Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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CARTA DE UM CATARINENSE ANÔNIMO

Atualizado em 05 de dezembro de 2008 às 09:49 | Publicado em 05 de dezembro de 2008 às 09:36

Prezados,

 

quis o acaso que se esse amontoado de átomos nascesse e vivesse em uma pequena cidade que fica na Latitude -27° 20' 37'' e por isso me deram um gentílico de catarinense. Por eu ter vivido lá por muito tempo e ainda ter lá meus pais, eu devo avisá-los que o povo de Santa Catarina é um povo pobre. Pobre de espírito, de cultura e financeiramente. Ao contrário no que sai nessas revistas e jornais. MESMO!!!

 

Mandem roupas, alimentos e livros.

 

Santa Catarina é terra de Bornhausen, que nasceu no Rio de Janeiro por que seu pai fugiu, se não estou enganado, do pessoal do Getúlio. Assim contam as más línguas...De Amin, de Paulo Afonso, que elegeu Ideli Salvatti (essa apresenta cada projeto no senado!)

 

Santa Catarina é comandada por uns quatro ou cinco gatos pingados. Nessa terra tem-se orgulho do trabalho. Mesmo que você trabalhe o resto da sua vida para ter um carro e uma casa e, quando com sucesso, se possível deixar um lote para os filhos (só consegue isso quem vai à missa e lá, primeiro agradece e depois faz o pedido para conseguir vencer na vida). Mas se bobear, essa pessoa que tem o seu carrinho e a sua casa não conhece a imensidão do mar. Viajar não é a moda lá não! O nosso estado é tão bom, que as pessoas vêm nos visitar! Na minha opinião, os catarinenses não saem por que não têm dinheiro (Mais ou menos como um disse nos comentários abaixo: “Se Deus quizer, teremos uma temporada de verão maravilhosa, sejam bem vindos...” É a idéia central que domina o estado, turismo! Não para o catarinense, mas para os outros!

 

Na mídia catarinense e brasileira enaltecem um Resort, feito em área de preservação ambiental e com financiamento de pai para filho, grilam terrenos, constroem em área que, pela lei, pertence a Marinha.

 

É um estado peculiar. Eu gostaria de saber quantos catarinenses conhecem a capital do seu estadado sem ter ido lá para se consultar ou acompanhando um parente no HU-UFSC, no Vilson Pedro Kleinübing (Oncologia), CEPON (dois na Capital e nenhum no Oeste), Hospital Infatil Joana de Gusmão, Hospital Governador Celso Ramos.

 

O caboclo que mora lá em Dionísio Cerqueira, fronteira seca com a Argentina,  tem que fazer "ambuloteria", terapia de ambulância, até Florianópolis para se tratar de doenças mais graves, algo perto dos 1000 km. Se bobear, em Joinville, a Manchester catarinense (viram só como se criam bons slogans nessa terra!), dependendo do tratamento de saúde, não tem erro, terá que ir para Florianópolis ou Curitiba.

 

E nem vou falar da divisão do Ensino Público Federal em SC. Nos últimos 4 anos é que isso avançou. Também, quem manda eleger deputado que é dono de universidade, não é?

 

Mas é interessante ver um pouco da história desse estado. Na época de imigração, os colonos foram vítimas do bilhete premiado pelas empresas que organizavam as viagens na Europa e pelo governo brasileiro da época, e quem pagou o pato foram os índios.

 

O Governo, querendo branquear a raça brasileira para se equivaler à Argentina (os argentinos mandaram os seus negros para a Guerra do Paraguai), e também garantir as suas fronteiras com o país vizinho, “prometeu” facilidades para os colonos, como sementes, crédito e terra para que fossem morar por aquelas bandas. Os colonos, muitos deles famintos, pois viviam em uma Europa assolada por pragas ( praga da batata), doenças (tuberculose), e a seca na Europa, aceitaram na hora (mais ou menos o que acontece hoje com as promessas que levam brasileiros, africanos, árabes, entre outros para a Europa, EUA, Canadá, Inglaterra e Dubai).

 

Esse fenômeno de imigração é perfeitamente normal, pois como acontece em qualquer lugar e época, quem migra a procura de trabalho é pobre, pois rico faz viagem de turismo e viagem de negócios. No meu caso sou mão-de-obra.

