Fernando (14/08/2008 - 13:12)
Estão quase chamando a ativista de tucana, rsrsrs.
Timbatle (07/07/2008 - 13:16)
Eu conheço as Hidreletrica de Tucuruí no Pará e a de Samuel em Rondonia. Durante a construção, ocorre uma degradação assustadora; ao final da obra e cinco anos após o barramento/formação do lago a natureza se recupera de forma exuberante e espetacular. toda a região se adapta á nova proporção da água e com as medidas idôneas de auxílio à natureza muito bem aplicadas pelas empresas controladoras das usinas a região tende a ser mais exuberante e prospera do que no período anterior ao barramento. Em tucurí a colonia de pescadores tinha 400 membros quando do início das obras. Hoje tem 2553 famílias de pescadores membros legais da colonia de pescadores e exporta pescado. A Eletronorte recompoem o lago com alevinos, o que tambem é praticado por furnas em seus projetos.
Na verdade quem é contra as hidrelétricas ou não tem conhecimento do que realmente defende, ou defende interesses de não desenvolvimento.
Fernando (25/06/2008 - 12:00)
O histórico de construções de hidrelétricas na Amazônia é trágico. Ter o selo do PAC não muda nada isso. Minha opção são pelos povos da floresta.
Luísa Neves (04/06/2008 - 22:41)
Essa Juliana poderia comprar um desconfiomêtro antes de ficar mais lelé da cuca do que já está. Vai tomar Doril, mulher
waleria (17/05/2008 - 10:54)
Minerar, trabalhar e produzir, não é crime. Crime é destruir o meio ambiente, é derrubar florestas. Minerar não é crime - é atividade econômica estratégica e essencial.
bardus (03/05/2008 - 14:10)
Um monstro marinho nas praias da Bahia
01.05.2008
O Porto Sul pegou os baianos de surpresa, como os monstros marinhos de antigamente. Saiu do nada, no dia 31 de dezembro, embrulhado numa licitação que entregava à estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., do Ministério dos Transportes, os estudos de uma ferrovia ligando ao Oceano Atlântico a sertaneja Caetité, a 757 quilômetros de Salvador.
Caetité, que até agora viveu de boi, urânio e manganês, foi promovida a exportadora de minério de ferro para alimentar recordes chineses de desenvolvimento insustentável. E a escolhida para pagar por isso foi Itacaré, melhor endereço turístico do litoral baiano.
O projeto chega esbanjando fôlego. Está montado em R$ 4 bilhões. É uma Parceria Público-Privada. Tem na fachada a Bahia Mineração Ltda. Embaixo, 300 milhões de toneladas de minério. E, na retaguarda, a sombra incomensurável de Hash Lakshmi Mitall, uma espécie de Eike Batista indiano, elevado à potência de US$ 50 bilhões. A infra-estrutura fica por conta do governo. E ela implica, fora a estrada de ferro, uma plataforma de embarque avançando mais de um quilômetro mar adentro e um novo aeroporto. Sua construção ameaça despertar do sono histórico os manguezais da região com uma usina de pelotização - que, sozinha, bastaria para garantir toda a poeira necessária para filtrar o sol dos hóspedes em hotéis cinco estrelas a mais de 20 quilômetros de distância.
Apesar do porte gigantesco, o projeto anda depressa e discretamente. Do réveillon para cá, recebeu do governo estadual um decreto, datado de 4 de janeiro, destinando-lhe uma das melhores paisagens à beira-mar e outro, no dia 18 de fevereiro, entregando-lhe 1.780 hectares em Ponta do Ramo - praia citada por cerca de 80 mil páginas turísticas na internet. Tudo isso enquanto o País achava que a Bahia estivesse tratando exclusivamente de organizar seu carnaval.
Os hectares que o governo quer desapropriar ficam numa área de proteção ambiental, a Lagoa Encantada, entre matas que sobreviveram à prosperidade do cacau e ganharam muito, desde os anos 90, com o curso que a economia regional conseguiu dar à própria decadência.
Mas o porto parece decidido a ignorar esses detalhes. É obra do PAC. E PAC não se discute, como tudo que é concebido no silêncio dos gabinetes e desovado em público com ensurdecedor cacarejo publicitário. O desmatamento da ferrovia, pelo menos, começou em Caetité antes de qualquer licença, denunciou na Assembléia Legislativa o deputado Paulo Câmera (PTB).
