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A guerra em torno da banda larga

Atualizado em 21 de outubro de 2009 às 19:55 | Publicado em 21 de outubro de 2009 às 19:54

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Governo Lula prepara a democratização da Banda Larga no Brasil – e incomoda a Telefonica, a Oi e outros interesses

por Virgilio Freire, em seu blog

O Presidente Lula está preocupado com o desastre em São Paulo da Banda Larga da Telefonica, o Speedy, e o péssimo serviço da outra grande operadora no resto do país, a Oi.

O Brasil tem 5,3 ligações de banda larga na internet para cada cem habitantes. A Argentina e o Chile têm 8,8. As leis do mercado fizeram com que o número de paulistas ligados à rede veloz (2,4 milhões) seja maior que o de todos os clientes das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (2 milhões). Metade dos municípios brasileiros está fora da rede.

O governo federal está determinado a levar a Banda Larga à população de mais baixa renda, além de implantar uma rede de acesso via Internet em todos os orgãos da Administração – é o que se chama de e-Gov, na linguagem técnica do setor.

O Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, foi incumbido de coordenar o Comitê Gestor do Plano Nacional de Banda Larga, com um prazo de 35 dias para apresentar seu relatório ao Presidente da República, e servirá de base para as ações do governo federal nessa área.

Rogério SantannaO Ministério do Planejamento analisou a precária situação da Banda Larga fornecida pelas operadoras privadas, como a Telefonica, a Oi, a Embratel. Fez um levantamento do que hoje estão fazendo nesta área outros países, como a Finlândia, por exemplo, que acaba de instituir o direito de todos os seus cidadãos, a partir de julho de 2010, a uma Banda Larga de 1 MB/seg. (cerca de 18 vezes mais rápido do que a Internet discada).

Na Austrália o governo está investindo 43 Bilhões de dólares para implantar um Plano Nacional de Banda Larga, que irá fornecer conexão direta através de fibra ótica com velocidade de 100 Megabits/seg. a 90% dos lares australianos a partir de julho de 2010. Isso é 12 vezes mais rápido do que a maior velocidade hoje fornecida pela Telefonica em sua rede Speedy, de 8 Megabits/segundo.

Os outros 10% do mercado australiano serão atendidos por sistemas via rádio ou satélite com uma velocidade mínima de 12 Megabits/segundo. Esta empreitada irá criar 47.000 empregos na Austrália nos próximos oito anos.

Os trabalhos estão em ritmo acelerado, e o modelo adotado pelo Governo Australiano foi a criação de uma empresa estatal, com 51% de participação governamental, e 49% nas mãos de investidores privados. Desta forma, o governo australiano consegue assegurar que a prioridade da empresa será a democratização da Banda Larga, e não o interesse de grupos de investidores privados.

No Brasil, a Telefonica opera em São Paulo investindo o mínimo, a fim de dar o máximo de retorno aos investidores espanhóis. O mesmo ocorre com a Oi, de propriedade da construtora Andrade Gutierrez, e do Grupo Jereissati. Nesta última, as decisões são tomadas visando os interesses destes grupos e não em benefício dos clientes e usuários. Estas empresas são campeãs de reclamações no PROCON. Desrespeitam o usuário, não cumprem promessas, investem o mínimo, terceirizam tudo que podem a fim de reduzir custos, e com isso prestam serviços de péssima qualidade.

A tendência do nosso Ministério do Planejamento é adotar o modelo australiano, considerado como o mais avançado no mundo atualmente.

Poucos brasileiros sabem, mas a nossa estatal de Telecomunicações, a Telebrás, ainda existe, em estado de “hibernação”. Assim, basta reativá-la com investimentos públicos e privados, para que o governo federal tenha em mãos os meios de fazer algo similar à Austrália.

O secretário Rogério Santanna propõe que a reativada Telebrás passe a controlar redes de fibras óticas que hoje o governo já possui - uma extensão de 31.448 km de fibras, juntando a Eletronet, a rede da Petrobras e a da Eletrobrás. A abrangência prevista é de atendimento a 4.245 municípios (76% do total existente no país) em 23 estados mais o Distrito Federal, que somam uma população de 162 milhões de pessoas (ou 87% de todos os habitantes). Santanna calcula em R$ 1,1 bilhão os recursos necessários para ligar o backbone e fazer o backhaul (ligação até a sede dos municípios), mas esse valor sobe para R$ 3 bilhões, se o governo decidir fazer a última milha (acesso até a residência do usuário).

