helena-portugal (18/02/2010 - 16:58)
Na Holanda e na Belgica a eutanásia e o suicidio medicamente assistido são há anos actos legais,na França há muito se luta para conseguir o mesmo e em Portugal que se faz por isso? Tentando analisar ao pormenor o assunto e embora seja cristã, entendo que em certos casos isso seria muito util,muito mais que a legalização do aborto.Recordo frequentemente o que minha avó, que vivia cega há anos e acabou num lar com oitenta e tais anos deitada permanentemente após uma fractura da anca,me repetiu várias vezes:eu devia matar-me ,mas falta-me a coragem...e quando nos seus ultimos tempos estava junto dela, dizia-me: como eu gostaria de morrer agora que estás aqui..Morreu sem ninguem de família ao pé e com grande dificuldade..., segundo a empregada do lar parecia estar à espera que alguem viesse ajudá-la naquela passagem...Não teria sido melhor para ela e para nós familiares um suicidio assistido?
Odele Souza (02/03/2009 - 17:58)
Não sei quem é Joel, (texto de 14/02/2009) mas NAO GOSTEI de ver um texto meu copiado do blog de minha filha aqui, quando o tema tratado é EUTANÁSIA. No blog de Flavia, falo de vida e não de morte. O blog de Flavia tem dois objetivos: ALERTAR para o perigo dos ralos de piscinas e PROTESTAR contra a lentidão da justiça brasileira. Lamentável a atitude do Sr.Joel.
Nonato (16/02/2009 - 04:05)
Parlamento brasileiro discute a eutanásia, mas avança pouco
15/02/2009 - 06:08 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - A dificuldade de definir o momento em que seja legítimo optar pela suspensão de procedimentos médicos em pacientes em estado terminal ou com doença incurável é um dos entraves para a elaboração de leis brasileiras referentes à eutanásia no Brasil. Apesar de, nos últimos anos, terem sido apresentados projetos tanto para liberar quanto para aumentar as penalidades sobre executores do procedimento, nenhum chegou ao ponto de votação final.
Dois projetos tramitam na Câmara dos Deputados com o objetivo de classificar a eutanásia, hoje equiparada ao crime de homicídio, como crime hediondo. Autor de uma das propostas (PL 3207/08), o deputado Miguel Martini (PSC-MG), defende o uso do rigor da punição a um crime hediondo, como o sequestro e o estupro, para iniciativas com o objetivo de levar pacientes, em estado terminal ou irreversível, a morte.
"A eutanásia se alinha mais à ideia de poder matar do que à luta pela preservação da vida", pontua. A proposta, no entanto, está parada na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), tramitando junto a projeto que quer incluir o aborto na lista dos crimes hediondos. Ainda não há relator definido.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/15/parlamento brasileiro discute a eutanasia mas avanca pouco 4055907.html
Nonato (16/02/2009 - 04:02)
cont..../Eutanásia no cinema: veja os filmes que abordam o tema
O Escafandro e a Borboleta
O editor da revista Elle, Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), sofre um derrame cerebral aos 43 anos. A sequela do acidente é uma rara paralisia, que compromete todos os movimentos de Bauby com a exceção de um olho. Bauby chega a pensar em se matar, mas aprende a se comunicar piscando o olho e ainda escreve um livro.
Filme de Julian Schnabel indicado a quatro Oscars.
Um Homem Bom
Este filme de Vicente Amorim conta a história de um alemão comum que desenvolve uma teoria sobre a eutanásia. Seu trabalho desperta o interesse do regime nazista e sua vida muda completamente
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/15/eutanasia no cinema veja os filmes que abordam o tema 4055903.html
Marko (15/02/2009 - 18:00)
Já falei o q tinha d falar, d qq modo, é bom todos à favor d 1 morte digna se precaverem, deixando por escrito ou vídeo gravado, depoimento se recusando, caso sejam vítimas em casos semelhantes, d serem mantidos vegetativamente "salvos", "vivos" pelo fanatismo d natalias ou gustavos da vida... eu hein vão d retro
Gustavus Magni T. Sales (15/02/2009 - 16:11)
Olha, não quero dar depoimento apaixonado, acho que paixão está longe desse tema.
