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Collor: A Globo ajudou (em 1989)

Atualizado em 15 de novembro de 2009 às 16:57 | Publicado em 15 de novembro de 2009 às 16:55

15/11/2009 - 07h00
Relação com a Globo 'ajudou bastante', lembra Collor; senador diz ter pensado, na véspera, que perderia a eleição

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em Brasília

"Ajudou, sem dúvida nenhuma ajudou. Ajudou bastante." Dessa forma, o hoje senador pelo PTB-AL e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello iniciou a resposta à pergunta se a relação com a Rede Globo o ajudou nas eleições de 1989. "Ajudou, sobretudo, a evitar armadilhas, algo que estivesse se tentando montar contra a minha candidatura", completou.

Há 20 anos, no dia 15 de novembro de 1989, ocorreu o primeiro turno das primeiras eleições presidenciais no Brasil após o fim da ditadura militar (1964-1985).

Numa longa entrevista ao UOL Notícias em Brasília, Collor tratou de vários dos tópicos mais difíceis da sua campanha de 1989 à Presidência, pelo PRN (Partido da Reconstrução Nacional).

Além da relação com a Globo, falou sobre as pesquisas e as conversas que teve antes de lançar-se candidato, inclusive com Silvio Santos, dos problemas que teve no governo de Alagoas, da decisão de pôr no ar o depoimento de Miriam Cordeiro na reta final da campanha, da edição do polêmico debate do segundo turno entre ele e Lula e do papel do tesoureiro Paulo César Farias, o PC, em sua campanha.

Em 1992, após uma série de denúncias de corrupção envolvendo seu governo e apontadas na CPI do PC, o Congresso aprovou o impeachment de Collor. Entre os que votaram pelo impeachment na Câmara estava o então deputado Cleto Falcão, um dos articuladores da candidatura de Collor - famoso por um brinde em Pequim que festejou o governador de Alagoas como futuro presidente do Brasil.

Collor afirmou também, na entrevista, que, na véspera do segundo turno, ao saber de uma pesquisa que o colocava apenas um ponto à frente de Lula, achou que perderia a eleição.

"Dr. Roberto [Marinho, 1904-2003, empresário, dono da Globo] era muito jornalista na sua essência", disse Collor. "Em algumas conversas, ele chegou a mim e disse, meu filho, acho que você está muito irritado, você não deve usar certos termos, isso está indo contra você", contou. Collor, no entanto, não quis repetir os termos que Marinho recomendou que ele deixasse de usar.

Na campanha de 1989, Collor ganhou projeção com a imagem de um candidato que combateria a corrupção e os altos salários do funcionalismo. Pare desta imagem foi construída ainda à frente do governo de Alagoas, quando Collor anunciou uma série de reformas acompanhadas por uma economista chamada Zélia Cardoso de Mello, indicada pelo ministro da Fazenda de José Sarney (PMDB), Dílson Funaro, segundo Collor. Zélia seria a ministra da Economia de Collor, responsável pela implantação do Plano Collor, para tentar controlar a inflação, e pelo "confisco da poupança" e de outras aplicações financeiras em 1990.

Collor diz como surgiu a imagem de 'caçador de marajás' e diz que não estudava seus gestos e palavras

    *

Além da relação com a Globo, Collor diz que sua candidatura foi vista como "simpática" por outros grupos de comunicação. "O que eu percebia é que havia um receio dos meios de comunicação mais importantes é que um eventual governo comunista" pudesse ter um efeito negativo sobre os meios de comunicação.

Na sua avaliação, esses grandes complexos de comunicação estavam à procura de um candidato - e o encontraram em Mario Covas (PSDB). Mas mesmo Covas era tido por alguns deles como "ligado aos comunistas", diz Collor, devido a posições que defendeu quando liderava a bancada do PMDB na Constituinte de 1988.

A saída para o tucano teria sido fazer o famoso discurso defendendo que o Brasil precisava passar por um "choque de capitalismo". "Quando fez o famoso discurso do choque de capitalismo, no Senado Federal, esse pronunciamento foi feito de um modo pré-determinado", para que os jornais televisivos entrassem ao vivo. As chamadas nas TVs coincidiam, acha Collor, "com o parágrafo mais pontiagudo do pronunciamento".

