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82 dias de medo em Paraisópolis

Atualizado em 31 de maio de 2009 às 21:26 | Publicado em 31 de maio de 2009 às 21:26

82 dias de medo em Paraisópolis

Moradores denunciam violência da PM l Barracos foram invadidos sem mandados judiciais l Trabalhadores, crianças e idosos relatam sessões de tortura l Comando da PM nega abusos e agressões na favela

Bruno Paes Manso, no Estadão


Os números oficiais da Operação Saturação da Polícia Militar em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, são chocantes. De acordo com a Prefeitura, moram 60 mil pessoas no bairro. Durante pouco menos de três meses de operação, entre 4 de fevereiro e 26 de abril, 400 policiais em 100 viaturas e um helicóptero, com 20 cavalos e 4 cachorros, aplicaram 51.994 revistas a moradores do bairro.

A operação teve início depois dos tumultos provocados por algumas dezenas de moradores, em 2 de fevereiro, que deixaram três PMs baleados. Entre os agitadores havia integrantes do tráfico de drogas local. Como resposta, nos dias que se seguiram ao quebra-quebra, parte da tropa deixou rastros de abusos e violência. "Durante a ocupação, tentativas de desestabilização das forças de segurança foram levadas a efeito por parte de pessoas que se sentiam incomodadas com a presença da polícia", defende o capitão Emerson Massera, da Seção de Comunicação Social da PM. Segundo ele, não há provas de abusos e agressões.

Na semana passada, o Estado esteve em Paraisópolis. Ouviu dezenas de histórias chocantes, em diferentes pontos do bairro. Testemunhos semelhantes já foram ouvidos por entidades como Associação dos Juízes pela Democracia, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e Associação Paulista dos Defensores Públicos.

De acordo com a polícia, no balanço da operação constaram 93 flagrantes, captura de 61 procurados, 31 armas e 9,9 kg de cocaína apreendidos. Mas o saldo final vai além: sobrou raiva, humilhação, revolta, indignação que ninguém ainda é capaz de dizer o que isso de fato pode significar para a cidade. Seguem os testemunhos de moradores colhidos pelo Estado:

EM DEFESA DOS FILHOS

Auxiliar administrativa em uma empresa de telefonia, Gisele Cristina dos Santos, de 28 anos, teve o barraco invadido seis vezes pela polícia. Em nenhuma delas havia autorização judicial. Na primeira, um domingo de manhã, ela, marido e seis filhos, crianças de 1 a 12 anos, estavam em casa. O marido esticava um novo varal e chamou a atenção dos policiais por causa de uma tatuagem. Perguntaram se ele tinha "passagem". Ele informou que estava sob condicional, mas não devia na Justiça. Os policiais chutaram o portão e invadiram o quintal perguntando por drogas. Em seguida, entraram na casa e rasgaram o sofá. O pai apanhou na frente dos filhos. Em outras duas vezes, policiais entraram quando só havia crianças em casa. Falaram para a mais velha que o pai havia pedido a eles que buscassem o revólver. "Onde está a arma?", perguntavam os policiais. "Meu pai não rouba", a criança respondeu. A casa também foi invadida quando não havia ninguém. Dois baldes de água com latas de leite que ela recebeu do programa da Prefeitura, misturadas com detergente e pó de café, foram espalhados pelo chão e paredes. Gisele teve seu MP5 furtado. Depois das seguidas sessões de abuso, ela fundou o movimento "Paraisópolis Exige Respeito!", com um blog na internet. Perguntada se o nome dela podia aparecer no jornal, Gisele foi categórica: "Coloque em negrito, com letras maiúsculas."

CHAMADA ORAL DA BÍBLIA

Nos cálculos da aposentada Maria Alves da Rocha, de 59 anos, policiais invadiram a casa onde ela mora com a neta de 17 anos e dois filhos por cerca de 15 vezes. Nunca apresentaram mandado. Na primeira invasão, eles entraram com um pontapé na porta. Os vizinhos avisaram ao filho, que é pedreiro e trabalhava na vizinhança, que chegou em instantes e sugeriu para a mãe que deixasse a polícia trabalhar. "Quem não deve não teme", disse. A polícia depois não se cansou de voltar. Bagunçavam o guarda-roupa, xingavam e humilhavam os que estavam em casa. Dona Maria contou aos policiais que era evangélica. Um deles solicitou uma Bíblia para perguntar o que estava escrito em dado versículo do Evangelho de João. "Sou analfabeta, mas entendo a palavra dos pastores e consegui responder", diz Maria. O pé de capim-santo que ela cultivava no quintal para fazer chá foi arrancado pelos policiais, para checarem se não era droga.