Gostaria de usar a razão e não a emoção, então vamos lá:
Acho que o enfoque poderia partir da análise da vontade, do desejo da pessoa que está sofrendo com algo incurável, de parar de sofrer através de sua morte ou não.
Lembrando que suicídio não é crime, auxílio a este é que é crime em boa parte do mundo, é aí que reside um dos maiores impasses à eutanásia (pessoalmente sou contra, mas como me comprometi a analisar com enfoque racional, quero ser fiel à minha premissa).
Auxiliar ou facilitar para a pessoa o cometimento do suicídio (como aquele doutor morte, que injetava coquetéis venenosos a pedido de seus pacientes ou família destes) é crime, daí não ser possível, na maioria dos casos, desligar aparelhos, a não ser que comprovem que a pessoa está clinicamente morta (ausência de atividade cerebral, apesar de coração e o resto funcionarem).
Mas e as pessoas em coma ou em estado vegetativo? (alguma porcentagem do cérebro funciona normal e outra metade está morta(vegetativo) ou quase tudo funciona, mas não há o despertar pois a lesão foi muito grave e o cérebro demora para se recuperar dos traumas.
Diante disso, analisando racionalmente e levando em consideração a vontade da pessoa, o arbítrio, nos casos onde ela não pode, expressamente, dizer o que deseja, deveria ser mantida viva até que o faça.
(continua em outro post - falta de caracteres)
João Mendes Cardoso (15/02/2009 - 07:12)
O post anterior assinado por mim é parte da matéria:
Eutanásia era prática legal e comum na Antiguidade grega e romana - Grécia e Roma antigas não condenavam a morte assistida e o suicídio.
Caso Eluana Englaro, na Itália, fez voltar o antigo debate sobre a prática.
"na Antiguidade, antes do surgimento do cristianismo, ajudar alguém a ter uma 'morte boa' era algo permitido e até corriqueiro.
A maioria dos médicos da Antiguidade era relutante em tratar casos "incuráveis", deixando para os pacientes terminais poucas opções que não a eutanásia. Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma "morte boa", como resposta apropriada e racional a diversos males."
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL998794-16107,00-EUTANASIA ERA PRATICA LEGAL E COMUM NA ANTIGUIDADE GREGA E ROMANA.html
George (14/02/2009 - 22:28)
Noticia do Blue Bus - 05/06/07
Ele diz que nao passou 19 anos em coma e acusa a midia de exagerar13:24 O polonês que teria passado 19 anos em coma diz que a midia exagerou nos fatos ao narrar sua historia. Jan Grzebski, 65, alega que nunca disse nada do que foi publicado no jornal local Gazeta Dzialdowska - e depois reproduzido na midia internacional. Nega que tenha passado 19 anos em coma - teria, na verdade, sofrido um acidente em 1988, passou 4 anos em coma e desde entao viveu preso a uma cadeira de rodas, confinado em sua casa. "Eu falei apenas com um jornalista e o que ele escreveu nao é verdade - e cada vez que a historia foi republicada, novas coisas foram aparecendo" - critica. O jornal sustenta sua versao, baseado na argumentaçao de que haveria varios tipos de coma, mas o medico de Grzebski confirmou que o coma durou apenas 4 anos e que seu paciente está invalido há 19 anos. 05/06 Blue Bus
A midia, na verdade, nao resistiu a tentaçao de comparar a historia de Grzebski com o filme 'Adeus, Lenin!', no qual uma mulher acorda do coma para ver seu país transformado pelo fim do comunismo. Jornais e TVs, inclusive no Brasil, investiram na semelhança entre realidade e ficçao e disseram que Grzebski estava em coma quando o comunismo acabou. "Eu vi tudo o que eles dizem que eu nao vi, embora nem sempre eu estivesse em condiçoes de me expressar" - rebate. "Eu vi as noticias na TV, eu estava informado" - diz. Noticia do Media Guardian, em inglês.