"Apesar disso, o candidato Mario Covas não conseguiu passar essa mensagem para o eleitorado e não decolou." Depois de Mario Covas, acha Collor, houve uma tentativa com Ulysses Guimarães (PMDB). "Minha candidatura foi de alguma maneira tida como simpática porque não havia outra alternativa."

Collor foi chamado, numa capa da revista "Veja", de "Caçador de Marajás". A "Veja", depois, seria um dos veículos de comunicação que publicariam uma série de denúncias, apuradas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que levariam ao impeachment de Collor em 1992.

Segundo Collor, a palavra "marajá" veio de um "popular", num comício à noite no sertão. Ao referir-se a funcionários públicos que tinham "supersalários", ele teria gritado: "Não Fernando, é tudo marajá". "E aquela palavra me soou como uma palavra mágica."

O rol de "palavras mágicas" de Collor seria completado pela referência aos "descamisados" e "pés-descalços". Estas duas expressões já era usadas pelos peronistas argentinos para referir-se às parcelas mais pobres da população e foram recuperadas por Collor.

Ele, no entanto, afirma que essas palavras não eram estudadas. "Na minha campanha não houve marqueteiro", diz. Mas como, se Collor virou uma espécie de sinônimo de candidato construído pelo marketing? Com pausas entre cada uma das palavras, como se as estivesse medindo, ele responde: "Talvez por terem entendido que meus gestos e as minhas palavras fossem coisas estudadas, o que na realidade nunca foram."

Collor avalia que foi o candidato que melhor usou a mídia eletrônica. Na sua opinião, Lula fica, nesse quesito, com o segundo lugar. "Lula tinha uma música que era fantástica", lembra. "Dormia e acordava cantando a música do Lula."

Para Collor, os apoios que recebeu de grandes setores do PFL e do PMDB foram fundamentais para que, mesmo à frente de um pequeno partido, pudesse chegar à Presidência.

Segundo turno

Durante a entrevista, Collor defendeu que Brizola seria mais difícil de bater que Lula - em especial porque Brizola tinha mais penetração no empresariado. Por outro lado, "era notória a indisposição que havia entre o governador [do Rio] Brizola e Roberto Marinho".

Com relação ao uso de Miriam Cordeiro, ex-companheira de Lula que deu depoimento no horário eleitoral dizendo que o petista a pedira para fazer um aborto na década de 1970, Collor classificou de lamentável o episódio e chamou-o de "percalço de campanha".

Afirmou que ainda não faria novamente: "Nem teria feito na época": "O candidato é o que menos sabe do que vai no programa gratuito", disse. "Se alguém tiver de ser responsabilizado serei eu como candidato. O que eu digo é que eu não tomei conhecimento. Em última analise, tudo que de ruim acontece numa campanha é o candidato. Tudo que de bom acontece numa campanha, aí é a equipe.

Ouvido pelo UOL Notícias, o responsável pela campanha de Collor na TV, o publicitário Chico Santa Rita, afirmou que Collor participou da decisão de por o vídeo no ar.

Ainda sobre o segundo turno, Collor disse acreditar que a edição do segundo debate entre ele e Lula é fiel ao que aconteceu. "No primeiro debate eu não fui bem. E isso ficou explícito na edição que fizeram", para em seguida comparar a edição de debates à de partidas de futebol: é preciso refletir o resultado do jogo, argumenta. Depois da enorme polêmica em 1989, a Globo hoje tem a política de não mais editar debates.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Leonardo Guedes (17/11/2009 - 16:42)
Acabei de comentar no Comunique-se, acabei de fazer um pequeno trabalho de faculdade sobre o assunto, e comento aqui também. Collor, digamos, foi a "última azeitona da empada" diante do seguinte quadro, a fim de evitar a vitória ou de Lula ou de Brizola (este sim, era o mais temido): Mário Covas era fraco demais; Paulo Maluf era corrupto demais; Ulysses Guimarães era velho demais; Afif Domingos era desconhecido demais; Aureliano Chaves era sincero demais; Roberto Freire era demagogo demais; Ronaldo Caiado era extrema-direita demais e Enéas Carneiro só sabia dizer que o nome dele era Enéas. Insinuaram até mesmo uma candidatura do apresentador de televisão Silvio Santos, que não foi adiante por ilegalidade partidária.
Numa fria análise e lendo arquivos da época, chego a conclusão que o único que apresentava ideias adequadas ao que a conjuntura da época pedia era mesmo o Collor.
Antes que me xinguem: não sou partidário do Collor. Acho que o impeachment foi merecido diante do golpe que ele aplicou no povo durante a patuscada que ele inventou com a ex-ministra Zélia. E deveria ter sido julgado por bem mais do que a famosa Fiat Elba.

