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FÁTIMA OLIVEIRA: SER MÉDICA E NEGRA NO BRASIL

Atualizado em 03 de agosto de 2008 às 21:18 | Publicado em 17 de maio de 2008 às 20:23

Na primeira parte da entrevista com a dra. Fátima Oliveira, ela diz como é ser médica e negra no Brasil


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Andressa de oliveira (aluna do colégio Pedro 2) (24/09/2008 - 15:24)
Drª Fátima de OLiveira ela é um exemplo de pessoa fez sua faculdade com poucas pessoas negras a maioria branca.isso nos mostras que todos nos brancos e negros temos os mesmos direitos,devemos respeitar uns aos outros.E nós que somos negros devemos lutar,por nossos diritos e não desistir,pois racismo é crime!!!!!!!!!!!

Marco Antônio Leite (23/09/2008 - 20:09)
O pior dos preconceitos ainda é o social, só entra quem tem dinheiro, quem não fica fora do baile dos bacanas?

Querles de Souza (10/09/2008 - 13:51)
Infelizmente em um país onde a maior parte da população é negra, o preconceito ainda é uma doença incurável. Essa é a cara do Brasil.

Renato Almeida (09/09/2008 - 07:53)
Ouvi a entrevista e fiquei a pensar como a gente nunca imagina bem o que as pessoas negras sofrem

Roberto Almeida (06/09/2008 - 02:54)
Uma entrevista que cala fundo na gente.

Marcos Cardoso Neiva (05/09/2008 - 23:04)
É uma médica corajosa

Viviane Almeida (04/08/2008 - 17:24)
É uma entrevista chocante. É que or acismo é tão perto e a gente quase nunc ao vê. Aprendi muito

Wilson Soares (04/08/2008 - 02:06)
Valeu a pena dar uma paradinha para ouvi-la

Diógenes Parzianello (20/06/2008 - 09:32)
Olá Azenha, muito bom o seu trabalho em colocar brilhantes entrevistas como a da Dra. Fátima Oliveira. Sou estudante da graduação de Ciências Sociais da Univ. Federal do Paraná e preciso o contato da Dra. Fátima Oliveira, pois procurei pela internet e não consegui, tenho urgência, caso necessite pode entrar em contato comigo através do meu email: dii@ufpr.br Desde já agradeço! Abraço, Diógenes

Clara Costa (15/06/2008 - 19:25)
Foi uma benção ouvir esta valiosa e corajosa entrevista.

Jorge (09/06/2008 - 13:44)
Fátima Oliveira é uma mulher inspirada e também uma inspiração. Se joga no que faz. Já assisti uma palestra dela e já a vi na Tv várias vezes. É muito corajosa também, d eum raciocínio diferente e impressionante. Enão tem papas na língua.

Antônio Pacheco (03/06/2008 - 12:31)
Meus parabéns pela sua fibra e coragem

Messias (29/05/2008 - 22:04)
Pois eu não sabia que a primeira senadora negra do Brasil havia sido a Dra. Lélia. Nunca ouvira falar. Obrigado mesmo Leila Períodos Legislativos da Quinta República - 1979-1983 Senadora Laélia de Alcântara Laélia Contreiras Agra de Alcântara Nascimento: 7/7/1923 Natural de: Salvador - BA Filiação: Júlio Martins Agra e Beatriz Contreiras Agra Falecimento: 30/8/2005 Histórico Acadêmico Primário Colégio das Sacramentinas Secundário Colégio Nossa Senhora das Mercês Medicina Faculdade de Ciências Médicas Administração Hospitalar Pré-médico Ginásio da Bahia Cargos Públicos Diretora da Maternidade Bárbara Heliodora Presidente da Junta Federal de Inspeção de Saúde Secretária em exercício da Secretaria de saúde do Serviço Social Chefe do Posto de Puericultura Rio de Janeiro Profissões Médico Mandatos Senador - 1981 a 1981 Trabalhos Publicados: 90 dias no Senado Federal

James Correia (29/05/2008 - 21:40)
Fiquei boquaibeerto com o nível do depoimento e das discussões. Parabéns para a Dra.e para você Azenha que nos apresenta pessoas como ela. Hoje foi um dia muito feliz. É só oq ue posso dizer por ter tido o prazer de saber que existem pessoas como a doutora.

