Nelson Antônio Fazenda (08/02/2008 - 10:58)
Caro Azenha. Infelizmente, parece que meu exercício de ironia feito no comentário de 23/01, teima em querer se tornar realidade. No dia 28 de janeiro foram divulgados novos dados sobre a mortandade gerada pela democracia made in USA no Iraque. Segundo esses dados*, até agosto de 2007 morreram mais de um milhão de iraquianos como resultado direto da invasão das tropas estadunidenses. A continuar assim, McCain terá acertado: em cem anos, o Iraque estará democratizado e definitivamente em paz...livre de iraquianos.
Enquanto isso, três dias depois, não querendo tomar conhecimento dos novos dados, George Bush pronunciava:
%u201CO mundo está melhor sem Sadam Hussein no poder, da mesma forma que o povo iraquiano. Foram conseguidos avanços interessantes no Iraque: foi feita uma Constituição votada pelos iraquianos. Imaginem vocês uma sociedade que em um curto período de tempo passa de uma tirania brutal à possibilidade de votar em uma eleição.%u201D
É. Parece que para Bush, McCain e Cia votar é mais importante que se manter vivo e matar um milhão de pessoas não é uma tirania brutal.
* "Más de un millón de iraquíes han muerto desde el inicio de la ocupación", extraído de http://www.rebelion.org/noticia.php?id=62889 e "Un millón de víctimas civiles, un genocidio encubierto", extraído de http://www.rebelion.org/noticia.php?id=62888
Marco Aurelio (MSM) (02/02/2008 - 18:23)
Eles querem,também,manter o dólar como moeda de reserva para o comércio internacional.É simples.Os EUA são o único país que pode imprimir moeda sem lastro algum com a economia real.É como se você dispusesse de uma máquina de imprimir reais,os imprimisse e fosse no shopping center desfrutar do mercado livre.Com esse papel pintado eles compram petróleo.
Porém,acontece que Saddam Hussein começou a ficar mauzinho.Decidiu,em 2000,começar a vender petróleo em euros-o que começou a enfraquecer o dólar.O Irã,que não é bobo,está tentando,desde 2004, criar uma bolsa onde possa vender seu petróleo em qualquer moeda.
Pensem bem.Se eu exporto e meu comprador precisa de dólares para me pagar,isso equivale a um imposto que temos de pagar para os EUA.Eles ganham por meio de nós,vampirizando nossa riqueza real exportada(minérios,soja,etc) e ganham do sujeito que nos compra,pois esse sujeito vai ter de adquirir dólares para nos pagar.Como quem emite os dólares é,apenas, os
EUA,isso equivale a um imposto imperial cobrado nas duas pontas da negociação.É como trocar riqueza real(minérios,ouro,mercadorias,etc) por papel pintado.É isso que os EUA não querem perder.Seu padrão de vida financiado por todos os países do mundo!
Foi por isso que Nixon mandou o acordo de Bretton Woods para o espaço.Antes,para pode emitir dólares,tinha de haver a mesma quantidade,EM OURO, estocada em Fort Knox.Como o ouro é limitado,eles não podiam imprimir à vontade e inundar o mundo com papel pintado.Hoje o mundo está inundado de dólares,com os países com reservas enormes desses papeizinhos coloridos.A China tem mais de um trilhão de dólares de reservas.E se,de repente,os países do mundo quiserem se desfazer desses dólares;trocando-os por ativos reais?Esses ativos não existem.O que pode levar à uma explosão da inflação nos EUA e no mundo.
Parece que eles têm uma saída.Vão dizer que esses são petrodólares,emitidos durante o primeiro choque do petróleo.O Governo dos EUA não garante esses papéis.Então,meus amigos,ficaremos com montanhas de papel velho nas mãos....
Eduardo Panda (30/01/2008 - 20:04)
Interessante ele dizer "invasão", porque foi isso mesmo. Quanto a todos os serviços de inteligência "saberem" da existência de armas de destruição em massa, ele deve se referir aos serviços americanos, não?!, já que não podia ser diferente para justificar o ato. Quanto ao "fizemos um favor ao mundo em retirar o Saddam do poder", eu diria: "toma que o filho é teu!", o mesmo serve para a Al Qaeda. E,por fim, comparar a entrada da China na Guerra da Coréia com a questão iraquiana foi a única coisa sensata. Só faltou ser um pouquinho mais explícito: a questão principal não era ideológica, mas de estratégia de recursos energéticos: o petróleo.
agostinho (30/01/2008 - 12:20)
Dificil nao sentir uma ponta de simpatia por esse resquicio do ´homem-das-cavernas´em nosso seculo...
Homem do imperio, vai mesmo ao ponto sem rodeios.
Sinto que nao sente ainda os limites da açao politica
em um cargo importante...(´pode=-se fazer tudo com as baionestas, dizia napoleao, menos sentar-se em cima delas)
e tambem parece que nao sabe nada de Historia. Inclusive kporque em 100 anos o imperio pode estar em ruinas, junto
ou separado das ruinas do planeta.
Ítalo (22/01/2008 - 22:26)
Pelo menos ele é sincero, é exatamente assim que os americanos são, primeiro eles e o resto que se f... Cabe ao mundo dar uma resposta, ou quem sabe a China troca suas reservas de dólar pelo euro e adota a moeda européia para as suas transações comerciais.
Aí eu quero ver esse império de pés de barro ruir rapidinho!!!
ana (22/01/2008 - 12:02)
Ele é sincero. Diz exatamente como os USA vê o mundo e vai manter sua influência. Nao é muito diferente da Alemnaha de Hitler, França de Napoleão, Roma de Cesar, etc. É assim que age todo imperio, invadindo países que nao forem aliados. Nao tem nada a ver com Democracia. So faltou dizer, é o PETROLEO, estupido!!
Azenha, a forma de enviar comentários ao seu blog foi modificada, e como sou uma m.... em termo de Internet, fiquei mais perdida do que nem cego em meio a tiroteio.
Se envio um comentário, não tenho retorno se ele chegou, como era antes. Se quero ler todos os comentários (adoro), clico em últimos comentários e não vejo nada. Inclusive, nem sei se este apelo que faço agora, vai chegar até você.
Ajude-me por favor, pois aqui a mídia está tentando botar fogo no País, e a gente tem que estar agindo e reagindo sempre.