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Fátima Oliveira: Estado laico contra a intolerância religiosa

publicado em 1 de maio de 2013 às 16:43

 

O secularismo e o laicismo contra a intolerância religiosa

QUANDO RELIGIOSOS ACALENTAM O SONHO DE DITAR REGRAS A TODOS

Fátima Oliveira, em O TEMPO
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

O fundamentalismo religioso cristão no Brasil, de extração católica e evangélica, adquiriu fôlego na última década, centrado na abolição dos direitos reprodutivos e dos direitos sexuais, vincando interferência perturbadora e preocupante, em todos os sentidos, em nome da defesa da família na vida política nacional.

Tanto evangélicos (dia e estatuto do nascituro, cura de gays, projetos de lei da grife “Estuprobrás”, as recentes infelicidades felicianas satanizadoras…) quanto católicos (concordata Brasil-Vaticano, obra de Lula, ai, meus sais!) acalentam o sonho de ditar regras de comportamento de suas visões de mundo para todo o povo.

Lembremo-nos da interferência do Vaticano nas últimas eleições presidenciais, indicando o voto no beato Serra! Vide Eleições presidenciais 2010: em leilão, os ovários das mulheres!  Os fundamentalistas cristãos brasileiros lutam por leis que transformem a nossa República democrática e laica numa teocracia!

E, ao mesmo tempo, as manifestações de intolerância religiosa não param de crescer, seja intramuros nas religiões ou nas seitas – caso da desassociação de Testemunhas de Jeová – ou na vida pública, sobretudo de algumas igrejas evangélicas contra as religiões de matrizes africanas.

Além da perplexidade causada pela lassidão do governo brasileiro diante dos fatos, não avancei muito na compreensão de tais nefastos fenômenos, sobretudo porque a responsabilidade maior de garantir a liberdade de religião e de assegurar os princípios da República laica é da Presidência do Brasil, que, dolorosa e praticamente, tem silenciado, mas tem cedido muito, em especial para o intuito da Igreja Católica de satanizar as mulheres.

Se a Presidência da República cede quanto aos direitos reprodutivos, como registrei em Governo Dilma submete corpos das brasileiras ao Vaticano, assiste à carruagem da intolerância religiosa passar e avançar sobre os princípios da República e faz de conta que não lhe diz respeito, estamos a pé mesmo…

Todavia, sou teimosinha, teimosinha e continuo firme em meu propósito: “Quero o aconchego de uma República laica e nada mais” (O TEMPO, 31.5.2011). Então, urge enfrentar quem mina os alicerces da República!

Em tal peleja, tenho refletido sobre o papel do secularismo e do laicismo diante da intolerância religiosa.

Compreendo secularismo, grosso modo, como o princípio de separação entre Estado e religiões de qualquer naipe, garantindo e defendendo a liberdade religiosa.

E laicismo é “uma visão filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e das comunidades religiosas, bem como a neutralidade do Estado em matéria religiosa”; tem como valores a liberdade de consciência; a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa e a origem humana – todos, pilares da liberdade em questões de fé.

Na prática, e é uso consagrado, se diz Estado secular ou Estado laico ou Estado não confessional como significando a mesma coisa: o Estado não professa religião e protege quem tem ou não uma fé, como agnósticos e ateus.

O que fazer? Ampliar a consciência da sociedade. Dou muito valor ao debate incansável, assim é que atividades como o “1º Seminário nacional multidisciplinar de diálogo inter-religioso contra a intolerância religiosa no Brasil”, de 9 a 11 de maio de 2013, no Centro Cultural da UFMG (avenida Santos Dumont, 174, Centro), em Belo Horizonte, são valiosas, contam com o meu apoio e devem ser exaustivamente divulgadas.

Leia também:

Projeto “Bolsa Estupro” ameaça direitos das mulheres no Brasil

 

35 Comentários para “Fátima Oliveira: Estado laico contra a intolerância religiosa”

  1. [...] Fátima Oliveira: Estado laico contra a intolerância religiosa [...]

  2. [...] Fátima Oliveira: Estado laico contra a intolerância religiosa [...]

  3. [...] Fátima Oliveira: Estado laico contra a intolerância religiosa [...]

  4. sáb, 04/05/2013 - 13:04
    abolicionista

    PESQUISADORES DESFAZEM O MITO DE GENEROSIDADE E ALTRUÍSMO EM TORNO DE MADRE TERESA

    24 DE MARÇO DE 2013 LUCIANA RIBEIRO DOS SANTOS COMMENTS (7)

    [Tradutor]
    O mito de altruísmo e generosidade que envolve Madre Teresa foi desfeito em um paper de Serge Larivée e Genevieve Chenard, do Departamento de Psicoeducação da Universidade de Montreal e por Carole Sénéchal, da Faculdade de Educação da Universidade de Ottawa. O paper, que será publicado na pauta de março do periódico Estudos em Religião/ Ciências religiosas, é uma análise dos escritos publicados sobre Madre Teresa. Assim como o jornalista e autor Christopher Hitchens, amplamente citado em suas análises, os analistas concluem que sua imagem santificada – que não é sustentada pela análise dos fatos – foi construída, e que sua beatificação foi orquestrada por uma eficiente campanha de assessoria de imprensa.

