Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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NA INTERNET, UM LEITOR VALE MAIS QUE 100 EDITORES

Atualizado em 22 de setembro de 2008 às 14:33 | Publicado em 19 de setembro de 2008 às 20:28

Estou passando mal de tanto ler e ouvir besteiras a respeito da crise econômica nos Estados Unidos.

Na CNN Internacional duas jornalistas (?) comemoravam a recuperação da bolsa de Nova York como se tivessem acabado de assistir a um filme com final feliz.

Nenhum contexto, nenhuma informação relevante além do óbvio.

Eu sei que o papel da mídia corporativa é o de disseminar propaganda como se fosse informação.

Eu sei que o nível de formação crítica dos jornalistas despencou mais que a Bovespa no início da semana.

Eu sei que o Jornalismo a serviço do crime organizado está colocando em risco uma das ferramentas mais importantes para o exercício de minha profissão, que é o sigilo de fonte.

Ainda assim eu fico surpreso com a absoluta incapacidade de 99% da mídia, inclusive de comentaristas experimentados, de dizer algo ou dar espaço a alguém que diga algo que fuja do óbvio e do convencional.

Será que o mercado financeiro chantageou os governos? Será que os grandes bancos poderiam ter se juntado aos governos para oferecer soluções? Ou eles deram no pé e deixaram a conta pendurada com os contribuintes?

São perguntas para as quais não se vê respostas na cobertura midiática.

Ainda bem que temos a internet. A lucidez, nessa hora, parece ficar por conta dos "amadores", como o N. Ramos, de Plano, no Texas, que deixou uma mensagem altamente recomendada por outros leitores do New York Times. Ele escreveu:

Esse Nenhum Banqueiro Deixado para Trás (piada com o programa governamental Nenhuma Criança Deixada para Trás) nada fará pela família média, que terá salários estagnados e menos renda disponível depois de pagar os custos mais altos de energia, alimentação, saúde e educação. Quem vai me salvar? Tenho dois filhos que vão se formar no ensino médio e nos perguntamos onde vamos conseguir dinheiro para pagar a faculdade. Empregos? Não conseguem encontrar. Nossos pequenos investimentos sumiram. Os Estados Unidos não têm dinheiro para a infraestrutura decadente, educação, saúde, mas encontraram dinheiro para salvar os bancos? Onde eles encontraram dinheiro se nossa dívida nacional está perto de U$ 15 trilhões !!! Nós, contribuintes, estamos sendo roubados e o futuro de nossas crianças destruído... Estamos a caminho de ser um país do terceiro mundo.

Não vi um artigo sequer, até agora, que lidasse com as preocupações do leitor cujo texto acabo de reproduzir. É espantoso constatar que o Jornalismo perdeu completamente a relação com os interesses do cidadão comum

Será que os jornalistas -- ou pelo menos os jornalistas que opinam -- perderam o contato com a realidade das pessoas comuns? Será que perderam a capacidade de empatia com os leitores, ouvintes e telespectadores?

Não sei exatamente o que é, mas tem alguma coisa muito errada aí.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
M.A.P (24/09/2008 - 23:35)
Prezado Azenha
Como sera afetada a Midia", apostou todas suas fichas na "'desregulamentação suicida"?

denilson (23/09/2008 - 19:50)
com o alto custo financeiro para manter suas guerras e seu vasto arsenal espalhado pelo planeta, 700 bilhões não é um valor tão absurdo, absurdo são os valores do povo americano.

jose carlos lima (22/09/2008 - 19:52)
Fazendo o trocadilho com o Proer de FHC, eu quis dizer:

O Brasil não têm dinheiro para a infraestrutura decadente, educação, saúde, mas encontraram dinheiro para salvar os bancos?

João Bravo (22/09/2008 - 19:36)
Onde escrevi eminente, leia-se iminente.

João Bravo (22/09/2008 - 16:56)
Reza a lenda,que o rei do sião, preocuado com a eminente extinção do raro elefante branco, determinou a seus suditos,que a estes animais, só poderiam ser dadas as melhores comidas,adornados com as melhores jóias, enfim,que fossem tratados como rei.Óbviamente, só quem tinha condições de cria-lo era o proprio rei.Quando por algum motivo, um sudito desagradava ao soberano,ele chamava-o e dizia:-estou a pensar, em dar-lhe um de meus elefantes brancos.Resultado, ou o cortesão aceitava e ia a falência dali a pouco, ou fugia as pressas, pois recusar um presente do rei, era crime punido com a morte.Será que o Brasil vai novamente pagar esta conta?...será que realmente é um grande circo, com palhaços montados em belos elefantes brancos?

henry caropreso (22/09/2008 - 12:32)
Olá Jon Bastos, você caiu do céu, parece ser a pessoa certa pra me falar do afair Cacciola-Chico Lopes.
Concordo com você , o Malan é uma buta gentleman, devia estar viajando no dia que o bilhão sumiu.

Hans Bintje (22/09/2008 - 11:47)
Seguem duas ótimas sugestões de leitura a respeito dessa última crise:

1) Artigo de Luiz Gonzaga Belluzzo publicado pela revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=2060

2) Artigo do Le Monde Diplomatique (em português): http://diplo.uol.com.br/2008-08,a2540

João Bravo (22/09/2008 - 11:35)
Quero deixar aqui um alerta, para que meus amigos analisem oque digo.Para quem pensa, que haverá um golpe diretamente dado pelo "judiciário".A algum tempo um amigo,que era o mais cotado para concorrer a prefeito,em minha cidade, foi abordado pelo partido "dono do campinho",que já não tinha mais credibilidade nenhuma.Este partido ofereceu-o mundos e fundos para este meu amigo, fazendo juras de amor eterno.Bem, conseguiram-o convencer de filiar-se antes das eleições, prometendo que seria um nome de concenso no para a disputa, que teria todas as condiçoes para uma bela campanha.Chegado o dia da convenção, quando já não tinha mais tempo para desfilia-se, não aprovaram seu nome, ele não pode concorrer.Agora temo, que este mesmo partido, que tanto mal causa a nação, desde os tempos de Sarney ou Sir Ney, sei lá,vai aliciar pessoas de bem para concorrerem por seus partidos originais a prefeito, colocando como vice, pessoas de sua legenda.Eleitos os bons, não ficarão muito tempo,responderão algum processo por improbidade e deixarão em seu lugar seus vices, para continuar tudo como dantas, no quartel de abrantes.

Baader (22/09/2008 - 11:33)
"nada fará pela família média, que terá salários estagnados e menos renda disponível depois de pagar os custos mais altos de energia, alimentação, saúde e educação"

Me parece que, ao menos na mentalidade dos cidadãos daquele país que um dia foi bastião dos ideais liberais, estão começando a ruir. Infelizmente processos históricos ocorridos assim costumam ser lentos... Lentos o suficiente para que não cheguemos vivos ao seu final e isso me deixa tão choroso quanto um emo...

Amyra El Khalili (22/09/2008 - 11:26)
Alguém falou que jornalistas se divertem muito. Separo um trecho: "....Quando os jornalistas, os publicitários, os especialistas em marketing, os criadores multimídia, os guerreiros tecnológicos modernos, os hibridizados multiantenados, entenderem que a mudança neste quadro dramático depende da mudança da qualidade da vontade deles, daqueles pensamentos, emoções, fantasias, desejos que aparecem em sua intimidade, em seu relacionamento em casa, onde moram, nas redações, nas agências, com os auxiliares e com os chefes, a ordem informacional do mundo mudará, pelo menos para aqueles que tiverem mudado..... .... Que possamos então oferecer aos nossos públicos, desde a intimidade que temos com nossa companheira ou companheiro com que vivemos, uma relação sadia, aberta, uma relação não de covardia, de indiferença, de desprezo, de hipocrisia, de distância, de auto-importância, de vitimização, de vingança, de desconto. Mas, sim, mostrarmos na prática que há variáveis muito diferentes do que apenas pensar que "a vida é cruel", "que ser bom é ser bobo", de que "primeiro o meu e depois o dos outros". ..." Prof. Evandro Vieira Ouriques. Boletim 1168 [BECE-REBIA] 31/07/2007(http://br.groups.yahoo.com/group/becerebia/).