 

Mas voltando ao assunto. Quando os colonos chegaram no Brasil, eles tiveram algumas surpresas. Primeiro que o bilhere era falso, não tinham ferramentas, não tinham sementes e segundo, porque as terras tinham uns habitantes um tanto quanto esquisitos para os padrões europeus de posse de terra, bens e trabalho. Esses habitantes ainda não tinham nem aprendido a fazer o plantio em linha dos alimentos e tinham uma característica muito peculiar: Eram nômades, como os Touareg que barraram aquele pessoal das cruzadas...

 

Alguns índios foram mortos por estarem acampados em terras vendidas. Outros índios descobriram que em determinadas áreas existia muito alimento e, acostumados soltos na vida, pegavam esses alimentos sem pedir. Os colonos ficaram bravos e foram à caça.

 

Na minha vida estudantil, morando em república, eu escutei dois relatos da caça aos indíos. Um contou o que seu avô lhe contou: saia à noite para caçar índios, onde hoje é Criciúma. O outro contou que seu pai também saia para caçar bugres, como eles são conhecidos lá no oeste de SC. Esse era totalmente revoltado, pois os "índios vagabundos" tinham lhe roubado as terras que eram sua herança. As terras ficam em Seara, região que ainda vive conflitos.

E tem mais: onde é a Imaribo, se não estou enganado, é terra de quilombola...A ocupação desordenada de SC daria reportagem...

 

O Vale do Itajaí e suas adjacências também têm suas histórias de caças aos índios e esse tipo de aquisição de terra.

 

O que quero dizer é que a ocupação desordenada em Santa Catarina não é de hoje e o nosso estado é pobre, ineficiente e ganancioso, pois até hoje não foi capaz de resolver este problema.

 

Algumas pessoas aqui na Alemanha dizem que a Reforma Agrária européia foi feita por meio do envio de pessoas daqui para a América (para eles América é todo aquele pedaço de terra, no outro lado do Atlântico, que vai do Alasca até a Antártica). Os mais reacionários, como o locador do meu imóvel, diz que eles se livraram dos menos abastados e dos mais problemáticos. Segundo ele, muitos (criminosos) viram a oportunidade de se livrar de alguns problemas por aqui e partiram.

 

Os que ficaram aumentaram seu capital. Menos uma família para comer, mais terra para cultivar, etc, etc. Já ouvi histórias de pessoas que foram para a Itália atrás de parentes e deram com os burros n'água, pois os parentes achavam que eles queriam requisitar direito de herança. De um alemão ouvi que não acharam o registro de saída de seus antepassados nas Igrejas (nessa época era a Igreja que fazia os registros), o que pode ser um forte indício de que a nobreza, que os seus descendentes no Brasil tanto fazem questão de enaltecer, pode ter sido inventada por um antepassado sacomão.

 

A grande vantagem que os imigrantes tinham quando chegaram ao Brasil eram as garrunchas e a alfabetização, além do início da cultura industrial. Isso, para alguns, fez a diferença e surgiram as cidades-indústrias, onde o prefeito gerallmente é membro da família dona da principal empresa da cidade ou o contador da maior empresa da cidade. Como levavam trabalho da empresa para a prefeitura, muitas vezes se atrapalhavam com os papéis e a prefeitura pagava a conta errada...

 

Nessa região do Vale do Itajaí, se bobear, muitos ainda sonham com a Vaterland. Essa palavra é equivalente a "nossa terra natal "na língua portuguesa (para ver como a língua alemã é do contra, sol é substantivo feminino e lua é masculino!). É só ver como eles mantém seus dialetos e hábitos:

 

http://br.youtube.com/watch?v=qev_jIXzyqI

 

http://br.youtube.com/watch?v=-OJ7HsA18RA&feature=related

 

 

O Brasil não é uma maravilha, temos problemas sociais gravíssimos, mas somos tolerantes e melhoramos muitos no que diz respeito à diferença cultural. Nós conseguimos conviver com diferenças, até demais, como a fome, os desempregados, os miseráveis, entre outras coisas, como bem enalteceu o texto que me motivou a dar uma aliviada nos pensamentos.

 

Digo isso porque, na Europa atual, com uma crescente tendência reacionária, uma manifestação cultural igual a essa é motivo, para muitos, de pânico, é perda da identidade, é uma ataque à soberania e por aí vai. Aqui, para se ter uma idéia, eles estão querendo proibir palavras estrangeiras no dia-a-dia. Claro, menos o inglês.

 

É tempo de refletir, é tempo de se unir. É tempo de agir para resolver esses problemas. Liberdade, Igualdade e Fraternidade nunca saiu de moda.