A “Nova Telebrás” irá fornecer meios para qualquer operadora, grande ou pequena, que deseje prestar serviços de Banda Larga, com isso implantando uma real competição no setor, já que as pequenas empresas poderão concorrer com as grandes - todas pagarão o mesmo pelo aluguel dos meios à empresa estatal. A concorrência irá melhorar os serviços, mesmo que isso implique em menores lucros para os grupos que hoje controlam estas operadoras.

Hoje os provedores de internet reclamam de falta de acesso ao backhaul (a espinha dorsal da Internet Mundial). O presidente da associação brasileira de provedores de internet - Abranet -, Eduardo Parajo, está confiante de que o Plano Nacional de Banda Larga a ser
lançado pelo governo federal irá estimular a oferta do backhaul para as pequenas empresas. "Não temos acesso ao backhaul que está sendo construído pelas incumbents", afirma Parajo.

Conforme o executivo, as concessionárias não vendem a sua capacidade ou estabelecem preços proibitivos. "Somos obrigados a procurar as redes das operadoras concorrentes, mas os preços também são muito altos", afirma.
Para o presidente da Abranet, o melhor seria que as redes de dados instaladas fossem abertas para os demais prestadores de serviços.

O anúncio do Plano de Banda Larga do Ministério do Planejamento imediatamente provocou reações vigorosas por parte das atuais operadoras de Telecom e de Banda Larga - Oi, Telefonica, Embratel.

Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, foi crítico em relação à possibilidade de uma rede estatal de telecomunicações concorrente à rede das teles. "É preciso entender o enunciado dessa discussão. Quais os objetivos?", questionou o executivo. Durante sua palestra na Futurecom (evento que aconteceu na semana passada em São Paulo), Falco ironizou: "Tem gente que até hoje não acredita que o sistema de telecomunicações foi privatizado, mas foi".

Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, uma das acionistas controladoras da Oi, considera a idéia de se criar uma estatal para cuidar de banda larga, "um retrocesso sem sentido".

A oposição das empresas que atualmente dominam o mercado de Telecom e obtém altos lucros com a prestação de maus serviços é esperável. O que não era esperado foi a atitude destemperada e hostil do atual Ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao plano do governo Lula – do qual faz parte, embora Helio Costa não seja do PT e sim do PMDB.

helio_costaO Ministro levantou-se durante a reunião do Comitê Gestor do Plano Nacional de Banda Larga e declarou que o Ministério se retirava da reunião, em protesto por discordar da proposta de utilizar uma empresa estatal. Segundo ele, as atuais operadoras Telefonica e Oi é que devem prestar os serviços de Banda Larga. Além de se retirar da reunião, convocou a Oi, a Telefonica, e a Embratel, a elaborar um plano alternativo a ser apresentado ao Presidente Lula.

Segundo ele, "Rogério Santanna não é porta-voz desse grupo. Quem estiver falando em nome desse grupo não está falando pelo grupo, está dando opiniões pessoais. O grupo técnico não pode ficar dando entrevistas, não pode ficar falando à imprensa, não pode ficar dando informações que não estão concluídas. A palavra final é dos ministros", disparou.

"Ao contrário do que um grupo está pensando, que pode fazer sozinho, eu estou achando, e digo abertamente, que é impossível fazer sozinho. E se tem um grupo que vai tocar isso sem a participação dos empresários, eu prefiro apresentar o meu projeto em separado", afirmou o ministro Hélio Costa nesta quinta-feira, 8/10, depois de uma reunião com os presidentes das operadoras, em seu gabinete, em Brasília, em que pediu que os empresários construam uma proposta de contribuição no plano, que deverá ser apresentada em até 30 dias.

Costa também discorda dos números apresentados. "Vamos precisar, evidentemente, da infraestrutura das próprias empresas, de todos os recursos que elas possam ter. São necessários enormes investimentos, que imaginamos que nos próximos dois anos, eles podem chegar a R$ 10 bilhões, para podermos ter um plano nacional de banda larga", calcula o ministro, sustentando, assim, ser “absolutamente impossível” fazer um plano de banda larga sem as empresas.

