Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
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"Vejo as primeiras fumacinhas de uma síndrome fascista entre nós"

Atualizado em 23 de julho de 2008 às 22:38 | Publicado em 23 de julho de 2008 às 17:30

Inspirado no Eduardo Guimarães, fui buscar a íntegra de entrevista concedida pelo professor Luiz Werneck Vianna ao IHU On-Line.

Werneck não é o primeiro a alertar sobre o risco que o moralismo da classe média representa.

Não é o primeiro a criticar o salvacionismo, nem a nos alertar contra possíveis arbitrariedades da Polícia Federal e do Ministério Público.

O que acho curioso, neste momento, é que vozes supostamente "progressistas" apareçam para  justificar o injustificável.

É como se dissessem: "O capitalismo é uma merda, mesmo. Corrupção faz parte do sistema. Deixemos este assunto de lado. Vamos falar do que realmente interessa: terra, trabalho e emprego".

Ora, diria eu, podemos falar dos três e de corrupção.

Não é verdade que a sociedade brasileira não esteja mobilizada em torno de outros temas.

Vejam a luta do MST pela reforma agrária, a dos indígenas pela demarcação da TI Raposa/Serra do Sol e a da CUT pela redução da jornada de trabalho.

O que me parece haver, neste momento, é a mobilização de intelectuais tidos como "progressistas" para justificar o injustificável: o envolvimento de gente ligada ao governo Lula com um grupo econômico acusado, pela Polícia Federal, de agir como uma quadrilha.

É como se dissessem: "O essencial é que o Lula está distribuindo renda. Se roubar, faz parte do sistema".

Estamos falando de um grupo econômico que tentou comprar um delegado federal, que monitorou outro, que tem ramificações na mídia e contratou gente importante para agir em seu nome.

Estamos falando da necessidade de que, ainda que dentro do capitalismo, não impere o vale tudo ou a Justiça só para alguns.

Estes são princípios da democracia, ainda que o professor prefira classificá-la de "democracia burguesa".

Eu, pessoalmente, acho que o professor Werneck subestimou a capacidade crítica e a sofisticação da sociedade brasileira.

E que ladrão de dinheiro público deve ir para a cadeia, seja de direita ou de esquerda.

De qualquer forma, fiquem com a íntegra da entrevista:

"A política está reduzida ao noticiário policial" (Entrevista- Prof. Luiz Werneck Vianna - Iuperj)
Agência Carta Maior
22/07/2008

Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial.  O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso".  E que a solução virá "com mais política" e não com menos.  Para Werneck Vianna, o caso Dantas virou um "affair" midiático, com cortinas de fumaça.

IHU On-Line

Ao analisar os recentes episódios de corrupção no Brasil, a partir da prisão (ou da tentativa de) do banqueiro Daniel Dantas, o professor Luiz Werneck Vianna, do Iuperj, em entrevista concedida por telefone à revista eletrônica IHU On-Line, identifica apenas "o capitalismo operando".  Para ele, o mal não está em figuras como a de Dantas ou de Eike Batista, "como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas".

 

Ele garante: "Não vai melhorar.  A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais", que são, na sua opinião, o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade.  O pesquisador acredita que "os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso".  E que a solução virá "com mais política".  "O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua.  Não há política.  Está faltando sociedade organizada, reflexiva.  A política está reduzida ao noticiário policial", explica.

 

Werneck Vianna é professor pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).  Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, é autor de, entre outros, A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1997), A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (Belo Horizonte: UFMG, 2002).

 

Confira a entrevista.

 

IHU On-Line - Personagens como Daniel Dantas e Eike Batista avançaram sobre nacos importantes do patrimônio do Estado brasileiro.  Quais foram as condições políticas e econômicas que permitiram o surgimento desses personagens?

 

Luiz Werneck Vianna - O Brasil é um país capitalista.  E esses são empresários audaciosos, jovens, e têm encontrado um terreno favorável a tratativas com o executivo no sentido de fazer negócios de interesse comum.  E nisso ambos parecem que têm se complicado muito.  No entanto, há uma zona de sombra que ainda precisa ser esclarecida.  Meu problema em relação a tudo é essa sucessão de intervenções espetaculosas da Polícia Federal, a mobilização da mídia, do Ministério Público, do Judiciário e da opinião pública para esses fatos.  As questões centrais não são essas.

 

Com essa cortina espetacular, o mundo continua como dantes.  Nada muda no que se refere à questão agrária, às políticas sociais.  A população anda desanimada, desencantada.  Além disso, o que aparece aqui, que é muito perigoso, é um espírito salvacionista.  Há um "Batman institucional" atuando sobre a nossa realidade.  Esse "Batman" é a Polícia Federal associada ao Ministério Público.  Há elementos muito perigosos aí, de índole messiânica, salvacionista, apolítica, que podem indicar a emergência de uma cultura política fascista entre nós.  Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se dependesse da salvação de todos apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas.  Não depende, isso é mentira!

 

Com isso, se mobiliza a classe média para um moralismo que não pára de se manifestar.  A política cai fora do espaço de discussão.  Enquanto isso, aparecem dois personagens institucionais, ambos vinculados ao Estado: o Ministério Público e a Polícia Federal.  Este caminho é perigoso, e a sociedade não reage a ele faz tempo.  A cultura do fascismo pode se manifestar com traços mais bem definidos, a partir da idéia de que nosso inimigo é a corrupção, especialmente aquela praticada pelas elites.  Então, a sociedade acha que se resolve esse problema colocando a elite branca na cadeia.  Desse modo, o país viveria numa sociedade justa.  Não vai, mentira!

 

IHU On-Line - O que o senhor considera como as questões centrais na sociedade brasileira, que devem ser discutidas com mais ênfase?

 

Luiz Werneck Vianna - O tema do crescimento econômico, da reforma agrária, da democratização da propriedade.  Para isso ninguém mobiliza ninguém.

 

IHU On-Line - Pode-se afirmar que os anos dourados do neoliberalismo brasileiro produziram uma nova burguesia nacional da qual Daniel Dantas e Eike Batista são hoje personagens centrais?  O que distingue essa nova burguesia da "velha burguesia nacional" do período desenvolvimentista?

 

Luiz Werneck Vianna - Eike Batista não é um homem das finanças, e sim um homem da produção.  O Daniel Dantas, não.  Ele é um homem do setor financeiro.  Este setor apresentou enormes possibilidades.  Esses executivos do setor financeiro não têm 40 anos.  Se examinarmos os currículos deles, veremos que são formados por boas universidades, com doutorado no exterior.  Apareceu um novo mundo para esses setores médios e educados da população, especialmente os economistas.  Se passa da posição de economista para a posição de banqueiro hoje muito facilmente.


IHU On-Line - Como o senhor interpreta essas relações aparentemente ambíguas que o banqueiro Dantas tinha, ao mesmo tempo, com o mercado financeiro internacional e os fundos de pensão do Estado do qual fazem parte sindicalistas?  Acabou-se a velha contradição capital - trabalho?

 

Luiz Werneck Vianna - Essa questão dos fundos previdenciários existe em toda a parte, não apenas no Brasil.  E o controle disso tem sido em boa parte corporativo.  Quem mexeu com a questão e falou no surgimento de uma nova classe foi o Francisco de Oliveira.  Não sei se devemos concordar inteiramente com o que ele diz, mas, pelo menos, é uma alusão importante.  O capital hoje tem uma outra forma de circular, e isso não ajuda o mundo sindical a se reorganizar.  O que vemos é um sindicalismo inteiramente cooptado pelo Estado.  Dantas jogou com as oportunidades que viu.  Até agora, as únicas coisas concretas pelas quais ele pode ser pego são o suborno ao policial e seu problema com o Imposto de Renda.  Esse é o capitalismo operando.  Daqui a pouco vão querer "prender" o capitalismo.  E não creio que isso esteja na intenção da Polícia Federal.  O mal não está nessas figuras, como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas.  Não vai melhorar.  A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais.

 

IHU On-Line - O banqueiro Dantas estabeleceu uma rede de conexões políticas tecida ao longo de três governos - Collor, FHC e Lula.  Como entender o poder de Daniel Dantas, sua capacidade de manipulação e envolvimento de tantas pessoas, de diferentes governos, nessa malha de corrupção?

 

Luiz Werneck Vianna - Era necessário que nessa rede público-privada aparecessem personagens.  Essa rede não podia se montar sem pessoas concretas.  Dantas foi uma.  O ponto da privatização estabeleceu um caminho para que esses homens encontrassem a sua oportunidade.

 

IHU On-Line - O senhor considera que o caso Dantas ameaça o conceito de República, ou se pode afirmar que efetivamente o Brasil nunca desfrutou do status de República?

 

Luiz Werneck Vianna - Não ameaça nada.  Esse é um affair midiático, com cortinas de fumaça.  Os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso.  Vejo as primeiras fumacinhas de uma síndrome fascista entre nós.  E isso deve ser denunciado, combatido, e com política, com mais política.  O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua.  Está faltando sociedade organizada, reflexiva, e a política está reduzida ao noticiário policial.

 

IHU On-Line - Como o senhor analisa a postura do Supremo Tribunal Federal nesse caso?  Como interpreta o comportamento do ministro Gilmar Mendes?

 

Luiz Werneck Vianna - Interpreto bem.  O papel da Suprema Corte é defender a Constituição, as liberdades individuais, e também não deixa de incorporar essa preocupação com o testemunho do espetacular que essas operações policiais manifestam.  Uma outra questão vinculada a isso é a escuta telefônica.  Estamos indo para um estado policial?  E a sociedade aprende a apontar como culpado o "malvado" lá da ponta, responsável por todos os males, que, caso preso e execrado, vai fazer com que a sociedade melhore.

 

Num ano eleitoral, tudo se discute, menos a política.  Não podemos defender a idéia de que um grande inquérito, um grande processo pode resolver as máculas da nossa história, criar um novo tipo de um encaminhamento feliz para nós (e isso é feito pela polícia, pelos grampos telefônicos, pela repressão!).  Isso não lembra a linguagem do regime militar, quando ele se impôs?  De que o grande inimigo é a corrupção?  Só que agora tudo está sendo feito numa escala nova, imensa, com um domínio total dos meios de comunicação.  O próprio Congresso se tornou uma ampla comissão parlamentar de inquérito, apurando, investigando e não discutindo políticas e soluções para os problemas.  Além do mais, temos um grupamento novo na sociedade: a Polícia Federal é nova.  Ela foi extraída da classe média.  Seu pessoal é concursado, bem formado, com curso superior.  Seus integrantes estão autonomizados a ir para as ruas com esse sentimento messiânico, que aparece no relatório do delegado Protógenes, de que a Polícia pode salvar o mundo.

