Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

Palanque

Deixe aqui sugestões de pauta, de leitura e desabafos

Escreva!

   
 
Home Receba as últimas notícias via RSS
Você escreve Utilidades

André, no Nassif: Mãos ao alto, assalto em SP

Atualizado em 05 de fevereiro de 2010 às 20:55 | Publicado em 05 de fevereiro de 2010 às 20:54

05/02/2010 - 18:24
As mudanças de velocidade e a indústria da multa
Por
André, no blog do Nassif

Caçadores da multa perdida: a partir deste sábado o eixo 23 de Maio-Rubem Berta terá a velocidade unificada em toda sua extensão. Você achou que ia ficar 80 km/h na íntegra, não é verdade? Afinal, as pistas são boas o suficiente para suportarem essa velocidade sem problema algum durante o tempo todo e mesmo carros mais antigos conseguem sem problema contornar as curvas nessa velocidade. Claro que não, seu brasiloide otário portador de uma apatia quase genética: agora é 70 km/h em toda a via.

Com isso, você, que notava que certos trechos em que se pedia 70 km/h estavam com uma velocidade irrealmente baixa, sentirá isso durante toda a via. Reze para não passar em frente a um radar, pois eles, além de aumentarem a arrecadação do município, também não estão regulados para a tolerância legal de 10% a mais, tudo para arrecadar mais dinheiro dos pagadores de impostos escorchantes que vivem em São Paulo.

E, claro, por causa da velocidade irreal na via, você terá de ficar olhando para o velocímetro o tempo todo, justamente para não tomar multa. E como a velocidade é irrealmente baixa, você terá de pisar mais vezes no freio, o que gerará uma bela onda de tráfego, só para aumentar a audiência da SulAmérica Trânsito (que não tem qualquer culpa na história, mas terá sua audiência aumentada indiretamente, uma vez que no trânsito bom o pessoal prefere ouvir Alpha, Oi FM, Eldorado e outras mais musicais). Com mais gente freando, há mais risco de colisão traseira, o que justamente acaba com o argumento da CET de que quer reduzir acidente (e nós fingimos que acreditamos). Com mais oscilação de velocidade, aumenta o consumo médio dos veículos, pois há mais retomadas. Com mais consumo, há mais poluição atmosférica, mais crianças tossindo e mais velhinhos morrendo. Como sabemos bem, cuidar da saúde de crianças é mais barato e fácil do que cuidar da de idosos.

Enquanto isso, as vias europeias seguem com limites de velocidade realistas o suficiente para que você, ao vir uma placa informativa, bata o olho e veja que estava a essa velocidade sem ter precisado olhar para o velocímetro o tempo todo. Nem é preciso dizer onde há menos acidentes.

Ah sim, não esqueça que o trecho do viaduto Dona Paulina tem velocidade máxima de 60 km/h.


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Sergio Ribeiro (09/02/2010 - 16:55)
Bobagens, meu filho, bobagens (música do Caetano)

Primeiro que não existe a tal tolerância de 10% para quem ultrapassa a velocidade. Não é isso que está escrito na lei. Se você passa até 20%, a multa é média e de R$ 85,13; de 20 a 50% ela passa a ser grave e de R$ 127,69; mais de 50% é gravíssima e perde a habilitação. Multa de 574,62.
Como já foi dito, em qualquer país civilizado os limites são baixos nas vias públicas. Nas rodovias aumenta, mas não muito. Muita gente por aí gosta de usar aqueles adesivos "Visite cidade tal e ganhe uma multa", porém não observam o benefício que fazem a si próprios diminuindo a velocidade e os acidentes em seus municípios.
E por últimos, para os desavisados, a tarifa da Controlar é ressarcível. No site da empresa e da prefeitura de SP tem o link para fazer o pedido. (O contribuinte é prejudicado de qualquer jeito, pois no fim das contas paga pela ação entre amigos).

louzada (09/02/2010 - 14:38)
Todo castigo pra Paulista é pouco.
Aprendam primeiro a votar.

André Pasqualini (09/02/2010 - 08:50)
Parabéns a CET, acho que é a primeira vez na história que a CET toma uma atitude que "prejudica" a velocidade em detrimento da segurança das pessoas. Tomara que essa seja uma sinalização de que a CET irá começar a rever a velocidade das nossas vias e fazer como na Europa, onde o limite máximo em vias urbanas não passa de 50 km/h. Por isso que os indices de mortos no trânsito são insignificantes, comparados aos nossos.

Agora senhores da velocidade, quer correr, compre um Stock Car e corram para o Autódromo, deixem as pistas da cidade para quem quer se deslocar com segurança. Patética essa reclamação de uma insignificante redução de 10 km/h, numa pista onde a média em horário de pico é de 20 km/h.

A CET merece uma faixa, justamente para ela saber que tem uma bela parte da população, que não vê o mundo apenas por trás de um parabrisa, que apoia essas iniciativas.

