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Algemas, STF e "Varas especiais para abuso de autoridade"

Atualizado em 11 de agosto de 2008 às 14:40 | Publicado em 11 de agosto de 2008 às 14:35

POR FRANCISCO PINHEIRO RODRIGUES*, EM SEU BLOG

O Min.Gilmar Mendes, em um debate promovido pelo jornal "O Estado de S. Paulo", sugeriu a intimidante idéia de se criar varas especializadas, na Justiça, para combater abusos de autoridade em investigações policiais. A afiada espada penderia, ameaçadora, sobre a cabeça de qualquer autoridade policial e seus subordinados, na hora de cumprir um mandado ou simplesmente remover um preso, tendo em vista a elasticidade do termo "abuso". Como tem havido, realmente, algum excesso nessa "novidade" de, pela primeira vez no país, a justiça criminal pelo menos "ameaçar" os poderosos — é mais ameaça do que outra coisa —, alguns profissionais do direito aplaudiram a idéia. Juízes e promotores "abusadores", presumo, teriam que ser julgados pelo Tribunal de Justiça.
 
O que o país tem que fazer, singelamente — e isso o STF, em feliz improvisação, fez, em decisão de 7-8-08 — é corrigir os excessos. Como, por exemplo, o uso de algemas quando o suspeito, indiciado ou acusado não oferece nenhum perigo de fugir ou atacar pessoas ao seu redor. Outro excesso — não consciente, tenho a certeza — está na alegada autorização judicial genérica, em bloco, para invasão da privacidade alheia, sem que a polícia fundamente, convincentemente, porque pede a escuta telefônica ou acesso às contas bancárias de alguém, em particular, ou de grande número de pessoas. Mesmo que isso implique em um bom gasto de tempo do magistrado, já assoberbado com sua rotina profissional, é preciso que tais solicitações sejam bem examinadas pelo juiz. Isso porque o policial que pede autorização para "grampo" pode não ser um santo, com a presunção de que vai mergulhar nos segredos da vida alheia apenas com a idéia nobre de instalar na terra uma justiça perfeita. Ele até pode ser um santo, mas há que pensar, também, na hipótese, mesmo longínqua, de que um seu subordinado possa fazer mau uso desse grande poder de conhecer a vida íntima das pessoas. Permitir quase livre acesso à privacidade de alguém abre as portas para delitos vários, inclusive a chantagem. Não sei se houve, concretamente, autorizações imprudentes, mas, de qualquer forma, foi oportuna a lembrança do STF de, em um caso de júri, definir seu entendimento sobre o uso de algemas — uma das formas de abuso —, transformando a decisão em súmula vinculante.

Biógrafos de J. Edgar Hoover explicam sua longa permanência na chefia do FBI — 48 anos! — não apenas pela sua inegável eficiência no cargo, mas porque sabia guardar muito bem, com discrição, os segredos documentados de políticos importantes. Se ameaçado de destituição do cargo, poderia revelar fatos capazes de derrubar chefes de estado. Daí a sua condição de intocável. Somente a morte poderia arrancá-lo do poder. Como sua longevidade foi um tanto generosa demais — morreu com 77 anos — para uma pessoa muito tendenciosa, será o caso de se desconfiar que até a Senhora Morte tinha seus segredos inconfessáveis, bem guardados nos arquivos de Hoover. A política, talvez mais que qualquer outra atividade lícita — hum... — dificilmente pode ser exercida em plenitude de santidade.

O uso de algemas tem sido objeto de controvérsias nos EUA. Alguns tribunais entendem que o uso delas, em pessoas que não oferecem perigo físico, se justifica pelo efeito educativo. Transmitiria ao povo a idéia de transparência, da igualdade de ricos e pobres perante a lei e a noção de que o crime não compensa. John Rigas, um sexagenário de cabelos totalmente brancos, e seus dois filhos, os três condenados por pesadas fraudes empresariais — Adelphia Communications — foram fotografados e filmados na rua com algemas. Os americanos chamam isso de "perp walks" — abreviatura de "perpetrator walks", caminhadas de criminoso. Essa informação eu obtive no excelente site de Luiz Carlos Azenha, "vi o mundo", que recomendo como boa fonte de informações.