 

IHU On-Line - Qual é a sua opinião sobre o combate à corrupção no Brasil?  Este episódio recente abre a possibilidade de mudanças?

 

Luiz Werneck Vianna - Nesse processo, a ordem racional legal avança, se aprimora, se aperfeiçoa.  No entanto, o que tento combater é uma visão salvadora, justiceira, messiânica do papel policial para a erradicação dos nossos males, como se não devesse haver nenhum impedimento entre a ação da polícia e a sociedade, como se não devêssemos ter habeas corpus, como se as pessoas pudessem ser presas, retiradas das suas casas nas primeiras horas da manhã, algemadas, e tudo isso passando por câmeras de televisão... Não creio que isso seja um indicador de democracia.

 

IHU On-Line - Que tipo de sentimento esse episódio provoca na população brasileira?  Revolta, descrédito nas instituições?

 

Luiz Werneck Vianna - Descrédito.  E também aprofunda o fosso entre a sociedade e a política, mantém a sociedade fragmentada, isolada, esperando que a ação desses novos homens, dessas corporações novas, nos livre do mal.  Talvez eu tenha dado muita ênfase à dimensão negativa de tudo isso, mas também vejo que esse processo pode ser corrigido se a ordem racional legal for defendida por recursos democráticos, sem violência, com respeito às leis, à dignidade da pessoa humana.  É possível se avançar na ordem racional legal, investigando a corrupção, prendendo seus responsáveis, mas sem que isso assuma o caráter de escândalo, de espetáculo, no qual parece que temos um agente de salvação em defesa da sociedade.  Isso sim é perigoso.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
João Aguiar (27/07/2008 - 21:53)
Simples, bródi, você define o que é importante ou deixa que a Veja defina por você, a pauta, imbecil, a pauta!

wagner guimarães (27/07/2008 - 18:42)
A um certo tempo não perrco meu tempo com a OAB. Só defende seus interesses corporativistas. O país dos advogados de primeira hora. É como a Igreja que mais parece partido político.

João Sebastião Bar (25/07/2008 - 14:04)
Caro Azenha: Li a entrevista do Luiz Werneck Vianna, embora ele tenha colocado questões importantes as serem discutidas, concordo com você, ele também esta sutilmente saindo pela tangente. Me pergunto porque? Porque agora nesse imbróglio Dantas-Ze-governo Lula, "Broi", "advogado Lubeca" &cia, esta claro, quase(?) que provado (a controvérsia) que "Lula e FHC ficou tudo a vê". Quando é perguntado: Como interpreta o comportamento do ministro Gilmar Mendes? responde: "Interpreto bem. O papel da Suprema Corte é defender a Constituição, as liberdades individuais,...", ou seja, pouco importa que ele não defendeu a lei, mas sim atropelou a mesma, como disse diversos juristas, como Dalmo Dallari. Em outro momento, como se estivesse misturando na fala dele a escuta telefônica (devidamente autorizada pelo estado de direito) com os grampos telefônicos ilegais como os praticados pela turma do Dantas ("Uma outra questão vinculada a isso é a escuta telefônica. Estamos indo para um estado policial?"). Esta sim, ao tentar usar a dialética de esconder parte do todo, defendendo o pessoal que milita ou militou ao lado dele. Vejo fumaças da existência um certo acordo tácito entre os times que "Lula e FHC, tudo a vê". Isso pode ser um sinal que vamos continuar sem projeto de país por um bom tempo ainda. Vejo também que a ficha do Ciro Gomes cresceu. E se pegar fogo (esta mais para pano quente), a da Heloisa Helena. Sds, JSB.

Felipe (25/07/2008 - 13:09)
Não acho que seja espetáculo a policia federal atuando da forma que vem atuando. A corrupção que sempre foi feita as escondidas no Brasil, quando começa a aparecer escancaradamente nos meios de comuniação vira espetáculo. Parei, vamos esconder então a corrupção novamente? Tem que mostrar mais e mais. O Daniel Dantas afirmou que só tinha medo da PF, isso é um bom sinal de que os corruptos temem a PF, achar que isso pode chegar a um fascismo é brincadeira.

Haroldo Ribeiro Gomes (24/07/2008 - 23:35)
Só pra não esquecermos. O Dantas está sendo investigado tbm viu? Temos que lembrar de vez ou outra, pois o PIG, esqueceu.

Hugo de Carvalho (24/07/2008 - 23:31)
Essa história de "Batman salvacionista", messianismo, "jesus cristo de armas em punho" e outras coisas mais, se minha memória de minhoca não me trai, foi construída pelo govervo do Lula não foi? Uma imagem descolada do real. A polícia fez o trabalho dela de maneira exemplar. Verdadeiramente republicana!. E agora querem dizer que a instituição vestiu a fantasia por culpa da mídia ou do PIG? Ou mesmo que a PF foi ao baile de carnaval por conta própria?

(24/07/2008 - 22:39)
"Meu problema em relação a tudo é essa sucessão de intervenções espetaculosas da Polícia Federal, a mobilização da mídia, do Ministério Público, do Judiciário e da opinião pública para esses fatos. As questões centrais não são essas." Aiai se o "F"aoro lesse isso.

Gerson Pompeu (24/07/2008 - 21:59)
Na metade da primeira resposta o meu estômago embrulhou. É um belo candidato a Hitler. CRUZ CREDO!!!

victor coelho (24/07/2008 - 21:48)
Acho que autor erra e acerta: erra ao pesar os termos com relação à intituições que tem justamente a função de faze o que estão fazendo. Precisamos de um MP e de uma PF atuantes, apesar dos problemas que se podem apontar. Mas é claro que os agentes destas instituições não estão livres de messianismo ou mesmo de parcialidade conservadora. Acho que o problema real que o W. Vianna aponta, preocupante, é o seqüestro da política pela "polícia", mas feito pela imprensa. Isto aconteceu no passado: as mobilizações populares e das organizaçoes sindicais e de esquerda, espécie de motor da política, sempre foram absorvidas pelos noticiários criminais, mediante a tautologia "mobilização popular = desordem = comunismo = mal", para resumir. Não há como negar o peso que o noticiário vem dando para os crimes e delitos cometidos no âmbito da política e da administração, o dois pesos e duas medidas (e não sou lulista/petista), e a atual nova onda (que percebo se iniciando) de criminalização do MST, com a ajuda de alguns promotores conservadores.

Luiz Carlos (24/07/2008 - 20:45)
Mais um membro do clube de Daniel Dantas (ver planilha publicada pela PF). Ora, Sr. Sociólogo (aliás já passamos por outro sociólogo que quebrou o Brasil três vezes), será que não é possível se pensar em desenvolvimento, reforma agrária, reforma política, tributária, distrbuição de renda e combater a corrupção?

JOSE LUIZ COUTO (24/07/2008 - 19:46)
SABE, AZENHA: ASSISTINDO AO SPTV AGORA A NOITE, VENDO O GOVERNADOR JOSÉ SERRA SORRIR AO LADO DE CRIANCINHAS, ME PERGUNTEI: QUEM DECIDIU DECIDIR QUE JOSÉ SERRA É CANDIDATO A PRESIDENTE?

Giuseppe Campos Vicentini (24/07/2008 - 17:41)
Eis o Alerta! Política longe do cidadão é como boi sozinho no pasto... um dia passa um espertinho (sedento de poder) mata o bicho em seu benefício, faz um churrasco e para nós - donos do boi - sobram só as brasas! Nunca nos esqueçamos: o melhor antidodo contra regimes de força é a participação popular cotidiana! É parar de "achar" para começar a ser co-responsável! Mas dos dois lados tem gente que teme: uns por comodismo e vício paternalista... outros por medo de perder o poder concentrado em suas mãos! República é "coisa pública", plural, coletiva... é trabalho em EQUIPE e não EU-QUIPE! Ter a segurança de saber que o "barco" vai para onde quisermos é muito mais saudável (e menos cômodo...) mas para isso precisamos ter acesso aos "remos"! Um pouco de poder para cada um Já!!! Fascismo: lutaremos contra você até o fim!!! http://vozdasgerais.blogspot.com

epimpampleriopamplona (24/07/2008 - 17:20)
Tinha alguma coisa importante no texto? Gastei meu tempo. Brabo.

gaúcho (24/07/2008 - 17:20)
Caro Azenha, o discurso do professor não é novo, o presidente da OAB já havia falado em estado policial para definir o momento em que a polícia começa a passar o rodo em vigarista de terno armani. Conceitualmente, pode ser que vivamos um período de "caça às bruxas" mas com relação aos fatos relacionados a Dantas acho que a polícia agiu corretamente. Por outro lado, no caso da lista da AMB percebo sim um viés fascistóide, primeiro porque fere mortalmente o princípio da presunção da inocência; segundo abre uma enorme possibilidade de manipulação (eu posso entrar com uma ação de cobrança de dívida de jogo p.e. e já era você tá ferrado); terceiro, é um populismo rasteiro, um jogo de cena deslavado de uma instituição extremamente corporativa que passa a maior parte do seu tempo protegendo juiz safado. É preciso, portanto, separar os cenários. Ser "primeiro mundo" tem um custo, você não pode mais dirigir bêbado, você não pode se valer de práticas espúrias para enriquecer, você não pode transar com uma menina de 10 anos etc. mas se quisermos continuar no rol das republiquetas com o peito estufado de orgulho de ser malandro, então vale tudo!

