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Prefeitos anunciam medidas para evitar repetição de tragédia

publicado em 28 de janeiro de 2013 às 17:39

28/01/2013 13:29

Tragédia de Santa Maria desperta políticos de todo o Brasil

Depois da morte de 231 pessoas em Santa Maria, várias cidades anunciam mutirão de inspeções ou intenção de tornar legislação de segurança mais rigorosa

Marco Prates, na Exame.com

São Paulo – É possível que a morte de 231 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria (RS), provoque mudanças na prevenção e fiscalização contra incêndios em todo o Brasil. Ao menos é o que indicam as manifestações de políticos do norte ao sul do país, que prometem reforçar ações preventivas em locais com grande aglomeração de pessoas e até criar novas leis para impedir que tragédias semelhantes se repitam.

Em São Paulo, onde existem mais de duas mil casas noturnas, o prefeito Fernando Haddad (PT) determinou a revisão da legislação de prevenção a incêndios em locais fechados.

A reunião do grupo que analisará as leis em vigor ocorrerá na tarde desta segunda-feira.

Um dos integrantes da comissão, o secretário de Governo, Antônio Donato, comandou em 2006 a CPI dos Licenciamentos na Câmara Municipal. Uma das conclusões à época foi de que a cidade não tinha estrutura para fiscalizar a segurança de locais com grande aglomeração de pessoas.

Mas São Paulo está longe de ser a única capital do país onde a discussão se acirrou desde os acontecimentos deste domingo.

Capitais de todas as regiões do Brasil anunciam medidas

No Nordeste, uma das cidades a anunciar um mutirão de inspeções foi Salvador. O prefeito ACM Neto disse que quem “não estiver enquadrado nos padrões e normas técnicas será interditado”.

Na ação, os camarotes de Carnaval, a principal festa da cidade, terão atenção especial.

No Sul, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, anunciou ontem pelo Twitter que nesta segunda-feira já haveria reunião envolvendo secretarias, bombeiros e Ministério Público para a revisão de “todos os procedimentos” envolvendo a concessão de alvarás e a fiscalização de bares e casas noturnas.

Em Manaus, onde foi decretado luto de três dias, o goveno municipal anunciou uma “grande blitz” nas casa noturnas para que aquelas que não estiverem nos padrões de segurança sejam interditadas.

Medida semelhante foi anunciada pelo prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que determinou uma fiscalização em caráter emergencial em todas as casas noturnas da capital mato-grossense. A previsão oficial é que as principais boates sejam vistoriadas em até uma semana.

Várias outras cidades brasileiras seguiram o exemplo das mencionadas acima. Teresina, Recife e Londrina, por exemplo, também prometem ações para evitar que tragédias semelhantes à de Santa Maria ocorram em seus territórios.

Leia também:

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8 Comentários para “Prefeitos anunciam medidas para evitar repetição de tragédia”

  1. [...] Prefeitos anunciam medidas para evitar repetição de tragédia [...]

  2. [...] Sul21: Boate universitária foi interditada, mas a Kiss continuou funcionando Prefeitos anunciam medidas para evitar repetição de tragédia [...]

  3. ter, 29/01/2013 - 12:22
    Liz

    Tem de haver leis rigorosas,federais, com iguais punições para os que não cumprirem. Mas para isso tem de se contratar funcionarios para fiscalização, no horario de funcionamento dos estabelecimentos.
    OBRIGAÇÃO do poder publico municipal. Não pode haver uma CPI, como houve em São Paulo, e concluir-se que a Prefeitura não tem condições de vistoriar os estabelecimentos. Se não tem, crie-se. Reduza o numero de vereadores, deputados, asessores e suas respectivas verbas, que nunca faltam.

    Em relação ao povo brasileiro, precisa aumentar sua capacidade de indignar-se, e cobrar do poder publico o que lhe e de obrigação.
    Tambem, cada um deve fazer a sua parte.Todo cidadão deve recusar-se, e orientar seus filhos a fazer o mesmo, a permanecer em um local publico, como as baladas, por exemplo, onde permaneça confinado. Muitas destas casas, não tem saidas de emergencia, e muitas que as tem, as mantem trancadas para que não se possa correr o risco de se sair sem pagar. Os pseudos seguranças estão la, prioritariamente, para isto, fazem bico, por vezes mal conhecem o espaço interno do estabelecimento, vão bloquear a saida em situação de conflito, pois a conta somente e paga na saida.

  4. seg, 28/01/2013 - 22:53
    Eduardo

    As prefeituras não prefeituras não precisam de outra coisa senão:
    a) Liberar os bombeiros de fazer vistorias em recintos menores do que mil pessoas.
    b) Exigir de todos os recintos (cinemas, templos, boates, lojas) que tenham planos anuais revistos de emergência e contingência assinados por técnico de segurança diplomado e/ou engenheiro habilitado.
    É necessário substituir o Estado pela responsabilidade civil, tirar o Estado da lista de culpabilidades, para fazer a responsabilidade cair integralmente nos ombros do proprietário.
    Ele, proprietário, é o responsável por buscar um laudo emitido por profissional ou empresa qualificada.
    Em caso de sinistro, castigam-se proprietário e o responsável técnico tão somente.
    Simplifica-se tudo para culpar bem o culpado principal.

  5. seg, 28/01/2013 - 21:40
    Moacir Moreira

    No final das contas nada vai ser feito e tudo vai continuar como está pois os empresários da noite contam muito mais com a sorte do que o juízo.

    Acidentes como este são muito raros de acontecer.

  6. seg, 28/01/2013 - 20:35
    Gerson Carneiro

    Duvido muito que ACM Neto irá interditar algum cooperador de sua campanha eleitoral e afins. Exemplo, carros de particulares são multados se estacionados nas calçadas da Barra. A não ser que utilizem os serviços da Natural Park.

    https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/37083_399952993422189_1957944317_n.jpg

  7. seg, 28/01/2013 - 18:27
    Gerson Carneiro

    “Com mórbida semelhança, Rio Grande do Sul revive tragédia que abalou BH há 11 anos.

    Na capital mineira incêndio foi na Avenida Tereza Cristina, extensão da Andradas.

    O tempo passa e a lembrança triste sobrevive na memória dos belo-horizontinos. Cicatrizes de um desastre anunciado. Em 24 de novembro de 2001, a casa de shows Canecão Mineiro, que não tinha alvará para funcionar, incendiou depois de uma irresponsável e criminosa queima de fogos no palco. Sete pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. Tragédia que se repete no Rio Grande do Sul com mórbida semelhança. Novamente o endereço do acidente foi a Andradas [em BH, oficialmente o logradouro já consta como Tereza Cristina], dessa vez a rua da cidade de Santa Maria, com pouco mais de 270 mil habitantes.”

    http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2013/01/27/interna_nacional,346371/com-morbida-semelhanca-rio-grande-sul-revive-tragedia-que-abalou-bh-ha-11-anos.shtml

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