Elisa Reis (23/01/2009 - 23:39)
O proble4ma dos debates na internet são da ordem do democratismo dos comentários. Por exemplo, este tema moda é cultura daria muitas e muitas discussões, mas ao lado dos comentários robustos aprecem as porrralouquices e o fio da meada vai se perdendo. Há dois aspectos que dariam bons destaques. O primeiro é como uma mulher negra se impõe nesse mundo fechado da moda, como bem vestida e de bom gosto. O outro é o papel de Michelle Obama para a autoestima das mulehres negras.
Sabrina Tocantins (23/01/2009 - 08:59)
Michelle Obama tem personalidade e estilo próprios. Chegou à casa Branca botando pra moer...
Severino (22/01/2009 - 22:49)
Há mulheres que procuram se valorizar pela roupa que usam. "Se eu visto isso, é porque tenho bom gosto". Há outras que valorizam a roupa que vestem. " Se ela usa isso, é porque isso é de bom gosto". O importante é que a mulher se sinta bem, com naturalidade, desembaraço e com conforto, dentro de um estilo que não comprometa sua personalidade,mesmo vestindo e exibindo algo muito sofisticado. Assim, com um pouquinho de capricho, uma mulher pode se tornar deslumbrante.
Luiz Henrique Gomes Moraes (22/01/2009 - 18:12)
Se vestir bem tudo bem.
Mas o que percebi é que a mídia brasileira, não sei a estadunidense, só se preocupa com o visual, o gosto de Michelle Obama por longos vestidos e luxuosos conjuntos, sim estas são qualidades pelo seu bom gosto mas Michelle Obama é apenas isto.
Ela deve ter muito mais neurônios a serem explorados pela imprensa brasileira. Não falam de seus pensamentos, sua ideologia, se ela é conservadora, progressista, de direita, esquerda, liberal, social-democrata, feminista.
A imprensa brasileira a trata como as MULHERES NEGRAS daqui deste Brasil, aqui as mulheres negras são tratadas como objetos sexuais, pobres coitadas, a imprensa não enxerga a luta das mulheres pelos seus filhos e maridos.
Michelle apenas pode mostrar seus lindos vestidos, sua elegância mas não seu ativismo político, sua humanidade, humildade, a mídia brasileira esconde o papel de Michelle no governo Obama que não será assistencial e sim estrutural em minha opinião, se eu estiver enganado.
Quantas Mulheres Negras no Brasil são corajosas e lutadoras, tem fibra e garra para derrubar muros e vergonhas.
Mas temos a Veja, Época, Isto É, Caras para nos mostrar Suzana Vieira, Carolina Dickmann, Xuxa, Alicinha Cavalcanti, etc. como Exemplos de Vida e luta.
E não a Zica do Beleza Natural, Dona Djé catadora de coco babaçu, Benedita da Silva, Matilde Ribeiro,todas as empregadas domésticas do Brasil, as prostitutas que se humilham para levar o PÃO a seus filhos.
Alexandre (o que insiste sobre o Jean-Charles) (22/01/2009 - 17:26)
a quantidade de notícias e discussões que se fazem sobre primeiras-damas, aqui ou lá, é um indicativo claro do conservadorismo besta que ainda domina a visão política de boa parte da população mundial.
um presidente solteiro, separado, ou simplesmente sem uma suposta família-modelo nunca seria presidente dos EUA, por exemplo. não sei dizer que dificuldade teria por aqui, mas que seria mais difícil, com certeza. mas afinal, que importância tem isso?
quanto deveria, de fato, a vida pessoal de um governante influenciar a confiança política que nele se deposita? em quem foi que se votou, afinal? no presidente ou na 1ª-dama?
Marco Antônio Leite (22/01/2009 - 17:01)
Muitos modelitos quem deverá vestir é o Obama, os quais são enfeitados com bombas, tiros de bala de aço, exploração das riquezas naturais de terceiros entre outros modelitos incômodos que terá usar. Gostaria de saber qual a utilidade de uma primeira-dama, a não ser para enfeite ou bibelô de Castelo, nesse caso puro ornamento da Casa Branca. Muito interessante a enquete da colega acima, que tal visitar favelas, cortiços, palafitas e guetos em geral para saber o que as mulheres pobres vestem como modelito da moda do trapo.
Janice (22/01/2009 - 16:25)
Sem ser uma top model, Michelle Obama é a primeira mulher negra do mundo que a People, a "Vogue" e "Vanity Fair", duas vezes, elege como uma das mulheres mais bem vestidas de todo o mundo. Os estilistas norte-americanos estão rindo de orelha a orelha. Uma primeira dama assim gera divisas e divisas para o mercado de moda. Além de exportar cultura.
