem de digno.
Interessante é que a dita "Dignidade" nada tem a ver com os pacientes... Se falou muito nas pessoas as quais estavam cuidando deles (as), como se os doentes fossem estorvos. Cansou? Manda matar! (Ôpa! "Manda matar" não: É politicamente incorreto... "Desliga a máquina" é mais bonitinho. É mais fácil vender a idéia de "Desligar a máquina" do que "Cansei: Vou mandar matar.").
Se tratar seres humanos como estorvos não for Nazismo, meu caro, não sei mais o que é.
Mas concordo com você: Aqui não é lugar para proselitismos... Viva o mundo real!
Por isso eu gosto do Viomundo: POr esse debate de alto nível de idéias mesmo quando opostas às nossas.
Grande abraço a todos e todas os (as) que concordam ou não comigo.

Pedro Saraiva (12/02/2009 - 22:46)
A eutanásia quando bem indicada é um gesto de piedade. O conceito de vida deve ser encarado com muito mais profundidade do que um simples coração batendo.

A distanásia é cruel e ineficaz. É resultado do egoísmo de familiares que não aceitam perder seus próximos, mesmo que isso signifique sofrimento ao mesmo.

É importante saber distinguir entre o que é prolongar a vida de um doente e prolongar a morte do mesmo.

Sou médico e sou a favor da Ortotanásia e da Eutanásia.

Informação sobre saúde:
http://mdsaude.blogspot.com

Fabio Passos (12/02/2009 - 22:26)
Prolongar o sofrimento humano não tem o menor cabimento.

E isto interessa todo mundo.

Se sou eu em um estágio terminal de doença... por favor, quero ter o direito de pedir que o sofrimento cesse.

Que tolice é essa de impedir uma decisão minha sobre a minha própria vida?

E se virar vegetal... pode me desligar.
Sem cérebro... é porque já fui.

Paulo Viana (12/02/2009 - 21:52)
Bosco, pelo que entendi aqui é um debate sério e não espaço ou hora de proselitismo rasteiro. O direito de morrer com dignidade não tem nada a ver com prática nazista. Quem pensar assim é porque quer mesmo fazer de conta que é. Mas Nãoa dianta chegar aqui com este papo rasteiro.

Oriana Ribas (12/02/2009 - 21:41)
Cada caso de busca pelo direito de morrer é sempre dramático
"Boa morte, morte digna, morte fácil, proteção à vida, direito de matar, direito de morrer, morte apropriada, eugenia, solidariedade, misericórdia, discriminação de deficientes"; todos estes termos são categorias que rondam o debate, a imaginação e os argumentos sobre eutanásia. A prática de auxiliar à morte de pessoas doentes sem possibilidade de cura não é nova na história, tampouco nas culturas. A questão é que não é possível afirmar que a eutanásia seja eticamente desprezível ou eticamente boa; simplesmente porque é possível encontrar diferentes teorias de justiça e fundamentos tanto para condenar quanto para defender a idéia da 'boa morte' (...)
O fato é que as escolhas humanas se caracterizam por sua falibilidade, por isso, brincar de Deus seria definir, a priori, o que é o sofrimento válido, os limites sobre a vida e a própria compreensão de vida digna. O que se pode determinar é que valor da vida está, exatamente, nas escolhas que se pode fazer na e sobre a vida, mesmo que estas escolhas estejam vinculadas ao desespero de ter que definir o limite do sofrimento. Escolhas que somente são possíveis em situações concretas nas quais as características de cada caso trarão os principais elementos para a decisão (...)
Amar, algumas vezes, pode ser simplesmente não julgar, mas acolher".

EUTANÁSIA E A RETÓRICA DO AMOR - Samantha Buglione
In: Diário Catarinense. Caderno Cultura. Florianópolis, 02.04.2005. p. 01

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (12/02/2009 - 21:03)
Viver na inércia, será que fosse filha do mafioso Berlusconi ele permitiria o estado de vegetação que a pessoa teria exposta, creio que não. Mas essa conduta esta mais para demagogia do que para manter a jovem no estado de morte, a fim de que um "milagre" viesse acontecer. Com a existência alheia não devemos nos envolver, pois cabe aos parentes de primeiro grau uma formula de resolver a questão entre todos os membros da família. Outro que faz demagogia barata é o chefe maior da igreja Católica, é contra o aborto, eutanásia entre outras situações que cabe aos envolvidos resolver tudo aquilo que ocorre de ruim, falar é fácil, o difícil é ter um membro da família em situação de morte irreversível. A vida é dinâmica e não estática.

Bosco (12/02/2009 - 20:33)
Também considero normal, a decisão da eutanásia.
Também considerarei normal quando começarem a nos matarem um ano após a aposentadoria (por não sermos mais força produtiva da sociedade), visto que sempre tendemos a considerar normal qualquer coisa que somente os retrógrados favoráveis à vida são contra.
Acho tudo normal (menos famílias felizes criadas por um pai e uma mãe, Casais felizes com a gravidez, seres humanos que se respeitam em mutualidade: ISSO é uma aberração).
Aborto, eutanásia, morte de não-produtivos: Tudo normal, para a sociedade Nazista a qual estamos vivendo (por termos achado tudo normal, até agora)...

