Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
Não dá pra mostrar tudo na tv.
Home Receba as últimas notícias via RSS [ Leia + ] Fale Comigo
Opinião Utilidades

EM BOA VISTA, ATO CIVILIZATÓRIO É COMER NA PRAÇA VENDO TV

Atualizado em 14 de junho de 2008 às 20:05 | Publicado em 14 de junho de 2008 às 19:35

Boa Vista, Roraima, é candidata a ser a Twin Peaks brasileira.

Twin Peaks é a cidade inventada pelo diretor David Lynch para um seriado de televisão que foi muito popular nos Estados Unidos.

A cidade em que nada é o que parece.

Foi uma alegoria que Lynch usou para falar da vida no interior dos Estados Unidos, em que sob a aparente placidez social existe um submundo sórdido.

O subúrbio americano, seja das grandes ou pequenas cidades, é o retrato do conformismo social.

O conformismo arquitetônico é literal: os prédios do McDonald's, do Bob's, do White Castle, do Wal Mart, do K Mart e de toda a parafernália consumista obedecem a um mesmo padrão.

É por isso que se diz que, tirando Nova York, São Francisco e Chicago, todas as cidades americanas são iguais.

Elas são organizadas para ser iguais pelo simples motivo de que servem para um único objetivo: o consumo.

Pais consumidores, filhos consumidores, cães consumidores.

São cidades de consumidores, não de cidadãos.

Os direitos dos consumidores estão acima dos direitos dos cidadãos.

Você pode trocar o eletrodoméstico que acaba de comprar pelo simples fato de que desgostou dele - mas não pode trocar o presidente que fez em seu nome uma guerra com a qual você não concorda, ainda que o eletrodoméstico não tenha matado ninguém e o presidente tenha matado o seu filho.

Em Boa Vista, Roraima, fui à praça central à noite.

No centro da praça central há uma praça de alimentação.

A praça de alimentação é coberta.

Em torno da praça de alimentação há oito aparelhos de televisão ligados na Globo.

As famílias saem de casa para passear, sentam-se na praça de alimentação e comem assistindo à novela.

O som dos aparelhos de TV se sobrepõe ao dos humanos.

A praça, a TV, o asfalto, os carros novos, as roupas de marca, o Bob's - Boa Vista é vitrine da civilização num canto da Amazônia.

No imaginário de Roraima, ela é o moderno.

Tudo o que a nega é o primitivo - os indígenas, por exemplo, que insistem em disputar a terra, em atrasar o estado, em não concordar com nossa idéia de país.

A barbárie travestida de ato civilizatório é o que liga nossa Boa Vista à Twin Peaks dos gringos. É roubar a terra do índio ou matá-lo em nome da modernidade.

Eu estava na praça de Boa Vista quando um personagem da novela Duas Caras, negro, se rendeu à superioridade branca gritando vivas à dona Branca e admitindo que "radicalismo não leva a nada".

Dona Branca era, para quem não viu, branca.

Nas palavras do autor da novela, Aguinaldo Silva, reproduzidas pelo jornal Extra:  "Ele (o militante estudantil negro) vai se apaixonar pela burguesinha. E ela vai ensinar que o marxismo é mais embaixo".

No Brasil do Aguinaldo o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista.

Ou quem é do contra é mal comido.

A redenção para os negros é o sexo com os brancos.

Cidadania=gozo.


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Ana Nery (31/07/2008 - 20:19)
No0o0ssa mesmo!! medíocre a escrita e a criatura que tem a felicidade de VISITAR a cidade de Boa Vista e escreve um texto tão simplita e com uma visão tão limitada. Se vai usar o nome de uma cidade que você nem conhece para escrever um de seus textos "BELISSIMOS" é bom que seja apenas pra você usar como inspiração nos dias de constipação.

Cristiane de Ângelo (27/07/2008 - 12:34)
No0o0ssa! Que "visãozinha" limitada de mundo que tens hein!..Me pareces ser um tanto medíocre! Informe-se sabiamente, até pra criticar negativamente é necessário ter o minímo de informação!

Vlado (21/06/2008 - 14:04)
Leio quase que diariamente os seus escritos aqui mas este eu não tinha visto até hoje. É duca!! Repito o que alguém ja disse: estás inspirado, tchÊ!!