Essas, por sinal, demonstraram muita satisfação no convite feito pelo ministro. "Vamos procurar trabalhar em conjunto, que é exatamente a proposta que nós tínhamos feito lá no Guarujá, colocar a banda larga como prioridade nacional, ter um conjunto de ações mais concretas que passam por desoneração da oferta, licenças, espectro", diz o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, que também lidera a Telebrasil, associação que reúne as grandes Teles.

O ex-presidente da ANATEL, Renato Guerreiro, juntou-se aos críticos da proposta do governo Lula. Atualmente dono da Guerreiro Consult, que presta serviços às grandes operadoras de Telecom, como Oi e Telefonica, Guerreiro fez parte da equipe do Ministro Sérgio Motta, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, responsável pela privatização das Telecomunicações no Brasil. Para o ex-presidente da Anatel, as discussões até agora estão superestimando a banda larga. "Está se dando uma importância desmedida para a banda larga porque ela é uma simples infraestrutura", ponderou Guerreiro em entrevista durante o evento Futurecom.

Ele criticou o foco da ala do governo que defende a entrada do governo como gestor de uma rede pública de banda larga. "Acho que o foco na infraestrutura é distorcido, atrasado. É desvirtuar um recurso, uma inteligência do governo para uma atividade que já é feita pela iniciativa privada", argumentou.

Segundo Guerreiro, “Santanna fala como dono da verdade, confunde os fatos e se comporta como se tivesse dado grande contribuição às telecomunicações deste País. Eu o respeitaria muito mais se ele tivesse feito um décimo do que já fiz pelo setor."

Além dele, o ex- Ministro Juarez Quadros, que ocupou o cargo também durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, minimizou o alvo na banda larga. Para Quadros, "com um simples telefone, muitas coisas são possíveis", ressaltando os efeitos da universalização do STFC que ampliou a oferta de linhas fixas. Na visão do ex-ministro, a cobertura existente de banda larga é bastante consistente e é preciso encarar que o "pobre coitado" que mora em pequenas localidades não tem necessidade de uma ultra banda larga. "Será que falta infraestrutura? Eu acho que não. Mais de 50% dos municípios brasileiros já têm condições de acesso à banda larga", afirmou.

Quadros fez uma franca defesa do caminho sugerido pelo ministro Hélio Costa para o Plano Nacional de Banda Larga, onde a parceria com as teles e o estímulo ao aumento dos serviços de governo eletrônico são o alvo. "Eu espero que o atual ministro das Comunicações consiga puxar para si o que é sua atribuição constitucional e contar com o prestígio do presidente Lula", comentou Quadros.

Respondendo às críticas de Guerreiro e Quadros, o Secretário do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, comentou: "Eu fiquei impressionado com o que ouvi aqui dos órfãos da telefonia. Eu confesso que esperava mais", provocou o secretário. "Quem diz isso não entende o mundo em que estamos vivendo hoje", complementou, rebatendo as declarações de que tem sido dada uma importância desmedida para a banda larga. Para Santanna, é essencial uma ampliação da banda larga para as classes mais baixas.

Como você pode ver, há no momento uma grande discussão sobre o assunto, com posições políticas que devem ser entendidas. Quem provavelmente irá ganhar a discussão? No meu entender, será o Ministério do Planejamento e o Secretário Rogério Santanna.

Apoio totalmente a posição deste último, e explico minha previsão de que suas idéias irão prevalecer.

Paulo BernardoRogério Santanna é o homem forte do Ministério do Planejamento. Goza de toda a confiança do Ministro Paulo Bernardo. Talvez você não conheça Paulo Bernardo, que mantém uma atuação ministerial ativa, porém discreta junto à imprensa.

Ele é membro do PT, Funcionário do Banco do Brasil, entrou na política pelo sindicalismo. Foi deputado federal pelo Paraná (1991-1995 e 1995-1999) e secretário de Fazenda do Estado de Mato Grosso do Sul (de janeiro de 1999 a dezembro de 2000). Foi novamente eleito deputado federal em 2002, com 72.831 votos. Será o substituto da Ministra Dilma Roussef na Casa Civil quando ela tiver de se desincompatibilizar a fim de concorrer nas eleições presidenciais de 2010. Decisão do próprio presidente Lula.