Leila Jalul (29/05/2008 - 12:41)
Dra. Fátima, a senhora cura alguém de queixo caído e ombro arriado? Assim estou eu. Escrevi um comment noutro site e deu erro. É que sou errada de nascença! Veja, se hoje, em pleno século XXI, você sofre de preconceitos, até por parte de negros, se você sofre preconceitos por ter nascido lá em cima, como dizia um professor meu de Metodologis Científica, do quadro da USP, imagine o que sofreu uma médica formada em 1956, na Faculdade de Medicina da Bahia. Falo da médica Laélia Contreiras Agra de Alcântara, profissional que, por obra do destino, foi parar numa terra onde poucos eram negros. Hoje, por denodo, você tem voz e mecanismos de defesa. Fico feliz por sua atuação na medicina, na literatura e na defesa dos interesses dos que sempre viveram no escanteio da história. Sou feliz por conhecer você, Dra Maria de Fátima, ainda que virtualmente.

Dr. Wander Hoffmanbeck (29/05/2008 - 11:45)
Parabêns Fatima,,, assim se mostra a diferença entre as pessoas neste pais,, pode se ser de qualquer cor ou forma, mas o conteúdo diz tudo... um grande abraço

Juninho (29/05/2008 - 04:57)
É uma mulher de muita coragem

Almir Teixeira (26/05/2008 - 16:40)
A Dra. Fátima Oliveira é muito boa e corajosa. Parabéns

Antônio Peixoto (26/05/2008 - 14:01)
Brilhante entrevista. São pessoas como você que fazem a diferença

Sônia Mota (24/05/2008 - 08:53)
Dra. Fátima Oliveira, fiquei emocionada com sua entrevista. Essa coisa horrorosa de racismo é o fim da picada. Muita força

Edna (22/05/2008 - 08:24)
Simplesmente chocante

Juliano Salgueiro (21/05/2008 - 23:51)
BRASIL TERÁ 1º NEGRO NO HIPISMO S. Paulo - O Brasil terá pela primeira vez um negro disputando as Olimpíadas de Pequim, no Hipismo, esporte considerado de elite. O cavaleiro Rogério Silva Clementino, 26, medalha de bronze por equipe no Adestramento no Pan-americano, entrou para a história do hipismo brasileiro ao conquistar a vaga entrou para a história do hipismo nacional como o primeiro cavaleiro negro a participar dos Jogos Pan-americanos. Foi no Pan do Rio, em 2007, onde conquistou a Medalha de Bronze por Equipe no Adestramento, modalidade que estreou em pista em 2006. Também é a primeira vez que um cavaleiro negro integra uma equipe brasileira de hipismo e participa no Adestramento na história das Olimpíadas. A confirmação da vaga aconteceu na última sexta-feira (18/04), no Clube Hípico de Santo Amaro, quando Clementino ultrapassou o índice de 64% numa das notas de dois juízes internacionais, montando o cavalo Nilo V.O., da raça Puro Sangue lusitano, de propriedade de Victor Oliva, da Coudelaria Ilha Verde, de Araçoiaba da Serra, cidade da região metropolitana de S. Paulo. Na seletiva anterior ele havia atingido 68% e 66%. Para entrar numa Olimpíada, o regulamento exige que o índice seja alcançado em duas das cinco seletivas.

Márcia Bezerra (21/05/2008 - 15:25)
Muito boa a entrevista. Como dizer que não há racismo se uma pessoa como a doutora diz que sofre racismo e exemplifica

Sandra Fonseca (21/05/2008 - 12:58)
Azenha, as entrevistas da Dra. Fátima são muito boas. Até chorei ouvindo os casos dela.

Wilson (21/05/2008 - 08:32)
Prezada Dra. Fátima Oliveira, a minha solidariedade mineira. Sei que é pouco diante do que a senhora enfrenta, mas é o que posso oferecer-lhe

Alberto Mota (Belo Horizonte-MG) (20/05/2008 - 21:03)
Azenha, o que seria do mundo se todos gostassem do azul? Uma chatice de monotonia. Dra. Fátima Oliveira, junto-me a todos os elogios dos comentários de sua entrevista, destacando o da Leila, sua amiga, que a chama de MUSA DA SABEDORIA. Assino embaixo. Acrescento que a sua voz é linda, aconchegante e doce. Ah, coitado! do moço de Belo Horizonte que disse que a sua voz nordestina é horrível. Precisa ir urgentemente ao otorrinolaringologista (será que escrevi certo meu Deus?)