Maria Francisca (22/01/2009 - 16:13)
DEU NA FOLHA!!!
Michelle já chega à Casa Branca como ícone e sob escrutínio
Forte, geniosa, independente e estilosa, primeira-dama se torna modelo e alvo de cobrança para mulheres negras e pós-feministas
Advogada bem-sucedida deixou a carreira e diz que as filhas Malia, 10, e Sasha, 7, são prioridade; para amiga, fator racial será fardo extra
ANDREA MURTA
ENVIADA ESPECIAL A WASHINGTON
Michelle Obama chegou à Casa Branca ontem em meio a grandes expectativas sobre como imprimirá o propagado estilo "mãe-em-chefe" a um dos mais proeminentes lugares para uma mulher nos EUA -o posto de primeira-dama. Mas não precisou esperar a posse para ser tomada como modelo para "fashionistas", negras e pós-feministas, além de uma imagem comercial já fortemente explorada no país....
flora (22/01/2009 - 12:52)
Gosto é pessoal, acho que sobre gosto e moda o que interessa é ver que a pessoa está à vontade com sua escolha. Ela parecia estar, e notei em comentários na CNN que os modelos eram inesperados.
Realmente fugiam do clássico e sóbrio sobretudo no inverno e do vestido de gala convencional, de quem não quer errar. Mais do que ousada por escolher roupas fora do padrão, ela pareceu vestir o que lhe agrada, o mesmo para as filhas, o que é muito bom. Eram pomposas para um momento de pompa, portanto acertadas, e até românticas.
Já D.Mariza Letícia, parece sempre mais formal e sóbria, mesmo em vermelho, e acho bem acertada a escolha dela, porque se resolve ser um pouco mais original, seria mais um prato para os críticos de plantão, com mais preconceito ainda do que já ouvi sobre ela... e aproveitando, que tal a humanidade deixar as rugas das mulheres em paz, as das que escolhem conservar as suas, e as das que resolvem se livrar delas? Quem é muito fotografado deve se incomodar mais, nesse caso entendo melhor as plásticas - mesmo correndo o risco de virar o que virou a D. Dulce Figueiredo, alguém aí se lembra dela? em tempos que não se podia criticar nem plástica... agora pode. Nos tempos do tucanato, as críticas também eram bem escassas. Problema nesse caso é que ainda não inventaram plástica de cérebro.
Hilda Antunes (22/01/2009 - 11:56)
Pelo que entendi, esta não é uma discussão comparativa de Michelle Obama com Marisa Letícia. O Azenha definiu como tema MODA É CULTURA, tendo Michelle Obama, elegantérrima! Assustadoramente elegantérrima e derrubando o mito de que as negras nem top model podem ser, ou que são raras as que chegam lá porque são feias e não por causa do racismo. Pois que debatamos isto. Há muitos comentários que levaram o tema sério.
Juliana (22/01/2009 - 10:26)
Nada é a toa. A escolha de uma roupa para a posse de um presidente também nao . As roupas usadas por Michelle levam consigo uma mensagem,e nao só as dela: dela e das filhas também. Michelle usou uma cor pouco comum para cerimonias tao sóbrias, uma escolha que foge ao clássico, e as roupas das filhas seguiram o mesmo caminho, com uma usando azul vibrante e a menor em pink. A paleta de cores sugere uma só idéia: é o fim de uma era, de idéias tidas como seguras, é o início de uma nova fase, de renovacao, e que comeca com muita energia para enfrentar o que eles tem pela frente. A escolha dessas cores traduz o estado de espírito da família presidencial e simboliza a ruptura com o que veio antes. Se Michelle tivesse usado, ela e as filhas, um clássico tailler a la Barbara Bush, azul clarinho, a imagem seria simplesmente de continuidade. Desde o dia em que venceu a eleicao, em que a cor escolhida foi o vermelho para a familia,fica claro que Obama e sua família nao chegam tímidos ao poder.
E depois tem o seguinte: sendo negra Michelle Obama nao so pode como deve usar cores mais alegres pois lhe cai muito bem. E que nao venham dizer que isso é racismo! Uma gama de rosas e azuis pálidos nao sao os mais adequados para a Primeira dama.
Eu particularmente achei todas as escolhas corretas. Sou ex estilista de moda e atual pintora.