Parabéns mais uma vez a CET, que reduzamos a velocidade de todas as vias para 50 km/h, aí sim essa cidade será outra, bem melhor e mais segura para se viver.

ogum777 (09/02/2010 - 00:05)
pq o paulista acha que reduzir de 80 pra 70 o deixará mais lento? qual a velocidade média na cidade? acaso é essa a velociade real de deslocamento na cidade? ora, se não quer ser multado, siga o limite. simples assim. e nas demais vias deveria ser 30kms por hora.
afinal, a ciade é para pessoas ou pra carros?
tenham paciência, com tanto carro em são paulo este blog deveria perder mais tempo era com políticas pra tirar essas máquinas das ruas, com maiores investimentos em transportes públicos... pra diminuir a pouição nãos e aumenta a velocidade, se deixa o carro em casa.

Matheus (08/02/2010 - 23:15)
Quanto motivo para preocupação, meu caro. Vai criar rugas...

Kojima (08/02/2010 - 23:11)
Indústria da multa é algo que colocaram na sua cabeça para justificar as barberagens que as pessoas fazem. Se metade das infrações que vejo todo dia em SP virasse multa, SP já teria arrecadação maior que Nova Iorque. Quer ficar livre da multa? Respeite as leis de trânsito. E o autor do texto falou de velocidade realistas em vias européias. Não existe, em lugar civilizado, vias urbanas onde a velocidade máxima seja maior que 60 km/h. E no caso da Europa, estão baixando ainda mais. Por mim, aquela via iria para, no máximo, 60 km/h.

Vinicius (08/02/2010 - 22:58)
Industria da Multa é pra quem sempre anda acima, muito acima do limite de velocidade da via. Pra quem anda na linha, a industria da multa não se aplica.

João Lacerda (08/02/2010 - 22:51)
faltou dizer que nas cidades européias que o nobre andré comenta os limites de velocidade em muitas delas é muito abaixo do que ele gostaria... 30 km/h é cada vez mais normal. E seguro para todos!

Talvez o Brasil devesse seguir o exemplo e parar de cultivar ilusões nos motoristas que querem ir no limite em detrimento da segurança de todos.

maria lucia de oliveira rodrigues (06/02/2010 - 22:03)
Acredito que 70 km/h é uma velocidade boa, mesmo sendo via expressa. Tem motorista ruim demais no trânsito, a gente tem que se ligar nos que estão atrás, ao lado, na frente. Não dá prá correr tanto, já que o fluxo é intenso, e se um carro frear repentinamente, você tem mais chance de não bater, se não estiver correndo muito. E ademais, o que adianta correr 10Km a mais neste trechinho, se o resto da cidade está a 20, 30, ou parado? Eu sei que existe uma indústria de multas, mas temos que ser racionais, não ficar atirando em tudo, senão acabamos perdendo a razão. Há coisas bem piores no setor de transporte público, que deveriam estar sempre em manchete e debate, já que o ideal seria tirar um pouco os carros das ruas, não fazê-los voar.

Marcelo de Matos (06/02/2010 - 14:15)
O Brasil começou a produziu álcool combustível em meados da década de 70, em razão do cartel formado pelos países produtores de petróleo ter aumentado demasiadamente o preço do produto. Depois os árabes deixaram o petróleo baixar e nosso país abandonou o "Proálcool": anos de pesquisas e grandes investimentos foram para o saco. Repetiríamos a incúria com o programa do GNV - o gás natural veicular. Bastou o Hugo Chaves fazer algumas bravatas e acabamos com os postos de GNV. Não estaria na hora de retomar o programa? O Presidente Lula, ao lado da Dilma, inaugurou dia 03.02.10 um gasoduto que, segundo se noticiou, "pode transportar o gás natural produzido nas bacias de Campos e do Espírito Santo, o gás importado da Bolívia e o gás proveniente do terminal de regaseificação da Baia de Guanabara, representa um passo estratégico importante em direção a independência do Brasil em relação ao gás da Bolívia." Se a maioria dos carros for movida a
GNV, e iniciarmos a produção de carros híbridos (gasolina ou álcool motor elétrico), poderemos abrir mão da inspeção veicular e mandar os distintos proprietários da Controlar procurarem outra ocupação.

André Oliveira (06/02/2010 - 12:40)
Completamente irrelevante esta notícia. Não sei o motivo de se gastar espaço e tempo pra discutir uma norma de conduta de uma via expressa.

Jefferson (06/02/2010 - 09:32)
Se eu fosse paulistano, ia no cartório pedir meu atestado de otário...

Quintela (06/02/2010 - 09:24)
Alguém consegue trafegar em São Paulo a mais de 60 Km/h???

pablo (06/02/2010 - 01:14)
A revolta é compreensível, mas é importante lembrar que o Brasil é um dos países onde a mortalidade no trânsito é simplesmente obscena. Uma das mais altas do mundo para ser mais preciso.

De forma que, para controlar o ímpeto dos índios que cavalgam seus cavalos de ferro e matam pessoas como se fossem moscas, o governo teve de tomar uma série de medidas, e muitas vezes essas medidas podem ser exageradas ou equivocadas.