Logo, Paulo Bernardo e Rogério Santanna são pessoas em quem Lula confia. E ouve.

Por outro lado, o Ministro Hélio Costa está no governo por indicação de seu partido, o PMDB de José Sarney. Costa foi repórter e executivo da TV Globo durante a Ditadura Militar, entre 1968 e 1984. Não goza da confiança do Presidente, e apenas ocupa uma vaga da quota do PMDB no Governo. Não é respeitado no setor de Telecomunicações, que o vê como porta-voz da Globo e das operadoras privadas de Telecom como a Oi e a Telefonica.

Portanto, apesar da grita e dos protestos do PSDB e dos responsáveis pela privatização fracassada feita por FHC, provávelmente irão prevalecer o bom senso e os interesses da sociedade, e a Telebrás será reativada.

Para benefício dos cidadãos e dos usuários de Banda Larga no país.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
wposnik (09/11/2009 - 17:07)
Já comentei este assunto, em outro lugar. O resultado concreto das privatizações do nosso preclaro FHC, após gerarem um caos nas nossas grandes cidades, para enterrar ou pendurar em postes, um infinidade de redes paralelas (Oi/Telefonica, Embratel, Netstream, GVT, Net, Tva, Vivo, Tim, Claro, que somadas à rede de distribuição de energia elétrica, além de no caso do PR, uma extensa rede de fibra ótica, da estatal de energia e ainda, a Sercomtel, na região de Londrina, revelam um enorme desperdício de recursos. O resultado concreto, para o consumidor final, é que o que custa cerca de R$ 5,00 no Japão (de muito boa qualidade), custa aqui R$ 150,00 (e é muito ruim). Seria a 'melhoria do custo Brasil', este legado da dupla de comediantes Motta/FHC (tipo o 'Gordo' e o 'não tão Magro') ?

JOEL PALMA (23/10/2009 - 13:46)
AZENHA, é um princípio ECONÔMICO BÁSICO não divulgado: CONCESSÕES de serviços mal-prestadas, são IMPOSTOS ESCONDIDOS cobrados INDEVIDAMENTE...ou é algo diferente, o pagamento de mensalidade de assinatura de telefonia sem serviço algum prestado? ISSO SE CHAMA TAXA, a colocação de um serviço público à disposição: você paga por tê-lo lá...MAS...no caso da EMPRESA PRIVADA, quando o serviço dela é ÚNICO e mal prestado, COMO O DE BANDA LARGA, É IMPOSTO ESCONDIDO e INDEVIDO...vamos mostar a todos isso...

Eduardo (23/10/2009 - 06:21)
Mais aviltante que isso é ver o $$$ que se gasta em órgãos públicos (leia-se Universidades) para prover uma corja de desocupados (leia-se alunos e professores) com conexão "Banda Larga" (ridícula, minha conexão doméstica, particular e cara, pago com meu salário de barnabé é 3x mais veloz), para que esses parasitas bolsistas usem de graça pra mandar arquivos de PowerPoint com piadinhas ou trazer arquivos de filmes piratas...

Mara (22/10/2009 - 23:02)
Para entender melhor o acontece nesta disputa pela banda larga é imprescindível ler este post aqui neste endereço: http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/10/o-governo-lula-prepara-democratizacao.html

Ronaldo (22/10/2009 - 16:24)
Que tal colocar as elétricas neste pacote? Capitalismo x capitalismo. Quem disse que acesso à rede é monopólio das teles? Queremos o Bolsa Banda já! De preferência com rede estatal . . .

Bruno Alter (22/10/2009 - 15:29)
"Carlos. (22/10/2009 - 08:22)
Não li o artigo, não deu tempo, mas tenho uma dúvida: de que adianta a banda larga diante da renovação desenfreada da informática? Povão compra coisas pra durar. Tem que ver este lado: será que o "povão" está disposto a encarar a obsolescência programada e acelerada da informática?"

