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Cartas de Minas

Celso Amorim repudia com veemência uso da força contra Venezuela: “Um novo Vietnã para a América do Sul”

12 de agosto de 2017 às 10h50

da Redação

Nessa sexta-feira (11/08),  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera muitas opções para a Venezuela, incluindo opção militar (veja vídeo acima):

“As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário. Estamos em todo o mundo, e temos tropas em todo o mundo, em lugares que são muito longe. A Venezuela não está tão longe”. 

A afirmação foi feita em seu clube de golfe, em Bedminster, New Jersey, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o assessor de Segurança Nacional, H. R. McMaster e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, rechaça a fala de Trump:

A ameaça de uso da força tem que ser repudiada com veemência. Além de violar princípios básicos do Direito Internacional, ameaça trazer uma guerra civil (um novo Vietnã) para a América do Sul e a nossa fronteira. Embora não tenha dúvida sobre quem será vitorioso e quem será derrotado, uma guerra civil trará sofrimentos indizíveis ao povo venezuelano. Não podemos ficar indiferentes diante da agressão e da tragédia.

Leia também:

A imperdível aula de Marcelo Zero para entender a Venezuela hoje

 

3 Comentários escrever comentário »

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Luiz Carlos P. Oliveira

12/08/2017 - 12h56

Os EUA são especialistas em.destruir paises e deixarem para trás só escombros, fome e mortos. Vide Síria, Iraque, Líbia, Vietnã e Coreia. Depois de arrasarem tudo eles vão embora e entregam os paises à sua própria sorte. Parabéns aos que aplauditam a eleição de mais um republicano, que sempre foram os senhores da guerra. Um lembrete: depois de Paraguai, Argentina, Honduras e Venezuela, seremos a bola da vez. Se o Brasil não se levantar contra esse Trump insano, amanhã seremos uma outra Libia ou Síria.

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sabryna

12/08/2017 - 12h05

Venezuela para os venezuelanos. Acho que ninguém, nem à esquerda ou à direita do espectro político tem o direito de intervir nos assuntos internos do país. Um povo tem o direito de fazer sua história, com acertos, com erros, mas sempre com autodeterminaçáo.

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Moacir Moreira

12/08/2017 - 11h12

Será que Trump combinou com os russos?

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