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Cartas de Minas
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Rui Pimenta: Impopular, Temer não serve mais ao rearranjo da economia

18 de maio de 2017 às 14h24

Donos do golpe iniciam a demissão de Michel Temer

por Rui Costa Pimenta, no Causa Operária

A gravação publicada nesta quarta-feira à noite pela TV Globo não deixa margem a dúvidas.

Os donos do golpe iniciaram a demissão do homem contratado para levar adiante o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

A luta contra o golpe de Estado reduziu a pó o governo golpista.

Sua popularidade tornou-se uma quantidade negativa. Suas “reformas” contribuíram para a ampliação do repúdio aos golpistas e para a revolta da população.

A economia continua em queda livre com quase 14 milhões de desempregados e 9 milhões de subempregados.

A greve do dia 28 e o movimento que colocou a Lava Jato em xeque completam o quadro de decomposição do governo e do regime.

Estes fatores, no entanto, não foram os que determinaram a queda do governo e sim o fato de que Temer mostrou-se incapaz de controlar uma peça chave do atual processo político: o Congresso Nacional e aprovar as medidas exigidas pelos donos do golpe.

Nestas condições, tornou um peso morto, sem mencionar que se trata de um enorme fator de risco.

Pego, como se diz, “com a mão na massa” e atacado pela onipotente Rede Globo, Temer terá agora que ser substituído, seja por um impeachment no Congresso, seja pelo TSE ou qualquer outro meio que seja mais prático para os donos do regime.

Quem tem a iniciativa no jogo continua sendo a direita golpista, ou seja, os representantes oficiais da grande burguesia.

A burguesia se lança a uma segunda etapa do golpe. Seu objetivo é colocar nos trilhos a economia, ou seja, impor um pesadíssimo tributo às massas trabalhadoras para ganhar um fôlego no lento processo de destruição da economia nacional pelo imperialismo.

Essa reorganização econômica é um aspecto chave para controlar a crescente rebelião popular.

Se a burguesia fracassar, abre-se a seguinte alternativa: ou o regime será encurralado pelas massas, ingressando em uma etapa de enorme instabilidade – uma etapa revolucionária – ou medidas de força, provavelmente da parte das instituições militares serão utilizadas como recurso último diante da crise.

Todo este quadro torna ainda mais essencial a mobilização contra os golpistas – que não se resumem à figura pálida de Temer – e contra o seu plano. O golpe deve ser derrotado, o impeachment anulado e a reformas jogadas no arquivo morto da história.

Enquanto a burguesia procura arrumar a casa, os trabalhadores e suas organizações devem tomar imediatamente a iniciativa.

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