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FERIADO? AMERICANO NEM SABE O QUE SIGNIFICA O PRIMEIRO DE MAIO

Atualizado em 01 de maio de 2008 às 21:24 | Publicado em 01 de maio de 2008 às 16:58

WASHINGTON - Feriado? Que feriado? Primeiro de maio não é feriado nos Estados Unidos. Por motivos óbvios. Desde os anos 50 os sindicatos e as grandes centrais sindicais americanas foram cooptados pelo governo. O anticomunismo é um dado formativo da política contemporânea do país. A propaganda contra a "ameaça vermelha" foi tamanha que o anticomunismo reuniu de líderes estudantis a diplomatas, de professores a congressistas. O escritor Norman Mailer escreveu que foi isso o que permitiu a adoção de um estado de segurança nacional, que "evoluiu" para o que ele define, hoje, como a "junta Bush-Cheney."
 
Chegamos ao ponto em que a grande central sindical, a AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho, Congresso de Organizações Industriais), se juntou aos partidos Democrata e Republicano e a uma organização empresarial para pegar dinheiro público e "promover a democracia" no mundo, o que significa em algumas instâncias enfrentar governos como os de Hugo Chávez e Evo Morales.
 
É só ler o texto escrito por Altamiro Borges, do Vermelho, para entender o motivo pelo qual os Estados Unidos como país e os americanos como povo tentam "esquecer" o 1o. de Maio:
 

Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Arbertter Zeitung.

Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditais que com esse bárbaro veredicto aniquilais nossas idéias, estais muito enganados, pois elas são imortais''. Adolf Fischer, 30 anos, jornalista.

Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo.

Acreditais que quando nossos cadáveres tenham sido jogados na fossa tudo terá se acabado? Acreditais que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estais muito enganados. Sobre o vosso veredicto cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar vossa injustiça e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. Albert Parsons lutou na guerra da secessão nos EUA.

 

As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas deram origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista.

 

A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos.

 

Greve geral pela redução da jornada

 

Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as famosas Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, ''sem distinção de sexo, ofício ou idade''. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 – maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA.

 

A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro ''Crônica do 1º de Maio'', mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas.

 

“Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa

 

Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos ''Irmãos Pinkerton'' ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”.

 

A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos.

 

Os oito mártires de Chicago

 

Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento – o jornalista Auguste Spies, do ''Diário dos Trabalhadores'', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe – foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como ''Os Oito Mártires de Chicago''.

 

O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. Seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller).

 

A maior farsa judicial dos EUA

 

Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco ''Mártires de Chicago'' foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.

 

Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.

 

Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

 

*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro recém-lançado “Sindicalismo, resistência e alternativas” (Editora Anita Garibaldi).


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
André Lucena (10/05/2008 - 18:34)
É irritante observar movimentos rebeldes hoje que tomam por base ideais utópicos, romantismo leigo, interesses políticos e perdem a essência do que deveria ser proposto. Indico um visita à http://by-irony.blogspot.com/ onde busco propor debates sobre situações diversas e reformulação de conceitos falhos através da crítica coerente. Abraço

André Lucena (10/05/2008 - 18:30)
é irritante observar movimentos por direitos trabalhistas atualmente. Buscam não mais que ideáis utópicos, sem fundamentação, perdendo completamente o foco de tudo isso. Pois bem, indico à todos uma visita à http://by-irony.blogspot.com/ no qual busco propor debates para situações atuais, e, se possível, reformulação de conceitos fracos por meio de críticas coerentes abraço

Dulce Leão (04/05/2008 - 13:56)
Azenham os EEUU fazem a caca, e depois apagam as datas. O Dia Internacional da Mulher também foi "contribuição" dos EEUU, para o mundo. Eles "contribuiram" com "corpos de operárias" assassinadas. "8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno no ambiente de trabalho."

T.G. Meirelles (02/05/2008 - 16:38)
Agora só estão faltando as opiniões do LARRY e do MOE...

Creeedence (02/05/2008 - 15:17)
Que blá blá blá ideólogo mais tonto..... Q interessa se é comemorado no 1o de maio ou em setembro.... Q coisa mais imbecil de se discutir... E tudo que é feito pelos americanos é para ser contra o socialismo e a esquerda... Não acha que eles têm mais o que fazer do que só se preocuparem com o H. Chávez e cia??? Acordem pra vida!!