    “Enquanto procurávamos documentos sobre o fenômeno do altruísmo para um seminário de ética, um de nós deparou-se com a vida e o trabalho da mulher mais celebrada da igreja católica e agora parte da nossa imaginação coletiva – Madre Teresa – cujo nome real era Agnes Gonxha”, diz o professor Larivée, que liderou a pesquisa. “A descrição era tão extática que atiçou nossa curiosidade e nos levou a pesquisar mais a fundo.”

    Como resultado disso, os três pesquisadores coletaram 502 documentos sobre a vida e o trabalho de Madre Teresa. Depois de eliminar 195 duplicatas, eles consultaram 287 documentos para conduzir sua análise, o que representa 96% da literatura sobre a fundadora da Ordem dos Missionários da Caridade (OMC). Fatos derrubam o mito de Madre Teresa.

    Em seu artigo, Serge Larivée e seus colegas citam também uma série de problemas que não foram levados em conta pelo Vaticano durante o processo de beatificação de Madre Teresa, como “seu um tanto quanto duvidoso jeito de cuidar dos doentes, seus contatos políticos questionáveis, a administração suspeita das enormes quantias de dinheiro que ela recebeu e suas visões excessivamente dogmáticas em relação a, particularmente, aborto, contracepção e divórcio.”

    Os doentes devem sofrer como Cristo na cruz

    À época da sua morte, Madre Teresa havia aberto 517 missões que acolhiam os pobres e os doentes em mais de 100 países. As missões foram descritas como “casas para os moribundos” por médicos que visitaram diversos desses estabelecimentos em Calcutá. Dois terços das pessoas que iam a essas missões tinham esperança de encontrar um médico para tratá-las, enquanto um terço agonizava sem receber o cuidado apropriado. Os médicos encontraram uma significativa falta de higiene, condições impróprias, falta de cuidado de fato, comida inadequada e ausência de analgésicos. O problema não era falta de dinheiro – a Fundação criada por Madre Teresa arrecadou milhões de dólares – mas uma concepção um tanto peculiar de sofrimento e morte: “Há algo de belo em ver os pobres aceitarem sua sina, sofrer como na Paixão de Cristo. O mundo ganha muito com seu sofrimento”, foi a resposta dela a críticas, como cita o jornalista Christopher Hitchens. Não obstante, quando Madre Teresa solicitou cuidados paliativos, ela os recebeu em um moderno hospital americano.

    Política questionável e contabilidade obscura

    Madre Teresa era generosa com seus oradores, mas um tanto miserável com os milhões que iam à sua fundação no que tangia ao sofrimento humano. Durante numerosas enchentes na Índia ou após a explosão de uma fábrica de pesticidas em Bhopal, ela ofereceu muitas orações e medalhinhas da Virgem Maria, mas nenhuma ajuda direta ou financeira. Por outro lado, ela não teve escrúpulos ao receber a Legião de Honra e uma doação do ditador haitiano Duvalier. Milhões de dólares foram transferidos para as diversas contas bancárias da OMC, mas a maioria das contas era mantida em segredo, diz Larivée. “Dada a administração parcimoniosa dos trabalhos de Madre Teresa, é de se perguntar para onde foram os milhões de dólares enviados para os pobres.”

    O grande plano da mídia para a santidade

    A despeito desses fatos perturbadores, como Madre Teresa conseguiu construir uma imagem de santidade e infinita bondade? De acordo com os três pesquisadores, um encontro que ela teve em 1968 com Malcom Muggeridge, um jornalista antiaborto da BBC que compartilhava de seus valores de direita católica, foi crucial. Muggeridge decidiu promover Teresa, que consequentemente descobriu o poder da mídia de massa. Em 1969 ele fez um filme elogioso à missionária, promovendo-a ao atribuir-lhe o “primeiro milagre fotográfico”, quando ele deveria ter sido atribuído ao novo estoque de filmes comercializado pela Kodak. Mais tarde, Madre Teresa viajou o mundo e recebeu diversos prêmios, incluindo o Prêmio Nobel da Paz. No seu discurso de aceitação, falou sobre o assunto de mulheres bosnianas que haviam sido estupradas por sérvios e agora solicitavam o aborto: “eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra direta, uma matança direta – assassinato direto pela própria mãe.”

