Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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ALERTA AMARELO: O QUE A MÍDIA DIRÁ?

Atualizado em 19 de janeiro de 2008 às 14:10 | Publicado em 19 de janeiro de 2008 às 13:54

Duas notícias da Folha Online sobre as pessoas que estão internadas por conta do pânico com o qual a mídia brasileira colaborou, para dizer o mínimo.

São 11 casos de febre amarela no país, com 7 mortes. Mas o número de internados por reações adversas é de 31 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

Primeiro texto da Folha Online:

"O Ministério da Saúde comunicou na noite desta sexta-feira o registro de 31 casos de pessoas que tiveram reações adversas à vacina contra febre amarela por superdosagem. Estas pessoas, segundo a pasta, tomaram uma nova dose de vacina antes que a anterior expirasse --o prazo de validade da imunização é de dez anos, sem necessidade de reforço. Em dois destes casos, os pacientes estão internados em estado grave.

Em Brasília, uma mulher de 36 anos está internada no Hran (Hospital Regional da Asa Norte), com suspeita de reação à vacina. Ela respira com auxílio de aparelhos.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a mulher vive em Riacho Fundo 2 e chegou ao hospital com "quadro de dificuldade de andar e episódios de desmaio", evoluindo para "um estado grave com paralisia dos membros inferiores, posteriormente superiores e dispnéia [dificuldade de respirar]".

Para a equipe médica que a acompanha, ou ela sofreu reação à vacina ou desenvolveu um processo infeccioso agudo ou tem síndrome de Guillain-Barré. Os resultados dos exames que identificarão o problema devem ser divulgados na semana que vem.

Os sintomas de reação à revacinação são febre, dor de cabeça, vômito, enrijecimento dos músculos e problemas neurológicos.

O Ministério da Saúde recomenda vacinação apenas a pessoas que vivem em áreas de risco ou que irão visitá-las em breve e que não são vacinadas contra a doença desde antes de 1999.

Desde o começo do ano, houve 11 casos confirmados de febre amarela no país, dos quais sete evoluíram para a morte. O caso mais novo foi confirmado nesta sexta, pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás. Em nota, a pasta afirmou que a paciente é uma jovem de 19 anos, da cidade de Pirenópolis, que já teve alta."

Segundo texto da Folha Online:

"Uma mulher de 36 anos está em coma, internada em Brasília, com suspeita de reação à vacina da febre amarela. Ela teria tomado apenas uma dose da vacina nos últimos dez anos --período de validade da imunização.

Outras 30 pessoas estão internadas, no país, porque tomaram duas ou mais doses da vacina em curto período de tempo, de acordo com o Ministério da Saúde. Em um dos casos, o paciente está em estado grave.

A estimativa é que apenas uma em cada 1 milhão de pessoas imunizadas apresentem reações adversas graves com apenas uma dose da vacina, segundo o infectologista Marcos Boulos.

A paciente de Brasília foi internada no Hospital Regional da Asa Norte na quinta-feira da semana passada, dez dias após tomar a vacina.

Segundo a assessoria do hospital, ela chegou com dificuldade de andar e com histórico de desmaios. No início da noite de ontem, ela estava internada na UTI, com paralisia dos membros superiores e inferiores e respirando com auxílio de aparelhos.

O hospital investiga outras hipóteses para o estado da paciente -processo infeccioso agudo e síndrome de Guillain-Barret. A paciente é do Riacho Fundo 2, cidade-satélite do DF.

Segundo o infectologista, a maior parte das reações adversas da vacinação se apresenta de maneira discreta, com dores de cabeça, febre e manifestações cutâneas. Em outros casos, mais raros, pode haver encefalite (inflamação do encéfalo) e morte.

Os sintomas variam de acordo com o organismo do paciente. Segundo Boulos, não é possível prever a reação à vacina e, por isso, só devem se imunizar pessoas que se dirigirem a áreas de risco."

 

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Luiz Domingos de Luna (30/04/2008 - 23:27)
A Mídia Mundo maravilhoso Formadora de opinião Fonte de informação Porta voz do povo O seu erro é perdoado Por que não teve intenção ? Força viva da nação Um fato interpretado Liberdade de expressão Da heterogenia social A paisagem integral Do mundo em evolução Do povo soberano O Estado de direito Prefiro o defeito A mordaça do tirano Alimento da liberdade Força da democracia Tem poder e magia É liga da sociedade Mídia, povo e estado Integração e harmonia Luz de sintonia A Beleza do separado A junção do untado Luz da democracia !

Karla (22/02/2008 - 01:38)
gente eu acho q minha amiga entao tbm esta com essa sindrome por causa da vacina!!!!

