Rubens (19/11/2008 - 15:53)
Não, caro John Bastos, para mim, quero apenas as respostas ao questionamentos que fiz, isso em lugar da sua tão intelectual argumentação ad homini.
E vendo o teor "nervosinho" da sua agre... ops, argumentação(?!), sinto que devo desculpar-me por não saber que ao questionar o imperador te ofenderia. Então, desculpe-me por questionar o imperador!
E em retribuição à sua intelectualíssima (e um tanto quanto prepotente e pretensiosa) recomendação, Sócrates pra ti.
Rubens (12/11/2008 - 17:28)
Pois é, nenhum político responsável com interesse na paz mundial é a favor da obtenção de armas nucleares pelo Irã. Mas, ao menos por uma questão de coerência, eles também não deveriam ser contra a obtenção/manutenção de armas nucleares por parte de QUALQUER PAÍS?
Por que será que Obama, em lugar da leviana crítica ao suposto desenvolvimento de armas nucleares no Irã(que tal qual as armas químicas de Sadam,até então NUNCA teve sua existência provada, tão pouco, oficializada por alguém) não criticou- aí sim lidando com fatos- o arsenal nuclear de Israel(este sim um perigo ao mundo, por realmente existir e por pertecer a uma nação que agride muito mais gente que o que sonha fazer o Iraque)?
Ao que parece, a cada declaração sua,o super-Obama só contribui mais para a desconstrução do seu mito na imaginação média brasileira.
John Bastos (11/11/2008 - 17:20)
"Na minha opinião ele já foi colocado nos "trilhos": a sua primeira reunião foi com o pessoal da CIA, e em um dos seus primeiros pronunciamentos discursou contra o Irã, afirmando que este país não pode obter a bomba atômica. "
Primeiro, todo presidente americano tem reunioes diarias com a CIA, eh para isso que a CIA existe.
Segundo, nao existe nenhum politico americano, ou de qualquer pais responsavel/serio/com interesse na paz mundial, que nao seja contra a obtencao de armas atomicas pelo Ira. Seria mais plausivel que Obama se pronunciasse a favor da legalizacao do estupro do que ser retoricamente passivo enquanto o regime iraniano obtivesse armas nucleares.
Rubens (07/11/2008 - 22:31)
Ao me ver no meio(mesmo estando no NE brasileiro) da "Revolução Socialista Yankee" e de toda a euforia de sua celebração, fico me perguntando porque ninguém lembra mais da eleição do super-lula, o operário salvador, que hoje(já desde antes de 2000) não passa de um FHC de gravata vermelha. Não sei se é minha a inocência neste caso, mas não consigo de jeito algum deixar de ver nesta "Revolução" uma repetição da nossa, que tão bem capitaneou o "companheiro" Duda Mendonça.
Por fim, só como um lembrete complementar para os partidários do super-Obama:
Aos que achavam que ele será um bondoso pacifista, por ter demonstrado interesse em retirar suas tropas do Iraque, é bom não esquecer também que ele prometeu aumentar o contigente no Afeganistão.
Logo, mais uma vez vemos cair por terra mais uma das bandeiras "libertárias" que faziam do nosso novo imperador aquele revolucionário tão diferente da caricatura republicana.
vitor rocha (06/11/2008 - 11:30)
..........complementando...Barak Obama ainda vai enfrentar muita coisa que ainda não podemos imaginar (mas que vai vai). Acho que ele vai precisar de um Jack Bauer.
Juan Montesinos (06/11/2008 - 10:50)
Sobre o que o Roberto falou...
"Veja, o que acontece é que, queiramos ou não, os EUA ainda têm uma forte influência no mundo"
Só um comentário.
Quando alguém tem "influência" na minha vida é que porque eu mesmo dei esta influência!
Não se trata apenas de uma questão de força bruta por dominação. É uma questão de influência na minha mente (no meu espírito), no meu modo de pensar.
Eu dou esta influência para os eua através sua cultura, idioma, filmes, cinema, modas.
Eu dou esta influência quando fico bajulando tudo que vem de lá.