    Após a sua morte, o Vaticano decidiu aguardar os usuais cinco anos para dar início ao processo de beatificação. O milagre atribuído a Madre Teresa foi a cura de uma mulher, Monica Besra, que vinha sofrendo de intensa dor abdominal. A mulher testemunhou ter sido curada depois que uma medalha abençoada por Madre Teresa foi posta em seu abdômen. Seus médicos pensavam diferente: o cisto no ovário e a tuberculose dos quais ela vinha sofrendo foram curados pelos medicamentos que eles haviam lhe dado. O Vaticano, ainda assim, concluiu que era um milagre. A popularidade de Madre Teresa era tamanha que ela tornou-se intocável para a população, que já a declarava santa. “O que poderia ser melhor do que a beatificação seguida de canonização deste modelo para revitalizar a Igreja e inspirar os fiéis, especialmente em uma época em que as igrejas estavam vazias e a autoridade romana em declínio?” Larivée e seus colegas questionam.

    Efeito positivo do mito de Madre Teresa

    Apesar da forma duvidosa de cuidar dos doentes ao glorificar seu sofrimento ao invés de aliviá-lo, Serge Larivée e seus colegas apontam para um efeito positivo do mito de Madre Teresa: “Se a extraordinária imagem de Madre Teresa transmitida ao imaginário coletivo encorajou iniciativas humanitárias que são genuinamente comprometidas com aqueles atingidos pela pobreza, nós só temos a celebrar. É provável que ela tenha inspirado muitos trabalhadores humanitários cujas ações verdadeiramente aliviaram o sofrimento dos destituídos e se voltaram às causas da pobreza e isolamento sem terem sido exaltados pela mídia. Ainda assim, a cobertura midiática de Madre Teresa poderia ter sido um pouco mais rigorosa.”

    Mais informações: A versão impressa, disponível apenas em francês, será publicada em março de 2013 na pauta 42 de Estudos da Religião / Sciences religieuses. Pela Universidade de Montreal

    Este texto é uma tradução de Researchers dispell the myth of altruism and generosity surrounding Mother Teresa , em Phys.org

    Matéria original: http://phys.org/news/2013-03-dispell-myth-altruism-generosity-mother.html#jCp

  5. qui, 02/05/2013 - 18:30
    abolicionista

    Para mim, já seria um grande avanço se as igrejas (evangélicas ou católicas) comecem a pagar impostos, como o fazem todas as empresas.

    • qui, 02/05/2013 - 20:20
      Alice Matos

      Caro Abolicionista, estou de acordo. Mas como s ena concordata Brasil-Vaticano o Brasil se compriomete em NUNCA cobrar impostos da Igreja Católica Apostólica Romana?

  6. qui, 02/05/2013 - 17:32

    Os políticos profissionais abosorvem (toleram) a intolerância religiosa de católicos e evangélicos porque nesses campos jazem votos fáceis. É a regra do capitalismo, pois não têm compromisso com a qualidade, mas tão somente com a quantidade aqui revelada nas ânsias pelo poder que reverbera bonâncias às custas desses votos fáceis… Mas daí perigar o Brasil se tornar teocracia há abismais distâncias, pois esses felicianos oportunistas não passam de oportunismos e nada mais… Teocracia nasce com fôlegos místicos e esses cultos não são outra coisa do que qualquer coisa de mercenarismo… É bom não esquecer que do lado dos católicos há militâncias cristãs, como a Teologia da Libertação, CEBs, aversas a essas práticas messiânicas desprovidas de mitologias.
    Entre esses pastores e 99% dos políticos há uma tênue diferença de quantidade e não de qualidade disputando quem é mais hipócrita e cínico a ver as caravanas de políticos a Aparecida no dia 12 de outubro ao mesmo tempo em que marcam aciradas presenças em cultos evangélicos… Fernando Haddad recusou o convite do padre ëncharcado de insignificância, Marcelo Rossi, para tomar café da manhã com ele. Não esquecendo que Rossi inventou um mal-estar de gripe para não ser visto do lado de Haddad quando este ainda era um ofuscado candidato que os institutos de pesquisas carimabaram-o como uma aventura que teria nascido fracassada… Haddad ganhou as eleições municipais e Rossi, o padre Marcelo, cinicamente tentou se aproximar de quem estará no poder municipal de SP durante os 4 anos próximos, mas Haddad deu o troco: assim se combate os cínicos oportunistas que pensam que todo mundo o vê como anjo… Marcelo Rossi é uma invenção da globo para combater a rede Record do bispo Edir Macedo… Aliás, os Marinho poderiam fundar uma religião e colocar como bispos Merval Pereira, Sademberg, Miriam Leitão, Cristiana Lobo, Galvão Bueno, etc… Já pensou um culto ao vivo numa tarde de domigo no Domingão do Faustão?

  7. qui, 02/05/2013 - 17:25
    damastor dagobé

    nao entendo pq tratar essa gente como “religiosos”, quando salta aos olhos que são mesmo é estelionatários da pior especie..é o mesmo engano de chamar latifundiários e gigolôs de vaca em geral do neutro e fofo..ruralistas.