Alma (22/01/2009 - 09:39)
Achei bem pertinente o comentário da CNN de que as roupas de Michelle eram mesmo para serem comentadas e relembradas. Concordo também com o que disse a Cleusa: achei o modelo da posse muito parecido com o de D. Marisa em 2007 que, diga-se de passagem, mais uma vez abafou. Resta saber se os bordados de Michelle também foram feitos todos à mão por artesãs americanas... Mas acho que a assinatura da roupa por uma estilista cubana fala muito. O vestido de baile surpreendeu mais. A princípio não gostei. Achei que não combinava com a ocasião parecendo mais um vestido de casamento. Depois de observar melhor, ocorreu-me um memorável vestido da imperatriz Elisabeth da Áustria-Hungria: branco, com os ombros à mostra, cintura bem marcada e saias sobrepostas adornadas com estrelas brilhantes... Simplesmente deslumbrante... No link abaixo uma foto desse vestido, veja se não parece... http://de.wikipedia.org/w/index.php?title=Datei:Winterhalter_Elisabeth_2.jpg&filetimestamp=20060711064950
João Pedro (22/01/2009 - 08:53)
Versão do vestido que Michelle Obama usou na posse será vendido pela Barney's a partir de março
22.01.2009
RAQUEL MARANGONI
O vestido amarelo bordado que primeira dama dos EUA, Michelle Obama, usou anteontem (terça-feira, 20 de janeiro) na posse do marido dela, o democrata Barack Obama, à presidência dos Estados Unidos, será replicado e vendido pela rede de lojas Barney's a partir de março. Cada exemplar do modelo, confeccionado originalmente com broche e botões de diamante, custará cerca de US$ 1,500 (R$ 3.528).
De acordo com o jornalista de moda e editor executivo da Revista Daslu, Mario Mendes, em um artigo escrito para a Folha de S. Paulo, o guarda-roupa da primeira-dama "sai do óbvio e evita comparações". Assim sendo, "Michelle opta por um figurino de personalidade" e não replica os estilos particulares de suas antecessoras, como Laura Bush, Hillary Clinton e Jackie Kennedy (1929-1994). "Prestigiando nomes da moda que soam estranhos para quem não é do métier: Thakoon, Peter Soronen, Tracey Faith...", a democrata escolhe a designer norte-americana de origem cubana, Isabel Toledo, para criar o traje usado na posse. De mesmo modo, escolhe o anônimo Jason Wu para vestí-la no Inaugural Ball.
Luiz Paulo - Vitória (22/01/2009 - 00:35)
Fiz meu comentario pela manhã, e após ler os comentarios das entendidas em moda, reforço minha opinião: somos realmente vira-latas... Teve uma que disse: "Dona Mariza nunca vai poder competir com a Michelle..." Incrível, essas adoram ser a república das bananas que os EUA sempre apregoaram. Senhoras estilistas, leiam mais, MUITO mais sobre outros assuntos, por favor. Não percam o tempo de vocês tratando de futilidades, fofocas e pieguices. É claro que nao sou ignorante quanto a importancia do mercado da moda, mas incomoda (daria até para fazer uma graça, heim) demais a necessidade de se rebaixar, se manifestar inferior, gostar de ser menor. Ah se Nelson Rodrigues estivesse vivo (não tem a ver com seu reconhecido machismo, mas com a categoria de povo que ele nos mostrou ser), parece que nao evoluimos nada, que pena...
priscila maria presotto (21/01/2009 - 23:36)
Gabriela...Gabriela...Menos....
M. Iack (21/01/2009 - 22:46)
http://www.haaretz.com/hasen/spages/1057484.html
"White House: Obama determined to help consolidate Gaza truce"
maria santos (21/01/2009 - 21:39)
Está certo que a madame é simpática; mas achá-la tão elegante, deslumbrar com a figura, aí jé é demais. Até achei o vestido brocado cafona e mal assentado com aquelas luvas verdes, levei um susto; pensei que tinham afanado meu louro, o antônio que alçou um voo e sumiu. Não! Vá lá o branquinho melhorou, mas, não muito.
Não faz muito tempo houve a posse de um Presidente. Coisa mais linda!O povo feliz tomou a Esplanada, saudava seu Presidente, numa alegria sem par. Bandeiras ao vento coloriam de verde e amarelo toda a praça. D. Letícia, meiga e suave, com seu vestidinho vermelho esvoaçado, parecia uma linda flor.
Festa igual jamais vai existir outra e enquanto a banda tocava o Hino Nacional o povo em massa cantava. O presidente fez seu discurso inflamado, desfilou no meio da plebe no RR enquanto o outro, lá se ia porta afora, cabisbaixo, pensando no seu lindo helicóptero que foi pro beleléu. Graças!
