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ATIVISTA: BELO MONTE, NO XINGU, VAI SERVIR A MINERADORAS

Atualizado em 25 de junho de 2008 às 10:10 | Publicado em 28 de abril de 2008 às 16:39

Antonia Melo é integrante da Fundação Viver, Produzir e Preservar, de Altamira, no Pará. Ela também faz parte do Movimento de Mulheres. Será uma das participantes do Encontro Xingu Vivo para Sempre, que vai acontecer na cidade de 19 a 23 de maio. O objetivo do encontro é fortalecer o movimento que se opõe à construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A ameaça de um "apagão elétrico" é usada como espantalho para tentar varrer o debate sobre a obra para debaixo do tapete. A degradação ambiental que resulta da construção de barragens fica em segundo plano, para não falar da questão social. Segundo Antonia, o objetivo principal da obra é fornecer energia para as grandes mineradoras de alumínio que estão instaladas na região de Altamira. De Washington, gravei a entrevista com a ativista, que mora em Altamira.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Fernando (14/08/2008 - 13:12)
Estão quase chamando a ativista de tucana, rsrsrs.

Sergio Martins (13/08/2008 - 20:30)
Está claro que a Srª Antonia é uma marionete nas mãos que quem não quer o desenvolvimento do pais e principalmente da região norte. Li a entrevista desse Senhora e suas alegações não tem fundamentos.

Timbatle (07/07/2008 - 13:16)
Eu conheço as Hidreletrica de Tucuruí no Pará e a de Samuel em Rondonia. Durante a construção, ocorre uma degradação assustadora; ao final da obra e cinco anos após o barramento/formação do lago a natureza se recupera de forma exuberante e espetacular. toda a região se adapta á nova proporção da água e com as medidas idôneas de auxílio à natureza muito bem aplicadas pelas empresas controladoras das usinas a região tende a ser mais exuberante e prospera do que no período anterior ao barramento. Em tucurí a colonia de pescadores tinha 400 membros quando do início das obras. Hoje tem 2553 famílias de pescadores membros legais da colonia de pescadores e exporta pescado. A Eletronorte recompoem o lago com alevinos, o que tambem é praticado por furnas em seus projetos. Na verdade quem é contra as hidrelétricas ou não tem conhecimento do que realmente defende, ou defende interesses de não desenvolvimento.

Marcelo (05/07/2008 - 21:29)
Um esclarecimento, a energia gerada por hidroelétricas não é, nem de longe a forma mais ecológica de se gerar energia. Afirmar isto, ou é baseado em falta de conhecimento, ou é leviandade para convencer outras pessoas sobre um ponto de vista. E, se este é o único argumento de alguém, é muito pobre. Sou engenheiro eletricista e não pertenço a nenhuma ONG internacional. Trabalho como pesquisador numa universidade federal. Não tenho qualquer filiação partidária, nem a nenhuma associação de qualquer tipo. O que eu penso mesmo é que os modelos utilizados para cálculos de impacto econômicao são muito mal feitos. Enquanto o Japão faz seu planejamento elétrico para 50 e 100 anos, nós fazemos um PAC(ote) que diz que, em seu favor, pode-se criar usinas em todos os cantos e o mais rápido possível. De um ano para outro queremos energia. Isto só pode levar a problemas e falta de planejamento adequado. Isto tudo em nome de um "progresso"... Progresso, para mim, é melhorar a educação do povo dando escola com bom nível para todas as pessoas. Acho, que isto seria suficiente para gerar progresso.

Fernando (25/06/2008 - 12:00)
O histórico de construções de hidrelétricas na Amazônia é trágico. Ter o selo do PAC não muda nada isso. Minha opção são pelos povos da floresta.

Jose de Almeida Bispo (06/06/2008 - 19:11)
Pior do que um eco-chato, só um eco-bobo. Mas pior ainda é o eco-malandro, o que se aproveita de qualquer situação pra aparecer na fita. Desconfio desses ecologistas que não faz nada pela melhoria ambiental dos centros urbanos enquanto que fica a repetir ladainhas de preservação florestal - não propriamente ambiental - como se o ser humano não fizesse parte da natureza. Essa moça tá na lista de que ONG gringa? Uma coisa é Chico Mendes brigando com grileiros pra não acabarem com o sustento das famílias de seu grupo com a desastrosa derrubada de mata para simples pastos. Outra é atrasar o Brasil porque alguém acha que as correntezas não podem servir ao progresso da humanidade... Ora faça-me o favor!...