  8. qui, 02/05/2013 - 15:13
    renaro

    Querida Fatima.

    Ampliar a consciência da sociedade. Dou muito valor ao debate incansável, assim é que atividades como o “1º Seminário nacional multidisciplinar de diálogo inter-religioso contra a intolerância religiosa no Brasil”, de 9 a 11 de maio de 2013, no Centro Cultural da UFMG (avenida Santos Dumont, 174, Centro),
    Vamos fazer de conta que cai de paraquedas aqui e agora.
    Não vivemos numa DEMO/cracia, não é por isto que esta esta “ZONINHA”.
    Somos novos ainda,no trato da coisa, ainda temos vivos os nossos
    heróis,quem lutou anonimamente e morreu anonimamente por um ideal,
    não por mim ou por você, MAS por um ideal (por todos).
    Se um certo cara uma vez falou que dar a vida por um amigo, faria
    esta pessoa sentar-se ao lado do HOMEM, imagine este que dá a vida
    pensamentos, espirito …por todos.
    Sou confiante.
    MAS….e só MAS… Não sei como separar as coisas de um individuo,
    célula de uma sociedade, em laico e não laico, sou laico ou estou
    laico.Não sou laico aos Domingos, nem nos sábados.
    Chego na empresa e meu chefe diz, deixe seus problemas lá fora!!!OK!!
    Já ouviu esta frase alguma vez, na vida!
    Dez minutos depois, soube que falaram para ele, que tinha gente deitando no calor dele na cama!
    Nunca mais apareceu na fábrica, esta “rádio peão” é de matar!
    Mas você entendeu…
    Agora conte para nós vai passar em vídeo, ao vivo…como participar??

    • qui, 02/05/2013 - 20:23
      Magui

      Seminário Nacional Multidisciplinar de Diálogo Inter-religioso Contra a Intolerância Religiosa no Brasil – Belo Horizonte – Centro Cultural da UFMG- 09 a 11 de maio de 2013(Av. Santos Dumont, 174 – Centro)

      O “1º Seminário Nacional Multidisciplinar de Diálogo Inter-religioso Contra a Intolerância Religiosa no Brasil” é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), coordenado pelo prof. Dr. Erisvaldo Pereira dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado da UFOP. Além da UFOP, o evento conta com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em História (UFMG), Ciências da Religião (PUC Minas) e Ciências das Religiões (UFPB). Abordando um temário sobre estado laico e direitos humanos; pluralismo religioso e intolerância; história da África e religiões brasileiras de matrizes africanas; neopentecostalismo e diversidade religiosa; Ensino Religioso; Candomblé e Umbanda; Igreja Católica; homossexualidade; ateísmo e novas formas de religiosidade; racismo e a Lei 10639/03, estima reunir um público formado por pesquisadores, professores e estudantes com o objetivo de refletir sobre estratégias de valorização da diversidade religiosa e de combate à intolerância religiosa no Brasil, a fim de produzir subsídios críticos e didáticos para o currículo escolar brasileiro.

      Programação

      09/05/2013 – QUINTA FEIRA

      18h – Credenciamento

      Abertura da Exposição Fotográfica “Um olhar das diversidades religiosas de matriz africana” – Jaqueline Vilas Boas Talga (UFU)

      19h30 – Composição da mesa de abertura com autoridades

      20h – Conferência de abertura: “A diversidade compartilhada como geradora da religião afro–brasileira” – Prof. Dr. Júlio Braga (UFBA-UEFES)

      10/05/2013 – SEXTA FEIRA

      08h30 – MESA 1- Ancestralidade, literatura e intolerância na sala de aula

      Prof. Dr. Adélcio de Sousa Cruz ( UFV)

      Profa. Drª. Iris Amâncio (UFF)

      Profa. Drª. Kassandra Muniz (UFOP)

      Moderadora: Profa. Ms. Yone Maria Gonzaga (UFMG)

      10h – Intervalo

      10h30 MESA 2 – Mapeamento de comunidades tradicionais de matriz africana, visibilidade política e intolerância

      Prof. Dr. Amauri Carlos Ferreira (PUC MINAS)

      Prof. Dr. Aurino José Góis (PUC MINAS)

      Prof. Dr. Jocélio Teles Santos (UFBA)

      Moderadora: – Makota Célia Gonçalves (CENARAB)

      14h – MESA 3- Diálogo inter-religioso e intolerância

      Prof. Dr. Dalmir Francisco (UFMG)

      Profa. Drª. Ronilda Iyakemi Ribeiro ( USP)

      Prof. Júlio Cesar Tavares (ERGAL-PE)

      Moderador: Prof. Ms. Jorge Posada (PUC MINAS)

      16h – MESA 4 – Religião de matriz africana, tradição e história

      Profa. Drª Cecília Soares (UNEB)

