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TEORIA DOS ÍNDIOS IMPERIALISTAS VISA "REESCREVER" CONSTITUIÇÃO DE 88

Atualizado em 26 de junho de 2008 às 18:46 | Publicado em 26 de junho de 2008 às 13:02

"São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens." DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

O motivo pelo qual criei este site foi o de ter um espaço para contar aos telespectadores aquilo que não cabe na televisão. No recente documentário Luta na Terra de Makunaima, que ajudei a produzir para a TV Cultura de São Paulo, não foi possível incluir todas as informações às quais tive acesso durante os dez dias de reportagem. Isso exigiria algumas horas de televisão.

Uma das entrevistas mais ricas que tive a oportunidade de fazer foi com o ex-comandante militar da Amazônia, general Claudio Figueiredo, que falou em nome do atual comandante, o general Heleno Fragoso. O irmão de Figueiredo é presidente do Clube Militar, no Rio de Janeiro. O general Fragoso ganhou as manchetes no Brasil ao participar de uma função no Clube Militar, em que fez duras críticas à política indigenista do governo federal. O evento do qual ele participou teve grande cobertura das Organizações Globo - foi destaque na capa do jornal O Globo. Testando hipótese: foi coincidência?

Quando entrevistei o general Figueiredo, em Brasília, ele fez duras críticas à Constituição de 1988. Segundo ele, dois interesses se conjugaram na Constituinte para escrever o capítulo referente aos direitos indígenas: os esquerdistas e o grande capital.

De acordo com o raciocínio do general, ambos são internacionalistas. O interesse do grande capital, no caso, seria o de reservar grandes áreas do Brasil para futuro uso, através da instrumentalização dos indígenas. Ou seja, os minérios e outros recursos naturais existentes hoje em terras indígenas ficariam à espera do momento em que os países desenvolvidos - França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha - precisassem deles. Quando isso acontecer, os indígenas promoveriam um movimento separatista, entregando o ouro aos bandidos.

É o que batizei de teoria dos índios imperialistas.

E a esquerda nessa? De acordo com o general, os esquerdistas não têm apego à idéia de nação. Fazem parte de um movimento internacional ao qual subordinam o Brasil.  Por isso essa esquerda teria apoiado o capítulo que trata dos indígenas na Constituição de 1988.

Porém, na oposição à demarcação da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol em área contínua, o general Figueiredo mencionou dois aliados supostamente esquerdistas: o prefeito petista Lindberg Farias e o agora candidato a vice-prefeito de São Paulo, Aldo Rebelo, do PCdoB.

Na minha modesta opinião a teoria dos índios imperialistas serve a interesses inconfessáveis: ajudar o agronegócio a tomar terra dos índios.

Acabar com os indígenas faz parte do inconsciente coletivo dos brasileiros. É a única explicação para os verdadeiros campos de concentração que são as reservas em estados como o Mato Grosso do Sul, por exemplo. O confinamento de várias etnias amontoadas em pequenos espaços é isso: condenação dos indígenas à morte.

Na Constituição de 1988 o Brasil finalmente deu um passo para retificar os crimes cometidos no passado e que continuam hoje. Curiosamente, o capítulo que diz respeito aos indígenas foi resultado de negociações entre constituintes como Jarbas Passarinho, Plínio de Arruda Sampaio e Severo Gomes.

Os militares brasileiros gostam de se imaginar em uma guerra permanente. É parte da doutrina de Segurança Nacional, segundo a qual é preciso subjugar o inimigo interno. Como matar índios e tomar a terra deles não pega bem, do ponto-de-vista de relações públicas, criou-se essa cortina de fumaça: esquerdistas e agentes do imperialismo estariam mancomunados para entregar o Brasil. 

O envolvimento das Organizações Globo em campanhas ideológicas que vão da criminalização dos movimentos sociais à negação dos direitos de negros, indígenas e outras minorias é sinal de que a emissora subscreve essa campanha?

Hoje a Globo está sob ataque tanto da concorrência interna - leia-se TV Record - quanto de grandes grupos internacionais que disputam o mercado de produção e veiculação de conteúdo no Brasil. Esses grupos são as teles. O ponto mais concreto da disputa é a lei do audiovisual, em andamento no Congresso. Abril, Record e Bandeirantes estão de um lado. A Globo de outro.

Uma saída para a emissora seria o de abraçar um nacionalismo de resultados, com isso conquistando apoio de parte da esquerda brasileira para manter seu monopólio. Seria cômico ver a Globo de braços dados com o PCdoB e outros setores da esquerda brasileira em defesa dos "interesses nacionais". Em se tratando de Brasil, nada deve ser descartado.

