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ANP DIZ QUE AMERICANOS NÃO "CUIDAM" DO PETRÓLEO BRASILEIRO

Atualizado em 02 de outubro de 2008 às 10:29 | Publicado em 02 de outubro de 2008 às 10:27

De acordo com o Vermelho, a Agência Nacional de Petróleo desmentiu uma informação da Associação dos Engenheiros da Petrobrás que reproduzi neste site. Segue a nota da ANP:

No último dia 24 de julho, um Boletim da Aepet divulgou supostas denúncias à segurança dos dados armazenados pela ANP. O Boletim referido diz basear-se em "fontes importantes", que entretanto ficaram no anonimato. As "denúncias" podem ser sintetizadas em três pontos:  


1)  "A multinacional norte-americana Halliburton, através da sua subsidiária no Brasil, Landmark Digital and Consulting Solutions, está administrando o Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP), da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sem licitação"  e  " A Halliburton administra o BDEP há 10 anos."


2) "...a Halliburton é quem manda na ANP, sendo responsável pelas principais áreas de atuação da Agência Reguladora"; 

 
3)  "a Halliburton recentemente colocou um diretor ...na direção da Agência Reguladora, para gerenciar os leilões e o BDEP."


 Em respeito ao público brasileiro e aos servidores que atuam no banco de dados da ANP, executando seu trabalho com competência, seriedade e indeclinável patriotismo, presto os seguintes esclarecimentos.


Em 1996, a Petrobras adquiriu o sistema Petrobank (PetroBank Master Data Store) da empresa norueguesa PGS Data Management, que desenvolvera esse programa de computador, destinado a armazenagem e gerência de dados, em parceria com a americana IBM, em 1995. A partir de então, a Petrobras passou a utilizar o PetroBank para acumular seus dados, em operações onde havia o apoio técnico da PGS.


Após o fim do "monopólio estatal do petróleo", foi providenciada a transferência do sistema PetroBank, da Petrobras para a Agência. Em convênio com o Serviço Geológico Brasileiro, foi estruturado o Banco de Dados de Exploração e Produção, (BDEP) e a ANP, por intermédio do CPRM, firmou contrato com a PGS Data Management para continuidade do apoio técnico que ela já prestava à Petrobras. É claro que estamos falando, desde o período da Petrobras, até o atual, com a ANP, de apoio técnico-operacional e manutenção, não de administração, nem de interpretações de dados, nem de decisões.


Em 2001, cinco anos depois que a Petrobras adquirira o PetroBank, a Halliburton Serviços Ltda., pela Divisão Landmark Graphics, comprou a PGS Data Management e passou a ser proprietária do sistema PetroBank. A CPRM, apoiando-se na Lei 8.666/93 (Lei das Licitações) renovou o contrato original celebrado com a PGS, que então passara a ser da Halliburton.


Sobre o modelo de gestão do BDEP e a aquisição do programa Petrobank, A ANP pediu uma apreciação do Tribunal de Contas da União, sendo que o Ministro Ubiratan Aguiar, quando se pronunciou sobre o assunto, afirmou terem sido “diversas as providências adotadas pela ANP e pela CPRM com o objetivo de afastar qualquer dúvida a respeito” e ainda que “…as informações obtidas pela ANP e pela CPRM em suas pesquisas no mercado indicavam, com suficiente segurança, que apenas o Sistema Petrobank se adequaria às necessidades nacionais para o gerenciamento do BDEP, …” Escreveu ainda que “em relação à segurança do sistema, as informações constantes dos autos nos permitem inferir que há o devido resquardo das informações inseridas no BDEP.” (Decisão no 485/2002 do Plenário do TCU.) .


A partir de meados de 2004, a ANP passou a transferir, gradativamente, os principais contratos de prestação de serviços para operação pelo BDEP, tendo realizado, principalmente a partir de 2006, investimentos razoavelmente elevados em equipamentos para que, até o final de 2008, possa estar gerindo  a integralidade dos contratos do Banco de Dados.  


Esses são os fatos.


Afirmo: aqui na ANP, nem a Halliburton, nem nenhuma empresa brasileira, muito menos estrangeira, administra nada. Os leilões realizados pela ANP de forma alguma são controlados pelos "americanos", nem por agentes alheios aos órgãos legais do Estado brasileiro. Baseiam-se na legislação vigente e são geridos apenas por brasileiros conhecidos, responsáveis em diferentes instituições nacionais com a questão, a saber, Diretoria da ANP, Ministério de Minas e Energia, Conselho Nacional de Política Energética e Presidência da República. Uma empresa "plantar" um diretor na ANP para aqui ficar a seu serviço é uma hipótese impossível de ocorrer em um governo sério e comprometido com os interesses nacionais como o do Presidente Lula, pois quem encaminha à sabatina e votação no Senado da República e depois nomeia todos os nomes que aqui chegam é, pessoalmente,  o Presidente Lula.
 Renovo a minha confiança na Diretoria da Agência, no seu quadro de servidores e no Brasil.