PEDRO AUGUSTO RODRIGUES DA COSTA (24/07/2008 - 17:17)
ESTE SENHOR É DA MESMA CLASSE DE INTELECTUAIS QUE SÃO CONTRA O SISTEMA DE COTAS NAS UNIVERSIDADES. SÓ ELES PODEM TER O SABER,O CONHECIMENTO E O PODER A CLASSE TRABALHADORA ELES QUEREM COMO SEMPRE,DESDE DOP DESCOBRIMENTO,SENDO OPRIMIDA.

garcia (24/07/2008 - 16:52)
Discordo completamente do texto.A questão política neste país sempre foi mesmo um caso de polícia.Os temas ditos centrais foram sempre deixados num segundo plano, nenhum governante teve força suficiente para fazer o congresso votar reformas profundas (política, judiciária, fundiária, etc.). O Lula conseguiu muito na parte social, mas nunca teve mesmo base forte no congresso,congresso este que funciona movido a cargos, interesses privados,mordomias, etc. Neste caso em questão (DVD) os grandes jornais sairam rapidamente da cobertura e investigação, talvez uma forma de auto-proteção, pois seus "grandes jornalistas" podem e devem aparecer envolvidos.Existe também a questão 2010 e este escândalo vai chegar (se investigado seriamente) nas privatizações. Sigam o dinheiro........................................ Agora, ficar discutindo se algemas fazem diferença é andar no perímetro, é querer tirar do foco do conteúdo central que seria esta enorme corrupção (e sonegação) empresarial e financeira.

Alexandre Carlos Aguiar (24/07/2008 - 16:39)
O que me surpreende é a dissimulação. É óbvio que uma parte da imprensa, o chamado PIG, quer colocar no colo do governo essa bomba do Dantas e livrar os seus. Mas da parte do governo, não se vê muito empenho em desarmar este artefato, e também querem livrar os seus. E ainda estão culpando a PF por estar fazendo o seu papel, ou o Protógenes por ter levantado o tapete. Os defensores da oposição, por incrível que pareça, estão até quietinhos. Ainda não convocaram uma CPI. Claro, estão atolados até o pescoço nessa m... Mas os defensores do governo estão se tratando por coitadinhos: "Oh, fomos vítimas de mais uma armação, que desgraça, ó dia, ó azar". Parece aquele personagem do desenho, a hiena Hardi. Que coitadinhos que nada! Venham a público e digam: "estes estão envolvidos com o Dantas". E fim de papo. E alguém tem a cara de pau de dizer que o presidente quiz salvar os poderes. Parem o ônibus! Quero descer!

Afonso de Oliveira (24/07/2008 - 16:17)
Compactuo plenamente com o opinamento expresso por Werneck Vianna, quanto às reais necessidades a serem ultrapassadas por nossa sociedade em seu atual estágio. Creio que tal pensamento, com sua ótica progressita, nos impõe maneiras profundas de questionamentos e tomada de atitudes na busca incessante de aperfeiçoamento das instituições republicanas. Não me parece, como por você colocado, que perfis intelectuais progressistas se postem de maneira defensivista por se tratar do governo do PT e o que ele representa, enquanto afirmação e prática do sonho, há anos acalentado, de um governo de esquerda. Por ser de esquerda, tais reflexões advindas dessas situações são analisadas de maneira profunda, com rigor dialético, logo diferenciado, e sempre procurando a verdadeira raíz histórica de tais mazelas. Não esqueça que tais situações são, real e incontestavelmente, próprias desse tipo ideológico de sociedade e suas relações. Não é fantasioso agregar tais corrupções à conta de um sistema injusto e decadente, como o capitalista. Evidente, que medidas coibitivas devem ser adotadas, mas não à nível policialesco apenas, visto que a endemia desses males é intrínseca e próspera ao mesmo. Em momento algum foram negadas tais atitudes, apenas se analisa e demonstra objetivamente que o problema é bem maior, mais profundo, nem simples, nem de solução imediatista - como exemplo clássico: não se combate violências com mais violência. Nem se combate corrupção "matando" todos os corruptos, somente.

Miguel do Rosário (24/07/2008 - 16:04)
Peraí, Azenha. Você escreveu isso? "O que me parece haver, neste momento, é a mobilização de intelectuais tidos como "progressistas" para justificar o injustificável: o envolvimento de gente ligada ao governo Lula com um grupo econômico acusado, pela Polícia Federal, de agir como uma quadrilha. É como se dissessem: "O essencial é que o Lula está distribuindo renda. Se roubar, faz parte do sistema". Estamos falando de um grupo econômico que tentou comprar um delegado federal, que monitorou outro, que tem ramificações na mídia e contratou gente importante para agir em seu nome." Pô, um cara isolado fala uma merda e você generaliza para todos os "intelectuais progressistas", e ainda chega à conclusão que se trata de um raciocínio para justificar a corrupção no governo Lula? O que eu venho escrevendo, desde 2003, é o seguinte. Corrupção existe em qualquer governo. A diferença é que uns a combatem, outros não. Pense nisso.

Cláudio Ottoni (24/07/2008 - 15:49)
A que ponto a subserviência política pode chegar! Inacreditável a postura fisiológica e covarde deste Werneck. É óbvio que o país vai mudar com a prisão de bandidos de colarinho branco - o sociólogo parece desconhecer o impacto que as ações da Polícia Federal e da Justiça têm sobre a sociedade midiática, impacto cada vez maior, tão importante quanto mudanças em outros campos da sociedade. Desonestidade intelectual é o mínimo para descrever esta postura lastimável, vergonhosa, incompatível com o espaço acadêmico que este senhor ocupa.

Cesar Rocha (24/07/2008 - 15:35)
Essas opiniões do professor Luiz Werneck Vianna expressão a PERDA da função social dos "intelectuais" na sociedade brasileira. Ninguém mais os ouvem, nem mesmos seus alunos na Academia...Não são mais FORMADORES e referencias. A depauperação da Universidade é sim uma das faces da herança tucana. Muitos intelectuais (ex-marxistas e/ou ex-progressivas) viram amigos do Principe e "esqueceram o que escreveram". E a "razão crítica", outrora a grande "rationale", agora é a RAZÃO CÍNICA. A "lei de Gerson" tornou-se uma instituição política no Brasil, certo?

Junior (24/07/2008 - 14:51)
Golpista sem vergonha. Linguagem que so ele entende, primeiro sintoma de um teorico nerd que nem de longe esta preocupado com o povo simples desse pais.

Maria Izabel L. Silva (24/07/2008 - 14:44)
Luiz Azenha. Eu de novo. Não costumo voltar mas, dessa vez, é irresistével. Li todos os comentários. A maioria quer mais sangue. Não vejo como. Só fazendo uma transfusão. O governo esta com as entranhas expostas, abertas. E sangra, copiosamente, há cinco anos. Você já viu isso alguma vez nos seus quarenta e tantos anos de vida??? Já viu uma coisa dessas ???O PT, partido de meninos esperançosos, desafiadores e voluntariosos, foi obrigado a envelhecer tão rapidamente, que nem deu tempo de amadurecer.Passamos da esperança ao pragmatismo cínico com a velocidade da luz...O professor Luiz Werneck não é tonto! E sempre foi iconoclasta. Se o nosso horizonte e a nossa esperança é a PF, então estamos ferrados. Ferrados mesmo...

alex severianni (24/07/2008 - 14:09)
CLAUDIO HUMBERTO ERA a fonte de "Informações privilegiadas" de Dantas no Planalto !! Não é piada. O PIC/PIG diz que Greenghalg (o GOMES) era o "todo-poderoso" lobista da "ante-sala do Planalto" a serviço de GUIGA. Pode até querer ter sido. Mas sabem de onde o lobista de Dantas, Guilherme Sodré (GUIGA) precisava se abastecer de informações sobre o que se passava no Planalto? Do Programa de rádio de CLÁUDIO HUMBERTO na rádio Bandeirantes !!! E sabe onde o Daniel Dantas buscava informações do Planalto? Com LEONARDO ATTUCH, jornalista editor da revista Isto É Dinheiro (cujo dono é Dantas). É meus amigos... nenhum acesso à Dilma, à Lula, nem à "ante-sala do Planalto". As informações privilegiadas deles é a mesma de qualquer ouvinte da Band. Veja comentários completos sobre os diálogos na nota abaixo: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Alexandre Carlos Aguiar (24/07/2008 - 14:06)
O ponto a ser discutido é: não existe nada de fascista em a polícia prender bandidos, ou seja, retirar da sociedade quem burla a lei. Tampouco levá-lo a um camburão, ou por-lhe algemas. É o rito e cumpra-se. Não saia da linha, que você não será preso. Minha única indignação em toda essa história foi a atuação do presidente. Sua biografia, suas aspirações, os ideais canalizados em sua figura me levaram a crer, não numa "limpeza total" da corrupção, isso leva mais tempo e requer outras iniciativas, mas uma postura mais firme, digna, enérgica, de respaldo à instituição. Dantas não roubou um potimho de manteiga, mas surrupiou os sonhos de uma nação. Enquanto Lula não tomar as medidas que devem ser tomadas, será conhecido pelo epíteto dado por Paulo Henrique Amorim: o presidente que tem medo.

Maurício Félix (24/07/2008 - 14:02)
Na visão de um trabalhador simples como eu,sem doutorado,mestrado etc,não acredito que estejamos no caminho do facismo,a população acompanha essa "espetaculização"dos peixes graudos sendo algemados de pijamas,colocando a dentadura,e assim vai, como algo inédito!! aonde a justiça funciona para também prender os corruptos do alto escalão,por mais que seja por poucas horas ou poucos dias,mas algemas segundo Aurélio :instrumento de ferro com que se prendem os braços pelos pulsos; cadeia; grilhão, grilheta;e isso deve doer,e muito.