JOhn Bastos (22/09/2008 - 10:49)
"Do Pedro Malam nem pergunto."

Pedro Malan eh um heroi nacional --- e eh assim que vai ser lembrado nos livros de historia. De sua gestao no ministerio da fazenda foram construidos as bases para quase tudo que funciona no Brasil hoje em dia: inflacao baixa, lei de responsabilidade fiscal, PROER, privatizacao etc. Tudo isso sem uma unica nodoa de alegacao de irregularidade administrativa.

henry caropreso (22/09/2008 - 06:04)
Prezado Azenha ou algum companheiro virtual:

Tanto leio jornais que em 1954 li a manchete do Ultima Hora sobre a morte do Getúlio. Apesar de tanta leitura ,(nem sempre atenta, e ultimamente desinteressada), não encontrei esclarecimento para esta dúvida :

Porque Cacciola está na cadeia (!) e o então presidente do BC, (Chico Lopes)nem mais é lembrado ?

Do Pedro Malam nem pergunto.

Grato pela atenção

John Bastos (22/09/2008 - 02:57)
"John Bastos, eu senti sua falta... Alguém já disse: a Human Rights é financiada pelos mesmos que estavam querendo promover um golpe de Estado na Bolívia. Agentes estrangeiros infiltrados, em resumo."

Ah entendi, direitos humanos na realidade eh bobagem de americano, ne? Alias, deve ser alguma coisa que nao deve ser bao, afinal direitos humanos foram inventados pelos americanos, certamente para colocar os latinos para baixo, afinal eh isso tudo que eles querem, ne?

Quanto a Bolivia, seu presidente fala que quer implantar o socialismo. No dia em que o Brasil tiver um presidente analfabeto e sociopata o suficiente para querer implantar essa tragedia, pode ficar sossegado que eu pego minha malinha e vou-me embora.

Quanto a voce, Leider, espero que algum dia seus horizontes se abram, existe um mundao muito grande alem da esquerda festiva de Rio Verde e Catalao. Nao desejo ignorancia para ninguem.

Everton, de Belo Horizonte (22/09/2008 - 02:15)
Bravo João Bravo, com esse texto, você me animou muito. Brincadeira, hein? Agora, mudando de assunto, Azenha, eu sinceramente não via muita afinidade entre os jornalistas e os leitores há muito tempo. Sempre vi muita afinidade e empatia com os donos dos veículos, que não tinham muita empatia com o povo, o público leitor. Acho que os jornalistas não perdiam como não perderam o contato com a realidade, só que a realidade dos jornalistas era e ainda é muito própria, quase uma realidade paralela. Acho também que os jornalistas não conseguiam isso porque nunca se colocaram junto do público, sempre se acharam meio superiores, os informados, os "reis da cocada". Você acha mesmo que jornalistas iam sobreviver um dia com um blog igual ao seu, onde seus textos são dissecados pelos leitores? Acha que jornalistas aceitariam críticas? Creio que não. Eles sabem produzir e editar. É como atores de novela. Será que encaram um teatro, um público reagindo e interagindo o tempo todo? Você é um jornalista muito doido e acho isso muito legal. É um jornalista quase como aqueles dos primórdios do jornalismo, íntegro na cobertura e na exposição, confiável, independente e humano mesmo, de carne e osso, com sentimentos e preocupações. Diferente daqueles nomezinhos impressos no jornal ou na revista, ou daqueles que "passam tão correndo" na TV que nem dá tempo de ler.
Um grande abraço.

Augusto José Hoffmann (21/09/2008 - 21:11)
Bravo: de todos os nomes lembrados não há nenhuma ressalva. Todos ícones os quais gostaria muito de vê-los determinando nosso destino. À excessão de quem nos deixous. Bravíssimo! A propósito sobre o tal exame recomendado, pelos meus 50 já fiz alguns, fui informado de que as condições molhoraram muito. Nos consultórios já tem, inclusive, música ambiente...

João bravo (21/09/2008 - 14:51)
Augusto Hoffmann, esqueci de te dizer, acompanhei muito a tv senado, adorava o Senador Lauro campos, quando ele ainda era do PT, senti muito a sua partida,a cada pronunciamento uma aula. ganhei dele um livro, que guardo a sete chaves.Acompanhei tambem os pronunciamentos da então senadora Heloisa Helena e Roberto Requião.Várias vezes ele subiu na tribuna, cobrando ética de seu proprio partido, é realmente um grande lider,o Paraná está de parabens.

João Bravo (21/09/2008 - 14:36)
Azenha, semana passada tomei coragem, marquei uma consulta.Minha intenção era conhecer o urologista primeiro e se rolasse um clima,fazer o preventivo de câncer de próstata.Assim que chamado na sala de espera,entrei e tomei um susto.O médico era um Japonês bombado;pense num cara forte!!!...Olhei para suas mãos...credo,Aquilo não era dedo, tchê! parecia mais um amortecedor de Ford Ká.Mandou-me deitar de bruços e disse-me para não ter medo.Francamente!quem tinha de ter medo era ele, que estava prestes a ter um dedo guilhotinado.Calçou as luvas de borracha,tipo aqueles matadores de filme americano e começou o exame.Parecia tentar pegar a última azeitona do pote.Eu estava tão tenso e contraído, que me assemelhava a uma escova de dentes.Tive duvidas por alguns momentos, se ele tentava encontrar minha próstata ou minhas amigdalas.Eu parecia uma cuíca, tocada com um espremedor de limão.Passei dois dias, que não podia nem assistir os pokemons com minha neta, que me lembrava do Japonês furungando.Mas valeu a pena, ah, se valeu!
Claro que é apenas uma brincadeira, só para lembrar os amigos do blog, com mais de 45 anos,que façam o preventivo, VALE A PENA, SALVA VIDAS.

zen (21/09/2008 - 13:27)

Um povo amansado mídia alienada = Um governo desgovernado.
Se a nossa mídia acredita que o que é bom para os EUA é bom para o Brasil, o jeito é esperar uma terceira onda e acreditar no fim da historia.

Sandra - LIXO INFORMACIONAL E A INTERNET (21/09/2008 - 13:19)


Assisti ao documentário GUERRA NA TERRA DE MAKUNAIMA e finalmente consegui posicionar-me criticamente, pois o repórter (Azenha) até onde vi não emitiu sua opinião (me corrija se estiver errada), entrevistou todos ligados à história cada um com suas razões e deixou para o espectador tirar suas próprias conclusões é a isso que me refiro ao colocar sobre a TV comunitária. Apenas dessa forma de fazer reportagem e que poderemos posicionar-mos, a mídia tendenciosa está viciada e como fazer para filtrar o lixo informacional: É não se atendo a uma única fonte! Aí é que está o problema para a maioria dos brasileiros, não possuem uma TV por assinatura, não têm internet e desconhecem a existência de outras revistas de notícias além das Vejas da vida. A internet é democrática, mas é privilégio de poucos.

Luiz Carlos Azenha, se puder colocar sua opinião sobre essa idéia da TV comunitária te agradeço, penso em pesquisar sobre o assunto, já postei (detesto esses estrangeirismos) antes.



Stanley Burburinho (21/09/2008 - 12:03)
nancy lima, melhoras para você. Lute, sempre.

