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Serra, candidato a camaleão

Atualizado em 12 de janeiro de 2010 às 19:54 | Publicado em 12 de janeiro de 2010 às 19:43

por Luiz Carlos Azenha

Podem procurar as declarações de José Serra sobre quaisquer assuntos. Ele nunca vai além do estritamente necessário. Nunca diz algo que não possa desdizer no dia seguinte. Nunca diz algo de forma inapelável, que não possa dizer no dia seguinte que foi "mal interpretado".

Acho que por trás desse comportamento se esconde um tanto de oportunismo político e também a sintonia com o que eu grosseiramente definiria com o "fazer política do século 21".

O oportunismo tem motivos razoavelmente óbvios. Serra pode mandar que ajam em nome dele -- o que frequentemente acontece -- sem se expor a desgaste político. Isso não é uma característica específica dele, mas de qualquer governante: é importante deixar sempre alguma margem de manobra. Se for preciso, se entrega algum auxiliar para aplacar a sede dos adversários.

Também explica esse comportamento a provável sintonia de Serra com um jeito de fazer política que acredito ser o do novo século.

De um lado, temos um mundo ocidental em que o poder real está na mão de alguns grandes conglomerados econômicos. Eles têm recursos financeiros e humanos maior que o de muitos governos. Movem-se com rapidez através de fronteiras. Controlam as melhores tecnologias. Contratam lobistas milionários para "convencer" governos e parlamentos. São ouvidos na mídia.

Tudo isso reduziu sobremaneira o poder real dos governantes. Estes dispõem, quando muito, de um púlpito através do qual podem pregar ao eleitorado. Isso requer ideias e vontade política, que raramente se combinam em um governante. Roosevelt, nos Estados Unidos da depressão econômica, foi um. Tinha ideias próprias, identidade com uma fatia do eleitorado e foi ao rádio peitar os que tentavam atropelá-lo na mídia, no Congresso e na Suprema Corte dos Estados Unidos. Hugo Chávez, na Venezuela: tirou proveito da falência do sistema político -- do fracasso do pacto entre os dois partidos que representavam as elites locais, AD e Copei -- e sobre os escombros deles construiu o seu bolivarianismo financiado pelo petrodólar, com direito a inventar a sua própria plataforma midiática.

Além dessa caracteristica do mundo moderno -- do poder real estar na mão dos grandes conglomerados --, temos outro fenômeno de época, fruto do desenvolvimento do próprio capitalismo, que é a fragmentação do mercado e, portanto, da cultura. Hoje, se você percorre as ruas de São Paulo, notará que existem os "dark", os "emmo", os "nerd" e uma infinidade de tribos e subtribos nos quais se dividem os jovens de classe média, cuja matriz cultural e intelectual se encontra fora do Brasil.

Não digo isso com reprovação. É apenas uma constatação.

Nessa sociedade multifacetada e despolitizada (no sentido tradicional), em que grupos de interesse se organizam quase tão bem quanto as próprias empresas, o sucesso de um político depende de agradar ao maior número possível de "tribos", causando o menor desgosto possível no menor número delas.

Como a sociedade brasileira não é homogênea, ficaria mais fácil entender o que quero dizer analisando a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos. Obama é um político extremamente calculista e, na prática, não representa nada. Embora tenha iniciado a carreira como liberal do Partido Democrata, ou seja, na centro-esquerda, a verdadeira escola dele é a da política de Chicago. Não é propriamente conhecida como uma escola de princípios, mas da prática: qualquer coisa pelo poder.

A grande dificuldade dos jornalistas americanos que cobrem política é definir o que Obama representa, já que ele não defende qualquer corpo organizado de ideias. Obama representa a si próprio, isso com absoluta certeza. É do "centro pragmático", conforme definiu outro dia um leitor deste site que se disse pós-ideológico (ao que eu respondi que, no Brasil, "centro pragmático" é Sarney-Renan-Collor).