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 22:00)
No ano de 1986, num sábado 17.09 senti fortes dores no lado direito do abdômen. Reclamei com minha esposa que estava sentindo muito frio haja vista que o dia apresentava uma temperatura entre 24 à 26º, ela lançou mão do termômetro e mediu a temperatura quando verificou que estava 40º de febre. No decorrer do dia aguardamos uma melhora visto que havia tomado antiinflamatório FLANAX-500. No entanto as dores e a febre persistiam, ela então me levou num hospital em SBC, passei por consulta com o médico de plantão que diagnosticou uma leve inflamação, que gerou uma gastrite medicamentosa abdominal proveniente do medicamento. Porém, após deixar o hospital, tudo continuou igual, demos meia-volta e retornamos ao hospital. Ocasião em que fui encaminhado às presas para o centro cirúrgico para extração do apêndice. No entanto, em função da demora a incisão infeccionou, esse fato acabou me levando para a sala de cirurgia por cinco vezes em cinco meses de internação. Após toda essa situação traumática, em virtude de varias transfusões de sangue fui contaminado pelo vírus da Hepatite "C", hoje estou na fila de transplante de fígado. Ademais, meus dias estão contados, visto que o vírus ataca o fígado indiscrinadamente, ele gosta de fígado humano e prefere sem cebola, cru mesmo. Saliento que esse fato não me deixa triste ou com medo da poderosa morta, se necessitar de uma eutanásia já deixei um recado para a minha família que permita tal fato, a fim de evitar situação traumática para todos. Abraços a todos os comentaristas, se deixar de escrever neste site é porque bati as botas, mas um dia vamos nos encontrar do outro lado, o qual é o mundo dos mortos.
Beto (14/02/2009 - 20:16)
O tempo fechou. Recomendo um consultor de relacionamentos para essa gente que fica por aqui a aprontar confusões. Mas o melhor mesmo é quem libera comentários cortar as propagandas de determinados comentaristas. É falta de ética mesmo ficar fazendo propaganda de blogs pessoais a cada comentário. É soltar a franga totalmente.
Janice (14/02/2009 - 18:58)
Papagaio de pirata é um termo usado na televisão brasileira para designar cidadãos que procuram ficar localizados atrás de jornalistas, quando os mesmos estão fazendo uma matéria, com o objetivo de aparecer paras as câmeras. Estas pessoas nada recebem por sua participação, fazendo isso como um hobby e com o objetivo de ganhar alguma fama. O termo surgiu por suas cabeças ficarem na altura do ombro das personagens ativas das entrevistas, assim como ficam os papagaios junto de piratas de acordo com os contos.
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 18:34)
Natasha, apenas cada um de nós esta discorrendo sobre o que achamos de um ser vegetativo ficar durante 17 anos no leito de um hospital, sem perspectiva de retomar sua vida dinâmica novamente. Entenda, uns gostam do azul, outros já gostam do amarelo. Tem aquele que gosta de lingüiça, outro já gosta de salsicha. Portanto, devemos respeitar todas as opiniões aqui expressadas de forma livre e democrática. Abraços e, minha solidariedade!
Paula (14/02/2009 - 17:17)
Seres humanos como Eluana são cadáveres que não podem ser sepultados. Só as famílias delas sabem o quão doloroso é. Ninguém mais. Muita gente pode até ser solidária, no entanto quem nunca viveu uma situação assim deveria ter o respeito de respeitar a dor de quem a sofre. É um discurso FDP o de que a eutanásia é uma prática nazista quando definida pelo doente terminal que não quer mais sofrer ou pela família de uma pessoa em vida vegetativa por anos e anos.
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (14/02/2009 - 13:56)
Segundo a Natasha, após 19 anos um homem voltou a despertar para a vida dinâmica. Porém, será que ficaria mais barato para o Estado que ele morresse logo após o acidente, ou permanecesse todo esse tempo dando um custo elevado para a sociedade. Igualmente, hoje esse cidadão tem que seguir aquele ciclo normal de vida, ou seja, criança, menino, adolescente, moço, meia idade e velhice, será que ele viverá mais uns 90 anos para que ele siga esse ciclo naturalmente.
