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A escola do MST

Atualizado e Publicado em 22 de fevereiro de 2009 às 04:20

CPT manifesta indignação contra fechamento de escola

18/02/2009

Medida do MPE do Rio Grande do Sul de fechar escola itinerante em um acampamento do MST gerou reações dos dois lados. A Comissão Pastoral da Terra divulgou nota (abaixo) se posicionando contra a decisão. O promotor Gilberto Thums deu entrevista ao jornal Zero Hora, em que ataca a CPT.

Em entrevista para o jornal Zero Hora de quinta-feira (19/02) o promotor diz que:" Pode vir qualquer padreco falar o que quiser, mas não podemos permitir que se use dinheiro público para pagar professor que é indicado e finge dar aula. Querem dar um ensino à Fidel Castro, e isso não é possível."

O bispo dom Xavier Gilles, presidente nacional da CPT, diz que " Isso é um escândalo, um desrespeito com a cultura dos meninos e das meninas dos acampamentos, que agora ficarão sem estudar ou estudarão em condições difíceis". Confira abaixo a nota da organização.

Terrorismo cultural no Rio Grande do Sul: fechamento de escolas em Acampamentos

A Coordenação Nacional da CPT vem a público manifestar sua inconformidade e indignação contra a determinação do Ministério Público Estadual e do Governo do Rio Grande do Sul de fechamento da Escola Itinerante do MST, no acampamento Oziel Alves, município de Sarandi, que atendia 130 crianças. A medida nefasta, a primeira entre outras que se seguirão, é um verdadeiro terrorismo cultural, pois a alternativa que se oferece às crianças é ficarem sem aula ou passarem o dia todo fora de casa, parte nos transportes precários, parte em escolas urbanas estranhas à sua cultura.

Por trás desta decisão está a ofensiva do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, com o respaldo do Governo de Yeda Crusius, que querem colocar em execução a estratégia de dissolver o MST. Como fartamente foi noticiado em meados do ano passado. O Conselho Superior do Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Sul, por unanimidade, aprovou relatório que propunha “ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade (...)” e ainda “intervenção nas escolas do MST” para sua “readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST “ pois “as bases pedagógicas veiculadas nas escolas mantidas ou geridas pelo MST são nitidamente contrárias aos princípios contidos na Constituição Federal”.

Diante das reações que tamanhas barbaridades provocaram, o Conselho recuou. Nas atas de suas reuniões de 7 de abril e de 30 de junho de 2008 decidiram retificar a famigerada ata de dezembro de 2007 asseverando “que tudo não passou de um equívoco, tudo que constou na ata não foi aprovado”. Contradizendo, porém, estas afirmações, alguns promotores firmaram, em 28 de novembro de 2008, com o governo do Estado, sem conhecimento e participação dos pais, educandos e da escola-base, onde as crianças estão matriculadas, um Termo de Ajustamento de Conduta em que o Estado assume a obrigação de, na prática, acabar com as Escolas Itinerantes dos acampamentos do MST. A concretização disso se iniciou no dia 10 de fevereiro com o fechamento da escola do acampamento Oziel Alves.

O que são as escolas itinerantes

As Escolas Itinerantes são uma experiência pioneira do MST para garantir a educação escolar para as crianças e adolescentes dos seus acampamentos, amparada nos direitos sociais inscritos na Constituição Federal de 1988, e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e nas Diretrizes Operacionais para Escolas do Campo, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2002.

Em 1996, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a apoiar tal iniciativa e as aulas, ministradas nos acampamentos, passaram a ter o amparo legal garantindo aos educandos a continuidade dos estudos em qualquer lugar onde ocorressem. Os estudantes são matriculados numa escola-base, e participam das aulas em seu acampamento. A experiência gaúcha se espalhou por diversos estados do Brasil e foi premiada com o Prêmio Educação, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul.

Diante de tamanho despudor, hipocrisia e desfaçatez de integrantes do MPE e do governo do Estado nossa indignação não se contém e bem lhe podemos aplicar a indignação do próprio Jesus diante dos doutores da lei e dos fariseus: “Serpentes, raça de víboras” (Mt 23,33) vocês destilam seu veneno contra os indefesos, e se locupletam na mesa dos poderosos. Vocês que, por determinação constitucional, deveriam defender os direitos dos fracos prostituem-se e adulteram com aqueles que secularmente vivem da exploração dos pobres.