Regis (24/07/2008 - 14:00)
Assaltante do presidente do STF continua preso Mesmo sendo réu primário, ele não teve a mesma sorte do banqueiro Daniel Dantas, preso pela PF na Operação Satiagraha, sob acusação de esquema de lavagem de dinheiro O Povo - Fortaleza 16/07/2008 09:26 Jéfferson Hermínio Moreira (18), indiciado por tentativa de roubo ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, continua preso na Casa de Custódia de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). Mesmo sendo réu primário, não teve a mesma sorte do banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, sob acusação de esquema de lavagem de dinheiro. Dantas teve direito a ser posto em liberdade por duas vezes por decisão de Gilmar Mendes. Jéfferson tem advogado, mas a lentidão da Justiça no caso atrapalha. Ele está completando, nesta quarta-feira, 17 dias de prisão. Jéfferson tentou roubar, no último dia 29, o cordão de ouro do presidente do STF, Gilmar Mendes, em pleno calçadão da avenida Beira Mar. Acabou dominado por seguranças à paisana do ministro. Na ocasião, ele foi levado para o 2º Distrito Policial, depois transferido para a Delegacia de apoio ao Turista e, em seguida, levado para a Delegacia de Capturas. Agora, está na Casa de Custódia de Caucaia. No inquérito, feito pela Delegacia de Apoio ao Turista e já entregue à justiça, o rapaz está sendo acusado de roubo qualificado, pois estaria com um comparsa, que não foi preso nem identificado. Advogados consultados dizem que uma pessoa só deve esperar julgamento na prisão quando sua liberdade representa uma ameaça à ordem pública, quando pode ocultar provas ou ameaça fugir. http://www.opovo.com.br/brasil/804637.html

alex severianni (24/07/2008 - 13:38)
E A CULPA É DO DELEGADO PROTÓGENES... De passagem por Brasília, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), deflagrou um movimento para tentar apertar a legislação brasileira no que diz respeito a vazamentos e investigações policiais e grampos telefônicos, ainda que sejam autorizados pela Justiça. "O Congresso não pode fingir que essa crise não existe e nem deixar de tratar desses assuntos. Foi confusão na Polícia Federal, foi confusão na Justiça e o ministro da área fazendo discurso e campanha. Isso não pode continuar assim", reagiu o tucano, que passou os últimos dias em contatos com o PT e o DEM para ver a possibilidade de tornar a lei mais rigorosa para casos de vazamentos, divisão na polícia e manipulação de informações. Somado com o périplo que o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) fez ontem em defesa do projeto de lei que trata do abuso de autoridade, é por aí que as bandas do Senado e da Câmara pretendem tocar assim que terminar o recesso Do jeito que vão as coisas...Já já vão mandar prender o delegado.. íntegra: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

alex severianni (24/07/2008 - 13:38)
JUÍZES PEDEM VETO A BLINDAGEM DE ADVOGADO A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e o Ministério Público querem que o Presidente Lula vete o projeto de lei que trata os escritórios dos advogados como espaços invioláveis, livres de investigações policiais. Computadores, telefones e documentos em poder dos advogados também são classificados como objetos invioláveis. O projeto está na mesa da Presidência, à espera da sanção, desde terça-feira. A nota técnica que as entidades representantes da magistratura e dos procuradores encaminharão a Lula afirma que a "imunidade" prevista no projeto é inconstitucional. O argumento do presidente da Ajufe, Fernando Mattos, é que a inviolabilidade dos escritórios de advogados supera o resguardo previsto pela Constituição para a moradia do cidadão... íntegra: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Eduardo Gonçalves (24/07/2008 - 13:32)
Sem maniqueísmos, eu acho que, como quase todo mundo, o Werneck não está 100% certo, mas também não diz só bobagens. Ao lado de uma complacência indesculpável com o crime e a corrupção administrativa, ele chama atenção para um problema real, que é a redução do debate político à necessidade de uma cruzada ética para eliminar os corruptos e "sanear" a sociedade. Os meios de comunicação em geral são cúmplices dessa prática, que serve muito para desviar a atenção de outras questões igualmente sérias, como a má distribuição de renda e o "apartheid" social que ela causa. E não há como negar que esse discurso moralizante já foi usado em outras épocas - quem não lembra? - para justificar soluções fascistas como medida de purgação das instituições. Nisto, diga-se de passagem, não vai nenhuma crítica ao delegado, que cumpriu suas obrigações com lisura e denodo. Mas historicamente, em nosso país, a bandeira da ética (que é uma bela bandeira) tem encoberto a defesa de interesses escusos e da manutenção de um "status quo" injusto, quando este se encontrava ameaçado. Acho fundamental que se atente para as diferentes motivações do discurso anti-corrupção.

Mariana Martins (24/07/2008 - 13:30)
Azanha, Nossa burguesia é muito mais integralista. Fascismo,racismo e nazismo, formam a base do integralismo nacional. Nossa classe média é inculta e se transformou em estação repetidora de alguns integralistas tupiniquins, donos de jornais;

Antônio Carlos (24/07/2008 - 13:18)
Fiz a leitura e não entendir que o professor esteja defendendo a a impunidade. Entendi que devemos dar mais atenção a discuções de mudança social na estrutra do que a esses pontos isolados (isso não quer dizer tornar os corruptos inocentes). Não se esqueçam que mesmo prendendo os corruptos a estrutura social do Brasil continuará a produzir distorções e injustiças. Acredito que ela chama a atenção para não colocar em segundo plano aa mudanças que possam alterar esse contexto atual do país. Afinal, se não mudarmos as estrutras socias, as injustiças e os privilégios continuaram mesmo com todos os corruptos presos.

Antonio Miguel (24/07/2008 - 12:11)
Brihante defesa dos pecadinhos da elite dominante. Esse professor poderia se apresentar como testemunha de defesa de Daniel Dantas e seu conlúio em algum possível processo que estes venham a responder ( se é que haverá algum). O ministro do STF (Supremo Tribunal das Facilidades), rotulou a PF de gângsteres. Essa oitava maravilha do mundo antigo vem falar em fascismo. Tudo porque se escancara um pouco da nobre podridão. Seguindo a lógica dessa assumidade, vamos concluir que o médico nao deve se esforçar em salvar o paciente. Um dia ele vai morrer mesmo.

sergio (24/07/2008 - 12:01)
Eu acho estranho alguém falar de fascismo neste momento, pois não vejo elemento algum que corrobore tal idéia. Ao contrário da ditadura que o tal professor usa como contra-ponto para sustentar sua idéia estapafurdia, a PF não está produzindo provas ilícitas e falsas, não está torturando ninguém para conseguir declarações de culpa, está agindo de forma legal com apoio de alguns setores do judiciário e da população. Só não está encontranto respaldo em quem justamente apoiou a ditatura militar: a elite branca e a grande imprensa. Estes tentam e até utilizam pseudo-intelectuais para desmerecer o trabalho realizado pela PF, desqualificando o delegado Protogenes e o juiz como se eles fossem dois ressentidos e aloprados que estão buscando uma vingança pessoal por algum motivo escuso. Faça me o favor professor pseudo-intelectual ...

Luiz Carlos Azenha (24/07/2008 - 10:54)
Leider, tem uma coisa que assusta quem é mais velho (de cabeça) e não está acostumado com a internet: a diversidade de opiniões. Logo partem para dizer que se trata de uma "turba fascista". Mas quem se dá ao trabalho de ler os comentários percebe que eles acabam aperfeiçoando o texto publicado. É uma espécie de pós-edição. Só que sujeita o autor (neste caso o Werneck) a críticas às quais ele não está necessariamente acostumado. E quem não consegue lidar com a idéia de ser criticado em público (essência da internet "moderna") estranha.

Marcelo Conti (24/07/2008 - 10:46)
O capitalismo é um oásis para os embusteiros ou para os que mudam rapidamente de opinião... creio que a classe que mais cresce no Brasil (leia-se eixo Rio-São Paulo) é a dos sofistas... São verdadeiros discípulos de Göebbels...

Marcelo Conti (24/07/2008 - 10:44)
Caros, fiz um ano de jornalismo, em 1999. Aquilo para mim foi uma grande aula de vida. Havia ali muitos "filhinhos de papai", que trocavam as aulas pelo boteco ou pela maconha. Havia um advogado fazendo o curso. O rapaz, nos trabalhos em grupo, apenas dava as ordens e nada fazia. Colocava em seus anúncios: "Advogado e Jornalista", sendo apenas primeiro-anista... uma moça, filha de empresário, disse que "faria qualquer coisa" por uma boa matéria... dos 80 alunos, apenas uns 20 tinham boas capacidades morais e intelectuais para a função. O que quero dizer é que muitos desses se formam e, quando precisarem de ajuda, não faltarão intelectuais, sociólogos, antropólogos e principalmente magistrados, que lhes darão guarida. Essa classe média alta é problemática e nobre representante dos tartufos!

luiz paulo (24/07/2008 - 10:28)
Ao ler esta entrevista pela primeira vez minha reação foi de indignação... depois, com olhar mais crítico e menos "do fígado" fiquei com a sensação de que o que o professor fala não é absurdo, não é uma proposta de acobertamento anti-ético, o que mais chama a atenção, e creio que sua intenção foi essa, é que devemos discutir mais propostas de mudança, forjar o pensamento crítico (COM IDÉIAS) ao invés de ficarmos O TEMPO TODO dizendo quem era mais corrupto, quem roubou mais, que TODOS são safados, que a solução é a PF... honestamente, já escrevi várias vezes a este site e sempre a favor da ação do estado no caso Dantas, mas essa entrevista e outras que tenho visto, estão me fazendo refletir num ponto mais ampliado do que questões partidárias ou emocionais... pode ser apenas hoje...

Marcelinho (24/07/2008 - 10:21)
FONTE DA MATÉRIA. http://jc.uol.com.br/2008/07/24/not_174762.php COMPLETA

Marcelinho (24/07/2008 - 10:21)
Azenha.. esse passou 6 DIAS NA CADEIA.. Flanelinha preso por furtar queijo vai responder em liberdade Publicado em 24.07.2008, às 09h41 Leia Mais » Flanelinha é preso por tentar furtar queijo Do JC OnLine Com informações da Rádio Jornal e de Cidades/JC Depois de passar seis dias preso no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, por roubar duas latas de queijo do reino para alimentar a família, o flanelinha Wandevergue Rosas Paiva, 41 anos, foi solto na noite dessa quarta-feira (23). Ele foi dormir na casa onde vive com a companheira Andrea Miguel dos Santos, 32 anos, e os sete filhos, na Rua Marino de Melo Berenguer, número 177, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. "É uma emoção muito grande estar ao lado dos meus filhos. Eu não esperava nem tão cedo", disse, emocionado. "Todo mundo me ajudou. Eu queria que todos vocês do Cotel voltassem para suas casas", acrescentou. O flanelinha disse ter ficado preso em uma cela com dez homens, que, conhecendo o caso, ofereceram para ele cama e roupas. A família também foi surpreendida nesses seis dias por inúmeras doações de alimentos, roupas, fraldas e eletrodomésticos, entre outros objetos. Mesmo em liberdade, o flanelinha irá responder a acusação de furto. Na tarde desta sexta-feira (25), ele deve comparecer à 2ª Vara Criminal da Capital, onde se compromete a comparecer às audiências sempre que a Justiça solicitar.

