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A incapacitação do Haiti

Atualizado em 15 de janeiro de 2010 às 23:07 | Publicado em 15 de janeiro de 2010 às 23:02

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Antes e depois do terremoto

A incapacitação do Haiti

por Ashley Smith, no Counterpunch

Um terremoto devastador, o pior em 200 anos, atingiu Porto Príncipe na terça-feira, destruindo a cidade e matando um número não definido de pessoas. O terremoto mediu 7 pontos na escala Richter e detonou mais de 30 tremores secundários, todos de magnitude 4.5, durante a noite ou na manhã de quarta-feira.

O terremoto destruiu casas construídas pobremente, hotéis, hospitais e mesmo os prédios políticos mais importantes da cidade, inclusive o palácio presidencial. O colapso de tantas estruturas causou uma nuvem gigantesca no céu, que flutuou sobre a cidade, causando uma chuva de poeira sobre as áreas devastadas.

De acordo com algumas estimativas, mais de 100 mil pessoas podem ter morrido em uma metrópole de 2 milhões de pessoas. Aqueles que sobreviveram estão morando nas ruas, com medo de retornar aos edifícios que permaneceram em pé.

Em todo o mundo, haitianos lutam para contatar suas famílias e amigos no país devastado. A maioria não conseguiu chegar a seus amados, uma vez que as linhas telefônicas no país cairam.

* * *

Enquanto a maioria das pessoas reagiu à crise tentando encontrar um jeito de ajudar ou de doar dinheiro, o fanático da direita cristã Pat Robertson [pastor televangelista dos Estados Unidos] deu novos passos na profundidade do racismo. Ele explicou que os haitianos foram amaldiçoados por terem feito um pacto com o diabo quando se libertaram da escravidão francesa na revolução do Haiti de dois séculos atrás.

A mídia corporativa pelo menos noticiou que foi o movimento das placas tectônicas na falha geológica que fica sob Porto Príncipe que causou o terremoto -- e que a incapacidade do governo Préval tornou o desastre muito pior. Mas não foi além da superfície.

"A cobertura do terremoto é marcada pelo divórcio entre o desastre e a história política e social do Haiti", o ativista canadense Yves Engler disse em uma entrevista. "Ela apenas repete que o governo estava completamente despreparado para lidar com a crise. É verdade. Mas não explicaram os motivos".

Por que 60% dos edifícios de Porto Príncipe foram mal construídos e eram inseguros em condições normais, de acordo com o prefeito da cidade? Por que não há regulamentos para a construção em uma cidade que fica sobre uma falha geológica? Por que Porto Príncipe inchou de uma cidade de 50 mil habitantes no anos 50 para 2 milhões de pessoas desesperadamente pobres hoje? Por que o estado foi completamente incapaz de lidar com o desastre?

Para entender esses fatos, temos de olhar para uma segunda falha geológica -- a política imperial dos Estados Unidos em relação ao Haiti. O governo dos Estados Unidos, as Nações Unidas e outros poderes ajudaram a elite do Haiti a submeter o país a planos econômicos neoliberais que empobreceram as massas, causaram deflorestamento, destruiram a infraestrutura e incapacitaram o governo.

Esta "falha" do imperialismo dos Estados Unidos interagiu com a falha geológica para transformar um desastre natural em uma catástrofe social.

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos apoiaram as ditaduras de Papa Doc Duvalier e depois de Baby Doc Duvalier -- que governaram o país de 1957 a 1986 -- como um contrapeso anticomunista à Cuba de Castro, que fica por perto.

Sob a direção de Washington, Baby Doc Duvalier abriu a economia do Haiti para o capital dos Estados Unidos nos anos 70 e 80. A enchente de produtos agrícolas dos Estados Unidos destruiu a agricultura camponesa. Como resultado, centenas de milhares de pessoas fugiram para as favelas de Porto Príncipe para trabalhar por salários baixíssimos nas zonas de processamento de exportação para os Estados Unidos.

Nos anos 80, massas de haitianos se levantaram para expulsar os Duvaliers do poder -- mais tarde, elegeram o reformador Jean-Bertrand Aristide para ser o presidente em uma plataforma de reforma agrária, ajuda aos camponeses, reflorestamento, investimento em infraestrutura para o povo, aumentos de salários e direitos sindicais para os trabalhadores.

Os Estados Unidos, por sua vez,  apoiaram o golpe que tirou Aristide do poder em 1991. Eventualmente o presidente eleito foi restaurado ao poder em 1994, quando Bill Clinton mandou tropas dos Estados Unidos para as ilhas -- com a condição de que ele implementasse um plano neoliberal. Os haitianos chamaram a ideia de "plano da morte".

Aristide resistiu a partes do programa dos Estados Unidos para o Haiti, mas implementou outras, enfraquecendo as próprias reformas que propunha. Eventualmente, no entanto, os Estados Unidos se tornaram impacientes com o fracasso de Aristide de obedecer completamente, especialmente quando ele pediu 21 bilhões de dólares em reparações em seu ano final no poder. Os Estados Unidos impuseram um embargo econômico contra o país, levando os camponeses e trabalhadores a uma pobreza ainda maior.

Em 2004, Washington colaborou com a elite do Haiti, que apoiou esquadrões da morte que derrubaram o governo, sequestraram e deportaram Aristide. As Nações Unidas mandaram tropas para ocupar o país e o governo fantoche de Gérard Latortue foi instalado para continuar os planos neoliberais de Washington.

O breve regime de Latortue era completamente corrupto -- ele e seu bando embolsaram grandes porções dos 4 bilhões de dólares mandados para o país pelos Estados Unidos e outros poderes quando acabou o embargo. O regime desmantelou as frágeis reformas de Aristide. Assim, o padrão de empobrecimento e degradação da infraestrutura do país acelerou.

Nas eleições de 2006, as massas haitianas votaram num aliado de longa data de Aristide, René Préval, para presidente. Mas Préval tem sido uma figura fraca, que colaborou com os planos dos Estados Unidos e fracassou na tentativa de enfrentar a crescente crise social.

De fato, os Estados Unidos, a ONU e outros poderes imperiais efetivamente deram a volta no governo Préval e jogaram dinheiro nas ONGs. "O Haiti tem agora a maior presença per capita de ONGs no mundo", diz Yves Engler. O governo Préval se tornou uma ficção, atrás da qual as decisões reais são tomadas pelos poderes imperiais e implementadas através das ONGs escolhidas".

* * *

O verdadeiro poder estatal não é do governo Préval, mas da ocupação dos Estados Unidos apoiada pelas Nações Unidas. Sob liderança brasileira, as forças da ONU protegeram os ricos e colaboraram com -- ou pelo menos fecharam os olhos -- para os esquadrões da morte da direita que aterrorizaram os apoiadores de Aristide e do Partido Lavalas.

