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Cartas de Minas
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Milhares se reúnem na Esquina Democrática, em Porto Alegre; Lula diz que será candidato mesmo se tribunal rejeitar apelação; veja como foi

23 de janeiro de 2018 às 18h51

Da Redação, com Mídia Ninja

Eram 19 horas e milhares de pessoas se reuniam na tradicional Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, à espera do discurso do ex-presidente Lula.

Amanhã, o recurso dele junto ao TRF-4 será julgado por três desembargadores. A expectativa é de que a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a mais de 9 anos de prisão, seja confirmada por 3 a 0.

Advogados de Lula já marcaram uma entrevista coletiva para logo depois do julgamento.

No ‘esquenta’ da manifestação, houve show de Chico César.

Antes, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, acusou a TV Globo de ser a grande articuladora do golpe em três tempos: demonização do PT, derrubada de Dilma e afastamento de Lula da campanha de 2018.

Também acusou os golpistas pelas mortes da ex-primeira dama Marisa Letícia e do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.

Segundo a senadora, a Lava Jato extraiu delações de empresários para em seguida deixá-los à solta desfrutando de suas fortunas.

Em seu discurso, o senador Roberto Requião pregou a “revolução pelo voto”.

Defendeu que o PT, mesmo com Lula condenado em segunda instância, registre a candidatura do ex-presidente ao Planalto.

Já o coordenador do MST, João Pedro Stédile, denunciou o que chamou os inimigos do povo: Bradesco, Itaú, o agronegócio, a Basf, as multinacionais.

Segundo ele, “a Globo é o verdadeiro partido ideológico”, que dirige o juiz Sérgio Moro, um mero — nas palavras de Stédile — servidor do grande capital.

“A verdadeira decisão não será amanhã, mas em 7 de outubro, quando vamos eleger Lula presidente em primeiro turno”, encerrou João Pedro.

Lula discursou logo depois da presidenta Dilma Rousseff.

Ele repetiu sua fala padrão de candidato, ressaltando as conquistas obtidas pelo Brasil desde 2002.

Disse que não pretendia falar sobre o processo.

No final, disse que só a morte o impedirá de fazer política.

Anunciou para fevereiro, no Rio Grande do Sul, uma caravana que o levará a São Borja, Bagé, Santa Maria, Livramento e Porto Alegre.

Ou seja, é candidatíssimo ao Planalto independentemente do resultado de amanhã.

Abaixo, trechos da manifestação que precederam o discurso de Lula:

 

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