E o povo feliz e esperançoso não parava de cantar. Que festa simples mas linda como jamais existiu igual.
hugo (21/01/2009 - 21:19)
Se ela se veste bem ou mal, isso é questão de gosto não há discussão, se bem que deveria agradar a todos, mas devemos perceber a moda Obama que, da sinais, que seguirá tendenciando a de Bush.
"RECONSTRUIREMOS A AMÉRICA", ou seja, voltaremos a imperar no mundo. Devia ter dito vamos voltar a ser pujantes.
Para bom leitor isso é palavra de ordem.
No campo de hipóteses: Será que voltaremos ao "BIG STICK", porque o "AMERICA OF LIFE" seria um dos piores retros desse século.
Vanice Almeida (21/01/2009 - 20:14)
A cultura de massa tem como função histórica reorientar as atitudes individuais e coletivas, e difundir novos padrões de vida
A moda sobrevive apenas voltada ao aspecto mercadológico, ou seja, sem apelo cultural e transmissão de mensagens? Os editoriais de moda têm como função somente vender roupas e ditar tendências ou também embutem juízo de valor? Esse trabalho se propõe a esclarecer essas perguntas através de dois editoriais de moda publicados, ano passado, nas edições 653 e 659 da revista Vogue Itália...
Como diz Roland Barthes, em "Imagem e Moda": "Em todos os casos numerosíssimos, em que a revista descreve sem comentar, há um significado que é sempre preciso restabelecer e esse significado é a própria moda; de tal maneira que essas equações aparentemente defectivas são significações plenas: nada do que é dito é insignificante". Portanto, a moda fala, a moda seduz, a moda opina (mesmo que, às vezes, de forma subliminar).
http://www.jovemcracia.com.br/index_texto.php?txt=349
Roberto Ribeiro - Rio das Pedras / SP (21/01/2009 - 19:11)
"CHIQUE NO ÚRTIMO".
Marcia (21/01/2009 - 18:09)
A Valéria tem razsão.
A mídia esquece de Dona Mariza. Uma mulher comum, mas nem por isso deve ser deixada de lado, afinal o alicerce emocional do nosso Presidente, como deveria ser, é sua família.
Betina (21/01/2009 - 16:35)
"A MODA FALA" - Fátima Oliveira
.....
Michelle, uma primeira-dama de ouro
Mulher de Obama, famosa pela determinação, usa dourado na festa
Marcia Disitzer
Autêntica, guerreira, de pavio curto, franca, chique e simples. Muitos são os adjetivos usados para descrever a nova primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, 45 anos. Prova viva do sonho americano, Michelle, muito antes de se tornar primeira-dama, trilhou caminho árduo para construir uma carreira sólida como advogada (...)
RENOVAÇÃO NA MODA AMERICANA
Se Barack é esperança de renovação política na Casa Branca, Michelle simboliza a retomada de poder do estilo engajado. Depois de Laura Bush, mulher de George W. Bush, que não deixou impressa nenhuma marca fashion, Michelle surge como a promessa de um novo tempo na moda americana e já foi até comparada à primeira-dama icônica Jackie Kennedy Onassis. Ontem, usou tubinho e casaco dourados de lã suíça e seda francesa e sapatos verdes, combinação que, para nós, tem espírito patriota.
Ao invés de escolher um estilista megaconhecido, homenageou uma designer de origem cubana, Isabel Toledo (...) Ontem, ela mandou, através de sua roupa, mensagens ao mundo. A primeira delas foi a escolha do dourado. Em meio a uma crise econômica, a cor, que simboliza ouro, riqueza e prosperidade, aponta para dias melhores e mais ensolarados.
Ao escolher uma estilista de origem cubana, endossou sua opção pelas minorias. E avisa que chegou a hora da virada (...)
Nádia Venâncio (21/01/2009 - 15:55)
Há muito preconceito sobre o mundo da moda, pessoas que gostam de andar bem vestida. É uma ignorância total. Michelle Obama é uma mulher que ganha bem e se veste bem. Necessariamente não precisa gastar muito para andar nos trinques. Mas e daí, se gastar? O dinheiro é dela.
EDU MARCONDES (21/01/2009 - 14:40)
Reforçando o dito pela Gabriela.
De fato, talvez seja aceitável na etiqueta norte-americana, ou falta de bom gosto mesmo. Mas ir de branco em casamento...hummmmm.
cleusa (21/01/2009 - 14:08)
Acho que a estilista se inspirou na Dona Marisa, na posse do segundo mandato do Presidente Lula, pois o que difere uma da outra é a estação pois aqui aconteceu no verão e lá no inverno.
Josilda Campelo (21/01/2009 - 13:31)
Cont... O QUE É A MODA?