Eu dou esta influência quando me deprecio, deprecio a minha cultura, quando deprecio a minha lingua, música, etc, em favor das coisas deles.
Eu dou esta influência quando fico aceitando a ideia que tudo de lá é bom e tudo aqui no Brasil não presta.
Enfim, eu dou esta influência quando me ponho no modo passivo!
Os eua podem até tentar influenciar a quem quer que seja, mas a decisão final sempre é NOSSA!!
Juan Montesinos (06/11/2008 - 10:37)
Muito bem dito Gustavo Eduardo Paim Pamplona, concordo com você. As coisas têm a importância que a gente dá pra elas.
Vamos nos ocupar com as coisas daqui (no Brasil) porque se é pra seguir o exemplo dos estadunidenses seria justamente isso: Cuidar da sua própria vida.
Juan Montesinos (06/11/2008 - 10:21)
"E que, se houver abusos de poder (verdadeiramente comprovados) de líderes de outras nações, que os EUA intervenham de maneira não mais que indireta e que deixem a essas nações a decisão sobre seu futuro, fornecendo auxílio desinteressado."
Daniel, se eles cuidarem da vida deles, se meterem apenas com os assuntos deles e arrumarem a casa deles... mesmo que eles não ajudem o mundo, só de não atrapalhar (crise econônica, iraque, etc), já vai ser de uma enorme ajuda para o mundo!
Marcos D. (05/11/2008 - 22:39)
Discurso de Obama na íntegra. A parte em que ele comenta sobre uma mulher negra de 106 anos que fez questão de votar é belíssima. Link:
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/2008/11/05/leia_o_discurso_da_vitoria_de_obama_2096927.html
Galerius (05/11/2008 - 17:19)
Calma gente! Calma! Ele não é Jesus Cristo e ele não vai salvar o mundo. Ele é Barak Obama e o mundo vai continuar do mesmo jeito.
Primeiro vamos ver a equipe que ela vai formar para ter uma idéia do tipo de governo que ele vai fazer. Provavelmente, para nós brasileiros mudará pouca coisa e vê lá, mas não para os venezuelanos, colombianos, cubanos..e até bolivianos. Não existe altruísmo entre políticos e em política externa. Tudo gira de acordo com o interesse da pátria própria ou de mais frequencia de grupos de interesse acima da pátria. A única diferença é o grau de agressividade porque pelo que parece a disposição continua mesma.
Roberto Gomes (05/11/2008 - 16:51)
o que me assusta é que o PIG esta torsendo para o Obama, ontem como nos dias anteriores a Globo estava descaradamente apoiando os democratas americanos.
aí fia a pergunta isso é bom ou ruim?
Martin (05/11/2008 - 16:33)
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Concordo com você, Azenha !
O momento favoreceu Obama, que teve o mérito e a capacidade para "montar no cavalo encilhado"...
Mas não devemos esquecer que a perda do poder desagradará a MUITOS e PODEROSOS...Apesar de que estes tiveram /- 15 anos para mostrar seu "valor", desde que o CONGRESSO americano desregulamentou o sistema financeiro na década de 1990, e tudo que conseguiram, além de ficarem mais ricos, foi quebrar os EUA !
Os POLÍTICOS de lá, nos últimos 15 anos, ajudaram os Grupos Financeiros a quebrarem o seu país...Vamos ver como atuarão à partir de agora.
Não se iludam ! Mudou o Presidente e o Congresso, mas o SISTEMA POLÍTICO NADA MUDOU !!
Vai ser uma "peleia" educativa, à partir de agora...
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Roberto Locatelli (05/11/2008 - 15:30)
Olá, Gustavo.
Veja, o que acontece é que, queiramos ou não, os EUA ainda têm uma forte influência no mundo.
Ele foi contra a invasão do Iraque e elegeu-se porque, entre outras coisas, defendeu a retirada das tropas estadunidenses de lá.
É inevitável que grande parte da esquerda no mundo esteja exultante, mesmo sabendo que ele não é nenhum socialista.
