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Nassif: O objetivo do Moro é derrubar o governo; só a Rainha Dilma e seu conselheiro-mor ainda não perceberam

23 de fevereiro de 2016 às 17h50

moro, dilma e cardozo-001

Moro e a exploração da ingenuidade imperial

TER, 23/02/2016 – 10:41

ATUALIZADO EM 23/02/2016 – 11:59

Luis Nassif, no GGN 

É irreal o grau de ingenuidade de setores do PT e do governo, aliviados com as informações que constam nos documentos que embasaram a Operação Acarajé, de que não há nenhuma evidência de que o marqueteiro João Santana tenha recebido dinheiro ilegal para as campanhas de Lula e Dilma.

Então, o juiz Sérgio Moro teria autorizado a prisão de Santana por suspeita de financiamento oculto para as campanhas presidenciais na República Dominicana?

É evidente que o objetivo de Sérgio Moro é derrubar o governo. É evidente que Moro está alinhado à oposição e à estratégia de Gilmar Mendes no TSE (Tribunal Superior eleitoral).

Pessoas minimamente antenadas teriam percebido desde o início a estratégia de Moro – porque é óbvia, pouco sutil. É impressionante, no entanto, a facilidade com que iludiu seus principais alvos, a presidente Dilma Rousseff e seu conselheiro-mor, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Há duas lógicas na Lava Jato: uma, a lógica político-midiática, de criar o clima para o golpe final; e a lógica jurídica.

Juízes só julgam sobre o que está nos autos. Pode-se fazer a campanha política mais radical, mais evidente, desde que não conste dos autos. Constando dos autos, assim que os processos saírem do Paraná os tribunais superiores poderão reconhecer a parcialidade do juiz e a intenção política da Lava Jato.

A estratégia da Lava Jato foi simples. De posse das informações levantadas, com o poder de editar como bem entendesse, já que aliada à mídia, a Lava Jato direcionou todas as investigações para o lado de Lula e alimentou a mais pertinaz campanha de desconstrução da imagem de uma pessoa pública, desde a campanha contra Getulio Vargas em 1954.

A prisão da nata da malandragem teve como único objetivo recolher informações de ordem política. Depois, todos foram liberados, assim como Alberto Yousseff na Operação Banestado.

A campanha midiática teve por objetivo estimular o clamor popular e demolir as resistências do Judiciário contra os abusos da operação. Ao mesmo tempo em que os delegados vazavam toda sorte de factoides, e os procuradores todo tipo de discurso político, os autos permaneceram impolutos: não há nada contra Lula, Lula não está sendo investigado, Lula não é suspeito.

No reino colorido de Brasília, o conselheiro José Eduardo Cardozo acalmava a Rainha Dilma e lhe dizia:

– Viu? Não há o que temer. A operação é republicana.

Ontem, na véspera de se consumar o estupro, começou a cair a ficha das virgens do Planalto de que havia algo de estranho no comportamento de Sérgio Moro.

Provavelmente, é o mais ingênuo governo da história do país. Nem Wenceslau Braz conseguiu superá-lo.

Leia também:

Prédio que Lula construiu “com dinheiro de propina” já estava construído

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12 Comentários escrever comentário »

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César

24/02/2016 - 07h42

Euler e Maurício faço da lucidez das suas palavras as minhas. Parabéns!

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Francisco

24/02/2016 - 03h24

Tanta gente morta, meu deus, tanto sofrimento, tanta família destruída para termos um governo nacionalista e trabalhista, tanta luta contra a ditadura e dá nesse par de bestas…

O Zé Cardoso não terá a menor condição de continuar a morar no país.

Dilma só permanece se entrar no PMDB ou latrina mais suja ainda. Vai sair do país.

Quanto a Lula, depois de tanto, não tem onde cair morto: qualquer metro de terra onde cair duro, será invadido pela policia federal reaparelhada por ele.

Ao fim e ao termo, nenhum sindicato tem emissora de rádio, o MST não tem uma repetidora de TV e Bolssonaro vai dizer o que poderemos ou não chamar de Ciência nas escolas.

A ditadura ganhou.

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Marat

23/02/2016 - 23h23

Este incompetente Cardozo deveria tirar a bunda gorda da cadeira e fazer os poucos policiais federais decentes trabalharem e verificarem a vida do outro Cardoso, o garanhão das piguetes, e fazê-lo pagar por seus inúmeros crimes!

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Nelson

23/02/2016 - 22h54

Já escrevi isso aqui neste blog e vou repetir. Há momentos em que eu fico com nojo deste governo. Além da passividade bovina diante dessa monstruosa e absurda manipulação do Judiciário, da Mídia, da PF, do MPF, o governo Dilma vem falar em nova reforma da previdência ao mesmo tempo em que quer o apoio dos trabalhadores e movimento sociais.

