Atualizado em 25 de março de 2008 às 20:51 | Publicado em 25 de março de 2008 às 20:21
"Ufanismo simplório". É assim que o engenheiro mecânico Amilcar Brunazo Filho define a certeza de muitos brasileiros de que o sistema eleitoral do país é à prova de fraudes. Brunazo diz que as máquinas de votação brasileiras são antigas, que o sistema é ultrapassado e que não garante a confiabilidade dos resultados. Diz que os partidos pouco se interessam pelo assunto, que auditorias no modelo atual custam caro e que o ideal seria o Brasil ter um Poder Eleitoral independente, como acontece no Chile. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está no topo de um sistema que estabelece as regras das eleições, administra a realização dos pleitos e é o encarregado de tantos de contar os votos e divulgar os resultados quanto de punir quem não cumpre as regras.
O 'Crítico' deveria ler sobre o Estudo 143/2000 da Consultoria Jurídica do Senado Federal, solicitado pelo então Senador Roberto Requião. Esse estudo comparou a ordenação jurídica/institucional das eleições em diversos países (incluindo o Chile), e é citado pelo Engenheiro Amílcar no 'Livro Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico', escrito em co-autoria com a Advogada Maria Aparecida Cortiz. Mas não é preciso ir ao Chile para perceber que o TSE acumula funções em potencial conflito de interesses: o TSE (1) regulamenta e (2) administra as eleições; e, se alguém questionar o administrador eleitoral, estará questionando aquele que também tem a atribuição de (3) julgar até mesmo os casos contra si próprio.