Fátima Oliveira (20/05/2008 - 18:47)
A minha gratidão às pessoas que ouviram a entrevista e a comentaram, aqui, por emails e telefonemas. Ao Azenha, meus agradecimentos por ter pautado, mais uma vez, o tema do combate ao racismo em seu site: "Vi o mundo", uma referência dos debates que fazem avançar a democracia. Reconheço e agradeço a sua solidariedade. Camélias pra você! Ao Gustavo, que me viu cavalgando no haras da Fazenda Bella Vista, nos arredores da Serra da Moeda (ninguém se esconde!), obrigada pelas referências elogiosas. Não sou uma "amazona", apenas amo e curto cavalgar. Sei montar desde criança, não como esporte, mas "andar a cavalo" era, no inverno, o único meio de transporte onde nasci, Graça Aranha, médio sertão do MA. Tenho a honra de ser sertaneja. Carrego o sertão no peito e na mente. Desde criança, monto e tenho cavalos meus. Fui casada com um criador de cavalo mangalarga, pai de minha prole, de 5. Monto, por lazer, o Taj Mahal ("símbolo do amor eterno", na Índia), um mangalarga marchador, belo!

Fátima Oliveira (20/05/2008 - 18:23)
Comentário sobre a entrevista (por email) de. Mazé/Maria José Araújo (Salvador) Para tod@s, quero somar-me a tod@s que consideram Fátima uma mulher brilhante, comprometida e séria, ela é motivo de orgulho para nós Maria José Araújo Nota (minha): Médica. Do Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe Fundadora e ex-secretária executiva da Rede Feminista de Saúde Coordenadora da Área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, de 2003 a 2007

Fátima Oliveira (20/05/2008 - 18:23)
Comentário sobre a entrevista (por email) de Leila Britto (São Luís do Maranhão) Fátima, Minha eterna musa da sabedoria, fico feliz a cada comentário que tenho conhecimento ao seu respeito. Me sinto vitoriosa como vc, pois sei que fiz parte desta formação para um brillhante futuro que hoje é reconhecida mundialmente ( fico orgulhosa e ao mesmo tempo estou me sentido o máximo da "cocada preta", ehehe). Mas, é isso mesmo orgulhosa dos velhos tempos de menina que fui e dei muito trabalho para vc. bjs e parabéns. Leila Nota (minha): Leila Thereza Moreira Lima Tenório Britto, é administradora de empresa. Durante muitos anos ensinava a Leila a fazer o "dever de casa", todos os dias, quando ela cursava o primário nas Irmãs Dorotéias, pois morei na casa dela (Mansão Serra Negra) depois que passei no vestibular de medicina até quando me casei (1975), no 3º. ano de medicina.

Antônio Luís de Paula Martins (20/05/2008 - 17:40)
Um d epoimento que mexe com a gente. Porque é real, firme e doloroso.

Lúcia Toni Campos (20/05/2008 - 12:11)
"A mesma paisagem escuta o canto e assiste a morte das cigarras" Matsuo Bashô

Jairo (19/05/2008 - 23:57)
Uma entrevista muito forte. Não estamos diante de uma pessoa qualquer, mas de uma mulher importante, com dinheiro, pois trabalhadora, numa profissão vista como nobre, que a coloca como de classe média alta, que tem como esporte montar, que não é uma prática esportiva para qualquer um, pois é cara. Um comentário diz que é também bonita. Mas é negra e por ser negra sofre racismo. O depoimento dela grita o que é o racismo no Brasil. Uma lástima

Soarai (19/05/2008 - 20:01)
DRa. Fátima Oliveira, que sábio seu avó, né? Todo mundo sabe que você é uma polemista das boas. Já li muitos artigos seus. Achei bonito ele sacar que vc gostava muito de "questão". Ri bastante porque achei de muita sabedoria e sou de um lugar que quando se fala também que alguém gosta muito de questão é porque sabe contraargumentar, questionar, etc.

Ivo Canindé (19/05/2008 - 18:41)
Azenha você é mesmo demais. Olhe que esta entrevista com a Dra. Fátima Oliveira, que estou tendo o prazer de conhecer agora, é pólvora pura, meu amigo. Detona essas falinhas de que não há racismo no Brasil. Senti firmeza. A mulher entende do riscado mesmo.

Conceição Oliveira (19/05/2008 - 15:12)
Lucélia como a própria Fátima cunhou o racismo é a 'fé bandida' que ultimamente anda se fragmentando em várias 'igrejas' discursivas. ********** Mariana, obrigada por atualizar, ia pedir a ela, mas como vc mesmo lembra, Fátima não pára um segundo. Eu acho que todos que conhecem seu trabalho são unânimes nas avaliações. Eu a conheci nas listas de discussões de gênero e das relações étnico-raciais e passei a me encantar com seus textos e a trocar figurinhas. Prazerosamente neste convívio virtual descobri que além desse currículo invejável, Fátima é uma pessoa cheia de humor, daí também vem sua sabedoria não apenas cognitiva, mas emocional pra lidar com tanta truculência e com tantos 'deficientes' emocionais que professam a 'fé bandida' abraços em ambas.