Luísa Neves (04/06/2008 - 22:41)
Essa Juliana poderia comprar um desconfiomêtro antes de ficar mais lelé da cuca do que já está. Vai tomar Doril, mulher

Juliana (18/05/2008 - 21:04)
Ativista contra hidroelétricas para mim, é financiada pelas petroleiras! Se não for de hidroelétrica vai vir da onde? Do óleo diesel, esse sim, POLUIDOR, CHEIO DE ENXOFRE DE NITROGENIO, FOSSIL E FINITO. Eu desafio essas ONGs A PROVAREM QUE NÃO RECEBEM DINHEIRO DA EXXON, DA TEXACO, DA SHELL E DAS OUTRAS SETE IRMÃS! Todo mundo sabe que as energia retirada da correnteza das aguas é a mais limpa do mundo, mas essas MALDITAS ONGS FINANCIADAS PELAS PETROLEIRAS ESTÃO FAZENDO A CABEÇA DE MUITA GENTE QUE ACHA QUE É ESPERTA, USANDO GENTE REALMENTE ESPERTA, QUE GANHA A VIDA TRAINDO SEU POVO, PORESTANDO SERVIÇO A ESSAS PETROLEIRAS.

waleria (17/05/2008 - 10:54)
Minerar, trabalhar e produzir, não é crime. Crime é destruir o meio ambiente, é derrubar florestas. Minerar não é crime - é atividade econômica estratégica e essencial.

basílio (16/05/2008 - 21:42)
Então vamos voltar a ser meros coletores de materiais, viver de castanhas, frutas silvestres e caça, caça não que é anti-ecológico. O Brasil não pode abrir mão de seu potencial hidrelétrico, que aliás polui incomensuravelmente menos que qualquer usina térmica. Devemos proteger grandes áreas florestais da derrubada e da queimada para criação de gado ou agricultura, mas pequenas áreas para fins de obtenção de energia não, essas tem que ser exploradas. Cuidado para não nos transformamos em meros repetidores da demagogia alienígina, deles que derrubaram todas as suas florestas, enquanto nós ainda preservamos cerca de 82% da floresta amazônica. Temos até mais mata atlântica do que a África de florestas totais! Vamos preservar enormes áreas e todo o universo de gens e bens da floresta, animais e vegetais, mas sem sectarismo histérico.

bardus (03/05/2008 - 14:10)
Um monstro marinho nas praias da Bahia 01.05.2008 O Porto Sul pegou os baianos de surpresa, como os monstros marinhos de antigamente. Saiu do nada, no dia 31 de dezembro, embrulhado numa licitação que entregava à estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., do Ministério dos Transportes, os estudos de uma ferrovia ligando ao Oceano Atlântico a sertaneja Caetité, a 757 quilômetros de Salvador. Caetité, que até agora viveu de boi, urânio e manganês, foi promovida a exportadora de minério de ferro para alimentar recordes chineses de desenvolvimento insustentável. E a escolhida para pagar por isso foi Itacaré, melhor endereço turístico do litoral baiano. O projeto chega esbanjando fôlego. Está montado em R$ 4 bilhões. É uma Parceria Público-Privada. Tem na fachada a Bahia Mineração Ltda. Embaixo, 300 milhões de toneladas de minério. E, na retaguarda, a sombra incomensurável de Hash Lakshmi Mitall, uma espécie de Eike Batista indiano, elevado à potência de US$ 50 bilhões. A infra-estrutura fica por conta do governo. E ela implica, fora a estrada de ferro, uma plataforma de embarque avançando mais de um quilômetro mar adentro e um novo aeroporto. Sua construção ameaça despertar do sono histórico os manguezais da região com uma usina de pelotização - que, sozinha, bastaria para garantir toda a poeira necessária para filtrar o sol dos hóspedes em hotéis cinco estrelas a mais de 20 quilômetros de distância. Apesar do porte gigantesco, o projeto anda depressa e discretamente. Do réveillon para cá, recebeu do governo estadual um decreto, datado de 4 de janeiro, destinando-lhe uma das melhores paisagens à beira-mar e outro, no dia 18 de fevereiro, entregando-lhe 1.780 hectares em Ponta do Ramo - praia citada por cerca de 80 mil páginas turísticas na internet. Tudo isso enquanto o País achava que a Bahia estivesse tratando exclusivamente de organizar seu carnaval. Os hectares que o governo quer desapropriar ficam numa área de proteção ambiental, a Lagoa Encantada, entre matas que sobreviveram à prosperidade do cacau e ganharam muito, desde os anos 90, com o curso que a economia regional conseguiu dar à própria decadência. Mas o porto parece decidido a ignorar esses detalhes. É obra do PAC. E PAC não se discute, como tudo que é concebido no silêncio dos gabinetes e desovado em público com ensurdecedor cacarejo publicitário. O desmatamento da ferrovia, pelo menos, começou em Caetité antes de qualquer licença, denunciou na Assembléia Legislativa o deputado Paulo Câmera (PTB). Tudo isso seria normal, pelo figurino do PAC. Mas, ali, o programa resolveu bater de frente com políticas públicas que vinham dando certo, para livrar Ilhéus da praga que a vassoura-de-bruxa jogou há 20 anos sobre a sua economia. É que o cacau arruinado deixou de herança aos baianos a cabruca, "floresta de chocolate" em que as plantações cresciam à sombra de árvores nativas. E essa rara combinação de mata com mar foi vista a tempo como um trunfo turístico, criando parques, reservas e pousadas que levaram à região, em 2007, cerca de 540 mil visitantes. Nada mau para um ano em que o governo do Estado investiu R$ 500 mil em turismo, ou menos de R$ 1 por cabeça. Agora, as autoridades baianas fizeram a sua parte: anunciaram um porto que, por enquanto, serviu para paralisar investimentos de R$ 600 milhões em hotelaria.