As forças de ocupação não fizeram nada para enfrentar a pobreza, a infraestrutura detonada ou o deflorestamento maciço que exacerbou os efeitos de uma série de desastres naturais -- furacões severos em 2004 e 2008 e agora o terremoto em Porto Príncipe.

Em vez disso, elas meramente policiam uma catástrofe social e, ao fazer isso, cometem os crimes normais, característicos de toda força policial. Como Dan Baeton escreveu em uma relatório da NACLA, "a missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), que começou em junho de 2004, foi marcada por escândalos de assassinatos, estupros e outros casos de violência das tropas desde o início".

Primeiro o governo Bush e agora o governo Obama usaram o golpe e as crises social e natural para expandir os planos econômicos neoliberais dos Estados Unidos.

Sob Obama, os Estados Unidos deram um alívio de 1,2 bilhão de dólares na dívida do Haiti, mas não cancelaram toda a dívida -- o país ainda paga grandes somas para o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O alívio é para disfarçar a verdadeira política de Obama para o Haiti, que é a mesma velha política.

Em colaboração próxima com o enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, o ex-presidente Bill Clinton, Obama apóia um programa econômico familiar para todo o resto do Caribe -- turismo, fábricas têxteis (sweatshops) e o enfraquecimento do controle do estado sobre a economia através da privatização e da desregulamentação.

Em particular, Clinton orquestrou um plano para transformar o norte do Haiti num parque turístico, bem longe das favelas de Porto Príncipe. Clinton atraiu a empresa de cruzeiros Royal Caribbean para investir 55 milhões de dólares na construção de um pier na costa de Labadee, que foi alugada pela empresa até 2050.

De lá, a indústria de turismo do Haiti espera promover expedições à fortaleza montanhosa Citadelle e ao palácio de Sans Souci, ambos construídos por Henri Cristophe, um dos líderes da revolução de escravos do Haiti.

De acordo com o Miami Herald:

O plano de 40 milhões de dólares envolve transformar a pequena cidade de Milot, que sedia a Citadelle e o Palácio de Sans Souci, num vila turística vibrante, com mercados de artes e artesanato, restaurantes e ruas de pedra. Os visitantes seriam poupados do congestionamento de Cap-Haïtien, levados para uma baía e depois transportados de ônibus através do campo. Uma vez em Milot, ele poderiam escalar ou ir a cavalo até a Citadelle, nomeada uma herança da Humanidade desde 1982. Ecoturismo, expedições arqueológicas e visitas a rituais de Vodoo estão sendo vendidos pela indústria de turismo de boutique do Haiti e a Royal Caribbean planeja trazer para o país seus maiores navios, criando a demanda por excursões.

Então, enquanto Pat Roberton denuncia a grande revolução escrava do Haiti como um pacto com o diabo, Clinton está ajudando a reduzí-la a uma armadilha turística.

Ao mesmo tempo, os planos de Clinton para o Haiti incluem a expansão da indústria têxtil para tirar vantagem do trabalho barato das massas urbanas. Os Estados Unidos deram isenção fiscal para a indústria têxtil do Haiti para facilitar a volta dos sweatshops ao país.

Clinton celebrou as possibilidades de desenvolvimento dos sweatshops durante um tour de uma fábrica operada e de propriedade do infame Cintas Corp. Ele anunciou que George Soros tinha oferecido 50 milhões de dólares para um novo parque industrial de sweatshops que criaria 25 mil empregos na indústria de roupas. Clinton explicou em uma entrevista que o governo do Haiti poderia criar "mais empregos se reduzisse o custo de fazer negócios, inclusive o custo dos aluguéis".

Como o fundador da TransAfrica, Randall Robinson, explicou ao Democracy Now!, "esse não é o tipo de investimento de que o Haiti precisa. Precisa de investimento de capital. Precisa de investimento para se tornar autosuficiente. Precisa de investimento com o qual possa se alimentar".

Uma das razões pelas quais Clinton pode celebrar os sweatshops de forma tão aberta é que o golpe apoiado pelos Estados Unidos reprimiu toda e qualquer resistência. Livrou o Haiti de Aristide e de seu hábito de aumentar o salário mínimo. Baniu-o do país, aterrorizou seus aliados e barrou o seu partido político, Fanmi Lavalas, o mais popular do país, de disputar o poder. O golpe também atacou organizadores sindicais dentro dos sweatshops.

Como resultado, Clinton pode dizer a empresários: "Seu risco político no Haiti é o menor de toda a minha vida".

Assim, como presidentes anteriores dos Estados Unidos fizeram, o governo Obama tem trabalhado para ajudar a elite do Haiti, patrocinando corporações internacionais que querem tirar vantagem do trabalho barato e enfraquecendo a capacidade do estado do Haiti de regulamentar a sociedade, além de reprimir qualquer resistência política à sua agenda.

* * *

Essas políticas levaram diretamente à incapacitação do estado no Haiti, à infraestrutura dilapidada, aos prédios construídos de forma improvisada, à pobreza desesperada, combinada com furacões e agora com o terremoto, que transformaram desastres naturais em catástrofes sociais.

Enquanto todos devem apoiar a atual tentativa de dar ajuda ao Haiti, ninguém deveria fazê-lo com uma venda nos olhos.

Como disse Engler:

Ajuda ao Haiti sempre foi usada para avançar os interesses imperiais. Isso é óbvio quando você vê como os Estados Unidos e o Canadá trataram o governo de Aristide em contraste com o regime golpista. Os Estados Unidos e o Canadá tiraram quase toda a ajuda de Aristide. Mas depois do golpe eles abriram a torneira de dinheiro para algumas das forças mais reacionárias da sociedade do Haiti.

Devemos portanto agitar contra qualquer tentativa dos Estados Unidos e de outros poderes de usar essa crise para impor seu programa a um país prostrado.

Deveríamos ficar atentos ao papel das ONGs internacionais. Enquanto várias ONGs estão tentando enfrentar a crise, os Estados Unidos e outros governos estão dando dinheiro a elas como forma de enfraquecer o direito do Haiti à autodeterminação. As ONGs internacionais não prestam contas ao estado do Haiti ou à população do Haiti. Assim, o dinheiro da ajuda enviado através delas enfraquece o controle que os haitianos tem sobre sua própria sociedade.

O governo Obama deveria imediatamente suspender o banimento de Aristide do Haiti, assim como do partido dele, o Fanmi Lavalas, de participar do processo eleitoral. Afinal, um conhecido traficante de drogas e golpista, Guy Philippe, e seu partido, a Frente para a Reconstrução Nacional (FRN), foram autorizados a participar do processo eleitoral. Aristide e seu partido, em contraste, são ainda a força política mais popular do país e deveriam tem direito de participar de eleições livres e justas.

Os Estados Unidos também deveriam suspender as deportações de haitianos que fugiram do país por causa da crise e dar a eles status temporário de refugiados. Isso permitiria a qualquer haitiano que fugiu do país por causa da crise política e social desde o golpe, os furacões e agora o terremoto a permanecer legalmente nos Estados Unidos.