É PROIBIDO CHORAR

Quando viu o movimento de policiais na viela em que mora, Antonio, de 13 anos, entrou em casa correndo. Os policiais o seguiram. Na porta do barraco, um anúncio escrito a giz pela mãe oferece: "Fais chapinha." Dentro de casa, Antonio teve a arma apontada para cabeça. "Por que estava correndo? Onde é a boca?", perguntava um deles, enquanto o estapeava. Outro policial revistava a casa. Antônio, que aparenta 10 anos, estava sozinho com o irmão, de 9. Os dois choravam muito. "Cala a boca vacilão. Vamos levar você para um quartinho escuro na Febem", ameaçava o policial. Com os braços cruzados, esfregando os ombros, Antonio explica que ficou ainda mais assustado porque há alguns anos teve um tio assassinado por policiais. Os vizinhos, do lado de fora, viam tudo sem poder intervir porque temiam apanhar.

ESPINGARDA DE BRINQUEDO

Agnaldo Jesus Viana teve o sobrado em que mora, em cima do bar de sua propriedade, invadido quatro vezes. Os policiais cismaram com o jogo eletrônico que ficava na frente do estabelecimento e tinha uma espingarda a laser como acessório. Perguntaram para ele onde estavam as armas e quem fazia o tráfico na favela. Ele respondeu que "não mexia com isso". A arma do videogame foi quebrada pelos policiais. A mulher de Agnaldo, nervosa, para tentar intimidar, disse que as câmeras que ficam dentro do bar estavam gravando os abusos. Eles obrigaram o casal a retirar o material do vídeo e entregar a eles. As visitas se repetiram. Agnaldo conta que a câmera digital e o notebook do vizinho foram roubados.

QUEM APANHA É A MÃE

Solange conta que estava bêbada no dia em que apanhou da polícia. Foi reprimida depois de chegar chorando e pedindo para não baterem no filho, que estava sendo revistado. Eles se irritaram com a cena e pediram a ela que os levasse em casa para ver se não havia drogas. O filho foi junto, sob tapas e socos. Na confusão, ela acabou levando uma cabeçada do filho agredido pelos policiais. Ficou com o olho roxo. "Hoje eu só sinto ódio", diz o filho de Solange.

COMPENSADO DE MADEIRA

O ajudante geral Luiz Claudio Carlos, de 23 anos, estava na viela perto de casa sem documentos quando foi abordado por três policiais. Sem poder provar quem era, foi esculachado. Os policiais pegaram um compensado de madeira, jogaram em cima dele e começaram a pular em cima. Perguntavam sobre drogas e davam tapas no seu rosto. A alguns metros de distância, um menino jogava bolinhas de gude. Uma delas desceu em direção ao local onde ocorria a sessão de tortura. O policial perguntou o que menino queria e começou a estapeá-lo. O garoto apanhou sem dizer nada. Quando foi liberado, disse ao policial: "Muito obrigado." O soldado ficou irritado e voltou a agredir o menino.

RODÍZIO PARA BATER

Sílvio de Moraes Pereira, de 21 anos, quer ser tatuador. Tem piercings, sobrancelhas cortadas e tatuagens. Fez estágio na Galeria do Rock. Andava pela viela às 8 horas da manhã quando foi abordado e obrigado a tirar a roupa e ficar de cueca. Sentou em cima da mão e o acusaram de trabalhar no tráfico. Ele negou a ligação. Os seis homens perguntaram se ele teria coragem de levá-los à sua casa. Pereira topou. Jogaram o jovem em cima da cama e ele apanhou em rodízio: um dava socos na cara, outros nos rins e todos chutaram ao mesmo tempo com coturnos de bico de ferro, quando ele caiu no chão. Com medo de novas represálias, acabou se mudando.

CABEÇA DE MENINO

José Maria Lacerda, de 54 anos, coordenador da União de Defesa dos Moradores, revoltou-se com a prisão de William, que é deficiente mental. "Tem corpo de homem, mas cabeça de menino", explica . Em um sábado de março, policiais viram a porta da casa do jovem aberta e a invadiram, enquanto William dormia. Ele apanhou, tomou um soco na boca e foi levado como traficante e até hoje se encontra preso no CDP de Osasco. Lacerda decidiu brigar em defesa do rapaz, que trabalhava como ajudante de carretos. Pediu ao amigo e advogado Gilberto Tejo Figueiredo, que atua na associação em processos imobiliários de usucapião, para defender William. "As testemunhas sempre são apenas os policiais que efetuam a prisão. Nunca levam os moradores que presenciaram a cena. É uma covardia", diz Figueiredo. Mineiro, há tempos na luta por moradias, Lacerda é daqueles que preferem evitar conversas sobre crime, como se não fosse assunto de pessoa correta. Mas observa que os moradores de Paraisópolis estão sendo estigmatizados e ganharam na cidade a pecha de ladrões. "Para conseguir emprego precisamos evitar dizer o nome do bairro em que moramos", diz.