Goiânia, 18 de fevereiro de 2009.


Dom Xavier Gilles

Bispo de Viana, MA

Presidente da Comissão Pastoral da Terra

O ORIGINAL ESTÁ AQUI


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Fabio Passos (24/02/2009 - 20:02)
ué, voltou?
pensei que além de burraldo era covarde...

Dvorak (24/02/2009 - 18:49)
Continue lendo e aprendendo, caro Fabio Passos...

Fabio Passos (24/02/2009 - 15:59)
pfff... bancar o prof pasquale não te torna menos burraldo.

Dvorak (24/02/2009 - 13:50)
"(...)singular e plural tem a mesma grafia(...)"

Caro Jair,
além de faltar com a verdade você demonstra que nada sabe sobre a reforma ortográfica.A palavra "TEM" com acento continua sendo utilizada quando se refere ao plural, não houve alteração neste caso.

Uma aula grátis para você não escrever mais bobagem:

Todas as palavras terminadas em "oo(s)" e as formas verbais terminadas em "-eem" recebiam acento circunflexo:

vôo, vôos, enjôo, enjôos, abençôo, perdôo; crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.

Como fica?

Sem acento:

voo, voos, enjoo, enjoos, abençoo, perdoo; creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

Que não muda?

a) Eles têm e eles vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos TER e VIR);

b) Ele contém, detém, provém, intervém (terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);

c) Eles contêm, detêm, provêm, intervêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR).

Aprendeu ou preciso desenhar????

Jair Campos (23/02/2009 - 23:31)
PARA O Sr. ou SRa. Dvorack

Conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, singular e plural agora tem a mesma grafia. Ou seja TEM, usa-se no plural e no singular. Sem acento! Foneticamente soam diferentes. Ô Dvorack, estuda um pouco. Dá um descanso aqui no blog do Azenha, meu!

ivomar (23/02/2009 - 22:12)
Fidel eu sei quem é. Mas quem diabos eesse tal de Gilberto Tum-Tum.

Leo (23/02/2009 - 21:55)
A pergunta continua Dvorak, vc alguma vez alardeou contra empresas contratarem trabalhadores como PJ? Algme vez criticoue Vc entra em blogs pra criticar isso? Alguma evz se snetou ofendido com isso?

Então deixa de padrão duplo. Diga apenas que vc tem raiva do MST por ranço ideológico, por raiva dos pobres que se organizam.

Leo (23/02/2009 - 21:53)
Pois é Dvorak,

o mais impressionante é que o MST esteja burlando as leis, segundo vc, por não se tornar pessoa jurídica (como se tivesse obrigação a isso)e até hj a Justiça, infestada de gente de direita como vc, até o topo máximo que é o Gilmar Mendes, nunca tenha encontrado 'brecha' pra culpabilizá-lo de alguma forma por isso (já que até a Justiça do Trabalho pode fazer a empresa pagar encargos devidos mesmo que o trabalhador seja contratado como PJ). E olha que o GM tomou posso falando mal do MST e ele tem cara de pau pra bancar qualquer maluquice jurídica em favor da burguesia e dos coronéis.

Fabio Passos (23/02/2009 - 19:36)
Agora... mais covardão ainda é este promotor Gilberto Thums.

Cãozinho da quadrilha veja, rosnando contra o MST, escondido debaixo da saia de uma governadora mutreteira.

Mas será que na direita no Brasil só tem ladrão e fascista ordinário?

Bom... isto explica porque este é um dos países mais injustos do planeta.

Fabio Passos (23/02/2009 - 19:32)
Isto mesmo Dvorak... foge com o rabinho entre as pernas.


Dvorak (23/02/2009 - 18:21)
"Por acaso vc alguma vez alardeou sobre as empresas (todas praticamente) que "fogem" de contratar pessoas físicas e contratam trabalhadores como pessoas jurídicas para fugir dos encargos sociais? de dar férias, décimo etrceiro etc.?"