 

 

 

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Romeu Bezerra - Amazonas (08/08/2008 - 19:47)
Olá a todos, o debate está bom sobre a temática, precisamos porém nos desconectar das pretensões meramente políticas sobre o assunto, e nos ater as causas humanitárias que estão em torno daquelas populações (indígenas e não-indígenas), pois observações importantes tem sido feitas, ressaltando que todos acima de tudo são brasileiros. Esquecermos a história da colonização daqueles povos, também não podemos, a julgar que se gasta horrores pelas celebrações dos 200 anos da vinda da família real portuguesa para o Brasil, mas somos incapazes de gastar com uma melhor assistência aquelas populações independentemente de sua origem étnica. Gente, como as milícias no RJ encontraram terreno fértil para alastrarem seu "poder", aqui embrenhadas na mata vcs acham que as ONG´s da mesma forma não encontraríam fertilidade para alastrarem seus interesses diversos. Vamos pensar mais sobre isso, lembrando que a responsabilidade é total nossa se der certo ou errado. Não culpemos o partido A, B ou C, pois a sua base estão seres humanos com pontos de vista divergentes e muitas das vezes descompromissados com os interesses alheios. Acima de tudo no Brasil, precisamos de "moralidade" no lidar com a coisa "pública", que desde os primeiros Capitães-donatários se confunde o público com o privado!!! Um abraço.

Ricardo Meloni (31/07/2008 - 01:53)
Felizmente, atuamos em harmonia, mesmo após pequenos conflitos com indígenas ( silvícolas ), diferentemente dos americanos e australianos, que dizimaram com suas "winchesteres", potentes armar de fogo contra os "tacapes dos pele-vermelhes e contra os aborígenes, hoje, todos , apenas uma lenda). Segundo um livro do verdadeiro e reconhecido DR. honoris causa, do Brasil, ex-deputado e ex-senador, Darci Ribeiro que publicou uma relação entre o "colonialismo franco-ingles e espanhol das américas, contra o portugues. Aparentemente, o francês e o inglês, fizeram progressos que ficaram demonstrados tecnologicamente no Canadá e E.U.A., respectivamente. Já na América Latina, antes fixada pela cultura maia-asteca-incas,notou-se um subdesenvolvimento religioso e cultural, subdividido entre os países empobrecidos e com guerrilhas menores, de fronteira, contra as maiores, como as F.A.R.C ( Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Portanto, sobrou a colonização portuguesa, das ilhas da costa atlântica e o Brasil. A Guiana Francesa,das américas,é a única excessão à regra. Porém. aqui, os portugueses que aqui ficaram, fugidos das mãos dos franceses (por causa das tropas napoleônicas da europa), vieram, como "cidadãos da corte, mais refinados e iniciaram, juntamente com os indígenas de diversas tribos, a rendição dos franceses e holandeses-ingleses, que desenbarcaram no nordeste. Todos, segundo o autor Darci Ribeiro,eram ingleses, franceses e espanhóis de 2a. classe e desqualificados.

por fim, so me calo morto (24/07/2008 - 07:49)
Infelizmente chegamos neste continente [no sentido étnico] e detonamos outra etnia. E com grande ajuda da propria igreja católica que na época afirmava que indio não tinha alma. Mas também não acho certo dar grandes exteções de terras aos indios principalmente porque eles aprenderam conosco [outra vez no sentido étnico] a serem corruptos e pode ocorrer dos caciques deles fazerem como os nossos: venderem tudo aos extrangeiros e deixarem o resto na merda. Não dá pra fazer a mesma cagada de Israel ainda mais porque já se passaram 500 anos. Mas ainda dá pra cicatrizar as feridas e ao menos tentar compensa-los por tanta ignorância causada pelos nossos antepassados. É só dar-lhes o sentimento de nacionalidade. Não só na identidade e com umas porcarias de saude, segurança, saneamento e educação que oferecem aos povos da cidades. Se oferecerem merda pra eles, eles se corromperão sem dúvida e venderão a preço de banana as terras aos ETs europeus e americanos.

Só me calo morto, capitalismo (24/07/2008 - 07:37)
"De acordo com o general, os esquerdistas não têm apego à idéia de nação." Um general destes é muito otário. Deve ser por isso que que direto estoura um escandalo de corrupção. Ou será que tais escandalos surgem graças aos infindados presidentes de esquerda que tivemos? De alguem de centro esqueda: Nações são formadas para protegerem seus povos das diferenças étnicas, religiosas, culturais, etc... Vivemos em um país onde "parece" ser normal os escandalos de corrupção, e traficantes de drogas trocam tiros com a policia com FUZIS. Devem ser então todos esquerdistas?! Vivemos num país onde quem quer ser honesto sofre com os obstaculos jogados por quem deveria ter a obrigação moral de retira-los do caminho de quem quer aprender e melhorar o país em que vive. Sofrem para tentar estudar um segundo grau no meio de colegas desesperançados e ainda tem de sofrer com o trote da faculdade se tiver a sorte de passar. Punição por ter força e vontade e querer sair da merda? Deve sim expandir fronteiras mas não ferrar com os outros. Alexandre o grande não pensava assim. Fui criado numa familia super capitalista e tive tudo para ser capitalista de direita. Mas a mesma educação diferenciada de elite que tive me deu cultura suficiente para enxergar um futuro melhor. Por sorte. O que uma boa educação e uma boa alimentação produziu: Sou ateu, educado, falo 2 linguas além do português, gosto de ler, nunca roubei, nunca matei, desprezo corrupção e tenho coragem pra desmentir qualquer general

Luiz (09/07/2008 - 13:52)
Dêem os documentos que qqr cidadão brasieiro tem direito e dêem as garantias de qqr cidadão brasileiro de formar empresas, organizações, etc. Deixem de tutela-los como se fosse incapazes. Não adianta dizer que eles foram prejudicados. Quem já aceita reencarnação, sabe que espírito não tem pátria, que pode nascer aqui, como em outro país. Qqr um de nós podemos já ter passado pela experiência de sermos índios e sofrer o que eles sofreram. Acabem com essa hipocrisia de "homem nasse bom, a sociedade é que o corrompe" de Rousseau. Eles já estão aculturados, com tecnolodias, etc.