Além disso, devemos exigir que os Estados Unidos parem de impor seu planos neoliberais. Os Estados Unidos dilapidaram a sociedade do Haiti por décadas. Em vez do Haiti dever aos Estados Unidos, outros países e instituições financeiras internacionais, o reverso é verdadeiro. Os Estados Unidos, a França, o Canadá e as Nações Unidas devem ao povo do Haiti reparações pelo ataque imperial ao país.

Com esses fundos e espaço político, os haitianos seriam finalmente capazes de começar a construir seu próprio futuro político e econômico -- o sonho da grande revolução dos escravos de 200 anos atrás.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
André Oliveira (17/01/2010 - 21:38)
Em relação ao Haiti só tenho a lamentar tanta destruição derivada de atitudes políticas que Julio José Chiavenato definiria como "embranquecimento da América"...É um historiador das antigas, mas a análise dele cabe bem neste contexto...

André Oliveira (17/01/2010 - 21:38)
John Bastos eu não caio na sua provocação...Uma entre muitas coisas que me agradam no Brasil de hoje é que gente como você só tem expressão cacarejando sozinha nos blogs e que um analfabeto com o apoio de uma terrorista tenham colocado sua turminha toda na lata do lixo...Você é apenas um capachinho mais letrado do seu patrão americano..Só isso. Se você tivesse algum brilho intelectual não precisaria arrotar os livros que leu e nem precisaria reforçar que você é mais inteligente que os demais viventes da forma agressiva e desrespeitosa que se lê por aqui. A maior evidência da sua insegurança é a necessidade de reforçar a cada post: "eu sou mais inteligente, culto e bem sucedido, blá, blá, blá". Sua conversinha não engana mais ninguém. Se você é tão bom assim , porque perde tempo pagando pau pra ralé da esquerda ?? Não seria mais prazeroso dedicar seu tempo a debater com os seus pares ?? Você é uma farsa cidadão..Tal qual FHC foi...

Zé da Vassoura (17/01/2010 - 20:44)
UM NOVO HAITI PODERÁ NASCER AQUI

Um trecho da matéria:

"O governo dos Estados Unidos, as Nações Unidas e outros poderes ajudaram a elite do Haiti a submeter o país a planos econômicos neoliberais que empobreceram as massas, causaram deflorestamento, destruiram a infraestrutura e incapacitaram o governo".

Se as velhas elites brasileiras, hoje entrincheiradas no PSDB, DEM e outros aglomerados de interesses menores, voltarem ao poder, é exatamente isso que elas vão nos oferecer: planos econômicos neoliberais que empobrecem o povo.

Procurem ver o "programa" de governo do candidato José Serra enquanto é tempo, isto é, antes das eleições.

Analisem e vejam que as propostas de Serra, se forem apresentadas de maneira honesta, representam um retrocesso extraordinário às pequenas conquistas do governo Lula, à democracia e à uma incipiente melhoria na qualidade de vida do povo brasileira.

Afinal de contas, nós lemos sobre o trágico "destino" de outros povos para evitar que o mesmo aconteça conosco, não é verdade?

Estamos diante das eleições mais importantes de todos os tempos. Reflitam.








xD (17/01/2010 - 19:36)
O Nobel da paz nomear Bush para coordenar uma ação humanitária é de lascar!

SOUZÃO_1964 (17/01/2010 - 18:42)
SE é verdade que cuba enviou 300 médicos para o Haiti,só resta dizer a fidel,aquela frase usada pelos vagabundos:Perdeu Praiboy,perdeu.

Esses nunca mas retornarão a ilha do terror.

Por falar em fidel,ninguem comenta que ele e o chapolim estão igual a um cego guiando outro a caminho do abismo(abissal,pré sal,ou sal grosso,sei lá).Já era.

francisco.latorre (17/01/2010 - 16:18)

é claro que o jack bauer prefere o haiti...

que dúvida?...


Marinho (17/01/2010 - 16:04)
Ah sim, esqueci a Coréia do Sul que "por acaso" fica perto da China e da finada URSS, infelizmente não posso dizer o mesmo das Filipinas que era uma colônia dos bondosos yankees não é mesmo, sr.Bastos?

John Bastos (17/01/2010 - 13:35)

Vide http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/1380718.stm

Cubanos refugiados no Haiti, dizem que preferem morrer do que retornar a Cuba.

John Bastos (17/01/2010 - 13:33)
"francisco.latorre (16/01/2010 - 01:44)
o pior é que entre cuba e o haiti...
há quem prefira o haiti."

Soh se voce estiver se referindo aos haitianos ou cubanos. De vez em quando aparecem barcos com cubanos fugindo da ilha na costa do Haiti, nunca ouvi falar de caso algum de haitiano fugindo para Cuba.

John Bastos (17/01/2010 - 13:30)
"Leo (16/01/2010 - 13:23)
John Bastos,
vc deveria ler um pouco mais de Noam Chomsky."

Jah li tudo dele, alem de conhece-lo pessoalmente (eh amigo de parente meu). Eu concordo com ele no abstrato (por exemplo, a responsabilidade dos cidadaos, da moralidade etc), mas no concreto ele erra quase tudo.


John Bastos (17/01/2010 - 13:27)
"Clinton celebrou as possibilidades de desenvolvimento dos sweatshops durante um tour de uma fábrica operada e de propriedade do infame Cintas Corp. Ele anunciou que George Soros tinha oferecido 50 milhões de dólares para um novo parque industrial de sweatshops que criaria 25 mil empregos na indústria de roupas. Clinton explicou em uma entrevista que o governo do Haiti poderia criar "mais empregos se reduzisse o custo de fazer negócios, inclusive o custo dos aluguéis"."

Parabens para o Clinton entao, como voce acha que os haitianos podem se desenvolver senao comecando a se industrializar pela porta de entrada da industrializacao, a industria textil?

O problema de muita gente que le esse blog eh que em sua ignorancia inocente do mundo, nao entende que o movimento sindical e a esquerda do mundo desenvolvido eh contra o desenvolvimento da industria nos paises pobres e portanto faz campanha contra a iniciativa do Clinton e do Soros de levar oportunidades de trabalho para os haitianos.

O Azenha, que deveria saber melhor, traduz estes textos. A maioria de voces engole, ne?

John Bastos (17/01/2010 - 13:23)
"John Bastos sabe o que você representa pro teu dono americano ? Um saco de lixo indesejável...Você é isso.. E só..."

Caro Andre de Oliveira, o seu comentario trai o seu proprio complexo de inferioridade. A sua limitada capacidade cognitiva e experiencia de vida nao permitem que voce conceba que um brasileiro como eu possa ter opiniao propria, inteligente e contra o meme dominante.

francisco.latorre (17/01/2010 - 01:43)

souzette_6%...

burro... muito burro.