Exatamente, caro Leo, quem tem intenção de burlar à lei rgeralmente adota esta tática, entendeu ou preciso desenhar???

Leo (23/02/2009 - 17:02)
Dvorak,

Vc diz que o MST "foge" de ter personalidade jurídica. Quer dizer agora que somso obrigados a ter personalidade jurídica?

Por acaso vc alguma vez alardeou sobre as empresas (todas praticamente) que "fogem" de contratar pessoas físicas e contratam trabalhadores como pessoas jurídicas para fugir dos encargos sociais? de dar férias, décimo etrceiro etc.?

Padrão duplo esse seu, pra variar.

Fabio Passos (23/02/2009 - 15:28)
A "Comissão de Direitos Humanos e Minorias " da câmara já emitiu nota de repúdio ao "trabalho" do fascistinha Gilberto "cãozinho da veja" Thums...

Lá no excelente site do MST:
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6321

"
Em nome da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, vimos expressar nosso espanto e indignação em face da decisão injustificável do governo do Rio Grande do Sul, com base em acordo com o Ministério Público do Estado, de fechar escolas itinerantes do MST, subtraindo de imediato o direito à educação de cerca de 400 crianças.

Mais que uma decisão político/ideológica que visa a enfraquecer o MST pela via da criminalização, trata-se de clamorosa violação de direitos humanos. Violação do direito à educação, à organização política, à liberdade de expressão pelo ensino, dentre outros, previstos na Constituição, leis e tratados internacionais.

Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece que, além dos conteúdos universais mínimos, as escolas podem adaptar-se às distintas realidades dos alunos neste país tão grande e desigual...
"

O governo e o MP do RG é que são criminosos... estão contra a Constituição do Brasil!

É evidente que isto a quadrilha veja não divulga...

Fabio Passos (23/02/2009 - 15:10)
Então um covardão como este Gilberto Thums se presta a perseguir excluídos baseado em "reportagens" da quadrilha veja: CORRUPTOS!

O sujeitinho trabalha prá uma renca de fascista ladrão... e ainda quer usar o Estado prá defender estas oligarquias atrasadas.

Tenha vergonha nesta cara, já que o reinaldo azedo não tem.

Fabio Passos (23/02/2009 - 15:04)
"a gramática é o refúgio dos canalhas"
Paulo Francis

Onde é que o burraldo foi procurar refúgio?

Por que será?

Então além de burro é...

Dvorak (23/02/2009 - 14:18)
"hipocrisia e alienação tem (Sic) limites... só a burrice do dvorak é que não alcança limite algum."

Aprenda primeiro a escrever em Português, meu caro, Fábio Passos...Sua burrice não tem limites...

Tem- singular
Têm - plural

Fabio Passos (23/02/2009 - 13:42)

O que incomoda os fascistas no Brasil, como este covardão do Gilberto Thums em sua luta contra a Escola, é Paulo Freire.

A "elite" pilantra e segregacionista teme que os excluídos aprendam e se libertem.

Sabem o que move a iniciativa canalha deste Gilberto Thums?

"reportagens" da quadrilha veja!

A mídia corrupta é a "musa inspiradora" desta gangue que persegue os excluídos.

Fabio Passos (23/02/2009 - 13:31)
O MST ocupa terras prá fazer cumprir a Constituição.

É prá cumprir a lei.

Os ricos usam o Estado de forma criminosa.

Usam as forças de repressão do Estado para impedir que a Constituição seja cumprida.

E os ricos criminosos, usam lacaios covardes, como este fascista Gilberto Thums, prá fazer seu serviço sujo.

Fabio Passos (23/02/2009 - 13:27)
hipocrisia e alienação tem limites... só a burrice do dvorak é que não alcança limite algum.


