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Julian Rodrigues: O PT adota cotas, mas deixa as mulheres no banco de reservas

07 de julho de 2017 às 17h23

Gleisi: Pra inglês ver?

COTAS NO PT 

por Julian Rodrigues, no blog da Maria Frô

Tá rolando uma treta, porque na Executiva Nacional do PT a paridade foi cumprida, mas os cargos ficaram, em sua maioria com homens, as mulheres ficaram como vogal. Nós precisamos enfrentar esse problema. As cotas são um mecanismo correto, não podem ser desvirtuadas. E elas são apenas a ponta do iceberg das políticas afirmativas.

Em uma sociedade de classes, estruturalmente racista, patriarcal, heteronormativa e adultocêntrica, os critérios “políticos” , “naturais” resultarão, sempre, em direções de partidos, sindicatos e movimentos compostas por homens brancos, de meia idade, (supostamente) heterossexuais.

É preciso conectar o método de composição das direções com a proposta de bloco histórico revolucionário, que, imagino que estamos de acordo, não se limita a operários de meia idade, brancos, de macacão.

Acredito que a classe trabalhadora é jovem, é preta, é composta por MULHERES, por bixas, sapas e travas, é composta por gente da periferia, “feia”, com baixa formação intelectual, e teórica.

É composta por gente do campo e da cidade, a maioria cristã (e não ateia, como boa parte dos dirigentes socialistas/comunistas).

As direções precisam ser plurais, de fato.

Há jovens capazes de dirigir o PT. Se não vão pra direção, não é um problema de “cotas”, mas de OPÇÕES POLÍTICAS tomadas pelos dirigentes das correntes.

Toda geração dos anos 1990 do PT/ME, por exemplo, não ascendeu aos principais postos de direção. E todos poderíamos ser dirigentes partidários, tanto no inícios dos anos 2000, como hoje.

A mesma coisa para as mulheres. O povo toca a paridade de gênero como vaga para cunhadas, amigas, irmãs, esposas, AMANTES, sobrinhas, seguidoras, etc

. Mas aí, o problema não é das cotas, é de quem tem poder para implementar e não fez FORMAÇÃO DE QUADROS.

Cadê a política de formação para jovens, pretos, mulheres, LGBT????

A “artificialidade” na implementação das cotas é fruto da não superação dos preconceitos estruturais dentro do PT e das entidades de esquerda.

O princípio das políticas afirmativas é correto. “Cotas” é a parte mais visível de UMA POLÍTICA DE PROMOÇÃO DE IGUALDADE.

É a parte fácil de fazer..a parte mais complexa, que começa por formação específica geralmente é ignorada.

Querem um bom exemplo, uma “boa prática”? As últimas três pessoas que presidiram a UNE são mulheres! Por quê? DECISÃO POLÍTICA do PCdoB!

Deliberaram que sempre que houver um homem e uma mulher em condições similares, a mulher terá preferência para assumir o cargo de presidenta. Isso é política afirmativa real. Preparar mulheres para encabeçar as entidades!!!

Portanto, não adianta o PT aprovar formalmente a paridade de gênero, e cotas para jovens e pretos/as!

É preciso ter uma política efetiva de formação de quadros e incorporar as pessoas de fato, no núcleos dirigente, a começar por cada tendência/corrente/grupo.

Urgente é a mudança real da cultura política.

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Mineiro

07/07/2017 - 19h58

O Pt tem muita conversa é só na teoria, vamos ver na prática mesmo se mudou ou é igual ao outros. Porque falam isso ou aquilo, mas no fim os cargos ficam com os burocratas, porque o Pt se tornou igual aos outros e foi tragado e domesticados pelo poder ,não foi atoa e quem que a parte tucana ,infiltrada querem alguma cota pra negros ,mulheres e lgbt. Nunca que querem alguma mudança.

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