OUTROS OLHOS PARA O MUNDO

Extrovertida, vaidosa, unhas pintadas de vermelho, a cabeleireira Aurenice Soares dos Santos sempre gostou de policiais. Na última eleição, fez campanha para Gilberto Kassab. "O Kassab é um homem lindo!", diz. Passou a enxergar o mundo com outros olhos em uma manhã de março. Na viela onde mora, quatro casas foram invadidas. O marido estava no andar de cima do sobrado, com a máquina de lavar ligada. Um grupo de 11 policiais chegou ordenando que ela abrisse a casa. Nervosa, disse que não conseguia encontrar a chave. Os policiais quebraram a janelinha da porta, colocaram a cabeça para dentro e tentaram forçar a entrada. Aurenice aguardou calada. Os policiais desistiram quando parte do grupo começou a entrar na casa de baixo. No vizinho, a polícia abriu a janela com um soco, assustando as duas irmãs de 16 e 17 anos que estavam de pijama e acordaram com o barulho. Ela ouviu o choro do outro irmão, de 3 anos, com deficiência nas pernas. Viu o filho da vizinha ser humilhado e obrigado a se sentar em cima de uma poça d?água. Enquanto a operação durou, Aurenice evitou sair de casa. Permanece em depressão e toma diazepam, clonazepan, Tofranil e Diurex.

IZAQUE CIRIACO MARTINS

Izaque Ciriaco Martins, de 26 anos, trabalha como copeiro em uma churrascaria do Morumbi e chega todo dia em casa após a 1 hora da manhã. Cansou de ser revistado nas operações da polícia. Foram pelo menos cinco vezes em que era tratado como bandido por viver em Paraisópolis. Em certas madrugadas, teve de dar longas caminhadas a pé para chegar em casa porque o caminho mais curto estava bloqueado pela polícia.

A POSIÇÃO DA POLÍCIA

O capitão Emerson Massera, da Seção de Comunicação Social da PM diz: "A presença de criminosos na comunidade exigiu uma pronta ação, que culminou na estratégia de ocupação, objetivando criar um clima de segurança às pessoas de bem. E foi o que efetivamente ocorreu! Duas denúncias chegaram a ser feitas formalmente." E completa: "Restou provado que não houve abuso ou agressão."


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
tuéburro! (02/06/2009 - 16:31)

tuéburro heim wiliame!

Willian (02/06/2009 - 15:14)
Se fosse um governo do PT seria diferente em que? Respondo: não seria notícia no Vi o Mundo. Só.

Fabio Passos (01/06/2009 - 22:41)
"
ASSASSINOS SOCIAIS!
É... os poderosos são "demais".

É triste mais eu vi
O clamor materno
Rogando logo o céu o inferno
Ao seu filho subnutrido
Que aos dezoito não pesava mais que vinte e poucos quilos
Mas de nada adiantava isso
Do outro lado do mundo seu futuro era decidido
Num café matinal entre políticos malditos
Parasitas cínicos...

ASSASSINOS SOCIAIS!
É... os poderosos são "demais".
"

Assassinos sociais GOG Isaias Jr (Provérbio X)
http://www.youtube.com/watch?v=DM8gy3BmLBw

Fabio Passos (01/06/2009 - 21:35)
Escutem...

Escutem...

A verdade não está na mídia-corrupta.

A verdade está nas ruas...

"GOG - Fogo no Pavio"
http://www.youtube.com/watch?v=pjrCzCpcpII

Simplesmente sensacional...

"
Querem fazer do Brasil e da América Latina uma latrina!
Segue assim a diária chacina!
Espancamentos, processos lentos sem punição, um seriado sem fim, uma ficção.

Capitalismo puro é isso!
O feto dejeto no lixo!

Negociação com o patrão por um salário fixo... Fio condutor, o torturador da gravata, que no dia da eleição te transporta de graça! Embalsamados pelo manto da desordem! Se dizem líderes de uma geração! Até no travesseiro recebem ordens chega! Basta! Não! Surge o embrião! O trem da vida prepara a partida está bem vazio, a burguesia que valoriza a carne perderá o espírito! Xadrez! De vez! Para esses canalhas! Ou que ardam nas fornalhas, pagando por suas falhas!