Fernanda Miranda
Suas roupas tiveram que ficar mais práticas; as saias foram cortadas, e aparece um novo comprimento, até a canela. Com as privações causadas pela guerra, surgiram novos materiais, inclusive o uso de tecidos poucos nobres.
A moda sempre andou em paralelo com a história e, desde seu aparecimento, a moda trazia em si um conceito estratificador. Apenas no final da Idade Média surgiu como conceito. Com o desenvolvimento das cidades e a aproximação das pessoas na área urbana, houve o desejo de imitar: os burgueses copiavam os tecidos, o jeito de se vestir e se portar da nobreza, que não ficou nem um pouco contente em se parecer com esses plebeus endinheirados (devido o comércio). Começaram então a criar códigos internos de vestir que mudavam rapidamente, antes que a burguesia tivesse tempo de copiá-los. Nesse período também foi criado as regras de etiqueta, com objetivo de diferenciar as origens. A nobreza então caiu, os burgueses tornaram-se os donos do mundo, e a moda "pegou".
Blado (21/01/2009 - 13:18)
Gabriela,
O bom gosto estadunidense é uma herança anglo-saxônica. Vide a rainha Elizabeth II. Ela não é um mimo, quando se trata de roupas bonita e elgante? heheheh
Luiz Paulo - Vitória (21/01/2009 - 13:14)
Exatamente, Waleria... nós aqui ficamos falando da primeira-dama americana como se não tivéssemos a nossa. ISso tem muito a ver com o rodrigueano espírito vira-lata brasileiro. Lembro de que há algum tempo colocaram na internet, lado a lado, fotos do Lula e de sua esposa numa festa junina e foto do casal real da Suécia dizendo que "cada povo tem os líderes que merece". Veja, nós aqui temos vergonha de nossas raízes, de nossa cultura, de nossa gente. Cultuamos o lixo americano (por exemplo: de cada 10 filmes americanos, 8 são lixo e continuamos a consumí-los. Quando sai um filme brasileiro que não é bom dizemos que o cinema nacional não presta), rendemos homensagens a heróis americanos, ficamos orgulhosos ao mandar nossos filhos trabalharem em suas férias de verão no inverno dos EUA fazendo serviços que jamais deixaríamos que fizessem por aqui... na verdade somos uns babacas ignorantes e ficamos aqui falando da primeira-dama americana, dizendo que ela é isso ou aqui, como se conhecêssemos a pessoa, tal e qual os incautos que param defronte a uma tv para ver um bando de pessoas bebendo, comendo, cag..., e dormindo e ainda pagam por isso. Sinceramente, cansei de tudo isso. Sem nenhuma raiva mais dessas pessoas (superei essa fase), mas com vontade de me manter bem longe, sempre. Quanto a Michelle Obama... sei lá, pô. O que vai mudar minha vida e dos meus as roupas que ela vai usar?
Conceição Oliveira (21/01/2009 - 12:30)
Ontem comentava no twitter:
1) o/a estilista do vestido e casaco dourado é cubano/a (bom sinal);
2) o dourado embora choque as mais 'beges' (o mania desta mulherada ocidental achar que chic é preto/branco/bege que saco, que marasmo, que tédio! Lembrem-se estéticas variam, dourado é Oxum na cabeça, deusa da beleza e embora Michelle não deva saber disso racionalmente, poderia dizer que é quase um atavismo cultural;
3) Querer que a first lady de ébano do império se vestisse simplezinha no dia da posse do "Black is beautiful, Yes, He can!" é esquecer como os afroestadunidenses fazem questão de demarcar sua identidade. Gentem! dourado é cor de realeza por excelência, especialmente africana ;)
Fernando (21/01/2009 - 11:29)
Ouvi falar que ela gasta no máximo 30 dólares em roupa, compradas em brechó.
É um bom sinal.
waleria (21/01/2009 - 10:54)
Michelle é inteligente, bela, fantástica.
O que me irrita é tanta reverência pela primeira dama Michelle, e tanro ostracismo para nossa PRIMEIRA DAMA.
A midia a ignora como se fosse a doméstica do Lula - o metalúrgico. A mulher do operário.
Na realidade lh negam o legítimo direito DE SER A PRIMEIRA DAMA DO BRASIL.
A primeira dama do Brasil, não é nem da Globo, nem do SBT.
Nem Sem-Galo.
Ela é Dna. Marisa, esposa do Presidente Lula.
Os "brothers" de lá estão chamando a Michele de Obamama. A mama dos pobres.
Como diria um ex-presidente "assim não pode, assim não dá.Isso é populismo."