Gerson Pompeu (16/06/2008 - 17:17)
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: VER NOVELAS (PRINCIPALMENTE DA GLOBO) FAZ MAL À SAÚDE. Eu já me livrei deste vício faz tempo.

Neo-tupi (16/06/2008 - 16:47)
Depois da crítica à Globo, é preciso fazer uma auto-crítica nossa também. A Globo foi criticada a vida inteira e sempre manteve o poder econômico e político. Há novelas passadas em que o bom operário era o operário-padrão, e não o que fazia greves. Latifundiários eram bonzinhos e amigos dos agregados. Sem terra se casavam com latifundiários. E por aí vai. É verdade que a novela sofreu alguns reveses de audiência, mas andou batendo recordes nos últimos capítulos. Por isso nós também não temos muitas vitórias para cantar. Resta-nos fazer o que fez o Azenha e outros: denunciar os esteriótipos e a doutrinação. A mensagem da Globo soa ridícula para a gente, mas será que é assim para massa de ex-pobres que entram na classe C? Que entram na sociedade de consumo? Já pensaram que a novela vende sonho e que o sonho pode estar sendo bem vendido? O final feliz da novela povoa os anseios de muito jovem recém-incluído. O brazilian-way-of-life da Globo vendeu o peixe de que os pobres, negros e excluídos se trabalharem duro, seguir o "exemplo" dos vitoriosos no topo da pirâmide se redimem e chegam lá. O que a novela não conta é que, para cada negro ou excluído vitorioso, milhares ficam para trás, como a estória do burro de carga conduzido para alcançar a cenoura, que está amarrada em uma vara mantida a uma distância inatingível pelo montador. É o árduo trabalho de contar a parte feia da história que cabe à conscientização política. E passamos por desmancha prazeres do final feliz.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona de BH (16/06/2008 - 13:47)
"Hoje são açoitados pela adulteração racial e escravos do padrão global ariano" Boa, Everton, boa...

Luiz de Aquino (16/06/2008 - 13:37)
A coisa que mais me entristece é constatar que, ao longo da História, a colonização se dá sempre com o jugo exercido pela maioria (os mais fortes) sobre a minoria (os menos armados). Seja pelas guerras, seja pela doutrinação cultural (em que religião, língua, música e costumes forçam mudanças de hábitos). Curto novelas com gosto, mas cuido de separar o que me serve, como personagens e diálogos, com o cunho meramente literário, daquilo que é lixo, como a doutrinação imposta pelos anunciantes e pelo poder, no caso exercido pelos patrões, sempre a serviço do poder político que eles, os donos da mídia, escolhem para nos impor goela abaixo. Parabéns pela análise e pelo texto! Belíssimos!

Stanley Burburinho (16/06/2008 - 11:47)
E o fracasso da novela foi tão grande que derrubou o Mário Lúcio Vaz da Diretoria de Entretenimento. Tempos atrás postei aqui um comentário dizendo que estrategistas de partidos da oposição fizeram reuniões de pauta com o Aguinaldo Silva antes de a novela ir ao ar.

M. Silva (16/06/2008 - 10:27)
Excelente texto! Parabéns!!!

Antônio César (16/06/2008 - 10:11)
Azenha, O Aguinaldo virou (ou sempre foi?) uma espécie de Brigitte Bardot gay. Dá pra entender?

Tatiana (16/06/2008 - 06:25)
Valei-me, ele endoidou

Everton, de Belo Horizonte (16/06/2008 - 01:34)
Gustavo Eduardo Paim Pamplona, lendo seu comentário lembrei-me de um quadro no antigo "TV Pirata" da globo. Um casal de negros, vividos pelo Ney Latorraca e pela Débora Bloch, tinha um filho. Na cena, os pais, sentados na sala vendo TV, são interrompidos pelo filho saindo do quarto, com um sonzão no ouvido, vestido de jeans colorido, cabelo Black Power e os pais, horrorizados perguntam: o que é isso filho? Ficou louco? E ele, disse: não, só estou assumindo minha identidade negra, minhas raízes negras. Sou negro. Vocês também são. Os pais: fale baixo, quer que alguém escute? Os pais então choraram e pediram a ele que não fizesse isso, que não os envergonhassem. "O que nossos vizinhos irão dizer?", perguntava a Débora Bloch. É isso, a globo trabalha os negros afastando-os de suas origens e transformando-os em "novos brancos". Negras com cabelos anelados, enrolados? Nunca, alisante, chapinha e pranchinha neles. Olhos verdes, cor de mel. Onde já se viu negro de olhos negros na globo? É a exibição pós-moderna dos negros na globo. A anterior era com eles em novela de época como escravos, amarrados no toco, sendo açoitados. Hoje são açoitados pela adulteração racial e escravos do padrão global ariano. A globo é o ópio do país. O País parado em praças públicas, sintonizado numa noveleca global é a maior destruição cultural que podemos sofrer.