bardus (03/05/2008 - 14:09)
Um Porto na contramão: Projeto de porto internacional ameaça unidades de conservação e turismo no Sul da Bahia Desde que o governo da Bahia anunciou, em janeiro deste ano, um novo porto internacional na costa entre Ilhéus e Itacaré, a sociedade civil em Ilhéus debate intensamente, sem a atenção da mídia brasileira e internacional. Denominado Porto Sul, o projeto contempla recursos de R$ 4 bilhões e, segundo o anúncio oficial, envolve aeroporto internacional, ferrovia Oeste Leste, minérioduto, retroporto, e uma nova zona industrial. O concreto agora é o escoamento do minério de ferro de Caetité para a China. A cidade, mais conhecida na Bahia pela produção de urânio, estaria sendo conectada a Ilhéus através de parceria público privada com a Bahia Mineração Ltda. O Diário Oficial do dia 19 de março anunciou a abertura de 10 mil empregos (vide anexo). Em 4 de janeiro, o governo criou um GT entre as secretarias do governo para gerar um estudo preliminar, capaz de selecionar áreas potenciais para a construção do porto. A primeira apresentação dos estudos, a um mês atrás, indicou que a melhor área fica a 20 Km da cidade de Ilhéus, ao lado de uma imensa lagoa natural, conhecida como Lagoa Encantada. O mirante de Serra Grande seria impactado pela nova imagem, com um porto em alto mar e grandes navios ao seu lado. O Sul da Bahia possui extensas praias ainda preservadas, conhecidas como das mais bonitas do Brasil. Itacaré é um dos destinos mais citados pela mídia especializada desde que a rodovia, em 1998, a ligou a Ilhéus, 65 Km ao sul. Conhecida como estrada parque e construída com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, toda ela passa por áreas de proteção ambiental. O Ministério do Meio Ambiente elegeu esta região como área prioritária para implementar corredores ecológicos, já tendo investido no Parque Estadual da Serra do Conduru para a elaboração do Plano de Manejo, com recursos do Banco Mundial. A APA de Itacaré Serra Grande hospeda florestas com altíssima diversidade de árvores lenhosas, Record mundial detectado pelo New York Botanical Garden e CEPLAC, Órgão de Cacau do Sul da Bahia. Além de árvores, a região hospeda muitas espécies ameaçadas de extinção, como o macaco prego de peito amarelo (Cebus xanthosternos), mutum do nordeste (Mitu mitu mitu) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). O receio dos ambientalistas é de que as áreas protegidas e a economia do turismo sejam comprometidas irreversivelmente pela nova lógica de povoamento da costa - o que inclui imensa área de beneficiamento de minério de ferro, similar ao que ocorre na Grande Vitória, propagando fuligem mineral em um raio de 30 Km. O mais grave: sem estudo de impactos ambiental, o governo decretou como utilidade pública área de 1780 hectares para minerioduto e retroporto. O aeroporto consumiria mais 700 hectares em plena Área de Proteção Ambiental da Lagoa Encantada, sobre remanescentes florestais e ao lado de povoados de pescadores artesanais, a exemplo Areias, Juerana e Ponta da Tulha. Rui Barbosa da Rocha, 41 anos, diretor do Instituto Floresta Viva e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz, atua a 18 anos em meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Amazônia e Mata Atlântica. Sua instituição, em parceria com a universidade, empresários e comunidades locais, desenvolve trabalhos em agroecologia, ecoturismo e unidades de conservação no Sul da Bahia.