Sagarana (16/11/2009 - 21:51)
Pois é Fabio, não só trabalhava como se dedicava com afinco à "obra". Tá tudo nos arquivos da Globo.

Bruno (16/11/2009 - 15:39)
"Sagarana (16/11/2009 - 09:56)
E o Paulo Henrique Amorim, o quê fazia então??? "

Bom 'profissional' que era, cumpria ordens, ora!

Fabio Passos (16/11/2009 - 10:37)
Ué? Não sabe? O PHA trabalhava na rede globo e afirma que a globo ajudou no golpe que elegeu collor...

"
ABI Online %u2014 Em 2005, o senhor publicou "Plim-plim: a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", em que denuncia a trama que manipulou as eleições para o governo do Rio de Janeiro em 1982 com o apoio da Rede Globo, segundo informações do livro. A que se deve hoje seu posicionamento crítico em relação à emissora?

Paulo Henrique %u2014 Minha posição contra a Globo se explica pela própria Globo. A emissora é protagonista de três episódios antológicos de manipulação da vontade popular. Em 1982, quando participou do complô para impedir a eleição de Brizola no Rio %u2014 o que procuro demonstrar no "Plim-plim". Em 89, quando o "Jornal nacional" %u2014 toda a edição, em seu conjunto, e não só a "edição do debate" %u2014 ajudou a eleger Collor, contra Lula, na véspera da eleição, no segundo turno. E agora, como Raymundo Rodrigues Pereira demonstrou de forma irrefutável na CartaCapital, o mesmo telejornal levou a eleição para o segundo turno: como em 89, ignorou o desastre da Gol para não desarrumar a edição do "JN" que prejudicaria Lula. As Organizações Globo são contra os líderes trabalhistas desde Getúlio Vargas, está no seu DNA. E, agora, com o rebaixamento do Ministro das Comunicações, o fortalecimento de Dilma Roussef e a escolha de Franklin Martins, a Globo voltou a ser especialmente feroz contra o governo Lula.
"

http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/artigos/505.html

José Roberto de Souza (16/11/2009 - 10:13)
A campanha presidencial do Collor, foi algo 100% discutido; analisado e lançado no mercado eleitoral, vide revista Veja e claro, a editora Abril-família Civita (caçador de marajá);TV Globo (o novo e implacável caçador de marajá - reforço); "institutos" de pesquisas (Collor em 1º lugar, mas quem é este político?!?!De onde vem?!?!E para onde quer ir?!?!)e etc.
E o "comunismo" a que Collor se refere, na verdade é o pânico concreto que os "propietários" de TV & Rádio no Brasil, através de suas concessões públicas, e que foram adquiridas de forma completamente ILEGAL e que se mantém de forma ainda ILEGAL, produzindo diariamente o conhecido e falso jornalismo que vc. ve e ouve nos jornais; revistas; tablóides; TV's; rádios...
E por falar nisso, a família Collor, é propietária da TV Globo em Alagoas (retransmissora), além de jornais e rádios e outros meios de comunicação...
E tudo se perpetua assim através de inúmeros políticos brasileiros (donos de meios de comunicação) que habitam os meios de comunicação, e infelizmente reforçam "a maioria do analfabetismo político brasileiro", vide Jánio Quadros,FHC,Enéas,Collor,Maluf,Coronéis,...

Sagarana (16/11/2009 - 09:56)
E o Paulo Henrique Amorim, o quê fazia então???

Urbano (16/11/2009 - 09:52)
Andou tergiversando um dia desses, mas afinal jogou a toalha.

Klaus (16/11/2009 - 09:29)
A Globo salvou o Lula! Lula, deve eterna gratidão à Rede Globo. Talvez, por isto, ela ainda tenha tantos privilégios em seu governo.