 

De autoria de um catarinense anônimo que vive na Alemanha


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
NATASHA NOVÍNSKY (14/12/2008 - 00:51)
QUERIDO AZENHA, TEM UMA COISA QUE EU NÃO CONSIGO ENTENDER!POR QUE FILHOS DA NOSSA PÁTRIA AMADA CHAMADA BRASIL, SAEM DAQUI PARA MORAR EM OUTROS PAÍSES? ELES VÃO EM BUSCA DO QUE? CALOR HUMANO? LIBERDADE?
O BRASIL É E SEMPRE SERÁ A TERRA MÃE DE TODOS OS POVOS QUE ENCONTRAM AQUI, CALOR HUMANO, LIBERDADE PARA FALAR SUA LÍNGUA E A DE NOSSA PÁTRIA!
SÃO LIVRES PARA HONRAR SUAS CRENÇAS E CRIAR SEUS FILHOS EM SUAS TRADIÇÕES!!!
INFELIZMENTE A LINDA E CALOROSA SANTA CATARINA SOFREU UM MOMENTO DE (REVOLTA) DA MÃE NATUREZA QUE CANSADA DE SER MALTRADA QUIS MOSTRAR QUE NÃO SOMOS NINGUÉM DIANTE DE SUA FÚRIA! SINTO PROFUNDAMENTE PELAS VÍTIMAS FATAIS, PELAS FAMÍLIAS QUE AGORA DEPENDEM DO (GOVERNO)PARA CONSEGUIR,SABE DEUS QUANDO!UM TETO PARA MORAR!!!
DESEJO QUE NOSSO AMIGO ANÔNIMO VOLTE O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL PARA SUA TERRA NATAL,ANTES QUE A (FRIEZA) TOME CONTA DE VEZ DE SEU CORAÇÃO!!!
ATT.:NATASHA NOVÍNSKY(ESCRITORA).

Hélio (10/12/2008 - 00:06)
Sou paranaense mas moro praticamente desde que nasci em Santa Catarina, e porisso digo que apesar de SC não ser um lugar perfeito (aliás, nenhum lugar do mundo é), tbém não é tão ruim como este anônimo catarinense (será que é mesmo?) afirma em seu texto. Não se pode criticar um estado por eleger alguns maus políticos, pois isso não é exclusividade catarinense, ou será que Heráclito Fortes, César Maia, José Agripino, Orestes Quércia, Garotinho,entre outros, foram eleitos pelos catarinenses?? Não se pode julgar SC apenas por um ou outro parâmetro, tendo em vista que é um estado pequeno, porém muito heterôgeneo, em termos de colonização e desenvolvimento, possuindo diversidades regionais bem acentuadas. Claro que este estado apresenta problemas, como qualquer outro do Brasil, mas ainda assim mantém índices de desenvolvimento humano em níveis acima da média, tem uma natureza exuberante e um povo acolhedor e simpático. Será que se SC fosse tão ruim como o Anônimo diz, tantas pessoas de outros estados estariam se mudando pra cá?

Rodrigo (08/12/2008 - 02:39)
Anônimo? Passo!
No blog lá do carinha da Veja tá cheio de "anônimo".

Clélia (07/12/2008 - 22:09)
Sou catarinense e moro em Sao Paulo há 17 anos.
Concordo que muito do que o a autor disse é vedadade, mas trata-se de um "anônino amargurado", que só vê o lado ruim e os defeitos da nossa terrinha.
Santa Catarina é linda, o povo é acolhedor e generoso. Me lembro que nas primeiras viagens que fiz para outros estados, quando chegava logo me sentia decepcionada e pensava: Mas afinal porque vim pra cá se aquela lagoa e a paisagem de SC, lá pertinho de casa, são tão mais bonitas! Talvez seja a razão do estado ser muito mais para turistas do que um estado de potenciais turistas. Além disso, não vejo em nenhum outro lugar os professores ensinarem com tamanha boa vontade e os alunos recompensaremm a dedicação, embora o(s) governo(s)sejam mesmo uma decepção.
Eu passo lá pelo menos um mês e meio no ano: aquele vento forte, o sotaque cantado de gente muito falante, o mar revolto e gelado, são minhas fontes de enegia para seguir encarando o olhar baço e indiferente dos paulistanos. E para compreender e me integrar a esta outra dura realidade, afinal tanbém amo São Paulo.
Minha torcida é para que os catarinenses, mesmo os que amam muito sua terra e de lá têm dificuldade de sair, avancem mais rapidamente no apredizado de "ser cidadão do mundo". Temos muito o que aprender fora, mas também temos histórias boas pra contar.

luciana (07/12/2008 - 10:23)
Jbmartins: Você achou o texto mau escrito( não seria mal escrito?) e "mais o que fazer" (não seria mas o que fazer?)