Acho que a sua dúvida deve ter sido semelhante aos dos investidores em informática ainda nos anos 90. Ainda que muitas pessoas comprem coisas para durar (e elas não são só do 'povão'), acredito que a difusão dos aparelhos celulares responda a sua dúvida. Tal qual os computadores, os celulares têm um custo considerável, uma vida útil curta, são constantemente atualizados pelas novidades da comunicação e mesmo assim são adquiridos em grande quantidade em centros urbanos, como na cidade de São Paulo, na qual resido, onde é comum ver nos ônibus e metrôs o uso dos celulares e de seus aplicativos (muitas vezes para a infelicidade dos ouvidos de quem está num transporte público).

jose bentes de araujo (22/10/2009 - 13:01)
Esse Helio Costa, não passa de um puxa saco, Acho que depois dessa a batata dele já está assando.

manoel (22/10/2009 - 12:09)
É preciso tirar a banda larga
do jugo
da banda podre!

Zilda (22/10/2009 - 12:04)
O importante nesses episódios é distinguirmos quem defende os interesses da maioria da população brasileira e quem defende os interesses das empresas. Quem tem postura republicana e quem coloca interesses particulares acima dos interesses coletivos.

Milton Hayek (22/10/2009 - 11:54)
A iniciativa privada dos neoliberais,como diz o Bresser-Pereira,é eficiente em assaltar o mercado e o Estado...

rodrigo (22/10/2009 - 11:40)
esse ministro hélio é uma @#$%*&¨,ainda bem que o governo sabe que ele é apenas um lobista do setor que não está comprometido com a população.

Guilherme Freitas (22/10/2009 - 11:14)
Depois dessa palhaçada do Helio Costa, espero que ou o Patrus ou o Pimentel esmagem ele nas urnas mineiras. Um ministro dando uma de lobbysta? ora tenha dó.

Maria Dirce (22/10/2009 - 10:27)
Esse helio Costa ja deveria ter sumido da área faz tempo, nunca foi e não é comprometido com o PT.

Gilmar Crestani (22/10/2009 - 10:22)
Gostei da ironia do estafeta Falco -"Tem gente que até hoje não acredita que o sistema de telecomunicações foi privatizado, mas foi". Tem muita gente, como eu, que não acredito que ele foi privatizado, de tão ruim que ele é. Pior impossível. As privadas estão interessadas no lucro, que é um direito delas, não no serviço, que é uma necessidade nossa, da sociedade. As privadas preferem investir em propaganda, uma forma in-decente de comprar o apoio da mídia. Portanto, o poder público tem obrigação de prestar este serviço, de uma forma ou de outra, mas tem!

Bruno (22/10/2009 - 09:26)
Pequena correção ao texto, Azenha: o que é 18 vezes mais rápido que a conexão discada é 1Mb/s, e não 1MB/. A unidade de medida de transmissão de dados usual para dimensionamento de redes é o bit (b), e não o byte (B), que corresponde a 8 bit e é utilizado para indicar velocidade de transmissão de dados na interface com o usuário.

David Rodrigues da Silva (22/10/2009 - 09:20)
Azenha,Bom Dia! A título de esclarecimento: Ontem ás 19:00Hs em solenidade na Prefeitura de Belo Horizonte, o Presidente LULA deixou bem claro que o Governo Federal usará Belo Horizonte como referência para implementação da BANDA LARGA em todo o PAÍS, a tecnologia é de empresas Mineira. As favelas de BH em algumas já foi implementado o SISTEMA SEM FIO e cobre 95% de Belo Horizonte.O Lobista do PIG Globo, Hélio Costa concordou com que o LULA disse: Banda Larga em todo País no mínimo de 1 MEGA como implementado em BH. de Belo Horizonte.

Quierzy (22/10/2009 - 09:02)
Espero que os tucanos continuem fazendo sucesso entre o eleitorado "antenado e urbanizado" (segundo o marqueteiro González), e que Lula, Dilma e PT governem para os "pobres coitados" que nao precisam de banda ultra larga (palavras do ex-ministro do FHC).

Ai! que desprezo pelo povo esta gente tem, nem conseguem dissimular...

Fernando (22/10/2009 - 09:01)
Esse tal de Hélio Costa tem que ser demitido urgentemente!


chico melfi (22/10/2009 - 08:57)
Uma perguntinha pertinente. Para acessar a internet subsidiada do Serra, pagando R$ 29,00 para a Telefonica o usuário terá que pagar também a assinatura mensal da linha fixa que custa (residencial) R$ 40,35 ?