Edson Almeida (02/07/2008 - 19:57)
...Sobre as cidades que estão dentro da reserva - uma delas, Uiramutã, tem inclusive um índio como vice-prefeito - Jacir afirmou que não é verdade: "Tem currutela. Não é cidade". De acordo com Jaci, o número de habitantes da reserva que não são índios seria inferior a 600. ...Jacir reclamou, porém, de um grupo de suíços, que, segundo ele, estaria comprando toda a terra em torno da reserva, com apoio do governo do estado. Ele não mencionou quais projetos estrangeiros estariam prontos para ser implementados na área, nem de que países seriam todos aqueles tratados como estrangeiros, ou a que organizações não governamentais pertencem.

Edson Almeida (02/07/2008 - 19:55)
15 / 01 / 2004 HOMOLOGAÇÃO DA RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL/RR DE FORMA CONTÍNUA DIVIDE ETNIA MACUXI ...Dentro da área homologada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, encontram-se dois municípios - Pacaraima e Uiramutã - onde vivem não apenas índios. Existem várias fazendas na região, algumas instaladas há várias décadas, nas quais planta-se arroz e trabalham muitos índios. ...Leocádio denunciou a presença de estrangeiros na reserva, insuflando os índios para exigir a homologação de forma contínua e disse que não vai aceitar essa situação. Segundo o cacique, eles tiraram todos os brasileiros da área. Leocádio lembrou que pessoas que ali moraram 100 anos foram expulsas. "E os estrangeiros continuam dentro da área, insuflando os indígenas". De acordo com Leocádio, chegou-se a um momento muito triste: já brigou garimpeiro com índio, fazendeiro com índio e agora é índio com índio. ...O cacique manifestou preocupação com o sustento da população da reserva, já que, segundo ele, o governo federal não apresentou nenhum projeto para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. Ele criticou a Funai, dizendo que ainda não viu qualquer programação que dê ao índio acesso a novas tecnologias, nem projetos para que evolua, se desenvolva e se inclua na economia do estado e do país. "Eles querem tratar o índio como bicho: demarcar e deixar lá o índio privado", afirmou o cacique, de 53 anos ... continua Fonte: http://noticias.ambientebrasil. com.br/noticia/?id=13351 link quebrado

O Chris Almeida - BH (02/07/2008 - 09:23)
Se o Edson espumasse mesno pelos cantos da boca e pegasse leve nas acusações e provocações talvez vissem alguma razão no que ele fala. Afinal ele fala dos "pequenos" mas não mostra as provas de que eles vão ser expulsos.

Edson Almeida (30/06/2008 - 16:17)
"simplesmente reproduzir uma ideologia oportunista travestida de patriotismo". Conceição. Eu poderia afirmar que o seu texto que é oportunista, pois está baseada no apelo popular internacional de direitos aos indígenas. Mas não o farei. Prefiro tratar a questão com a racionalidade (sempre). na minha opinião o indígena tem tanto DIREITO quanto os não-indígenas LOCAIS. Ou o governo faz uma reforma agrária decente (com financiamento a juros subsidiados) ou continue a alimentar sua ilusão de assentamentos. Como disse antes, o desenvolvimento da região pan-amazônica passa pela criação de estradas, hidrelétricas, hidrovias, ferrovias, reforma agrária, garantias aos indígenas e não-indígenas ao desenvolvimento de seu "pedaço de chão", sem discriminação. Faça o seguinte: Faça uma viagem para a região e veja com os próprios olhos antes de opinar com discurso alheio. Textos aceitam de tudo, mas o que os olhos vêem não.

Edson Almeida (30/06/2008 - 16:03)
Conceição. Mais uma vez você não respondeu: Concorda ou não concorda. Doaria a sua casa ou o seu apartamento ou não. É muito fácil opinar quando o meio de sobrevivência é de outra pessoa e não o nosso. Quanto a questão sobre a área a ser homologada, bem acho melhor você pesquisar fontes mais seguras... pois exitem pequenos agricultores na área a ser "demarcada" sim. Cuidado ao resumir a questão desta demarcação em apenas seis latifundiários, a verdade não é essa. Talvez você esteja olhando apenas o disse-disse das Ongs. mais uma pergunta: Você já andou pelo estado de Roraima? Você conhece a área?