Gerônimo Xangô (07/12/2008 - 08:17)
Go Oliveria, uma informação pra você:

Aqui no Brasil, tá é um verbo (conjugado).


Andre Paulo (06/12/2008 - 17:29)
O texto esta mais para o CHACRINHA(de saudosa memória...), pois como dizia o velho gerreiro -
Vim prá confundir e não prá esclarecer!
Alguns fatos são verdadeiros - vide oligarquias, usurpação do meio ambiente, etc, porém não acredito que nem mesmo na bela europa do neo-aculturado as coisas sejam diferentes (os livros de história já estão aqui Sr. anônimo!).
No mais o missivista conseguio fazer de seu escrito algo que não se vê todos os dias: uma verdadeira salada mista...
O autor "viajou" tanto que permite ao leitor fazer uma fantasia de achar que homem de tamanho saber mereceria realmente um lugar melhor - talvez mesmo um lugar ideal para viver, ...quem sabe na lua!
Até que não seja possível sugiro ao nosso articulista ler mais poesia e mando inicialmente uma lindíssima de Olavo Bilac: Ouvir estrelas -http://www.casadobruxo.com.br/poesia/o/ouvir.htm
Acho que esta leitura terá o dom balsâmico de aplacar um pouco o ódio contido em seu coração, pois se não somos perfeitos podemos pelo menos curtir um pouco do lado bom de nossa humanidade,
Abraços aos amigos

Maicon Faria (06/12/2008 - 16:32)
Embora o texto critique corretamente alguns aspectos do folclore catarinense, acho que ele peque com um excesso de pessimismo, um simplísmo histórico.
Posso me ater especificamente sobre o questão, verdadeira ao meu ver, de que o estado é pobre culturalmente. Verdadeiro da seguinte forma: em Santa catarina temos uns gatos pingados de intelectuais. Claro, temos pouquíssimas universidades de qualidade, legado dos Borhausen. Não conseguimos estabelecer um número crítico de profissionais de excelência. Não podemos nos comparar, neste quesito, com os grandes estados do Brasil nem com os menores assolados pela pobreza e por índices sociais muito inferiores aos nossos. Em termo de educação de excelência acho que somos os piores do Brasil. Na ocasião do mandato deste governo a desproporção aumentou, Santa Catarina se defasou ainda mais...

Quanto a vida simplória, está limitada a consolidar patrimônio que o autor apontou, só posso dizer que é uma maneira válida de se viver. Não vejo demérito em querer proporcionar um futuro melhor e mais estável para os filhos. Prefiro está vidinha pacifica, a minha vida de classe média baixa aqui em São Paulo... para lá vou voltar !

andre (06/12/2008 - 15:21)
aos que nao conhecem sc, pesquise sobre nossos indices de desenvolvimento e compare com o dos seus estados. ps. foi uma catastrofe da natureza...morreram pessoas....tenham respeito..

Darío Pires (06/12/2008 - 13:11)
Uma das coisas mais nojentas na internet são esses "supostos" professores ficar tentando mostrar que são "cultos" e ficam criticando uma palavra errada , um acento, em um texto achando que as pessoas vão pensar: esse entende!!! é inteligente!! rs...).Será que esse "genio" não percebeu ainda que os teclados de computadores mudam as posições das letras em cada modelo (as antigas maquinas de escrever não!!) e fica dificil de se conseguir um texto correto devido a adaptação ou que ele não se importa com esses pequenos detalhes?. Esse individuo deve ser daqueles professorinhos que costumam escondem o "pouco" que sabem para não divulgam o "muito" que não sabem. A internet é assim e ja foi provado que um cerebro "normal" consegue ler mesmo faltando palavras e com letras inversas ( não sei se o "snr" consegue!). obs: não coloco acento e não me preocupo se faltou alguma letra.. Mas tenho certeza que as pessoas entenderão o que eu quis dizer!

Go Oliveria (06/12/2008 - 12:11)
Se é para entrar na linha de professor de português, João Paulo, aviso que você não ganhou 10,0 porque "tá" não é conjugação de nenhum verbo!