Jorge Nunes - jgnunes@gmail.com (02/05/2008 - 12:48)
Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti foram mortos na década de 20 do séc.XX o 1º de maio data do século XIX. Ou seja os 4 mortos nos EUA que deram origem o primeiro de maio no mundo morreram bem antes... Tudo isso mostra que a questão social dos EUA está errada desde a origem e para piorar eles estão fazendo um concentração de renda similar a que o brasil fez na ditadura, que não foi muito bom aqui... lá vai ser "um Deus nos acuda" pois pelo histórico da sociedade americana a exclusão vai se bem mais dura... e eles não tem a assistência e nem a cultura social que ajudou o Brasil a sair da arapuca do modelo econômico dos anos 70 e 80.

Jorge Nunes - jgnunes@gmail.com (02/05/2008 - 12:40)
Nicola Sacco (Torremaggiore, 22 de abril de 1891 %u2014 Charlestown, 23 de agosto 1927) e Bartolomeo Vanzetti (Villafalletto, 11 de junho de 1888 %u2014 Charlestown, 23 de agosto 1927) foram dois anarquistas italianos que foram presos, processados, julgados e condenados nos Estados Unidos da América nos anos vinte, sob a acusação de homicídio de um contador e de um guarda de uma fábrica de sapatos. Sobre sua culpa houve muitas dúvidas já à época dos acontecimentos. Não foram absolvidos nem mesmo depois que um outro homem admitiu em 1925 a autoria dos crimes. Foram condenados à pena capital e executados por eletrocução em 23 de agosto de 1927. Fonte: wikipedia... mas é bom confirmar também na Barsa

rique (02/05/2008 - 11:55)
"Informativo Azenha".Didatismo, tratando-se de política é bom e necessário.Quando se lê,certas afirmações dos missivistas nos "blogs' e seção de cartas dos jornais físicos,percebe-se ,imediatamente, a ignorância superando as posições político-ideológicas.Pessoas , formam-se lendo "O Globo", por exemplo,e não tem curiosidade de nada questionar.Esse é o caminho mais curto para a alienação.Tem gente que se orgulha de jamais ter lido um livro,quanto mais um jornal além das manchtetes.

Beto São Pedro (02/05/2008 - 11:35)
Parabens pela reprodução do testo, que me proporcionou o "gancho" necessário para um protesto contra um fato que irrita há tempos: a grande mídia brasileira, hoje devidamente identificada sob a sigla PIG, insiste em tratar o 1º de maio como "dia do trabalho" e não "Dia do Trabalhador". Seria aponas deboche ou uma ação consciente para desumanizar e pausteurizar a história do movimento dos trabalhadores?

Luiz Henriques Neto (02/05/2008 - 11:16)
Eles comemoram em outro dia o dia do Trabalho, no dia da execução de Sacco & Vanzetti, o que já tinha sido instituído quando surgiu o 1o. de maio.

(02/05/2008 - 10:47)
Cida, mas na Itália elege-se Berlusconi e o prefeito de Roma ultradireitista e nos EUA ainda está no páreo um candidato negro e com uma coloração política mais socialdemocrata.

Alexandro (02/05/2008 - 10:23)
A funcao historica do sindicalismo e toda sua representatividade foi jogada na lama por essa corja de vagabundos do PT,CUT e Forca Sindical.As centrais sindicais nao passam de bracos organizados da politicagem nacional.A CUT esta totalmente de "pernas" abertas para o PT, os interesses dos trabalhadores estao sobrepostos aos interesses politicos da canalha elite sindical que emergiu ao poder.Ja a Forca Sindical, foi criada com a ajuda de FHC e tem como um de seus fundadores o execravel Luis Antonio de Medeiros.Hoje, esse Paulinho (que sonha em ser um Lula)usa os recursos que o PAT repassa para as centrais em beneficio proprio, politico e pessoal.Tudo isso financiado de que forma? Com o nosso dinheiro é claro!Com o imposto sindical obrigatorio e com a liberdade que as centrais sindicais tem de usalos como bem entender, pois nao precisam, gracas a Lula, prestar contas a ninguem.Sindicalista no Brasil hoje e igual pastor da Universal...nao existe nenhum pobre!

Roberto C Rosário (02/05/2008 - 09:57)
Fato que deveria ser de conhecimento de todos se tivéssemos professores de História decentes em nossas escola. E enquanto isso aqui, em terras tupiniquins, fazemos shows, celebrando nada e promovidos por.. centrais sindicais... é muita desconsideração com a atitude de pessoas que fizeram mais pelo mundo do a maior parte dos "Estadistas".