Almir (16/11/2009 - 01:23)
O povo não é mais globo. Abaixo a rede bobo.

lm vp (16/11/2009 - 00:52)
Marcelo José Gonçalves (15/11/2009 - 22:58)
Tambem quero agradecer a Rede Globo por ter ajudado o Collor. Ja pensou se o Lula ganhasse? Hoje nosso país seria um dos ultimos refugios do comunismo, do atraso e tudo mais de ruim.

Obrigado Rede Globo



Verdade... se não fosse a Globomba você não teria emprego XDXD Não adianta Dvorado, tá na cara qual é a sua aqui

lm vp (16/11/2009 - 00:50)
Marcelo José Gonçalves (15/11/2009 - 22:58)
Tambem quero agradecer a Rede Globo por ter ajudado o Collor. Ja pensou se o Lula ganhasse? Hoje nosso país seria um dos ultimos refugios do comunismo, do atraso e tudo mais de ruim.

Obrigado Rede Globo


E graças o FHC virou refugo do neoliberalismo; e se não fosse o governo Lula você agora estaria como um mexicano, rodando o país atrás de emprego

seu cara de pau

Fabio Passos (16/11/2009 - 00:21)
"O importante é a comunicação de massa"
Fernando Henrique Cardoso

Bob Fernandes
"O Jogo do Milhão"
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp200320021.htm

No total o fhc transferiu R$ 639 milhões do erário prá salvar a rede globo.

rede globo e fhc... tudo a ver.

André Frej (15/11/2009 - 23:38)
Ô NOVIDADE !
O POVO NÃO É BOBO !
ABAIXO A REDE GLOBO !

Fabio Passos (15/11/2009 - 23:26)
Marcelo,

O Brasil é o refúgio do atraso e de tudo que há de ruim... e a rede globo é a prova disso.

Você deveria se envergonhar de apoiar uma organização corrupta e golpista como a rede globo.

Lá no Nassif... prá gente ver com clareza qualé a destes racistas ordinários da rede globo:

"Dona Marta e o padrão Kamel de eugenia"
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/15/dona-marta-e-o-padrao-kamel-de-eugenia/

A rede globo é o sustentáculo do regime de segregação social no Brasil.

Marcelo José Gonçalves (15/11/2009 - 22:58)
Tambem quero agradecer a Rede Globo por ter ajudado o Collor. Ja pensou se o Lula ganhasse? Hoje nosso país seria um dos ultimos refugios do comunismo, do atraso e tudo mais de ruim.

Obrigado Rede Globo

Fabio Passos (15/11/2009 - 21:04)
Assistam lá no Blog do Sakamoto o vídeo da Intervozes denunciano o monopólio da mídia-lixo-corporativa:

"Vídeo aborda concentração midiática no Brasil"
http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/11/15/no-brasil-comunicar-e-um-direito-de-poucos/

Abaixo a rede globo!

Abaixo a mídia-corrupta!

Dvorak (15/11/2009 - 20:01)
Ainda bem. Já pensou se o lula, com aquele radicalismo e desconhecimento do Brasil, fosse eleito!!!Seríamos hoje algo parecido com o Sudão ou uma Coréia do Norte...Obrigado Globo...

Fabio Passos (15/11/2009 - 19:33)
A rede globo manipulou descaradamente em favor de collor em 89.

Foi um golpe!

Fosse o Brasil uma democracia de verdade e o roberto marinho ia prá cadeia.

E a rede globo não parou por aí...

Favoreceu fhc por duas vezes. Agora sabemos até que tinha o rabo do fhc nas mãos por esconder a amante e seu filho no exterior...

Favoreceu zé serra e tentou um golpe prá eleger Alkmin.

Até quando vamos tolerar o uso de um bem que nos pertence - concessão pública de TV - ser utilizado por uma organização corrupta como a rede globo?

Usar um bem público prá sabotar a democracia?

Basta!

Os marinho não tem direito de explorar um bem público em benefício próprio e de seus aliados.