Mas voltando aos Estados Unidos, na campanha eleitoral -- que acompanhei de perto -- Obama conseguiu incorporar os interesses de milhões de eleitores prometendo "mudança na qual se pode acreditar". Prometeu um mimo para cada tribo. Para os sindicatos, restaurar a capacidade deles de negociar salários. Para os pacifistas, acabar com a ocupação do Iraque. Para os gays, reconhecimento público das relações duradouras. E assim sucessivamente. Obama era um pouco para muitos. Raramente se viu Obama dizendo o que ele não era, o que não faria de jeito nenhum. Se fizesse isso, estaria limitando sua capacidade camaleônica pós-eleitoral.

Hoje no poder, Obama continua perseguindo o centro -- os eleitores independentes que foram decisivos para ele em alguns estados-chave. Estima que não precisa da esquerda, que gravitará em direção a ele como o "menos ruim". Não está fazendo tudo o que prometeu, mas também não está não fazendo nada. Empurrou a retirada do Iraque lá pra frente, fechou Guantánamo sem fechar, abandonou a política externa de Bush sem abandonar.

Enquanto assessores se digladiam, posa de árbitro, de olho na reeleição em 2012, diante do Partido Republicano e da extrema-direita que se organiza no Tea Party. Obama fez, no cálculo político, o que Lula fez no Brasil na intuição: se qualificou para ser o árbitro. Presumo que seja esta a escola perseguida por José Serra. Só não vejo ainda qual será a graça de ver um filme sobre a vida dele.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Jusseli Ingridy (15/01/2010 - 20:50)
Olá,Azenha.Gostei muito do texto,apesar de não concordar em tudo que escreveu.Obama está sendo uma decepção para mim que na época das eleições acredeitei nele.Já Lula torcir por ele na primeira eleição que ganhou(já que nas outras eu não havia nascido)e confesso que não sofrir com nenhuma decepção.Espero que com Dilma não seja diferente(em relação a Lula).Discordo de algumas pessoas,de não existir esquerda e direita e centro.Há uma diferença,porém o que acontece é que quando chegam ao poder tanto esquerdas como direitas tem que fazer as vontades de dos oponentes,a diferença é que o sentimento as ideologias e pricípios são diferentes e claro que sempre existe aqueles que ficam de um lado e de outro(o que o PMDB as vezes faz).


Geysa Guimarães (15/01/2010 - 20:29)
O discurso de Serra é genérico, básico. E breve. Ele não precisa falar, a mídia e a publicidade chapa-branca se encarregam.

Alexandre Tambelli (15/01/2010 - 16:51)
Acontece assim mesmo Azenha! Veja na propaganda eleitoral: os candidatos A, B, C ou D pautam exatamente igual suas campanhas... Não tem Direita nem Esquerda, é tudo centro... (O Quércia nos anos 80 iniciou a campanha eleitoral pontual - Falta escola em bairro/cidade ele diz: - nós vamos criar uma lá; falta hospital em outro bairro/cidade ele diz: nós vamos criar um lá, etc.) Tudo é mapeado para não se indispor com o eleitor e de alguma forma lembrar de pelo menos uma necessidade dele. Infelizmente, os candidatos em horário eleitoral são todos "progressistas e a favor de uma política socializante". Nós vemos todos com o mesmo discurso e a mesma propaganda. A ESQUERDA perde eleições, muitas das vezes, porque não politiza o debate! Não informa a diferença de um Governo da Esquerda e da Direita (os seus princípios, a sua visão do Estado na Economia, para quem governa, etc.) Onde todos os gatos são pardos como saber em qual candidato votar? Votam no candidato que o marqueteiro acertar melhor a propaganda de campanha. Como a esquerda, quase nunca politizou o debate agora, o PSDB, na figura do seu Senador Sergio Guerra diz que se SERRA for eleito fará um Governo à esquerda de LULA. E a maioria da população embarca na idéia, porque não tem referencial de quais partidos são realmente de Esquerda e quais são de Direita. Qualquer um acaba podendo dizer o que quer... E dizer o que não vai fazer... Enquanto a Esquerda não politizar o debate e o seu programa eleitoral viveremos da sorte e não da certeza de eleger quem é realmente valioso para o Brasil e que na verdade representa o anseio do votante. (politizar não é dizer que tal candidato é o candidato dos banqueiros, dos latifundiários, etc. apenas - é ser como um professor e mostrar as diferenças de Governo, como governam, por que esta escolha partidária para se candidatar, para quem governam: os políticos da Esquerda e da Direita.) No Brasil de hoje, o candidato vale mais que o partido, sua fala vale mais que o estatuto e as idéias defendidas por seus filiados.

