Ana Nery (31/07/2008 - 20:19)
No0o0ssa mesmo!! medíocre a escrita e a criatura que tem a felicidade de VISITAR a cidade de Boa Vista e escreve um texto tão simplita e com uma visão tão limitada. Se vai usar o nome de uma cidade que você nem conhece para escrever um de seus textos "BELISSIMOS" é bom que seja apenas pra você usar como inspiração nos dias de constipação.
Vlado (21/06/2008 - 14:04)
Leio quase que diariamente os seus escritos aqui mas este eu não tinha visto até hoje. É duca!! Repito o que alguém ja disse: estás inspirado, tchÊ!!
Neo-tupi (16/06/2008 - 16:47)
Depois da crítica à Globo, é preciso fazer uma auto-crítica nossa também.
A Globo foi criticada a vida inteira e sempre manteve o poder econômico e político.
Há novelas passadas em que o bom operário era o operário-padrão, e não o que fazia greves. Latifundiários eram bonzinhos e amigos dos agregados. Sem terra se casavam com latifundiários. E por aí vai.
É verdade que a novela sofreu alguns reveses de audiência, mas andou batendo recordes nos últimos capítulos. Por isso nós também não temos muitas vitórias para cantar. Resta-nos fazer o que fez o Azenha e outros: denunciar os esteriótipos e a doutrinação.
A mensagem da Globo soa ridícula para a gente, mas será que é assim para massa de ex-pobres que entram na classe C? Que entram na sociedade de consumo? Já pensaram que a novela vende sonho e que o sonho pode estar sendo bem vendido? O final feliz da novela povoa os anseios de muito jovem recém-incluído.
O brazilian-way-of-life da Globo vendeu o peixe de que os pobres, negros e excluídos se trabalharem duro, seguir o "exemplo" dos vitoriosos no topo da pirâmide se redimem e chegam lá.
O que a novela não conta é que, para cada negro ou excluído vitorioso, milhares ficam para trás, como a estória do burro de carga conduzido para alcançar a cenoura, que está amarrada em uma vara mantida a uma distância inatingível pelo montador.
É o árduo trabalho de contar a parte feia da história que cabe à conscientização política. E passamos por desmancha prazeres do final feliz.
Luiz de Aquino (16/06/2008 - 13:37)
A coisa que mais me entristece é constatar que, ao longo da História, a colonização se dá sempre com o jugo exercido pela maioria (os mais fortes) sobre a minoria (os menos armados). Seja pelas guerras, seja pela doutrinação cultural (em que religião, língua, música e costumes forçam mudanças de hábitos). Curto novelas com gosto, mas cuido de separar o que me serve, como personagens e diálogos, com o cunho meramente literário, daquilo que é lixo, como a doutrinação imposta pelos anunciantes e pelo poder, no caso exercido pelos patrões, sempre a serviço do poder político que eles, os donos da mídia, escolhem para nos impor goela abaixo.
Parabéns pela análise e pelo texto! Belíssimos!
M. Silva (16/06/2008 - 10:27)
Excelente texto! Parabéns!!!
Tatiana (16/06/2008 - 06:25)
Valei-me, ele endoidou
Akhnaton Cintra Dias Berna- Suiça (15/06/2008 - 23:51)
Azenha,
Queria antes de tudo propor que abordassemos mais "Duas caras" porque foi uma novela realmente muito forte, até mesmo humilhante para uma grande parcela deste nosso Brasil. é impressionante a cara de pau (desculpe o termo) que teve este Aguinaldo Silva retratando como exemplo de ética, sempre, mas sempre... a raça braca!!
Bom, sobre a frase : " A redenção para os negros é o sexo com os bracos". Nao sei se vcs repararam, mas os "bons" negros da novela estao quase sempre com brancos!!
A mensagem politica aí é simplismente fortissima.O negro nao basta por si só para ser alguém de confiança,ou seja: Sao barbaros!! Gente, quando eu falo negro, nao quero dizer somente a raça negra, mas também tudo inerente ao "negro" no brasil: nordestino, parduo, etc.. em breve; tudo que nao é europeu. Vejem muito bem exemplificado o caso do Evilázio que só vai atingir a "redenção" fazendo ruptura com um norddestino, Juvenal Antena (O LULA). Nossa, se formos entrar por aí, poderiamos escrever um livro.
Conclusão da novela :
brancos=bondade, honestidade,humildade (Dona Branca).
negro= atraso, ressentimento, corrupção (Juvenal).
Para quem vcs vão votar na próxima eleição? rs..
Nilson Euclides da Silva (15/06/2008 - 23:25)
Azenha,
Vc. foi direto no ponto.
Parabéns!
Betina (15/06/2008 - 19:22)
Agnaldo Silva é aabixo da crítica. Para ele com certeza o estupro colocnial não existiu
Sérgio Santos (15/06/2008 - 18:27)
Nunca mais eu tinha deixado um recado (mais pela correria do que pela falta de vontade), mas esse texto é ótimo, Azenha. Ele me fez lembrar de uma reflexão meio sombria que eu tenho em relação ao nosso deslumbramento e à nossa mania de copiar o estilo de vida norte-americano de maneira atabalhoada: eu rezo para que, de mania em mania, nós não tenhamos também jovens atordoados e pressionados atirando nos outros dentro de nossas escolas.