Madá (12/02/2009 - 20:29)
"Curar algumas vezes, aliviar sempre que possível, consolar sempre", frase que para a Dra. Fátima Oliveira sintetiza a boa prática médica, é um aforismo poderoso e que existe em praticamente todas as línguas, frequentemente atribuído a Hipócrates, mas não consta no Corpus hippocraticum". A autoria desconhecida, mas define o compromisso do médico para com os doentes. A referência mais antiga é do século XV, em francês: "Guérir quelquefois, soulager souvent, consoler toujours." Em latim há uma sentença semelhante:: "MEDICUS QUANDOQUE SANAT, SAEPE LENIT ET SEMPER SOLATIUM EST" (O médico às vezes cura, muitas vezes alivia e sempre é um consolo).
Em inglês: "To cure sometimes, to relieve often, to comfort always".
Em italiano: "Guarire qualche volta, alleviare spesso, confortare sempre".
Em espanhol: "Curar algunas veces, aliviar frecuentemente y consolar siempre"
Em português:
1. Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre.
2. Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, consolar sempre.
3. Curar algumas vezes, aliviar muitas vezes e consolar sempre.
4. Curar algumas vezes, aliviar outras, consolar sempre
5. Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, confortar sempre.
6. Curar as vezes, aliviar muito freqüentemente e confortar sempre.
7. Curar algumas vezes, aliviar outras, cuidar sempre"
8. Curar às vezes, aliviar com frequência, consolar sempre.

Irineu Pacheco (12/02/2009 - 20:14)
Do artigo EUTANÁSIA, de Ramiro Sápiras

"Precisamos neste momento definir mais acuradamente acerca da diferença entre eutanásia ativa, eutanásia passiva e eutanásia de duplo efeito. A primeira significa o ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins humanitários. A segunda ocorre numa situação terminal quando não se inicia uma ação médica ou se interrompe uma medida extraordinária, com o objetivo de diminuir o terrível sofrimento. Por sua vez, a última hipótese ocorre quando a morte é acelerada por via de conseqüência indireta de ações médicas que são postas em prática visando o alívio do sofrimento de um doente terminal, como a administração de doses elevadas de morfina.
As principais justificativas para a prática da eutanásia são:
a} Dores e sofrimentos insuportáveis. Sabe-se que a Medicina não dispõe de remédios eficazes para eliminar, razoavelmente, as dores e sofrimentos.
b) Doenças incuráveis. Considerando a inexistência de possibilidades de cura de certas doenças, quando no estágio terminal, o argumento parece justificável.
c) Vontade do paciente. É importante considerar a vontade do enfermo que solicita o encurtamento da vida cujo fim próximo é inevitável. Seu desejo deve ser manifesto de forma consciente e real.
A questão da ética e da moral no tocante à Eutanásia pode ser discutida "ad infinitum"."...

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/93869

Irineu Pacheco (12/02/2009 - 20:11)
Há um artigo de Ramiro Sápiras
sobre eutanásia do quela gosto muito.

"Eutanásia significa "boa morte". O termo deriva do grego: "eu" = boa; "tanathos" = morte. Assim: boa morte, morte suave, morte calma, sem sofrimento, sem dor. Morte digna, com nobreza. Na verdade, é aquela morte que alguém proporciona a alguma pessoa que sofre de uma enfermidade incurável, a seu próprio pedido, com o objetivo de abreviar agonia muito intensa e dolorosa, mediante o espírito de humanidade e piedade, de conformidade com prévia regulamentação legal." (...)
A Igreja Católica, no ano de 1956, posicionou-se categoricamente contra a eutanásia, por violar a "Lei de Deus". No entanto, em 1957, o Papa Pio XII, num discurso dirigido a médicos, aceitou a possibilidade de que a vida possa ser abreviada como efeito secundário à utilização de drogas para diminuir a angústia de pacientes com dores insuportáveis. Em resumo temos que, com a utilização do "princípio de duplo efeito", a intenção é diminuir a dor, porém o efeito, excluído o vínculo causal, pode vir a ser a morte do paciente. No entanto, no ano de 1968, a Associação Mundial de Medicina adotou uma resolução contrária à eutanásia. Ao chegar o ano de 1980, o Vaticano divulgou uma "Declaração sobre eutanásia". Aí existe a proposta do "duplo efeito" e o abandono de tratamento considerado inócuo, ou fútil.
A Holanda tornou-se, em maio de 2003, o primeiro país a legalizar a eutanásia.

Yasmin Loureiro (12/02/2009 - 19:53)
Não temho uma opinião formada sobre eutanásia, mas no caso Eluana o pai dela teve razão. Aquilo que ela viveu 17 anos não era mais vida. Era uma morta insepulta.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design