Liana Utinguassú (09/11/2008 - 13:14)
Prezado Azenha, leitores
Por premissa básica nesta vida, trago em meu espírito ,coração, Alma, a consciencia de quem Fui e sou e os Valores deste legado Ancestral.Pois bem,dada a complexidade e tudo que li, tudo que escuto, vejo em relaçãos aos Povos desta Terra, parentes Indígenas,primeiro peço que façamos uma breve e profunda parada para reflexão:" Temos realmente Consciência de quem Fomos?"Não é necessário pressa.cada um leva o tempo que for preciso para ENTENDER,ASSIMILAR,E EFETIVAMENTE RESPEITAR. Mas,temos todo tempo do Mundo? Não, claro que não!A TERRA TEM?
Os Povos Indígenas apenas mostraram ao longo DOS TEMPOS que sempre mantiveram oRESPEITO,cuidado,à TERRA.A carta do Chefe Seatle é uma das PROFECIAS que mais fazem sentido !Façamos uma releitura.
Observemos o modo como os Povos se mantém até hoje,a persistência, FORÇA de Povos que não tem um segundo de tranquilidade, estão sob ETERNA pressão, opressão, SENDO AMEAÇADOS EM SUA VIDA, Mulheres, Filhos, Parentes, Todas suas famílias.SÃO CAÇADOS constantemente! Sim,cercados e caçados.
São Guerreiros e Guerreiras a defenderem sua morada SAGRADA(Será que entendemos isto)? Quando nos referimos a Selvagens!?Por tudo que é mais sagrado! QUEM SÃO OS SELVAGENS? Muitos podem dizer: "Eu não"! Sou "civilizado", os selvagens são estes "Indios" , Nós somos SERES HUMANOS! Alguns enchem a boca para dizer com Orgulho de assim "SER". Será mesmo que um DIA existiu o SER HUMANO?Utinguassú Liana/
comunidadeeditoria.blogspot.com (04/09/2008 - 07:57)
Gostaria de parabenizar seu artigo, que consegue demonstrar com clareza a atual situação das comunidades indígenas no Brasil e no mundo.
Leonidas Arapaho (30/08/2008 - 15:48)
Também não concordo com genocídio.
Azanha, penso que todos estão abordando superficialmente a questão, desconsiderando as implicações que a demarcação em área contínua e de fronteira poderá trazer. A respeito disso, remeto-os ao artigo do Ruy Fabiano "Índios são ou não brasileiros?" de 29/08/2008.
Gostaria que você comentasse o assunto levando em conta a "Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas" da ONU, que não foi assinada pelos EUA, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, etc (eles não são bobos).
Outra coisa que ninguém comenta: Se é para repararmos todo o mal que nós "brancos" fizemos aos indígenas nestes últimos séculos, POR QUE NÃO TRABALHARMOS PARA QUE OS INDÍGENAS RETOMEM SUAS ANTIGAS CRENÇAS RELIGIOSAS, SEUS DEUSES (TUPÃ,ETC)???
Não podemos ser hipócritas, não podemos desejar o bem pela metade. Devemos reparar os indígenas em tudo que eles tinham? Então, o que devemos fazer?? Fora religiões importadas? Fora com o cristianismo, com o espiritismo, com o budismo? Fora com os padres, com os pastores que mudaram suas crenças religiosas e que lá ainda permanecem????
Finalmente a frase do chefe Pontiac (América do Norte, séc. XVIII ou XIX): "ELES VIERAM COM UMA BÍBLIA E SUA RELIGIÃO - ROUBARAM NOSSA TERRA, ESMAGARAM NOSSO ESPÍRITO ... E AGORA DOS DIZEM QUE DEVEMOS SER AGRADECIDOS AO 'SENHOR' POR SERMOS SALVOS"
Garcia (29/08/2008 - 08:19)
Quando era garoto e o freqüentava o antigo primário (e a educação era boa), tínhamos orgulho não de ser branco ou negro, mas de ter alguma descendência indígena. Os professores (as) que tive, em sua maioria falavam do índio com respeito e até orgulho, aí veio o golpe de 64 e aquilo que já estava ruim para o povo indígena, piorou. Nos dias de hoje noto que o índio tem sobrenome , Silva, Santos, Gomes.... e não sobrenome indígena. Uma amiga descendente de índio paraense disse, isto é para destruir nossa cultura e nosso orgulho. Temos e devemos respeitar os povos indígenas, não são bêbados, vagabundos e nem ladrões e se alguns assim tornaram foi por nossa incompetência.Também não aceito ser co-autor de genocidio.