Antonio Pereira (16/01/2010 - 23:59)
Este comentário confirma o que há muito tempo está ocorrendo com muitas ONG´s. Infelizmente estão sendo utilizadas como "ponta de lança" para as perniciosas e torpes politicas dos EUA e União Européia.
O Obama está cada vez mais preso aos interesses do sórdido casal CLinton.

SOUZÃO_1964 (16/01/2010 - 23:16)
Ao mesmo tempo, os planos de Clinton para o Haiti incluem a expansão da indústria têxtil para tirar vantagem do trabalho barato das massas urbanas.

Melhor dar trabalho,mesmo que o salario seja baixo,do que distribuir bolsa-esmola/bolsa-compravoto

SOUZÃO_1964 (16/01/2010 - 22:56)
Jorge Nunes (16/01/2010 - 00:07)
Estava vendo isso na TV o Haiti é um Estado mínimo. O sonho de todo neoliberal. Sem serviços públicos nenhum, incluindo coleta de lixo, policiamento, saúde e emergencias.

Todos esses serviços se consegue pagando ao setor privado.
-Não há setor privado estabelecido.
PQP!!!p...rra,lá o estado é mínino porque não tem nada mesmo,sem essa paranoia de neoliberalismo, lá o povo está cagando para política.

Você acha que em um país miseravel,algum maluco seria capaz de investir na iniciativa privada sem a mínima chance de retorno.O único hospital que havia era o das FA Argentina

André Oliveira (16/01/2010 - 22:38)
Como eu gosto de ler os comentários do John Bastos. Ele é tão paga-pau da esquerda que não percebe que ele só serve como capacho e demonstra a cada comentário que ele é um cachorrinho que aprendeu desde os 06 anos a abanar o rabinho e lamber o pé do dono ianque. No fundo ele é um coitado que quer alguma atenção. Lamento apenas que alguns comentaristas deste blog não percebam e fiquem dando corda pra ele. Ele é um pitboy da palavra inseguro e incerto que agride a arrota conhecimento, mas se atola cada vez mais na sua insignificância. John Bastos sabe o que você representa pro teu dono americano ? Um saco de lixo indesejável...Você é isso.. E só...

Mr_Lee (16/01/2010 - 22:01)
Caraca! Comparar a Coréia com o Haiti é atestado de ignorância histórica ou de mal-caratismo! Tem gente que "entende" o mundo pela ótica do universalismo anglo-saxão... Pobre diabo!

profeta (16/01/2010 - 21:55)
Eu acho que esse tal de John Bastos é a Lúcia Hippólito embriagada. Burrice mesmo seria acreditar nessa colocação asinina dele.

Sandra Caballero (16/01/2010 - 21:33)
Se o tal de JOÃO BASTO diz que quem frequenta esse blog é burro ele esta se incluindo? Burrice é, na falta de argumentos, ofender os outros.

Milton Hayek (16/01/2010 - 21:22)
Michael Hudson,como sempre,desde 1970 vem alertando sobre o uso das teorias econômicas para usos políticos como no caso do Haiti:

Teorias elegantes que não funcionam
- O problema com Paul Samuelson

por Michael Hudson [*]

Paul Samuelson, o economista mais conhecido da América, morreu domingo, 14 de Dezembro. Ele foi agraciado com o Nobel de Economia em 1970 (fundado um ano antes pelo Banco da Suécia "em honra a Alfred Nobel"). Esse prêmio originou esta cáustica crítica, publicada por Michael Hudson em Commonweal, em 18 de dezembro de 1970. O ensaio foi intitulado "A economia merece um prêmio Nobel? (E, a propósito, Samuelson merece um?)".
http://resistir.info/crise/hudson_14dez09_p.html

aldo (16/01/2010 - 20:49)
Pobre Haiti ! Depois dos espanhois (Colombo e a Nova Hispaniola ), dos franceses ( primeira grande derrota do Napoleao ). Primeira República do continente . Negra .
A vez é dos amerlóques! ; Ninguém mandou meter-se à besta .Desculpem-me, mas do povo de origem nao sobrou nenhum .A grande tragédia dos nossos povos é multisecular .

V for Vendetta (16/01/2010 - 20:42)
faltam loucos pra matar quem deve ser morto.

Uma aula de história,de como o capital se afirma como idéia. (16/01/2010 - 20:32)
O G8,mais conhecidos como centro imperial e intelectual do sistema dos patrões,clube dos países mais ricos do planeta,considerados os Estados do bem estar social,isto as custas da exploração ideológica e economica de povos e continentes inteiros,controlados e subjulgados ao desejo do capital neoliberal.Este texto é uma bela aula de história sobre nossos irmãos haitianos,assim como nós brasileiros,somos colonias dos capitalistas.Sendo estes mercenários,sem pátria e sem fronteiras.

As colonias são usadas e saqueadas,na proporção,maior ou menor,na medida da resistencia e organização politica de cada quintal(povo)colonizado,que felizmente aqui no Brasil,históricamente,sempre teve mais embate politico ideológico e social mais forte,dentro da sociedade de luta de classes,onde os explorados tentam o tempo todo,se libertar de seus algozes exploradores.No caso do Haiti,situado geograficamente muito próximos dos EUA,por uma questão estratégica,nunca foi dada,pela burguesia local,e devidamente assessorada pela CIA,uma chance sequer de organização social e ideológica da classe trabalhadora haitiana,estes,os unicos capazes,como classe explorada pelo capital,impor uma derrota politica e economica a toda burguesia local.Nós na América Latina,digo,a classe assalariada,temos a mesma tarefa,ou seja,se organizar politica e ideológicamente,e lutar pra se libertar do polvo capitalista e seus tentáculos,e implantar o socialismo do século 21 em toda a latino américa.

francisco.

Mr_Lee (16/01/2010 - 19:04)
Informações de grupo de pesquisadores da UNICAMP que estão no Haiti, sem pai nem mã e e sem a ajuda da embaixada...
http://lacitadelle.wordpress.com/2010/01/16/nossa-embaixatriz-notas-sobre-a-atuacao-diplomatica/

Lola (16/01/2010 - 18:56)
Aí... será que a dona Sonia Bulhões que viu com os olhos que a terra vai comer, a influência nefasta dos EUA sobre o Haiti, também é burra??? Azenha, pô! Não deixe mais esses trolls ofenderem seus leitores, caramba!

John Bastos (16/01/2010 - 18:54)
"Jerônimo Collares (16/01/2010 - 12:05)
Há algo que não entendo. Gastamos cerca de 600 milhões de dólares para participar da minustah e, assim, referendar militarmente um golpe de estado a Aristides dado pelos EUA. Depois desta tragédia, milhares de cadáveres e feridos, nossa ajuda ao Haiti é de 15 milhões de dólares...realmente, tá difícil de entender. "

Falou tudo, Jeronimo.

John Bastos (16/01/2010 - 18:52)
"Marinho (16/01/2010 - 15:18)
O Japão e a Europa rica não valem sr. Bastos. "

Por que nao? A Coreia era tao pobre quanto o Haiti.