Haroldo Lima
Diretor geral


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
João A. (02/10/2008 - 21:56)
"E o nosso Lula que, no início de seu primeiro mandato, esboçou uma tímida crítica à conduta dessas agências de lobby custeadas por nós contribuintes, meteu a viola no caso e não mais deu um pio. Porquê?"

Acho que foi devido a intensa campanha da mídia - especialmente o Globo- em promover a independência consolida das agências reguladoras afirmando que não intervindo nelas os investidores teriam mais segurança pra investir nas empresas brasileiras.

E como todos nós sabemos o Lula tem medo da mídia golpista.

Pitágoras (02/10/2008 - 20:41)
Onde há fumaça há fogo. Em se tratando de petróleo, a coisa pega fogo mesmo.
Será que alguém ainda tem dúvida sobre para quem as tais "reguladoras" trabalham? TODAS, sem exceção, advogam para aqueles que deveriam fiscalizar e autuar. A proteção do consumidor, que deveria ser a sua finalidade precípua, no maravilhoso plano de privatização do execrável fhc é só um adereço irrelevante.
E o nosso Lula que, no início de seu primeiro mandato, esboçou uma tímida crítica à conduta dessas agências de lobby custeadas por nós contribuintes, meteu a viola no caso e não mais deu um pio. Porquê?

Edson (02/10/2008 - 19:38)
Apenas 32,21% da Petrobrás é do governo Federal. As ações da Petrobrás estão assim: União Federal - 55,71% das ações ordinárias, ou seja, 32,21% do total. o BNDESPAR com 1,86% das ordinárias e 15,51% das preferenciais totalizando 7,62 do total. PREVI com 0,11% das ordinárias e 7,18% das preferenciais num total de 3,10%. E a iniciativa privada com 42,32% das ordinárias e 77,31% das preferenciais totalizando 57,07%. Este é o quadro atual.

Roberto (02/10/2008 - 17:09)
O Jornal Brasil de Fato já fez matéria sobre esse assunto e nomeou o diretor que, segundo o jornal, é funcionário da Halliburton. É importante esse esclarecimento da ANP pois ficamos todos muito indignados com a notícia. O que acho grave é que um jornal "de esquerda" , como se diz o BF, tenha um procedimento tão nocivo quanto a mídia tradicional. O que faremos?

João Bravo (02/10/2008 - 16:52)
Ah! Athos,a CF, que tenho em casa,fala em casos em que se pode desapropriar, mas devo ter lido mal.

João Bravo (02/10/2008 - 16:43)
Obrigado Athos, entendi sua explicação.Estou desconsiderando o termo "analfabetos", substituindo-o por brasileiros vitimas de homens de pouca moral.Ainda digo que o produto petroleo não deve ser negociado por ninguem que não o governo,(petrobras não vale é uma caixa preta a ser aberta) oque deveria ser negociado com a iniciativa privada é o direito sobre os "serviços" de prospecção e extração.

Athos Rache (02/10/2008 - 16:25)
João Bravo, na verdade o subsolo pertence a únião mas para ser explorado precisa da anuência do proprietário. Lógico que é uma participação pequena mas tem parte sim.

No caso específico do petróleo, não há desapropriação.
O que ocorre é um negócio chamado SERVIDÃO onde o proprietário tem limitado o seu direito à exploração à terra mediante uma compensação financeira.
Assim, ele continua dono mas não pode desenvolver uma série de atividades em sua propriedade.

Isso também ocorre no caso de linhas de transmição e etc..

Tem um monte de casos de analfabetos milionários no nordeste devido a descoberas recentes de petróleo no subsolo de suas propriedades. Bingo.

Marco Antônio Leite (02/10/2008 - 16:07)
Caro Luiz Lozer, patriota é todo aquele individuo que tem patrimônio concretamente, ou seja, mansão, carrões, fazenda entre outros bens de valor. Agora tem o patriota bobo, aquele que não tem nada, mas pinta a bandeira do país dele no asfalto roto na frente de casa, canta o hino nacional composto por interesses burgueses, usa o brasão como alegoria de camisa suja e velha, marcha como otário em datas comemorativas do exército, o qual cuida dos interesses da escol. O rico tem dinheiro, faz muito lazer, como também, se veste com roupas de grifes, elite que da uma banana para o proletariado. Não entre nessa, que esse cara é patriota e que ama o Brasil, é puro sofisma.

Tita Ferreira (02/10/2008 - 15:28)
Esta informação está circulando há tanto tempo (desde de julho pelo menos)
Só agora o desmentido? Estranha demora...
A conferir.