Casa (24/07/2008 - 10:03)
Só estes dois,consegüem crescer mais que os juros ou a divida interna. www.la Republica.it. Ronnie e Dinho, pance che ballano. Un cartoon brasiliano ironizza sui due campioni del Milan. E "La Bamba" diventa "La panza"

Eduardo Guimarães (24/07/2008 - 10:02)
Azenha, como eu imaginava, você compreendeu meu ponto de vista. Eu acho terrível para a democratização de fato e de direito do Brasil que comecem esses discursinhos pedindo que aceitemos as práticas de um Daniel Dantas. Por mais que eu tente falar das idéias do professor Vianna e não dele, pessoa física, pois não é criticando pessoas que chegaremos a algum lugar (ainda que às vezes seja inevitável), fica difícil de a gente se perguntar por que é que surge um discurso desses à esquerda do espectro político. Nada contra a esquerda ter mente aberta para idéias que caberiam na boca e na pena de qualquer liberal, mas tudo contra a esquerda agir exatamente ao contrário de seus princípios básicos, entre os quais sobressai a igualdade. Meu Deus: num país em que as leis não são respeitadas como aqui, em que a corrupção grassa como uma praga incontrolável,e num país de eterna impunidade dos mais ricos, como é que pode alguém que partilha uma ideologia pela qual todos devem ser iguais vem com um papo desses? "Fala sério". "Assim não pode, assim não dá".

Marcelo Conti (24/07/2008 - 10:02)
Essa do gado foi sensacional... essas ironias dos discípulos de Kamel (os netos da ditadura), são fraquinhas, se comparadas às dos filhotes da ditadura...

sergio (24/07/2008 - 10:01)
Lastimável. Então para que PF e justiça? Não vamos salvar o país se prendermos os maiores bandidos do país, que são justamente os integrantes da elite branca? Os que cometem crime do colarinho branco, que corrompem, que roubam e sonegam os impostos cobrados dos consumidores? Não entendi direito. Quer dizer que então eu estou no meu direito e não deveria ser molestado por isto, caso eu dirigindo bebâdo corromper um policial para livrar a minha cara? Ou então eu resolver comprar recibos frios para abater do IR? Que tal eu trazer umas mercadorias de fora sem declarar, quem sabe algumas coisas ilicitas também? Não pelo contrário do que prega este falso professor, quando o crime for cometido pela elite branca ele deve servir de exemplo sim e exposto com todo o alarde para mostrar de forma didática que o crime não compensa para ninguém. Quanto a exposição de traficantes, extrupadores, assassinos, pedófilos e ladrões não vejo nem o STF, nem OAB e nem este professorzinho de quinta criticarem a exposição. Lógico não são integrantes daquilo que é considerado elite branca neste pais.

Errico (24/07/2008 - 10:01)
"Mort aux Voleurs"

Gabriel Rodrigues (24/07/2008 - 09:46)
Caro Azenha, Estes últimos acontecimentos me impulsionaram a pensar exatamente desta maneira: vivemos em uma sociedade com aspirações fascistas. Tradição, Família e Propriedade são os valores máximos da sociedade, arraigados em nossa própria família. Por acaso, são os valores da máfia siciliana: "Morte alla Francia Italia allunde", não é mesmo? E "Dr. Getúlio", de São Borja, cujo lema sabidamente era "aos amigos tudo; aos inimigos, a lei"? Quer dizer, aplicamos a lei apenas quando ela está em nosso favor? Fazer um movimento em prol da legalidade só porque nosso cunhado será o presidente? A verdade é que a corrupção e a máfia sempre tomaram conta do Brasil. Antes, era um negócio familiar: oligárquico. Agora, aquelas bases se esticaram para a "família adotiva" dos capos, sucessão natural do carlismo. Será que se juntarmos Raymundo Faoro com Sérgio Buarque de Hollanda e Roberto da Matta, e todo esse pessoal que estudou a "intelligentsia" brasileira, na verdade veremos que nós somos a Itália dos anos 30? Um grande abraço. (Sem anauê e sem Capitão Nascimento).

Marcelo Conti (24/07/2008 - 09:33)
Falando em fascismo e fascistas, por favor, Azenha, tire logo a fotografia (canto direito inferior - o lado foi escolhido de propósito, né???) daquele sujeito de sua página principal... causa-me asco!!!

Marcelo Conti (24/07/2008 - 09:28)
Sinto muito, amigos, mas o capitalismo não é o ideal: em seu íntimo está inserida a injustiça. Ele sempre terá defensores poderosos que se aproveitam de seu caráter excludente!!! Lembrem-se: não há democracia sem socialismo, assim como não há socialismo sem democracia. O resto é balela!

Felipe Guerra (24/07/2008 - 09:23)
E como será que anda Marilena Chauí? Gostaria de ler uma entrevista com ela...

Breno Syperrek (24/07/2008 - 09:06)
Dizer que Daniel Dantas e Eike Batista apenas aproveitaram as oportunidades que o capitalismo deu a eles para fazer grandes fortunas (e aumentar a da elite branca) é nos tratar como Homer Simpson. Este país tem leis que DEVEM ser cumpridas e esses cidadãos infringiram a lei para ganha muito dinheiro. Não vejo nada de fascista em INVESTIGAR e PUNIR quem infringe a lei. E vejam bem: até mesmo parte da alta corte da justiça foi corrompida por estes cidadão endinheirados. Isso é normal mesmo??? Tem que acontecer assim mesmo no capitalismo??? Isso é absurdo. Agora a parte que não foi corrompida e que esta tentando colocar estes caras na cadeia é fascista??!! Tenha santa paciência...

Teo Ponciano (24/07/2008 - 09:06)
Incrível só ver "espetacularização" quando se prende bacana. Este Wernek e muitos outros não vê "espetacularização" quando a polícia invade favela. Para mim é um destes "intelectuais" a favor das elites. O que tem que ser dito com todas as letras é o que é e o que não é crime. Uma vez dito isto prender o infrator quer more na favela ou numa cobertura. Concordar com o comportamento do Gilmar Mendes então é lamentável, porque se não há crime na emissão do segundo HC a Dantas (eu mão confio mais no supremo), fica no mínimo patente o viés elitista nesse procedimento. Ou temos uma lei e um padrão jurídico IGUAL para todos os brasileiros ou nos "locupletemos todos". É a mesma elite hipócrita de sempre.

So me calo morto, capitalimo (24/07/2008 - 06:43)
Fui criado na religião catolica. Tenho respeito pelos valores morais muito mais que pelas promessas do céu. Apesar de duvidar que deus exista. Eu acho que o Brasil precisa sim de alguns salvadores. Atacar o "messianismo" ou qualquer coisa que seja por este ser um "trabalho" exclusivo de "Jesus" é o cúmulo da preguiça e irresponsabilidade. Chega a ser leviano. Pra mim existe um interesse claro em querer impedir ou mesmo ridicularizar quem luta por justiça. O que tem isso de errado? É crime? É pecado? Se Jesus demora por que esperar? E por que eu tenho que deixar tudo pra ele resolver? O mundo espera quase 2000 anos e a roubalheira continua. Onde está o crime em se duvidar? Se o INRI Cristo fosse presidente ou mesmo um rei seria excelente se ele não fosse corrupto. Só precisava ser honesto, ativo e com o mínimo de esperteza para não se envolver nem se deixar levar por "más companhias". O facismo se instalou nas grandes esferas e ainda querem defender alguem que suborna um delegado com 1000000 de dolares? Que bando de $#&%%&* !!! Tem gente que mata por menos de 100 reais e é claro que vai preso! Se alguem tem coragem de subornar um delegado com 1000000, é porque não está nem um pouco preocupado com quem receberá tal quantia nem mesmo onde esse dinheiro será aplicado. Já é bandido não importa a cor da pele nem o quanto de dinheiro tenha. Se o delegado tivesse dito ão na hora, ele teria coragem de pagar 20mil pra algum preto matador de aluguel recem saido da cadeia?

carlinhos medeiros (24/07/2008 - 05:11)
Caro Azenha; Tenho grande admiração por você, pelo seu trabalho e concordo quando diz que, "ladrão de dinheiro público tem que ir pra cadeia", seja de direita, centro ou esquerda. Mas, me admira o fato de você, que sempre zelou pela ética no jornalismo e combate o PIG, ter publicado em seu conceituado blog matéria da Época sobre a participação do Greenghalg no esquema DD cobrando propinas da ordem de 260 milhões para usar nas campanhas eleitorais, sem mostrar a transcrição do diálogo. Bola de cristal? Cadê a prova? Mesmo que houvessem provas eu exitaria em publicar na bodega visto que, se num vídeo é possível fazer mágica imagine em impressos.