Conceição Oliveira (29/06/2008 - 12:09)
Edson, creio que há um problema de comunicação. Não usei de ironia quando disse que já está demarcada a área que vc propôs, obviamente que não para os indígenas. E a não ser que vc tenha uma bela propriedade em Angra ou na Praia Vermelha em Ubatuba, não vejo como o povo brasileiro pode desfrutar livremente desta área, há praias que são cercadas, condomínios com vigilância 24 horas, outras cujo acesso só de helicóptero. Eu acho que vc não viu o doc do Azenha, sugiro mais uma vez que o assista, ele é profundamente didático: o problema em Roraima não é terra, existem milhões de hectares de terra lá disponíveis e o Incra não apenas indenizou os grileiros (coisa que acho que nem deveria ter feito), como reassentou famílias. O que está em jogo na TI Raposa Serra do Sol não são os pequenos sitiantes, estamos falando de 6 latifundiários que invadiram terra indígena e acham que cada indígena ter cerca de 1 km² de terra é muito, quando esses 6 latifundiários ocupam cerca de 23 km² cada um. Seguinte, faça como eu e muitos outros já fizemos: pesquise a história desta homologação, vá atrás da legislação, conheça como se deu a ocupação na região (a dos rizicultores não tem mais de uma década). O documentário Luta na Terra de Makunaima é um ótimo ponto de partida, mas há muita gente séria escrevendo a respeito há décadas. Tenho certeza que vc está sinceramente disposto a refletir sobre o caso, antes de simplesmente reproduzir uma ideologia oportunista travestida de patriotismo.

Edson Almeida (28/06/2008 - 21:04)
Conceição. Você não respondeu a pergunta: Concordaria ou não com a "demarcação contínua" do vale paraibano fluminense e paulista para a comunidade indígena? Você toparia fazer uma campanha para esta "demarcação contínua"? Vamos levantar a voz sobre o assunto, por que não? Aliás, seria uma prova que estamos de fato com vontade de resolver a questão indígena e não apenas embarcar no discurso conservacionista. Será que você deixaria a sua casa ou seu apartamento para que um indígena entrasse? É disto que estamos falando. Quando você pede que seja homologado a "reserva indígena" você está solicitando que muitos pobres (pequenos sitiantes) que vivem na região deixem o seu lar. Quais as oportunidades estes sitiantes teriam em uma cidade? Ou você acha que o governo vai doar um novo sítio para estas pessoas. Lembre-se que muitos já tem mais de cinqüenta anos de idade. Sair de um lugar para outro é muito fácil para nós cosmopolitanos, mas para estes senhores e senhoras é muito difícil, eles tem ligação com a terra onde nasceram e tiram o seu sustento. Desculpe-me, mas acho muito egoísmo da nossa parte levar em consideração apenas as questões indígenas sem considerar a opinião dos locais não indígenas.

Conceição Oliveira (28/06/2008 - 16:37)
"quem sabe se "demarcarmos" a região que estende da região de Angra dos Reis até Ubatuba." (Edson) Já está demarcada só que não para os indígenas, mas para o "castelo de caras", a casa do Ronaldo, do Justos; em Ubatuba as melhores praias são as privadas, aliás o litoral brasileiro como um todo (fora os completamente urbanizados) são litorais privatizados por particulares ou grande resorts. Essa é a grande questão camarada e também a grande eficiência da ideologia da qual Quartiero é só o arauto da vez: ela faz vc e muitos acreditarem que é sempre muita terra para os que nada têm e os que efetivamente a controlam, ocupam e exploram (especulação, produção sem sustentabilidade ou para seu lazer privativo ou comercial) vendem a idéia é de que o 'outro' (seja indígena, sem-terra, quilombola) é o atraso ao progresso; está a serviço de ONGs do mau e outras bobagens congêneres. E esta questão já foi pra lá de debatida que se cumpra a lei e se registre as terras já homologadas, que não se partidarize irresponsavelmente esta questão que cujo processo de demarcação é anterior ao governo Lula, inclusive. E que o STF dê novamente uma mensagem a esses truculentos que vivem desrespeitando a Constituição cidadã. Essa nova burguesia agrícola com espírito de senhor de escravos precisa aprender de vez, que o Estado de direito deve ser de todos ou então se virar rotina passar por cima das leis, que aguentemos a reação dos grupos sistematicamente excluídos exauridos do desrespeito e truculência

Edson Almeida (28/06/2008 - 07:29)
Continuando... Será que nós, sulistas, concordariámos? A questão da integração sul-americana passa pelo desenvolvimento da região pan-amazônica, isto é fato. Os Estados devem criar toda a rede de infra-estrutura na região para que as comunidades locais possam ter acesso ao desenvolvimento que nós, sulistas, tivemos. (lógico que eles vão se desenvolver de forma mais eqüinânime - espero). A comunidade indígena deve ser inserida neste projeto de desenvolvimento, bem como deve ser realizada uma reforma agrária real e não apenas assentamentos. Enfim, Conceição, a questão é polêmica e deve ser debatida. Não existe apenas UMA verdade, são várias...