Você imagine que o Fidel ligou para ele cumprimentando-o, e aproveitou para dizer que estava preocupado com a segurança dele, que ele tomasse precauções (O que tem fundamento, pois lá eles têm uma tradição de matar personalidades importantes a tiros). Há pouco tempo seria difícil imaginar uma coisa dessas: Fidel Castro ligando para o presidente eleito dos EUA para cumprimentá-lo e recomendar cuidados com sua segurança pessoal!!
marcelo - curitiba (05/11/2008 - 15:19)
Pamplona, o fato de Obama ser democrata e por isso, "tecnicamente" pior para o Brasil, não tira o caráter centro-esquerda da política externa de Obama. Se por um lado os republicanos nos davam um alívio, obsevado na era Bush, eles não deram esse mesmo alívio observada a era Reagan.
Se obama efetivamente der uma maneirada com Cuba, já significa que todos os outros, por pura lógica, terão também um refresco da eterna vigilância estadunidense.
Ademais, os EUA de hoje precisam de toda a ajuda que puder conseguir. E não é detonando potenciais amigos (América Latina)que irá se sair bem.
Gustavo Eduardo Paim Pamplona (05/11/2008 - 15:01)
Sinceramente, não estou entendendo este Blog, o PHA e outros.
1º - Aparentemente vocês viraram "colonizados", ou de acordo com o PHA, "colonista", já o que é importante para o Brasil não é mais o Brasil e sim uma eleiçãozinha americana especialmente ontem. Ontem JN e JR não deram uma notícia de relevância nacional de importância e hoje este Blog, PHA e outros ficaram "colonizados" também.
2º - De acordo com alguns aqui o PIG/PQP (Partido do Quanto Pior) torcia para John McCain mas o fato é que eu via o contrário, uma torcida descarada para o Obama.
3º - Outra coisa interessante é ver que o PQP torcia para um partido considerado de "esquerda" nos EUA enquanto aqui eles torcem para a direita. Enquanto o partido de "direita" deles lá tecnicamente falando é melhor para o Brasil. Ou seja ainda continuam torcendo contra o Brasil.
4º - Alguns pensam que o "racismo" acabou nos EUA e que haverá mudanças nos "esteites" mas eu lembro de um leitor aqui tempos atrás que disse mais ou menos o seguinte:
"Vencidas as eleições, Obama assume a presidência, os generais encontram com ele e perguntam: E aí? Que nova guerra o senhor vai arrumar para nós? Ele sua frio..."
E quanto ao "racismo", tenho que dizer que provavelmente ele não ficará mais escancarado como antigamente, mas tenho que dizer que houve uma certa mudança no mundo.
Um inglês considerado "negro" venceu uma F1 e um americano considerado "negro" venceu uma eleição.
Daniel Lavieri (05/11/2008 - 13:54)
Nessa festança toda que se faz com a vitória de Obama, Azenha, espero honestamente uma coisa: que Obama leve os valores democráticos e o respeito às demais nações de maneira amigável. Que defenda os interesses americanos sem se impor na base da força e do achaque. Que não use a guerra ou a violência para impingir esses mesmos interesses.
Que os EUA respeitem o bilateralismo quando negociarem com as demais nações. Que forneça honestamente ajuda a quem necessita e que, mesmo que a história mostre que os EUA tenham inimigos de longa data, o respeito mútuo deve prevalecer.
E que, se houver abusos de poder (verdadeiramente comprovados) de líderes de outras nações, que os EUA intervenham de maneira não mais que indireta e que deixem a essas nações a decisão sobre seu futuro, fornecendo auxílio desinteressado.
Que use seu exército apenas para sua defesa e que não arbitrarem em nome de interesses absconsos.
Utopia? Talvez... mas como Martin Luther King diria: I have a dream...
Gildemar Barros (05/11/2008 - 13:52)
Gostei muito de suas pontuações. Parabéns
"Ao que parece, a cada declaração sua,o super-Obama só contribui mais para a desconstrução do seu mito na imaginação média brasileira."
Caro Rubens, a "imaginação média brasileira" tem uns 20 pontos de QI a mais do que voce, entao nao tem muito jeito para voce inferir o que se passa na cabeca do brasileiro medio, Schopenhauer para voce.