José REis (23/02/2009 - 13:03)
SEM-TERRA DE JOSÉ RAINHA INVADEM 20 FAZENDAS NO PONTAL

As invasões ocorrem à revelia da direção nacional do MST que apoiou, no sábado, 2 áreas


José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo

SOROCABA, SP - Grupos de sem-terra ligados a José Rainha Júnior, líder dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram 20 fazendas no Pontal do Paranapanema e região da Alta Paulista entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, 23.
O chamado "Carnaval Vermelho" mobilizou cerca de 2 mil militantes. Além de dissidentes do MST, participaram integrantes do Mast, Uniterra, MTST e de sindicatos ligados à CUT. Rainha disse terem sido ocupadas fazendas tidas como improdutivas, em processo de desapropriação pelo Incra, e aquelas consideradas terras públicas, reivindicadas pelo Estado para a reforma agrária.
As invasões ocorreram nos municípios de Euclides da Cunha Paulista, Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Flora Rica, Presidente Epitácio, Piquerobi, Dracena, Regente Feijó, Martinópolis, Rancharia, Caiuá e Emilianópolis.
Essas invasões ocorrem à revelia da direção nacional do MST que apoiou, no sábado, a invasão de outras duas fazendas na região. Rainha disse que a jornada é um protesto pelo descaso do governo Serra com a reforma agrária no Pontal.
Seu grupo foi beneficiado com repasses de mais de R$ 7 milhões pelo governo federal nos últimos anos. Nesta manhã, a PM fazia um levantamento das áreas invadidas.


Dvorak (23/02/2009 - 13:02)
"(...)O MST não invade terras, apenas as ocupa(...)"...

Como eu disse anteriormente, meu caro Sebastião,hipocrisia e alienação, têm limites!!!

Fabio Passos (23/02/2009 - 11:59)
Gilberto Thums é promotor.

Promotor do atraso.
Promotor da segregação social.
Promotor do fascismo tropical.

Um sujeitinho covarde... trabalha debaixo da saia de uma govenadora mau-caráter, envolvida em toda a sorte de falcatruas.

A "elite" corrupta utiliza o Estado para perseguir os excluídos... e negar um direito constitucional.

Uma governadora e o MP trabalham para impedir que a constituição seja cumprida.

Estes picaretas é que são criminosos.

Fabio Passos (23/02/2009 - 11:35)
Bruno Nóbrega,

Você e os fascistas... não muda nada. Nem a cor. Nem o cheiro.

Qual será a próxima deste Gilberto Thums?
Mandar queimar os livros de que não gosta?

Gilberto Thums é um lacaio da ELITE CORRUPTA... usando o Estado como polícia do pensamento.

Fascista imundo.

Alex (23/02/2009 - 06:57)
Diante de tudo que li fica a pergunta.
A culpa de tal disparate não é da maioria de gaúchos que colocou o PSDB no governo?
Assim como a culpa de termos o Serra não é da maioria dos paulistas?

Sebastião Rodrigues (23/02/2009 - 00:06)
Dvorack é assim um peixe fora d'água. Escritim. O MST não invade terras, apenas as ocupa. Vai procurar tua turma direitista e a favor do latifúndio improdutivo, cara!

Bruno Nóbrega de Andrade (23/02/2009 - 00:03)
Vocês pararam pra pensar que por algum momento talvez tenha existido uma investigação sobre a educação que se estava provendo lá aos alunos? É aceitável que o dinheiro de nossos impostos vá para uma "lavagem cerebral" à Fidel, Dirceu, Genuino e essa cambada de terrorista-comunista? Ora, Dirceu pegava em arma, Genuino com seus companheiros esquartejou o João Pereira de 17 anos... Por favor, tenham equilíbrio. Vamos pensar em renovação, esqueçam a direita retrógrada e a esquerda radical... comunista e fascista, em matéria de democracia, é a mesma coisa, só muda a cor!

Stefano (22/02/2009 - 22:13)
Por favor, voltem a fita e expliquem: quem são os criminosos? O que é crime? Desreipeitar a lei é crime "e ponto"? Assim sem racionalizar sobre a gênese das nossas leis, formadas, em sua maioria, diretamente ou indiretamente (através de patrocínio) por ruralistas latifundiários? Ignorar a gênese da posse das terras, que originalmente eram dos ÍNDIOS e não do homem branco "usurpador". Esquecer a história de "pilhagens" dos amigos do rei, contra os pequenos proprietários de terra, durante o império. Como disse Bartolomeu de las Casas ao presenciar o massacre de indígenas sulamericanos: "Com que derecho?".