      Ogã Geraldo André da Silva

      Babalorixá Sidney Ferreira da Silva

      Moderador: Tateto Arabomi ( Monabantu/ GREDIR)

      18h 30 – LANÇAMENTO DE LIVROS E PROGRAMAÇÃO CULTURAL

      11/05/2013 – SABADO

      08h30 – MESA 5 – Antropologia, Teologia , História e dialogo inter-religioso

      Profa. Drª Fernanda Lemos ( UFPB)

      Profa. Drª Leda Maria Martins ( UFMG)

      Prof. Dr. Pe. Geraldo De Mori, SJ (FAJE)

      Prof. Drª Vanicléia Silva Santos (UFMG)

      Moderador: Prof. Dr. Flavio Senra ( PUC MINAS)

      10h – Intervalo

      10h30 – MESA 6 – Laicidade, homossexualidade e religião

      Profa. Drª Edla Eggert (UNISINOS)

      Prof. Dr. Marco Antônio Torres (UFOP)

      Prof. Dr. André Sidnei Musskopf (EST-RS)

      Moderadora: Profa. Drª Margareth Diniz (UFOP)

      14h – MESA 7 – Alteridade, memória e religião de matriz africana

      Prof. Ms. Anderson Marinho Maia

      Prof. Harley Abrantes Pereira (UPE )

      Prof. Patrick Oliveira Silva (NELP-GO)

      Moderadora: Profa. Ms. Gabriela Barros Rodrigues

      15h30 – Intervalo

      16h – MESA 8 – Conflito religioso, direitos humanos e livro didático

      Profa. Ms. Manuela Assunção Oliveira (UPE)

      Prof. Ms. Sérgio Luís do Nascimento (UFPR)

      Prof. Milton Bortoleto (USP)

      Profa. Ms. Patrícia Prado (PUC MINAS)

      Moderador : Prof. Dr. Heli Sabino de Oliveira (PBH)

      18h – Confraternização

  9. qui, 02/05/2013 - 14:06
    Falando pra pobre

    Causa do machismo: a educação que asmulheres dão a seus filhos.

  10. qui, 02/05/2013 - 14:03
    Falando pra pobre

    Há um rép lindo falando dessa manipulação de pessoas pelas igrejas.
    Uma tentativa de abrir os olhos do povo.Ouça a 105,FM

  11. qui, 02/05/2013 - 13:26
    damastor dagobé

    em 2005 tive carro,dinheiro, roupas e tudo que transportava roubado em assalto ousado na BR 101, na Bahia, próximo ao posto da PRF…fui interceptado pelos bandidos ao meio dia com o sol brilhando e todos os carros passando normalmente. Depois que tudo passou descobri que avisaram a policia ao momento do assalto que nada vez, nem durante nem depois…
    na delegacia de Sto Antonio de Jesus/BA para o BO, eu fui interrogado sobre…minha religião. Ao responder que não tinha nenhuma…bingo…fui acusado pela delegada de ser essa a razão dos meus problemas. Então preparem-se para tempos terríveis com essa gente tomando o poder pela omissão e covardia do PT.

  12. qui, 02/05/2013 - 13:20
    Mário SF Alves

    Não obstante ser essa uma discussão cultural e politicamente imprescindível, isto não significa dizer que seja eleitoralmente oportuna.
    _________________________________
    Surpreende o fato de nos encontramos ainda hoje na contingência de ter de solucionar este assunto. Poucos se dão conta de que, de modo geral, no Ocidente, é este o verdadeiro quarto poder. Ilude-se quem joga todas as fichas nas largos ombros da imprensa neoliberal fora-da-lei. O Quarto Poder é a religião. O poder oculto. E até nisso prevalece o pragmatismo milenar da ICAR. É por essas e por outras que frente aos neoconsevadores somos tachados de utópicos. Os pragmáticos e os fundamentalistas de todos os gêneros, acreditam mesmo que tudo conspira em favor deles; que o poder econômico conspira em favor deles; que o poderio bélico do Ocidente conspira em favor deles; que o Estado conspira em favor deles; que a democracia americana conspira em favor deles, e que até os deuses e os demônios conspiram em favor deles.
    __________________________________________
    O Estado Laico é a única defesa que o Ocidente não-comunista tem contra os males advindos do preconceito, da intolerância, da superstição, do fanatismo e da alienação política que derivam do fundamentalismo religioso. Lutar pelo Estado Laico, além de imprescindível, é mais do que necessário, pois é lutar contra o ineleito e antidemocrático Quarto Poder, de fato.