Marco Antônio Leite (06/12/2008 - 11:19)
A elite e as "autoridades" administram o país somente propalando as calamidades do dia-a-dia. Quanto mais desgraças tiverem, melhor para governar, pois enquanto o povo fica entretido com as noticias que mataram dez num bairro periférico do Rio de Janeiro, a seca no Nordeste, chuva que castiga Santa Catarina, o PCC que atacou uma base policial num bairro de São Paulo entre outras desgraças, eles lá em Brasília e outros praças fazem o que bem entende no que concerne à má administração e a corrupção. Portanto, caro anônimo de Santa Catarina, a responsabilidade pelos fatos ocorridos em diversas cidades de seu Estado é inteiramente das "autoridades". As quais permitiram que as famílias invadissem áreas de alto risco, bem como, desmatassem lugares de encostas de morros, facilitando assim a penetração da água da chuva, causando desmoronamento, em conseqüência veio arrastando tudo que encontrava pela frente. Este é o país que anda para trás, ou melhor, dá um passo a frente e dois para trás?

Altemar (06/12/2008 - 11:00)
Ontem, ao passar em uma loja de TV's, vi a imagem do prefeit@ de Sampa sob chuva forte dando entrevista. Parei, adivinham o que ele estava fazendo?

Oliveira (06/12/2008 - 09:10)
Um único comentário possível: lamentável ...

Tursi (06/12/2008 - 09:04)
Ainda bem que aqui não é o blog do Reinaldo Azevedo e pessoas comuns(como eu) que não são o Machado de Assis tem o direito de escrever, mesmo seja mal redigido. Aliás, repararam que elas sempre criticam os outros em uma linha? Provavelmente com medo de revelar a pobreza estilística e cometerem alguns erros crassos de gramática. Não conseguem disfarçar o sentimento elitista de que as idéias só tem importância se vierem embrulhadas num português rígido.

Rogério de Brum (06/12/2008 - 08:12)
João Carlos e Carvalho, vocês podem ler textos brilhantes do FHC(LFV, disse que ele enterrou o Brasil sem um erro de concordância) ou o livro que o Lulla vai escrever após sua saída da presidência"Não tinha nada neste país, Contruí tudo".Com referência ao texto, aqui no RS é um sarro(risos,coisa de gaúcho) o pessoal falando, sou descendente de alemão, sou descendente de italiano.Eu sou brasileiro mesmo e acho que deve ter vindo gente muito correta p/ cá, mas que deve ter vindo na maior parte a escória, não há a menor dúvida.Para a Austrália foram os trabalhadores Luditas(NÃO É LULISTA PELO AMOR DE DEUS, um erro só comete uma vez ...2002) e existe a questão dos aborígenes, mas veja o desenvolvimento do país.

Haole (06/12/2008 - 00:54)
O agreste tá um caos faz séculos e a Caixa Econômica Federal não vem à público em horário nobre declarar que para compra de imóveis de até 80 mil reais os juros são de 1% pra nordestino faminto. Com 80 mil reais em Santa Catarina se compra uma pequena fazenda.

Estudo na UFSC e sei na pele o que é se sentir sob ameaça dos neonazis que chamam pejorativamente quem é do norte do Paraná "pra cima" de "bahia" e os paulistas de "haole".

Talvez eu devesse escrever uma carta anônima aqui também: "Carta de um judeu paulista aos neonazis de Santa Catarina"

Jbmartins (06/12/2008 - 00:42)
Azenha fez bem em publicar, é uma questão social que preocupa, é um sentimento global. pena que esta mau escrito, mais fazer o que, o mais importante foi a intenção.

juliano (06/12/2008 - 00:24)
Que gente mau-humorada, o texto é muito divertido, acho que pq sou de Santa Catarina e sei o que o tal anônimo tá dizendo.

Fúlvio (05/12/2008 - 23:33)
Legal abrir o espaço para anônimos escritores. Os que não conseguem escrever uma linha de texto sequer, expressando uma idéia a debater ficam atônitos, claro!

Pacífico (05/12/2008 - 23:20)
Me confesso um tanto dececionado com você Azenha, até porque acompanho seu site a algum tempo e sei que suas matérias tem mais qualidade. Sou catarinense e não me ofendo pela alusões não necessariamente verdadeiras ou coisas do gênero. Apenas acho o anônimo um derrotista e profundamente desconhecedor da realidade do seu Estado. Além do mais as mazelas por ele citadas se aplicam a qualquer estado, a qualquer país. Texto de um provável descendente de alemães que foi para a Alemanha e provavelmente irá alegar que no seu país não teve oportunidade.