Bernardo (02/05/2008 - 12:13)
O audio ficou ruim, mesmo aumentando o volume é dificil entendê-la, principalmente no primeiro minuto.

Fernando (30/04/2008 - 11:57)
Na época que o governo do tucanato propôs essas grandes alterações no meio ambiente para implantar mega empreendimentos todo mundo era contra. Agora no governo Lula as pessoas passaram a apoiar. Curioso.

J.Ribamar (30/04/2008 - 07:06)
Acho importante a construção dessas usinas hidrelétricas na região Amazônica, não só pelo fato de previnir o risco de um "apagão" no futuro, mas tambem para efetivar a "presença do ESTADO" em uma região inóspita. Vai haver sim, alguns danos ambientais mas nada que não possa ser contornado com uma política séria para a região. O que não pode é a região Amazônica continuar a ser considerada o "QUINTAL" dos paises desenvolvidos e de suas ONG's, muitas delas sem nenhuma finalidade ecológica e sem fiscalização nenhuma por parte do governo Federal, roubando nossa bio-diversidade para os laboratórios internacionais (como aconteceu com as seringueiras).

Arilo (29/04/2008 - 22:50)
E é por esse motivo que o BRASIL deixará de aproveitar o segundo maior potencial de geração de energia hidroelétrica do mundo? O meio ambiente é importante para o homem; não deve, em si mesmo, ser levado em conta. As questões ambientais têm por fundamento o Homem.

Gilmar Crestani (29/04/2008 - 18:24)
Sempre pensei que a falta de energia fosse mais crônica nos centros urbanos e em regiões industriais, por supuesto, no Sudeste e no Sul. Salvo engano, a população indígena do Amazonas e mesmo suas indústrias de cauim não são motivos para tanta energia. São interé$$e$, como diria Brizola.

Filipe Rodrigues (29/04/2008 - 13:31)
Sou um crítico da política econômica do governo, gostaria de ver o estado exercendo um papel maior nas grandes obras de infra-estrutura do país, não ficar dependente de parcerias com os grandes conglomerados capitalistas, um modelo que serve apenas para enriquecer poucos. Sou crítico também da atuação destes movimentos ambientalistas, muitas vezes eles param e atrasam o crescimento do país e principalmente da região (Norte), que necessita urgentemente do desenvolvimento. Será que é tão complicado conciliar crescimento econômico com preservação ambiental?

Hélio Sassen Paz (29/04/2008 - 11:28)
Pois é exatamente isso o que eu quis dizer quando, indignado, peguei pesado em tom de provocação sobre a ministra: a linda história de vida, de ativismo e de militância dela está sendo posta por ela própria em um segundo plano em função da importância que ela dá ao seu cargo. O Ministério do Meio Ambiente trabalha com um orçamento reduzidíssimo e a esmagadora maioria de suas ações é permeada pelos interesses dos projetos de lei dos financiadores de campanha dos deputados de direita da região amazônica. Cadê aquela valorosa mulher que lutou ao lado de Chico Mendes?! Falando nisso, o seu companheiro Tião Viana, ex-governador do Acre por duas legislaturas, foi quem mais botou pilha para a aprovação da mudança de fuso horário do estado amazônico para facilitar a "integração nacional" exercida pela Globo. Fico extremamente decepcionado porque dois antigos lutadores pelas causas essencialmente populares da região norte do Brasil hoje tornaram-se predominantemente fisiologistas. []'s, Hélio

Amyra El Khalili, Movimento Mulheres pela P@Z! (29/04/2008 - 11:26)
Azenha, muito importante dar voz para Mulheres como Antonia! Antonia uma Mulher da comunidade que conhece a realidade local. Sabe que a água está sendo 'commoditizada' em forma de energia. Antonia tem essa clareza! Eco solene, bem diferente de quando a mídia dá voz somente para Ongs forasteiras.

