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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Gleisi diz a Wall Street que PT apoia reforma da Previdência, mas não a de Temer

16 de janeiro de 2018 às 20h41

Da Redação

A senadora Gleisi Hoffmann mandou um recado a Wall Street, em entrevista à Bloomberg: o PT apoia a reforma da Previdência, mas não a proposta pelo governo Temer.

Segundo a Bloomberg, a senadora se mostrou cética quanto a necessidade de mudar a idade mínima para a aposentadoria.

Dentro do partido, o senador Paulo Paim (PT-RS) não é voz isolada ao dizer que a reforma é desnecessária: a Seguridade Social, como demonstrou CPI promovida por ele, é superavitária, desde que os governos de turno não desviem recursos para cobrir outras rubricas.

Gelisi disse que se Lula for eleito trabalhará para desfazer a reforma trabalhista e o teto nos gastos com Saúde e Educação, duas propostas adotadas pelo governo Temer.

Porém, Gleisi avisou aos investidores: “Não entrem em pânico, Lula não é um radical”.

A presidenta do PT disse que o ex-presidente é essencialmente um mediador e está trabalhando em uma nova versão da Carta aos Brasileiros, que pavimentou a ascensão de Lula ao Planalto com a promessa de jogar o jogo do mercado.

Ao longo de seus dois mandatos, Lula importou para dentro do governo as principais disputas políticas e fez contínuos movimentos pendulares para agradar ora a este, ora àquele extremo do pêndulo.

Mas o pêndulo, é importante registrar, ficou circunscrito ao espaço que poupava o topo da pirâmide de perdas ou de novos encargos.

Agora, interlocutores de Lula à esquerda tem dito que é impossível repetir a tática eleitoral de 2002 e agradar a gregos e troianos, como no passado.

O ganha-ganha estaria comprometido pelas novas circunstâncias da economia internacional.

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, avalia uma candidatura presidencial pelo PSOL que romperia com a conciliação de classes, marca essencial do lulismo.

Lula, no entanto, não parece disposto a abandonar o centro do tabuleiro político, que é onde se ganham as eleições no Brasil — do PSD ao MDB.

Por isso a sinalização do ex-presidente, por exemplo, em direção ao dissidente — de Temer — Renan Calheiros, criticada recentemente pelo deputado Marcelo Freixo, do PSOL.

“Todos ganharam sob Lula, inclusive o sistema financeiro”, disse Gleisi durante a entrevista.

Leia também:

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9 Comentários escrever comentário »

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Julio Silveira

18/01/2018 - 21h34

Mau indicativo. Parece que o PT não quer tentar mudar a herança cultural colonizada nacional. Vai continuar a senda de subserviencia prestando contas aos States e sua principal fonte de penetração nos estados para enfraquecimento da soberania dos povos, a tal Wall Street.
Uma pena viver num país que necessite dar explicações a outro sobre sua conduta, sua politica, como se tivessemos que seguir ao comando de um país estrangeiro hierarquicamente superior, que por nossa propria irresponsabilidade e fraqueza moral, passa a deter o poder de determinar o que poder ser bom ou ruim, para eles. Até quando vamos nos comportar como moleques diante de um lider de molecagens?

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Bovino

18/01/2018 - 15h19

Se houver eleição, Rui Costa Pimenta presidente.

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Nelson

18/01/2018 - 10h31

Oba! De volta ao governo, o PT vai, finalmente, reformar a Previdência para garantir a cada brasileira e brasileiro seu direito, inalienável, a uma aposentadoria digna, a verdadeira jubilação?

É esta proposta do PT e de Lula. Se é, tem todo o meu apoio. Se não é, eu digo que tá começando mal a coisa.

Lembremos que, em 2003, pouco depois de ter assumido, a presidência, Lula encaminhou ao Congresso uma proposta de reforma castradora de direitos ao invés daquela sempre debatida pelos movimentos sociais que universalizava a aposentadoria digna.

Muitos e muitas militantes de carteirinha, mais do que isso, de fé, do PT começaram a desacorçoar. E as concessões ao grande capital só aumentariam com a omissão total do governo na questão dos transgênicos – deixou a coisa rolar à solta – com a transposição do São Francisco, a TV digital, hidrelétricas na Amazônia e por aí afora.

Um grande conjunto de desvios que levou muita gente a desembarcar do partido. Vários nomes de peso saltaram fora já em 2003, quando da apresentação da reforma da Previdência castradora de direitos.

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Mark Twain

17/01/2018 - 16h32

Gleisi Fanfarrona! Trolando a Bloomberg, muito bom! xD

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Edgar Rocha

17/01/2018 - 14h19

É… meu voto e o de muitos que esperam uma postura mais firme não parecem ter a menor importância. Vale menos que o apoio do PCC, pelo jeito. A quantidade de grana, de emprego gerado, de renda para a classe média puxadora de carros e assaltante de bancos, as enormes quantias que sustentam o lucro de bancos em paraísos fiscais lavadores de dinheiro sujo, fora o enorme poder de fogo… tudo isto faz das organizações não tão paralelas do país grupos plenamente cooptáveis no jogo político quanto Wallstreet, o tea party, ou a bancada ruralista. O peso político é medido pela força corporativa. São estas que dão as cartas e o PCC é uma enorme corporação internacional. É a lógica.
As definições de utopia foram atualizadas: tudo que for bom e ideal é impossível. Utopia = conto de fadas.

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    Mark Twain

    17/01/2018 - 16h31

    O seu voto. Fale por si.

    Edgar Rocha

    18/01/2018 - 05h56

    É claro que falo por mim! Deixo a Gleisi falar por você.

Fernando

17/01/2018 - 12h29

Lula provou que o capitalismo pode dar certo.

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Mau Rufino

17/01/2018 - 11h09

Então ta né

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