Augusto José Hoffmann (21/09/2008 - 11:12)
Olá Remindo Sauim: pensar que o Lulla e a companheirada falavam dos juros abusivos, nas campanhas! Pois é, agora pilotando a máquina o que faz? Aumenta mais pois deve dar feedback para seus financiadores, entres eles, um dos maiores, o Bradesco. Por isso venho grafando Lulla com dois "l". Eu considero isso sem-vergonhice. Cara-de-pau das boas. Malandrão, em que pese meu respeito a todos os seus admiradores. Não é porque faz esmola ou avançou um cadinho nos índices IDH que vou fechar os meus olhos e deixar o ladrão furtar as minhas rosas. Falo sim. Sou radical no melhor sentido desse verbete e não abro mão de chiar. Também é hora de pôr as mãos na massa. Tem muita corrupção e desadministração para um governo que se dizia probo e com um projeto para o Brasil. Tinha não. Era só plano A, B, C etc de poder. Hoje,sentam-se à mesa com trocentos talheres para saborear faisões recheados e vinho francês. Chega.

Luiz Carlos Azenha (21/09/2008 - 10:59)
Respondendo ao Marcos: a mídia corporativa é tão cara de pau que em seis meses estará defendendo de novo o "livre mercado" e acusando o Lula de estatizar o Brasil ao criar uma empresa para cuidar do pré-sal. Ainda que a empresa tenha 15 funcionários.

Luiz Carlos Azenha (21/09/2008 - 10:54)
Nancy, uma pronta recuperação a você. abs

Leider Lincoln (21/09/2008 - 10:18)
John Bastos, eu senti sua falta... Alguém já disse: a Human Rights é financiada pelos mesmos que estavam querendo promover um golpe de Estado na Bolívia. Agentes estrangeiros infiltrados, em resumo.

nancy lima (21/09/2008 - 09:58)
acabou prá alguns que vão ficando desacreditados,mas leitores como este do Texas são lúcidos pois pensam de forma prática,se vc para e pensa é claro quwe tem alguém que ganha com esse tipo de crise,e certamente não somos nós de uma lista imensa que precisamos de súde,educação,segurança etcpúblicos com qualidade.Quando vi a crise,sou uma pessoa de instrução média pois tenho só o magistério,logo pensei:os banqueiros estão jogando e eles vão ganhar,o governo vai socorrer e por aí vou eu pensando e tentando entender sempre com ajuda de quem?Azenha,Nassif,Emir Sader,Mauro S.ETC ETC e esses que comentam,tipo esse do Texas que li lá no Vermelho(artigo do vi o mundo)a dica é não vêr e lêr só a chamada grande mídia,pois essa se tornou irresponsável,o que é uma pena.(estou operada de catarata e por isso algumas letras trocadas)desculpem.

Remindo Sauim (21/09/2008 - 08:58)
Com o cartnao de crédito Submarino cobrando 14%u221E para rolagem da dívida e outros cartões no mesmo patamar, as dívidas irão se acomulando e se tornaram impagáveis. Igualzinho ao esquema das hipotecas americanas. Era uma farra, de um momento para o outro, deu no que deu. A farra das financeiras vai dar na mesma coisa. O sistema financeiro brasileiro é mais soltinho que o dos americanos. E não vai ter Proer que chegue. 14% ao mies de rolagem. Porra, meu!!!!

Remindo Sauim (21/09/2008 - 08:52)
Tv não é jornalismo, e todos jornalistas especialistas em economia dos grandes jornais mundiais sempre bateram na tecla do terrorismo do capitalismo sem regulamentações e contra as aventuras americanas no Iraque e Afeganistão. Desde a desregulamentação do mercado financeiro americano pelo senhor Reagan, o desastre atual vem sendo previsto. O mercado é um jogo, que sem regras claras do que pode e do que não pode, o jogo chega a um empasse. Como todos só querem ganhar, todo mundo perde. menos a banca especulativa.

Rosa Amaral (20/09/2008 - 23:05)
Gustavo Pamplona só pode ser viviado em internet. Nems e dá conta que éum chato de galocha

Kátia Pereira (20/09/2008 - 23:04)
realmente: matou a cobra e mostrou o pau

Cláudia (20/09/2008 - 22:36)
Lógico que alguém ia falar em salvação do mundo, só que desta vez não foi a Miriam Leitão, mas a Veja, of course. O pior, no entanto, não é a posição da Veja em relação ao problema, mais do que óbvia e esperada, mas a capa, uma verdadeira aberração de tão ridícula. Não duvidaria nem um instante se me dissessem que aquela imagem serviu para ilustrar alguma propaganda anti-comunista dos anos 50. Espírito que a irresponsável e retrógrada revista tenta a todo custo manter vivo.

Luiz henrique Gomes Moraes (20/09/2008 - 22:15)
Quem tem mais dinheiro para oferecer, é só molhar as mãos dessa turma de dinheiro que eles vendem a própria mãe e seus interesses, hoje poucos na imprensa tem preocupação com o cidadão, como exemplo cito Mauro Santayana bo JB, seus artigos são escritos para refletir, ele mostra um outro lado do Bolsa Família, da prosperidade dos pobres.

Hoje eu me informo pelos blogues da internet como o do Azenha, recebo publicações gratuitas em casa, revistas do AFROREGGAE, A REDE, Jornal do SENADO, EDUCAÇÂO INCLUSIVA, Jornal do Ministério do Desenvolvimento Social e compro Caros Amigos e Carta Capital, percebi que são maos comprometidas com o povo.

sergio (20/09/2008 - 21:45)
Azenha.
Já morei em Bauru.
Vc é um filho respeitado da cidade.
Uma vez, num café dum japonês.
Em frente ao Banco do Brasil.
Na 1 de agosto.
Conheci um irmão seu.
Parece muito com vc.
Pelo que ele disse na época.
Não me lembro bem.
Ele já fazia jornalismo na internet.
Hj moro em Goiás.
E me desculpe por entrar em assuntos tão pessoais.
Te admiro!
Vc é um bom jornalista.

Dimitri (20/09/2008 - 21:26)
Azenha, vc viu esse artigo do James Moore? A Nation of Village Idiots (http://www.huffingtonpost.com/jim-moore/a-nation-of-village-idiot_b_127340.html) explica muito bem como os EUA chegaram a essa crise. E ele ainda mostra como a midia esta camuflando as coisas, na base da idiotice mesmo. Vale a pena ler!

Thiago Dutra Vilela (20/09/2008 - 20:58)
"Estamos a caminho de ser um país do terceiro mundo". Fiquei ofendido com essa comparação que ele fez, mas entendo o porquê desse esteriótipo...

Edu Marcondes (20/09/2008 - 19:36)
Caro Azenha
Reli seu post A "ASSISTÊNCIA DEMOCRÁTICA" DOS ESTADOS UNIDOS" mas não encontrei nenhuma referencia sobre ser a HRW ser financiada pelo NED.
Há alguma base no que afirma o leitor Marco Aurelio?
Obrigado

Danilo (20/09/2008 - 19:34)
Imaginem se essa enrascada toda fosse na Venezuela.
Coitado do Chavez, já tinha sido enforcado em praça pública e seria o demônio do globo (ou da globo).

Sandra - UMA TV COMUNITÁRIA (20/09/2008 - 18:29)
Alôôô! Gente, a imprensa não é vendida, a mídia tão pouco, os donos que sempre o foram nunca tiveram interesse algum em vender a galinha dos ovos de ouro, ou como eles fariam para propagar suas mentiras, lembram do slogan "a propaganda é a alma *(lama) do negócio".

Vocês já viram uma tv comunitária cujos donos são pessoas comuns, com uma finalidade totalmente pública. Não? Nem eu.