Akhnaton Cintra Dias Berna- Suiça (15/06/2008 - 23:51)
Azenha, Queria antes de tudo propor que abordassemos mais "Duas caras" porque foi uma novela realmente muito forte, até mesmo humilhante para uma grande parcela deste nosso Brasil. é impressionante a cara de pau (desculpe o termo) que teve este Aguinaldo Silva retratando como exemplo de ética, sempre, mas sempre... a raça braca!! Bom, sobre a frase : " A redenção para os negros é o sexo com os bracos". Nao sei se vcs repararam, mas os "bons" negros da novela estao quase sempre com brancos!! A mensagem politica aí é simplismente fortissima.O negro nao basta por si só para ser alguém de confiança,ou seja: Sao barbaros!! Gente, quando eu falo negro, nao quero dizer somente a raça negra, mas também tudo inerente ao "negro" no brasil: nordestino, parduo, etc.. em breve; tudo que nao é europeu. Vejem muito bem exemplificado o caso do Evilázio que só vai atingir a "redenção" fazendo ruptura com um norddestino, Juvenal Antena (O LULA). Nossa, se formos entrar por aí, poderiamos escrever um livro. Conclusão da novela : brancos=bondade, honestidade,humildade (Dona Branca). negro= atraso, ressentimento, corrupção (Juvenal). Para quem vcs vão votar na próxima eleição? rs..

Noris (15/06/2008 - 23:30)
Abaixo da crítica mesmo. Um horror. Meu repúdio

Nilson Euclides da Silva (15/06/2008 - 23:25)
Azenha, Vc. foi direto no ponto. Parabéns!

marcelo Calazans (15/06/2008 - 19:37)
Ótimo textoo!!! EStá inspirado Azenha!

Betina (15/06/2008 - 19:22)
Agnaldo Silva é aabixo da crítica. Para ele com certeza o estupro colocnial não existiu

Henry (15/06/2008 - 18:41)
Beleza de texto!!! Esta aí a prova da Globo catequizando seu público!!! A mensagem é que esta novela passou é deprimente!!!

Sérgio Santos (15/06/2008 - 18:27)
Nunca mais eu tinha deixado um recado (mais pela correria do que pela falta de vontade), mas esse texto é ótimo, Azenha. Ele me fez lembrar de uma reflexão meio sombria que eu tenho em relação ao nosso deslumbramento e à nossa mania de copiar o estilo de vida norte-americano de maneira atabalhoada: eu rezo para que, de mania em mania, nós não tenhamos também jovens atordoados e pressionados atirando nos outros dentro de nossas escolas.

(15/06/2008 - 15:11)
Acompanho seu blog há tempos. Admiro o seu trabalho desde a extinta TV Manchete e a histórica entrevista exclusiva feita por você com Michail Gorbachev. Nunca comentei. Muitos diriam que esse artigo é bairrista. Mas dou meu testemunho de que é um retrato perfeita do que acontece na Amazônia. Em Macapá (AP) não é diferente. Uma das praças de alimentação daqui fica às margens do magnífico Rio Amazonas e invariavelmente os quiosques também tem enormes TVs ligadas na Globo. Bares na extensão da orla chegam as raias do absurdo ao interromperem a música ao vivo na hora da novela global. Nos programas locais de televisão e rádio e mesmo nos sites e blogs de jornalistas daqui é reproduzido tudo o que é dito nos telejornais da Rede Globo e os comentários da Miriam Leitão são tomados como verdades inexoráveis e reproduzidos à exaustão, assim como a revista Veja ainda é o bastião da verdadeira verdade. Ribeirinhos e índios povoam os discursos dos políticos e dos donos das ONGs. Mas como tudo o que nega a dita modernidade não passam de primitivos. Párias em sus própria terra. Queria aqui contestá-lo veementemente, mas suas impressões são um justo retrato. Não há como não elogiá-lo. Na Amazônia o progresso nunca chegará. Antes virá sua destruição.