Haroldo Ribeiro Gomes (02/10/2008 - 14:41)
Se a Halliburton "plantou" um diretor na ANP, alquém que queira publicar esta infomação deveria ao menos sugerir o nome do elemento "plantado".
Uma acusação dessas sem dar nomes aos bois é leviandade.

Felipe Corazza (02/10/2008 - 13:56)
Certo. O Vermelho, que reproduz a declaração da ANP, é o órgão de informação de um partido que ainda não admitiu que Mao Zedong errou - como o próprio PC chinês já admitiu. A informação vinda de maoístas vale tanto quanto a informação vinda da Veja. Zero.

Abraços anarquistas

Ernesto (02/10/2008 - 13:44)
Para quem quiser saber um pouco mais sobre a Halliburton recomendo o livro da Naomi Klein - The Shock Doctrine,the rise of disaster capitalism.

Luiz Lozer (02/10/2008 - 13:13)
Haroldo Lima é um cara sério e patriota, acho que essa associação de engenheiros da Petrobrás, devia provar as afirmações que faz, se não o fizer fica clara a leviandade de sua diretoria.

no Brasil joga-se na lama, a honra das pessoas e instituições, com a maior facilidade e sem nenhuma consequência.

Valeria Amorim (02/10/2008 - 13:08)
Acreditem, se quiserem.

BETO LIMA (02/10/2008 - 13:04)
SERÁ VERDADE?.......SERÁ MENTIRA?......VAMOS AGUARDAR..., SE TIVER ALGUMA "TRUTA" ENRRUSTIDA...., VAI APARECER. CEDO OU TARDE VAI APARECER.....AH SE VAI....

Athos Rache (02/10/2008 - 12:58)
O Brasil esta mudando. Os funcionários públicos também.

É obvio que esta empresa americana, de pouca ou nenhuma(por incrível que pareça) visibilidade no Brasil, esta tentando entrar.

O problema das "vermelhos" é achar que todo funcionário público é um vendido em potencial, desde que não seja "vermelho".
Acham também que toda e qualquer prática capitalista é prejudicial ao país.

Eles partem desta premissa. Qualquer avaliação que parte de premissas erradas esta fadada a não levar crédito de ninguém.

Bom, alguns vermelhos chegaram ao poder e pudemos ver na prática que não há muita diferença moral entre "vermelhos" e "não-vermelhos".

Falta aos "velmelhos" concluir o óbvio. O que corrompe é o poder e não a ideologia.
Eles não conseguem admitir isto!

Marco Antônio Leite (02/10/2008 - 11:54)
Os Americanos não cuidam do petróleo brasileiro, isto é verdade, puro sofisma! Eles usam e abusam da perola negra gerada nas águas e terras nacionais. Americano não da linha ao papagaio sem vento, ele somente recolhe a parte do leão para ser utilizada na maior frota de automóveis do mundo. Com certeza, esses contratos feitos entre as partes, o americano leva vantagem de longe, outra parte do dinheiro que é gerido com a venda do petróleo é revertido para o bolso dos alto-dirigentes da Petrobras e, uma parcela vai para o bolso de alguns políticos com influencia na empresa, e o pouco de que resta é revertido para o povão.

João Bravo (02/10/2008 - 11:24)
Azenha, tem uma coisa que não entendo.Nos EUA por exemplo, o petroleo, até onde sei,pertence ao dono da terra onde é encontrado, então a exploração é só um serviço. No Brasil, estes recursos são da nação, o proprietário até ganha uma esmola,desde que,o local do achado não atrapalhe a exploração, como uma construção etc...neste caso é desapropriado.Então é lógico se pensar que o petroleo é de todos nós.O certo então não seria pagar o valor de prospecção e exploração,ficando a nação com o oleo?.Tchê, nós não estamos tendo nenhum beneficio, e temos uma gasolina e produtos derivados do petroleo a preço internacional, ou seja, estão me vendendo caro oque é meu.O petroleo não cai do ceu,é um produto cobiçado, é certo simplesmente alguem vir aqui pagar migalhas e leva-lo?...a propósito, o STJ acabou de se manifestar dizendo não prescrever crimes contra o erário publico, já é um comecinho,quem sabe um dia poderemos ver um monte de canalhas atrás das grades.

Biquei (02/10/2008 - 10:58)
Equal-Justice-Under-Law.
STJ condena juiz Paulo Theotonio Costa, do TRF-3
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça condenou hoje (1/10), por corrupção passiva, o juiz federal Paulo Theotônio Costa, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), à perda do cargo e a três anos de reclusão em regime aberto. O desembargador [como são chamados os magistrados do TRF-3] estava afastado de suas funções desde 2003, por decisão do STJ. Também foi condenado no mesmo processo o advogado Ismael Medeiros. A decisão em relação aos dois réus foi unânime.



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