Danilo (22/10/2009 - 08:35)
Entendi. Quer dizer então que para o "pobre coitado" (sentiram o escárnio?) a banda larga passa a ser banda "ultra" larga?! Os 12k oferecidos pelo governo de São Paulo já são mais que suficientes para esses "pobres", né? Dá um pirulito para eles, não precisa nem de banda larga.

Noutro vértice: é melhor não alargar mesmo a banda, vai que esses "pobres coitados" tenham acesso a informação, aí a coisa complica ainda mais, não é? Disponibilizem 12k, que aí os "pobres coitados" cansarão de esperar as páginas serem carregadas e irão para frente da TV.

Carlos. (22/10/2009 - 08:22)
Não li o artigo, não deu tempo, mas tenho uma dúvida: de que adianta a banda larga diante da renovação desenfreada da informática? Será que o cidadão comum, classe C e D estará disposto a trocar e atualizar o computador regularmente porque os novos plugins, plug-outs, internets explores, mozillas, godzillas, youtubes, nóstubes e o cacete a quatro requerem sempre equipamentos modernos? Povão compra coisas pra durar.

Computador não é como televisão que o sujeito liga na tomada, fim. Se o sujeito tiver uma televisão com 30 anos de idade em funcionamento e ligar, ele pode admirar as intervenções de GM e Agripino durante o Jornal Irracional; vai fazer coisa parecida com computador!

Tem que ver este lado: será que o "povão" está disposto a encarar a obsolescência programada e acelerada da informática? Falo pela minha própria experiência: tenho um micro que está com 8 para 9 anos de idade e ele serve perfeitamente para que eu execute meus serviços e envie e receba e-mails, mas youtube ou sites que são cheios de flashs, crashs e Overlapings-Coutinhos não rodam. Vou eu gastar dinheiro pra trocar o micro só pra assistir video do youtube? Que me adianta ter banda larga se o micro é velho? Cara, informática é um saco, neste aspecto. Entrar nos sites do Nassif e do PHA, por exemplo, é um pé na idéia, mas basta apertar o botão que minha TV liga e eu posso admirar as demonstrações de sabedoria de Kamel, do GM, do Agripíno e até admirar o modelo dos óculos de Lina Vieira...

Manoel Ramires (22/10/2009 - 08:06)
Essa discussão é oportuna e muito bem colocada, uma vez que o governo de São Paulo lançou a sua "banda larga popular". Em primeiro plano, a discussão é bem clara. A banda larga é a "antena e seu sistema de transmissão que permetirá aos brasileiros acesso a comunicação" como ocorreu com a expansão da Tv brasileira nas décadas de 60 e 70. Ou seja, a banda larga é uma ferramenta essencial de comunicação e expansão da comunicação. Portanto, assim como a tv, que era gratuita naquela época (década de 60) e hoje, deve ser também gratuito o acesso a esse modelo de comunicação. Já no plano das operadoras, é como se nós tivéssemos que acessar um meio (midia)de comunicação de forma paga, ou seja, como se na década de 60 tivesse que pagar para ter sinal de tv. (sinal de tv = banda larga). É essa a proposta de Serra e das Operadoras: acesso excludente(!), contra acesso público irrestrito da proposta de Lula. Concordo, por outro lado, que a internet tenha sua cobrança, como funciona como net, sky, etc. Mas isso para quem quer banda larga acima de 5, 10 megas.
Portanto, banda larga é igual a sinal de tv e o básico, 1 mega, deve ser gratuito, acima disso pode ser entregue a iniciativa privada e aí caberá ao consumidor saber quais são suas necessidades.

Gerson Pompeu (22/10/2009 - 07:59)
Eu moro em Niterói, no bairro Fonseca, e tento há mais de 2 anos ter o Velox sem obter êxito. Em contrapartida, sempre recebo ligações da Oi, me oferecendo a banda larga 3G, que não funciona bem e muito mais cara para quem quizer baixar arquivos pesados.

Não dá vontade de mandar o sr. Hélio Costa ir tomar...

...um banho de cachoeira?

Em Foz do Iguaçu na época de cheia.

Ricardo Pereira (22/10/2009 - 07:43)
Atençao mineiros. Se tiver algum que apoie este estorvo do Helio Costa, depois desta noticia, tem que se tocar. Este empregado da Globo nao tem nada pra fazer além de ficar impedindo o desenvolvimento das comunicaçoes? Ora, entao vá se isolar numa ilha deserta e deixa o Brasil em paz!