Então está na hora de termos uma tv aberta com alcance total e irrestrito, imparcial e comprometida apenas com os fatos se possível sem emitir nenhuma opinião ou talvez duas, três, quatro, sem cortes, mas sempre de pessoas comuns e totalmente ligada aos acontecimentos. A internet não atinge aquela camada de eleitores maciços e por conhecer bem nossa gente seus interesses infelizmente não são políticos.

O MAL É OUSADO E O BEM É TÍMIDO

*anagrama

Carlos Bezerra (20/09/2008 - 18:25)
Caro Azenha, vc conseguiu sintetizar de forma brilhante o sentimento dos que estão do lado de cá. Confesso que fiquei emocionado. Um grande abraço.

jose carlos lima (20/09/2008 - 18:02)
Dá até prá fazer um trocadilho com o Proer de FHC que, naquela época, deu de mão beijada bilhões de reais a banqueiros quebrados:

Esse Nenhum Banqueiro Deixado para Trás de FHC nada fará pela família média, que terá salários estagnados e menos renda disponível depois de pagar os custos mais altos de energia, alimentação, saúde e educação. Quem vai me salvar? Tenho dois filhos que vão se formar no ensino médio e nos perguntamos onde vamos conseguir dinheiro para pagar a faculdade. Empregos? Não conseguem encontrar. Nossos pequenos investimentos sumiram. Os Estados Unidos não têm dinheiro para a infraestrutura decadente, educação, saúde, mas encontraram dinheiro para salvar os bancos? Onde eles encontraram dinheiro se nossa dívida nacional está perto de U$ 15 trilhões !!! Nós, contribuintes, estamos sendo roubados e o futuro de nossas crianças destruído... Estamos a caminho de ser um país do terceiro mundo.



Marcos (20/09/2008 - 17:07)
A Grande Mídia deixou de fazer Jornalismo há muito tempo. Hoje, faz mera panfletagem política-eleitoreira em defesa do 'Livre-Mercado que se regula sozinho'. Mas, agora que este desmoronou até mesmo na sua Pátria-Mãe, os EUA, fica a pergunta, Azenha: O que a Grande Mídia Golpista e Elitista tupiniquim irá defender, agora que o Neoliberalismo foi para a lata de lixo da História??

Marcelo Conti (20/09/2008 - 14:08)
Outra coisa ridícula de nossa caricata impren$a é o fato de qualquer "a" que se levante contra o Império do IV Reich é taxado de "anti-americanismo", ao passo que esses torpes vendidos podem a vontade perpetrar seu anti-arabismo e anti-persismo e difundir seu preconceito contra esses magníficos povos!!!

henry caropreso (20/09/2008 - 13:44)
Ninguem fique pensando que novos canais como a internet irão mudar qualquer rumo. Muda mais o rumo um simples panelaço.E em matéria de panelaço brasileiro é ruím.

Marco Aurelio (20/09/2008 - 13:26)
A Human Rights Watch é financiada pelo National Endowment for Democray(NED),órgão ligado à CIA e ao Partido Republicano.Dados liberados por meio do Freedom Information Act(FOIA),por Eva Golinger,mostram isso.Então,meus amigos,a crise da imprensa é uma crise escolhida pelo poder político.Não é uma crise da imprensa em si.É uma opção em ser acrítica.A imprensa atual é o meio pelo qual o poder constrói os consensos nas cabeças das pessoas.Consensos como esses de que Chávez e Evo são "ditadores".

Maria Lucia (20/09/2008 - 13:19)
Azenha, esse seu post coloca até pedra pra pensar por ser tão instigante, por ir ao ponto mais nevrálgico das questões midiáticas.
Quando, por exemplo,vc. pergunta se os jornalistas de hoje perderam o contato com as pessoas comuns passo a me perguntar se isso não se deve ao fato que, massacradas pelo grande lema capitalista de que "consumir é um dever patriótico",as pessoas comuns perderam o contato com os seus próprios interesses e necessidades reais.
Daí, como diz a Vera,passam a ter atitudes que não agregam nada de bom às suas vidas.E vemos os trantornos emocionais e mentais desses tempos pós-modernos fazendo milhões de vítimas, a agressividade e os preconceitos virando modismos.
Os jornalistas, como seres humanos que são, caíram quase que em massa, nas armadilhas da globalizaçào.
Mas é tb. a Vera que aponta uma saída. Que dá o que pensar!

Amyra El Khalili (20/09/2008 - 13:16)
Gama, modéstia as favas, a profª é PvM* em Commodities e Derivativos (*Puta Veia de Mercado). Obs: Azenha, linda a Vênus e o Cupido, de Alessandro Allori! Sugiro, posteriormente, a imagem de uma amazona montada com a lança pra mostar pros gajos o tamanho do porrete.

Edmar C. lima (20/09/2008 - 13:01)
Ia esquecendo, ontem dei bobeira e fui ver o que a grobo tinha sobre a "crise do bush" como diz o LULA. Tinha um carinha lá, parece que eis diretor do BC (claro, né?) elogiando as "centenas de bilhões" de dolares que os EUA

Edmar C. lima (20/09/2008 - 12:56)
Azenha, a única coisa que me diverte na CNN em espanhol, infelismente meu ingles é zero, é quando eles chamam os que a nossa mídia denomina de "especialista" de "expertos". De resto é tudo porta voz do xerifam BUSH e dos "mercados".

Orides (20/09/2008 - 12:27)
Caro Azenha,
Respondo suas duas perguntas finais:
- Faz tempo, faz tempo...
Mas mantenha-se como é. É cada vez mais importante ter jornalistas de verdade.

Boletim 1433 [BECE-REBIA] Existem jornalistas e "jornalistas". (20/09/2008 - 11:56)
Exatamente! Concordo com José Edi Nunes da Silva:

"Quanto a desqualificação do Azenha, quem desqualificou quem primeiro? Pois é, pau que bate em Chico também bate em Francisco, como sabe qualquer estudante do primeiro ano de jornalismo. Complicado, né? " José Edi Nunes da Silva.

Existem jornalistas e "jornalistas".

Eu conheço alguns desse segundo time que vendem, alugam, mercantilizam seus registros profissionais MTBs para empresas de comunicação de fundo de quintal. É tão vergonhoso, que seus registros não aparecem nem nos press-realeases das caixa-prego. Será por que ficam ocultos? Lamento que, para pagar seus condomínios, se vendam por merrecas em "acordos comerciais".

Ainda bem que existem jornalistas de verdade, como Luiz Carlos Azenha, Conceição Lemes, Vilmar Sidnei Demamam Berna, Altino Machado e Ney Gastal, entre outros heróis e heroínas, que resistem com dignidade e ética.

Eu, por exemplo, nunca tive a pretensão de ser jornalista. Entendo que a multidisciplinaridade é que faz a riqueza da competência. O bom profissional tem acesso a informação, sabe onde encontrá-la e com quem deve se associar.

Se eu precisar de um texto jornalístico, recorro a um jornalista. Se precisar de um estudo econômico, uma análise fundamentada, falo com economistas (o que não é fácil também, pois há muitas especificidades no tema). E assim faço com psicólogos, psiquiatras, sociólogos, biólogos...

É essa relação de troca que faz da nossa rede um espaço de consulta pública, apoio e orientação. Contamos com a colaboração de muita gente, inclusive muitos professores. Cito todos como colaboradores. Isso é dignidade! É transparência nas relações!

Como professora de economia socioambiental, publicamos relatórios econômico-financeiros assinados por alunos e professores para que todos possam compartilhar das discussões que se deram em sala de aula. Sabemos que muitas comunidades não podem pagar um MBA, uma pós-graduação, um curso de extensão. Então, dividimos esse prazer da convivência, reportando a todos o que discutimos e como chegamos às conclusões.

