Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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Opinião Utilidades

ELETRODIVÃ

Atualizado em 05 de setembro de 2008 às 10:38 | Publicado em 05 de setembro de 2008 às 10:24

Eu acho que o computador -- e a internet -- deveriam ser declarados de utilidade pública.

Esses aparatos eletrônicos estão se transformando em máquinas de desabafo.

Presumo que façam, hoje, o papel desempenhado pelas cartas no passado.

Quem queria desabafar escrevia uma carta? Ou usava a carta para mandar uma mensagem e aproveitava para abrir o coração?

Nossa solidão diante do computador é aparentemente tão intimista que a gente escreve como se ninguém estivesse lendo do outro lado.

Mas a carta tinha uma vantagem, que era o tempo dedicado à tarefa de escrever -- e de pensar.

Quantos não escrevemos uma longa carta para depois picá-la em pedaços e mirar o lixo? Não era de todo uma tarefa perdida. Havíamos desabafado.

Hoje nosso único recurso, depois de postar alguma coisa através da internet e se arrepender, é torcer para que ninguém leia.

O Google condena nossos desabafos eletrônicos à eternidade.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Hugo Albuquerque (07/09/2008 - 14:35)
Eu sempre pensei a mesma coisa, com a internet, os computadores se tornaram máquinas de catarse. Pelo menos depois dela nossos desabafos tornam-se públicos--e estão condenados a eternidade pelo Deus Google--. Assim eles podem render frutos que nós não esperamos e que com certeza não surgiriam antigamente.

Horácio M. Pires (06/09/2008 - 22:14)
O grande negócio é esse, escrever e escrever. Vamos enviar para outro ler. Se gostar ótimo, se não gostar basta escrever. Quando temos idéias a verter, mãos a obra para inverter, a culpa e a vergonha, no simples ato de escrever. Desculpe essa coisa 'trapalhada'.

Amyra El Khalili (05/09/2008 - 23:34)
Francine, certa vez fui dura com você. Fiquei achando que você era um dos pseudô sabotadores que ficam aporrinhando, quando falou que o blog estava chato. Mas você é Francine mesmo. Gente buena! A net dá essas invertidas. Por isso peço-lhe minhas humildes desculpas!

Francine (05/09/2008 - 19:40)
Marco Antonio, papel de pão, essa eu viajei, mas minha experiência foi péssima, óh o desabafo, hehehe.É Azenha, muitas vezes, na maioria me arrependia dos comentários, mas Inês já era..., e também quando percebo que meus comentários estão incomodando, principalmente a mim, então é hora de parar, de dar um tempo e refletir.

Augusto José Hoffmann (05/09/2008 - 18:51)
A internet e espaços como o seu são plataformas de cidadania. Isso mesmo, cidadania cibernética. Ágil, dinâmica como o tempo acelerado de que tanto falam. É bom. Precisa ser mais democratizado - talvez um bolsa-micro-internet... O fato é que as velhas mídias, viciadas, corruptas, omissas etc tratam de seus interesses e não dos nossos como seres humanos. Parabenizo a você pela retidão ao conduzir as discussões e torço, de verdade, para que muitos mais possam prestar esse excelente serviço às comunas. Viva a liberdade, depois da saúde, nosso maior patrimônio!

João Bravo (05/09/2008 - 17:09)
Azenha, não entendi bem se isto é um desabafo ou oquê. Eu não sou muito de me expressar,sou cuidadoso com isto, mas aqui com você e seus amigos me atrevo a opinar e até "arranco o diabo da tóca" as vezes. Coisa de gaucho, afinal que outro povo, moe arvore e bebe o suco,com gosto de nada com coisa nenhuma e todo o mês de setembro, comemora a data em que seus antepassados tomaram o maior cacete?.eheheh

Carlos Henrique (05/09/2008 - 16:42)
Normalmente, quando vou postar uma mensagem, sempre faço uma releitura para ver como ficou. Às vezes chego a conclusão que meus argumentos não estão bons, ou que não vou adicionar nada à discussão, e então nem envio a mensagem. Mas também já enviei textos com pressa e depois me arrependi.

Cláudia (05/09/2008 - 15:56)
Eu mesma ia escrever uma outra resposta no lugar desta, mas como percebi que não tinha nada a ver com o que você escreveu, preferi 'rasgá-la' e não enviá-la.

wilson cunha junior (05/09/2008 - 15:30)
Sabe aquelas coisas que temos vontade de falar quando estamos num encontro sociaL e desistimos pra que não nos achem chatos ou meio malucos? Pois é, como aqui não tem fronteiras, eu acho, a gente acaba liberando os demônios. Mas também tem hora que bate o cansaço e dá vontade de ir pro meio do mato conviver com pássaro, porco, galinha e pato.