Antonio Alvaro Guedes (24/07/2008 - 01:33)
O mesmo velho viés de desclassificar a opinião da maioria. A idéia de que a classe média é conservadora é uma balela. Furto, falsidade ideológica, prevaricação etc. são crimes que nada tem haver com a moralidade de nenhuma classe. A indignação diante da injustiça sendo praticada por qualquer "autoridade", contra qualquer cidadão que esteja situado em qualquer espéctro ou estamento sócio econômico. Existem ladrões ricos tal como existem ladrões pobres. A indignação da grande maioria das pessoas é a diferença da indignação e do tratamento que se dá ao meliante rico em relação ao pobre por parte de um juiz suspeito. Suspeito por ser rápido demais na sua ação. Suspeito por tentar desclassificar o trabalho da polícia. Suspeito por desautorizar por duas vezes a decisão de um juiz concursado. Meu Deus será que não viram aquela montanha de dinheiro para corromper a polícia e talvez o juiz? Todo trabalho de anos de investigação com provas e indícios não foram suficientes para uma prisão cautelar (para a preservação e coletas de mais provas)? Espetacularização é outro chavão. Câmaras de vigilância estão em todas as partes, ao ouvir a sirene é difícil evitar a curiosidade e não abrir a janela para dar uma olhadinha. Os celulares filmam, fotografam, gravam músicas, mas, também conversas. A notícia é um show business, literalmente. O que antes era escrito nos jornais num mundo de analfabetos, hoje, se for interessante pro editor, vai parar no horário nobre da tv, entre uma novela e outra Os jornalistas tem suas fontes, graças aos céus. Se não fossem estas fontes os ladrões poderosos, políticos, juízes, funcionários públicos e outros corruptos salvariam a cara. O ladrão pobre que é arrastado e jogado na traseira dum camburão, cena tão corriqueira, que só é jornalisticamente interessante se tiver algum quesito a mais do que uma mera prisão. Este espetáculo não nos incomoda mais, é o nosso cotidiano, Mas o espetáculo da prisão de artistas populares, atores de novela, jogadores de futebol e outros semelhantes, melhora ainda mais o espetáculo. Nenhum protesto de próceres na imprensa, nada de hábeas corpus ligeirinhos para nenhum desses casos:os criminosos ou suspeitos pobres e os famosos, da casta inferior, estes podem participar do espetáculo, não é espetacularização. É pura diversão! Deve ter um lugar, muito especial, no céu para quem inventou a internete. Tirou muito espaço dos que se acham iluminados. Que falam para seus alunos sem admitirem contestação ou crítica. Os coitados tem de ler seus livrinhos para passarem na prova, que castigo.

Horacio M. Pires (24/07/2008 - 01:17)
Esses comentários/entrevistas, é o mesmo lero-lero 'rolando o verbo' que ouço nos últimos 27 anos. Ainda que tudo estivesse perfeito historica/socialmente, ruiria´só por um fato, qual seja: O Supremo/Gilmar tá certo? (Jesus Ajude).Esse papo furado de que a sociedade não está discutindo politica? Pergunto: nem a que se manifesta aqui? (filhotes de cruz/credo que é isso?). Reduzir tudo a uma questão policial? É evidente que sim? Usou mal a política ou os políticos em benefício próprio - CANA, sim senhor. Tem outra, esses Sociologos são UM SACO MESMO! Não dá para entender o que se passa na cabeça deles não. Não me fale do Grande Sociologo FHC vai de retro cruz/credo. Horácio M. Pires - Sociologo (FESP).

oque é real? (24/07/2008 - 00:54)
O professor me faz questionar o que á real, pois, a sua fala confunde um momento que é a ditadura, com o que vivemos atualmente. Não podemos aceitar uma reflexão de um professor doutorado ou livre docente que desconsidere o fato de que pagar propina é crime, que trafico de influência é crime, que ter informações privilegiadas da CVM é crime, ou seja, desconsideremos estes dados e vamos dar Habea Corpus para todos os corruptos do Brasil que pagam propina. Não é cabível considerar que a população brasileira, não faça ponte entre este caso e a política, pois como disse alguém na web: este caso atinge todos os partidos. www.filoczar.blogspot.com

flora (24/07/2008 - 00:53)
Não sei se li mal, mas me pareceu que quando o professor se refere à sociedade deveria se referir à mídia, que não representa a sociedade. Se ele achar que a mídia deveria dar mais destaque ou se mobilizar em torno do que é realmente importante, como por exemplo, a reforma agrária, eu concordaria com ele, mas não é o que ele fala. Toda sociedade organizada é pré-fascista. Tem outro jeito? Por mais habilidoso e empreendedor que seja, gostaria de saber a origem da fortuna do Sr.Eike Batista, que não é pequena. E a do pai dele. Pode ser legal, mas será que a lei que permitiu isso é "legal" ou deve ser mudada? Não é possível aprimorar os regimes democráticos? E seja em que regime for, ou de que partido for, quem rouba dinheiro público, tem que devolver, e ir para a cadeia. Quem rouba muito, é mais perigoso ainda, pelo poder de corrupção. E talvez por isso seja necessário, o alarde. Se a polícia está errada, que se puna a polícia... mas aí será que ficamos ainda mais fascistas?

Carla (23/07/2008 - 23:48)
PUTZ... e saber que perdi meu tempo lendo baboseiras dessas, santa paciência com esse tal Werneck. Que tal ele abordasse temas como o envolvimento do Serra com Najhi Nahas? nem a mídia aborda, vem ele chamar de espetacularização da PF nas prisões dos cafajestes, e ainda tem a cara de pau de afirmar que o procedimento da PF indica uma cultura fascista...ahhhh me poupe. A PF é a única instituição ainda confiável no Brasil, pq o resto, Deus nos acuda! Uma reportagem ridícula, foi infeliz na escolha do tema Azenha! Além do mais, ou ele está agindo de má fé ou muito mal informado, pq mobilizações existem sim só que a mídia do DANIEL DANTAS não divulga nadinha de nada!

Leider Lincoln (23/07/2008 - 23:08)
Faz sentido. Vou opinar melhor quaado digerir o post e os comentários. Fala sério, né, Azenha: aqui e no Nassif estão os melhores e mais bem qualificados (ou não) comentadores da blogosfera brasileira...

Marco Vitis (23/07/2008 - 22:45)
Não discutimos e não nos aperfeiçoamos politicamente ? Sim, é verdade. Mas isto não significa que não devamos combater a corrupção e organizações criminosas que existem e existirão em qualquer sistema político. Penso até que estamos evoluindo politicamente, pois o grosso da sociedade brasileira não aceita tratamento diferenciado entre pobres e ricos... Isto já é um grande avanço político!

Pedro Ayres (23/07/2008 - 22:16)
Caro Azenha, creio que antes de realizarmos zangadas críticas à análise do Werneck, temos que fazer exatamente o que ele não quer que se faça: a discussão sobre o neoliberalismo. É claro que todos nós sabemos que a corrupção teve início no momento em que alguém fez a primeira troca com mais vantagem que o normal e deu começo ao processo de acumulação de capital. Entretanto, com o correr dos tempos, até para que essa acumulação não não atingisse graus predatórios nocivos ao próprio sistema, foi criado o Estado e suas consequentes normas jurídicas, d'onde se conclui que embora a corrupção seja inerente ao sistema capitalista, deixá-la livre e sem freios é ameaçar ao próprio sistema. Assim, querer a punição de todas as essas figuras é uma atitude legítima e normal do ponto de vista econômico. Mais sério e grave do que esse tipo de "relativismo" do Werneck, é o fato de ninguém desejar discutir as origens de todo esse processo, que foram as privatizações e os princípios de economia política instaurados por Fernando Collor e assumidos e continuados por FHC. A questão ética é fundamental e necessária para que qualquer nação adquira identidade e personalidade. Logo, por mais que se possa alegar a compreensão de um fato ou dos motivos que o determinaram, quando a questão envolve o país e seus interesses, mais do que nunca, é preciso ter os valores éticos como referência e padrão de conduta. Como o Werneck também conhece História, ele sabe que os regimes fascistas , nazistas e ditaduras(declaradas ou disfarçadas) foram bastante generosos e propícios ao doce crescimento da corrupção. Uma ligeira investigação prova isso. Bem ao contrário da incrível afirmação que vê a vontade popular de exigir punição como um sinal de fascismo e que o uso de algemas em ricos seja uma ameaça a democracia. A verdadeira ameaça à democracia está quando se começa a dizer que a lei deve e pode ser relativizada e que existem pessoas merecedoras de privilégios, mesmo que isso viole o preceito constitucional da igualdade perante a lei.

Amyra El Khalili - Professora de Economia Socioambiental (23/07/2008 - 22:09)
O prof utiliza um expediente perigoso: não se pode confundir oportunidades de negócios, virtudes do capitalismo, com oportunismos de negociatas, os pecados do sistema. Quanto a afirmação de que economistas passam a banqueiros, não é verdadeira, pois muitos banqueiros não são economistas, mas advogados e engenheiros. Essa categoria profissional , os advogados e engenheiros, tem ocupado cargos relevantes em corretoras e bancos. Aliás, não se exige diploma de economista de diretores de bancos. Essa exigência é do setor público, por força da lei que obriga ter um economista em cargos compatíveis com o estudo econômico e finanças. Há muito tempo a profissão de economista não tem mais peso no setor privado. Acho até que nunca teve!

Gérson (23/07/2008 - 22:09)
Resumindo Azenha, eles (corruptos e corruptores) tiram proveito do sistema.

Henrique Marques Porto (23/07/2008 - 21:54)
Azenha e galera, Que ninguém se iluda. A possível (difícil, mas possível) condenação e prisão de Dantas e quadrilha não vai regenerar as práticas do capitalismo brasileiro e instaurar o reino da honestidade, da virtude e da justiça entre nós. "Mentira que vai!" -exclama Werneck Vianna. Assim como a "Operação Mãos Limpas" não aboliu a corrupção na Itália. Estão lá no poder as mãos sujas de Berlusconi para confirmar. Werneck Vianna alerta para a ausência de debate, de mobilização e de organização política em torno dos temas centrais. Esta é a sua principal preocupação, que pode ser confirmada nos principais órgãos da imprensa, nos blogs e portais de notícia. A política está ausente sim! E o caminho está aberto para manipulações de todo tipo. As exceções são poucas. A entrevista de Luis Werneck Vianna é para ser lida com atenção, visão crítica e sem paixões e idéias preconcebidas. Ele não está "jogando para a galera", dizendo o que queremos ler e ouvir. Isso é bom. A função do intelectual é essa mesma: instigar, provocar, propor. Os jornalões e o que chamam de "PIG" odeiam isso, não suportam ver gente pensando, questionando. Por isso não ouvem nem publicam artigos de intelectuais como Werneck Vianna. Parabéns, Azenha. Abraço

Luiz Carlos Azenha (23/07/2008 - 21:51)
Assim sendo, como pretendemos contextualizar o corrupto, ele tira proveito: da Justiça que não pune, da polícia que não prende, da necessidade de dinheiro nas campanhas políticas, do caixa dois...