Di Carlo (15/06/2008 - 14:45)
O texto tá fora de série!

Emerson Luis (15/06/2008 - 13:00)
Azenha, a trilha sonora deste seu post é Nothing But Flowers, do Talking Heads. Obrigado pelo seu texto, é o que tenho a dizer!

Luiz Albuquerque (15/06/2008 - 12:56)
Azenha Eu queria te convidar para uma conversa com simpatizantes do seu blog e do MSM em geral e com estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, onde sou professor de direito internacional. Se você tiver interesse entre em contato pelo e-mail luiz@direito.ufop.br Atenciosamente, Luiz Albuquerque

Victor de Moura Baptista (15/06/2008 - 12:28)
É mais uma prova que a globo une o Brasil em torno dela mesma. Uma das novelas mais doutrinárias da história da TV brasileira exibida em praça pública... isso me dá crises de pessimismo. Belo artigo, Azenha!

John Bastos (15/06/2008 - 10:59)
Poxa vida, Azenha, voce nao conhece os EUA mesmo... E Boston? Portland, OR? Providence?

Vladimir Lacerda (15/06/2008 - 10:31)
É incrével que isto seja verdade.Pois com a disculpa esfarrapada de discurtir em melodramas as questões sociais e raciais no Brasil só as reforça.Esta novela então foi campeã de bobagens e ídéias má concebidas.Sinceramente me inspirou inclusive desejos que nunca os tive como:Morar na favela,estudar em escola particular,comer em restaurante da comunidade e até mesmo frequentar puteiro global.Pois me pareceu o mundo perfeito.

Eloi (15/06/2008 - 10:22)
Formidável tua sagacidade Azenha!!! Parabéns!!!

Neo-tupi (15/06/2008 - 08:05)
O texto é ótimo. Acrescento alguns comentários. A solução "aguinaldo" está condicionada ao negro ser estudante (em escola privada, na novela) e colega de aula da burguesinha. Fácil, não? Até parece que qualquer negro está diante desta escolha. Essa cultura de mais repressão consumista (e neoliberal) da Globo onde não há felicidade fora da classe média alta, em vez de apaziguar os ânimos, acaba por turbinar a garotada a transgredir (com violência às vezes) para ter tênis da grife, camiseta, visual de shopping, para finalmente ser aceito por uma burguesinha. Não seria mais edificante mostrar negros que estudam, trabalham e vencem, dedicando parte de sua vitória às comunidades e famílias de origem, em vez daqueles que tem que capitular de suas lutas para pedirem licença e serem aceitos no mundo burguesinho?

Everton, de Belo Horizonte (15/06/2008 - 02:56)
Texto sensacional Azenha. Realmente é um privilégio ler textos assim. Esse é "o texto". O Aguinaldo Silva devia ler o Viomundo. Aliás, o Aguinaldo Silva é o Twin Peaks dos autores brasileiros .

Jamilton Lopes Soares (15/06/2008 - 00:44)
"Eu estava na praça de Boa Vista quando um personagem da novela Duas Caras, negro, se rendeu à superioridade branca gritando vivas à dona Branca e admitindo que "radicalismo não leva a nada"." Isso é a vontade do autor, dizer o que toda a burguesia gostaria de dizer. Que o preto pobre tem que respeitar, aceitar toda vontade branca, se humilhar diante o branco rico.

Ricardo Veronez (15/06/2008 - 00:19)
Azenha, este artigo é, sem dúvida, um dos melhores já produzidos por você neste excelente e indispensável site. Parabéns. Abraço.

romério rômulo (14/06/2008 - 23:59)
grande,azenha!pau nestes aguinaldos silvas com seus lugares-comuns.é a cultura do contentamento de que fala o j.k. galbraith.um liberal que analisou bem a baboseira dos eua.romério