Marcio Leandro (22/10/2009 - 07:02)
Saudações a todos!!!
Já utilizei Brasiltelecom/OI durante alguns anos e saí porque o serviço era muito ruim, estavam limitando minhas taxas de downloads durante o dia (coisa que eles negavam) e não queria ter telefone fixo pois só uso o móvel. Vim para no NetVirtua com 3 MB, mas fui obrigado a ter assinatura básica de TV o telefone sem assinatura básica (porém a operadora somente mudou o nome para FRANQUIA o que acaba sendo a mesma coisa), assinatura básica da Brt era R$ 36,00 e a "franquia" da net é R$ 40,00, ou seja, a propaganda enganosa da Net que diz que vc não tem assinatura básica é uma mentira deslavada. Além do mais vc tem limite de downloads e caso extrapole a cota tem sua conexão rebaixada à menor possível.
Agora que está vencendo minha fidelização vou cancelar o virtua e tentar a GVT que tem acessos de 10 MB e pela experiência de amigos oferece um bom serviço e velocidade real e sem limitações.

Lucas (22/10/2009 - 02:54)
Deus proteja o Brasil!

Já tomamos um golpe na questão da TV Digital!

Agora, Hélio Costa e cia novamente querem corromper um projeto (mais importante que a TV Digital) que pode libertar o Brasil do monopólio da informação.

Agora ou vai, ou racha!

Ou agirmos como uma República de verdade - onde o interesse público prevalece sobre os privados; ou deixa pra lá, fecha o blog e vai assistir novela.

Por enquanto o placar é:

Hélio Costa 1 x 0 Brasil

http://bit.ly/179DbU

Rachel Araújo (22/10/2009 - 02:05)
Vai ter que dar certo! Ou seja, prevalecer a rede pública. Banda larga para todos faz parte da democracia e do estado de direito ( não o do Gilmar Mendes "Dantas") que estamos tentando construir

Daniel (22/10/2009 - 00:13)
"preciso encarar que o "pobre coitado" que mora em pequenas localidades não tem necessidade de uma ultra banda larga."

Moro no interior (Angra dos Reis é interior? rs) e pago 89,00 para 700k mas sou obrigado a desenbolsar mais R$30 de tv a cabo, porque a net não vendem os dois separados!
Ou seja R$119 pra míseros 700k! É muita petulância achar que eu não tenho direito a banda larga só por que moro no "interior". Infelizmente aqui no "Brazil" é assim... Modernidade só pros brancos de olhos azuis... Aos "caipiras" (ironicamente sou "carioca") à pior tecnologia pelo maior preço...

Elton Ribeiro (22/10/2009 - 00:11)
Azenha, parabéns por recuperar a discussão desse assunto. Devemos sim revitalizar a eletrobras e a eletronet. Gostaria de lembrar que a CVRD(vale) tambem possui sua rede de fibra e portanto se fosse estatal tambem poderia contribuir com sua rede. Vale lembrar que o governo já possui 49% da companhia e pode pressiona-la a colocar sua rede de fibra disponivel pra democratização da internet. Temos que pressionar os parlamentares e o proprio governo com intuito de revitalizar a estatal, é bom para nós pois deve baratear o acesso para quem já possui e dar acesso a outros milhões, logo é bom para o Brasil. Problemas dos espanhois.

Maria de Fátima (21/10/2009 - 23:20)
E o eterno apresentador da Globo é candidato a governador de Minas Gerais com o apoio de aecio o Neto.Onde vamos parar com isso povo mineiro?Patrus Ananias em 2010!

Martin (21/10/2009 - 22:42)
Devemos perguntar ao Lula sobre os motivos que o levaram a apoiar a "patranha" da Br/Oi !

E aí Lula, estás com a palavra...!!

Ou não deves explicação ao povo brasileiro ?!

No aguardo !!

Att.

Martin

Roberto Locatelli - São Paulo (21/10/2009 - 22:14)
A universalização da banda larga é de fundamental importância. Acho que será a discussão central na Conferência Nacional de Comunicação.