Edson Almeida (28/06/2008 - 07:21)
Conceição. Eu não concordo com o texto: "demarcar uma expressiva quantidade de terra que comporte todas as aldeias". Demarcar é isolar, separar, delimitar, etc. Nós não podemos esquecer que na Amazônia vivem brasileiros não-indígenas pobres e que possuem pequenos sítios (aliás, nunca comentado por nenhum jornalista) que plantam e sobrevivem como os indígenas, creio que estes brasileiros têm direitos ao seu pedaço de chão também. Neste sentido eu sou favorável a criação de colônias indígenas nos moldes das colônias italianas no Sul de Minas e São Paulo ou dos japoneses no interior do Paraná. O Estado deve prover os indígenas de terras agricultáveis e não meramente vigilantes da floresta (com o intuito de mostrar ao mundo que respeitamos a floresta... e não os indígenas). Eu não sei onde você mora, mas eu moro na região sudeste/sul e acredito também que nós sulistas devemos considerar as comunidades locais da região pan-amazônica, principalmente suas opiniões sobre o tema (excluindo-se a lavagem cerebral realizada pelas Ongs ecológicamente "do asfalto"). Assisti uma vez a reportagem de um pajé que dizia que seus antepassados moravam nas praias e que pescavam no mar. Bem, dentro do seu conceito de "reserva" deveríamos então "demarcar" uma grande extensão das praias do sudeste para que esta comunidade indígena retorne a suas origens, quem sabe se "demarcarmos" a região que estende da região de Angra dos Reis até Ubatuba ou seja, o vale paraibano fluminense e paulista. cont...

Conceição Oliveira (27/06/2008 - 19:53)
Edson, concluindo, é por isso que é fundamental que o governo, o STF, a polícia federal, mas especialmente a sociedade civil entenda a importância de se demarcar uma expressiva quantidade de terra que comporte todas as aldeias (no caso dos Macuxi e demais povos da Serra do Sol são cerca de 184 aldeias) e não só uma pequena terra ao redor de cada uma. Todas essas aldeias têm relação entre si; casamentos, festividades, economia, relação com o sagrado, tudo isso pode ir para o espaço se os arrozeiros vencerem. E não é difícil de entender dois aspectos importantes desta disputa olhando o mapa e as práticas de cada grupo em conflito. Eu sou completamente a favor da demarcação da TI e da saída dos arrozeiros dali, eles não têm qualquer preocupação com o meio ambiente, em pouquíssimo tempo vão envenenar os rios, exaurir o solo e ir destruir outro canto. Os Macuxi são seculares na região e até pelo menos uns 20 anos atrás tudo estava saudável. O que a sociedade precisa entender é que o projeto do Quartiero é o dos latifundiários e vai gerar lucro pra eles. Embora a ideologia nacionalista que eles defendem querem fazer crer a nós que o projeto deles interessa a todos nós. Não interessa, o lucro não está nem aí pra desenvolvimento com sustentabilidade, para mudar relações de exploração no trabalho. Os Macuxi e os demais povos são simbólicos para nós na resistência a um projeto político econômico e cultural devastador propostos por esses falsos defensores da nação. Abraços

Conceição Oliveira (27/06/2008 - 19:42)
Edson, você viu o documentário que o Azenha produziu recentemente? Os Macuxi e os demais povos da TI Terra do Sol são multimídia, têm entre eles advogados, administradores, agentes de saúde, professores, 35 mil cabeças de gado, comem churrasco, plantam banana, milho orgânicos e muitos outros produtos (sem agrotóxicos, se eu morasse por lá só consumiria produtos agrícolas deles). Quem disse que ao fazer isso eles deixam de ser indígenas? Aliás, muito pelo contrário, né? Só na cabeça dos generais brasileiros indígena pra ser indígena tem de parar no tempo, de preferência na década de 1940 com Rondon. Nem eu nem vc deixamos de ser brasileiros por aprender uma língua estrangeira, por vestir um tênis fabricado na China, não é mesmo? Por que com os indígenas o fato de estudar, ter acesso à infra-estrutura e outros bens culturais ou serviços seria diferente? Voltemos à idéia de Reserva. As ilhotas (anteriores à concepção de demarcação pós-constituição de 1988) que confinaram os povos indígenas, realmente são uma calamidade e precisam ser revistas. Para os Guarani que são seminômades foram terríveis. Economicamente porque as terras são poucas e destruídas por não índios: os prefeitos não respeitam as áreas contíguas de pequenas zonas de mata atlântica como Itaóca (Mongaguá)com o lixão ilegal que contamina a pouquíssima terra que a aldeia dispõe; culturalmente, porque precisam se adaptar muito para manter tradições, ex: os Guarani de Assunção até São Paulo tem contato e relações.

Edson Almeida (27/06/2008 - 15:47)
Conceição, a palavra "colônia" que coloquei é só um exemplo. Poderíamos criar outra palavra... até em guarani (quem sabe), mas ela tem que ter um significado mais positivo e não negativo como é o caso da palavra "reserva". Agora, convenhamos... a nossa constituição foi elaborada com base em sonhos... muita coisa que está escrito ali não têm a mínima chance de acontecer na atualidade (Vamos pensar com a razão e não com a paixão). Agora quanto aos Macuxis e os Kaiowás: você realmente acredita que estas comunidades queiram ficar no isolamento? Ou queiram continuar morando em casas de palha? Sem energia? Sem tecnologia? Sem água tratada? Sem universidades? Sem automóveis? É muito bonito o discurso das pessoas que possuem todo tipo de conforto da vida moderna. Pergunte ao Evo Morales o que ele acha. Evo é o exemplo a ser seguido. Ele compartilhou seus conhecimentos com os não-indígenas como também aprendeu algo. Manteve a sua cultura. assim os japoneses fizeram, bem como qualquer cultura estrangeira no país e é deste modo que devemos (minha opinião) tratar os indígenas. Ele não podem fugir da legislação brasileira. Devem ter tanto DIREITOS como DEVERES como qualquer cidadão brasileiro. Devem possuir terras agricultáveis, ter direito ao comércio de sua produção, a desenvolver indústrias (se quiserem), constituir cidades... enfim, serem iguais a qualquer um de nós.