Janice (14/02/2009 - 13:39)
NATASHA NOVÍNSKY piora, visivelmente, a cada dia. Mistura alhos com bugalhos. Nada a estranhar de tanta pobreza mental.
Mariana Rodrigues (14/02/2009 - 12:27)
Ainda em "Conflitos inerentes à finitude da vida" Fátima Oliveira diz:
"Mas voltando à UTI. O que é e para que serve? Para responder, transcreverei um trecho do meu livro "Bioética: uma face da cidadania" (Moderna, 1997). "A UTI é uma invenção norte-americana, criada na Guerra da Coréia e aperfeiçoada na Guerra do Vietnã, cuja finalidade é atender pessoas com probabilidade de recuperação para a vida consciente e com autonomia. Representa um avanço nos cuidados com pessoas em estado grave, na medida em que salva muitas vidas, cujo sucesso é assegurado, em grande medida, pela "tática de triagem de guerra". Ou seja, devem ir para lá pessoas que apresentam chances de recuperação conforme as atuais medidas médicas e terapêuticas. Em outras palavras, a UTI não realiza milagres. A estatística brasileira de 1995 é de um óbito para cada quatro internações nas UTIs. Mas não é um lugar para quem certamente não obterá uma recuperação que lhe assegure vida digna, portanto indicar UTI para doentes terminais é no mínimo um ato de desumanidade."
A indicação de tratamento médico intensivo depende do desejo da pessoa doente, de familiares e/ou de pessoas amigas, ou é uma indicação médica? As respostas estão envoltas em conflitos, mas é possível deslindar grande parte deles. Explico-me: nem sempre o desejo pessoal, de familiares e/ou amigos(a) de que alguém precisa de cuidados médicos intensivos é real. A indicação de UTI é um ato médico."
NATASHA NOVÍNSKY (14/02/2009 - 05:58)
Homem recupera após 19 anos em coma (noticia extraída do DN)
Tinha 19 anos quando sofreu um grave acidente de viação que o deixou em coma. E Terry Wallis permaneceu nesse estado durante muito tempo. Demasiado tempo para que houvesse esperanças de que voltasse a despertar. Mas, 19 anos depois, Wallis acordou. E após quase duas décadas em estado vegetativo, o paciente tem feito progressos surpreendentes para a comunidade científica.
As análises ao cérebro de Terry Wallis sugerem que houve um crescimento do tecido cerebral, e esta descoberta pode representar uma maior compreensão não só do cérebro como da forma como ele pode recuperar de graves lesões.
Foi há três anos que Wallis pronunciou a sua primeira palavra. Depois de dizer "mãe" continuou a registar evoluções, apesar de limitadas. Já diz mais palavras, o seu discurso tem melhorado substancialmente e recuperou alguma mobilidade nas pernas. Porém, a sua memória é curta e muito pobre. Wallis continua sem compreender o que lhe aconteceu.
EU PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA????
Att:Natasha Novínsky(http://conheaaescritoranatashanovinsky.blogspot.com)
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 21:14)
Sousa Junior, não existe unanimidade, se tiver ela é burra. Cada um de nós é dotado de inteligência, uns exploram muito outros já exploram só um pouquinho, isso faz com que não sejamos Maria-vai- com-as-outras. Se você é contra, muitos já são a favor, será que você é contra a elite que mata milhares de crianças de inanição no Brasil afora. Será que você é contra a miséria instalada nas favelas, a qual foi gerada pela burguesia que não tem dó de ninguém. Será que você é contra o desemprego, contra a discriminação e preconceito que o pobre sofre no cotidiano. A mulher gravidade tem que ser dona de seu corpo e atos, se ela resolve abortar quem sou para ser contra, a igreja Católica é contra, mas ela não se digna em cuidar das crianças abandonadas justamente porque suas mães não puderam realizar o aborto por imposição daqueles que nem competência tiveram ou tem para ter filhos. Não existe consenso, existem interesses.