Ernesto (22/02/2009 - 21:28)
Pois é, enquanto que na America Latina o analfabetismo vai sendo eradicado - Cuba, Venezuela e Bolivia já o fizeram e agora é a vez do Paraguai e Nicaragua fazerem o mesmo - através do metodo " a la Fidel" no RS o MP manda fechar escolas.

Pedro Brasileiro (22/02/2009 - 21:03)
A melhor visão sobre a soberania (da elite) brasileira

Após ver várias colônias terem suas independências proclamadas, a elite imperial colonial brasileira se antecipou a uma (pouco provável) rebelião e proclamou a "independência" da colônia sul-americana e se auto-proclamou como governante do Império. Desta forma as mesmas pessoas continuariam no poder, e assim se manteria o status quo. E assim permaneceu por 67 anos, até que a nova elite econômica passou a ter aspirações de poder culminando com a proclamação da República. Novamente não houve nenhum desejo popular, mas somente das elites dominantes. Em 508 anos de história, seja como colônia, império ou república, a passividade e a subserviência do povo brasileiro às elites governantes tem sido a tônica.
Quanto à abolição da escravidão, mais um golpe de mestre: ficaram mantidas as divisões de classe e do trabalho, e os ex-escravos passaram a ser controlados por outros tipos de feitores, contratados agora pelo Estado, a um custo menor para os industriais e fazendeiros. Mas o esquema de tortura que prevalecia no período escravagista persiste até os dias atuais nos porões das delegacias de polícia e através de convenientes grupos de extermínio. O único direito dos ex-escravos é poder ir e vir, desde que não cruzem os caminhos dos eternos senhores.

Marcelo Sperling (22/02/2009 - 20:16)
Esse Gilberto thums além de fascista é um desbocado, que usa uma instituicao pública pra defender interesses de classe.

Dvorak (22/02/2009 - 19:30)
Caro Carlos Canuto,

Enquanto o MST foge da "personalidade jurídica" evitando com isso que seu patrimônio seja atingido por ações judiciais cíveis que busquem reparação por danos causados em decorrência de suas invasões, você foge da verdade atacando sem conhecimento de causa.Prefiro a burrice à defesa ou conivência com o crime...

Fabio Passos (22/02/2009 - 19:28)
Este Gilberto Thums é uma vergonha para o MP.

Fascista descarado.
Pau-mandado dos ricos... usando o Estado para perseguir os excluídos.

Covardão.

Silvio (22/02/2009 - 18:38)
Nas escolas itinerantes, se ensina o mesmo que em outras escolas, não existe adotrinamento ideológico. A ideologia a aprende com a falta de terra para trabalhar seus pais, quando um familiar seu trabalha para um fazendeiro, vê a exploração, aprende com a miséria e a necessidade. E mandar a escola no campo, não e muito fácil o ônibus não passa na porta, e sem meios de transporte, para poder vencer kilómetros e mais kilómetros não e para qualquer, não! E por estas razoes e outras que o analfabetismo ainda e muito grande em Brasil. Ainda, para agravar a situação, um vergonhoso governo, que fecha escolas!

Leo (22/02/2009 - 18:31)
José Policarpo,

Existe uma grande diferença em o Estado dar dinheiro público para uma empresa privada de ensino (as escolas particulares), que visa lucro, e repassar verba para iniciativas sociais sem fim lucratico, como é o caso dessas escolas do MST.
O Estado repassa verba para ONGs desenvolverem projetos sociais, é nesse sentido que deve ser visto do ponto de vista legal o repasse de verba pública ao ensino e alfabetização das crianças sem-terra.

O fato é que essa classe dominante, esses neocons, preferem obviamente povo analfabeto e alienado a pessoas com formação crítica, alfabetizados e conscientes. Esse é o motivo da ação do PSDB e do MP-RS contra as escolas do MST. Nada mais.

Carlos Canuto (22/02/2009 - 18:01)
Dvorack, só para lustrar a tua burrice. Nenhum movimento social é obrigado a se institucionalizar juridicamente. Pelo menos no Brasil, NÃO! De modo que o que emtuas entrelinhas acusas como crime ou antiético, não é nada disso. Institucionalização dos movimentos sociais é uma decisão política que cabe somente aos seus integrantes.