Filipe Rodrigues (27/06/2008 - 12:47)
O PC do B têm o meu apoio, enquanto na Bolívia são os latifundiários que querem dividir o país, aqui no Brasil é o contrario, "alguns" índios acham que suas terras são nações independentes do Brasil, somos ou não todos brasileiros? Alguns desses índios pegaram o "avião" e foram até a Europa, pedir para a União Européia pressionar o Brasil, se o Lula fosse igual ao Hugo Chávez já teria dado uma resposta á altura. A esquerda brasileira devia ser menos européia, taí o mérito do PC do B. Os esquerdistas europeus é que deviam seguir o exemplo da América Latina, Lá no velho mundo os socialistas estão sem rumo, ainda acreditam em terceira via, por isso que o Berlusconi voltou ao poder na Itália, o governo "Social-democrata" de Schröder na Alemanha foi pior que o do PSDB. Não sou contra criar reservas para os índios, más os estados de Roraima, Rondônia, Acre e etc têm o direito de se desenvolver.

Conceição Oliveira (27/06/2008 - 00:47)
É incrível como séculos de padrões europeus (português, francês, anglo-saxão) e depois estadunidense foi eficaz em destruir ou mesmo impossibilitar a construção mínima da idéia de nação. Passamos ao largo desta idéia. O nacionalismo repressor dos militares, o discurso racista de nossa elite mestiça, no máximo embraquecida pela imigração do XIX não se configuram sequer um arremedo da idéia de nação. Como é possível respeitar a diversidade se uns se encastelam em seus bairros blindados, seus carros blindados, suas praias blindadas, seus resorts blindados, envolvem-se em uma grande bolha, sem abrir mão do exibicionismo irresponsável de um consumo pelo consumo, pela vaidade, protegidos e tutelados por um pseudo Estado que não cumpre sequer seu papel de repressor das corporações que usa a força pública e as instituições públicas como milícias dos que vivem na bolha? Não existe nação sem experiência cidadã.

Conceição Oliveira (27/06/2008 - 00:46)
Azenha, imperialistas ou marionetes; aculturados ou primitivos... Os adjetivos sobram e saem da cartola ao sabor das conivências. Difícil mesmo é parar de olhar para além mar e enxergar os seus. Nós ainda não somos capazes, sequer, de enxergar nossos vizinhos, achamos Chavez um 'ditador', Evo um índio metido a besta, Cristina uma mulher a beira de um ataque de nervos... os preconceitos escorrem por todos os poros e são mobilizados o tempo todo. Você acha que esse povo que considera o cúmulo do absurdo pagar 1,00 de CSS mensais para saúde pública é capaz de ver o quão são articuladas as lideranças indígenas que vc entrevistou? Compare qualquer uma delas com o filho do Quartiero. Se vc não tivesse dado uma 'maõzinha' para que ele expressasse o que pensa, ele não saberia dizer nem do que está sendo acusado. Mas ele tem e anda com uma 4X4 modernézima, exibindo seu poder na região e ao subir nela com os dedos ainda feridos das bombas que ajudou a fabricar, acha que 'o índio' é um primitivo e está atrapalhando o 'progresso'. (cont)

Luiz Carlos Azenha (26/06/2008 - 23:40)
Legal: os comunistas e os fascistas se uniram contra os índios (Hitler)!!!

marcelo - curitiba (26/06/2008 - 23:35)
Olha, particularmente discordo sobre essa coisa do oportunismo político. É ser por demais ingênuo e até "soviético" (leia-se imutável, instransigente) imaginar que o partido A, B ou C ao defender determinada bandeira não possa eventualmente estar do lado desse ou daquele. Também acho que Globo e PCdoB não tem nada a ver. Peraí, imaginar que todo político igual é bobagem que uma certa grande imprensa nos vendeu, quando as esquerdas começaram a ter espaço. Já que agora é a hora "dos outros", vamos tacar tudo no mesmo balaio... Peraí!! Não é bem assim, mesmo! Tem gente podre em qualquer partido e disso não dá pra discordar, até no PCdoB. Mas falar que é tudo igual é jogar no lixo quase um século de história. Além do mais, qual seria a outra saída? Tem horas que vc simplesmente deve estar do lado do seu inimigo. Aliás, se serve de parâmetro, EUA e URSS já estiveram do mesmo lado na Segunda Guerra. Oportunismo? Pode ser... mas e por acaso Hitler não seria pior?