    • qui, 02/05/2013 - 18:28
      abolicionista

      Caro Mário, essa era de fato a luta de iluministas como Montesquieu, Diderot e Diderot. A força recente que o fanatismo adquiriu, contudo, é o sintoma de uma crise maior para a qual a agenda iluminista, penso eu, não oferece resposta. Acho a defesa da laicidade do estado uma pauta estratégica. Estado absolutamente laico não implica melhores condições de existência. O estado, laico ou não, pende para o lado da classe dominante. Como ideologia, o catolicismo seria até mais avançado que a ideologia da esfera pública, em alguns aspectos. A teologia da libertação aproveitava essa brecha, por isso foi perseguida e praticamente erradicada. Como instituição, o catolicismo é uma instituição criminosa e assassina. Você sabia que o vaticano investia quantidades imensas de capital no tráfico negreiro? Pois é, mas Voltaire também investia seu capitalzinho. Pessoalmente, não me meto nesse debate entre ateus e fanáticos. Entre a cruz e a engenharia genética, que lado escolher? Nenhum dos dois, eu diria. Escolher o lado dos pobres, dos espoliados, dos famintos, essa é a única resposta em que ainda acredito.

      • qui, 02/05/2013 - 21:57
        Mário SF Alves

        É… …aproveito a ocasião para mais uma vez tentar refletir sobre tudo isso. Impossível não associar a questão posta pela Fátima Oliveira e as observações feitas por você.
        _______________________________________
        O contexto é, sim, ainda, um contexto estritamente determinado pela dominação do homem pelo homem. Com o advento do neoliberalismo, no Ocidente o contexto é mais do que nunca o contexto da sobrevivência do mais forte. A meu ver, diferente e mil vezes mais cruel do que aquilo que teorizou Darwin em relação à evolução das espécies. Ali, a questão é a da sobrevivência do geneticamente mais adaptado. Alguma similaridade pode ser encontrada em referência bibliográfica sobre a história de Esparta, na antiga Grécia. Diz-se que praticavam intencionalmente a seleção artificial dos mais aptos. Ou melhor, dos potencialmente mais aptos à defesa militar da Cidade-Estado. Neste caso eliminavam-se fisicamente os mais fracos. Mas, o que dizer disso se praticado entre nós, seres racionais, dotados de consciência (pelo menos deveríamos ser) e vivendo sob a égide do monoteísmo cristão? E o que dizer da modalidade de seleção atualmente praticada entre nós?
        ____________________________________________
        Penso que seja até mesmo imprescindível estabelecer analogia entre o nosso comportamento e o dos irracionais; porém, é socialmente impossível transpor e aplicar a referida base teórica (darwinista) para tentar justificar a seleção praticada na sociedade atual. Deveria ser considerado crime vendar os olhos e admitir a aplicação de tal teoria à sociedade.
        ____________________________________________________
        Enfim, sim, de fato, praticamente tudo conspira em favor dos humanos mais fortes. Quase tudo, poder-se-ia dizer. Menos a verdade; menos a solidariedade; menos a virtude; e talvez, também, menos o FUTURO.

    • qui, 02/05/2013 - 20:07
      abolicionista

      A propósito, um abraço!

  13. qui, 02/05/2013 - 13:08
    tricolor

    Cara Fatima, eu também quero liberdade para não pagar impostos, por exemplo. Ou se o Estado aceitar e legalizar o aborto no SUS, se eu engravidar alguém por aí que ela tire no hospital público ou crie sozinha. Direitos requerem novas responsabilidades e consequencias. Terá o direito de escolher e ter a consequencia também. Feminismo é igualdade não privilégio.

  14. qui, 02/05/2013 - 12:50
    Vinícius

    Desculpa aí, mas “a neutralidade do Estado em matéria religiosa” é a última coisa que alguns ‘laicistas’ [sic] querem, incluindo a Fátima, ouso dizer.

    Dizer que a religião é condenável, é atraso, é desumana, é direito de todos, como é direito dizer que a irreligião é tudo isso também. A Fátima e seus auto-denominados ‘laicistas’ têm o direito de lutar pela opinião pública e, através dela e da democracia, mudar a sociedade, inclusive através do Estado.

    E que o mesmo seja direito dos evangélicos!

    Só que, embora não seja crime, ninguém tem o direito de usar argumentos falaciosos. Criminalização do aborto e proibição do casamento igualitário são posições conservadoras, mas não são intrusão da religião no Estado. São opiniões cujos principais defensores são igrejas cristãs, do mesmo modo que as posições contrárias são defendidas por pessoas que tem uma visão da cosmo e da ética muito parecida: agnósticos, ateus, deístas, cristãos não sectários.

    O Estado não deve nada ao conservadorismo nem às religiões tradicionais; nem ao progressismo e ao humanismo secular. Isso é Estado neutro, isso é Estado laico. Ninguém está agredindo a Constituição ao tentar transformar suas posições em lei.

    • sex, 03/05/2013 - 8:09
      Paulo Henrique

      Vinicius, afinal, qual é a sua? Faz conjecturas sobre o que diz ser certezas, mas que no fundo é um falso testemunho. De qual lado os enhor está? Dos fundamentalistas? falou, falou e tentou ficar em cima do muro. Precisa ser muito ameba a pessoa que não percebe os danos do fundamentalismo religioso para a sociedade, para a democracia.