Mauri (13/01/2010 - 12:46)
Uma vez ouvir uma matéria em que o Mário Covas falava do estilo do Serra.Numa das reuniões dos tucanos discutiam algum assunto mais polêmico e todos começaram a emitir a própria opinião.No final todos os presentes já se preparavam para irem embora quando o Covas gritou com sua voz de locutor:ninguém sai sem antes ouvir o que pensa o Serra.É assim que age o Serra,sempre se esquivando de assuntos polêmicos,fica esperando pra ver o que acontece.Como diz o Mano Brawn,o Serra nunca toma partido claramente,age no instinto da conveniência.Agora dizem que na penumbra da noite ele conspira contra todos que o ameaçam de alguma forma.Jornalistas com perguntas inconvenientes são brindados com o pedido do Serra ao patrão que demita o desaforado.Esse é o Zé Serra.

JANES RODRIGUEZ (13/01/2010 - 12:41)
Dilma nunca deixou de se manifestar sobre temas relevantes. Serra não fala porque não tem nada a dizer. O que Serra pensa sobre o Brasil? O presidente do partido dele babou no esgoto da veja: acabar com o PAC, com a Petrobras, com o Brasil de preferência. Serra não diz nada sobre as enchentes, nem sobre os mortos das enchentes, da cratera e do viaduto. Também porque a máfia midiática combinou de não lhe perguntar. Agora, no Rio, foram atrás da Benedita da Silva que tinha tirado uma semana de férias para cobrar-lhe uma posição e ações para os problemas dos deslizamentos em Angra! E xingaram porque ela levou uma semana pra se pronunciar! Ouvi essa barbaridade na CBN, a mesma que até agora não exigiu nenhuma declaração do Serra/Kassab sobre nada!

Roberto (13/01/2010 - 11:00)
Azenha,

Discordo TOTALMENTE de seu comentário. Voce dá a entender que Lula, a exemplo de Obama, nada fez, apenas deixou o "barco correr". Ora, Lula fez MUITO, basta olhar o número de empregos gerados, o superávit fiscal, o saldo em dólares, a diminuição da pobreza, pra falar apenas de poucas conquistas. Não se consegue isto apenas "olhando a banda passar" e sem incomodar ninguem.

Pedro (13/01/2010 - 09:56)
O Obama seque o estilo democrata de governar, em cima do muro sempre. Assim como o Serra, que é um oportunista de marca maior, só que o Serra tem todo grande mídia do lado dele, aí fica mais fácil...

Fabio SP (13/01/2010 - 09:47)
O Serra não responde ao Lula. Ele só deve responder à Dilma. Mas como ela não fala nada que preste, ele também não fala.

leosfera (13/01/2010 - 09:40)
quanto a Obama: prometeu uma opção pública e vai obrigar todos a contratar um plano privado.
quanto a Serra: diz um monte de obviedades e posa de esquerdista mesmo rodeado do que há de mais retrógrado. belisca daqui, belica dali.
bom texto.

Bernardo (13/01/2010 - 09:27)
Pelo que você fala neste texto, dá a entender que um eventual governo Serra seria mais ou menos como o que foi o governo Lula: um festival de medidas que são abandonadas se alguém com poder chiar na imprensa. Não concordo muito com isso. Acho que Serra é bem diferente de Lula e Obama. Basta ver as diferenças do governo de SP para o federal.

Adjutor Alvim (13/01/2010 - 08:45)
Deve ter sido instruido pela coordenação de campanha depois da repercussão da declaração dele sobre a gripe suína. Devem ter aplicado um "Cala boca, Magda" nele.

