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Cartas de Minas

Altamiro Borges: Picareta da Riachuelo deveria ser preso

23 de setembro de 2017 às 00h20

Picareta da Riachuelo devia ser preso!

Por Altamiro Borges, em seu blog

Com apoio dos fascistas mirins do Movimento Brasil Livre, o picareta Flávio Rocha, dono da Riachuelo, lançou nesta semana a sua candidatura a vice numa provável chapa de João Doria para as eleições presidenciais de 2018.

Como ativo participante do golpe dos corruptos, que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, ele parece excitado com a recente onda conservadora no país.

Mas o ricaço – assim como o “prefake” e o MBL – pode se dar mal. O seu telhado de vidro é enorme.

Nesta semana, o empresário voltou ao noticiário em função de um antiga pendenga com o Ministério Público do Trabalho.

Acusado de explorar trabalho escravo, ele atacou os procuradores do Rio Grande do Norte, onde estão instaladas as confecções que terceirizam a produção para a sua rede de lojas.

A sua agressividade pode lhe render um processo e até uma ordem de prisão.

Pela internet, o empresário bravateiro – que jurou que bastaria derrubar Dilma Rousseff para a economia brasileira voltar a crescer “instantaneamente” – criticou duramente o trabalho do MPT e da procuradora Ileana Neiva – que foi chamada de “exterminadora de empregos” e “câncer”.

A sua histeria decorreu da decisão do órgão, que ajuizou ação civil pública pedindo indenização de R$ 37 milhões contra a Guararapes, empresa que controla a Riachuelo, questionando contratos com empresas terceirizadas.

De imediato, o Ministério Público e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) reagiram à truculência do ricaço.

O valentão até apagou suas postagens nas redes sociais e tentou recuar: “Não quis atingir a honra da procuradora Ileana Neiva. Se fui enfático nas críticas foi porque o que está em jogo é o emprego de milhares de pessoas”.

Suas desculpas, porém, não convenceram. Flávio Rocha agora está sendo acusado por incitação à violência. Ele foi denunciado pelos crimes de coação no curso do processo, difamação e injúria.

O procurador geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, classificou a atitude do dono da Riachuelo de “criminosa” e disse que o órgão levará o caso adiante.

“Entramos com uma notícia-crime contra o empresário junto ao MPF, que agora vai analisar se há indícios de crime para abrir ou não uma ação penal contra ele. As ofensas pessoais e a incitação à violência foram atitudes absolutamente desproporcionadas e, sob o nosso ponto de vista, criminosas com relação à procuradora Ileana Neiva e ao MPT como um todo. Tenho 23 anos no Ministério Público e nunca vi uma reação como essa”.

Já o presidente da ANPT, Ângelo da Costa, afirmou que a entidade dará toda a assistência à procuradora Ileana Neiva, que também deve entrar pessoalmente com uma ação por dados morais em razão dos crimes de calúnia e injúria.

“A ofendida fará uma representação que ainda tem um agravante porque, no curso do processo institucional, quando a injúria e a difamação é contra um servidor público, passa a ser uma ação pública também. A ANPT reforçará a ação. Inclusive estamos estudando a possibilidade de ingressar com uma ação de indenização por danos morais, a partir do desenrolar dessas ações”.

O vice do “prefake” João Dólar e cupincha dos fascistas mirins do MBL pode se ferrar. Bem feito!

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Stédile: Brasil vendeu a soberania

 

2 Comentários escrever comentário »

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carlos

24/09/2017 - 07h28

Esse canalha já quebrou uma vez e voltou para patrocinar a reforma trabalhista quando na verdade deveria ser investigado pela sonegação de impostos que faz parte da isenção de impostos. além de obter incentivos , quem quebra uma empresa não deveria receber incentivos.

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Nelson

23/09/2017 - 16h01

“Acusado de explorar trabalho escravo”.

Se comprovada a acusação, o petulante senhor Rocha será mais um, apenas, a demonstrar que a pujança – e os lucros e a fortuna – da grande maioria dos chamados empreendedores é feita à base da tremenda exploração sobre os trabalhadores.

Será apenas mais um a escudar-se em uma suposta preocupação com os empregos, quando o objetivo real é defender seu direito a continuar explorando os trabalhadores.

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