  15. qui, 02/05/2013 - 12:43
    Marcelo

    Intolerantes “laicos” (sic) criticando intolerantes “religiosos”. No fim, é só uma questão de qual intolerante terá mais poder sobre o outro. Por ser estado laico, então apenas os ateus deveriam poder interpor no estado suas demandas? Ou os religiosos só o poderiam fazer quando as demandas convierem aos interesses dos não religiosos? Nâo entendi qual é a ideia da proposta.

    • qui, 02/05/2013 - 13:56
      Mário SF Alves

      Relativamente somos formiguinhas frente a um poderoso elefante. O que queremos é mais civilização. O que queremos é superar os entraves à consolidação da democracia no Brasil. O que queremos é a defesa dos direitos civis.
      _____________________________________
      Mas, não fique triste. Saiba que você não está só ao nos rotular de igualmente intolerantes. Ao seu lado marcham unidos a pior elite do mundo e seu papagaio de pirata, a mídia fora-da-lei, e o poderoso elefante do Norte. A este último, democracia que interessa, democracia boa, é a democracia que interessa a ele. Portanto, neste contexto, e num país tão atrasado como o nosso, e visto do lado de quem detém o poder hegemônico, a luta contra os entraves à consolidação da democracia, incluída aí a luta pelo Estado Laico, é coisa considerada não só de intolerantes, mas, acima de tudo, de indesejáveis.
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      A propósito, e só pra conferir, qual é o estado mais intolerante do face da Terra? Será que ao rever a lista de créditos não encontraríamos no papel do referido ELEFANTE um estado genuinamente terrorista a impor – aí, sim, verdadeiramente – sua intolerância ao resto do mundo?
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      Pensemos sobre isso.

      • qui, 02/05/2013 - 18:51
        Vinícius

        “Mas, não fique triste. Saiba que você não está só ao nos rotular de igualmente intolerantes. Ao seu lado marcham unidos a pior elite do mundo e seu papagaio de pirata, a mídia fora-da-lei”

        Aaaah então a Folha e a Globo estão do lado da bancada evangélica? Francamente, né…

        Brancos, de classe média, ligados ao até hoje elitista meio acadêmico e à parte da cultura popular católica (não digo ao Vaticano), sempre tiverem preconceito primeiro contra os primeiros imigrantes protestantes, e depois, principalmente e com mais força, contra o movimento pentecostal, que movia negros e pobres, caçoava da religião vigente, o catolicismo, e também da cultura da elite, o academicismo. Um movimento religioso marcado, no início, pela intransigência teológica, num país cordial; e pelos hábitos sensacionalistas e barulhentos, num país que onde a fé era recatada ou até motivo de vergonha.

        Não vá ninguém dizer que os evangélicos já sofreram tanto preconceito quanto os LGBT; mas que ninguém diga, também, que não são uma minoria, e que até recentemente uma minoria muito mal vista. Que ninguém diga que essa invasão cultural, os vizinhos escutando música de crente, os pastores pregando na calçada, as placas de igreja pra todo lado, as vestimentas e os cabelos compridos não incomodaram boa parte da classe média! E é compreensível que as pessoas desconfiem do novo, quanto mais do novo que não pede licença para entrar.

        É compreensível, mas não é defensável. Como a sociedade já entendeu a dívida histórica com os negros e está começando a entender sua dívida com pessoas LGBT, já devia ter entendido que o país mudou, que o lento movimento em direção ao racionalismo agora compete com o crescimento do conservadorismo religioso, e que a tolerância está em achar um jeito de fazer essas diferenças conviverem. E não tem outro jeito, pq nem o humanismo, nem o conservadorismo religioso vão sumir do mapa.

        A mesma parte da classe média branca, com uma cultura tipicamente católica e acadêmica que aprendeu sua dívida com os negros e com as pessoas LGBT agora está defendendo a taxação dos templos. Como se fosse algum privilégio uma igreja ser tratada exatamente como uma ONG. Como se a opinião passional, pessoal e religiosa de que igrejas são como empresas devesse ser a conclusão oficial do Estado.

        Isso não é paixão religiosa? E um estado que cedesse a isso seria laico? Quando um grupo de lugar privilegiado na sociedade se ressente do crescimento da influência cultural de uma minoria, o nome disso não é elitismo?

    • qui, 02/05/2013 - 14:03
      Falando pra pobre

      O Estado se submeteu ao voto das igrejas. O PT depende das igrejas para aprovar projetos e as igrejas chantageiam.

      O Governo chegou a elogiar o trabalho de assitência social das igrejas.
      As igrejas o fazem, sim, e isso não é mau. Ocorre que em tudo há um preço.

      Ademais, se o Estado fizer sua obrigação não haverá caridade a fazer. Ninguém precisará. Não é melhor?