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    Paulo

    23/02/2016 - 23h45

    Concordo plenamente!
    A honrada Presidenta, porém míope e ingênua, só pode estar de sacanagem com aqueles poucos que ainda lutam pela defesa do seu Governo e do PT.

Euler

23/02/2016 - 20h00

Ingenuidade, covardia e miopia política, tudo junto. O governo Dilma e o PT se tornaram isso. Passou da hora de convocar a população brasileira para a resistência ao golpismo em curso. Para denunciar em canal de rádio e TV que existe uma associação mafiosa, quadrilhesca, reunindo juízes, procuradores, policiais federais e a mídia contra a democracia brasileira, contra as instituições, contra o Brasil dos de baixo. Claro que para assumir uma atitude assim, o governo teria que ter coragem, teria que estar cercado de pessoas corajosas, teria que ter ao seu lado os movimentos sociais como aliados – e para isso teria que fazer política em favor dos de baixo, e não fazer política para agradar o mercado que lhe dá uma banana como retribuição.

Era preciso sim, fazer um documentário didático, pedagógico, para ser exibido em rede nacional de rádio e TV e pela Internet, denunciando mundialmente o que está acontecendo no Brasil. Era preciso ter coragem inclusive para lançar mão de parte das reservas internacionais para deixar a economia interna com suficiente fôlego e força para realizar investimentos e comprar brigar com a Casa Grande. Era preciso ter coragem para cortar toda a publicidade que o governo gasta com a mídia golpista, especialmente a Globo, e deixar bem claro que não haverá financiamento público para golpistas, como acontece atualmente, e como vem acontecendo nos últimos 13 anos de governos petistas. Enfim, coragem cercada de uma gente disposta a encarar os canalhas e não gente frouxa, complexada, que tudo faz para agradar aos barões da mídia e a Casa Grande, que os vê com desdém, como seres inferiores, que ao fim e ao cabo acabam por merecer este humilhante tratamento. Eles – PT, governo Dilma, seus não-ministros – podem até merecer este tratamento. Mas, o povo brasileiro não merece!

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    Mauricio

    23/02/2016 - 22h08

    Euler, coragem o PT teria para tomar atitudes tão radicais se ele não tivesse feito o mesmo jogo de todo politico que ao invés de conquistar uma bancada de apoio, compra uma bancada que a todo tempo está a procura de compradores, o PT se juntou com o mesmos porcos de sempre e comeram do farelo juntos, por isso fica tão difícil nesta atual conjuntura conclamar a população para defender o indesatável, políticos do PT em diversas posições tem rabo preso com partidos de situação e oposição e estão envolvidos em roubo até a medula , a Dilma não tem muito com quem contar neste momento.

    Renato

    23/02/2016 - 22h30

    O comentário mais perfeito e sensato que já lí ultimamente. Parabens.

    NILSON

    23/02/2016 - 22h32

    revolução já.

    Vilma Amaro

    24/02/2016 - 10h48

    Concordo em gênero, número e grau com Euler. Mas, acho que há fatos que desconhecemos e que estão causando pânico no governo. Com medo ou sem medo, a direita não tem medo, Aécio está protegido, o japonês da federal já condenadp é o queridinho da mídia,o juiz Sérgio Moro quer um Berlusconi no governo.Não descansará enquanto não destruir o PT e a esquerda por tabela. Quando e como vamos reagir ? Acho que a proposta do Euler, de escancarar de uma vez e partir para o pau -já que a luta é ideológica- é a mais correta. Agora a agência Moodýs processada nos EUA por falta de credibilidade (Banco Lehman a quem protegeu e faliu) vem botar mais lenha na fogueira. Temos que empurrar o governo Dilma para a esquerda, em direção ao povo.E a Petrobrás agora será retalhada ? Conseguiram esses vendidos .

Braw

23/02/2016 - 19h25

Não foi falta de aviso da militância, simpatizantes e blogs progressistas.

Agora Inês é morta…lamentavelmente.

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Mauricio Gomes

23/02/2016 - 19h22

Tá na hora do povo acordar e nos revoltarmos com esse estado de coisas, alguém precisa botar pressão nesses fascistas da lava-jato senão os caras vão passar a governar o Brasil por decretos judiciais. Temos que ir para as ruas defender, senão o governo que é fraco e covarde, ao menos o Lula por sua história e luta pela democracia. Não podemos aceitar calados que juízes, promotores e delegados fascistas, partidários e arrogantes façam o que quiserem. Se for preciso quebrar tudo e radicalizar, que seja. Não dá para suportar tanta injustiça, vendo o Lula ser perseguido enquanto bandidos como Aécio e CÚnha estão livres, leves e soltos. Queda da bastilha já!

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