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Cartas de Minas
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Kátia Gerab Baggio: Com “Transgressores”, Globo quer ocultar que se aliou à extrema-direita para golpear Dilma e a democracia?

15 de novembro de 2017 às 18h03

A GloboNews e “Os Transgressores”

Por Kátia Gerab Baggio*, especial para o Viomundo

Liguei na GloboNews hoje, 12/11, à tarde. Desde 2014 e da campanha pró-impeachment, passei a assistir cada vez menos à emissora, por não suportar a mesmice da pauta neoliberal, na economia, e reacionária, em relação aos direitos sociais, que passou a rechear os horários do canal noticioso do Grupo Globo.

Estava sendo transmitido o GloboNews Documentário. Quando liguei a TV, o tema era Paulo Freire e seu papel fundamental para a educação e a alfabetização. Depois, o filme abordou a militância do estilista Carlos Tufvesson e sua luta contra a homofobia.

Na sequência, o documentário passou a tratar da trajetória de Celso Athayde e da criação da CUFA, a Central Única das Favelas. Por fim, a retratada foi Lucinha Araújo e a Sociedade Viva Cazuza, que dá assistência a crianças e adolescentes portadores do vírus da AIDS.

Centrado nesses quatro personagens — Paulo Freire, Carlos Tufvesson, Celso Athayde e Lucinha Araújo — e em suas lutas por causas sociais, é, indiscutivelmente, um documentário favorável à inclusão e contra a intolerância.

Uma coprodução da Cinética Filmes com a GloboNews e a Globo Filmes, de 2017, o documentário tem por título “Os Transgressores” e foi dirigido por Luis Erlanger, jornalista de longa trajetória no jornal “O Globo” e na TV Globo.

Por que resolvi escrever este texto?

No auge da campanha pró-impeachment, em que o Grupo Globo buscou, por todos os meios, insuflar as pessoas a ir às ruas de verde e amarelo, contra o PT, Dilma e Lula, documentários como este não eram usuais na programação dos veículos “globais”. Era necessário fazer vistas grossas à presença da extrema-direita nas ruas.

Ao lado do antipetismo, estavam intolerantes e violentos: racistas, misóginos e homofóbicos. Gente simpatizante de Bolsonaro e que vota em parlamentares da bancada BBB, da “Bala, Bíblia e Boi”.

Neste momento, o Grupo Globo está buscando dissociar-se da extrema-direita. A mesma extrema-direita com a qual somou forças para que o golpe de 2016 fosse consumado.

Nos atos de 2015 e 2016 a favor do impeachment, cartazes homofóbicos, racistas e contrários aos direitos humanos estavam nas ruas, junto com aqueles de ódio aos “petralhas”, às esquerdas e aos movimentos sociais.

Cartazes com frases como “Fora Dilma e leve o PT junto”, “A nossa bandeira jamais será vermelha”, “A culpa não é minha, eu votei no Aécio,” e “Chega de doutrinação marxista, basta de Paulo Freire” proliferavam. Tudo isso com o aval do Grupo Globo, que os endossava ou os escondia, no caso daqueles empunhados pela direita mais intolerante e extremista.

Mais de um ano depois de consumado o golpe, o Grupo Globo quer enganar a quem? Quer esconder que esteve aliado à extrema-direita para golpear a democracia? E, junto com a democracia, os direitos sociais e os direitos humanos?

Quer esconder que apoiou a chegada ao poder deste projeto excludente do (des)governo de Temer?

A família Marinho apoiou o golpe civil-militar de 1964 e o regime ditatorial militar, que durou duas décadas. Apoiou o golpe de 2016 e a campanha virulenta que visou à destruição do PT, de Dilma, Lula e de todas as esquerdas.

E agora resolveu endossar campanhas antirracistas, anti-homofóbicas e em defesa dos direitos humanos.

Mas continua a favor de um projeto neoliberal de enxugamento do Estado, de privatizações do patrimônio público a preços vis, e de retirada de direitos trabalhistas e sociais.

Não é possível deixar-se enganar pelo “canto da sereia”.

O Grupo Globo foi golpista em 1964 e 2016. E continua sendo a #GloboGolpista.

*Kátia Gerab Baggio é historiadora e professora de História das Américas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

6 Comentários escrever comentário »

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carlos

20/11/2017 - 18h58

Essa é de minha autoria,se ela quiser faço outras,

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carlos

20/11/2017 - 18h56

Descubram a usina de frases do Supremo Tribunal Federal, e de sua presidente: pensador se eu soubesse teria me habilitado com algumas frases: Tem uma que é assim Se existe algo na vida pior do que o fracasso é não fazer uma tentativa.

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Rivellino

16/11/2017 - 23h55

contra a dilma:
FOI GOLPE, SIM. ¿E DAÍ? Golpe de Mestre!
E que suntuoso golpe.
________________________________________________
Foi golpe dos mais extrordinários e perfeitos e corretos.
E que golpe bom.
Retirar:
1
O BARANGO,
2
O FEIO,
3
O CAFONÉRRIMO,
3
O BREGAÇO do PT.
4
A esquerdalha que só e somente só aprecia a baixa-cultura.
^^^

Foi golpe de mestre.
Estou muito contente com esse golpe.
E se pudesse daríamos de novo esse golpe contra o ignóbil!
Foi golpe sim!

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Luiz

16/11/2017 - 11h58

Destruir as organizações globo é um dever cívico de cada Brasileiro. Esse grupo não tem qualquer amor ao Brasil e ao povo brasileiro. Esse grupo se formou como uma organização criminosa que vem destruindo o ânimo do povo brasileiro e construindo zumbis midiáticos. Sem o grupo Globo o Brasil terá uma chance real de se reconstruir.
Ou Globo ou Brasil. Não dá mais para manter os dois.

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Julio Silveira

16/11/2017 - 09h26

A Globo é mais uma desgraça que deve ser colocada na conta de uma Ditadura Militar, feita por um grupo de militares que viam o Brasil como um natural estado capacho yanke. Gente que vendia independencia e soberania para consumo interno, mas eram alunos aplicados da “escola das americas” e do “consenso de Washington”. Tudo isso deu o direito aos yankes de proclamarem sem pudor que aqui é seu quintal. E como podemos ver, eles estão certos, acabamos como sua propriedade tal a quantidade de trairas de um estado que se quiz brasileiro, e guardamos este território como seus flanelinhas.

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Gonçalo

16/11/2017 - 07h05

Todas as emissoras de TV no Brasil são golpistas.

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