Thiago (13/01/2010 - 08:40)
Que boas avaliações como esssa sua gerem sempre boas reflexões e discussões para seus leitores, Azenha.
Tenho defendido, junto a amigos em discussões de bar e talz, que ser de direita ou esquerda atualmente nem é o ponto. O petista que se agarrou fervorosamente, à esquerda radical quer morder os cotovelos com Lula, porque muito do que o próprio Lula acreditava é quase impraticável. Fez então o que julgo tenha sido um ótimo governo justamente por ponderar sobre a base de suas crenças, com ações que claramente beneficiam mais o país do que a outra corrente.
A direita não tem projeto,e historicamente tem pensamento nitidamente colonizado e entreguista.Tem interesses claros a defender,e por muitas vezes estes não concordam com os do país.Serra quer o quê para o Brasil?
Dilma,ao que vejo,prepara um projeto neodesenvolvimentista calcado na bem sucedida experiência do governo atual.Claro que tem que melhorar muita coisa aí, um país não se resume à economia. Mas já é um projeto de país,algo que a direita claramente não tem. Quer o poder pelo poder pra defender interesses (que todos têm, mas eles aparentam ter apenas isso e nada mais). Escolho e defendo o governo atual como opção por ser bom, e porque a outra opção é daninha ao país.
Debates maduros, por favor. Sem "petralhas" e "demotucanos", que política não é briga de torcida organizada de futebol! Leitor assíduo do Azenha (e de mais gente boa e sensata internet afora), prezo muito pela sensatez de suas idéias e conclusões.

Moacir Simples Assim (13/01/2010 - 08:22)
Neste momento em que as grandes corporações estão enfrentando dificuldades econômicas é que se deve aproveitar para fortalecer o Estado e começar a governar com o povo.

Mas para isso é preciso antes de mais nada quebrar a espinha do monopólio da imprensa.

A internet foi um duro golpe nas costas, mas ainda insuficiente para derrubar de vez o dragão do PiG, cuspidor de mentiras.


Messias Franca de Macedo (13/01/2010 - 02:19)

Após ler o excelente *texto do ínclito, lúcido e impávido jornalista Rodrigo Vianna, concluí: [José] Serra está lançando FHC para a disputa [chacina!?] eleitoral de 2010! Ou seja, FHC troca o pijama de bolinhas por uma campanha midiática, revisita o Brasil com o dinheiro do caixa dois DEMotucano e encerra a carreira de entreguista como o mártir da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL!
*Mídia e Serra tentam provar que FHC é igual a Lula
Em http://www.escrevinhador.com.br/
Portanto, nem SerrAlston nem o neto do "dotô" Tancredo: FFHH 'o candidato a primeira derrota para uma mulher a gente nunca [nunca!] esquece!": assimila previamente!
É primeiro turno: Dilma Brasileira Rousseff presidente, porque Dilma é Lula de agora em diante!
BRASIL - em homenagem ao ínclito presidente estadista emérito Luiz Inácio Brasileiro Lula da Silva
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Magda Maria de Magalhães (13/01/2010 - 00:52)
Quando penso no que o Serra pensa só me lembro do PHA: "o que pensa esse rapaz?" M..., só pode!

O Brasileiro (12/01/2010 - 23:46)
"Você é o que você vive!"
E não o que você fala que é!
Por isso, se tu queres conhecer o Serra, olha o que ele fez e o que ele faz!

Salomon (12/01/2010 - 23:09)
Duvidêodó que o Serra seja tudo isso que o Azenha diz.

A mim me parece que o governador de São Paulo é um doidivanas com distúrbio neurovegetativo e ódio introjetado.

Toda a sandice que comete é em decorrência da falta de sono.

Ele não dorme.

Não dorme de dia porque acumula as funções de engenheiro, economista e governador do Estado mais rico do Brasil.

Não dorme à noite pois é um vampiro.

Dura lex sed lex, no cabelo só gumex.