Ricardo (27/08/2008 - 22:47)
Excelente artigo, Azenha! Já é hora das pessoas decentes porem a mão na consciência e olharem com olhos críticos o bombardeio (des)informativo que a pior canalha senhorial deste país anda nos impingindo diariamente. O documentário da TV Cultura foi uma raríssima excessão ao show de mediocridade tendenciosa comandado pela Bandeirantes. Aproveito para deixar aos leitores a sugestão de um artigo meu que o Le Monde Diplomatique mandou ao ar recentemente. Chama-se "De costas para Rondon" e está disponível no site: http://diplo.uol.com.br/2008-08,a2488
Renato (27/08/2008 - 19:53)
Errado, na terra desses canalhas indígenas ninguém entra sem autorização deles, existe uma estrada federal onde à partir das 18 horas ninguém circula por ordem desses canalhas. Tá Certo os Bandeirantes e os EUA. MORTE À ESSA GENTE.
vou deixar o meu e-mail: fghmack@ig.com.br
marcelo - curitiba (27/08/2008 - 18:12)
Nesta tarde, ao ouvir os votos dos Ministros do STF,escutoo Direito pedir vista dos autos. Me ocorreu o óbvio, que ía fazer leilão.Ver quanto vale sua decisão.Triste perceber que eu tenha pensado uma coisa dessas. Triste a gente ter tão pouca credibilidade em nosso maior tribunal.
Me deu um certo desalento, saber que qualquer que seja a decisão, certamente os índios já saíram perdendo. E se ganharem, duvido que vão levar. Essa "meia dúzia" de gente inescrupulosa que está por trás de toda essa celeuma não me faz crer que os deixarão em paz. Pena que essas pessoas também sejam brasileiras... Me envergonho de chamar gente assim de compatriota.
Afonso de Oliveira (27/08/2008 - 14:44)
Entendamos que tais reservas são demarcações soberanas aos povos indígenas e que as mesmas estão em mãos devidas, independentemente da ganância demonstrada em seu solo e em suas riquezas naturais por parte de agronegócios e/ou minerações, ambos muitas vezes, ou melhor, na maioria das vezes ecologicamente temerários.
Não deixemos que uma área virgem e nativa se transforme apenas ou em plantações de arroz, ou em pastos para quadrúpedes, ou, pasmem, em posses irregulares da terra com vista à futuras valorizações impróprias e indevidas das mesmas, ou seja, em práticas puramente especulativas.
Sem essa de que ali poderão ser erguidas comunidades trabalhadoras economicamente ativas e prósperas!
Sem essa de que tais terras poderão ser sinônimo de progresso ou de sei lá o quê!
Que optemos, isso sim, por políticas adequadas à biodiversidade própria e local.
Que optemos pela preservação sustentável e inteligente e não pela monocultura ou pastoreio burros e atrasados. Nem pela possível transformação de tal sítio em área de simples e danoso extrativismo com prospecção dos minérios ou seja lá o que mais esteja em seu subsolo. Não a um novo Eldorado do Carajás, de tão triste memória!
Que hoje, torço, o STF tenha bom senso, coisa que tem lhe faltado há muito, e vote adequadamente pela manutenção territorial integral da já demarcada Reserva Raposa Serra do Sol.
Gerson Pompeu (27/08/2008 - 11:04)
Né brinquedo não!
Tem gente por aqui que parece achar que deveríamos cimentar todo o solo brasileiro, deixando apenas algum espaço para monoculturas em grande escala e para pasto.