Sérgio Santos (20/01/2008 - 18:22)
Honestamente, eu não sei se as pessoas recebem algum certificado de vacinação. O que eu tinha em mente foi brilhantemente exposto no comentário de Conceição Lemes. O pronunciamente do ministro foi válido, mas em meio à "guerra" governo x imprensa ele acaba fragilizado pela maré de notícias alarmistas e cínicas. Assim como em outros episódios, o governo age de forma defensiva. Contudo, creio que nesse caso uma resposta contundente é muito mais necessária, pois não se trata de um debate sobre imposto (CPMF, por ex.), e sim da saúde pública do país. Por isso fico revoltado com o cinismo da mídia. Pra mim, a imprensa tem sua parcela de culpa nos 31 casos de superdosagem. Abraços a todos

Pedro Cavalcante (20/01/2008 - 13:01)
Perfeito o comentário de Conceição Lemes. - II

nona fernandes (20/01/2008 - 09:47)
Perfeito o comentário de Conceição Lemes.

nona fernandes (20/01/2008 - 09:44)
Azenha, a partir de informações de que muitas pessoas tiveram reação à vacina contra a febre amarela, algumas inclusive, se encontrando em estado grave, a mídia golpista (especialmente a Globo) está tentando virar o jogo, e agora faz questão de frisar em seus telejornais, o que vem dizendo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, desde o início do exagero midiático. Mas, acredito que esse discreto uso da %u201Ccarapuça%u201D ainda é muito pouco diante do mal causado. Tenho a otimista impressão que isso só está acontecendo, graças à gritaria dos internautas, que não foi pouca. A nossa luta está começando a surtir efeito. Então, avante, companheiros! Continuemos a luta sem armas, que vai dar certo!!! nona fernandes - nafernandes09@gmail.com

nancy lima (20/01/2008 - 09:43)
E agora Azenha?será que a aedes cantanhede vai ser responsabilizada?e os jornais?eas tvs?esse PIG que custe o que custar quer desmoralizar,desacreditar,ridicularizar esta governo.É uma pouca vergonha,mas o próprio governo recua.Sou a fovor de uma campanha cobrando responsabilidades,ou em breve vamos ter outros mosquitos:aedesmainarde,aedesreinaldoazevedo e por aí vai.

Elizeu de Lima (19/01/2008 - 23:45)
Que há uma grande parcela da imprensa brasileira torcendo contra o governo, e conseqüentemente contra a nação, não resta dúvida. Os exemplos são descaradamente visíveis, e a essa corja só dá crédito quem é ingênuo demais ou quem compactua com tal indecoro travestido de jornalismo. A questão é saber se há uma solução legal pra esse problema, uma vez q os canalhas já deturparam até o conceito de LEI. Qualquer ação judicial contrária aos interesses desses suseranos da (des)informação tende a ser %u201Cdenunciada%u201D à população como UM ATO DE CENSURA. O que me conforta é q enquanto a Justiça ñ aje, as pessoas de bom senso, como vc, Azenha, estão engajadas na luta contra essa corrupção da verdade! POR UMA DEMOCRACIA REAL, ABAIXO A MÍDIA IMORAL!!

Juliano Guilherme (19/01/2008 - 23:17)
Por mais que o governo faça pronunciamentos na tv, e campanhas de esclarecimento, não há como comparar com o alcance da tv, principalmente do Jornal Nacional. Este tem a obrigação de informar sobre essa questão da superdosagem, já que participou da onda alarmista, segundo consta, porque eu não assisto "isso". Caso não faça por conta própria, deveria haver uma forma de chamá-la à responsabilidade social

ítalo (19/01/2008 - 23:05)
Essa jornalista deveria ser responsabilizada por incitar aos seus leitores a se vacinar. Onde está o MP?

Conceição Lemes (19/01/2008 - 22:59)
Azenha, É só acessar www.saude.gov, e as informações básicas sobre febre amarela estão lá. O ministro José Gomes Temporão fez ainda pronunciamento em rede nacional de televisão, dando mais esclarecimentos. Mas não basta, como não bastou. Por uma simples razão: há uma guerra. A grande imprensa está praticamente toda contra o governo federal. Portanto, ao perceber que o noticiário tomava rumo equivocado, o Ministério da Saúde deveria ter sido, sim, mais agressivo, e contra-atacado duramente, pondo inclusive o dedo na ferida. Dito, por exemplo, com todas as letras: 1) há veículos de comunicação falando que há epidemia de febre amarela. Isso é mentira; 2) há veículos mandando todo mundo se vacinar, não faça isso. Você põe em risco a sua saúde! 3) se você não mora nem vai viajar para áreas de risco de febre amarela, não tome a vacina. Além de não lhe trazer benefícios, há riscos, pois a vacina é feita de vírus vivo atenuado; 4) se você vai viajar para áreas de risco e não tomou a vacina nos últimos dez anos, tome. Mas é uma dose só. Se tomar mais, você corre mais riscos de efeitos colaterais graves. Ou seja, rebater firme e imediatamente a cada informação distorcida, errada, manipulada. Não dá para agir na base do paz, amor e delicadeza, quando é a saúde pública brasileira que está em jogo. Esperar a boa vontade da nossa mídia corporativa é o mesmo que acreditar em conto de fadas. Um abração e boa sorte.