Giselda Aguiar (19/05/2008 - 13:24)
Dra. Fátima, tenho aprendido muito com os artigos da senhora que estão no Blog do Azenha. Mas os quase cinco minutos de sua entrevista contém muitas lições. Ansio pela hora em que o Azenha poste o restante de sua entrevista. Gostei do comentário do Gustavo sobre a senhora ser uma amazona, uma negra que na sociedade mineira, racista até o talo, se firmou como uma personalidade na medicina, na imprensa e na literatura e é formadora de opinião. Não deve ter sido fácil, mas tudo diz que a senhora não é fácil, não. Não se dobrou e nem se rendeu aos desejos do racismo. Fiquei imaginando-a como uma mulher formidável e cheia de vida, um pouco como uma quebra do esterótipo que as negras são feias e que mulher militante é azeda. Gostar de cavalos diz muito do caráter e do estado de espírito de uma pessoa.

Elisa Lucena (19/05/2008 - 13:00)
Sofri, mas fiquei encantada ao ouvir o corajoso depoimento dessa mulher "que gosta muito de questão" ( que bom!), a Dra. Fátima Oliveira. Ela é muito corajosa, firme e serena.

Mariana Rodrigues (19/05/2008 - 00:56)
Oi Conceição, consultando minhas fontes atualizadas, hoje em dia Fátima Oliveira é do Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe e do Conselho Diretor da CCR/Comissão de Cidadania e Reprodução. Acho que são os cargos que ela desempenha hoje em dia em organizações do feminismo www.ccr.org.br Mas jé ocupou todos os cargos dos quais voc~e fala em seu comentário. Brinco muito com ela dizendo que o dia dela tem 48 horas, pois trabalha, como qualquer mortal, mas na linha de frente de um pronto-socorro, pesquisadora reconhecida como uma das formuladoras, para mim a principal do campo de saúde da população negra no Brasil, pois foi quem bancou as bases teóricas peitando, a bem dizer as escolas de medicina do Brasil todo que antes dela começar a escrever sobre esses asuntos, eles eram proibidos. Falo porque quem é da área sabe disso muito bem. Mas depois que a Organização Mundial de Saúde publicou o livro dela, foi como um esparadrapo na boca dos racistas do meio médico nacional. Ela é a grande referência científica sobre o tema no meio médico sobre saúde da população negra. E tem essa ruma de livros publicados, e teve três filhas e dois filhos. E as filhas dela são feministas de carteirinha. Peixinhas, filhas de peixa. Uma incansável batalhadora

Mariana Rodrigues (19/05/2008 - 00:35)
Excelente entrevista. Fátima Oliveira é gente que faz. Eu a conheço de muitos anos, sempre uma lutadora. Há um artigo dela, escrito em 2003, que é muito bom e que se chama "Do sertão do Maranhão à Rede Feminista de Saúde", no qual ela diz: "Mas não fiz apenas medicina e política. De alguns estados de paixão resultaram casamentos, separações, viuvez, três filhas, dois filhos, uma neta, Luana, e um neto, Lucas. Publiquei seis livros. Tive o privilégio de poder ter, ao mesmo tempo, profissão, amores, maternidade e luta. Vivo intensamente. Amo o que faço." http://www.vermelho.org.br/diario/2003/0113/fatima_0113.asp?NOME=Fatima%20Oliveira&COD=1372 É coautora de vários livros e autora dos seguintes livros: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995; atualizado em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997; atualizado em 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002); dos romance "A hora do Angelus" (Mazza Edições, 2005). Recentemente escreveu um artigo sobre o seu próximo livro, mais um romance, "Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras" (Mazza Edições, 2008).

Gustavo Moreira (18/05/2008 - 23:43)
A Dra. Fátima Oliveira é uma maranhense que vive em Minas há tantos anos e nos orgulhamos muito dela e a temos como mineira também. É um personalidade mineira muito respeitada. Escreve há muitos anos uma coluna semanla no maior jornal de Minas O Tempo, às terças-feiras na página de Opinião, em geral sobre mulheres, racismo e saúde. Mas também sobre política. É uma analista política da maior qualidade e respeitabilidade. Daquelas que quando diz que vota em alguém arrebanha votos. Na perseguição que o governador Aécio Neves tem movido contra jornalistas, inclusive com várias demissões sumárias em vários jornais, ela é uma voz corajosa e solitária que desanca o governador com muita propriedade. É uma formadora de opinião muito considerada. Aparece também muito na televisão. Já escreveu vários livros. É uma mulher independente, moderna e bonita. Simpática demais. Não a conhecia pessoalmente, mas há uns quinze dias eu a vi montando, numa cavalgada, e monta bem, num haras na Serra da Moeda, um cavalo mangalarga marchador e o conduzia com a maestria e elegância que só uma amazona das boas é capaz. Foi assim que a conheci. Só posso dizer que uma mulher dessas é admirável, até para se divertir escolhe um esporte de gente corajosa. Também é muito bonita.