Revolucionários do Brasil!
Fogo no pavio!
Fogo no pavio!
Fogo no pavio!
"

Fabio Passos (01/06/2009 - 21:00)
É o Estado servindo de intrumento dos ricos para descer o porrete na cabeça do pobre.

A maldita "elite" afrikaaner quer expulsar os pobres prá "higienizar" a área.

Tem de rolar uma Intifada prá cima desta ricaiada avarenta do olho azul.

Fernando (01/06/2009 - 20:22)
Qual polícia militar não é fascista no Brasil?

Entreviste Carlos Latuff sobre a PM do senhor Sérgio Cabral...

Tenório (01/06/2009 - 17:48)
"Haiti" - Caetano e Gil

Tenório (01/06/2009 - 17:47)
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui



Stella (01/06/2009 - 16:17)
É triste e vergonhoso!

francisco.latorre (01/06/2009 - 15:28)

nuremberg neles.

cadê o ministério público?...


Bento de Abreu (01/06/2009 - 14:10)
Me lembra o período pós ataques do PCC. Que a polícia matou, torturou e agrediu diversas pessoas na periferia da cidade.
Esse sim é o "Estado Policial" que o Gilmau tanto reclama, só que não atinge a elite, não atinge ninguém, essas pessoas são "invisíveis".

Leo (01/06/2009 - 13:23)
"Com medo de novas represálias, acabou se mudando."

Gaza é aqui. Mesma estratégia de conquista de território.

Paraísópolis está numa área supervalorizada. Isso é política deliberada de expulsão das pesosas pelo terror.
Essa é São Paulo do PSDB. Essa é a tal 'democracia'. E cadê as tais secretarias de Direitos Humanos?

Só o povo organizado consegue resistir.

Leo (01/06/2009 - 13:20)
Gaza é aqui.

É, esse é o Estado policial que o GM não quer ver.


francisco.latorre (01/06/2009 - 13:14)

a violência da polícia paulista não é novidade.

a intimidação fascista da população descontente é o breu.

serra nazista.


Sergio (01/06/2009 - 12:17)
Só quem não vive sob a tirania demo-tucana a quase 16 anos, não sabe o que viver sob a tirania destes que se julgam o máximo-do-supra-sumo. Eles governam para elite branca e com consentimento destas, pois a midia escrita e televisa é toda vendida. Aqui em S.Paulo eles não tem problema de caixa pois o governo demo-tucano criou o BOLSA-MIDIA e gasta bilhões em propaganda e marketing na televisão, compra milhares de assinaturas de publicações duvidosas, tais como veja, epóca, FSP (Frias São P......), revista recreio ... e para tal beneficio estes só tem que não divulgar notícias desfavoráveis a eles. Compram livros didáticos fuleiros dos clientes do lobista Paulo Renato (que por coincidência é o atual secretário de educação)...

Marco Antônio Leite - São Caetano do Sul-SP (01/06/2009 - 11:52)
No Brasil a POLÍCIA foi criada somente para bater, prender e matar o cidadão pobre. Para essa POLÍCIA ser pobre é sinônimo de pobreza e miséria, por isso os abusos registrados na comunidade PARAISÓPOLES não são de deixar ninguém abismado por essa conduta violenta da polícia do Serra, vulgo Zé Pedágio. É corriqueiro saber que a POLÍCIA invade bairros periféricos para prender e surrar muitos moradores que ali moram por imposição do sistema capitalismo, o qual não da condição econômica para que a família more numa casa e em local mais adequado. O sistema é contraditório, quem paga impostos são os trabalhadores, portanto é quem paga esses polícias com o dinheiro da maioria, este fato por si só teria que ter uma POLÍCIA que desse segurança para a população pobre do Estado. A POLÍCIA do Zé Pedágio quando ocorre um crime que vitima um burguês, ela trata de colocar todo o efetivo nas ruas para identificar e prender o criminoso. Porém, quando isso ocorre numa comunidade pobre, o crime cai no esquecimento, isso prova que a POLÍCIA foi criada para defender os interesses dos ricos, os quais na sua maioria são sonegadores de impostos. Para que POLÍCIA, quem precisa de POLÍCIA, será o pobre ou será o RICO!