Tudo isso seria normal, pelo figurino do PAC. Mas, ali, o programa resolveu bater de frente com políticas públicas que vinham dando certo, para livrar Ilhéus da praga que a vassoura-de-bruxa jogou há 20 anos sobre a sua economia. É que o cacau arruinado deixou de herança aos baianos a cabruca, "floresta de chocolate" em que as plantações cresciam à sombra de árvores nativas. E essa rara combinação de mata com mar foi vista a tempo como um trunfo turístico, criando parques, reservas e pousadas que levaram à região, em 2007, cerca de 540 mil visitantes. Nada mau para um ano em que o governo do Estado investiu R$ 500 mil em turismo, ou menos de R$ 1 por cabeça.
Agora, as autoridades baianas fizeram a sua parte: anunciaram um porto que, por enquanto, serviu para paralisar investimentos de R$ 600 milhões em hotelaria.
Bernardo (02/05/2008 - 12:13)
O audio ficou ruim, mesmo aumentando o volume é dificil entendê-la, principalmente no primeiro minuto.
J.Ribamar (30/04/2008 - 07:06)
Acho importante a construção dessas usinas hidrelétricas na região Amazônica, não só pelo fato de previnir o risco de um "apagão" no futuro, mas tambem para efetivar a "presença do ESTADO" em uma região inóspita. Vai haver sim, alguns danos ambientais mas nada que não possa ser contornado com uma política séria para a região. O que não pode é a região Amazônica continuar a ser considerada o "QUINTAL" dos paises desenvolvidos e de suas ONG's, muitas delas sem nenhuma finalidade ecológica e sem fiscalização nenhuma por parte do governo Federal, roubando nossa bio-diversidade para os laboratórios internacionais (como aconteceu com as seringueiras).
Gilmar Crestani (29/04/2008 - 18:24)
Sempre pensei que a falta de energia fosse mais crônica nos centros urbanos e em regiões industriais, por supuesto, no Sudeste e no Sul. Salvo engano, a população indígena do Amazonas e mesmo suas indústrias de cauim não são motivos para tanta energia. São interé$$e$, como diria Brizola.
Hélio Sassen Paz (29/04/2008 - 11:28)
Pois é exatamente isso o que eu quis dizer quando, indignado, peguei pesado em tom de provocação sobre a ministra: a linda história de vida, de ativismo e de militância dela está sendo posta por ela própria em um segundo plano em função da importância que ela dá ao seu cargo. O Ministério do Meio Ambiente trabalha com um orçamento reduzidíssimo e a esmagadora maioria de suas ações é permeada pelos interesses dos projetos de lei dos financiadores de campanha dos deputados de direita da região amazônica. Cadê aquela valorosa mulher que lutou ao lado de Chico Mendes?! Falando nisso, o seu companheiro Tião Viana, ex-governador do Acre por duas legislaturas, foi quem mais botou pilha para a aprovação da mudança de fuso horário do estado amazônico para facilitar a "integração nacional" exercida pela Globo. Fico extremamente decepcionado porque dois antigos lutadores pelas causas essencialmente populares da região norte do Brasil hoje tornaram-se predominantemente fisiologistas. []'s, Hélio
Fernando (29/04/2008 - 11:20)
Sobre os movimentos sociais na Amazônia recomendo entrevista com o professor Carlos Walter Porto-Gonçalves, professor do Departamento de Geografia da UFF.
waleria (28/04/2008 - 21:24)
Porventura, minerar é crime? Legalmente, seguindo as normas do DNPM e do IBAMA, minerar é crime?
Bruno Leonelo Payolla (28/04/2008 - 19:56)
Azenha:
Legal voce ouvir as pessoas/entidades contra o projeto. Agora, que tal buscar informações reais sobre o projeto do AHE Belo Monte (engenharia e meio ambiente) com a Eletrobrás (consultem a página na internet). Sobre a preservação ambiental da região, sugiro uma consulta às imagens da região de Altamira (Volta Grande do Xingu) no Google Earth.
Fernando (28/04/2008 - 18:19)
Parabéns, Azenha. Está cumprindo o que prometeu de botar os movimentos sociais na discussão do Vi o Mundo. Tem cada obra desse PAC que vou te dizer o negócio...
Está claro que a Srª Antonia é uma marionete nas mãos que quem não quer o desenvolvimento do pais e principalmente da região norte. Li a entrevista desse Senhora e suas alegações não tem fundamentos.