Paulo Santos (05/12/2008 - 22:19)
Não é que o Azenha publica qualquer coisa. ´´E que a coisa ai, mesmo mal escrita, merecia ser publicada. É uma das muitas visões

francisco.latorre (05/12/2008 - 22:01)
essa é a santa catarina que eu conheci.

tem mais, gostei do texto...



Sidiney (05/12/2008 - 21:18)
Parece que os dois acimas estão precisando de um pouquinho mais de conhecer SC a fundo.

Essa denúncia, é aquelas do PACTO Tácito da mediocridade, calamos a qualquer coisa que não nos agrade.

Perdeu-se a escandalização a barbárie.

SEgunda Guerra está viva como nunca nos tupiniquins governados pelos milicos.

Vinícius (05/12/2008 - 21:14)
Moro em Santa Catarina, infelizmente, é tudo verdade.

Edson Augusto (05/12/2008 - 21:09)
Interessante texto para quem só conhece Santa Catarina pela TV, que vive de matérias nas quais poucas vezes nos mostram a realidade sem algum foco patrocinado. Nossos jornais só mostram a miséria nos estados em que os principais políticos não são seus partidários.

Anon (05/12/2008 - 21:00)
Este texto contribuiu para eu entender melhor a terra em que nasceu meu pai.

Marcia Costa (05/12/2008 - 20:02)
Como eu já havia comentado em outro post, não podemos desqualificar essa ou aquela situação. Aí está uma realidade que eu desconhecia. Agradeço ao cidadão anônimo pela singela e triste história de SC.

BETO LIMA (05/12/2008 - 19:56)
Caro Sr. Anônimo.
Como o senhor mesmo disse, aqui ainda vive seus pais. Ainda bem que que voce não se identificou, pois seus pais morreriam de tristeza em saber que seu próprio filho os chama de "pobres de espírito e de cultura" e financeiramente. Em parte o senhor confirma isso por sua atitude de desprezo por sua terra e sua gente. Com certeza o senhor mão está fazendo nehuma falta neste momento dificil que estamos passando. Fique onde o senhor está. Quanto aos colegas que lerem este comentário... um convite... VENHAM PASSAR O VERÃO AQUI NO SUL, O LITORAL MAIS BELO DO BRASIL, A NOSSA "SANTA E BELA CATARINA" todos serão bem vindos............



Yuri (05/12/2008 - 19:47)
Sou florianopolitano nascido na Maternidade Dr. Carlos Corrêa e MORO EM FLORIANÓPOLIS. Já fui à Europa e à Ásia. Não troco meu país, tampouco meu estado e muito menos minha cidade por qualquer outro lugar. Não sou ufânico de achar que aqui é o paraíso; não é. Alguns fatos que o anônimo postou são realmente verdadeiros. Mas ele confunde "meia dúzia de gatos pingados" com o resto do povo catarinense. Esse é o erro. Ah, mas o povo que elege essa meia-dúzia. Sim, mas e o que acontece no resto do país? Sinceramente, não vejo grandes diferenças entre outros estados, com povos de outras origens. Aqui temos o nosso PIG, temos nossos oligarcas, temos nossos corruptos. Qual estado brasileiro não tem? Nosso povo é tão bom quanto qualquer outro, e os outros, na minha modesta opinião, são tão bons quanto os catarinenses. Somos todos brasileiros. E isso não é conversa de nacionalista. Tem gente que renega as próprias origens e acha que pode se transformar em "europeu", em cidadão de país desenvolvido. Acordem. São tão "pobres e burros" quanto eu, manézinho, que moro por aqui. Esse tipo de discriminação é que atrasa o país. O sujeito anônimo certamente pertence "àselites". Fique por aí na Alemanha e não retorne, por favor. Pessoas que fogem da sua origem pelos motivos que você colocou, não têm a mínima vontade de trabalhar por um país melhor. São comodistas e só querem a cereja do bolo. Ajudar a fazê-lo não.

Raimundo (05/12/2008 - 19:23)
Pois eu gostei do texto!

Zenon Tavares (05/12/2008 - 18:39)
Azenha virei teu fã por ter a coragem de publicar um texto tão verdadeiro e tão perigoso. Por favor, continue assim.
Saudações.
De alguém que conhece um pouco da alma barriga verde.