Fernando (29/04/2008 - 11:20)
Sobre os movimentos sociais na Amazônia recomendo entrevista com o professor Carlos Walter Porto-Gonçalves, professor do Departamento de Geografia da UFF.

JULIO COSTA (28/04/2008 - 22:42)
CARO AZENHA; A TÍTULO DE SUGESTÃO, QUE TAL ENTREVISTAR AQUI NO SEU BLOG O QUE PROVAVELMENTE SEJA O MAIOR CONHECEDOR DA REALIZADADE AMAZÔNICA NA ATUALIDADE, O PROF. DOUTOR/APOSENTADO PELA UFPA - ALUÍZIO LEAL. COMO REFERENCIA, NO PRINCIPAL DOCUMENTARIO POSTADO NO YOUTUBE SOBRE A PRIVATIZAÇÃO "FRAUDULENTA" DA VALE DO RIO DOCE, ELE É O QUE INICIA OS DEPOIMENTOS, LOGO ANTES DE LÚCIO FLÁVIO PINTO, ESTE, JORNALISTA COMBATIVO COMO VOCê!

waleria (28/04/2008 - 21:24)
Porventura, minerar é crime? Legalmente, seguindo as normas do DNPM e do IBAMA, minerar é crime?

Patrick (28/04/2008 - 21:23)
Toda atividade humana tem um impacto ambiental. O que nós devemos ter em mente são algumas questões: é o menor impacto ambiental possível para a necessidade em questão? qual será o benefício à sociedade desse impacto ambiental? No caso das hidrelétricas do Pará, é de se ficar com o pé atrás. A energia elétrica gerada por Xingu não é direcionada à população ou à sociedade como um todo, mas a poucos consumidores eletrointensivos: os produtores de alumínio. Se ao menos eles pagassem o preço de mercado, que qualquer um de nós paga... Atividades eletrointensivas como essa, muitos países do primeiro mundo descartaram justamente pela relação custo (ambiental/econômico) / benefício.

Bruno Leonelo Payolla (28/04/2008 - 19:56)
Azenha: Legal voce ouvir as pessoas/entidades contra o projeto. Agora, que tal buscar informações reais sobre o projeto do AHE Belo Monte (engenharia e meio ambiente) com a Eletrobrás (consultem a página na internet). Sobre a preservação ambiental da região, sugiro uma consulta às imagens da região de Altamira (Volta Grande do Xingu) no Google Earth.

Luiz Henrique Gomes Moraes (28/04/2008 - 18:48)
Azenha entreviste mais ativistas como a Antonia, nós jovens principalmente do sudeste seja da periferia ou da classe média precisamos ouvir gente como ela. Seu Site está se tornando um ótimo sistema de comunicação pluralista, diverso e universal, me considero um esquerdista de linha social democrata mas acho q vc precisa tb ouvir postar membros da direita q naum saum golpistas, corruptos, saum democratas como o Cláudio Lembo q era até amigo de Brizola.

Fernando (28/04/2008 - 18:19)
Parabéns, Azenha. Está cumprindo o que prometeu de botar os movimentos sociais na discussão do Vi o Mundo. Tem cada obra desse PAC que vou te dizer o negócio...

Conceição Oliveira (28/04/2008 - 17:08)
Lamentável... como será que está o grupo de Marina Silva diante dessas obras muito complicadas do PAC? (porque várias não o são, boa parte delas visam construir redes de saneamento básico). Será que esse governo não aprendeu nadica de nada com a história de obras faraônicas na Amazônia? E a idéia básica de bioma, passa ao largo? Como eu disse no post sobre as relações Brasil e EUA, tem gente que se esquece que as espécies se extinguem... estamos cada vez mais perto disso: aquecimento global, elites, corporações e governos predatórios, consumo burro... esquecemos que precisamos dos recursos do planeta e que eles são esgotáveis e com nossas ações, eles, cada dia, têm menos condições de se renovarem. Minha questão vai para os militantes petistas daqui desse blog, quando lideranças como esta fazem denúncias desta gravidade, basta taxá-las de retrógradas, vê-las como inimigos da oposição (seja do Psol ou dos demotucanos que dá no mesmo) e o problema estará resolvido? Não é uma questão retórica e não é provocação barata.



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