Timothy McVeigh, que explodiu um edifício na cidade de Oklahoma, também foi filmado usando algemas quando, no momento, não oferecia perigo de reação. Seriam elas uma espécie de satisfação à opinião pública. Se, por remota hipótese, Osama Bin Laden fosse um dia preso e levado aos EUA, certamente apareceria algemado, mesmo desnecessariamente, rodeado que estaria por duzentos policiais. Sem elas, pareceria um "personagem importante". Com as argolas, a imagem seria própria de um criminoso. Explica-se: o que entra pelos olhos pesa mais que o que entra pelos ouvidos.
 
 Advogados de júri, no Brasil — instintivamente bons psicólogos, e também espertos defensores... — compreendendo o grande efeito das imagens, lutaram persistentemente para que, durante o julgamento o réu não ficasse algemado, como que reforçando, subliminarmente, a idéia de "criminoso". E, como disse de início, o STF no julgamento de ontem posicionou-se contra o uso indiscriminado de algemas. Anulou um julgamento do tribunal popular só pela permanência das algemas, rejeitando a justificação da juíza que presidiu os trabalhos. A juíza justificou o uso delas alegando que só havia dois policiais no tribunal para manutenção da ordem. Com a anulação do julgamento, um pedreiro, acusado de homicídio qualificado, condenado a 13 anos e prisão, será submetido a novo julgamento.

Prima facie, pode-se considerar um exagero a decisão da nossa alta Corte de Justiça. Anular todo um julgamento só porque o réu estava algemado? Isso influiria tanto nos jurados, a ponto de obliterar o senso de justiça dos juízes de fato? Os jurados seriam tão levianos, tão pouco inteligentes, a ponto de desconsiderar toda a prova dos autos só por causa do detalhe? Um acusador poderia argumentar, em sentido inverso, alegando que a presença de algemas pode até favorecer o réu. A cena poderia, em tese, inspirar nos jurados sentimento de dó, de pena de um homem cabisbaixo, indefeso, algemado, simples pedreiro sendo acusado por um promotor que certamente teve uma vida muito mais fácil que a dele. A acusação ficaria prejudicada com tais sentimentos dos jurados em favor do réu.

Visto o caso em si, isoladamente, poder-se-ia dizer que a alta corte exagerou ao anular o julgamento pelo mero detalhe das algemas. Mas, em uma visão mais ampla e prática, foi útil a referida decisão, em sentido geral, porque, transformada em "súmula vinculante",serviu para comprovar que decisões judiciais, no Brasil, podem modificar procedimentos sem os demorados debates, necessários para aprovação de uma lei sobre tema controverso. Com uma simples "penada" — a súmula vinculante — o mundo jurídico ficou sabendo que o Judiciário brasileiro não admite o uso de algemas sem necessidade. Também nos EUA o entendimento majoritário é no sentido de que não pode, a polícia, avisar a imprensa que o réu Fulano de Tal vai estar algemado na rua, podendo a mídia aproveitar a oportunidade para aumentar a vendagem de jornais e revistas, ou nível de audiência de canal de televisão. Se a imprensa, por conta própria, conseguiu saber da remoção, aí nada se pode fazer porque a imprensa é livre.

Quanto à inoportuna idéia da criação de "varas especializadas para punição de abusos", faço votos que não prevaleça. Basta a direção da Polícia Federal, ou o Ministério de Justiça, dosar o uso da restrição, porque cada caso é um caso. Não convém criar uma "vara especializada" que, só pelo nome, inibirá demais a atividade policial no combate à criminalidade. Ontem, dia 7-8-08, a imprensa relatou um caso bem elucidativo do perigo que existe no lidar com criminosos. Dois rapazes, no Rio de Janeiro, com menos de 18 anos, assaltaram um taxista que estavam no estacionamento de um supermercado. Acabaram presos, após perseguição. Levados à 25ª DP, Engenho Novo, um dos bandidos livrou-se das algemas de plásticos e apoderou-se da arma do cabo Rodrigo Caetano de Silva, de 34 anos. O policial conseguiu recuperar o revólver mas, na luta, ambos acabaram baleados e mortos.

Se prevalecer a má-idéia da 'vara especializada", o resultado será uma progressiva intimidação dos policiais em tomar medidas de segurança, ou meramente investigativas. Sempre haverá um risco de sua atuação vir a ser considerada "abusiva", tendo que se defender em um inquietante processo criminal. E se não algemar e o réu fugir ou matar com a arma de um policial haverá alguém censurando o "descuido" do policial. Punido por agir ou não agir.