  16. qui, 02/05/2013 - 10:53
    Rosilda

    Fátima, muito bem. Foi na jugular. Acho o mesmo que você. Dilma faz de conta que não vê o buraco de fanatismo e fundamentalismo que ela está permitindo cresce.

  17. qui, 02/05/2013 - 10:33
    Djijo

    O cristianismo é nosso problema. Só não há, ainda, a interferência mussulmana por esta ser ainda pequena neste país. Qualquer religião é problema quando freia de algum modo a evolução social ou do próprio crente. E todas as religiões fazem isso.

  18. qui, 02/05/2013 - 9:22
    Mardones

    “Além da perplexidade causada pela lassidão do governo brasileiro diante dos fatos, não avancei muito na compreensão de tais nefastos fenômenos, sobretudo porque a responsabilidade maior de garantir a liberdade de religião e de assegurar os princípios da República laica é da Presidência do Brasil, que, dolorosa e praticamente, tem silenciado, mas tem cedido muito, em especial para o intuito da Igreja Católica de satanizar as mulheres.

    Se a Presidência da República cede quanto aos direitos reprodutivos, como registrei em Governo Dilma submete corpos das brasileiras ao Vaticano, assiste à carruagem da intolerância religiosa passar e avançar sobre os princípios da República e faz de conta que não lhe diz respeito, estamos a pé mesmo…”

    Fatos para a história do PT no comando do Brasil. E, como dizem pela rede, quem dera uma Cristina no Brasil.

    O PT não encampa luta significante. Principalmente depois de descobrir que emprego – sem entrar no mérito de sua qualidade – ainda gera votos.

  19. qui, 02/05/2013 - 8:15
    rudi

    Os religiosos profissionais e argentários tem um plano. Conquistaram mentes, obtiveram votos e agora buscam o poder. Não a participação que já alcançaram. Querem o poder total. Se não forem detidos, logo teremos Dilma ou seu sucessor emparedados por algum psicopata dogmático como acontece com Ahmadinejad no Irã. Candidatos a aiatolá abundam na midia. Todo dia vemos um destes evacuando sandices de forma absolutamente despudorada. E tendo repercussão e proteção pois já são empresários da comunicação.

  20. qua, 01/05/2013 - 21:14
    sossegão

    O mais preocupante nisto tudo é o crescimento da mobilização dos “religiosos”, principalmente os evangelicos neopentecostais, em assuntos que deveriam ser de ordem estritamente pessoal.
    Parece-me que os movimentos sociais progressistas perderam muita força no governo Lula/Dilma pelos mais variados motivos; tempos nebulosos se aproximam e irão colocar em risco a nossa fragil democracia …

  21. qua, 01/05/2013 - 18:38
    Mauro Xavier

    O artigo é bom e aponta uma saída para a crise. Também sinto que a escritora foi impiedosa com a presidenta, que tem a parcela maior de culpa da situação porque faz de conta que o problema não existe. Mas o grande culpado é origem religiosa do PT.

    • qui, 02/05/2013 - 10:05
      abolicionista

      Discordo, as comunidades de base que apoiavam o PT na década de 80 foram todas fechadas pelo Vaticano. A Teologia da Libertação foi perseguida e praticamente destruída durante os anos 90. Quem estava dentro da igreja nesse período sabe bem do que estou falando. Os setores democráticos da igreja foram sufocados pela centralização operada pelo conservadorismo centralizador. Nos anos 90, a igreja, que celebrava missa junto aos operários em greve e discursava em favor dos movimentos trabalhistas, dedicou-se a combater o socialismo, o perigo vermelho. O PT não impõe freios ao fanatismo porque tem medo de perder eleitores, simples assim. O partido não se preocupa mais com ideologias, como Lula deixou bem claro. O partido só se preocupa com resultados eleitorais. Puro fisiologismo, infelizmente…

  22. qua, 01/05/2013 - 17:05
    MdC Suingue

    Concordo em gênero, número e grau, mas a marionete da charge não deveria ser o Sarney e sim a verdadeira Pinóquia da estória, que é a Dilma.

    90% das excrescências políticas que vimos brotar nos últimos anos são fruto dos pactos políticos que ela – e Lula – faustianamente, ‘fezeram*’ com os belzebús que brandem a cruz e a bíblia qual espada sobre nossas cabeças.

    E os movimentos sociais progressistas, que foram a espinha dorsal da campanha de 2010, que se explodam.

    (*’fezeram’ mesmo, derivado de ‘fezes’)

    • qui, 02/05/2013 - 23:06
      Mário SF Alves

      Pois é, MdC. Mas sinto discordar. Lembro que em 1990, portanto bem antes do primeiro governo Lula, alguns estudiosos já anteviam a multiplicação exponencial das seitas – ditas – religiosas.
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      E mais, creio que a mencionada antevisão era derivada de análises de conjuntura que tinham como referência as consequências e as estratégias do Consenso de Washington.

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