Rodrigo Prado (12/01/2010 - 23:03)
Ubaldo,
No auge da nossa "crise", veio o bando de empresários pedir a "flexibilização" das leis trabalhistas. E nesse ponto, Lula foi firme e não mexeu em nada.
Pelo contrário, fez diferente do que a antecessor fizera, abaixou juros e incentivou empréstimos com os bancos públicos.

Luiz Carlos Azenha (12/01/2010 - 22:58)
Não, Natália, eu não disse que o Serra tem um jeito moderno de governar, mas sim que ele está tentando aplicar o estilo século 21 de fazer política: Não me comprometa!!! Os governantes não obedecem mais a princípios ou programas. Eles são personagens. abs

Cláudia (12/01/2010 - 22:56)
"Isso não é uma característica específica dele, mas de qualquer governante".

De qualquer governante não, Azenha. O Lula é um que vive pagando pelo bocão - e é exatamente por isso que o povo gosta dele.

robledo duarte (12/01/2010 - 22:54)
Resumindo tudo: serra é a essência do vazio.

Natália (12/01/2010 - 22:46)
Oi, Azenha! Tenho que concordar com o Geniberto: em algum momento no txt vc se refere ao Serra como tendo um perfil moderno de governar, mas me parece mais um artifício aproveitado por alguns, de tempos em tempos, não uma tendência do novo século.
No entanto, achei sua análise muito boa, pois o início da leitura me deu entender que vc abordaria o campo seguro que o Serra adota quando solta algum comentário sobre as atitudes do governo federal, a fim de criticá-lo sem ter que se retratar depois. Por exemplo quando fala que o Plano de Direitos Humanos mostra confusão do governo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u678042.shtml), ou quando falou que o governo estava fazendo uma "trapalhada" em Honduras (sobre esse ñ achei a fonte, mas me lembro que foi qualquer coisa do tipo). Achei o txt bom pois, falar sobre "agradar a gregos e a troianos" atualmente é bastante interessante, ainda mais em se tratando de Serra (ou mesmo de Obama), que não é dado a diálogo; a minha pouca vivência me mostra que quem tem jogo de cintura para o diálogo, virtude de poucos, é o Lula, fato que talvez tb mostre o camaleão que o Serra é.
Parabéns pelo excelente trabalho. Abraço.

Joelma (12/01/2010 - 22:45)
mais uma vez, EXCELENTE Azenha.
Você tocou num pnoto crucial. Tem um filósofo esloveno, Slavoj Zizek, que deu entrevista pro Roda Viva há uns dois anos (não o conehcia até então), o cara era um tanto elétrico (quem viu entendeu rs) mas disse coisas valiosas, e a principal delas era "Com essa esquerda que está aí quem precisa de direita?"
Essas pessoas que se definem como "pós-ideológicas", caem na maior falácia que esses conglomerados que você citou querem que a população caia. Não, o sistema atual não se sobrepôs por ser melhor. O mundo não encontrou a resposta para seus problemas em 1991. A esquerda precisa se REINVENTAR, buscar novas alternativas, porque da forma como estamos, acomodados e achando que a teoria toda já está pronta nos livros, será Admirável Mundo Novo para todos.

Ubaldo (12/01/2010 - 22:37)
A descrição do Obama é a descrição do Lula.
Confiram.

franklin (12/01/2010 - 22:29)
Azenha, se ele prossegue na fala,dá no que deu.
A gripe suina e os porquinhos.
A Jiboia, como politica pública de combate aos ratos em sp.

Fabio Passos (12/01/2010 - 22:25)
O zé serra não faz outra coisa senão se ajoelhar diante dos grandes interesses econômicos que podem financiar sua candidatura.

zé serra quer bancar o "relações públicas" da FEBRABAN fingindo ser um presidente. É um mero clone do fhc.

O governo Lula foi a cunha que provocou grandes fissuras no muro do Apartheid Social brasileiro.

Chegou a hora de colocar este muro definitivamente no chão...