A criação de uma "vara especializada em punir abuso de autoridade" é prejudicial pela própria denominação. Favorece, indiretamente, o lado mais criminoso da sociedade porque inibe os encarregados da repressão penal. Se algum parlamentar propusesse uma "vara especializada para abuso de advogados", ou "de erros médicos", por exemplo, os órgãos de classe dessas profissões se ergueriam indignados frisando a desnecessidade desse chamativo "destaque" profissional. Diriam que não seria preciso criar varas especializadas, bastando as já existentes. Tal "especialização" transmitiria a falsa idéia de que advogados e médicos são especialmente temíveis e suspeitos de abusos; "tanto assim que foram criadas varas só para eles".

A coletividade aguarda, confiante, que o criador dessa idéia má-idéia apresente outras, bem mais necessárias e de sentido contrário. Aquelas que apressem a solução dos processos criminais contra os grandes figurões que sabem se apropriar de grandes massas de dinheiro público e só são punidos pelas notícias da mídia. Para eles o Código Penal é algo próximo da ficção.

(8-8-08)

*FRANCISCO PINHEIRO RODRIGUES É ADVOGADO E DESEMBARGADOR APOSENTADO


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Marinheiro (17/08/2008 - 19:58)
Não li a sumula, mas pelo que ouvi e li até hoje, acho que nela está especificado que o uso abusivo de algemas fica proibido (em termos não jurídicos).
Agora me pergunto. Nela está especificado o que é abuso?
Como determinar se o ato de algemar foi abusivo ou não?
Como determinar se alguém que está sendo preso pretende ou não tentar fugir?
Junto com a tal súmula vem um manual que ensine como determinar isso?
Isso é algo muito subjetivo.
Como determinar que este preso pretende tentar fugir e aquele não?
O próprio supremo costuma conceder hábeas corpus para presos que depois fogem, e, até onde eu sei (como leigo), uma das premissas para concessão de um hábeas corpus e não existência de risco de fuga.
Na verdade está súmula é mais uma tentativa de não permitir que os ricos sejam punidos, para eles, punir um rico é algo inadmissível e deve ser evitado a qualquer custo.

jose carlos lima (17/08/2008 - 03:36)
Deu no Novo Jornal, censurado pela justiça mineira:
Ética?

Indignado com a indicação, o advogado e professor da Faculdade de Direito da USP Dalmo de Abreu Dallari escreveu o artigo "Degradação do Judiciário", publicado na Folha de S.Paulo em 08/05/2002.

Dizia: "Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional".

Um dos argumentos usados por Dallari para previsão tão forte foi de que Mendes havia sido antiético: "Revelou a revista "Época" (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público - do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na "reputação ilibada", exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo."

À época, um procurador questionou "451 contratos firmados, sem licitação, entre a Advocacia Geral da União, quando Gilmar era o titular do órgão, e o Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual é citado como sócio cotista, permitindo que subordinados da AGU freqüentassem cursos naquela empresa privada à custa do erário", como informou Frederico Vasconcelos em 22/03/2007.


Pitágoras (16/08/2008 - 22:02)
Em qualquer páis civilizado a punição do marginal depende fundamentalmente do trabalho policial de inteligência, investigação. Aqui, nesta caricatura de país, enquanto as polícias civil e militar permanecem desaparelhadas, omissas, desidiosas, venais, inoperantes, escarnecendo de quem os paga, prendendo, torturando inocentes, criminalizando movimentos sociais legítimos, e passando ao largo dos crápulas endinheirados, os ministros do STF, a imprensa, a OAB, jamais deram um pio. Quando uma polícia cidadã, republicana, é aparelhada e motivada para cumprir sua missão, ah, suas vozes indignadas montam o coro da hipocrisia.
Acorda povão, tome nota de quem é seu veradeiro inimigo!
Em tempo, o STF jamais condenou político algum. Para isto é que criaram o famigerado "foro privilegiado", i.e., o "foro da impunidade".

Rogerio Martins (16/08/2008 - 00:32)
Se não houvesse o episódio HC para o DD, haveria hoje essa discussão? NÃO!
Afinal, neste país quem cria leis é o LEGISLATIVO OU O JUDICIÁRIO?


João Bravo (15/08/2008 - 21:00)
Azenha, Parabens aos policiais do Rio, que hoje já que não poderiam usar a boa tecnica policial e algemar os detidos, simplesmente os amarraram.Foi um recado ao comedia Gilmar Mendes, tipo:"ô idiota, se vai fazer o errado, pelo menos faz certo".