Sousa Junior (13/02/2009 - 20:13)
Impressionante como a nossa sociedade está cada vez mais parecida com a Alemanha nazista de Hitler: defesa da EUTANASIA, experiências com EMBRIÕES humanos, apologia do ABORTO, ódio a ISRAEL, CRISE ECONÔMICA, ECOLOGIA (NATURISMO), etc. E o pior: o que foi considerado ABERRAÇÃO após o nazismo, hoje é defendido tranquilamente por pessoas que se dizem preocupadas com o sofrimento humano... A EUTANASIA para diminuir o sofrimento... Cada vez mais me convenço que a NOVA ORDEM MUNDIAL será fascista e será aplaudida de pé por pessoas que defendem coisas como a eutanasia e as experiências com embriões. NÃO APRENDEMOS NADA COM O PASSADO SOMBRIO DA HUMANIDADE.
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 18:44)
Todos têm o direito de viver, mas não devemos permitir que uma jovem viesse há sofrer durante 17 anos no leito de um hospital, vegetando através de tubos de todos os modelos e tamanhos. Isso é tortura para aqueles mais próximos da vítima, cujo carrasco que cometeu tamanha crueldade não se importou com tal sofrimento. Morrer é apenas o fim de uma viagem que não foi bem sucedida no decorrer do percurso de curta distância. Nessa história tem muitos carrascos, entre eles o Papa, o Berlusconi e aquele que fazem demagogia com a existência alheia. O que a ciência aprendeu com dezessete anos de inércia da jovem, garanto que não tiraram nenhuma lição, a não ser a da malvadeza e dureza dos médicos que "cuidaram" do coma.
Marcia Costa (13/02/2009 - 17:37)
Excelente o artigo da doutora. O procedimento era paliativo, ou seja, se o procedimento não existisse ela já estaria morta.
Fico a pensar na lógica de certos procedimentos da medicina: porque manter uma vida artificialmente, médicos? Por que vocês fazem isso? Antigamente, morria-se me casa, sob os cuidados daquelas boas enfermeiras. Vi minha velha avó morrer assim, calma, sem nada que lhe prolongasse os seus 76 anos bem vividos.
Penso também no paradigma de que não pode morrer tão jovem. Porque? Há alguma lei natural que diz que viveremos até a velhice?
Logo, todo essse sofrimento é provocado por posturas de alguns médicos que omitem dos familiares a verdade que é muito dura de se ouvir: seu parente ou amigo vai morrer.
Não é fácil escutar isso. Só eu já ouvi esta palavra umas doze vezes. Todas pessoas queridas e muito amadas que deixaram de estar comigo neste planeta. Mas eu não trocaria um dia de CTI para todos eles por mais uma dia de vida.
Morrer faz parte da vida. Agora chè liberta, bela menina. Que Deus lhe abençoe a alma.
João Bravo (13/02/2009 - 15:51)
Marko,minha vó já dizia"SE TU NÃO PODE,NÃO SE METE".ehehehe
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 14:08)
Ninguém defende a VIDA dos que sucumbe numa insana guerra desta ou naquela nação. Ninguém defende a vida de milhares de crianças que morrem de fome mundo afora por culpa da ganância da burguesia desalmada e desumana. Ninguém defende a VIDA de condenados que são mortos por companheiros ou pelo Estado. Ninguém defende a VIDA dos pobres que morrem a míngua numa dessas espeluncas chamadas hospitais. Ninguém defende a VIDA daqueles que são assassinados gratuitamente pela polícia brasileira. Ninguém defende a VIDA dos inocentes que morrem nas muitas guerras provocadas por interesses econômicos e estratégicos. Ninguém defende a VIDA daqueles que são assassinados nas periferias das cidades. Ninguém defende a VIDA das crianças que são violentadas por psicopatas de diversos calibres e loucuras. Na realidade ninguém defende a VIDA de ninguém, apenas fazem de conta que são contra isso ou aquilo, pura hipocrisia dos poderosos.