Vixe Maria! Te esconjuro! Pé de pato, mangalô, trêis vêis!!!
bentoxvi-o santo (27/08/2008 - 10:51)
AZENHA.COMO SEMPRE O MAIOR INIMIGO É NOSSO PROPRIO POVO...NOSSOS IRMÃOS INDIOS...SÃO A BOLA DA VEZ...AS MILHARES DE ONGS INTERNACIONAIS NÃO...A QUARTA FROTA NÃO...A VELHA TROPA DE OCUPAÇÃO...ANDA PREOCUPADA...FAZEM ATÉ REUNIÕES...
Marcos G. P. (27/08/2008 - 09:29)
Eu também não quero ser co-autor de genocídio, em nenhuma de suas formas,seja dizimando índio, seja ( sutilmente) legalizando o aborto , seja a manipulação de células embrionárias ( como justificativa de um pretenço progresso da sociedade). Agora a dita sociedade "progressista" argumenta que a cultura indígena é um atraso, arcaica e que não cabe nos padrões culturais "civilizados", que é preciso, senão enquadrá-los, ao menos limitar ao máximo sua existência - pra não falar em extinguila.
Marcio Leandro (27/08/2008 - 07:29)
Acabei de ler no UOL:
"Análise: "A questão é: como fazer valer a decisão do STF?"
Da Redação
Em São Paulo
O STF (Supremo Tribunal Federal) inicia nesta quarta-feira o julgamento de uma série de ações que questionam a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, no Estado de Roraima, na divisa com a Venezuela e a Guiana. A reserva foi homologada por decreto do presidente Lula, em 2005, de forma contínua. Produtores de arroz, que plantam na região, e o governo de Roraima querem que a demarcação não seja contínua, já que os índios não ocupam toda a área."
1) Dá para ver claramente o direcionamento que tomam ao dizer "A reserva foi homologada por decreto do presidente Lula, em 2005, de forma contínua."...e esquecer que a área foi demarcada no governo FHC. Uma tentativa de jogar o conflito que pode surgir no colo do atual governo.
2) "Produtores de arroz, que plantam na região, e o governo de Roraima querem que a demarcação não seja contínua, já que os índios não ocupam toda a área." Notem o último trecho!!!!!!
Jorge Verissimo Pereira (27/08/2008 - 06:08)
Azenha, e o massacre sera dos 2 lados da fronteira. Veja esta materia do Independent falando sobre a relacao do Alan Garcia, com os indios. Ele quer mandar tropas para la. para que? Pq os indios estao protestando contra mudanca de le que tornara mais facil a invasao de terras por mineradoras, petroliferas e qualquer um que queira sugar a riqueza da amazonia peruana a troco de nada.
materia completa em http://www.independent.co.uk/news/world/americas/perus-army-on-standby-as-jungle-unrest-grows-904128.html
Altino Correia - Presidente Prudente - SP (27/08/2008 - 02:32)
E depois dizem que não existe preconceito no Brasil!
Azenha, você foi direto ao assunto e produziu um comentário excepcional. Estou de pleno acordo, porém, é preciso lembrar que o idoso, o jovem, o desempregado, os nordestinos, o analfabeto e o índio são tratados na maioria das vezes com certa restrição. Por que essa discriminação? Somos todos iguais, e a população brasileira sabe muito bem disso, desde que se tornou conhecida a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que por sinal está comemorando 60 anos. Parabéns companheiro Azenha, e vá em frente, com a minha solidariedade.
