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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Com salário de 37 mil reais por mês, Gilmar Mendes relativiza trabalho escravo dizendo que pode até ser o caso dele

19 de outubro de 2017 às 17h17

Meu trabalho é exaustivo, mas não é escravo, diz Gilmar Mendes

Ministro do STF admite que não leu nova portaria, mas afirma que assunto, ‘polêmico, não deve ser partidarizado nem ideologizado’

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Em meio à polêmica com a publicação de uma portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira, 19, que o tema é polêmico, mas que deve ser tratado sem partidarizações ou ideologizações.

“Eu não tive tempo ainda de ler a portaria e terei de fazer a devida aferição. Esse tema é sempre muito polêmico e o importante, aqui, é tratar do tema num perfil técnico, não ideologizado. Há muita discussão em torno disso”, disse o ministro.

“Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo. Eu já brinquei até no plenário do Supremo que, dependendo do critério e do fiscal, talvez ali na garagem do Supremo ou na garagem do TSE, alguém pudesse identificar, ‘Ah, condição de trabalho escravo!’. É preciso que haja condições objetivas e que esse tema não seja ideologizado”, completou Gilmar Mendes.

As novas normas mudam a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão. Entre outras coisas, elas determinam que só o ministro do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, que dificulta a obtenção de empréstimos em bancos públicos.

Critérios. A nova regra altera também a forma como se dão as fiscalizações, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime.

“O que é importante é que haja critérios objetivos e que não haja essa subjetivação. Vimos aí alguns processos no STF em que havia uma irregularidade trabalhista, mas daí a falar-se em trabalho escravo, parece um passo largo demais. É preciso que haja esse exame adequado das situações, um tratamento objetivo e que isso não seja partidarizado nem ideologizado”, comentou Gilmar Mendes.

Rebatidas. A portaria já foi criticada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Apesar das críticas, o presidente Michel Temer segue disposto a manter as alterações nas regras como um sinal de afago à bancada ruralista do Congresso Nacional em meio à articulação política para garantir uma votação favorável na segunda denúncia apresentada contra o presidente.

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5 Comentários escrever comentário »

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Décio

20/10/2017 - 12h47

Palhaçada desse cara, ele sempre se sai com uma dessas para desviar a atenção do Aécio e Temer. Daqui 1 semana todo mundo já esqueceu os corruptos patroes do Gil-mar Aécio e Conde Drácula.

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Olimpio

20/10/2017 - 06h58

ERA RECEITA DE BOLO? ERA. DE BOLO DE NOIVA

Fernando Brito: era menos vergonhoso Aécio dizer que trocava receita de bolo com Gilmar

Editor do Tijolaço chama de “festival e desmoralização” a revelação de que o ministro Gilmar Mendes e o senador Aécio Neves (PSDB) conversaram pelo menos 46 vezes em menos de 60 dias, segundo relatório da Polícia Federal; “É um festival de desmoralização, embora pareça impossível ainda falar em desmoralização do senador e do ministro. Mas é inacreditável que, depois desta evidência, o Supremo, como instituição. não decida afastar Mendes da condução dos inquéritos de Aécio. Se não o fizer, estará passando um atestado de que é, mesmo, uma casa do faz-de-conta”, diz Fernando Brito

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David

19/10/2017 - 22h43

É um total deboche do “sinistro” Gilmar.

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a

19/10/2017 - 22h11

Conversando com pessoas que criticavam o bolsa família ou outros programas similares, passei a perguntar-lhes se conheciam algum pobre. Não como se conhece a mulher que serve café, cujo nome nem sempre se sabe, mas conhecer suas dores e sofrimentos, saber como é sua vida. E fui descobrindo que, em sua esmagadora maioria, não tem a menor ideia de como é a vida dos excluídos. O Moro, segundo biografia no DCM, veio a conhecer um pobre aos 18 anos e provavelmente não no sentido a que me refiro.
Essa é nossa elite. Moro na área rural do sertão baiano. Esse Ministro não tem a menor ideia de como é a vida de um sertanejo que puxa uma enxada ou usa uma foice 8 a 10 horas por dia, sob o sol nordestino, bebendo água salobra, para ganhar R$ 60,00/dia, provavelmente o que o sr. Gilmar paga numa dose de whisky – quando paga.
Essa figura precisaria aprender respeitar nosso povo, inicialmente não sendo parte de um golpe que nos roubou 54 milhões de votos mas sobretudo respeitar os abandonados, os que sofrem os mais fracos que regam a terra com o suor de seu rosto e respeitar sobretudo exercendo com um mínimo de decência a função que lhe foi delegada. Infelizmente essa é mais uma herança maldita do FHC!

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Marat

19/10/2017 - 19h49

37 paus fora os penduricalhos y otras cositas más. É muito cara de pau!

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