Lola (16/01/2010 - 18:51)
Engraçado. O texto é claro, os EUA apoiaram as ditaduras de Papa Doc Duvalier e de seu filho, que abriram totalmente o país aos produtos norte americanos, arrasando com a agricultura local... fazendo com que os camponeses entupissem a capital aumentando a miséria. É fato, é história. Tem comentarista aqui, que no afã de defender seus pontos de vistas direitistas,
faz uma misturada danada e ainda chama de burros quem concorda com o texto. Vai ser puxa saco de gringo americano lá nos quintos dos infernos!

Paulo (16/01/2010 - 18:50)
Off topic:
Azenha, perdoe pelo off topic, não vi lugar apropriado para postar...

Você já viu a sinopse do filme brasileiro "Segurança Nacional"? Deve estrear em breve. Sugiro que você leia, e repare no nome do presidente do Brasil...

Olha no site:
http://www.segurancanacional.com.br/

Será uma coincidência? Uma metáfora? Um acidente? Um desejo? Uma indireta?

Um abraço!

(16/01/2010 - 18:43)
É preocupante os Estado Unidos com este projetos de enfraquecer o país injetando dinheiro para Ongs. E o Brasil está junto com os Estados Unidos? Porque tanta ONG brasileira naquele país?

Ana Maria (16/01/2010 - 16:08)
Foi aplicada no Haiti a política que os EUA implantou por aqui por algum tempo mas que foi interrompida por Lula.
Se FHC e cia voltar o Brasil pode virar um Haiti

Gustavo (16/01/2010 - 15:37)
Muito legal esse texto, estava mesmo querendo saber mais sobre o Haiti, sobre as políticas economicas. Estou impressionado com a qualidade desse site. Bom, queria sugerir um outro texto bem interessante também: http://lacitadelle.wordpress.com/2010/01/16/nossa-embaixatriz-notas-sobre-a-atuacao-diplomatica/

Marinho (16/01/2010 - 15:18)

O Japão e a Europa rica não valem sr. Bastos. Dê-nos outros exemplos por favor como: Honduras, El Salvador, Guatemala e... Haiti onde a presença Yankee é quase centenária.

Maria da Luz (16/01/2010 - 14:55)
Relato de repórter que está lá:

http://wp.clicrbs.com.br/rodrigolopes/2010/01/16/por-que-nao-enterram-os-corpos/?topo=13,1,1

J C Tavares (16/01/2010 - 14:45)
John Bastos(12:48)``eta povo burrinho neste seu blog``
Ô John, desculpe-me, mas quem está dando diploma de burrice, és tu. O Brasil só está deslanchando agora, depois que Lula deu um basta no império, expulsando o FMI e finalmente fazendo do Brasil um país soberano. Antes, meu caro, eles chegavam aqui e ditavam as normas a nível colonial. Isso acabou. Hoje, a coisa está se invertendo, isso, é claro, se a trupe que voce defende(PSDB/DEM) deixar, né(tok,tok,tok na madeira). É DILMA NELES.

saulo (16/01/2010 - 14:43)
joão boste, espanha, alemanha, tem eleição livre, veja quem é o governo da espanha, alienação e outra coisa, eles tem algum politica exilado, pode ter ajuda americana, mas, nem a direita deles é tão lesa patria igual nossa direita, vai tentar compra a telefonica la espanha, ve se voce consegue.

http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (16/01/2010 - 14:14)
Não subestimem o Império e sua "aparente fragilidade" MIDIOTIZADA para entre tantas outras barbaridades em curso acelerado, nos esconder o H.A.R.R.P., a ARMA DE GUERRA que está acabando com o mundo e você não está vendo... Só os efeitos destruidores... O verdadeiro raio da morte. A arma silenciosa e invisível de destruição em massa que a mídia que nos midiotiza e esconde a seu serviço está nos matando através de inundações, terremotos, secas, maremotos, tissunames, furacões, tornados. Não há aquecimento global algum, apenas uma terrível arma a serviço da conspiração contra a humanidade pela Nova Ordem mundial escravagista, testando agora no Haiti, como foi o Catrina para Nova Orleans, mais um ponto de sua acelerada agenda para implantação do 4º Reich em seu "back yard", assim como fez em Honduras e está fazendo em toda a América Latina construindo bases e outras barbaridades inconfessas.Não me julguem ainda; assistam 1/5 e meditem sem preconceitos. sou grato
http://www.youtube.com/watch?v=nHNwq5M9uMY&feature=player_embedded

euheim (16/01/2010 - 14:10)
É hora do exercito brasileiro aproveitar e deixar os USA tomarem conta de vez do HAITI. O governo brasileiro já fez besteiro em 2004 ajudar os USA e a ONU no golpe enviando tropas de "paz". Já que as tropas dos USA agora controlam os espaço aereo e tudo mais, não tem sentido os militares do BRASIL ficarem lá. Depois da ajuda humnitária é sair de fininho e jogar a bomba nas mãos de quem a pariu: USA.

Leo (16/01/2010 - 13:23)
John Bastos,

vc deveria ler um pouco mais de Noam Chomsky.

O papel da América Latina está posto há mais de 100 anos dentro da geopolítica e geoeconomia liderada pelos EUA.

Celso Paoliello (16/01/2010 - 12:54)
Confirmando o que diz o texto acima, estou vendo hoje na BBC Brasil que o aeroporto de Porto Príncipe foi literalmente OCUPADO por militares americanos, em o aval da ONU. Isso é que é pescar em águas turvas, ou seja, os EUA aproveitam-se de uma tragédia para ocupar um país com o qual não está em guerra e que não pediu ajuda majoritariamente a eles. Oportunismo puro.
Podemos então, formalmente, adicionar o Haiti à lista de países concretamente ocupados ilegítimamente pelos americanos, ao lado do Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Colômbia, etc.

John Bastos (16/01/2010 - 12:49)
"jose carlos lima (16/01/2010 - 00:13)
Eu quis dizer Pat Robertson [pastor televangelista dos Estados Unidos] deu novos passos na profundidade do racismo "

Pat Robertson eh um animal de rabo.

John Bastos (16/01/2010 - 12:48)
Verdade!!! O Haiti era um pais prospero ateh que os EUA chegaram la para destruir tudo... Eh assim em todos os lugares que os americanos chegam, Coreia do Sul, Japao, Alemanha, Espanha, todos sao paises mmiseraveis onde ninguem tem o que comer ou onde dormir poirque foram destruidos pelas hordas americanas!!!

Eta gentinha buuuurRRA que frequenta o seu blog, ein Azenha?

Gb (16/01/2010 - 12:40)
EUA defendendo a democracia, banindo um candidato de disputar as eleições. Mais um golpe democrático, como diria o Jabor.