José Policarpo Jr. (22/02/2009 - 14:24)
O MST, assim como qualquer movimento social ou iniciativa específica da sociedade brasileira, tem o direito de ter e manter a escola que desejar, MAS NÃO COM DINHEIRO PÚBLICO. O próprio MST e outras entidades de esquerda são amplamente contrários que escolas particulares recebam dinheiro público - por que, então, querem ter acesso a algo a que não têm direito? O Estado brasileiro não é patrimônio de segmentos sociais. Se o MST quer instituir e manter escolas, que as financie com suas próprias verbas, ou encaminhe as crianças de seus militantes às escolas públicas. É bem simples. "Boas ações" particulares (sejam militantes ou não) com dinheiro público são indefensáveis. Se o MST ainda não entende isso, é porque está ainda muito longe de saber o que são os princípios democráticos e republicanos.

aldoluiz (22/02/2009 - 14:03)
Terrorismo cultural no Rio Grande do Sul: fechamento de escolas em Acampamentos. É incrível e assustador reconhecer a admiração e subserviente cegueira ao nefasto regime terrorista, escravagista e torturador da NWO por certos "brasileiros vende pátria miseráveis de caráter e espírito". Ou por estupidez ignorância, o que não acredito, ou má fé mesmo, professam adesão ignóbil a uma causa alienígena que oprime real e midiaticamente há mais de 500 anos a América Latina e o mundo.
A Paz do EU para todas as crianças, agora, para sempre e eternamente! Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!

Silvio (22/02/2009 - 12:54)
Azenha:
O povo da pampa, território, que se estende desde R.G. do S. ate a Província de Pampa, na Argentina, são criadores de gado. Pelo tanto não e um povo como os povos que se dedicam à agricultura. Estes não gostam de trabalhar muito, gostam todos eles de saborear um chimarrão, e que es o chimarrão si não tempo nas mãos. Como salvo honrosas exceções, utilizam a criação intensiva, (em esta se tem que trabalhar) geralmente e extensiva. Para isto grandes extensões de terra, que realmente produz muito pouco. Eles colocam um toro e uma vaca e repetem aquelas palavras bíblicas Crescei e Multipliquem, em quanto isso eu tomo um chimarrão. Esse movimento MST es muito molesto, já que eles vivem com medo de perder algum pedaço de terra, que herdarão do Comendador Correa e a que pegarão dos índios charruas. Por esta razão também se armam, como ocorreu, faz um tempo na região de São Jorge! E doloroso pensar, que se tenham esquecido do Governador Brizola, que lês construiu 6500 escolas e foi o primeiro governante a fazer assentamento neste pais, inclusive doando terras de sua propriedade para fazer-o. Se acaba com as escolas para manter ao povo pobre analfabeto e assim poder levar-o pelo foicinho. Parece que o povo gaúcho gosta de governos fascistas! E corruptos!

Dvorak (22/02/2009 - 12:46)
Por que será que o MST até hoje resiste em adotar personalidade jurídica própria???

Jairo Beraldo (22/02/2009 - 10:48)
"o promotor diz que:" Pode vir qualquer padreco falar o que quiser, mas não podemos permitir que se use dinheiro público para pagar professor que é indicado e finge dar aula. Querem dar um ensino à Fidel Castro, e isso não é possível."
1)Tenho ojeriza por padres e freiras,motivadas por um parentesco com ambos...mas não me permite o direito de atacá-los da forma acima pelo "promoter",e nem seu segmento(e não sou católico);
2)O referido promotor,está fugindo da razão ao querer condenar...sua função é oferecer denúncia,e sem cunho partidário;
3)Está em sua "condenação" que não é seu atributo,tirando o direito de acesso a educação de crianças,ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente,que este sim,é sua obrigação de se fazer cumprir;
4)Dinheiro público,é para ser usado para dar educação,saúde,segurança,etc ao cidadão,e não para somente pagar salário à corja que se instalou nas instituições,pois então,é de direito que estas crianças tenham acesso a educação com MEU dinheiro;
5)Não questiono a religião do promotor,pois estamos em país ao qual somos livres para escolher de que religião,seita,quadrilha queremos ser...questiono a aplicação da lei,que é a única obrigação do mesmo,e que é pago com MEU dinheiro;
6)Coincidentemente,governos do PSDB,tem sempre ligados a si este tipo de agentes do judiciário,que esbofeteam à constituição,desacatam juízes,nos veem como idiotas...qualquer semelhança com o Supremo Presidente do Supremo,é mera coincidencia...parido pelo PSDB de FHC/Serra.