jose carlos lima (26/06/2008 - 22:36)
Que tipo de soberania teremos sobre a Amazônia? Hoje li nos jornais que a Europa que por parte do Brasil uma "soberania responsável" sobre a Amazonia. O que sei é que já rolou dezenas de tipos de soberanias, como por exemplo a "soberania relativa" sobre a Amazonia, este tipo de soberania foi defendida por Miterrand. A esquerda deve abraçar a causa "A Amazônia é nossa", uma reedição da campanha "O Petróleo é nosso?". Quanto a mim, quando sou desconfiado deste interesse estrangeiro pela Amazônia, que detem jazidas minerais, plantas medicinais, etc. Quanto ao uso dos índios como massa de manobra por estrangeiros interessados na Amazônia, isto pode ocorrer mesmo. Por outro lado, prefiro acreditar em quem esteve no local, conversou com os índios, sentiu tudo de perto, como foi o caso de Azenha. Os índios pretendem de fato soberania sobre seus territórios? São separatistas? Estão a serviço de interesses estrangeiros? Precisamos desanuviar esta questão. Sobre este assunto, li isso no site do PC do B, http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=39107

Conceição Oliveira (26/06/2008 - 22:27)
Edson, vamos voltar ao debate de 'colônia de povoamento versus colônia de exploração'? E a América Portuguesa (colônia da Coroa portuguesa também conhecida como metrópole) e a Índia, a jóia da Coroa, e todos os protetorados do imperialismo? Fazemos o quê com os significados de dependência, submissão e exploração também expressos no conceito? É essa a proposta para os Macuxi, para os Kaiowá e para todos os povos indígenas (verdadeiros donos da terra nunca é demais lembrar). Aliás, não é à toa que o princípio que rege as demarcações pós a promulgação da Constituição cidadã de 1988 baseia-se na idéia de DIREITO ORIGINÁRIO. Um avanço também foi pensar que não basta isolar as populações em pequenas ilhas, deixando que os latifúndios, o agronegócio, a agroindústria, a indústria de base (enfim, a lógica desenvolvimentista evolucionista dos Quartieros do Brasil) matem nascentes de rio, poluam, devastem, exauram a terra e não permitam que nada sobreviva no entorno. Os transgênicos e agrotóxicos, infelizmente, não ficam nas trincheiras abertas pelos grandes latifúndios.

Hugo Albuquerque (26/06/2008 - 21:09)
hahahahaha deve ser Síndrome de Estocolmo mesmo Azenha, é inexplicável, aliás, vale ressaltar que o Aldo Rebelo dia desses num debate sobre o assunto na PUCSP, lá no glorioso TUCA, quase surtou quando se viu perdido no debate, foi dantesco.

Bruno Brasil (26/06/2008 - 20:33)
Para finalizar, acho que aquela frase "o patriotismo é o último refúgio dos idiotas" (não sei se são exatamente estas palavras, mas o sentido é esse mesmo) define bem o momento.

Bruno Brasil (26/06/2008 - 20:32)
Bom, esse discurso de "investida internacional" contra nosso território é algo meio tentador. Na verdade, a existência de interesses dos EUA, França e demais países do norte nas vastas riquezas da Amazônia é inegável. Qual outro lugar do mundo oferece tanta água, riquezas minerais e biodiversidade? Contudo, não é o que está em jogo no tema da demarcação de terras. Aliás, quem garante que estes países não vão querer tomá-la à força, mesmo que seja largamente ocupada pela "civilização"? Ora, os índios tratam a terra de maneira muito diferente da nossa, certamente com eles a floresta estará bem mais protegida, sob o ponto de vista da degradação ambiental. E, talvez, isto poderia acalmar a ira dos gringos, como o Al Gore. Para variar, tudo no Brasil é meio mascarado. O preconceito com os índios, assim como no caso dos negros, é forte, mas ninguém assume. Parece que ainda temos aquele espírito de Bandeirante, loucos para conquistar de vez o território. Enquanto não aprendermos nas escolas que a conquista de terras além da linha de Tordesilhas foi na base da porrada e sangue contra a população nativa, continuaremos com essa visão distorcida. Além disso, não acho que a preocupação dos militares é descabida, pois, repito, existe, sim, o risco de perdermos parte do território, mas não no presente caso. Eles precisam se atualizar urgentemente. Muitos ficam gritando que a ameaça do comunismo no continente está renovada com o Chavez e o Morales no poder. Tenham a santa paciência!

Fábio Xavier (26/06/2008 - 20:18)
Azenha, nesse caso a Bandeirantes está do lado da Globo. Eles lançaram uma campanha "A Amazônia é do Brasil" (e a Bolívia, Peru, Venezuela... o que acham dessa campanha?). Passa uma entrevista do Orlando Villas-Boas dizendo que os índios vão estudar nos Estados Unidos e voltam americanizados. Em resumo, a intenção seria criar, via ONU, um estado indígena independente (como Porto Rico).

Luiz Carlos Azenha (26/06/2008 - 19:30)
Hugo, neste caso o PCdoB me parece sofrer da chamada Síndrome de Estocolmo.