José Carlos Lima (01/06/2009 - 10:33)
Os tucanos usam como tática instalar várias CPI, sem nenhum motivo concreto para tal. Isto para que se chegue a um ponto que, diante de tantas CPI o governo não tenha mais ninguém para indicar para presidencia ou relatoria. Assim Heráclito Fortes cassou o mandato de Inácio Arruda na CPI das ONGs porque este foi indicado para a CPI da Petrobrás. Enquanto os caóticos governos Serra e Yeda Crucius não aceitam qualquer CPI em seus quintais.

Luis Armidoro (01/06/2009 - 10:32)
Será que Gilmar Dantas dará trocentas entrevistas na semana condenando o abuso? Ou apenas Daniel Mendes não pode ser abusado? Cada vez mais São Paulo vira uma caricatura da Alemanha nazista, com o fuhrer Serra controlando tudo. Um dia este estado (que foi o mais desenvolvido e dinâmico do País) vai se libertar da tucanalha

Gaúcho (01/06/2009 - 09:52)
Enquanto isso na cracolândia capital...

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16012&boletim_id=557&componente_id=9579

Quem corrompe a sociedade? (01/06/2009 - 09:36)
Não consigo enxergar a policia nada alem,ou de outra forma, a não ser como braço politico da burguesia(coersão e repressão)para manter a "ordem capitalista",ESTADO que eles, os exploradores do povo criaram,para manter seus roubos,digo,seus previlégios.

Sabiam e sabem as verdadeiras origens da violencia(de todo tipo) da sua própria violencia,como exploradores e provocadores da desgraça social reinante,e pior,eles montaram a"segurança"(a policia) com um exercito de pobres para reprimir e prender outros pobres.

A burguesia é um mau desnecessário,inclusive o patrão da droga,é hora de o povo acordar e perceber que quem corrompe a sociedade não são os pobres e sim os ricos,e nem preso eles vão,"rico não rouba,desvia.Então onde está o ponto de partida da violencia intalada na sociedade,o buraco é mais encima,são os ratos tomando conta do queijo.

francisco.

jacó (01/06/2009 - 06:35)
Se SERRA, não e NAZISTA então a barbarie em são paulo é sem governo.

Lucas (01/06/2009 - 05:19)
Ora, vamos esperar o que de uma polícia militarizada?

Militarismo é um mal para ser usado contra estrangeiros. No Brasil, esquecemos que o militarismo é um mal e esperamos uma polícia que respeite e Lei, os direitos civis. Nada mais inocente.

Sempre fui favorável a uma polícia unificada e civil. Depois que vi um amigo entrar na Academia de oficiais da PM e tornar-se um ultra-elitista, passei a ter plena convicção de que é necessário acabar com as PM´s e instituirmos uma polícia una e civil.

Caso contrário, com polícias MILITARES, a população continuará sendo tratada como inimiga do estado.
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No site da ROTA de SP, mostra bem o carácter anti-democrático da PM. Lá eles se orgulham de terem participado do massacre de camponeses em Canudos, "em defesa da república". Depois, eles dizem se orgulhar de terem ajudado a derrubar a república em 64, iniciando a Ditadura. E não há eufemização: eles escrevem explicitamente: ajudamos a depor Jango e instaurar a Ditadura.

Não é possível construir um país com uma polícia que dá um "foda-se" à opinião da sociedade e à função para a qual fora criada, expressando apologia por massacres contra a vida de pessoas indefesas (como Canudos) e ao golpe que findara a democracia em nosso país. Essa ideologia da PM contraria a Constituição a qual a corporação "deveria" obedecer.

Ivan Moraes (01/06/2009 - 00:05)
O que mais se espera de Sao Paulo exceto fascismo contra pobres e impunidade garantida pra ricos direitistas?

Felipe (31/05/2009 - 23:11)
Vergonhoso.

Humilham e espancam quem eles tem o dever de proteger.

francisco.latorre (31/05/2009 - 23:02)

serra nazista.

quer intimidar a população.

terrorismo de estado.

covarde! covarde!

a faixa de gazaa do serra.

covarde. fascista.

vai tomar uma surra nas urnas...

merecia mesmo um tapa na careca. ou na cara.


Patrick (31/05/2009 - 22:50)
Estado policial. Gilmar Mendes já disse alguma coisa? O Consultor Jurídico? A Istoé? A Veja?

Já o nível dos comentários no blog do Estadão, mostra que boa parcela de seus leitores já pulou o limite da extrema-direita faz tempo:

http://blog.estadao.com.br/blog/metropole/?title=82_dias_de_medo_em_paraisopolis_como_a_r&more=1&c=1&tb=1&pb=1



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