Emerson Venancio (19/01/2008 - 22:14)
Eu estou enviando para a Eliane Castanhaeda, todas as noticias sobre as reacoes adversas para pessoas que tomaram, sem necessidade, a vacina.

ana (19/01/2008 - 21:32)
Total irresponsabilidade. Os alarmistas devem responder criminal e civilmente pelos seus atos e danos causados. Com a palavra, o Judiciario e o Ministerio Público.

Stanley Burburinho (19/01/2008 - 20:47)
Aliás, todo esse alarmismo é por pura intenções partidárias. Quem pode garantir que a Catanhêde não fez tudo o que fez para fazer cortina de fumaça para as enchentes que estão ocorrendo diariamente em São Paulo ou para abafar mais ainda o assassinato do coronel da PM que, dizem, foi morto por um outro policial militar? Tudo isso para proteger o Serra e aliados considerando que as eleições municipais estão bem próximas e a oposição está rachada e vai ser muito difícil para oposição reverter a seu favor o atual momento político de São Paulo.

Stanley Burburinho (19/01/2008 - 20:41)
Azenha, acho que o governo fez o certo a partir do momento que não existe epidemia. Não vejo motivos para o governo ficar rebatendo a má-fé de certas mídias. Por que todo esse alarde por parte da mídia quando são identificados alguns poucos casos de febre amarela urbana? O que será que estão dizendo disso tudo os povos da região amazônica onde lá a febre amarela é endêmica, mas todos se vacinam? O que a FSP fez é passível de processo criminal.

Jedeão (19/01/2008 - 20:19)
Acho que são 31 vítimas da Cantanhede.

Franco (19/01/2008 - 19:30)
Acrescentando ao que disse o Eduardo, há o fator descrédito do Governo Federal. A mesma mídia que diuturnamente bate no Governo e dele faz uma imagem de absoluta imcompetência contribui para que qualquer pronunciamento oficial feito desmereça qualquer credibilidade. Ou seja, além de criar um alarmismo desnecessário e irresponsável a mídia corporativa desqulificou - segundo a vontade dela - qualquer ato sério que afronte seus interesses. Assim fica difícil, não é?

Geraldo (19/01/2008 - 19:18)
Sérgio, o que acontece é que a cada 7 anos a febre amarela aumenta e depois volta a cair. Sabendo que isso é inevitável (a não ser que vacinássemos todos os macacos do Brasil), a mídia já se armou. Azenha, eu procurei aqui mas não achei mais, o Terra disse nessa manhã que a culpa dessas 31 internações era do Governo pois não informou às pessoas quando estas iam se vacinar que poderia haver efeitos colaterais. Aí vem a pergunta: "Qual é a sua Terra, Terra?"

Eduardo Guimarães (19/01/2008 - 18:24)
Azenha, talvez o governo pudesse se articular para fazer o que deveria ter sido feito pelos mesmos meios de comunicação que disseminaram a incitação à vacinação em massa, ou seja, fornecer as informações corretas sobre como deveria se processar a vacinação, mas acredito que o governo tentou fazer o correto; a primeira manifestação do governo, através do ministro da Saúde, já trouxe um dado sobre o qual não se estava falando, o da diferenciação entre febre amarela silvestre e urbana e as difeenças fundamentais entre cada uma. O problema é que os alertas do governo - e eles existiram - foram sufocadas por uma máquina midiática que disseminava pânico ao conclamar as pessoas a se vacinarem "o quanto antes" ou "antes que seja tarde". Abraço

Luiz Carlos Azenha (19/01/2008 - 15:54)
Há outras questões a debater, além do alarmismo irresponsável da mídia. As pessoas recebem um certificado de vacinação? Se não recebem, não deveriam receber? Para enfrentar a irresponsabilidade da mídia, o governo não deveria divulgar um site com informações confiáveis? O governo não deveria ter sido mais agressivo no sentido de cobrar a mídia, como vc mesmo sugeriu?

Sérgio Santos (19/01/2008 - 14:57)
Azenha, isso é muito mais grave do que parece. É revoltante o alarmismo da mídia nesse caso. Pra completar, divulgam notícias cínicas como essas, como se o pânico alardeado pela imprensa não tivesse influência. Na verdade, eu nem sei de onde surgiu todo esse trololó sobre a febre amarela, uma vez que os índices de contaminação estavam historicamente baixos (receio que esse ano eles ficarão bem altos). Me surpreende também a apatia do governo, que subestima o poder da mídia. As autoridades deviam dar muito mais entrevistas, pronunciamentos, falando, inclusive, que essa é uma crise gerada por (pseudo)jornalistas. Abraços, parabéns pelo site e obrigado pelo espaço.



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