Roberto Barboza (27/08/2008 - 00:21)
A ganância dos latifundiários gaúchos, capixabas, nordestinos, paulistas ou das grandes corporações nacionais e internacionais do agronegócio não tem fronteira. A única sustentabilidade com que estão preocupados é a das contas bancárias e da manutenção dos empréstimos oficiais para a expansão de "suas" terras. A abordagem "imparcial" da nossa "GRANDE mídia", deliberadamente, defende interesses dos inescrupulosos detentores do poder político e do capital. Sem o menor constrangimento ela (a mídia) joga a população brasileira contra os últimos dos moicanos do hemisfério sul. A Rede Globo, no JN desta semana, mostrou que os índios invadiram as fazendas dos arrozeiros (ou arruaceiros tropicais?). Quem invadiu o que e de quem? O comportamento da imprensa é o que podemos classificar de medieval. Bastante oportuna e esclarecedora a matéria do jornalista Antonio Carlos Fon sobre a nossa vergonhosa história recente, relembrando o massacre impetrado pelo regime militar contra a população nativa. Na concepção medíocre dos patrões, editores da imprensa brasileira, as únicas tragédias que merecem espaço são as urbanas dos "Nardonis", dos mosquitos da dengue, das febres amarelas e dos "dossiês" aloprados. É passada a hora da sociedade e dos governos, local e federal, assumirem a "mea culpa" e garantirem o direito de existência das comunidades originais, livres das ambições sem limites dos "civilizados", já que da imprensa e dos latifundiários pouco podemos esperar. Louvável a postura e a pronta ação do Ministério da Justiça neste deplorável episódio dos pistoleiros grileiros e jagunços assassinos invasores de terras da União. Agora resta saber qual será a decisão dos juízes do STF. Não duvido que seja a de algemar os indígenas e enviar algumas lagostas e salmão fresco (sobras do Cacciola) para o arrozeiro "arruaceiro" P. C. Quartiero. Afinal, os índios já não têm o dia 19 de abril? Querem mais o que? Parabéns Azenha mas, somos todos cúmplices quando lavamos as mãos diante de qualquer genocídio, linchamento ou hábeas corpus preventivos para escroques. Não acha?
Ary da Silva Martini (26/08/2008 - 23:52)
"Choravam como se fossem gente"! (de um bandeirante paulista, após ter comandado um massacre numa aldeia no interior de SP, onde mulheres, velhos, homens e crianças foram cortados ao meio a golpes de facão). Muitos ainda acham que índio chora como gente.
ricardo silveira (26/08/2008 - 22:11)
Caríssimo jornalista, Azenha, belíssimo texto, o melhor que já li sobre esse conflito. Como seria bom para o país se a manifestação do STF fosse ao encontro desse texto.
Augusto José Hoffmann (26/08/2008 - 20:05)
Prezado Romanelli, com o devido respeito e consideração ao seu enunciado: Acho que para nós bastam os outros 87,5% tomados dos índios, não?
João Bravo (26/08/2008 - 19:34)
Esta empatado no STJ por 1X1 o pedido de HC de Cacciola.Não bastasse este lixo de justiça fazer merda aqui, ainda vão buscar corrupto em Mônaco pra soltar dias depois, nos fazendo passar mais vergonha. STF, não tem mais o respeito e credibilidade junto ao povo, acho que por mais prejudicial que seja a decisão quanto a demarcação, pode em um futuro ser questionada.Acho que a prioridade seria inquirir o senhor Gilmar Mendes, para saber como ele conseguiu ler os pedidos dos advogados do Dantas em capitulos.
Romanelli (26/08/2008 - 18:18)
pra que não se esqueça, 12,5% (doze) do BRASIL já são reservas indígenas. Haja esquecimento de minorias, não?