GLAUBER (15/08/2008 - 11:37)
Sem dúvida não há melhor sistema que o democrático, todavia há um preço a se pagar, e infelizmente estamos nesta fase, onde o cidadão ordeiro tem de ficar atrás das grades em suas residências, senão os infratores que até então ainda possuiam alguma difuldade já os ameaçava; imaginem agora sem as algemas. Quanto ao nosso STF, e todas as demais cortes que se enquadram neste exemplo, já passaram de hora de serem modificadas suas estruturas, e principalmente a forma de lá chegarem. Num país onde prevalece o instituto constitucional do concurso público, é extramemente vergonhoso ter na Corte Suprema ministros INDICADOS, e não de carreira. É por estas e outras que alguns disparetes, vira e mexe, estão a nossa volta, mesmo porque muitos deles (as) nunca vivenciaram as dificuldades de um juiz monocrático, nos mais longícuos tribunais deste país; estão ali por indicação políticas. Não posso desmerecer os que possuem capacidade, mas é certo que a melhor forma de ocupar aquelas caríssimas poltronas, com certeza seria através de um plano de carreira, que também tem suas falhas, mas não tantas quanto a aviltante indicação.

Cici Barbosa (14/08/2008 - 12:04)
Azenha, já estou ficando confusa com essa história toda. Responda-me: Já não existe processo administrativo no caso de abuso? O agente público quando comprovado abuso não é punido? Nesse novo tribunal, os agentes serão julgados com base em que código? Está sobrando magistrado no judiciário para estes tribunais? Caso sim, por que a justiça é tão lenta? Caso não, vai contratar? Por que então não contrata para agilizar os processos nos tribunais existentes?

Elias Canata (14/08/2008 - 10:19)
No Brasil, a ala os Defensores dos Direitos Humanos, de tanto inovar e se preocupar em defender seus pupilos, pois na verdade nada mais é do que grupos com interesses em se proteger, no meios destes grupos fazem parte judiciario, governos, politicos, midias, religião etc, são segmentos sociaias que se ridicularizam, mostrando que leis a cumprir são somente para ladroeszinhos, pretos, prostitutas,pescadores e alguns caçadores que para matar a fome de seus filhos sacrificam algum animal.

neto (13/08/2008 - 14:42)
pensando com meus botoes....como ficara uso de algemas em moteis...

Idalma lice (13/08/2008 - 11:51)
O Sr. Gilmar Dantas Mendes, com certeza está legislando em causa própria. Só me recuso a chamar a Instituição que ele preside de supremo. E a pergunta que faço é até quando????. Quem o colocou lá é o Sr. F.H.C. QUE AGORA ELE E OS SEUS CORRELIGIONÁRIOS DO PSDB/DEM

Paulo (12/08/2008 - 21:13)
Já estou até vendo advogado de marginal reclamar por seu cliente ser algemado durante uma prisão. Já disse e repito: se o preso FUGIR, o policial responde SINDICÂNCIA e pode ser DEMITIDO. Esse pessoal que quer proteger bandido não conhece a realidade. A Polícia não pode ser retaliada por ter chegado ao topo da criminalidade, prendendo os verdadeiros tubarões.

Luiz Carlos Chagas (12/08/2008 - 07:48)
Gente,pelo amor de Deus,repondam-me?
De que adianta votar para presidente,senador,deputados,governadores,prefeitos e vereadores,se quem manda de fato e direito é o presidente do STF?
Porque não acabar com todos estes cargos?Evitaríamos gastos inuteis com eleições,salários dos inúteis e seus auxiliares.Nos locais onde estão construindos o palácio do governo,camaras dos deputados e senadores poderia ser construido escolas,hospitais ou cadeias.