Ormmus (21/10/2009 - 21:57)
Democratizar o acesso a internet é algo que deveria animar os empresários do país, pelo enorme potencial do e-commerce aí embutido. Todavia, a inclusão digital em alta escala, representa também o acesso a informação diversificada, permitindo à massa desenvolver uma atitude crítica, que ela não tem ao ter seu acesso limitado à imprensa local.

Isso pode representar o fim do monopólio da informação pretendido e, infelizmente, ainda eficaz do PIG. Eles devem estar se roendo... Uma das molas-mestras dos manipuladores da opinião pública está para ruir.

Que venha, com muito prazer, o 11/09 do PIG. E, com ele - oxalá, quem sabe - o sonho da DEMOCRACIA DIRETA (em substituição à democracia representativa), gerida por todos nós, de nossos computadores...

helio silva (21/10/2009 - 21:49)
A defesa do Ministro Hélio Costa não tem fundamento, haja vista que há meses os usuários de internet da Telefônica enfrentam um apagão do serviço prestado pela empresa privatizada. Uma lástima.

Fabio Passos (21/10/2009 - 21:19)
Este ministro da globo - hélio costa - é uma lástima.
Os lobistas inconsequentes da privataria estão tentando sabotar o futuro do Brasil.

É claro que precisamos de serviço público de banda larga.

É preciso uma empresa Estatal para garantir qualidade, preço baixo e acesso a todos os brasileiros.

O Brasil vai ficar prá trás se entregar algo tão importante e estratégico para as porcarias das cias privadas.

Na CBN tem um "jornalista" fajuto -- Lobista! -- que está todo santo dia criticando a iniciativa do governo de implementar o serviço público de banda larga.

É por dinheiro que estes trampas defendem a privataria.

É por propina que estes tipos defendem as cias privadas.

Vera Silva (21/10/2009 - 21:19)
A Oi comprou a BrasilTelecom e tudo piorou. Eu pago 256kbps e como brinde receberia 400kbps por 1 ano e meio.
Comecei a ter dificuldade com a velocidade e resolvi fazer medições. Resultado médio de 27/9 a 18/10 - 6 medições: download 210,8333kbps, upload 173,5kbps e ping 319ms. Pedi a uma amiga para medir a dela. Esta amiga paga 1,5mega - resultado de 1 medição: 500kbps. Isto é fraude contra o consumidor. O Ministro pensa que é o quê?
Com o que pago teria uma velocidade suficiente para o uso que faço da Internet. Com esta velocidade média, atualmente estou sempre travada, levando um dia inteiro para baixar as atualizações automáticas do Windows e enquanto faço download não consigo acessar sites mais pesados o que eu fazia sem problemas. A quem recorrer? Penso que a única solução e começarmos a medir nossas velocidades e mandar os dados para o Ministro, Quem sabe assim ele perceba o seu erro. Afinal o CDC diz que temos o direito de receber sobre aquilo que pagamos. Ou não?

Paulo (21/10/2009 - 20:55)
Toda pressão da sociedade é pouca para quebrar o monopólio dessas empresas de comunicação. Inclusive, na origem de cada uma delas existe denuncias graves de corrupção, crimes financeiros e sociais sem falar na ausência de investigação por parte da PF e leniencia do poder judiciário, isso tudo desde as privatizações a negociação Telecom-Oi.

São sanguessugas monopolistas e que não oferecem nada construtivo ao país.

David Rodrigues da Silva (21/10/2009 - 20:44)
O Hélio Costa agora a noite em Belo Horizonte,parece ter mudado de opinião,num encontro público na prefeitutura de Belo Horizonte na presença do Presidente LULA,na inauguração do programa que começou em 2005 CIDADE DIGITAL, ou BH DIGITAl,onde a Cidade de Belo Horizonte está coberta em seus espaços Públicos com 95% de cobertura Banda Larga de 1 Mega. de Belo Horizonte.

Lima (21/10/2009 - 20:33)
Net e Telefônica tem a coragem de chamar a taxa de R$ 29,00 (US$ 17.00) de popular. Se o governo cumprir, apesar do ministro Hélio Costa ter mais afinidade com as teles e TVs que com o povo (mas quem manda é o Lula), e lançar a R$ 9,90 (US$ 6.00) aí sim é popular. E para atender aos locais (NET e Speedy só vão até onde no mínimo a classe média habite) poderia ser com acesso pela rede elétrica.



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