Jorge Mota (22/02/2009 - 09:44)

Continuação
Por que Yeda acabou com a Escola Itinerante?
Frei Pilato Pereira

Se andássemos pelos assentamentos perguntando quem aprendeu a ler e a escrever na Escola Itinerante do MST, com certeza encontraríamos milhares de jovens e adultos confirmando com orgulho que foram alfabetizadas numa escola coberta de lona.
A governadora e o Ministério Público deveriam agradecer ao Movimento Sem Terra por tantos milhares de pessoas alfabetizadas na Escola Itinerante. Pessoas que não apenas aprenderam a ler e a escrever, mas descobriram que poderiam reescrever suas histórias e redesenhar a sociedade. São pessoas que aprenderam a ler muito mais que o alfabeto, e sabem compreender a realidade e o que dela deve ser transformado. Os estudantes da Escola Itinerante tiveram aulas de cidadania e não receberam apenas um certificado escolar, mas reconquistaram o título de cidadão consciente, livre e transformador.
É lamentável que o poder público, por pura truculência e perseguição ideológica, tenha acabado com a Escola Itinerante. E o que é pior, isto aconteceu como parte das ações da melancólica ideia de banir o Movimento dos Sem Terra, defendida por um grupo radicalmente ideológico de promotores e procuradores de Justiça do Estado e o governo da Yeda Crusius, do PSDB. Impressionante como que um governo tão manchado pela falta de ética e moralmente destruído, se atreve a tomar uma atitude profundamente impopular como esta de acabar com a Escola Itinerante.

Jorge Mota (22/02/2009 - 09:44)
Continuação
Por que Yeda acabou com a Escola Itinerante?
Frei Pilato Pereira

Então, fica o questionamento. Por que um governo que não se aguenta a si próprio no lamaçal da corrupção, ainda segue com ações antidemocráticas e com um caráter declaradamente ideológico? Entendemos que este governo não veio para edificar, mas para destruir o que já foi feito como conquista popular.
Ao acabar com a Escola Itinerante, Yeda mostra para que veio. Ela proibiu a educação nos acampamentos do MST porque a "missão" do seu governo é ser uma tranqueira para os movimentos sociais e populares e para o progresso humano e social. Querem enfraquecer a organização do povo, criminalizar as instituições que garantem a vigência da Democracia em nosso Estado. Fechar a Escola Itinerante, vergonhosamente, faz parte da estratégia antidemocrática de criminalizar e até banir o MST no Rio Grande do Sul. Uma atitude dessas, após mais de duas décadas do fim da ditadura militar, nos indica que o governo Yeda e esta parcela do Ministério Público que está com ela, ainda estão com a cabeça, a alma e o coração empedrados com as ideologias da tirania militar que governou o Brasil a partir de 1964 até a poucos anos.

Frei Pilato Pereira é frade capuchinho
Publicado no Correio do Brasil

Vladimir Barreto (22/02/2009 - 09:09)
Dom GIlles é de outro naipe dentro da Igreja Católica.

Sergio (22/02/2009 - 08:48)
Rio Grande do Sul, estado de tradição, de grandes lutas mas de uma elite retrógrada e cagona. São precavidos e levam à sério o velho ditado: "Quem tem c... tem medo" Já pensaram a capacidade de luta e de crítica dessas crianças das escolas do MST dentro de alguns anos?

Roberto Locatelli (22/02/2009 - 07:34)
Com certeza a escola do MST deve dar uma educação crítica, estimulando questionamentos. Isso é coisa de comunista!
Aliás, quais são mesmo os países da América Latina e Caribe que zeraram o analfbetismo? Cuba, Venezuela e Bolívia. Fato comprovado por auditorias internacionais.
Conclusão: povo que sabe ler é povo perigoso. Só sendo comunista pra gostar.



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