Amanda (05/12/2008 - 18:27)
Será que entre as pessoas que perderam suas casas só encontraremos gente do caráter descrito por esse autor anônimo? Será que não sobrou mais ninguém que seja digno naquele estado?

É um artigo escrito pelo fígado...

Talita de Souza (05/12/2008 - 16:59)
Espero realmente que o autor do texto permaneça na Alemanha, pois não faz falta em SC.

Adriano Almeida (05/12/2008 - 15:33)
Como são lúcidas as declarações deste cidadão catarinense. A verdade ocasiona um certo estranhamento para aqueles acostumados com a farsa. Azenha parabéns por disponibilizar o espaço para texto tão realista e sincero. É possível que um dos revoltados seja descendente de uma linhagem não tão nobre. Chega de historietas, o véu caiu. A melhor saída é aceitar os fatos, reacionários de plantão.

Dimitri (05/12/2008 - 15:32)
Otimo texto! :-) Muito boa reflexao.

J.A. (05/12/2008 - 15:06)
Os senhores João Carlos e Carvalho seriam catarinenses?

Marco Antônio Leite (05/12/2008 - 14:34)
Caro desconhecido anônimo, o drama do verdadeiro caldo de cultura a imprensa saiu na frente e já fez o escândalo necessário para baixar o "SANTO" da solidariedade no povo brasileiro. Mesmo na pobreza e na miséria absoluta, nossa gente tira o pouco que tem a disposição nos seus lares para sustentar suas famílias com um pouquinho de dignidade e reparte com os irmãos vitimados pelo destempero da natureza, a qual é provocada todos os dias pela mão do homem, cujo mesmo vem alterando sua composição e seu desenho feito pela mão do acaso. Nesse caos provocado pelo desmatamento, invasões inadequadas de áreas de risco, não vemos um burguês por a mão no bolso e ajudar aquele povo que esta perdido quanto ao seu futuro, já que o presentente não apresentava nenhuma ou poço perspectiva de uma vida melhor. Para ganhar mais telespectadores as redes de TV está pedindo ajuda à população para socorrer o povo atingido pelas fortes chuvas, nesse bojo algumas religiões com intuito de ganhar fieis estão explorando os irmãos de religião tirando a miséria que eles ainda têm. Deixo claro que também o espírito de solidariedade baixou bandeira no meu pensamento, por isso nossa gente neste momento necessita de ajuda concreta. Aqueles que perderam suas casas, os governos Federal, Estadual e Municipal tem a obrigação de construir novas moradias para que essa gente venha morar com dignidade.

Diane (05/12/2008 - 14:21)
esse cara não sabe realmente do que está falando... Ele fala de cultura, imigração, política, história de forma ridícula. Ele não consegue notar que muito do que aconteceu em SC ou no sul, aconteceu no Brasil todo. Os problemas estruturais na saúde, educação, etc, são problemas do País... E não porque um governo malvado faz isso de propósito pra humilhar sua gente e tentar branquear o povo! isso dá certo tanto como deu certo tentar branquear o Brasil todinho na época das teorias racialistas do Brasil colonia.Será que ele não vê que isto é uma questão cultural, de determinadas pessoas... se tem mil homens brancos, eu sou obrigada a escolher por marido um negro ou indio só pra não ser massa de manobra do governo racialista???? Não tenho vontade própria claro, nem sentimentos... mané....

Rogerio Martins (05/12/2008 - 14:20)
Sou mineiro e moro em Santa Catarina. Nesses dois anos em que aqui resido, muito do que no texto descreve, é verdade.

Só pra grifar o que já disse no início desta semana, a mata atlantica do estado de Santa Catarina, está dando lugar a galpões, conteineris, carvão etc...

Aqui é assim: Tem um estado para o turista ver e um estado para o morador se ##%er

jucelino cecel peixoto (05/12/2008 - 13:48)
Acho que comentários e reflexões sao sempre muito bem vindos...

MACONHEIRO (05/12/2008 - 13:28)
Um Estado só para turistas ???!!!parece até a minha triste Bahia !!!

