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Cartas de Minas
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Beatriz Cerqueira: Elite brasileira se veste de verde-amarelo, mas defende o capital internacional; veja vídeo

18 de novembro de 2017 às 12h13

Da Redação, com informações do Sind-UTE/MG

De 15 a 17 de novembro, aconteceu em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte,  o IV Encontro Pedagógico Latino-Americano.

Cerca de 800 educadores e dirigentes sindicais de 21 países da América Latina e Europa participaram do evento, cujo tema foi Democracia e Resistência: Educação Pública em Luta.

Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e presidenta da CUTMG,  falou na abertura (veja vídeo acima). Começou pela bandeira do Brasil:

Eu trouxe dois símbolos para a minha saudação inicial.

O primeiro [bandeira do Brasil] é justamente para romper a ideia de que isso pertence ao lado de lá, isso pertence ao lado de cá.  Porque somos nós que estamos na luta,  há muito tempo defendemos a nossa bandeira.

Eu trouxe a nossa bandeira exatamente para quebrar a ideia que a elite brasileira nos coloca  de que eles vestem verde-amarelo, de que eles defendem o nosso Brasil.

Eles não defendem o Brasil, nem nenhum país pelo qual lutamos. Eles defendem os interesses do capital financeiro internacional.

Então essa bandeira nos pertence como toda a luta que estamos fazendo (…).

Beatriz denunciou os ataques que a educação vem sofrendo. Também criticou a violência contra as mulheres, a intolerância e os ataques aos templos de tradições da matriz africana.

O encontro foi organizado pela Internacional da Educação para a América Latina (Ieal) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Crédito da foto: Jordana Mercado/CNTE

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Fátima Oliveira, imprescindível 

 

4 Comentários escrever comentário »

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Edson

22/11/2017 - 10h55

Jessé Souza: A elite do atraso, da escravidão até hoje em dia

http://www.ptrj.org.br/jesse-souza-a-elite-do-atraso-da-escravidao-ate-hoje-em-dia/

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Julio Silveira

21/11/2017 - 09h59

Repetem o mantra da educação como solução para os problemas deste país. Aí vemos essa elite, com acesso a educação, inclusive com capacidades economicas, para averiguarem o que fazem povos estrangeiros para tornarem seu paises desenvolvidos, ou não. E tomam a decisão, escolhem desestruturar a capacidade de criarem um pais desenvolvido, escolhem sabotar as perspectivas de futuro de um possivel estado nação, optam pelo servilismo do colonizado.
Não é de qualquer tipo de educação que o país precisa, precisa de educação civica, de aprender o significado de fazer um país nação e ser parte dele.
Precisa de multiplicadores de cidadania brasileira.

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João Batista

18/11/2017 - 12h51

Se observarmos a história dos países desenvolvidos, fica fácil de perceber que os mesmos chegaram a esse grau de desenvolvimento porque investiram na educação do seu povo. É claros que temos outros fatores que influenciaram no desenvolvimento desses países, tais como, o saque das riquezas de países que foram colônias de exploração. É importante perceber que as antigas colônias de exploração, com rara exceção, são hoje países pobres e subdesenvolvidos. E vão continuar subdesenvolvidos, pois possuem uma elite atrasada e retrógrada. Elite essa altamente concentradora das riquezas produzidas por 99 por cento da população desses países. O pior é vermos pessoas discutindo escola sem partido. Em vez de discutir a Escola Sem Professores. Pois em um futuro Não muito distante não vamos ter professores formados no Brás para atender a demanda das escolas, pois os jovens não querem se formar na profissão de professores, pois a mesma não tem atrativo nenhum. Professores com péssimos salários, local de trabalho de péssima qualidade, sem reconhecimento da sociedade, sem reconhecimento dos governos. E quando os professores reivindicam melhores, melhores condições de trabalho, os governos colocam a polícia para espcar os educadores como se os mesmos fossem bandidos. Então reafirmo, em vez de ficarem discutindo escola sem partido, deveriam discutirem a Escola Sem Professor, mas isso só acontecerá quando a sociedade de modo geral achar que a educação é o principal fator de mudança qualitativa do nosso país.

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    João Batista

    18/11/2017 - 12h57

    Digo: leia Brasil no lugar de Brás.

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