Romanelli (26/08/2008 - 18:13)
Volto a dizer, acho que a coisa tem que ser olhada pensando no futuro, no todo, nem arrozeiros grileiros, nem indígenas, mas sim dentro de uma visão mais ampla. Temos que parar de tratar índio como retardado, há entre eles, os homofóbicos, os sádicos, os centrados e os tarados. Afinal, eles são herdeiros de Adão? São santo? Vou contar uma historinha. Aqui em SP existia a muito tempo os povos sambaquizeiros. NINGUÉM sabe ao certo quem eram, pois qdo Cabral chegou eles estavam dizimados. Deixaram como legado construções GIGANTESCAS feitas de ostra e mariscos, construções que tem 30mts de diâmetro e 15mts de altura, um colosso de mais de 2 mil anos. Como esses povos conseguiram? Aquelas construções não eram naturais, nem lixo, nem dilúvio, dependia de tecnologia, de conhecimento, talvez de criação, mas pra que? NINGUÉM sabe, ninguém estuda, ninguém conserva, ninguém pergunta, os TUPIS já dizimaram aquela turma. TENTO dizer que a história continua, há que olharmos pra frente, sem sectarismos nem separatismos, em última instância somos todos os ESQUECIDOS que vagamos nesta bola, Terra. E por isso e mais que reafirmo, a criação de áreas extensas como RESERVAS (já são 46% de RR) pode SIM comprometer o futuro de novos brasileiros que aqui chegarão. O MODELO de reservas NÃO garantiu SUSTENTABILIDADE, integridade nem altivez praquela gente. Sejamos coerentes, é muita terra pra POUCOS brasileiros, emos que buscar melhores soluções pra todos, pras maiorias e minorias de esquecidos
ANTÔNIO ALBERTO (Pe. Alberto) MENDES FERREIRA. (26/08/2008 - 18:02)
Citando Ivan Moraes aqui (26/08/2008 - 02:34)
"É disso que o STF vai tratar: de uma disputa POR TERRA entre alguns fazendeiros brancos e milhares de indígenas": nao espere nada, nadinha, alem de merda do STF. NAO ESPERE ABSOLUTAMENTE NADA DO STF. " >>
COMO QUE UM INDIVÍDUO, TÃO DESCONTROLADO EMOCIONALMENTE E TÃO INFANTIL AFETIVAMENTE, COMO DEMONSTRA ESTA FOTO, >>
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2008/08/isso-pode.html >>
PODE EXERCER A FUNÇÃO, EM ÚLTIMO GRAU, DE JULGAR AS PESSOAS ??? >>
COMO É QUE FICA, SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL E CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, VOCÊS NÃO DESCONFIAM NÃO ???
Augusto José Hoffmann (26/08/2008 - 17:59)
Peço escusas. Comentário abaixo truncado = mal-entendido.
Por favor, onde se lê: "Penso se tratar de algo profundo..." entenda-se "mais profundo" e onde aparece indíginas é indígenas. Emboa leia-se "embora". Grato.
Alexandre Carlos Aguiar (26/08/2008 - 17:25)
Por favor! Já matamos e dizimamos populações inteiras de povos habitantes destas regiões em nome da Economia. Chega, né. E se fosse ao contrário? Se eles começassem a tomar as terras dos arrozoeiros, ou mesmo invadissem as cidades e fazendas para caçar e assentar suas tribos? O que o homem dito civilizado faria?
Ricardo Souza (26/08/2008 - 16:42)
Azenha, gostaria de depor que, após ler tantas matérias sobre o assunto, ver o documentário em que participasse, e tudo mais, só agora, após a leitura desse texto, pude realmente compreender todas as coisas que estão por trás dessa disputa! Valeu mesmo!