Milão (Osasco, SP) (16/01/2010 - 12:26)
Pois é Sra VERA, isso é o pouco que essa Mídia Maldita deixa Vazar, sobre este Império Absurdo. Vejo que sua Opinião é baseado fatos Superficiais. Quer mais Ilustativo do que este pais ter Exterminado mais de 240.000 pessoas(maioria civis) com apenas 2 bombinhas ?os números do Iraque são superiores a 1.000.000, mas a senhora encontra facilmente dados (nunca menos do que 3 ou 4 paginas) sobre o que este pais (fdp) trucidou em todos os continentes, inclusive contra seus próprios cidadão, e não esqueça do 11 de setembro. (ou a senhora acha que foi um bin laden ?). Cara Senhora, dói na alma ver pessoas enviando se humilhando e enviando seus filhos para disney, ou em filas de mc donalds, consumindo coca, e outros coisas de origens Imperiais. Se cada um de nós dissesse apenas 1 unico Não no CONSUMISMO, este Imperio hoje, se não estivesse rastejando, mas ja estaria respeitando um mínimo o "Resto" do mundo. I. Milão, Osasco, SP

Go Oliveria (16/01/2010 - 12:20)
Azenha,

Os Estados Unidos já baixaram no Haiti deste o terremoto e parece que agora são eles que estão dando as cartas.

Como tem muitos países aterrissando por lá, querendo 'cooperar', inclusive China, o Império já começou a mostrar as garras. Está mandando no aeroporto. Parece que o Consul brasileiro já foi esclarecer ante o Império (eles não mudam) sobre o papel do Brasil no Haiti pós terremoto.

Hillary, a herdeira de Clinton, também está chegando por lá para garantir que nada que se faça tire a hegemonia estadunidense daquelas terras miseráveis.

PS: Que consul o haitiano, hem? Um haitiano analfabeto, que não teve nenhuma oportunidade na vida, com certeza é melhor que aquela anta.

Filósofo Amador (16/01/2010 - 12:15)
Este texto e estes comentários todos confirmam minha tese:

na Obamia em todos os domínios por lá existem dois setores antagônicos. Comecemos por Uachintão - lá tem um tal de Pentágono onde um bando de cheiradores estabelecem o que eles chamam de "estratégias de longo prazo", que nada mais são do que manter o "status quo" daquela nação.

Tem um grupelho responsável por energia, cujo lema é "obtenha petróleo, custe em vidas o que custar". Essa é a turma que promove invasões, inventam inimigos onde não existem (p. ex. a extinta URSS, o Vietnã, a Coréia, etc.). Para isso desenvolvem as armas mais malucas possíveis.

Do outro lado da rua tem a turma de fede, ops, FED, que também tem uma arma poderosa, um certo papel verde que é o "legal tender".

Ocorre que não tem ninguém por ali que sabe qual é a hora certa de usar qual arma primeiro.

As vidas destruídas pelas armas do pentágono podem ser contadas, já as vidas destruídas pelas verdinhas não.

Essa dualidade se encontra em outras paragens também: nos partidos políticos, (D x R), na implementação de planos de longo prazo, etc.

Um cara inteligente como o velhinho (Getúlio Vargas, o próprio) soube jogar um grupo contra o outro com maestria, para obter vantagens para o Brasil.

Isso é que falta pros haitianos!

Elisabete Otero (16/01/2010 - 12:10)
Muito oportuno o texto.
Permito-me sugerir a leitura no blog da "Fundação José Saramago" do texto de Eduardo Galeano contando um pouco mais da história do Haití.

Maria Dirce (16/01/2010 - 12:07)
Nunca vou esquecer da história antiga, a queda do império Romano, estamos a observar que na história contemporânea, os Usa esta começando o seu declínio economico, porque o moral faz tempo, desde as primeiras bombas no Vietnã,fazendo de seu povo pobre bode expiatório da guerra fria.Nunca vamos esquecer as bombas caindo no Iraque e Bush penteando o cabelo com um sorriso cínico , era noite e o fogo iluminava Bagdá e ardia na pele de seu povo!O que mais me admira são os macaquitos brasileiros com camisetas escrito em ingles, qquer bobagem, e saem pras ruas fazendo pose, como se fossem colonizados com orgulho dos colonizadores!!!Qdo chegam cantores medíocres americanos vão na porta dos hotéis gritando, fazendo uma verdadeira catarse coletiva , esses jovens brasileiros precisam urgentemente de aula de história!!!!

Jerônimo Collares (16/01/2010 - 12:05)
Há algo que não entendo. Gastamos cerca de 600 milhões de dólares para participar da minustah e, assim, referendar militarmente um golpe de estado a Aristides dado pelos EUA. Depois desta tragédia, milhares de cadáveres e feridos, nossa ajuda ao Haiti é de 15 milhões de dólares...realmente, tá difícil de entender.

Jotaí (16/01/2010 - 12:04)
Assim dá até para entender a fúria do Osama Bin Laden contra os infiéis imperialistas. Até eu estou com muita raiva.Só Deus!

Urbano (16/01/2010 - 11:05)
Se existe um besta-fera ele se chama Estados Unidos da América.

Silvio (16/01/2010 - 11:03)
Azenha:
O Pat Anderson e o cônsul de Haiti, não sô são racistas, sino que também, são burros (com perdão do animal burro) por não saber que o terremoto, não e uma maldição, si não que e um acontecimento que devemos considerar normal, num local que e uma falha geológica. Si amanha ocorrer nos Angeles Califórnia, vão a disser, que e por ser sede dos estúdios de cinema, e que o cinema e pornográfico. Disser que eles não sabem, e uma forma de expressão, o que realmente e, a exploração do fato. EUA acabou com toda a produção em Haiti, como o tem feito em muitos lugares. Por exemplo, Venezuela antes de chegar Chávez ao poder, não produzia nada, se importava a leite e ate as alfaces. O está fazendo com México, colocando milho, a mais baixo preço do produzido no pais. E como se desestruturou a agricultura do milho, e os EUA decidirão fazer álcool derivado do milho, o preço subiu, e os mexicanos ficarão a pagar muito caras, suas tortilhas.

coelho (16/01/2010 - 11:00)
Se tíssemos continuado com o psdb do FHC, manipulado por Washington, provavelmente já estaríamos bem próximo das condições do Haiti.

Leo (16/01/2010 - 10:43)
"A ONU gasta 500 milhões de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah (United Nations Stabilization Mission in Haiti). Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, o coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país."

http://resistir.info/a_central/haiti_laboratorio.html

Mônica (16/01/2010 - 10:36)
Lula e Obama, os líderes das maiores potências das Américas, têm a chance histórica de mudar o rumo da prosa e ajudarem o Haitu a transformarem seu destino.

Professor (16/01/2010 - 10:30)
Perfeito o comentário de Milton Hayek sobre como os EUA ancoram o dólar. Poderia inclusive explicar mais detalhadamente sobre como isto acontece às custas dos outros povos e países!!!