Gérson (23/07/2008 - 21:48)
Sugiro a leitura do artigo no site Agência Carta Maior que segue abaixo alguns trechos:Por Roberto Efrem Filho mestrando em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) O que há entre a corrupção e o corrupto? A criminalização da esfera política, que faz da política caso de polícia, produz uma desesperança generalizada nos políticos, na legitimidade das instituições inclusive - notadamente quando se quer ver prejudicado algum Governo - mas sem afetar as funções estruturais dessas instituições, no que tange aos interesses do capital. ...Nos meios de comunicação, a feitura da hegemonia implica na cristalização da figura do corrupto. É como se ele não viesse de canto algum, como se suas relações com o mundo inexistissem. O corrupto personifica a corrupção, como seria numa representação, mas a corrupção mesma é reduzida a uma ou outra pessoa corrupta, sem comprometer substancialmente instituições. ... Todo o aparato institucional que ergue "os vilões" é posto à sombra, engendrando a idéia de que a eliminação dos corruptos seria suficiente para a eliminação da corrupção.

Laércio Nunes (23/07/2008 - 21:31)
Eu gostei e concordo com muito que o entrevistado disse.

Gérson (23/07/2008 - 21:00)
Continuando: Também me preocupa os "Salvadores da Pátria" e nesse ponto entendo a preocupação do entrevistado. Isso realmente pode ser perigoso dependendo do "caldo de cultura" vai se criando. É preciso ficar atento à isso.

Fernando R. Rodrigues (23/07/2008 - 20:58)
Para o professor Luiz Werneck Vianna o capitalismo e a política passam longe da moral média. Não fui e não gostaria de ser aluno desse mau professor.

Gérson (23/07/2008 - 20:56)
Corrupção existe em todos os regimes e paises, mas e quanto a IMPUNIDADE ? Creio que nisso somos os campeões.Só faltou o proferssor dizer que a corrupção e a impunidade são males necessários dentro do capitalismo. Discordo totalmente.

Francisco Pereira Neto (23/07/2008 - 20:52)
Eu tenho comigo uma definição que foi se formando com o tempo desde quando me conheço como ser politizado. No Brasil ou talvez em muitos outros países ninguém consegue ficar rico se não for por meios ilícitos, roubando, passando a perna nos outros. Pessoas dignas não ficam ricas. Até acho que esta condição (ficar rico) é indissociável da personalidade das pessoas que classifico como uma deformação patológica. Os grandes gênios da humanidade que trouxeram bem estar para as pessoas com suas criações, que eu saiba nunca ficaram ricos. Agora milionários sempre deixem suspeitas de enriquecimento ilícito. Hoje em dia, o que mais se vê, são notícias de indivíduos se locupletando com a banda podre dos poderes constituídos da nação. Já comentei que testemunhei - sem surpresa nenhuma - políticos falando das emendas e projetos parlamentares que são aprovados e cuja verba tem um percentual (20%) de "comissão" para o parlamentar autor da emenda. Desminta quem tiver coragem. Então o entrevistado vem dizer que isso faz parte do capitalismo e dá a entender que não tem muito o que se fazer? É claro que tem. Cadeia para esses vagabundos e parasitas. Isso para mim é conformismo. A sociedade tem que ser sempre inconformada. Parece que as coisas começam a tomar outros rumos.

Alberto (23/07/2008 - 20:51)
O estado deve ter instituições fortes o suficiente para prender, soltar, investigar, grampear, avaliar, etc., desde que dentro da estrita legalidade e do estado de direito. Contudo, os representantes do MP são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS e não representantes do povo... como deveria ser. Os membros do judiciário são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS e não representante do povo... como deveria ser. Gozam de todas as regalias e, do ponto de vista "legal", são inimputáveis, sob quaisquer aspectos. Diferentemente dos membros do legislativo e do executivo, cujos cargos balançam ao sabor da sorte. É preciso modificações profundas. Por outro lado, os tempos de PF e MP omissos já se perderam no tempo, graças à constituição de 1988 e do apoio governamental, pois é sabido que a elite - juntamente com a classe média - perdeu o controle que detinha sobre a PF e o MP. Nada mais apavorante do que ser investigado, processado e às vezes preso por agentes que outrora andavam a tiracolo dos poderosos. Desde que o presidente Lula assumiu o governo nunca se viu tanta gente "importante" ser incomodada e presa pela Polícia Federal. E a pressão está aumentando. A imprensa que deveria estar investigando o envolvimento de mais e mais pessoas nesse esquema monstruoso, vai deixando de lado o Sr. Dantas e a filha do Serra, a Broi, o Pimenta Neves, o caso Alstom e o Metrô, Cacciola, etc. Estão num silêncio sepulcral. Agora, GESTAPO tupiniquim?????? Dá um tempo ô Werneck...

Maurício Gil - Floripa (SC) (23/07/2008 - 20:32)
Concordo com você, Azenha; porém não nos esqueçamos das peripécias de DD et caterva durante o governo tucano. O que se vê hoje na mídia é o total diversionismo, tirando o foco das acusações e mirando somente as ligações dele com gente do atual governo. Fica parecendo, ao lermos os jornalões, que DD é cria do PT, que ele apareceu no cenário político-econômico somente agora, quando qualquer pessoa medianamente informada sabe que foi ali, precisamente ali, na privataria tucano-pefelista do governo FHC, a origem do Opportunity/Daniel Dantas. Não nos enganemos: isso faz parte da estratégia do grupo DD e da grande mídia conivente.

Nazareno LIma (23/07/2008 - 20:17)
Perfeita sua observação. Aguns intelectuais ficaram cínicos.

Luiz Carlos Azenha (23/07/2008 - 20:12)
Eu não estou aqui para filiar ou desfiliar gente. Acho que todos são bem crescidos para ter opinião própria e considerar a alheia. Ou mudar de opinião. Ninguém aqui, presumo, é gado.

Carlos Silva (23/07/2008 - 20:10)
Nota-se ao longo da entrevista e da maioria dos textos uma evidência sombria. Ao contrário de outras sociedades, a sociedade brasileira, e podemos nivelar de norte ao sul, não sabe, nem quer saber de se organizar. Vale aquela opinião que já é senso comum: é mais fácil reunir milhares em uma festa ( carnaval, futebol, enterro de celebridade ) do que em uma manifestação pra mostrar indignação com injustiças de qualquer tipo e tamanho. Esta geração cresceu "deformada" pela falsa idéia que as INSTITUIÇÕES existem para fazer pela sociedade aquilo que ela, a sociedade faria melhor se fosse organizada e protagonizasse ações ( o voto incluído ) de efetiva mudança, sem a covardia de evitar a discussão e a reflexão sobre os assuntos que dizem respeito a cada cidadão que esquece em meio à festa e o grito de gol que ele ( o cidadão ) é uma unidade do conjunto denominado sociedade. Só o cidadão individualmente consciente da sua importância somado aos outros cidadãos igualmente conscientes poderá iniciar os vários processos de mudança que podem nos fazer chegar a um tempo em que o senso comum vai ser a certeza de que todos os criminosos serão investigados, julgados e condenados, só depende de cada um. Menos circo e mais luta pelo pão e pela justiça.

Fernando (23/07/2008 - 20:08)
Pô, nas duas últimas semanas já me filiei e desfiliei do PT umas oito vezes! Cada vez que entro no Vi o Mundo tenho uma impressão diferente do governo Lula. Por esse texto quero ver o presidente apodrecendo na cadeia, aí me desfilio do partido. Amanhã vai estar escrito que a culpa é do PIG e do PSDB, que o Lula é um santo, aí me filio novamente ao PT. Todas essas hipóteses sendo testadas estão me deixando confuso!

Pedro Miranda Teixeira Jr. (23/07/2008 - 20:08)
Eita! Cuidado Azenha, em breve uma turma vai aparecer por aqui pra dizer que vc entrou pro pig. Esse negócio de criticar também a esquerda é um perigo! Segundo muitos petistas e lulistas, o negócio é mesmo fazer vista grossa. Então a minha recomendação para que vc não passe a ser alvo dessa turma é a seguinte: Finja-se de morto, ô Azenha!

Roger (23/07/2008 - 19:55)
Lendo esta reportagem lembrei de uma outra reportagem que psssou no Fantástico, em que se discutia a crueldade dos rodeios, e um pesquisador da UNESP foi questionado sobre sua importante pesquisa sobre o assunto que tratva justamente da situação do probre animal que tinha se saco escrotal amarrado, e apesquisa do Sr. pesquisador foi que o bicho não pulava de dor mas sim por sentir cócegas. Com isso e com a entrevista do prof° do IUPERJ só posso concluir que nesse (i)mundão capitalista/canalha cada um defende o seu nem que pra iso tenha de chamar o restante de ignorante, gentalha analfabeta, e o zépeople que volte pra labuta ou vai pro pelourinho. Logo creio eu que teremos de passar por outra vacinação obrigatória, e nem vão nos explicar pra que serve a vacina, e que não quiser vai passear no camburão da guarda nacional.

Sergio (23/07/2008 - 19:42)
E no socialismo, precisa-se combater a corrupção? ...Mas no socialismo não existe capitalismo para haver corrupção. Afinal, corrupção vem mesmo do capitalismo, ou de qualquer regime, mas só deve ser combatido num deles? Estou confuso.

Ney (23/07/2008 - 19:40)
O fato de se achar ou supor que a corrupção é intrisceca ao capitalismo não implica necessariamente que não haja preocupação da esquerda que professa essa opinião de que corruptos tenham de ir para a cadeia.

Pedro - Bahia (23/07/2008 - 19:36)
Não canso de dizer: O Brasil, por culpa de Gilmar Mendes e outros, está perdendo uma grande oportunidade de passar por um banho de ética. Lugar de ladrão - DD e seus aliados é na cadeia. Seja rico ou pobre. PSDB/DEM ou PT ou qualquer outro partido. Infelizmente um deles quer prender o delegado que apurou e denunciou. Como pode?

Carlos Pepezlegal (23/07/2008 - 19:31)
Azenha .. só gostaria de entender como a PF grampeou o SKYPE . Isso sim é assustador, se voce imaginar o caminho que eles tiveram que fazer .. concorda .. ??