mihi fortis (13/02/2009 - 13:52)
na minha opinião, e sou apenas uma simples pessoa comum, ordinária, sem muitas pretensões intelectuais, mas enfim acredito que a questão da vida, em primeiro lugar, não deveria e tem teria que estar relacionada com convenções do tipo religiosas. por que necessariamente sempre quando se fala sobre a vida tem que se falar em religião? o ser humano ainda não é capaz de pensar em questoes relacionadas na vida sem colocar igreja x ou igreja y no meio? por que uma pessoa que defende a vida tem que obrigatoriamente estar falando isso porque ela é religiosa?? estou cansada de idéias preconcebidas, de estereótipos e de mentalidade de rebanho que as pessoas insistem em se chafurdar até os joelhos.
a segunda questão é a vontade de defender uma causa social com tanta ânsia e nem sequer questionar os procedimentos, ou parar para OLHAR.
sinceramente não acredito que uma morte por fome, é morte digna - oh combatamos a fome no mundo, e agora defendem o direito de uma mulher morrer de fome, oh combatamos a anorexia, e defendamos o direito dessa infeliz morrer de fome. é hipócrita, é cegueira no duro.
se querem matá-la, e por mais digno que seja nao sejamos hipócritas e usemos de eufemismos baratos, é matar mesmo, se queremos matá-la, que dêm uma injeção para que morra na hora e nao de fome.
e por último, haveria que analisar as várias intençoes reais que realmente estão por tras da fina capa de um pai denfender o direito de morrer da filha. olhar o que há debaixo da superfície.
Heloisa Helena (13/02/2009 - 12:30)
Parabéns e obrigada, Conceição por um texto tão lúcido e sensível.
Eu não faria melhor.Parabéns Azenha, por abrir seu blog a posts tão relevantes. Excelente ver que isso acontece.
Let%u015B continue...
Heloisa
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (13/02/2009 - 11:50)
Bosco, o seu comentário indica ser um fervoroso defensor do Papa e da igreja Católica, senhor não sou contra a vida, nem contra a morte porque ela inexorável. Sou contra as pessoas que não fazem absolutamente nada para diminuir a pobreza no mundo, bem como, entendo quem deve resolver essas questões são aquelas pessoas envolvidas com tais dilemas. Não seja defensor do mais forte, seja amigo e defensor dos mais fracos e marginalizados por esse capitalismo canibal que destrói a vida em beneficio próprio. Abraços socialistas!
Daniel Campos (13/02/2009 - 11:30)
E lá vamos nós de novo....
Defendem a preservação da vida à qualquer custo, tudo bem. Mas que vida é essa, ficar preso em uma cama, sem conseguir se mover, sem poder fazer nada que não seja esperar a morte?
É decisão da pessoa ou dos familiares morrer ou não, ponto. Pois são os familiares que arcam com os custos de manter o familiar vivo (vai ver se algum que defende a vida à qualquer custo pagaria então os custos de manter a mesma), e ninguém é (ou deveria ser) obrigado por terceiros à viver em um "beco sem saída" cujo único final é uma morte lenta, agonizante e dolorosa. Isso descreve uma tortura cruel, e não algo "humano".
Bob Tatu (13/02/2009 - 09:50)
A eutanásia é um direito, desde que seja o desejo do paciente.
Renato (13/02/2009 - 08:14)
O Pai desta mulher nunca gostou dela. É um nazista.