Várias instituições internacionais, embaixadas e autarquias governamentais reconhecem nossos relatórios como fonte de referência para tomada de decisão de agentes financeiros. Temos isso devidamente registrado. O que nos garantiu, diga-se de passagem, algumas vitórias na justiça contra plagiadores e incautos desavisados.

Humildade e boa vontade são virtudes que deveríamos aprender nas faculdades. Só que elas dependem também de experiência, vivência e compromisso com a causa que abraçamos na vida. Amyra El Khalili em resposta ao (Usuário do IP 201.75.59.246 - entidade: Vivax S/A - documento: 003.983.763/0001-98 - responsável: Grupo ISP Vivax ID entidade: HCB31 - criado: 19/02/2001 - alterado: 23/10/2006 ID: HCB31 - nome: Horizon Cablevision do Brasil - e-mail: isp@vivax.com.br - criado: 03/12/2002 - alterado: 29/10/2007- domínio: horizon.com.br - domínio: vivax.com.br)


Vera (20/09/2008 - 11:15)
Why do we fighiting for...
http://video.google.com/videoplay?docid=9219858826421983682&ei=tvfUSPruEY-srQLO0dTcAg&q=why do we fight
Este vídeo é sobre falsas crenças que levam a atitudes que não agregam valor nem para as pessoas que as produzem nem aos outros ao redor.
A análise da mídia que produzimos, no nível de nossas vidas privadas, repercutindo na mídia produzida pela sociedade é urgente de ser feita. Alguém aqui falou da passividade dos leitores e espectadores. Precisamos sair do modelo mental de ou\ou. Nem eles incidem sobre nós (sejam eles quem forem) nem nós nos deixamos incidir. Este modelo que promove guerras, conflitos não solucionados ou mal solucionados está falido. Dá nisto: um ganha muito e muitos ganham pouco ou nada. É este modelo de sociedade que precisa ser repensado.
Pois, se na história da evolução, os seres multicelulares dependeram da ATITUDE de uma única célula que resolveu cooperar com outra e deu num ser humano inteiro, complexo, pleno de células que trabalham em colaboração intensa para nos colocar de pé, falantes e pensantes, então pensemos na complexidade da cooperação de zilhões de células para colocar todo este planeta funcionando da maneira como está. Quem somos nós para interferir desta forma na vontade intrínseca da vida de se harmonizar!
O deus mercado já promovou não ser uma boa estratégia de convivência no planeta. Precisamos urgentemente voltar para a prancheta.

robledo duarte (20/09/2008 - 11:06)
O cidadão comum é que não precisa mais de informação podre. Hoje a internet completa as lacunas deixadas pela midia compromi$$ada.

Marcelo Conti (20/09/2008 - 10:50)
É mais do que óbvio que o PIG recebe grana pesada das embaixadas e consulados dos Estados Unidos. Não fosse assim, nossos jornali$ta$ não falariam como se estivessem lá, defendendo os interesses de lá, com seus sofismas e suas mentiras deslavadas. O pessoal criminoso de colarinho branco é outro que já botou suas garras na impren$a, que virou, infelizmente, um cargo menor, que apenas fala o que certos grupos mandam. A imprensa está se transformando em assessoria de imprensa, de quinta categoria, dos interesses corporativos dos tubarões capitalistas. Eu me orgulho de não dar um tostão para esses corruptos venais que jogaram sua reputação no esgoto!

Luiz Carlos Azenha (20/09/2008 - 10:33)
Gustavo, é amizade. Quanto à cobertura da crise americana, o que me incomoda é que até parece que o socorro aos bancos é indolor. Que ninguém sairá perdendo com isso. Até entendo que os jornais americanos justifiquem a ajuda aos bancos. O que não entendo é que jornalistas brasileiros façam uma cobertura tão acrítica.

Antonio Morais (20/09/2008 - 08:27)
Azenha, não é só com os jornalistas que tem alguma coisa errada .E os artístas, celebridades, empresários, relígiosos, intelectuais,políticos, as pessoas de bem que sabem de tudo isso e não fazem nada.

henry caropreso (20/09/2008 - 06:01)
Poizé,comecei a recitar contra o neoliberalismo-jornalismo de mercado-capitalismo predador em 1993.Em 2003 parei de malhar esse metal frio. Estamos na hora em que a criança chora e a mãe não vê. Que todos se concientizem que o sistema é de "cada um para sí e Deus para alguns".

Qem tá em crise sao vcs. (20/09/2008 - 03:55)
Envie seu texto ao Na$$$if, Arnaldo jabá, etc .... Eles talvez precisem ler mais tal "desabafo" q nós. Nao confunda a coisa: é sua a crise existencial, nós, apenas apertamos o gatilho. Vcs morrem. Qem está em crise é a mídia corporativa. En gang til ... ze role is mor under, mái frendi.

Inté
Murilo

jOHN bASTOS (20/09/2008 - 02:28)
Falando em alienacao e jornalismo picareta, gostaria de saber o que o Pedro Ayres acha do Chavez expulsar o pessoal da Human Rights Watch que criticou sua politica de direitos humanos. Serah que o Human Rights Watch eh parte de uma conspiracao para derrubar esse farol da humanidade?

Ricardo Júnior (20/09/2008 - 02:13)
(continuando) Sempre ouvi falar que o exemplo tem que vir de cima, lá em Brasília na ilha da fantasia, você encontra facilmente políticos respondendo processos por corrupção, desvio de recursos públicos dentre outras coisas. No entanto, muitos deles são responsáveis por investigações nas CPIs (parece até piada), ou têm amplo espaço na mídia como se fossem os guardiões da moral e da ética. Os senhores juízes muitas vezes frustam a opinião pública por inocentarem determinadas figuras que estão sempre envolvidas em coisas nebulosas. O cidadão se pergunta, se os réus são realmente inocentes ou se os super-advogados conseguem livrar a cara de criminosos ?
Se a primeira hipótese fosse verdadeira, até não haveria motivo para preocupação, mas como sabemos que não é,...
Então o cidadão comum começa a pensar, se o rico que teoricamente não precisaria roubar ou cometer crimes o faz, imagine quem realmente é desamparado pelos poderes públicos, não tem emprego, etc. A sociedade fica totalmente desmoralizada e o mau exemplo vem de cima. Porque hoje todo mundo quer ser funcionário público ? Porque trabalho na iniciativa privada é cada vez mais escasso, o funcionário público ganha bem (em muitos casos), tem estabilidade e criou-se a idéia que funcionário público não trabalha (o que é verdade em muitos casos). O quadro é de uma esculhambação generalizada.

Ricardo Júnior (20/09/2008 - 01:49)
Azenha, acredito que esse comportamento não é só no jornalismo e está disseminado em quase todos os países. Se você pegar o responsável pela limpeza, ou o estagiário, ou o jornalista mal pago, certamente esses não perderam o contato com a realidade das pessoas comuns, mas se você pegar os apresentadores, os editores-chefe e os comentaristas/especialitas esses que ganham muito dinheiro, com certeza não só perderam o contato como é possível que nunca tenham tido.
Infelizmente o mundo vive hoje um momento em que a mediocridade, a desonestidade, a falta de compaixão, dentre outros imperam.
Veja o exemplo do Brasil, Daniel Dantas foi preso, foi para a cpi com o direito de não se pronunciar, já os responsáveis pela sua prisão como o delegado da PF e juiz De Sanctis foram interrogados como se fossem os bandidos. Aqui mulheres com nomes de frutas fazem sucesso, ganham milhões e têm todo o espaço na mídia; já a polícia que trabalha sem colete não tem esse espaço. No Rio (e em tantas outras cidades) o tráfico ocupou o vácuo do Estado, depois as milícias ocuparam o espaço do tráfico. Quem vem depois ?
Apesar da economia nacional ir bem, o país tem problemas gravíssimos e básicos em diversas áreas, mas parece que ninguém se dá conta disso, ou ninguém nunca vai resolver.
Nesse período eleitoral, eu vejo a mediocridade de candidatos que não possuem proposta coerente alguma e de jornalistas (me perdoem os bons) que ao entrevistarem os mesmos ou mediarem debates, parecem uns imbecis.