Júlio Pimenta (05/12/2008 - 12:47)
O q tem de ruim no texto?
É proibido dizer que o sul não é tão maravilha assim?
É errado dizer que apesar dos problemas, o Brasil é um país muito bom para se viver?
Assumir seus problemas é o início do caminho para resolve-los.
Gostei do relato.

l gonzales (05/12/2008 - 12:18)
Excelente, meteu o dedo na ferida. Pode ser doloroso admitir que somos decendentes destes caçadores de índios, mas é imprescindível reconhecer esta parte da história que não consta nos livrinhos escolares nem nos folhetos turísticos.

A análise do meu vizinho "catarina" se aplica perfeitamente ao Rio Grande do Sul. Basta substituir os sobrenomes da oligarquia que governa, e também sustentada pelos veículos de comunicação da Família Sirotski.

Aqui não temos o turismo, quem vai querer viajar para um estado com meio-ambiente completamente destruído? Entretanto temos um plus: o ufanismo criado em torno de uma revolta separatista fracassada, cujo lema era "Liberdade, Igualdade e Humanidade". Nunca se cultivou isto por aqui.

sidnei sanches (05/12/2008 - 12:01)
Que este anônimo continue anônimo e fique por lá.
Não pode generalizar. Temos oligarquias, corruptos, ladrões, etc. mas quem não os têm? Sinto orgulho de ser brasileiro e catarinense.

Marco Antônio Leite (05/12/2008 - 11:44)
Caro Catarinense anônimo, seu texto não mostra só a realidade de seu Estado, retrata todo o território nacional. Quanto ao turismo, à elite local como todas as outras não são apegados ao trabalho, procura fazer propaganda das belezas naturais, mas tanto que esconde a pobreza de cultura, social e de alimentação. Caro amigo anônimo, a televisão é o espelho que mostra a feiúra da pobreza, pois as pessoas que foram atingidas pela catástrofe natural são ignorantes, desdentadas, mal vestidas, humildes e ainda para piorar acreditam que "DEUS" ira ajudá-los para recompor tudo que foi perdido nesse desastre natural. Ledo engano, daqui uns dias os hipócritas esquecerão os problemas do povo Catarinense e eles ficarão vendo navios no cais do porto. Caro amigo anônimo, entendi sua amargura com as pseudas "autoridades" que quatro ou cinco malandros revezam no poder, isso não acontece somente na sua querida terra, aqui em São Caetano do Sul, o esquema é idêntico, poucos se revezam no poder local. Abraços fraternos.

Baruch (05/12/2008 - 11:26)
Será que o texto incomodou tanto assim? Vamos apurar os fatos?

Dvorak (05/12/2008 - 11:23)
"Catarinense anônimo que vive na Alemanha", acreditas também em Papai-noel, Azenha????

carlos (05/12/2008 - 11:16)
Essa história de caçar "bugre" eu também já ouvi (não a descrição, mas que existiu).
E a pergunta numa entrevista de emprego (há 2 anos): "De que família você é?". Ridículo, para dizer o mínimo.
Pelo menos não se pede foto nos currículos. Apenas a GM que diz que vai se instalar por aqui pediu, o que me pareceu coisa de paulista.

Paulo Rauen (05/12/2008 - 11:13)
Que o pobre coitado que escreveu esse texto continue anônimo e na Alemanha. E você, Azenha, poderia ter-nos poupado do besteirol escrito pelo sujeito.

Eduardo (05/12/2008 - 11:02)
Tá, mas e aí , o que ele queria dizer mesmo? Redação sofrível essa heim... A pessoa começa falando do vale do Itajaí, daqui a pouco se tele-transporta para o "oeste selvagem", dá uma viajada no tempo para a época das imigrações, e termina falando da liberdade de expressão. Obrigado, mas prefiro milk-shake de ovomaltine, por favor!

Luis Armidoro (05/12/2008 - 10:40)
Azenha, sou neto de italianos, e tenho vergonha de ver no que a Itália se transformou: um país de velhos racistas e reacionários. Bem fazia meu avô, que - apesar de italiano - odiava a itália, e se dizia mais brasileiro do que nós, porque escolheu viver aqui

Cristina (05/12/2008 - 10:34)
sou catarinense, comecei a leitura gostando, mas no final senti falta de uma conclusão mais efetiva....

João Carlos (05/12/2008 - 09:59)
Já que é anônimo o autor do texto, acho que não vai fazer mal notar que o mesmo tá muito mal escrito.

Carvalho (05/12/2008 - 09:57)
Seu blog está assim tão necessitado de textos, Azenha?... escreveu qualquer coisa, publica... basta haver reclamação social e pimba, está publicado...lamentável.



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