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Dilma, sobre a Eletrobras: “Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles”

22 de agosto de 2017 às 19h26

Eles estão muito felizes com a privataria de Temer. Mau sinal para o Brasil

Privatização da Eletrobrás vai causar aumento de tarifas, insegurança e apagões

Dilma Rousseff

A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta.

Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação.

Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo.

A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil.

Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes.

Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC.

O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu.

Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas.

O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários.

O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer.

Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso.

Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva.

Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma suposta necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta.

Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a a imprensa golpista difunde por pura má-fé.

É a retórica mentirosa do golpismo.

As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo.

Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas.

Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção.

Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito.

Com a privatização, será ainda um roubo.

Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles.

Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor.

A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz.

Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção.

Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga.

É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas.

Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas.

É uma forma de estelionato.

Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais.

Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores.

Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões.

Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico.

Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras.

No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas.

Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram.

Mais uma vez devemos lutar para não permitir.

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5 Comentários escrever comentário »

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Jader Oliver

24/08/2017 - 14h54

Não adianta, esses partidos a são gentes recrutados da maçonaria, que prega Liberdade, igualdade e Fraternidade para eles (os maçons) e suas famílias, o resto do povo o gado, SÓ serve para ser escravos e construir suas pirâmides.
Para os maçons sionistas judeus ocidentais pobre além de ser roubado o seu sangue, suor e lágrimas, tem que virar lixo também.

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Celso Ronaldo Pêgas

23/08/2017 - 22h30

Esse PMDB , esse PSDB e esses juízes ladrões nunca foram cassados pela lei . Querendo vender o Brasil como se fossem deles . Muitas injustiça , e ninguém pode fazer nada , porquê o Brasil passou a pertencer aos ladrões . Fazer justiça com as próprias mãos você é morto . Tem que deixar rolar.

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Lucas Ponzo

23/08/2017 - 16h16

Mais um golpe contra o povo brasileiro. Qual a novidade?

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Kenndel

23/08/2017 - 10h45

“controle remoto”?

Responder

Roberto

23/08/2017 - 08h45

Ufa, que bom que o omelete de Dilma na Ana Maria Braga ficou para trás!
Sim, haverá aumento de tarifas e risco enorme de apagão (racionamento), como ocorreu no governo FHC. Nos EUA, a privataria da energia elétrica resultou em blackouts de 3, 4 e até 5 dias.

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