"OIT concorda com Requião: emprego e trabalho decentes devem ser o foco das políticas econômicas da América Latina"
http://www.pmdbdobrasil.com/index.php?option=com_content&view=article&id=204

"
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou nesta segunda-feira (11) um estudo que corrobora as propostas do governador do Paraná, Roberto Requião, de que o emprego e o trabalho decentes devem estar no centro das políticas econômicas no Brasil. "O projeto neoliberal quer que Brasil participe do mercado global como fornecedor de matéria prima e de trabalhadores com salários precarizados e aviltados", disse Requião, pré-candidato do PMDB a Presidência da República.

"E nós estamos propondo justamente o contrário: uma proposta de desenvolvimento, de valorização do capital produtivo, de valorização do trabalho. E a partir desta visão estamos formulando um programa de governo que será apresentado ao país", completa Requião.
"

Marcos (12/01/2010 - 22:01)
Esse é o problema de Serra presidente.
Se como candidato ele não consegue criar uma unanimidade em torno de seu nome, imagina na presidência da república onde o pau come solto?
Imagina o Serra lidando com MST, OAB, Forças Armadas, Venezuela, Bolívia, etc..?
Acho que o Brasil não precisa disso. Respeito a oposição
e ter um bom candidato no outro espectro é mais do que desejável.
Mario Covas, Franco Montoro, por exemplo, foi de um tempo em que o Brasil tinha alternativas. Hoje é esse horror. Dilma, ou o atraso.


Fabio Passos (12/01/2010 - 21:59)
zé serra é um covarde que está completamente entregue aos interesses neoliberais.
A Dilma é uma incógnita.

Posição clara quem tem é o Roberto Requião: É a esquerda nacionalista.

Assistam que vale a pena:

"Brasil mercado ou Brasil Nação?, questiona Requião"
http://www.pmdbdobrasil.com/index.php?option=com_content&view=article&id=199

Diógenes da Lâmpada (12/01/2010 - 21:57)
Perfeito, Azenha.
Sobre os EUA, me lembro de um artigo do Paulo Francis, escrito para O Globo, se não me engano muito antes ainda de sua morte. Ele comentava uma eleição presidencial lá e desdenhava dos debates acalorados, aqui e lá. Francis já dizia então que as gigantescas corporações é que comandavam a política americana já há algum tempo. O resto era detalhe: partidos, homens, idéias. Meros enfeites para dar a impressão de democracia.

Mesias Franca de Macedo (12/01/2010 - 21:20)

TUDO A VER! Senão vejamos:

A BAND RETIROU DO VÍDEO A FALA DE IVES GANDRA!

Mais uma canalhice da Band: suprimiu a declaração golpista do ensandecido tributarista de Deus, o tucanoDEMoníaco Ives 'Grana'! O arquivo do vídeo [golpista fascista eterno] intitulado 'Programa Nacional de Direitos Humanos pode atrasar acesso à Justica' não mais apresenta as declarações estapafúrdias do sandeu Ives 'Grana'!

Cadeia é pouco!

República de Nós Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Geniberto Paiva Campos (12/01/2010 - 20:30)
meu caro Azenha,
falando assim sobre o Serra, fica a impressão que se trata de um político moderno, do sec.XXI, o que ele não é,certamente. Penso que tem um baita de um marqueteiro por trás disso tudo, na csmpanha dele. Se o Ciro Gomes começar a entender melhor de marketing político e contratar um bom marqueteiro e o importante, passar a obedecê-lo, sai da frente. Vai fazer um estrago na campanha de 2010...

beatrice (12/01/2010 - 20:29)
Vai ser muito engraçado Azenha,
se do enredo também participarem
todos os outros filhos de FHC.

coelho (12/01/2010 - 20:25)
A que o Serra será candidato eu não sei. Mas de uma coisa tenho certeza, ele é um déspota. Todas as manifestações em São Paulo são reprimidas na base do porrete. Depois fica com aquele cara santo do pau oco. O Serra não tem disposição para o dialogo com as classes. É o todo poderoso Zé Chibata.



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