Cida Medeiros (14/06/2008 - 22:09)
Concordo totalmente: aprecio cada vez mais os seus textos Azenha. Densidade. Interessante como um bairro da Zona Sul de SP (não Morumbi, mas Pedreira - tudo junto), o lugar descrito e o que fui hoje na Baixada Fluminense se parecem em respostas ou não-respostas. Reproduzo aqui o comentário que fiz no Luis Nassif sobre minha impressão da viagem de hoje: Hoje estive no RJ, numa festa em Nova Iguaçu de lançamento do projeto Cultura em Movimento, do Centro Comunitário São Sebastião de Vila de Cava. A idéia é tirar as crianças da sedução do dinheiro "fácil". Jovens 10 a 16 anos das comunidades na Baixada Fluminense, têm acesso a oficinas teóricas e práticas de danças populares. Começou com 60 e já tinha 90 jovens inscritos. Em suma, a entidade descobriu que as famílias ali vinham de várias partes do Brasil e que, resgatando suas raízes culturais o resgate de valores poderia ser desenvolvido a partir de estímulo. Tentei mobilizar os jornalistas cariocas para este fato sem sucesso. O fotógrafo do evento trabalha para um jornal carioca, acostumado a subir morros, disse que há muito mais potencial de pautas no RJ de fatos de temas como o evento de hoje do que temas recorrentes sobre balas perdidas, etc. Sábado passado estive tb no RJ, na Colônia Juliano Moreira, no vernissage do Museu Bispo do Rosário em que doentes mentais, formadores de opinião, artistas como o mexicano Jesus estavam. Menos a imprensa. Não sei o que é pauta..

Evandro Costa (Manaus-am) (14/06/2008 - 22:03)
É prá isto que servem as novelas da Globo. Prá tentar fazer todo mundo de idiota, num verdadeiro exercício de falseamento idelógico. É aí que esta emissora revela, de forma mais clara, a sua verdadeira face preconceituosa, anti-povo, a serviço de uma elite que se empenha sempre em desestimular o cidadão comum a lutar por um projeto político que realmente poderá servir ao povo brasileiro. Isto explica a inspiração para uma declaração tão babaca, como a deste autor de novelas. Felizmente, eu não assisto novelas.

Maxwell Barbosa Medeiros (14/06/2008 - 21:42)
As ultimas linhas me lembram o filme: Politicamente Incorreto. Todo mundo transa com todo mundo, e assim acaba-se com o preconceito. Esquece-se o Agnaldo Silva que negro no Brasil é menos do que um cachorro. Eles mal podem namorar com uma "branquela" sem ser taxado de mal exemplo... quem dirá coisa maior!

Leider Lincoln (14/06/2008 - 21:09)
Ótimo artigo, Azenha! Uma inflexão uterina das idéias escrotais do mocinho alegre da Globo!

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (14/06/2008 - 21:00)
E a Globo ultimamente adora colocar os negros com lentes de contato verdes ou cor de mel. E quanto ao cabelo então, na novela "A Favorita" tenho minhas dúvidas quanto ao cabelo da atriz Taís Araújo, está muito liso e solto. Para mim aquilo é peruca. Ou senão gostaria de saber que alisante poderosissímo é aquele. Em "Duas Caras" tinha outra atriz negra que tinha um cabelo liso também. E ambas pelo que eu sei tem o cabelo crespo. Não sei se lembram, mas uma vez eu já disse aqui no Viomundo que a Glória Maria chegou a ter inveja de um povo "negro" acho que da Venezuela ou Colômbia (acho que da Venezuela) numa série de "reportagens" que ela fez para o Mentirástico (Fantástico) que tinha olhos azuis e verdes, na realidade eles tinham algum "sangue" branco. Mas o cabelo continuava crespo e o nariz achatado. Pois bem, outro dia estava trocando de canal deparei no Pânico com o Vesgo entrevistando a Glória Maria e pasmem... com lentes de contato verdes.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (14/06/2008 - 20:50)
Azenha, eu jamais te elogiei em meus comentários por aqui, mas tenho que lhe dizer que este é um BELÍSSIMO artigo especialmente na parte "o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista".

Conceição (14/06/2008 - 19:57)
"No Brasil do Aguinaldo o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista. Ou quem é do contra é mal comido. A rendenção para os negros é o sexo com os brancos. Cidadania=gozo." Roraima pelos seus olhos lembra a civilidade paulistana (passear no shopping) percebida pelo Renato Janine. Para continuar com as metáforas do campo da libido: Cidadania igual a gozo não seria ruim, se todos de fato gozassem de cidadania. Infelizmente, para essa parcela que acha que 'os do contra' não têm lá uma vida sexual satisfatória, cidadania para os excluídos é igual a 'constrangimento a relações sexuais por meio de violência'.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design