Eduardo Guimarães (06/05/2008 - 17:18)
Azenha, pena que eu não consegui postar uma pergunta ao chanceler brasileiro. Eu perguntaria se o Brasil, por sua posiçao de liderença no continente, não deveria ter sido mais contundente em relação ao um processo pseudo eleitoral que, na verdade, tratou-se de uma gigantesca fraude, marcada pela violência e em total desconhecimento da desaprovação que a maioria das instituições internacionais que regulam as relações entre os países fizeram do "pleito" cruzenho ao não reconhecê-lo. É de indignar ver a mídia brasileira chamar de eleição o que aconteceu domingo passado na Bolívia e ainda dar destaque para "derrota" do governo boliviano. A mera comparação entre ser feito aqui o que foi feito lá mostra o absurdo do que aconteceu nesse fatídico 4 de maio. Tenho tentado expressar essa indignação em meu blog, mas chega-se a um ponto que surge um certo desalento. A mentira é tão grosseira, a desinformação é tão completa, que em meu blog chegaram a dizer que o governo boliviano deveria "respeitar o resultado das urnas". Campeou a desinformação e a deturpação do que seja um processo eleitoral legítimo. E o pior, Azenha, é que vejo os leitorados da blogosfera reagindo friamente a esse absurdo, apesar do esforço dos blogueiros - e seu, inclusive - de conclamar as pessoas a protestarem contra desinformação dessa monta. Balancei um pouco com esse assunto e achei melhor vir comentar aqui do que fazer um post em meu blog. Estou meio desanimado.
Isabel (05/05/2008 - 13:15)
Ótima entrevista, Azenha. O ministro é excelente diplomata. Quem acompanha o trabalho dele sabe que ele ampliou em muito os horizontes diplomáticos do Brasil e deu ás relações exteriores uma seriedade e um dinamismo que antes não existiam. Quanto á Bolívia, é óbvio que a opinião dele pesa, mas ele é apenas um amplificador da política externa adotada pelo governo. Admiro a competência do homem.
Leider Lincoln (05/05/2008 - 12:39)
Azenha: excelente entrevista e mostra com clareza as prioridades, a meu ver bastante adequadas, da diplomacia e da política externa brasileira. Parabéns! Na hora em que você falou sobre a autonomia, eu senti um quase "_Pára com isso!", mas aí ele diplomaticamente, tergiversou. Muito instrutivo...
Comentário off: Tanta coisa interessante pra apreender desta entrevista e a tchurma reaça do Terra só pensa nos sapatos, af que gente sem noção. Voltando para o Vi o mundo: Eu continuo achando o que já achava do Celso Amorim e da diplomacia brasileira: uma das melhores coisas do país. Tomara que consigamos estender para outras instituições do Estado brasileiro a competência e visão equilibrada do mundo que vem da história do Itamaraty.