Di Carlo (15/06/2008 - 14:45)
O texto tá fora de série!
Luiz Albuquerque (15/06/2008 - 12:56)
Azenha
Eu queria te convidar para uma conversa com simpatizantes do seu blog e do MSM em geral e com estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, onde sou professor de direito internacional. Se você tiver interesse entre em contato pelo e-mail luiz@direito.ufop.br
Atenciosamente,
Luiz Albuquerque
John Bastos (15/06/2008 - 10:59)
Poxa vida, Azenha, voce nao conhece os EUA mesmo... E Boston? Portland, OR? Providence?
Eloi (15/06/2008 - 10:22)
Formidável tua sagacidade Azenha!!!
Parabéns!!!
Everton, de Belo Horizonte (15/06/2008 - 02:56)
Texto sensacional Azenha. Realmente é um privilégio ler textos assim. Esse é "o texto". O Aguinaldo Silva devia ler o Viomundo. Aliás, o Aguinaldo Silva é o Twin Peaks dos autores brasileiros .
Ricardo Veronez (15/06/2008 - 00:19)
Azenha, este artigo é, sem dúvida, um dos melhores já produzidos por você neste excelente e indispensável site. Parabéns. Abraço.
Cida Medeiros (14/06/2008 - 22:09)
Concordo totalmente: aprecio cada vez mais os seus textos Azenha. Densidade.
Interessante como um bairro da Zona Sul de SP (não Morumbi, mas Pedreira - tudo junto), o lugar descrito e o que fui hoje na Baixada Fluminense se parecem em respostas ou não-respostas. Reproduzo aqui o comentário que fiz no Luis Nassif sobre minha impressão da viagem de hoje:
Hoje estive no RJ, numa festa em Nova Iguaçu de lançamento do projeto Cultura em Movimento, do Centro Comunitário São Sebastião de Vila de Cava. A idéia é tirar as crianças da sedução do dinheiro "fácil". Jovens 10 a 16 anos das comunidades na Baixada Fluminense, têm acesso a oficinas teóricas e práticas de danças populares. Começou com 60 e já tinha 90 jovens inscritos. Em suma, a entidade descobriu que as famílias ali vinham de várias partes do Brasil e que, resgatando suas raízes culturais o resgate de valores poderia ser desenvolvido a partir de estímulo.
Tentei mobilizar os jornalistas cariocas para este fato sem sucesso. O fotógrafo do evento trabalha para um jornal carioca, acostumado a subir morros, disse que há muito mais potencial de pautas no RJ de fatos de temas como o evento de hoje do que temas recorrentes sobre balas perdidas, etc. Sábado passado estive tb no RJ, na Colônia Juliano Moreira, no vernissage do Museu Bispo do Rosário em que doentes mentais, formadores de opinião, artistas como o mexicano Jesus estavam. Menos a imprensa. Não sei o que é pauta..
Maxwell Barbosa Medeiros (14/06/2008 - 21:42)
As ultimas linhas me lembram o filme: Politicamente Incorreto. Todo mundo transa com todo mundo, e assim acaba-se com o preconceito. Esquece-se o Agnaldo Silva que negro no Brasil é menos do que um cachorro. Eles mal podem namorar com uma "branquela" sem ser taxado de mal exemplo... quem dirá coisa maior!
Gustavo Eduardo Paim Pamplona (14/06/2008 - 21:00)
E a Globo ultimamente adora colocar os negros com lentes de contato verdes ou cor de mel. E quanto ao cabelo então, na novela "A Favorita" tenho minhas dúvidas quanto ao cabelo da atriz Taís Araújo, está muito liso e solto. Para mim aquilo é peruca. Ou senão gostaria de saber que alisante poderosissímo é aquele. Em "Duas Caras" tinha outra atriz negra que tinha um cabelo liso também. E ambas pelo que eu sei tem o cabelo crespo. Não sei se lembram, mas uma vez eu já disse aqui no Viomundo que a Glória Maria chegou a ter inveja de um povo "negro" acho que da Venezuela ou Colômbia (acho que da Venezuela) numa série de "reportagens" que ela fez para o Mentirástico (Fantástico) que tinha olhos azuis e verdes, na realidade eles tinham algum "sangue" branco. Mas o cabelo continuava crespo e o nariz achatado. Pois bem, outro dia estava trocando de canal deparei no Pânico com o Vesgo entrevistando a Glória Maria e pasmem... com lentes de contato verdes.
Conceição (14/06/2008 - 19:57)
"No Brasil do Aguinaldo o útero branco livra o pênis preto da infecção marxista.
Ou quem é do contra é mal comido.
A rendenção para os negros é o sexo com os brancos.
Cidadania=gozo."
Roraima pelos seus olhos lembra a civilidade paulistana (passear no shopping) percebida pelo Renato Janine.
Para continuar com as metáforas do campo da libido: Cidadania igual a gozo não seria ruim, se todos de fato gozassem de cidadania.
Infelizmente, para essa parcela que acha que 'os do contra' não têm lá uma vida sexual satisfatória, cidadania para os excluídos é igual a 'constrangimento a relações sexuais por meio de violência'.
No0o0ssa! Que "visãozinha" limitada de mundo que tens hein!..Me pareces ser um tanto medíocre! Informe-se sabiamente, até pra criticar negativamente é necessário ter o minímo de informação!