Luciano Prado (11/08/2008 - 23:31)
Não sejamos ingênuos. Ou por outra, não vamos querer ser mais realista do que o rei.
Indaga-se:
Se a operação Satiagraha não fosse parar na mídia e não tivesse a visibilidade que teve, estaríamos discutindo sobre as mazelas do judiciário, da imprensa e sobre os crimes de Daniel Dantas, algemas?
Provavelmente o Sr.Daniel Dantas já teria mandado prender o delegado, o procurador da républica e o juiz do feito.
Querer que o Brasil seja exemplo para o mundo sobre cidadania e respeito aos direitos humanos, quando a impunidade aqui impera, é demais.
Nenhuma sociedade evoluída chegou lá sem algum prejuízo. E não se trata de justificar o injustificável.
Trata-se sim de fazer a crítica onde ela mais precisa.
E deve recair sobre os poderes da república que não fazem a sua parte, notadamente o legislativo e o judiciário.
A coisa torna-se mais grave ainda quando se tem na presidência da suprema corte, um cidadão que dia e noite causa instablilidade às instituições do Estado.
Estamos tratando do varejo para não tratarmos do atacado.

João Batista (11/08/2008 - 21:55)
Bem,judiciario não legisla, então, sumula vinculante é comedia.Acho que a saida é reclamar ao "ministro" Gilmar Mendes.

Antonio Ilton Oliveira (11/08/2008 - 21:22)
O tema do uso de algemas é cafezinho pequeno perto do que está por vir. A sociedade tem que estar atenta às deliberações do Sr. Gilmar Mendes e sua "Corte" de cortejadores dos pilhadores do patrimônio público , com os "garimpeiros do congresso pelado" e com as ligações perigosas do "executivo" que não sabe de nada. O cinismo escancaro de vez no lamaçal central.

Fernando (11/08/2008 - 21:20)
Eu não estou acreditando no absurdo desta proposta mais que indecente!!!

FORA, GILMAR MENDES! (11/08/2008 - 20:56)
COM ALGEMA OU SEM DANTAS VAI PRA JAULA.

francisco.latorre (11/08/2008 - 20:54)
súmula vinculante.
taí o perigo.
o golpe.

Luciano Prado (11/08/2008 - 19:16)
Vou repetir aqui comentário que fiz anteriormente sobre algemas.
Sobre o uso ou necessidade do emprego de algemas, são raras as pessoas que, por mais bem intencionadas que sejam, conhecem a sua real finalidade.
O indivíduo que se encontra em situação de grande stress, forte emoção (caso de prisão), seja ele rico ou pobre, perigoso ou não, com ou sem antecedentes criminais, deve merecer do agente responsável pela sua condução atenção redobrada. Mesmo porque a imprevisibilidade está sempre presente.
Os cuidados dizem respeito não só à possibilidade de fuga do conduzido, mas a sua integridade física, a de terceiros e a do próprio condutor.
A avaliação que o agente condutor faz da necessidade de seu emprego, carrega tanta subjetividade que a regra passa a ser a de usá-la.
Se para uns o uso pode ser dispensado, para outros pode não ser. A regra que o STF ou qualquer lei venha tentar impor, não afastará a subjetividade que a ação comporta.

Marco Antônio Leite (11/08/2008 - 18:49)
Ou o uso de algemas vale para todos, ou então não vale para ninguém. Quem é mais perigoso o Fernandinho Beira-Mar ou o Daniel Mendes. Sem fazer apologia do crime, o Fernandinho com seu veneno mata alguns jovens, já o Daniel Mendes com sua periculosidade mata milhares de crianças de inanição. Nesse duelo de marginais quem merece usar as algemas o Fernandinho ou o Daniel, ou então ambos. Quanta hipocrisia?

João Bravo (11/08/2008 - 15:25)
Acho que o ministro Gilmar Mendes está certissimo em criar varas especializadas para julgar abusos. Ele por certo não será louco de fazer uma reclamação na corregedoria da PF, muito menos uma reclamação no CNJ o qual ele preside.Outra coisa que ele está certo, é quando fala do sensacionalismo televisivo, sabe-se que a curiosidade da midia se dá em maior quantia, nos ricos e abastados, que por sua conta e risco começam a chamar atenção, pode-se dizer até, que este é um risco do negócio de ser rico, não um rico normal como tantos que tem o Brasil, que conseguiram oque tem a custa de muito trabalho, mas e daí?! oque importa é a vontade do Ministro, que tem de ser respeitada...e apóio tambem a decisão de anular todo o processo que envolver o uso indevido de algemas, oque certamente o fará o ministro...quero aproveitar tambem para pedir uma copia da ocorrência envolvendo o ministro com um micro empresario do ramo de transporte alternativo de valores, que roubou a correntinha de ouro do ministro. Por certo no B.O. está uma anotação em vermelho "devido aos protestos do ministro,o meliante não foi contido com algemas.



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