Eduardo Aguiar de Almeida (26/08/2008 - 15:43)
Excelente, Azenha. Parabens! Seu texto honra simultaneamente a Cidadania, a Democracia e a "cara" peculiar do povo brasileiro. O Brasil, através de seus dirigentes, políticos, militares, magistrados, etc, não pode mais continuar cometendo esses "micos", ressucitando ideologias colonialistas e facistoides de modo tão descarado e desavergonhado. Eduardo Almeida (indigenista, jornalista e agricultor. Salvador, BA. almeidaedu@uol.com.br Ex-Presidente da Funai, ex-Membro do Foro Permanente de Assuntos Indígenas da ONU)
Romanelli (26/08/2008 - 15:23)
LAMENTO, mas acho que vc fala com o coração, e não me convenceu. O BRASIL tem que ser de TODOS os brasileiros, não só de índios, nem de arrozeiros, de brancos ou de negros. REPITO, 12,5% do território já é Reserva Indígena (MUITO mais que Portugal), 35-40% já são Parques e Reservas Federais e Estaduais. Estas políticas afetarão o FUTURO de novas gerações. POUCO me importa o que diz a constituição de 88, até parece que ela é perfeita, é o típico caso de você usar um argumento apenas qdo a face vc aproveita. Esta não é a mesma constituição que diz que todos somos iguais perante a lei? Como vc disse, as POPULAÇÕES crescem, e isso tem que ser levado em conta, os BILHÕES que ainda virão. 12,5% das terras, e mal utilizadas, muitas vezes vilipendiada, e ainda temos que ver índios mendigarem por assistência e piedade. A questão tem que ser ampla, tratada dentro de um amplo debate sobre a questão fundiária, a reforma agrária, a posse, o latinfúndio, a pequena e a micro propriedade, a SUSTENTABILIDADE. Acho que em se falar de RESERVA cria-se um privilégio contemporâneo, melhor mesmo se PARQUE Nacional, a ser preservado e "explorado" por todos
Vera Silva (26/08/2008 - 14:31)
Eu também não aceito ser cúmplice de genocídio. Porque ninguém pode cometer um crime em meu nome. Nem mesmo o STF.
Cláudio (26/08/2008 - 14:03)
Perfeito! Eu também estou fora dessa! A União (notadamente as Forças Armadas!) tem muita terra ociosa e a doutrina de Segurança Nacional da ESG do tempo da ditadura - em parceria com os EUA - é ridícula.
flora (26/08/2008 - 13:18)
num país onde existe tantas louras, resultado natural e óbvio do cruzamento entre brancos, negros e índios, o racismo é fácil de explicar...
na verdade, a quantidade absurda de farmácias nessa terra é que explica as louras, mas deixando de brincadeira, que o assunto é triste e sério, queria realmente entender o que o STF vai fazer amanhã, se as terras já foram homologadas e são garantidas pela constituição. a simples existência da discussão já não tem que ser considerada inconstitucional?
também acho intrigante a certeza que os "brancos" brasileiros têm da sua cor. teriam que começar ignorando o sangue mouro da península ibérica para se sentir caucasiano por aqui. aliás, ouvi de um autêntico representante da elite "branca" que detesta a palavra caucasiano. bandeira maior impossível...
não sou autoridade para falar porque assisto pouco tv, mas me parece que todos os canais, sem exceção, dão muito pouco espaço aos índios, e não deveriam, porque sabendo fazer, com talento e honestidade, agrada.
Philips (26/08/2008 - 12:48)
A melhor declaração sobre este problema da demarcação de terras foi dada pelo Ministro Marco Aurélio, "se prevalecesse o princípio que rege as demarcações, a "minha querida" cidade do Rio de Janeiro - disse o Ministro (?) - teria que ser devolvida aos índios que lá viviam quando os portugueses chegaram.Aí eu pergunto, quando os índios tomarão minha casa, também?
Ps:Ah, ia me esquecendo, lembram do índio payakan que cometeu o estupro, acompanhado de tortura e tentativa de homicídio, da estudante Silvia Letícia da Luz Ferreira, de 18 anos, filha de agricultores de Redenção, cidade de 150.000 habitantes, 750 quilômetros ao sul de Belém.Está soltinho da silva, protegido pela FUNAI...
Luiz Henrique Gomes Moraes (26/08/2008 - 12:00)
É um bom começo, já ouvi gente dizer que não considera índio, o índio que usa bermudas, celulares, laptops, etc.
Como se essas pessoas tivessem a verdade e opinião moral para alguma coisa. Eu que sou negro, ninguém reclama por que eu não me visto com o vestuário africano, se for assim não sou um negro.
francisco.latorre (26/08/2008 - 10:43)
sobre os iroqueses tem
"a origem da propriedade, da família e do estado"
do f. engels,
encima de outro livro de um americano que não recordo.
um espetáculo.
tem na editora escala. seis reais.
Fabio Passos (26/08/2008 - 00:50)
Também tô fora! O Brasil pode tornar-se próspero sem que precise tomar a terra e assassinar os poucos indios que restam.