Lucilélia Barroso (18/05/2008 - 23:17)
É chocante o relato de uma mulher tão brilhante sobre o que o racismo a obriga a viver. Realmente a gente precisa se convencer que o racismo funciona como um destruidor de almas e que são poucas as pessoas com só com sua própria guerra conseguem enfrentá-lo e sobreviver sem danos aparentes, porque é quase impossível alguém sofrer tantas espezinhações e ter sanidade mental.

Alice Cordeiro (18/05/2008 - 22:18)
Brava mulher que nos orgulha...

continuação (18/05/2008 - 19:45)
Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o Nobel da Paz pelo projeto "1000 mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005. Fonte: Coalizão Internacional pelo direito das mulheres http://portugues.iwhc.org/ e Vermelho.org

Conceição Oliveira (18/05/2008 - 19:42)
Um pouquinho do currículo da Dra. Fátima de Oliveira enquanto a gente aguarda o Azenha postar o restante da entrevista: Fátima Oliveira é médica, uma das coordenadoras do pronto socorro do HC da UFMG; Formada em bioética e pioneira em saúde da mulher afro-brasileira, ela uniu-se a outras organizações para publicar o primeiro livro sobre este assunto, intitulado "Workshops, Mulheres Negras e Saúde", durante seu mandato como assessora especial da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (uma coalizão politicamente influente de 182 grupos ativistas, provedores de cuidados da saúde, organizações de pesquisa e organizações não-governamentais que abrangem 20 estados brasileiros). Ela é também autora de vários livros sobre gênero, genética e tecnologia e foi membro da Comissão Nacional do Ministério da Saúde para a formulação de novas diretrizes nacionais sobre pesquisas em 1997. Como única mulher afro-brasileira nessa Comissão, assegurou-se de que todas as pesquisas médicas subseqüentes incluíssem negros e negras. Não sei se ainda ocupa, mas já ocupou os seguintes cargos: integrante da Comissão de Cidadania e Reprodução e da União Brasileira de Mulheres; conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher;integrante efetiva do Comitê de Especialistas em Bioética e Biodireito da Universidade de Alfenas (MG);coordenadora da Rede de Informação sobre Bioética: bioética & teoria feminista e anti-racista. A primeira mulher negra a dirigir uma organização feminista no Brasil.

Para Helio de Jesus (18/05/2008 - 19:38)
Oi Hélio, a entrevistada é a dra. Fátima de Oliveira, temos em comum o sobrenome. Quisera eu ter um currículo como o dela. Abraços Conceição Oliveira

Hélio de Jesus (18/05/2008 - 18:14)
Caro Azenha; Como mineiro e brasileiro, sinto-me envergonhado ao ouvir o que a Dra. Conceição relatou em sua entrevista. Afinal de contas, devemos muito ao povo afro-decendente. Como cristão sinto-me na obrigação de repudiar tais atitudes. É inadmissível que, somente o fato de se ter mais melanina no sangue, ser um fator de diferenciação entre pessoas. É bom lembrar que, independentemente da raça, viemos do mesmo lugar e iremos para o mesmo lugar. Somos amados da mesma forma por Deus. E mais, Cristo é negro, e não branco dos olhos azuis, como esta imagem de europeu que nos foi "enfiada" pelos jesuítas. Força Dra. Conceição...A saúde do povo brasileiro necessita de médicos apaixonados pela profissão, como certamente é seu caso. Abraços fraternais

Antonio Arles (18/05/2008 - 10:32)
Quero mais Azenha...a Dr.ª Fátima Oliveira é uma inspiração! Forte abraço.

Carlos (18/05/2008 - 03:25)
Não é só médico. Professor também. Se fizermos uma análise do grupo de professores das secretarias de educação, perceberemos que são poucos os negros. Nos cargos de comando, gerentes, assessores, secretários municipais, então nem se fala. Inexistem nessas funções. Dentro de sala de aula, é necessário ter mais competência do que os outros. Muitas vezes, são desdenhados pelos pais de alunos. Nos relacionamentos com os colegas, são os últimos a serem ouvidos(quando são) e os mais cobrados. Infelizmente, é assim o retrato do negro no Brasil.



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