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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Prisão de jornalista Cláudia Cruz, pedida pelo MP, pode ser o que faltava para levar Eduardo Cunha à delação

19 de abril de 2017 às 14h03

Ministério Público pede prisão para mulher de Eduardo Cunha

do MSN Notícias

Os procuradores da Operação Lava-Jato pediram ao juiz Sérgio Moro que a jornalista Cláudia Cruz seja condenada por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.

Os 12 procuradores que assinam os “memoriais escritos” entregues ao juiz Moro querem que a esposa do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comece a cumprir a pena em regime fechado.

Nas próximas semanas, o juiz Moro deverá anunciar sua sentença no processo em que Cláudia e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada são réus.

O pedido de condenação de Cláudia Cruz se baseia em cinco fatos, todos ligados à manutenção de dinheiro não declarado no exterior.

A jornalista sempre alegou que jamais teve conhecimento das movimentações ilegais do marido na Suíça, mas não convenceu os procuradores.

“É claro que Cláudia Cruz, pessoa bem esclarecida, sempre teve conhecimento de que o salário de Eduardo Cunha, como servidor público, jamais seria capaz de manter o elevado padrão de vida por eles mantido”, diz a petição do MPF.

“Cláudia Cruz não foi simples usuária dos valores, mas coautora de Eduardo Cunha em lavar os ativos mediante manutenção de conta oculta com os valores espúrios, cuja abertura foi assinada por ela, bem como por converter os ativos criminosos em bens e serviços de altíssimo padrão”, dizem os procuradores.

Para eles, Cláudia pagou despesas internacionais suas e de sua família com recursos ocultos que sabia serem provenientes do crime.

O MPF listou as compras de Cláudia e de sua filha Daniele Ditz Cunha nas melhores lojas do mundo, com dinheiro de propina que o marido ganhou em negócios ilícitos em contratos com a Petrobras, dinheiro esse que era depositado na Suíça.

A lista inclui compras em lojas como Chanel, Louis Vuitton, Hermès e Cristian Dior, em cidades como Paris, Dubai, Lisboa e Roma.

Os procuradores estipularam um valor mínimo para a reparação do dano causado aos cofres públicos.

Cláudia, se condenada, terá de ressarcir a União em 2,3 milhões de dólares (7 milhões de reais). Os réus Jorge Zelada, João Henriques e Idalécio Oliveira terão de ressarcir 77,5 milhões de dólares (240 milhões de reais).

PS do Viomundo: Cunha poderia esclarecer, dentre tantas coisas, as relações que manteve com a TV Globo antes, durante e depois de presidir a Telerj.

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6 Comentários escrever comentário »

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Gilberto Bueno

19/04/2017 - 19h15

Demorou!!!
Mais em se tratando de investigação seletiva, eu só acredito depois de transitado e julgado em última instância sem qualquer possibilidade de recurso.

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FabioT

19/04/2017 - 18h30

cunha ja vem dando declarações sobre as contradições de mt, lembrando que moro barrou varias perguntas incomodas do cunha ao mt. Pra mim a ameaça de prisão dela é justamente pra que ele fique quieto, ou fale só o que interessa, vamos ver

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José Eduardo de Camargo

19/04/2017 - 18h00

Bem lembrado, Azenha! Onde fica a Globo na relação incestuosa que tinha com o Cunha quando ele presidiu a Telerj?

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João Luiz Brandão Costa

19/04/2017 - 17h51

“É claro que Cláudia Cruz, pessoa bem esclarecida, sempre teve conhecimento de que o salário de Eduardo Cunha, como servidor público, jamais seria capaz de…..
Essa é a linguagem de pessoas que se dizem representantes da lei e do direito. E claro que é a P.Q.P.

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Luiz

19/04/2017 - 16h30

Cláudia não será condenada. Ela sequer foi conduzida para depor. O juiz de Curitiba não quer delação de Cunha, já que ele não tem como ferrar com Lula e o PT. Não vem ao caso.

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Rogério Bezerra

19/04/2017 - 15h38

Entramos na fase do ” fale enquanto o contra golpe não vem”. Cunha ainda vale alguma coisa, mas as recentes delações fizeram cair, na bolsa golpista, a cotação de suas confissões.
Se demorar mais os próprios corruptores contaram tudo e ele ficará sem cartas na manga.

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