Júnior Sousa (13/02/2009 - 00:13)
A Itália, assim como a Holanda, está seguindo o mesmo padrão de declínio moral da Alemanha nazista da década de 30. Quando Adolf Hitler legalizou a eutanásia de adultos, mentiu de cara limpa quando "assegurou" aos alemães que a nova legislação continha mecanismos que impediriam o abuso e a morte planejada. Qualquer historiador pode dizer categoricamente que essas "garantias" eram falsas quando Hitler as anunciou, pois ele já tinha lançado secretamente a influência e os recursos do governo no programa de extermínio secreto daqueles que estavam vivendo "vidas indignas".Os defensores da Eutanásia Para Adultos estão procurando de forma veemente impor seu programa de morte a pedido neste país, floreando seus esforços com as palavras mais belas e sonoras na língua. Eles chamam as pessoas que querem se matar de "nobres", "corajosas", "compassivas", pessoas que simplesmente querem 'controlar' o momento da sua partida. Os defensores da eutanásia também negam veementemente que o plano da Eutanásia Para Adultos possa degenerar em extermínio de pessoas que estejam com doenças terminais, ou que não queiram morrer. E, esses defensores negam veementemente qualquer hipótese de a Eutanásia Para Adultos seguir um paralelo com a Alemanha nazista! Para comprovar sua posição, eles dizem apenas para vermos o programa de Eutanásia Para Adultos que existe na Holanda há mais de uma década.Para os espectadores holandeses, citei o Dr. Herbert Hendin, cujo livro mais recente é Seduced by Death: Doctors, Patients, and the Dutch Cure. Testificando diante de um subcomitê do Congresso, Hendin lança luz sobre a ladeira irreversível que os defensores do suicídio assistido desejam impor sobre nós: "A Holanda passou do suicídio assistido à eutanásia; da eutanásia dos pacientes em estado terminal para a eutanásia dos doentes crônicos; da eutanásia para doenças físicas para eutanásia para problemas psicológicos; e da eutanásia voluntária à eutanásia involuntária (chamada na Holanda de dar fim ao paciente sem solicitação explícita
Dvorak (12/02/2009 - 23:42)
O que ocorreu com a italiana foi a ortotanásia e não eutanásia.
Etimologicamente, ortotanásia significa morte correta: orto: certo, thanatos: morte. Significa o não prolongamento artificial do processo de morte, além do que seria o processo natural.Na situação em que ocorre a ortotanásia, o doente já se encontra em processo natural de morte, processo este que recebe uma contribuição do médico no sentido de deixar que esse estado se desenvolva no seu curso natural.
Eutanásia e Ortotanásia
Na eutanásia a vida é interrompida de forma mais imediata através de alguma substância letal administrada.
Na ortotanásia, ocorre a interrupção de recursos administrados a um paciente sem condições de retorno a uma vida normal, deixando a natureza seguir o seu curso evolutivo normal.
Bosco (12/02/2009 - 23:09)
Marco Antônio:
Você disse: "Outro que faz demagogia barata é o chefe maior da igreja Católica, é contra o aborto, eutanásia entre outras situações que cabe aos envolvidos resolver ...".
Seguindo sua linha de raciocínio, os latrocidas são pobres pais de família que trabalham sem fazer mal a ninguém? Sim. Pois eles (os latrocidas) resoveram matar para poder trabalhar... Não fizeram nada demais: Só mataram quem NÃO PEDIU pra morrer. (Tal qual no aborto e na eutanásia).
Não existe relativismo, meu caro: Ou somos à favor da vida ou contra ela...
EU sou a favor da vida. Mas aceito que sejas contra.
Mas não se preocupe: Morrerei lutando a favor da vida de todos (Inclusive dos que acham que ela nada vale).
Pedro Saraiva (12/02/2009 - 22:46)
A eutanásia quando bem indicada é um gesto de piedade. O conceito de vida deve ser encarado com muito mais profundidade do que um simples coração batendo.
A distanásia é cruel e ineficaz. É resultado do egoísmo de familiares que não aceitam perder seus próximos, mesmo que isso signifique sofrimento ao mesmo.
É importante saber distinguir entre o que é prolongar a vida de um doente e prolongar a morte do mesmo.
Sou médico e sou a favor da Ortotanásia e da Eutanásia.
Informação sobre saúde:
http://mdsaude.blogspot.com
Paulo Viana (12/02/2009 - 21:52)
Bosco, pelo que entendi aqui é um debate sério e não espaço ou hora de proselitismo rasteiro. O direito de morrer com dignidade não tem nada a ver com prática nazista. Quem pensar assim é porque quer mesmo fazer de conta que é. Mas Nãoa dianta chegar aqui com este papo rasteiro.
Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul - SP (12/02/2009 - 21:03)
Viver na inércia, será que fosse filha do mafioso Berlusconi ele permitiria o estado de vegetação que a pessoa teria exposta, creio que não. Mas essa conduta esta mais para demagogia do que para manter a jovem no estado de morte, a fim de que um "milagre" viesse acontecer. Com a existência alheia não devemos nos envolver, pois cabe aos parentes de primeiro grau uma formula de resolver a questão entre todos os membros da família. Outro que faz demagogia barata é o chefe maior da igreja Católica, é contra o aborto, eutanásia entre outras situações que cabe aos envolvidos resolver tudo aquilo que ocorre de ruim, falar é fácil, o difícil é ter um membro da família em situação de morte irreversível. A vida é dinâmica e não estática.
Madá (12/02/2009 - 20:29)
"Curar algumas vezes, aliviar sempre que possível, consolar sempre", frase que para a Dra. Fátima Oliveira sintetiza a boa prática médica, é um aforismo poderoso e que existe em praticamente todas as línguas, frequentemente atribuído a Hipócrates, mas não consta no Corpus hippocraticum". A autoria desconhecida, mas define o compromisso do médico para com os doentes. A referência mais antiga é do século XV, em francês: "Guérir quelquefois, soulager souvent, consoler toujours." Em latim há uma sentença semelhante:: "MEDICUS QUANDOQUE SANAT, SAEPE LENIT ET SEMPER SOLATIUM EST" (O médico às vezes cura, muitas vezes alivia e sempre é um consolo).
Em inglês: "To cure sometimes, to relieve often, to comfort always".
Em italiano: "Guarire qualche volta, alleviare spesso, confortare sempre".
Em espanhol: "Curar algunas veces, aliviar frecuentemente y consolar siempre"
Em português:
1. Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre.
2. Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, consolar sempre.
3. Curar algumas vezes, aliviar muitas vezes e consolar sempre.
4. Curar algumas vezes, aliviar outras, consolar sempre
5. Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, confortar sempre.
6. Curar as vezes, aliviar muito freqüentemente e confortar sempre.
7. Curar algumas vezes, aliviar outras, cuidar sempre"
8. Curar às vezes, aliviar com frequência, consolar sempre.
Irineu Pacheco (12/02/2009 - 20:11)
Há um artigo de Ramiro Sápiras
sobre eutanásia do quela gosto muito.
"Eutanásia significa "boa morte". O termo deriva do grego: "eu" = boa; "tanathos" = morte. Assim: boa morte, morte suave, morte calma, sem sofrimento, sem dor. Morte digna, com nobreza. Na verdade, é aquela morte que alguém proporciona a alguma pessoa que sofre de uma enfermidade incurável, a seu próprio pedido, com o objetivo de abreviar agonia muito intensa e dolorosa, mediante o espírito de humanidade e piedade, de conformidade com prévia regulamentação legal." (...)
A Igreja Católica, no ano de 1956, posicionou-se categoricamente contra a eutanásia, por violar a "Lei de Deus". No entanto, em 1957, o Papa Pio XII, num discurso dirigido a médicos, aceitou a possibilidade de que a vida possa ser abreviada como efeito secundário à utilização de drogas para diminuir a angústia de pacientes com dores insuportáveis. Em resumo temos que, com a utilização do "princípio de duplo efeito", a intenção é diminuir a dor, porém o efeito, excluído o vínculo causal, pode vir a ser a morte do paciente. No entanto, no ano de 1968, a Associação Mundial de Medicina adotou uma resolução contrária à eutanásia. Ao chegar o ano de 1980, o Vaticano divulgou uma "Declaração sobre eutanásia". Aí existe a proposta do "duplo efeito" e o abandono de tratamento considerado inócuo, ou fútil.
A Holanda tornou-se, em maio de 2003, o primeiro país a legalizar a eutanásia.
sou a favor . ate dia 20/04/09 tambem vou me matar tambem acaba meu sofrimento ja estou deixando preparado para nao deixar minha familia sem chao e so mais nada