Vangelis (15/11/2009 - 19:17)
O F. Collor foi a arma da direita de impedir que a esquerda representada por Brizola e Lula chegasse ao poder. Depois de usado, o Collor foi defenestrado para abrir o caminho que a Fundação Ford tinha preparado para o Brasil juntamente com o FHC e deu no que deu. Venderam o pais a preço de banana. Tudo que o governo militar investiu em empresas estatais foi devidamente roubado por eles.

Sergio (15/11/2009 - 17:42)
Ó zeus, esse cara tem muito a dizer, pena que não diz.

Jose de Almeida Bispo (15/11/2009 - 17:41)
o presidente Fernando Collor de Mello foi um produto muito bem acabado do PIG. A onda do caçador de Marajás propagada aos quatro ventos; a musiquinha de Alípio Martins (que ninguém lhe dá a importância que teve nas camadas populares); os sucessivos Globo Repórteres tudo isso preparou o imaginário popular para Collor. Aí vem a Globo para liquidar a fatura e, além dos Globo Reporter lançou duas novelas: uma para ridicularizar Sarney e seu provável candidato, Ulisses Guimarães; e outra pra mostrar que o ingênuo, o bobo Sassá Mutema não seria exatamente aquele amor de pessoa quando ficasse poderoso. Sassá Mutema na sua essência foi a apresentação de Lula à classe média que lhe tinha alguma admiração. Foi o corte pela raiz. No primeiro caso, Que rei sou eu?, além do Havengar, caricaturando Ulisses Guimarães como um broco, até na dificuldade de expressão que o deputado tinha, havia o ministro da fazenda bom que foi apenas usado; a rainha era uma maria-vai-com-as-outras e o revolucionário salvador era um filho bastardo do Rei, e não um operário faltando um dedo. Com isso, a cantilena de Leonel Brizola de que Collor era o filho da Ditadura foi o mesmo que chover no molhado. Foram dois anos de preparação. O último ato foi a edição da debate em que visivelmente Lula se saiu muito mal, acabrunhado com a vileza de Collor em usar um acontecimento extremamente dolorido de sua vida sofrida, tema que até hoje ainda mexe com ele.

Fernando (15/11/2009 - 17:40)
o importante é que agora o Collor voltou com a ajuda do adversário da Globo.

Moacir Simples Assim (15/11/2009 - 17:18)
Lula também ajudou a legitimar a fraude que foi a eleição de Collor, num convescote em que participaram 22 candidatos.


Resultado da eleição para presidente da República(1989):

Primeiro Turno:

1º lugar - Fernando Collor de Mello (PRN / PSC) - 20.607.936 votos
2º lugar - Luiz Inácio Lula da Silva (PT / PSB / PC do B) - 11.619.816 votos
3º lugar - Leonel de Moura Brizola (PDT) - 11.166.016 votos
4º lugar - Mário Covas Junior (PSDB) - 7.786.939 votos
5º lugar - Paulo Salim Maluf (PDS) - 5.986.012 votos
6º lugar - Guilherme Afif Domingos (PL /PDC) - 3.271.986 votos
7º lugar - Ulysses Guimarães (PMDB) - 3.204.853 votos
9º lugar - Roberto Freire (PCB) - 768.803 votos
10º lugar - Aureliano Chaves (PFL) - 600.730 votos
11º lugar - Ronaldo Caiado (PSD) - 488.872 votos
12º lugar - Affonso Camargo (PTB) - 379.262 votos
13º lugar - Enéas Carneiro (Prona) - 360.574 votos
14º lugar - José Alcides Marronzinho de Oliveira (PSP) - 238.379 votos
15º lugar - Paulo Gontijo (PP) - 198.708 votos
16º lugar - Zamir José Teixeira (PCN) - 187.160 votos
17º lugar - Lívia Maria (PN) - 179.896 votos
18º lugar - Eudes Mattar (PLP) - 162.336 votos
19º lugar - Fernando Gabeira (PV) - 125.785 votos
20º lugar - Celso Brant (PMN) - 109.894 votos
21º lugar - Antônio Pedreira (PPB) - 86.100 votos
22º lugar - Manuel Horta (PDC do B) - 83.280 votos

Marcelo (15/11/2009 - 17:03)
Só agora que elle fala. Todo mundo já tava careca de saber que a bobo no último debate deu uma força pra esse pilantra.



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