Gerson (20/09/2008 - 01:43)
"No custo do capitalismo, HISTORICAMENTE, está o de ciclicamente ter de haver uma intervenção estatal para manter o equilíbrio das coisas" Está no folha, blog do Fernando Rodrigues (ESSE "HISTÓRICAMENTE" do Fernando eu leio como Hipócritamente" rsrsrs é dura a vida de jornalista "engajado" !!) Parece que está querendo explicar o sentido da vida (vou parar por aqui se não vou morrer de tanto rir) quem quiser conferir a pérola: http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2008-09-14_2008-09-20.html

fernanda (20/09/2008 - 01:41)
vale mesmo.

marcia (20/09/2008 - 01:36)
Concordo com você naõ aguento mais ouvir sobre a crise economica dos EUA .A maioria dos economistas desde o início do ano só falam que está tudo sobre controle,naõ existe crise nenhuma ,naõ existe recessaõ ,e que se acontecer naõ é nada demais porque todos na vida passam por crises.A CNN só fala besteira,e na Fox eles idolatram a Sarah Palin .Será que os Eua irá sobreviver a uma guerra com o Irã e Rússia com toda essa divída financeira ?Obama já deixou claro que se ele venha ganhar a eleição vai ter guerra com o Irã ,e Palin também disse que vai ter guerra com a Rússia.Eles estão acostumados a entrar no quintal dos outros .Caso essa guerra aconteça eles vaõ se aniquilar o Irã vai atacar com arma nuclear e a Rússia idem.Eles naõ vaõ durar nem 1 mês.Sobre o jornalismo dos EUA CNN,Fox,NBC,CBS,todos trabalham, para o governo.

Gama (20/09/2008 - 01:32)
A Amyra matou a pau a charada e o gajo...

Eduardo (20/09/2008 - 01:20)
Lucas, permita-me discordar de você, à respeito da máxima de que todos os jornalistas são de classe média.
Não é bem assim. Os jornalistas compõe uma classe que ganha muito mal, até mesmo quando se trabalha para o PIG.
O problema é que hoje em dia há poucos jornalistas politizados, mas nem por isso eles deixam de ser tecnicamente bons. Eles (os novos jornalistas) escrevem bem, apuram bem e, às vezes, até interpretam bem. O problema é que eles não discutem a pauta (o assunto a ser tratado com o editor). Não discutem porque é mais cômodo não discutir, e porque o medo paira sobre as redações hoje em dia. A luta dos bons jornalistas é muito desigual e desafiante (que bom que o Azenha está aqui para nos defender).
Hoje, está em atividade a geração dos jornalistas proletários, como diz o professor português Boaventura Souza Santos. São àqueles que preferem não pensar muito para não perder o emprego.
É claro, que mesmo ganhando mal, os jornalistas se divertem bem. Pois quando se trabalha em um veículo médio para grande no Brasil, ganha-se muitas viagens na faixa para resorts (aqui e no exterior), e destinos bem interessantes.
Mas, os jornalistas colega, não estão com essa bola toda.
Claro que há poucos, mas perigosos jornalistas: os que se consideram importantes, só porque entrevistam pessoas importantes.
Mas, não necessariamente é assim. Um amigo meu jornalista define: jornalista é o cara que toma café com o presidente de uma multinacional, mas volta para casa de ônibus.

Gerson (20/09/2008 - 01:19)
A pergunta é: O Jornalismo acabou ? Minha opinião: Não acabou nem vai acabar. Sempre foi assim: "informação" e "contra-informação", como no tempo dos apóstolos de Cristo (para não ir muito distante),Paulo foi um "jornalista" que tentava propagar a ideologia de Jesus Cristo; um idealista na filosifia de seu mentor.
O que cabe á nós hoje ? Usar as ferramentas disponíves no momento para "converter" ? Eu poderia dizer que, melhor o Anarquismo do que o Socialimo, mas o que será que iriam entender do que quero dizer com isso ? Sempre haverá alguem para tentar me colocar contra a parede (faz parte). Tem gente que acha que o anarquismo é sinonimo de desordem, Utopia é sinônimo de sonho, Ordem e Progresso na bandeira brasileira, Em Deus Confiamos na nota do dolar, e na Opus Dei, nas Maçonarias da vida etc.(positivismo).Já ouvi pessoas dizendo que é a Lei do Mais Forte (Darwin) etc.
No fundo no fundo,sabe o que acho? As pessoas esquecem que vão morrer um dia, por isso vivem no inferno a vida toda.
Como diz um poeta: "A vida é muito curta para ser pequena". Eu digo: O Ser Humano ainda é muito "pequeno" para entender isso. (se é que vamos entender isso um dia).
Para encerrar, no momento acredito que, somos muito egoistas quando nos distanciamos da Natureza.Mas posso mudar de idéia amanhã. Eu me permito em qualquer momento.

marcelo - curitiba (20/09/2008 - 01:05)
Ah, Azenha... que é isso? O jornalismo acabou e faz tempo! No Brasil o início do fim foi o golpe de 64 que cooptou a classe média. Os filhos dessa gente que vieram DEPOIS disso, já nasceram alienados, com idéias facistas, odiando pretos, pobres e tudo o que é diferente da minoria branca conservadora.

Não sei se você tem visitado as faculdades de jornalismo no Brasil, mas caso não tenha, te digo como estão: estão decrépitas. Gente que não sabe nada, ensinando gente que não sabe nada.

A chamada grande mídia de hoje em dia, se limita a escrever para ela mesma.

Ainda bem que surgiu a internet, aos 45 do segundo tempo. Mais dez anos sem a liberdade de expressão que ela nos dá, você conseguiria imaginar como seria o mundo?

Ajoelhe-se e agradeça aos céus pela REDE.

Adilson (20/09/2008 - 00:29)
Prezado Azenha,
Por causa de alguns irresponsáveis, indivíduos canalhas disfarçados de jornalistas o jornalismo foi levado para o brejo, razão pela qual, mais cedo ou mais tarde, a sociedade terá que discutir um novo modelo de jornalismo para o Brasil, pois o que hoje é praticado no Brasil por ser qualquer coisa menos jornalismo.

Will Gomes (20/09/2008 - 00:25)
Faz poucos dias, em seu laureado blog, sob o título "Lula, Satiagraha e a Real Politik ", Luis Nassif publicou o seguinte:
"Atenção, um novo capítulo se abre para o caso Satiagraha.
O governo Lula acertou um acordo com a Editora Abril - e, por extensão, com Daniel Dantas - para anular a Operação Satiagraha." E prosseguiu com a "notícia", perfilando o que, taxativamente, ele apresentou como a maneira pela qual o tal acordo fora feito. Em menos de 24 horas, recebeu telefonemas dos Ministros Tarso Genro e Dilma Roussef desqualificando o teor da nota. Em outras palavras, levou dois sabões. Curiosamente, o assunto-bomba sumiu da pauta do Nassif. E, estranhamente, a cada mensagem que envio ao blog do indigitado cobrando-lhe explicações sobre o acordo Lula-Veja, sou sistematicamente censurado por ele. Isso não é conduta de profissional sério. Até prova em contrário, Nassif blefou. Até prova em contrário, Nassif nivelou-se à Veja. Pior: tornou-se um censorzinho trivial.

andre (19/09/2008 - 23:56)
blogueiro sofre...vai dormir Pamplona...não esqueça da chupeta, tá?