Luiz P (05/09/2008 - 13:59)
Normal. O que me deixa despreocupado é que todo mundo erra, todo mundo muda de idéia, mal entendidos, e se as vezes alguem sai ofendido peço desculpas assim que compreendo meu erro. Eu acredito que temos mesmo que falar tudo e perguntar tudo o que a curiosidade manda. Se não não esclarecemos nada. Eu fiz muita besteira quando criança. Gente, eu já fiz coco nas calças! Quem tem medo de errar não faz certo nunca.

Amílcar Rodrigues [São Luís-MA] (05/09/2008 - 13:07)
Internet é uma coisa tão essencial nas nossas vidas hoje que fico me perguntando como vivemos tanto tempo sem ela. Mas internet não é apenas a web com seus blogs, portais, comunidades de relacionamento, etc. A net é maior e conta com e-mail, telnet, ftp, redes P2P (onde se troca todo tipo de arquivos) e comunicação Instantânea (Messenger, Icq, Google Talk, etc.) São tantas possibilidades que acabamos não utilizando todos esses serviços.

Mas em relação ao seu texto cito o meu exemplo que uso o messenger para poder conversar e aliviar a tensão do dia-a-dia. Sempre há alguém disposto a conversar a qualquer hora e isso é muito relaxante. Essa é a grande sacada da Net, unir as pessoas.

Marcia (05/09/2008 - 12:20)
Azenha, é verdade, vc escreveu sobre algo que eu já pensei.
Obrigada por receber nossas "cartas" de desabafos, cheias de convicções ou não, angústias, incertezas e as vezes alegres, também. Nem tudo é ruim, e vc é uma das coisas boas da net.
Obrigada pelo espaço.
Um abraço.

jucelino cecel (05/09/2008 - 11:52)
Azenha...isso aqui pra mim está mais pra uma roda de amigos que nunca se viram...mas que a assiduidade cotidiana nao nos permite tb dizer que nao se conhecem...amigos de todos os credos...condicóes sociais...orientacões politicas e até sexuais...hà aqui até quem acredite em VEJA...ou seja, um fórum absolutamente ecletico...De tanto me ver passeando por aqui, outro dia peguei até minhas filhas, típicas adoscentes adolescentes, lendo e comentando o que vaim por aqui...Entao, caro, Azenha, acima de tudo, obrigado pelo espaço que nos proporciona...e pelos textos diários que nos permitem uma reflexao crítica...quem diria que aquele rapazinho de jeitinho timido que vi pela primeira vez lá TV Globo Bauru...

João Bravo (05/09/2008 - 11:28)
Azenha, foi uma brincadeira que fiz com você a pouco. Ainda ontem me peguei pensando:como este cara (azenha)consegue entre tantas coisas, manter,escrever e responder em seu blog. Quando a mim, não preciso de divã, mas agradeço.Estamos muito bem, eu e meus dois neurônios.

Luiz Carlos Azenha (05/09/2008 - 11:23)
Haroldo, eu não, mas é bom saber. Obrigado pela dica.

Andreis Souza (05/09/2008 - 11:21)
É...Desabafos se perpetuam e, junto, mentiras são como o fogo do inferno, só que a assar inocentes. Pequeno texto que nos faz pensar grande. Parabéns Azenha.

Haroldo Ribeiro Gomes (05/09/2008 - 11:08)
Azena,
tem algum conteúdo da sua página que você gostaria que fosse removido do google?
Existem mecanismos para remover ou alterar o conteúdo de uma busca no google. Demoa algum tempo até que a página seja atualizada, mas esses mecanismos existem.
http://www.google.com/support/webmasters/bin/answer.py?hl=en&answer=35301
Se precisar de ajuda, e só falar.

PS: Não precisa publicar o meu comentário. Se quiser falar comigo, mande um email para haroldo_rg@yahoo.com

Atc,
Haroldo

Marco Antônio Leite (05/09/2008 - 10:59)
O desabafo anteriormente era feito num papel seja ele de caderno, agenda, pão entre outros tipos de papeis, mas colocávamos nosso desafogo para que alguém pudesse entender nosso sofrimento ou alegria. Nos dias de hoje desabafamos através do teclado de um micro, no qual digitamos nossas angustias e lançamos nossos impropérios nesse ou naquele cidadão. Essa forma de desabafo muitas pessoas podem ler e achar que nossa quimera esta merecendo não um divã, mas uma internação num desses bichos de sete cabeças. Para mim o ideal é desabafar somente para uma pessoa, neste esquema desabafamos para muitos e nem sempre é bom que todos saibam que somos esquizofrênico.

João Bravo (05/09/2008 - 10:58)
Então quer dizer que é assim Azenha!...qualquer coisinha, você briga com a gente e nos manda ler A folha?!

Luiz Carlos Azenha (05/09/2008 - 10:52)
Por hoje, desconectei...

Cesar Cardoso (05/09/2008 - 10:46)
É o risco da modernidade, Azenha. É tudo rápido demais para os padrões humanos. Deveríamos reaprender, então, a pensar duas vezes, respirar fundo, desacelerar, desconectar.



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