Lucas Cardoso (25/08/2008 - 21:34)
Pequena correção: Os Iroquois foram expulsados para o oeste, não pro leste. Depois o processo de faz acordo, quebra acordo, mata gente, expulsa sobreviventes se repetiu muitas vezes, cada vez com períodos menores de paz. Os livros de história chamam isso de marcha para o oeste.
francisco.latorre (25/08/2008 - 19:49)
/minha sugestão é que mandemos o vídeo do raposa-serra-do-sol do azenha para CADA UM dos excelentíssimos senhores juízes.
/viram como tô educadinho?
/todos contra o genocídio.
/o lance é o seguinte: quem matou matou quem não matou NÃO MATA MAIS.
ailton filho (25/08/2008 - 18:04)
É desrespeito pela vida humana. A mesma vida que não vale nada em Brasília, Nova York, no Vaticano, em Pequim... Esse é um dos principais motivos que leva a crer que logo a própria humanidade vai se colocar em posição de extinção.
O Chris Almeida - BH (25/08/2008 - 16:54)
O Colorado já foi terra indígena, aliás, não há terra nos EUA que não tenha sido...
Conceição Oliveira (25/08/2008 - 16:26)
"EU NÃO ACEITO SER CO-AUTOR DE GENOCÍDIO", eu também não, Azenha.
Seu documentário em minha opinião foi a melhor abordagem que vi sobre o assunto, tem de ser referência, deveria ser visto pelos magistrados do STF, por congressistas equivocados ou oportunistas.
Tenho dedicado tempo pra discutir o assunto e para garimpar textos e materiais a respeito, divulgando nos blogs, sites e listas.
Meu trabalho como historiadora e educadora expostos nas minhas coleções para crianças e adolescentes tem compromisso em dar voz e vez aos povos indígenas e a outros grupos sociais que, de modo geral, sempre tiveram negados os direitos à memória e história. Representar indígenas como algo do passado é contraproducente, representá-los de modo idealizá-lo também (o Vermelho já fez isso quando narrou a viagem dos representantes dos Macuxi à Europa) estereotipá-los como faz a direita conservadora é outro risco. Precisamos ensinar às nossas crianças que é positivo conviver com a diversidade, que os povos indígenas, inclusive, têm diferenças entre si, mas de modo geral entre todos eles a relação com a terra garante sua sobrevivência física e cultural; que neste país as leis precisam ser respeitadas e que a demarcação em áreas contínuas é direito constitucional, finalmente precisamos ensiná-las que essa sanha desenvolvimentista destruidora não precisa ser desta forma, que podemos desenvolver respeitando a vida.
Sr Azenha, dos EUA o senhor acha que tem uma boa visão do problema? O senhor já visitou uma reserva indígena? Pois se os próprios brasileiros índios querem usufruir de bens materiais e das benesses de nossa civilização sem perder sua cultura e tradições, porque trancafiá-los em territórios exclusivos? Para nós, civilizados, vê-los em zoológicos humanos? Acho que mesmo lendo sobre o assunto o senhor não entendeu bem o espírito da questão. O problema não é demarcar terras ou não demarcar. Elas já existem e sempre existirão. O problema é se a demarcação deve ser em áreas de fronteira e se elas devem ser contínuas e em forma de bolsões que em última análise desenvolveria substancialmente a região. Levando para o local comércio, médicos e progresso de nossa civilização. Procure estudar melhor o assunto. Não estamos falando de índios brasileiros, mas de brasileiros índios. Não possuímos dívidas históricas com índios. Isto seria o mesmo que tentar impedir que Colombo chegasse as Américas. Temos é que organizar meios de preservar a vasta cultura indígena e, ao mesmo tempo desenvolver a região deles com as benesses de nossa sociedade, como até mesmo a advogada indígena propõe. Não deixemos que escusos interesses internacionais que falam de sua própria culpa nos contaminem. Nós preservamos nossos índios até hoje como em nenhum outro lugar no mundo. Devemos nos orgulhar.