Roberto Locatelli (19/09/2008 - 23:12)
Acho que, no início, é uma opção. Agradar ao patrão e não ao leitor. Depois, fica tão natural que eles nem mesmo lembram mais que há outras opções.
Estão apegados aos seus empregos, e isso é tudo o que importa para eles.

Leider Lincoln (19/09/2008 - 22:50)
Azenha: a imprensa vendida morreu para mim, CC e Diplô Brasil à parte (a Fórum não chega no interior de Goiás e acho a Caros Amigos meio chapa branca). Agora é Avui, Pravda, o s dois Público (o .pt e o .es), os blogues seu, do Nassif, PHA e Eduardo e a coluna do Bob Fernandes. O resto? Nem água!

Augusto José Hoffmann (19/09/2008 - 22:17)
Na internet a independência é a chave para a prática da liberdade. Por isso, tão valiosa. É diversa, controversa e aí reside um dos seus bons valores. Mídias controladas, herméticas e patrocinadas não podem se dar a esse luxo. Simples. É a descoberta da roda, do fogo. Grandioso.

Marcio Gaspar (19/09/2008 - 22:06)
Questionar ou criticar as medidas tomadas pelos neoliberais(?) eh ser rotulado de esquerdistas ou esquerdopatas, comunista(mae do ceu!!!), nem o russos falam mais disso e por ai vai. O poder que essa gente adquiriu eh tamanho que fica dificil convencer alguem do contrario ao pensamento unico que se instalou nos meios de comunicacao, principalmente os relacionados com a economia. O duro eh ler artigo de um cara que deve ganhar uns 50.000 por mes, criticando uma transferencia de renda atraves de programas sociais, criticando uns 50,00 reais que uma familia pobre vai receber. Sera que esse sujeito vai ficar menos rico por essa distribuicao de renda? Deus do ceu!!! Agora esse socialismo para banqueiro o que se ouve eh que a medida foi certa, isso, aquilo, todo mundo acredita. Eh realmente a medida foi certa. Eh essa globalizacao perversa que estah ai, mas perversa para os mais fracos, agora para aqueles que tem poder ela continua sendo perfeita.

Marcelo Bovo (19/09/2008 - 22:01)
Eu penso que a maioria desses "jornalistas", inclusive os brasileiros( que eu pensava serem os únicos até essa matéria), só escrevem sobre aquilos que atinge eles pessoalmente, visto a chamada "crise aérea", eles falavam tanto por que é algo do cotidiano deles e o cotidiano deles não é o mesmo desse homem que escreveu a carta e nem a da maioria dos brasileiros, ou seja, eles só falam sobre o que é do interesse deles

Amyra El Khalili (19/09/2008 - 21:39)
João Bravo, existe uma grande diferença entre o bom humor e o sarcásmo provocativo que normalmente descamba em ofensas e ataques. O que não é seu "case" !

Gerson (19/09/2008 - 21:38)
Azenha o que mais ouvi de comentaristas experimentados é que o prejuizo ao salvar os cassinos (bancos de investimentos) é infinitamente menor do que deixá-los quebrar. Ontem o Arminio Fraga, aqui em terras brasilis disse isso com todas as letra numa entrevista ao PIG para a PIG-mor. O governo é o mercado e ponto final.(é o que entendo quando escuto os "especialistas"). O PROER GLOBAL, vem com tudo para não deixar o Status Quo ser ameaçado.
Ontem fiz um questionamento aqui neste espaço: Alguém viu alguma passeata nos USA indignada com tudo isso ??
Você Azenha,que conhece bem a nação americana, tem alguma explicação para esse "abobalhamento" deles ?? Ainda não caiu a ficha deles? (nação, povão, negros, latinos, cubanos de Miami, New Orleans,mexicanos),será que são tão burros assim ? Acham que é um sonho e qdo acordar dirão: Puxa que sonho horrivel eu tive esta noite ?

Lucas Cardoso (19/09/2008 - 21:34)
O primeiro problema é que a maior parte dos jornalistas é, no mínimo, de classe média mais ou menos alta. Nasceu em classe média mais ou menos alta, e morrerá lá. Alguém de classe média mais ou menos alta não sabe o que a classe baixa e a classe média baixa quer de um jornal. Isso em si não é um problema, nada impede alguém de classe média mais ou menos alta de pesquisar o que pessoas de outras classes pensam (principalmente quando pesquisar informações e reportá-las é, em teoria, seu trabalho). O que me leva ao segundo problema: preguiça. Pouquíssimos jornalistas se dão ao trabalho de pesquisar suas matérias antes de publicá-las. Se há uma matéria sobre uma empresa qualquer, por exemplo, o máximo de pesquisa que o jornalista médio faz é ligar para o departamento de imprensa da empresa. Pronto. Agora é só publicar. Eles não checam com fontes alternativas se o que o departamento de imprensa disse é factual. Eles não perguntam nada a mais ninguém. E esse é o terceiro problema: somente a um número muito limitado de pontos de vista é permitida a publicação. Ninguém pergunta o que o MST pensa, ninguém pergunta o que os sindicalistas pensam, ninguém pergunta o que os favelados pensam. Graças a Deus e à Internet pelas exceções à regra, Azenha. Você entre eles.

João Bravo (19/09/2008 - 21:32)
Amyra, não publique por favor.Espero que meus comentários bem humorados, não estejam ofendendo ninguem.

Sílvio Alexandre (19/09/2008 - 21:32)
Tenho me perguntado o que está havendo com o jornalismo crítico. Nas bancas e na tv se tornou obra rara. Tenho visto que também não é um processo particular de nosso país. Seria esse um dos frutos do neoliberalismo e da globalização? Ou um fenômeno social de falta de aprofundamento? Tenho achado um refúgio no seu blog, onde, se não encontro um norte, pelo menos vejo o questionamento sendo posto em prática. Parabéns pelo blog.

Amílcar Rodrigues (19/09/2008 - 21:29)
Mas falando sério agora. Antes já não gostava de jornais, TV e revistas. Com o advento da internet esses meios de comunicação estão se tornando obsoletos a cada dia.Não vejo como eles podem competir com a velocidade e interatividade que a net possui. É uma luta desigual onde quem ganha somos nós, os internautas.

Também vejo que os jornalistas não estão sabendo como lidar com esse novo meio, estão perdidos, desorientados mesmo. Com poucas excessões, pensam que internet é uma extensão dos jornais e não procuram uma maneira nova de se expressarem.

Concluindo. Quem não se adaptar a essa nova realidade ficará obsoleto porque a internet veio para ficar. Boa noite e boa sorte.

Marco Aurelio (19/09/2008 - 21:19)
Eu reuni os links,no YOUTUBE,Azenha do filme "O Poder dos Pesadelos" numa versão com legendas em português.Vou te enviar e,se der,você pode publicar no seu espaço de vídeos.Um abraço!!