Ricardo Medeiros - Formiga - MG (23/07/2008 - 19:19)
Discordo do entrevistado. Democracia é ladrão na cadeia sim ! Então não roubasse e fosse honesto como a maioria dos brasileiros... Corrupção.. está dentro do homem... Somente a organização popular poderá mudar alguma coisa nesta "democracia", pois este "capitalismo" esta a cada dia apertando a corda da forca dos pobres... Fundamos uma OSCIP aqui em no centro-oeste de MG...tentamos ser honestos... mas fico horrorizado com a corrupção... a PF tá investigando ( desvio de $$ do PAC - revitalizacao do Sao Francisco ) um deputado federal que minha mae votou ! Conheci pessoalmente o corrompido (era o palestrante) num seminário sobre o Rio Sao Francisco na faculdade onde formei !.. e a midia nem fala !!! O Jornal Estado de Minas falou pouco no assunto... e então... ???? Fica por isso ??? E meu imposto ??? E os asilos que teremos que construir para nossos idosos ??? E a saúde em cacos para os pobres ??? Fica por isso ??? E se eu resolver nao pagar impostos... fica por isso ?? Fico com a bandeira do Brasil ! "ORDEM E PROGRESSO". Acredito que "LUGAR DE LADRÃO É NA CADEIA". !!!

Hugo Albuquerque (23/07/2008 - 19:17)
Entrevista ridícula. Aliás, pior do que aquilo que aconteceu só mesmo comentários, textos, entrevistas sobre o assunto. Fazia tempo que eu não lia tanta besteira na minha vida em tão curto espaço de tempo e olha que eu moro em Pindorama, onde a concorrência nesse assunto é alta. Peloamordedeus, p!##*, será que vão mesmo condenar o Protógenes e o De Sanctis por terem, apenas, feito o trabalho deles? Será que vão erguer uma estátua mesmo pro DD? Será que o Gilmar vai ganhar algum Nobel? Não sei, mas a julgar pelos textos que eu ando lendo as coisas estão indo pra esse caminho...

João Sebastião Bar (23/07/2008 - 19:14)
Caro Azenha: Volta a quase meio seculo atras, para lembrar as palavras de Glauber:"Elite fasciste-liberal". Sds.

george abreu (23/07/2008 - 19:01)
Parece-nos que a elite, branca e rica, realmente se viu agredida, com as algemas e com as imagens. No entanto é aceito as algemas para os negros e os pobres. Desta forma para ela é aceitavel que um Juiz possa se manifestar apaixonadamente quebrando as regras instituicionais. Temos, nos pobres, que aceitar e nos conformar.

Francine (23/07/2008 - 18:59)
"´Noooooooooossa", sob encomenda!!! Eu não escuto, não leio outra coisa,não ser a demonização da PF, gentemmm, que que é isso?Mas vou te contar, essa pergunta também é de doer,"...Acabou-se a velha contradição capital - trabalho?".Meo, acabou a propriedade privada, qdo voltar de férias, não vou mais reproduzir o Capital?Socializou tudo, mas será que a Burguesia sabe disso? A pequena sei que não, por isso pergunta essas besteiras!!!

Haroldo Ribeiro Gomes (23/07/2008 - 18:57)
*** NÃO CONCORDO *** 1 - Luiz Werneck confunde banqueiro fora-da-lei, crápula, comprador de delegado, intimidadoe de juizes e assassino de reputação com empresário audacioso e oportunista; 2 - Ao falar do Gilmar Mendes não 3 - A questão agrária, políticas sociais e outros temas, estão sendo cada vez mais discutidos e não acho que a discussão de um tema afeta a discussão de outro. O que afeta a discussão de um tema é a mudança do foco na discussão. Por exemplo, jogar a culpa no juiz e no delegado, afeta a discussão da corrupção nos aparelhos públicos; 4 - Ele viu o filme do Batman e tava doido pra colocar o personagem em algum comentário, mas foi infeliz ao comparar o Batman com a polícia federal. Ao comparar nossa Polícia Federal com algum pesonagem / corporação do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas", só cabe comparação com a própria polícia do filme. É o exemplo perfeito. Metade da polícia e 01 (um) juiz querendo fazer a coisa certa, e a outra metade da polícia entregando o ouro pro bandido; 5 - A salavação de todos não depende somente da punição dos corruptos. Mas a salvação nas nvas gerações depende dos exemplos que damos hoje. Se o cara rouba e se dá bem, que lição estamos passando para os futuros cidadãos, empresários, economistas, políticos?; *** CONCORDO E DISCORO DE MAIS COISAS QUE ELE ESCREVEU, MAS ENCERRO MEU COMENTÁRIO POR AQUI, AO MENOS POR HOJE.

Harldo Ribeiro Gomes (23/07/2008 - 18:56)
*** CONCORDO *** 1 - "...A atuação da polícia não irá erradicar nossos males..." (COMENTÁRIO: isso não exime DD e a turma da alegria de pagar na justiça o que devem); 2 - Os direitos humanos devem estar acima da vontade de punir. (COMENTÁRIO: as leis devem ser iguais para TODOS e devem estar acima das amizades e demais características pessoais dos indivíduos. Gilmar Mendes não entende isso, ou simplesmente ignora); 3 - A espetacularização da prisão não é algo benéfico para a democracia. A "mídia" (leia-se GLOBO) não deveria ter o direito de filmar e expor os bandidos (COMENTÁRIO: sou a favor do uso de algemas, SEMPRE, para a segurança do próprio preso. Mas câmeras pra expor a prisão de alguém que não foi condenado, realmente é complicado. Mas confesso que gostei de ver o Dantas Algemado. Tenho que melhorar isso. rs); 4 - "...Até agora, as únicas coisas concretas pelas quais ele pode ser pego são o suborno ao policial e seu problema com o Imposto de Renda..." (COMENTÁRIO: "até agora" concodo com ele, mas sei que "até agora" não samenos de 10% do que se esconde debaixo desse tapete); 5 - "Há uma zona de sombra que ainda precisa ser esclarecida..." (Com certeza, MUITA sombra!) (continua...)

Maria Izabel L. Silva (23/07/2008 - 18:52)
Ok Luiz Azenha. Você não concorda com o Luiz Werneck Vianna. Até ai eu entendo. Mas você conhece muito bem as credenciais desse homem. Deve saber que ele não é um simples intelectual tido como progressista para justificar o injustificável. De qualquer forma, obrigada por diponibilizar a entrevista. Uma pérola. Sou fã do homem mas sou ruim de internet. Jamais a teria encontrado se não fosse no seu site. Quando Luiz Werneck Vianna compara a PF a um "Batman institucional", de caráter messianico, salvacionista e apolítico, e quando aponta para os riscos de uma fascistização, é melhor parar para pensar e refletir. É grave. É muito grave a sociedade apostar todas as suas fichas em instituições que se apresentam como sentinelas da moralidade e da virtude. A PF não é tão virtuosa assim. É cheia de contradições e de problemas, como qualquer outra instituição. Como o Congresso por exemplo... penso que o professor foi muito corajoso em suas colocações. Esta na contramão de tudo.Mas traz aspectos importantes prá gente meditar e pensar.

josaphat (23/07/2008 - 18:51)
Azenha, esses sociólogos são muito chatos! Tive que fazer leitura dinâmica.

Batman, o Cavaleiro das Trevas (23/07/2008 - 18:46)
Oras, o tal professor poderia ter razão em achar um absurdo essa espetacularização e "perseguição" aos crimes da elite branca SE houvesse anteriormente uma política de combate a essa corrupção. É uma novidade jornalistica, é, como diria no jargão jornalístico, o carteiro mordendo o cachorro. Agora, o foco messiânico, fascista, moralista e justiceiro não vem da classe média não, Vem dos grandes veículos de comunicação. Diz no texto dele que a Polícia Federal poderia prender o "capitalismo", isso é que seria realmente espetacular. Ao menos uma discussão mínima do sistema seria necessário. De qualquer forma esse trecho do texto dele é realmente intrigante: "Até agora as únicas coisas concretas pelas quais ele pode ser pego são o suborno ao policial e seu problema com o Imposto de Renda. Esse é o capitalismo operando" Pode ter sido um erro na colocação das frases, mas se não for... se o capitalismo opera com suborno às autoridades e sonegação de imposto, quero sim que se acabe com esse sistema. Este texto ou é Muito bla bla bla teórico para defender o Dantas. OU então um texto sério para colocar novas perspectivas de luta política. Tudo depende da intenção do autor na frase acima.

lu dias/bh (23/07/2008 - 18:31)
AZENHA, o que se vê é o assassinato da ética. É a negação da condição fundamental para a existência de uma sociedade no seu estrito sentido. O mero ajuntamento de indivíduos não é uma sociedade, onde acham que bastam a si mesmos, sem a necessidade de se pensar nos outros. Numa sociedade genuína nenhum homem basta a si mesmo, tendo aqueles que a compõem, necessidade uns dos outros. Mas tais princípios não se cumprirão sem a ordem necessária para manter a equidade do funcionamento social. A divisão "individual" que impera em nosso país, está longe de beneficiar a divisão social. Temos necessidade de uma pluralidade de pessoas que se agrupam e que se ajudam mutuamente. Aí sim, temos uma sociedade política que nos leva ao real coneceito de nação democrática. E cabem aos poderes constituídos manter a moralidade e a ética da nação, pois sem ordem não há sociedade, mas o caos absoluto. E não há dialética que possa dizer o contrário. Seria "jogar conversa fora" como dizem os mineiros. Como se pode conceber uma sociedade sem leis justas e igualitárias? Como o interesse comum poderia ser levado a sério ao se contrapor ao interesse individual dos mais fortes? Sem leis não há governo e tampouco Justiça. São as leis que regulam o egocentrismo humano. Sem elas não há como se buscar o melhor para todos. Como agiriam os Cacciolas e Dantas da vida se não tivessem a lei para refrear seus instintos pelo poder, se sob o manto dessa já comentem tais extravios? É lastimável ler certas posturas.

josé (23/07/2008 - 18:22)
Com este palavreado enrolado, este Professor pareçe preso a uma ideologia, não sei qual. passou a impressão de que combater a corrupção, que existe e existiu em todos os regimes surgidos na Terra, não é racional.

Bruno (23/07/2008 - 18:21)
Sentimento de indignação ante palavras tão complacentes com este episódio.

Ulisses Simon (23/07/2008 - 18:18)
O que esperar de um sociologo formado na mesma universidade do FHC?

Alê Moreno (23/07/2008 - 18:09)
Tento ler. Difícil passar da primeira pergunta...

paulo rafael pizarro (23/07/2008 - 17:45)
lastimável!



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