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Aroldo Bernhardt: A pancada mal dada na jararaca despertou o Lula e a militância

05 de março de 2016 às 16h51

Aroldo

Como matar uma jararaca!

por Aroldo Bernhardt, especial para o Viomundo

A jararaca é um animal da classe “reptilia”, do gênero “bothrops” de bote muito rápido, certeiro e mortífero. Sexta-feira em sua fala, Lula, usando da sua extraordinária habilidade de se comunicar por metáforas, igualmente certeiras e mortíferas, mencionou a serpente. Para matar a cobra é preciso “acertar a cabeça” disse ele. Ele foi certeiro e mortífero. A pancada mal dada despertou o Lula, acordou a militância e estimulou os movimentos sociais.

Foi certeiro porque sempre esteve à disposição e ao alcance para prestar esclarecimentos. Aliás, segundo o ministro Mello, do Superior Tribunal Federal, a Polícia Federal deveria ter “observado os parâmetros normais” e disse mais, “um ex-presidente da República, sem ter oposto resistência física, ser conduzido coercitivamente revela em que ponto estamos. A coisa chegou ao extremo”.

Foi mortífero para as pretensões golpistas, porque agora restam apenas duas opções: julgar e condenar Lula de alguma forma ou, caso contrário, com o golpe mal desferido, acabam transformando o molusco em cobra, injetando nele a vontade inquebrantável de lutar. E se Lula chamar, o povo vem.

E o povo vem porque sabe que o golpe não é contra Lula, Dilma e o PT. É contra 54 milhões de eleitores, é contra 22 milhões que deixaram a pobreza extrema para trás. É contra as políticas sociais que praticamente eliminaram a miséria no Brasil. Miséria histórica, atávica, contra a qual os representantes do golpismo pouco ou nada fizeram, quando governaram.

Marx dizia que a história se repete a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. E isso me lembra a noite de 13 de dezembro de 1968 com o AI-5 à solta, Juscelino foi preso e, além dele, obviamente Jango e também Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ferreira Gullar, Carlos Heitor Cony e muitos mais. Outros fugiram, Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, e outros tantos foram para a luta armada.

E hoje a história de fato se repete. Coincidência de métodos, coincidência que enseja a escuridão. Mas a luz prevalecerá!

Aroldo Bernhardt é professor universitário aposentado

Veja também:

Bob Fernandes: Coerção de Lula foi passo calculado do espetáculo político-midiático 

 

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Sérgio

06/03/2016 - 06h25

Já é tempo de a opinião pública acordar para o que é efetivamente relevante em todo esse processo. Trata-se de um ataque frontal à soberania brasileira em seus pontos mais salientes, a saber, a indústria estratégica de energia e a indústria estratégica de Defesa. Recorde-se que todos esses eventos na Petrobrás foram precedidos de escutas telefônicas por agência norte-americana na empresa e no Planalto, ao que se seguiram contatos formais entre os promotores federais brasileiros, na condição de vassalos, e autoridades norte-americanas.
http://jornalggn.com.br/noticia/balao-de-ensaio-para-medir-a-reacao-a-prisao-de-lula-por-j-carlos-de-assis

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Sérgio

06/03/2016 - 05h28

DAS no encalço de Moro!

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Luiza

05/03/2016 - 21h58

Sim, Moro acordou a militância para ir prá rua porque é lá que ele e os golpistas serão destruídos. O tiro foi no pé.
O problema é que o outro lado não brinca em serviço e a nossa refinaria da Petrobras Pasadena acaba de explodir nos EUA. Guerra é guerra.
O desespero para derrubar o sistema de partilha e liberar geral o pré-sal sofreu um duro golpe com essa atitude irresponsável do Moro porque para 65% dos 15mil entrevistados na pesquisa Vox Populi Lula é inocente, além do mais não conseguirão manobrar por muito tempo o preço do barril do petróleo tão baixo, então refinarias acabam explodindo…lá nos states..mas é só uma triste coincidência…. Tá..

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João Bezerra

05/03/2016 - 19h40

Dia 13 estaremos em Fortaleza-Ce. Onde houver uma bandeira vermelha com a a estrela do PT, lá estaremos para defender nosso voto e botar os golpista pra correr. Não vai ter golpe.

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    Sérgio

    06/03/2016 - 06h30

    Já é tempo de a opinião pública acordar para o que é efetivamente relevante em todo esse processo. Trata-se de um ataque frontal à soberania brasileira em seus pontos mais salientes, a saber, a indústria estratégica de energia e a indústria estratégica de Defesa. Recorde-se que todos esses eventos na Petrobrás foram precedidos de escutas telefônicas por agência norte-americana na empresa e no Planalto, ao que se seguiram contatos formais entre os promotores federais brasileiros, na condição de vassalos, e autoridades norte-americanas.
    http://jornalggn.com.br/noticia/balao-de-ensaio-para-medir-a-reacao-a-prisao-de-lula-por-j-carlos-de-assis

    Sérgio

    06/03/2016 - 06h32

    Já é tempo de a opinião pública acordar para o que é efetivamente relevante em todo esse processo. Trata-se de um ataque frontal à soberania brasileira em seus pontos mais salientes, a saber, a indústria estratégica de energia e a indústria estratégica de Defesa. Recorde-se que todos esses eventos na Petrobrás foram precedidos de escutas telefônicas por agência norte-americana na empresa e no Planalto, ao que se seguiram contatos formais entre os promotores federais brasileiros, na condição de vassalos, e autoridades norte-americanas.

    Nossos promotores, junto com o juiz Moro, devem ter recebido de bandeja da Justiça norte-americana a base das investigações que viriam a chamar-se Lava Jato. A contribuição que deram ao processo é essencialmente midiática. Ele poderiam ter feito uma investigação discreta e rápida, denunciando dentro do devido processo legal, e protegendo institutos jurídicos consagrados como habeas corpus e presunção de inocência. Entretanto, tomaram o caminho da investigação-espetáculo, em conluio com a mídia apátrida.

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