Dina (16/01/2010 - 10:12)
A cidade será reconstruída para os poderosos, para a elite mencionada no texto. Coitados dos sobreviventes, continuarão isolados, excluídos, é cruel demais.
Pela leitura do texto o que causa a miséria do Haiti, são objetivos heteregeneos de quem se instalou naquele país.A recente fala do cônsul do país em São Paulo (disponível na Internet), evidencia que os interesses econômicos são superiores à questão humana.



Mário Salerno (16/01/2010 - 10:03)
Ninguém vai comentar o absurdo que é a participação brasileira nesse experimento de subimperialismo? Ora, as forças que o Brasil mantém por lá servem apenas como uma força de ocupação e policiamento a seviço dos interesses dos Estados Unidos e de seus asseclas haitianos.

Mas essa participação é vendida como algo muito importante e fundamental para a "consolidação da democracia" no Haiti. Era só o que faltava servirmos de força auxiliar para que os Estados Unidos possam tansformar os haitianos em seus virtuais escravos.

Moacir Simples Assim (16/01/2010 - 09:46)
[....]"O América venceu mais três jogos, dois em Aruba, um em Curaçao.

E o empresário, que era o famoso José da Gama, encarregado de arrumar os jogos, levou o time para o Haiti.

O país naquela época era pior - se isso é possível - do que hoje em dia. Vivia sob o comando implacável de um ditador, François Duvalier, mais conhecido pelo apelido de Papa Doc. Um carniceiro que subjugava o povo graças a uma polícia impiedosa conhecida como Tonton Macute.

Essa polícia tinha um poder incomparável, andava com um fardamento impecável, cáqui, calças vincadas, camisas engomadas e o principal, óculos Rayban, enquanto o povo mal cobria o corpo com panos rotos.

Era um terror. Até as autoridades, que fiquei conhecendo por falar francês, língua oficial do país, tinham medo dos Tonton Macutes.

Uma noite, depois de conhecer o cassino da capital, Port-au-Prince, dois dirigentes da Federação de Futebol do Haiti me contaram dentro do carro o que acontecia.

- Papa Doc está velho, mas faz algum tempo que está preparando o filho, o Baby Doc, que é pior do que o pai, para assumir o poder. Eles são tão ricos que o país vai afundar mais ainda se eles deixarem o poder.

Continuamos conversando até chegar ao hotel onde estávamos hospedados. No lado de fora do imenso portão de ferro que protegia a entrada para os jardins bem tratados do hotel, meninas nos chamavam se oferecendo, levantando as saias."[....]

O Haiti de Papa Doc em 1966, blog Jogo Quase Perfeito.


Leo (16/01/2010 - 09:34)
Se o Lula quer ajudar o Haiti, primeira coisa que deveria fazer é tirar as tropas brasileiras de lá.

Como Lula que sofre uma oposição golpesta e seu país, que se colocou firmemente contra o golpe de Honduras, contribui dessa forma com o golpe no Haiti ea exploração e opressão tão bem descritas nesse artigo?

(16/01/2010 - 09:23)
Não se iludam: o Haiti está sendo punido pela Casa Grande.

A ousadia de 200 anos atrás, essa os europeus não engolem.

Explorar mão de obra barata é muito pouco para justificar a devastação social de lá.

Do mesmo jeito que o Brasil fez com o Paraguai, os EUA fazem com o Haiti.

Exemplo para os outros tentados a se rebelar. Típico de mafioso.

Agora se entende por que Fidel Castro nunca arredou o pé do comando de Cuba. Se a independência genuína do Haiti causa essa tragédia ao país, imaginem o que a queda do comunismo não traria para Cuba.

A Rússia foi devastada até reassumir seu próprio controle via a cleptocracia lá vigente.

O pacto com o Diabo a que Pat Robertson se refere é esse: se livrar da elite branca que, por onde passou e onde se instalou, causou (e causa) devastação. Donde, a punição aos rebelados. Punição eterna. Chamas eternas. Enxofre eterno.


Quem é mesmo o demônio nessa história?

DE PAULA (16/01/2010 - 08:57)
MUITOS DE NOSSOS MUNICÍPIOS BRASIL AFORA, PARA SEREM IGUALADOS AO HAITI SO FALTA O TERREMOTO.

Almir (16/01/2010 - 08:56)
O pobre Haiti está daquele jeito porque serviu de laboratório, ou pior, de cobaia pras experiências mirabolantes do Consenso de Washington (neoliberalismo). O resultado todos estamos vendo qual foi: qualquer abalo, mesmo que seja sísmico, vira uma catástrofe de proporções gigantesca. É só ver que Cuba República Dominicana estão ali, coladinhas no Haiti, foram também atingidas pelo mesmo terremoto e não ficaram destruídas. Isso significa que o Haiti também já foi aqui. Multiplicado por sete.

Moacir Simples Assim (16/01/2010 - 08:44)
Eis o resultado da terceirização do estado levado às últimas consequências.

Alguém aqui ainda acredita que a iniciativa privada é capaz de gerir recursos públicos que não sejam em seu próprio benefício?

Nossas tropas "pacificadoras" internacionais vão ter bastante trabalho pela frente.

MAC (16/01/2010 - 07:06)
Então as Forças Armadas do Brasil atuam como um exército mercenário dos Estados Unidos ?? Não é muito diferente de 64 , traidores da pátria !!!!

LUIZ (PE) (16/01/2010 - 07:04)
A vantagem de não ser esquerda ou direita (se é que isso existe mesmo - FALO DO BRASIL), é não idolatrar Lula ou FHC:
- Voces viram o cheque de 15 milhões de dólares? Viram os 4,5 bilhões de dolares enviados ao FMI para os paises pobres?
Nem eu.
COMO É BOM SER LIVRE!!!!!

Pablo Pires Fernandes (16/01/2010 - 03:45)
Infelizmente, o que vai acontecer é, como citado acima, uma doutrina de choque, bem descrito pela Naomi Klein. Não está nesse artigo, mas a história do Haiti carrega uma das resistências mais fortes à dominação colonial e imperialista, mas sucumbiu, claro. Tudo muito triste.

Cara de Cavalo (16/01/2010 - 03:10)
O capeta mora ao lado do Haiti, ele chama-se Estados Unidos da América, cujo chefe do inferno é o todo poderoso Obama.

V (16/01/2010 - 02:59)
Olha o contraste. Amanhã 17, faz 15 anos do terremoto de Kobe (7,2). Lá ninguem esquece, nesta data (ainda por cima desta vez será num domingo) na hora do terremoto 5 e meia da manhã (se não me engano), fazem orações e lembram do dia. Durante o dia, tem treinamento, palestras etc. Eles não esquecem.

E o Haiti? Acho que pode ter sido a gota d'água nas intervenções internacionais.


V (16/01/2010 - 02:55)
Acho que bolsa-família para todos os Haitianos por tempo suficiente para recompor a economia, a cultura e o Estado.
E que eles decidam, como querem tocar sua independência. Eles conseguem.

V (16/01/2010 - 02:51)
As veias do Haiti continuam abertas, jorrando sangue.

