Conceição Oliveira (29/07/2008 - 16:17)
Moçada, quanto a Obama, acho simplista reduzir a história dele apenas às experiências pessoais (mesmo que elas sejam infinitamente mais ricas de que as de qualquer outro presidente estadunidense, seja em termos étnico-culturais, sejam políticas, sejam de lideranças, sejam inclusive geográficas), mas é igualmente simplista reduzir a atuação dele enquanto candidato e/ou presidente ao fato de ser estadunidense e ter mentalidade imperialista e blá, blá, blá.
Há um texto recente do Azenha que me lembrou o próprio Obama em sua biografia, quando ele descreve suas primeiras experiências de organizador de lideranças comunitárias em Altgeld. Ele narra com uma clareza rara (e claro que esse olhar em perspectiva é facilitado pelo seu distanciamento na construção da narrativa biográfica posterior à experiência), mas, enfim, o quadro atual só é maior do que o já vivenciado por outros setores em cidades de decadência industrial em fins de 80 e início dos 90 e Barack era inteligente o suficiente para lidar com os usos e abusos que políticos e lideranças mais conservadoras faziam, na relação entre crise econômica e xenofobia, racismo e outros preconceitos. Acho, sinceramente, que lidar com as corporações que governam o planeta não é tarefa pra um presidente, nem mesmo o dos EUA. Precisamos reinventar a política planetária, reeducar esses sugadores da Terra que não têm qualquer compromisso com a continuidade da espécie humana, ou então é melhor nos acostumarmos com a idéia de extinção.
Mariana Rodrigues (23/07/2008 - 00:57)
Minahs desculpas Azenha. Acabei de fazer um comentário no último post do título Eleições nos EUA, cobrando um post mais atualizado sobre as eleições lá. Não havia lido este. Muito bom.
luiz paulo (22/07/2008 - 10:16)
Olha, poucas vezes pude ler absurdos neste site como os que adornam o artigo do Azenha.
"Americanos são reacionários." Isso é senso comum mas parece-me totalmente fora da realidade de hoje. Não se pode, SMJ, carimbar um povo, especialmente um que recebe pessoas de todo o mundo para ali viver. Não nos esqueçamos que o Busch foi eleito com menos voto que seu adversário e nos lembramos apenas dos "reacionários" que votaram nele. Não sou defensor dos EUA mas, serenamente, obrigo-me a reconhecer que boa parte das conquistas de direitos civis que se espalham pelo planeta surgiram lá. Boa parte dos males também... mas isso, a história mostra, é comum nos impérios dominantes. Quanto a "fazermos igual a eles" sem se preocupar em ter uma visão ampliada, me parece uma retórica antiga e que não ajuda em nada nosso futuro e nossos interesses, portanto torcer pelo McCain porque é melhor para nós... seria como torcer para a Argentina perder na primeira fase de uma competição para o caminho ficar mais fácil para o Brasil (analogia fraquinha essa). Se queremos ser o país que podemos ser temos que dialogar (se pires na mão) com todos os principais atores, firmando nosso posicionamento com assertividade, sem espírito vira-lata, pensando o Brasil como uma potência do bem, com sagacidade e sem bravatas. Quero repudiar a manifestação de que o "Obama é a Rice...". Não dá para comparar, basta ver o histórico dos dois personagens. Se for porque são negros, ficou muito pior!
Jorge Nunes (22/07/2008 - 08:47)
Para mim McCain é melhor para a América Latina, graças aos republicanos a América Latina está leve. livre e solta. Tanto que um golpe contra Chavez articulado com a CIA fracassou.
Eles continuam usando técnicas que não colam mais por aqui. Se alguém assistir o documentário A BATALHA DO CHILE e comparar com A REVOLUÇÂO NÂO SERÁ TELEVISIONADA perceberá que as técnicas de usar a mídia para derrubar um governo continuam as mesmas, na verdade ridiculamente igual.
Então torço por McCain deixem o cara continuar explodindo o Iraque e o oriente médio atrás de uma imaginária Al Quaeda.
Margarida Gonçalves (21/07/2008 - 21:03)
Vai dar Obama, mesmo com o significado estadunidense de liberal
Edu marcondes (21/07/2008 - 18:03)
Concordo em número e grau com, o Pedro (que nem sei quem é)e lembro que na história politica do EUA o Partido Democrata está associado a posições e ações bem pouco liberais. Por exemplo, ele é tão ou mais belicista que o Partido Republicano.
Só discordo de uma coisa. Obama não é verde. Pelas imagens que tenho visto na midia o considero negro. Ou quando muito moreninho.
Stanley Burburinho (21/07/2008 - 17:28)
Sr. Hans Bintje (21/07/2008 - 16:25) O McCain seria o antiwar?
Luiz Carlos Azenha (21/07/2008 - 14:18)
Marco, Obama é um reformista cuja principal proposta é um sistema nacional de saúde (SUS) com o dinheiro que hoje vai no corte de impostos para os mais ricos. As propostas dele objetivam resgatar a classe média baixa que está ficando para trás na divisão de bolo dos Estados Unidos. Busca formar uma coalizão dos dois maiores partidos para viabilizar as reformas.
Augusto José Hoffmann (21/07/2008 - 13:01)
Tenho uma curiosidade imensa: o norte-americano é extremamente reacionário. Como lidarão com um negro na presidência. Obama parece equilibrado, sensato e populista é claro. Gostaria muito de assistir mudanças no país que se considera dono de todas a leis e regras morais e éticas. Nada mau inverter alguns desses "tradicionais valores" do american way of life. Se isto acontecer penso que nós colheremos alguns frutos.Torço para que sejam dos bons.
Ludi (21/07/2008 - 12:15)
Democratra, Marco.
A favor de:
- Subsídios agrículas;
- Políticas protecionistas (sobretaxar produtos importados);
- Contra a NAFTA (agora, porque antes eles eram pró-nafta);
- Aumentar os impostos (para os 'ricos', diz ele);
- Balancear as importações vs. exportações (superavitário, de preferência).
Marco Aurelio (21/07/2008 - 11:25)
Como Obama realmente é no sentido econômico,Azenha?
Luiz Carlos Azenha (21/07/2008 - 10:48)
Político.
João e nesta definição onde vc colocaria o Noam Chomsky? Abraços. ********