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Cartas de Minas
Cartas de Minas

A perda de Fátima Oliveira, lutadora incansável dos direitos da mulher

11 de novembro de 2017 às 18h04

Morre a médica e ex-colunista de O TEMPO Fátima de Oliveira

Colunista de O TEMPO por mais de dez anos, era uma das mais importantes militantes feministas pela saúde

LITZA MATTOS, em O Tempo

Morreu, aos 63 anos, vítima de câncer, na tarde do último domingo, a médica Fátima de Oliveira, uma das mais expressivas ativistas brasileiras em defesa da saúde das mulheres, das políticas de atenção integral e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Por mais de dez anos, Fátima foi colunista do Jornal O TEMPO, no caderno Opinião, sempre às terças-feiras.

“Foi uma pessoa muito preocupada com a justiça social. Ela tinha um desempenho na parte política muito saliente e fazia isso com muita determinação e ênfase”, lamentou o editor de Opinião Victor Almeida.

Nos últimos anos a médica havia voltado para a sua cidade natal, São Luís, no Maranhão, após décadas de residência em São Paulo e em Minas Gerais, onde atuou como médica do Hospital de Clínicas de Belo Horizonte e dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Integrante de diversas instituições, como a Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC), Fátima participou de inúmeras atividades no Brasil e exterior.

Descrevendo a médica como uma “feminista negra inesquecível”, a ONU Mulheres expressou pesar pela sua morte e solidarizou-se com os familiares. O organismo internacional elogiou o “legado feminista valoroso” deixado pela pesquisadora para a luta por direitos sexuais e reprodutivos.

Autora de quatro livros, sendo o último um romance sobre aborto em relações de mulheres e padres, Fátima foi uma das mais ativas construtoras da luta pela redução da mortalidade materna no Brasil e na América Latina.

Como pesquisadora e pensadora, Fátima Oliveira foi fundadora de um campo de pensamento no Brasil, ao elaborar teses sobre a bioética feminista, não racista e não sexista.

A deputada federal Jô Moraes lamentou o falecimento em sua rede social. “Fátima Oliveira partiu! Levou com ela a ousadia de confrontar o preconceito e construir um tempo novo”.

Ao jornal O TEMPO, a deputada disse que Fátima “enfrentou o debate da bioética em um momento em que havia o pensamento de praticamente monitorar a reprodução humana”, disse.

PS do Viomundo: Reproduzimos incontáveis colunas desta batalhadora da esquerda brasileira!

Leia também:

O lamento pela perda de Moniz Bandeira, que tanto nos ensinou sobre o imperialismo

 

3 Comentários escrever comentário »

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George Marcel Rosa

17/11/2017 - 01h58

Lamento muito por isso. Escrevia como alguém que, de fato, vivenciou muito da vida política e social de nosso país. Batalhadora. Uma grande perda.

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Hudson

14/11/2017 - 12h13

Glória à memória de Fátima Oliveira

Por Dilermando Toni

http://www.vermelho.org.br/noticia/304288-1

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Morvan

13/11/2017 - 09h57

Bom dia.

Pode-se reputar um final de ano de perdas humanas, sem dúvida.
A batalhadora Fátima Oliveira, Moniz, a esposa de Mantega.
Tempos aziagos. Lastimáveis perdas.
Sem deixar de citar a incitação criminosa do calunista da Quanto_É (desculpe o pleonasmo!), e seu pedido de proteção policial (Sic!).
Os morcegos devem estar adorando, pois está tudo de cabeça para baixo…

Saudações “#ForaTemerGolpsista; Eleger o ‘Jara’, recobrar o país das mãos dos destruidores. Reforma do Golpiciário urgente. Com esta curriola togada, jamais teremos democracia“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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