Vera Lúcia de Oliveira (16/01/2010 - 02:02)
Azenha.
Esse tipo de matéria nos dá, ao mesmo tempo, muita tristeza e ódio. Tristeza, por saber como esse povo sofre, e ódio desses estadunidenses covardes. Não consigo aceitar que alguém que explora a miséria alheia, possa ser chamado de humano. Também sinto muita raiva pelas mentiras ditas pelo pig, que sempre nos fizeram crer que o ex-presidente, Bertrand Aristide, fora cassado por corrupção. Ô, gentalha perversa, sô!

Patrick (16/01/2010 - 01:56)
Márcio, esse embaixador deve estar esfregando as mãos para lotear alguma praia para algum resort de luxo estrangeiro, agora que a tragédia livrou cd "pobres" o local ou os deixou muito zonzos para lutar por seus direitos. Procure informações sobre "Doutrina do Choque", de Naomi Klein.

francisco.latorre (16/01/2010 - 01:44)

o pior é que entre cuba e o haiti...

há quem prefira o haiti.


beatrice (16/01/2010 - 01:37)
Azenha
se vc considerar pertinente, seria interessante verificar:
1) como é possível uma país de língua, cultura e raízes européias - HAITI - "dar certo" manipulado pelo maniqueísmo e o utilitarismo americanos???
2) segunda consta, a biografia deste senhor, cônsul do HAITI, Georges Antoine, teria vínculos com certos políticos brasileiros bem conhecidos do grande público,
Nabi Chedid e família, confirma???

Márcio Carlomagno (16/01/2010 - 01:08)
Azenha, se julgar fora do tema, por favor delete essa mensagem.
Vc viu as declarações do cônsul do Haiti no Brasil, em entrevista ao SBT Brasil, sem saber que já estava sendo gravado? Disse que a tragédia está sendo uma boa, pois o país ficou conhecido, que o terremoto é culpa da macumba praticada no país e que o africano tem uma maldição em si, pois todo lugar que têm africanos está f... Palavras do senhor cônsul. Um dos vários links da reportagem no youtube, é este: http://www.youtube.com/watch?v=8GOCjk4L7S0
Acho que vale um post.

O Brasileiro (16/01/2010 - 00:41)
Então o Haiti é tudo o que o Fernando Henrique quer que o Brasil seja! E ele conta com o Zé Serra pra isso!

Bruno Leonelo Payolla (16/01/2010 - 00:30)
Dez coisas que devem ser feitas para ajudar o Haiti: ver no Counterpunch.

http://counterpunch.org/quigley01152010.html

marino (16/01/2010 - 00:15)
10, 50, 100, 200 mil pessoas morrem.

O Brasil manda ajuda de 15 milhoes de dólares..
Os EUA enviam mais alguns milhões...
Europa? mais alguns milhões..

Se um banco ousa "espirrar", de imediato voam dezenas de BILHÕES pra salvar o mundo da crise...

Algo está muito errado...

Milton Hayek (16/01/2010 - 00:14)
É curioso como os EUA gostam de traficantes de drogas(como o presidente da Colômbia,Álvaro Uribe) e lavadores de dinheiro sujo no poder em outros países.Isso fortalece o dólar,quando esses bandidos desviam recursos desses países e os depositam em paraísos fiscais como as Ilhas Cayman que ficam perto do Haiti.Foram os EUA quem mais incentivaram o surgimento desses paraísos fiscais como forma de ancorar sua moeda fiduciária(o dólar).Se você reparar,em toda nota de dólar tem a frase "garantida pela lei"("This note is legal tender for all debts,public and private"),ou seja,por nada!!!Eles privatizaram a emissão da moeda dos EUA em 1913 quando criaram o Fundo Nacional(FED), mandaram o padrão ouro para o espaço em 1971,passaram a imprimir papel e ancoram esse papel pintado com a riqueza dos outros países-o que explica sua voracidade pelos recursos naturais do mundo.

Bruno Leonelo Payolla (16/01/2010 - 00:13)
Clinton foi um dos presidentes dos Estados Unidos da América mais nefastos para o mundo. Em seu governo, o embargo ao Iraque, apoiado pela criminosa OTAN, foi responsável pela morte de milhares de iraquianos, principalmente crianças. Sua ação no Haiti começa a ser descoberta. O condenável Bush agia às claras, sem subterfúgios e o verniz de politicamente correto de Clinton. O mais preocupante é que temos a Sra. Clinton como secretária de estado de Obama.

jose carlos lima (16/01/2010 - 00:13)
Eu quis dizer Pat Robertson [pastor televangelista dos Estados Unidos] deu novos passos na profundidade do racismo

jose carlos lima (16/01/2010 - 00:12)
...o sonho da grande revolução dos escravos de 200 anos atrás, que o racista Pat Anderson condena e roga pragas.

Jorge Nunes (16/01/2010 - 00:07)
Estava vendo isso na TV o Haiti é um Estado mínimo. O sonho de todo neoliberal. Sem serviços públicos nenhum, incluindo coleta de lixo, policiamento, saúde e emergencias.

Todos esses serviços se consegue pagando ao setor privado.

Angelo Frizzo (16/01/2010 - 00:06)
Agora seria uma boa oportundade de os USA usarem seus exércitos e ongs, para pelo menos uma vez, fazer o bem. É realmente hora de o "império" acabar com oterrorismo que implanta mundo afora.
Para o bem do próprio povo americano, que hoje em dia não pode fazer turismo em paz pelo mundo. Nem pode gastar seu dinheiro como gostaria.
Devolver ao Haiti o que lhe foi tirado, seria o primeiro passo para a VERDADEIRA GUERRA que o mundo precisa. A da democracia real, com justiça social e distribuição de renda.

Sônia Bulhões (15/01/2010 - 23:34)
Estive em Porto Prícipe em junho de 1997, na primeira reunião no Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos, para conviver com os companheiros da Ação Católica Operária. Na época, ao retornar, estava deprimida e não queria que ninguém me perguntasse como tinha sido a viagem.A depressão por conta do que vi por lá. Um país destroçado no sentido literal da palavra. Faltava tudo para aquele povo, inclusive água potável. Os Estados Unidos acabaram com as granjas avícolas, com a produção de porcos. Depois enviavam asas e pés de frango a preço de ouro. As pesoas do campo cortaavam as mangueiras enormes e frondosas, para transformar tudo em carvão para os Estados Unidos. A devastação florestal em toda a extensão da estrada que liga o Haití à República Dominicana era um xique-xique sobre um solo esturricado cor de cal. Havia apagão todos os dias. Não conseguia me comunicar nem com a República Dominicana e para o Brasil nem pensar. Paguei cinco dólares para passa um fax, já que não conseguia por telefone, e não fois possível transmit´-lo. Uma tragédia sem terremoto ou furacão. Ótima lembrança de Porto Príncipe: as mangas mais doces e suculentas dos meus 65 anos de idade. Hoje sofro muito com esta tragédia. Como ajudar aquela gente ?



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