Amyra El Khalili (19/09/2008 - 21:16)
Curiosa algumas manifestações! Fico com a impressão que estes leitores insatisfeitos (a turba ignara) foram amarrados nas chibatadas, obrigando-os a esticar os dedos no teclado e digitar o endereço do site Viomundo. Sob tortura estas criaturas lêem os artigos do Jornalista Luiz Carlos Azenha. Sofridamente os torturados, à fórceps, formulam comentários, num gesto quase desesperador, tentando nos convencer de que perdemos nosso tempo precioso, aqui neste espaço consolidade e respeitado, discutindo assuntos insignificantes. Somos vagabundos, desocupados, não fazemos nada de útil para a sociedade, somos desempregados e um bando de desavisados. E quem nos sustenta? Quem paga nossas contas? Onde vivemos? No Brasil ou nos estates? No Oriente Médio? Em passargada? Na Arábia Saudita? Mas mesmo assim, os torturados insistem. Por que será que os gajos não vão ciscar em outro terrero?
Curiosidades. Curiosidades. Curiosidades......... (Usuário do IP 201.75.59.246 - entidade: Vivax S/A - documento: 003.983.763/0001-98 - responsável: Grupo ISP Vivax ID entidade: HCB31 - criado: 19/02/2001 - alterado: 23/10/2006 ID: HCB31 - nome: Horizon Cablevision do Brasil - e-mail: isp@vivax.com.br - criado: 03/12/2002 - alterado: 29/10/2007- domínio: horizon.com.br - domínio: vivax.com.br)

Pitágoras (19/09/2008 - 21:10)
Este é, nem mais nem menos, o retrato do neoliberalismo ao extremo. Jornalistas são hoje meros proletários do dono da mídia, seja ela jornal, TV, revista. Como tal, essse lumpen obedece cegamente seus capatazes (editores, donos, etc)e seus interesses de lucro e descompromisso com a verdade jamais serão contrariados. É o que acontece com quase todas as profissões outrora liberais: médicos são hoje operários das grandes empresas hospitalares e deles cobra-se "produtividade" e não qualidade de atendimento. Os famigerados convênios vieram aperfeiçoar esse círculo vicioso infernal, dando uma aparência de segurança àqueles que não têm outra opção mais.
A salvação ainda pode estar na Internet se não lograrem dominá-la também.

Pedro Ayres (19/09/2008 - 21:10)
Caro Azenha
Embora nem sempre a experiência signifique muita coisa, posso lhe assegurar que o problema não é exclusivo do jornalismo, porém um quadro sistêmico. Já nas décadas de 1950/60 era possível se identificar o padrão de jornalismo que hoje é a regra. Se olharmos com isenção e coragem de dizer a verdade, veremos que muitos daqueles tidos e havidos como grandes jornalistas, na realidade eram apenas excelente redatores e donos de uma formidável imaginação ficcional. É claro que causavam estragos, mais pela virulência, insinuações maliciosas e fatos fictícios do que pelo peso concreto de realidade e veracidade analítica de seus textos. Todos temiam a pena de um Chateaubriand, do Lacerda ou do David Nasser, entretanto, estirpando-se a retórica e verborragia retumbante, nada restava ou melhor, restava a férrea defesa de seus interesses pessoais, políticos e corporativos.
No entanto, ainda era possível se pensar num jornalismo com a maior dose posssível de imparcialidade e isenção, mesmo quando todo o sistema empresarial midiático pertencia núcleos familiares, tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro e nas grandes cidades do país. Com o Golpe de 64, que assesta uma forte paulada na verdade e nas liberdades democráticas, há o começo da institucionalização do jornalismo que hoje é imperante. E para piorar tudo, como não podia deixar de ser, passamos a copiar o tipo de jornalismo superficial e rasteiro que passou a ser um padrão nos EEUU e Europa a partir dos anos de 1980. Era a fase em que a mídia começa a seu processo simbiótico com o mercado até redundcar no que é hoje.
Nos Estados Unidos o quadro deve estar pior do que aqui, pois, será muito difícil que aceitem a realidade como um imperativo verdadeiro. O povo estadounidense, coitado, mesmo que empriricamente, sente a necessidade de uma mudança e de uma espécie de refundação do país, em que se restaure alguns dos valores essenciais que constavam dos Congresssos de Filadélfia. Algo muito difícil, quase impossível, pois será preciso anular e destruir o poder real que está nas mãos das corporações e suas empresas midiáticas. Uma tarefa que exige muito mais do que palavras de ordem de mudança e vontade, mais slogans publicitários que a síntese de propostas alternativas de poder e governo. É assim que entendo o quadro nos Estados Unidos, um pouco distinto do que vi nos meses que por lá passei nos anos 70 do século passado, ainda que se notasse a extrema força alienadora da sociedade estadounidense como um todo.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (Fã Nº 1) (19/09/2008 - 21:07)
Aê pessoal!!! Divirtam-se!!! ;-) 8-)
http://desciclopedia.org/wiki/Gilmar_Mendes [--] http://desciclopedia.org/wiki/Daniel_Dantas [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Revista_Veja [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Diogo_Mainardi [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Reinaldo_Azevedo [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Rede_Globo [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Jornal_Nacional [--]
http://desciclopedia.org/wiki/William_Bonner [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Fátima_Bernardes [--]
http://desciclopedia.org/wiki/William_Waack [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Arnaldo_Jabor [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Miriam_Leitão [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Folha_de_São_Paulo [--]
http://desciclopedia.org/wiki/José_Serra [--]
http://desciclopedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso ---> Se este comentário for inserido, é claro

Amílcar Rodrigues (19/09/2008 - 21:07)
Azenha, responda logo para o Gustavo. É namoro ou amizade?

João Bravo (19/09/2008 - 21:02)
Azenha, os grandes Jornais, Tvs, que quebraram, foram exatamente aqueles que depois de fazerem um jornalismo serio,informando,etc,administrados por bons jornalistas, enveredaram para a administração profissional.Gente sem a minima ideia do que é jornalismo,qual o papel do jornalista.Oque fizeram? cortaram custos, enxugaram a máquina. De que forma?...cortando os melhores salários.Quem são os jornalistas com melhores salários?.Os bons.Virou mercadoria, leva quem paga mais.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:52)
Eu gosto de você, Azenha! Senão eu teria ficado muito tempo aqui no seu Blog. Realmente te achava um cara simpático. Lembro do seu estilo peculiar de perguntar as coisas para seus entrevistado, quando você aparecia no vídeo (na Globo) com seu terno, sua gravatinha e seus óculos sempre bem alinahdos...

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:50)
Cara, realmente se eu morasse em SP. Provalvemente um dia eu gostaria de ter te conhecido ao vivo e a cores. Estou dizendo o seguinte. Não seria na sua casa ou no seu escritório. Tipo assim: Você me diria que estaria num evento, num shopping, numa feira, eu iria lá, trocaria algumas idéias....

Marco Antônio Leite (19/09/2008 - 20:50)
O neoliberalismo não esta preocupado se o cidadão é casado, tem filhos e despesas para fazer e pagar no final do mês. Esse sistema visa salvar aqueles milionários que por um motivo ou outro não agiu corretamente com seus compromissos e, deu no que deu, ou seja, bolsas de rico em queda. Quanto às bolsas d pobres vão continuar vazias.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:49)
Eu apenas estava te testando um pouco... Você sabia que eu estava pensando em escrever alguns artigos para seu Blog. Sim, meu caro Azenha... Você teria um colaborador....

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:47)
Um amigo Azenha... um (leitor) amigo é aquele que discorda de você mesmo que de forma sarcástica (ou sacana) ou mesmo quando você o maltrata ele volta. Então, você ainda me considera um (leitor) amigo?

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:44)
Provavelmente aqueles comentários não serão inseridos então isto apenas comprova minha tese que a partir do momento em que você começa a discordar de alguém de maneira irônica, sarcástica ou desafiante este alguém passa a ignorar você de forma veemente... É interessante ver como são as pessoas

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:41)
Então sabendo que eu não valho mais nada e nem sou mais TÃO IMPORTANTE ASSIM... então qual é o seu problema em não me responder quando eu perguntei se você tinha residência em Washington, se tinha Green Card ou qual era o seu visto?

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:39)
Você se lembra quando eu te perguntei tempos atrás aqui se algum jornalista ou algum artista lia seu Blog. E você me respondeu que eu era mais importante do que o Reinaldo Azevedo ou o Diogo Mainardi. Então? Eu ainda continuo importante?

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (19/09/2008 - 20:38)
Se "NA INTERNET, UM LEITOR VALE MAIS DO QUE 100 EDITORES", então por que você não publicou meu comentário com os links da Desciclopédia? Então... Eu não valho nada?



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