
Atualizado em 08 de agosto de 2009 às 11:02 | Publicado em 08 de agosto de 2009 às 10:34
Outra candidata à Presidência?
07/08/2009 14:20:59
Phydia de Athayde, na CartaCapital
Há um movimento para transformar a senadora e ex-ministra Marina Silva na grande novidade da sucessão presidencial de 2010. Neste início de agosto, o PV formalizou o convite que há meses era estudado no partido e apoiado por um grupo de empresários preocupados com a falta de um projeto nacional que leve em conta o desenvolvimento sustentável. A legenda convidou a senadora para deixar o PT e ser sua candidata à Presidência no ano que vem.
Para seduzir Marina Silva, exibiu uma pesquisa encomendada pelo partido na qual a ex-ministra largaria com 12% das intenções de voto. A senadora se declarou lisonjeada, mas não deu nenhum sinal de que pretenda trocar o PT pelo PV. A seguir, uma breve entrevista concedida à CartaCapital durante o Congresso da Central Única dos Trabalhadores, em São Paulo.
CartaCapital: Como a senhora avalia a proposta do PV?
Marina Silva: Há cerca de um mês, eles decidiram formalizar esse convite. No último um ano e meio, eles têm manifestado desejo de conversar comigo e eu tenho... (hesita) protelado essa conversa. Agora, como formalizaram, pela consideração que tenho com o PV e com algumas lideranças, resolvi ouvi-los. Eles apresentaram uma série de avaliações, estão passando por discussões internas de uma reformulação programática do PV diante dos desafios que temos hoje. Eu mais ouvi do que falei. Pedi um tempo, iria fazer uma reflexão à luz dos questionamentos que venho fazendo nos últimos anos, do desafio do desenvolvimento sustentável.
CC: Ao tornarem o convite público, passa a pesar o fator das intenções de voto?
MS: Não estou subordinando a minha decisão às pesquisas. Obviamente que são uma avaliação importante, e tenho certeza de que as pessoas me tomam como símbolo da agenda do desenvolvimento sustentável. Mas minha reflexão é de natureza mais ampla, é sobre os desafios que temos para o Brasil, para o planeta. Acho fundamental que a plataforma do desenvolvimento sustentável seja uma prioridade estratégica para todos os partidos, buscando alternativas capazes de ressignificar a forma de produzir e de consumir. É esse debate que me interessa e o Brasil é o país que tem as melhores possibilidades para enfrentá-lo: tem 45% de matriz energética limpa, 11% da água doce do planeta, 22% das espécies vivas do planeta, é industrializado, e tem um potencial de energia limpa que nenhum outro tem. Está em melhores condições que China, México ou Índia. O Brasil pode fazer essa inflexão sem correr o risco dos efeitos indesejáveis tais como parar de crescer, parar de dar emprego e qualidade de vida para a população.
CC: A senhora tentou isso como ministra, mas entregou a pasta. Com o convite do PV, aumenta a possibilidade de ruptura com o PT?
MS: A agenda ambiental pode fazer novas alianças. É uma das poucas, na política, que pode reposicionar a própria política. A sociedade brasileira tem de pautar essa questão para todos os partidos, e são esforços de médio e longo prazo. Não é algo que possa ser fruto da ação de um único partido. As pessoas têm de parar de pensar que os movimentos são sempre contra alguém. Eles podem ser a favor de algo que ainda não foi priorizado. Essa é a diferença, e essa é a forma como eu encaro a política.
CC: A senhora dará a resposta ao PV em outubro, na próxima convenção do partido?
MS: Não coloquei prazo para eles, não coloquei prazo para mim mesma. Vou conversar com meus companheiros. Tenho 30 anos dentro do PT e vou fazer uma reflexão. Não é uma reflexão fácil, mas só é possível porque, graças a Deus, eu não sou um político profissional. Eu me mobilizo por ideias, por projetos. Obviamente, dentro dessa visão de mundo, tenho de considerar onde é que o movimento pode dar um novo giro, digamos assim, no parafuso da história.
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=4745
Para começar, PV é falsificação de partido ecológico. Teleguiado de Serra. Não chega a ser um partido de verdade.
Marina Silva não pode se deixar levar pelo canto de sereia do PiG (Partido da Imprensa Golpista).
Sarney era protegido pelo PiG. Foi só apoiar Lula e virou alvo de campanha feroz.
Gabeira era só um adepto da canabis e de autocríticas duvidosas. Não era levado a sério pelo PiG (nem por ninguém). Foi só ficar contra o Lula e passou a ser um herói da mídia golpista. Um estadista. Um cara e tanto. Deu entrevistas diárias a todos os órgãos do PiG.
Cristóvam Buarque não aparecia muito na mídia, mesmo quando era Ministro da Educação. Foi só romper com Lula e, pronto! Agora é queridinho da Veja, Folha, Globo, Estadão.
Ministro do STF Joaquim Barbosa tinha em mãos o caso do famoso "mensalão". Prometeu rigor. A Veja lhe dedicou uma capa linda, em que ele aparecia com ar de estadista. Um homem honrado. Um vencedor. "O cara". Dois anos depois se indispôs com o Supremo Presidente Supremo do Supremo dotô coroné Gilmar Dantas. Passou a ser um "destemperado", um sujeito que nem mereceria ser Ministro do STF. Criticado pela Veja, Folha, Globo, Estadão.
Moral da história: o PiG e Serra se servem de quem lhes é útil. Cessando a utilidade, a pessoa é descartada como copinho de café usado. Isso chama-se personalidade psicótica. E quem cai nas mãos de um(a) psicótico(a) está com sérios problemas.