Hugo Albuquerque (26/06/2008 - 19:23)
É uma questão patética. Dá meio que aquela sensação de estarmos assistindo uma peça do teatro do absurdo. Pior que nesse ponto unem-se setores da esquerda radical a direita radical para se defender do "inimigo externo" e o surrealismo chega a tal ponto que, mesmo estando no mesmo front, eles se atacam mutuamente. Esses setores esquerdistas atacam o imperialismo internacional, o grande capital e as elites enquanto a direita militaresca ataca todos, botando os próprios esquerdistas no mesmo balaio do capital internacional (?!). Enquanto isso os verdadeiros interessados estão lá, morrendo de rir, espalhando a desinformação (como fazem muito bem, diga-se) e criando uma situação absurda, um caos friamente calculado. Acreditem, Raposa do Sol é só o começo, se eles conseguirem o que querem lá, um precedente muito perigoso terá sido gerado, o que poderá resultar não apenas em um novo movimento de supressão dos direitos indígenas como também poderá determinar deformções mais violentas na Carta Magna como o intuito de resumir a Democracia a uma mera formalidade. Quando meios de comunicação se desvirtuam da sua missão e passam a manipular a opinião pública de acordo com interesses dos mais escusos, é sinal que a coisa da preta.

Luiz Carlos Azenha (26/06/2008 - 18:58)
É, Prudente, o oportunismo político não conhece fronteiras... Só rindo.

Luís Carlos P. Prudente (26/06/2008 - 18:15)
O PCdoB estar aliado da Rede Globo nesta questão da demarcação das terras indígenas, não é algo incompreensível, do outro mundo. É algo da política, da arte de fazer política, de não ser intransigente em determinados pontos sobre um assunto. Pelo pouco que li no sítio do PCdoB, este partido defende o direito dos índios, muitas lideranças indígenas fazem parte do PCdoB nos estados do Norte. Mas neste ponto específico da demarcação contínua das terras, o PCdoB se posiciona contra, pelo fato de criar uma enorme área dentro do país em que os índios, influenciados por ongs estrangeiras, podem não permitir (como já vem ocorrendo em algumas reservas) que os órgãos públicos, a Polícia Federal e até mesmo o Exército entrem nessas áreas, mas que integrantes das ongs tem livre passagem por elas. Se estrangeiros tem acesso livres a terras ricas em recursos naturais e órgãos do Estado são proibidos de entrarem nessas áreas, há de se ficar com uma pulga atrás da orelha, há de se verificar in locun quais os verdadeiros objetivos das ongs humanitárias nessas terras indígenas. Há de se verificar se estes índios querem mesmo defender suas culturas e a natureza, ou se eles já foram aculturados pelos interesses econômicos de ongs estrangeiras que teoricamente são humanitárias, mas que no fundo querem os recursos naturais destas terras para suas empresas estrangeiras. Mas, PCdoB e Globo não tem nada a ver, são água e óleo!

Luiz Carlos Azenha (26/06/2008 - 17:20)
Leider, o Brasil ainda está nos anos 50. Temos dois promotores falando em "fraseologia soviética" e uma esquerda que ainda acredita no nacionalismo do Monteiro Lobato.

Leider Lincoln (26/06/2008 - 17:14)
Azenha, se o tal Figueiredo visse então os direitos que se reserva aos indígenas (inclusive o de ter leis próprias) nos EUA, na Noruega, Finlândia ou, in extremis, no Canadá (Nunavuk), ele teria um ataque de nervos! Um problema do Brasil é a mentallidade excessivamente provinciana, sem dúvida...

Luiz (26/06/2008 - 17:00)
Vamos dar CPF, identidate, título de eleitor, título de propriedade, carteira de habilitação, etc. para os índios; torná-los cidadãos plenos.

Fernando (26/06/2008 - 16:35)
Acho que na Constituição de 88 o assunto ´´índio`` está nos artigos 231 e 232.

Luiz Carlos Azenha (26/06/2008 - 16:28)
Nação indígena tem o mesmo valor legal que Nação corintiana. As terras indígenas pertencem à União, ou seja, ao Estado brasileiro. Elas são inalienáveis e intransferíveis. Os indígenas têm direito ao usufruto do que estiver na superfície.

Edson G Almeida (26/06/2008 - 15:19)
A discussão é séria e deve ser pautada na razão, sem apaixonites. No meu ponto de vista, primeiro deveria mudar a nomenclatura de "reserva indígena" para colônia indígena. Este é um ponto fundamental, visto que a palavra "reserva" nos leva ao plano animal, algo que os indígenas não são, bem como leva a idéia de um "território demarcado" ou seja, confunde-se com a idéia de nação. Lembrando que no Brasil só existe uma nação: a brasileira (Constituição Federal). Por outro lado, a palavra "colônia" nos leva a idéia de agrupamento de pessoas que compartilham um determinado espaço para prover seu sustento e desenvolvimento, bem como exclui-se a idéia de nação, pelo contrário, apresenta-se como incluída numa nação, a brasileira. Este é o meu ponto de vista... de início... vou tentar voltar para debater o assunto. Abraços

Daniel (26/06/2008 - 15:12)
BRILHANTE

Fábio S. Ribeiro (26/06/2008 - 13:24)
Artigo fantastico! Parabéns!



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