Fernando (02/05/2008 - 09:31)
Chávez anunciou ontem o aumento do salário mínimo em 30%. Enquanto isso o governo brasileiro faz o grande acordo das teles.

Reinaldo (02/05/2008 - 09:03)
Azenha, O texto daria um mote para o argumento de um grande filme, pena que a grande indústria cinematográfica esteja mais interessada em filmes sobre perversões, sexo e de violência gratuita.

Joe Bastos (02/05/2008 - 08:21)
E foi assim que os americanos construiram a sociedade mais prospera da historia da humanidade.

cid elias (02/05/2008 - 02:21)
O Altamiro é leitura de primeiríssima qualidade. Muito bom vê-lo reproduzido aqui, abrç cid

Cida Medeiros (01/05/2008 - 23:10)
Em compensação na Itália: http://www.repubblica.it/2006/08/gallerie/spettacoliecultura/concertone-striscioni/4.html

Ricardo Medeiros - Formiga MG (01/05/2008 - 22:41)
Que bacana!!! Eu não sabia disso !!! Azenha, mais uma vez meus parabéns pelo seu site !!!

Mateuz (01/05/2008 - 20:51)
Infelizmente o mundo funciona assim, a história pertence aos vencedores fala-se muito do genocídio judeu, mas pouco sobre o Genocídio Armênio (1 milhão e meio de Armênios mortos). Em 1964 na cidade de Ipatinga, houve um massacre contra trabalhadores desarmados( mais de 30 mortes e centenas de feridos), eles exigiam melhores condições de trabalho, trabalhavam na USIMINAS, a data na cidade já é esquecida, muitas pessoas nem sabe da existência do fato. Recentemente a USIMINAS ganhou Pela terceira vez consecutiva um prêmio internacional fornecido pela GM...

Luciene da Rocha Vieira (01/05/2008 - 20:14)
Os americanos comemoram o Dia do Trabalho em Setembro. Ou seja, é intencional a idéia de apagar qualquer tipo de contestação ...

Anizio Carlos da Silva (01/05/2008 - 19:56)
Azenha, ótimo artigo, como sempre. Uma correção: é Norman Mailer, e não "Normal" "Mailer" o nome do escritor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . V I S I T E http://www.blogdosantinha.com

Delbert Almeida (01/05/2008 - 18:34)
História fascinante!!! Porém, não o bastante para ser incluída nas escolas e na mídia para ser objeto de reflexão e entendimento da nossa realidade. É muito subversiva... Que pena. Afinal, para que serve feriado para a imprensa senão saber o tamanho do engarrafamento no retorno e o número de mortos nas estradas?

Luiz Hespanha (01/05/2008 - 18:25)
Azenha Estou deveras impressionado com o "ódio" que o povo devota à ex-prefeita e atual ministra Marta Suplicy. De acordo com todos os blogs do PIG, ela foi estrondosamente vaiada no ato organizado pela Força Sindical. Fiquei a me perguntar: Kassab, Serra, Aécio e Alckmin não participaram de nenhuma manifestação do Primeiro de Maio? E se foram? Foram aplaudidos, vaiados, ignorados? Esse registro a mídia se esquece de fazer. Por quê? Já sei: não havia repórter acompanhando nenhum dos três. Mas, exatamente porque os donos de jornais e editores são "tucanoudenistademopefelentos"jamais deixariam de escalar alguém para acompanhar tais personalidades. Ah! então foi porque os reporteres são surdos, eles não conseguem ouvir apupos dos candidatos de seus patrões? Mas isso também é uma injustiça com os repórteres, nem todos são surdos, nem todos são "colonistas". A maioria, quero crer, é formada por profissionais sérios que registram fielmente o que vêem e ouvem. Como terá sido a recepção nestes atos a Kassab, Serra, Alckmin e Aécio?Como não pude ir a manifestação alguma do Primeiro de Maio em São Paulo, alguém poderia me contar como eles foram recebidos? Preciso dessa informação que Folha, Globo, Estadão, Josias, Noblat e tantos outros me sonegam...

Luiz Carlos Azenha (01/05/2008 - 17:56)
Primeira segunda-feira de setembro, marcando o fim do verão. É para fazer o povo sofrer o fim das férias.

Fernando (01/05/2008 - 17:52)
Não tem um tal de ´´Labor Day`` que é comemorado numa outra data? Ou não tem nada a ver?



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