Mas qualquer um que tenha perdido um amigo ou um ente querido por causa de um bêbado ou um imbecil - que, diga-se, nunca serão punidos pela "justiça" brasileira apesar de terem matado ou mutilado - entenderá o que estou dizendo.

E querer comparar a nossa realidade com a realidade européia é pura e simples ignorância.



O Brasileiro (06/02/2010 - 01:11)
Podiam usar esse dinheiro das multas para melhorar o transporte coletivo de SP, e não ficar usando em propaganda!
Se sobrar algum, podem até começar a fazer obras que diminuem enchentes, ao invés das do Zé Alagão-Pedágio, que pioram as enchentes!

sorria meu bem, (06/02/2010 - 01:08)
voce está sendo filmado, e ...multado,

P.S.

O tal do CONTROLAR não vai devolver o nosso $$$$$ ??

Eu compro um carro zero KM, pago para provar que não polui ...ou tenho um carro velho e provo que não polui ..."ganho o selinho" mas meu $$$ fica com o Serrágio ??

Fazendo as contas:

50,00 x 6 milhões de carros emplacados em São Paulo...

Urbano (06/02/2010 - 01:02)
Estão diversificando a forma de assaltar os 'coitadinhos' dos paulistas. Dá uma peeena. Dêem mais quatro anos pros salteadores.

Gerson (06/02/2010 - 00:59)
Vou comprar um patinete ou skate.

Com um UP, claro, uma boia pendurada no pescoço e um snorkel. Para emergências !!

P.S.

Na Av. Marques de S Vicente é 60 km/h

Aproveite e aprecie o prédio do Lalau !!


Janes Rodriguez (06/02/2010 - 00:25)
Em Curitiba há tempos que a indústria da multa enche os bolsos - e as campanhas eleitorais - dos componentes do grupo Jaime Lerner, de tristíssima memória pra todos nós...

Ali Kômiko (06/02/2010 - 00:19)
Prá quê transporte público eficiente?
Radar e Pedágio é uma mina de ouro em São Paulo!!!

Rodrigo M. (06/02/2010 - 00:11)
Pra que correr?

Edmilson Fidelis (06/02/2010 - 00:07)
Somos otários e eles sabem disto!

Marcelo de Matos (05/02/2010 - 23:45)
Em finais de semana costumo visitar cidades como Itu e Itupeva. Nas estradas que levam a esses municípios há um radar a cada quilômetro e a velocidade é limitada a 80 Km/h. Mesmo assim ocorrem acidentes violentos. E para descer a Imigrantes? Tem de ser a oitenta também. Fernando Collor dizia que nossos carros eram verdadeiras carroças. Até certo ponto, ele tinha razão. Enquanto japoneses, americanos e europeus estão desenvolvendo o carro híbrido, muito mais econômico e menos poluente, insistimos no carro flex, que gasta mais que qualquer carro que rode com um único combustível. Sem contar que a cana é um produto sazonal: o período da safra vai de maio a novembro. Se não chover muito, o álcool dá para sete meses. Precisaríamos produzir álcool a partir de outro vegetal que não tivesse o problema da entressafra, nem a necessidade de atender à demanda de açúcar. Do contrário, estaremos entrando em uma flex tubulation. Mas, voltando ao problema da velocidade. Hoje, no elevador, elogiei o carro que um vizinho comprou, um Ford Fusion. Ele concordou que era bom, mas, muito gastão. Era 2.0 e fazia 7 km/l na cidade. Então, de que adianta ter um carro possante assim para andar a 70 km/h? Olha: não esqueçam que aqui na Avenida Sumaré a velocidade máxima permitida e 60 km/h. Uma boa noite e durmam com esse barulho.

José Antonio Meira da Rocha (05/02/2010 - 22:12)
Andar a 90 km/h nestes 7,5 km, em vez de andar a 70 km/h economiza UM MINUTO E MEIO. Pra que corre na cidade??? Tem é que multar mesmo!

Ronaldo (05/02/2010 - 21:27)
Os paulistanos merecem os governantes que escolheram.

daniel neto (05/02/2010 - 21:23)
Essa CET é aquela mesma que um tempo atrás deu uma faixa exclusivamente para as motos. Alguém realmente achava que aquilo ia funcionar?
Trocar a velocidade, que neste caso é discutivel, com a desatenção, que é certa. Quem anda por ali obviamente vai ficar olhando pro velocimetro ao inves da pista. E quem não anda tb, porque 70km/h é extremamente baixo.
Esses são os caras que cuidam do nosso transito.

Eduardo Guimarães (05/02/2010 - 21:13)
Os quartos do meu apartamento dão para a 23 de maio, na altura da IBM. Os acidentes na via acontecem quando o trânsito anda a um quarto dessa velocidade máxima devido ao congestionamento. Só no fim da noite ou de madrugada é possível acelerar mais na 23. Qual é a diferença entre trafegar a 70 ou 80 km por hora numa via expressa? É a indústria da multa em São Paulo, tomando dinheiro dessa população energúmena.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design