Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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DESÂNIMO

Atualizado em 02 de janeiro de 2009 às 10:55 | Publicado em 02 de janeiro de 2009 às 10:43

Às vezes sou tomado por um tremendo desânimo.

Ano Novo, vida nova?

Vejo na TV, de relance, uma "reportagem" sobre Michael Jackson. Gosto da música dele. Mas, convenhamos, o auge da carreira de Jackson foi nos anos 80. Quase 30 anos depois...

Raramente vejo TV e não sinto falta dos jornais diários brasileiros.

Busco refujo na internet, mas aqui também descubro, surpreso, a força da intolerância. Fico sinceramente chocado ao notar que existe gente que, em nome de condenar a selvageria praticada por Israel na faixa de Gaza -- um caso claro de terrorismo de estado -- passa a dar razão a Hitler.

Recorro, outra vez, a Umberto Eco:

Vivemos tempos sombrios. Não apenas por causa das coisas trágicas que tem acontecido mas porque, se queremos entender o que está acontecendo, precisamos ser muito sutis, e ainda assim esse não parece ser um tempo para sutilezas. Em volta da gente as pessoas brandem sabres, não floretes. Em sua mensagem mais recente bin Laden desistiu da distinção com a qual ele começou (o Ocidente maldito feito de americanos e israelenses, e os outros, que ele não mencionava) e passou a falar de um confronto com "cristãos" em geral (o que, na visão dele, inclui os judeus, a comunidade secular, os ex-materialistas soviéticos e talvez os chineses).

Mas, pelo menos nas palavras, as coisas não estão muito melhores em casa. Se você disser que bin Laden é um vilão, será incluído entre os que querem matar as crianças de Cabul, e se você expressar a esperança de que as crianças de Cabul sejam poupadas eles vão dizer que você apóia bin Laden. A única forma de não jogar o jogo de bin Laden é rejeitar as cruzadas em branco-e-preto e cultivar a profunda sabedoria transmitida para nós pela nossa cultura, a capacidade de fazer distinções.

Algumas semanas atrás uma pesquisa foi divulgada mostrando que a grande maioria da esquerda "entendia" os argumentos de bin Laden. Meu Deus! Será que eles apoiavam a destruição das Torres Gêmeas? Não acho. Acredito que, na verdade, quando a pergunta foi feita não foi expressa a distinção entre "explicar", "entender", "justificar" e "ter simpatia por".

[...]

Podemos "explicar" o massacre da noite de São Bartolomeu? Certamente, e há pilhas de livros que explicam o que aconteceu. Podemos "entender" porque os autores do massacre fizeram o que fizeram, talvez pensando que estavam a caminho do paraíso? Se você estudar a psicologia das pessoas que viveram cinco séculos atrás, o clima sangrento das guerras religiosas e muitas outras coisas, é claro que sim. Podemos justificar o massacre? Do ponto-de-vista de homens e mulheres modernos, obviamente que não e muito menos "simpatizar" com o massacre, seria criminoso fazer isso hoje em dia.

Eu, Azenha, fico cheio de dúvidas.

Será que as pessoas estão perdendo a capacidade de lidar com os conceitos? Será que a sociedade do vídeo e da internet contribuiu com o empastelamento das nuances? Será que assim como a sociedade do texto impresso convidava à reflexão a sociedade digital convida à impulsividade? Será que as crianças de hoje, bombardeadas por apelos visuais, estão perdendo a capacidade de refletir? E que, por isso, são mais sujeitas à manipulação midiática? Será que a sociedade interconectada, da informação instantânea, multiplica nossa sensação de impotência e cria a categoria dos "frustrados digitais?".

De minha parte, pretendo buscar refúgio na literatura de ficção. Aceito sugestões. E aguardo respostas.

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Amyra El Khalili (03/01/2009 - 13:38)
correção:

Aliás, combaterei como tenho combatido o neo-nazismo com a mesma determinação que "combato" o nazi-sionismo.

Amyra El Khalili (03/01/2009 - 12:51)
Eu também estou fora Azenha!
Aliás, combaterei como tenho combatido o neo-nazismo com a mesma determinação que o nazi-sionismo.
Minhas armas? A informação e o amor incondional pela humanidade, pelo meio ambiente, enfim...pela VIDA!
Azenha, não esmoreça.
Habib albi qublát falastinía.

Hassib e demais, meu email é mulherespelapaz@bece.org.br

Ivan Moraes (03/01/2009 - 07:11)
Voce nao eh o unico desanimado, A.

Gerson (02/01/2009 - 21:30)
Sobre PÉROLAS E PORCOS citado abaixo num embate particular.

Pérolas = conhecimento, sabedoria
Porcos = os de mau caráter, os ignorantes irremediáveis.

Dê pérolas apenas à quem sabe o valor que ela tem, e saberá cuidar.
É esse o sentido da mensagem citada na bíblia, que parece simples mas é mais sutil do que parece.


João Carlos salgado (02/01/2009 - 21:11)
... e quando nos recolhemos na sombra da solidão,ainda assim busquemos isso para nos recuperar e nos fortalecer, pois se ela nos traz isolamento, também nos dá o tempo nescessário para que nos reencontremos com muito mais força e energicamente renasçamos ...como fênix dinâmicas.

Hassib (02/01/2009 - 20:33)
Azenha meu irmão.
Entendo perfeitamente as suas paplpitações, mas temos de aprender a lição, e nada é gratuito, tudo tem seu preço. A resposta está dentro de nós para toda e qualquer dúvida, pergunte a Krishnamurte, Theilhard de Chardin entre outros desse nível. De pouca valia absorver todos os bons conhecimentos do mundo se não os praticarmos, ou nos integrarmos a ele. O mundo nos trata do mesmo modo que o tratamos, cabe-nos vibrar na sua frequencia. Entenda por obsequio que não estou vendendo nada, tampouco querendo aparecer, apenas evidenciar meu ponto de vista.
Aproveito para lhe pedir o e-mail da Amyra, caso ela concorde, e por favor não publique isto.

luciano gonçalves coelho (02/01/2009 - 19:26)
Mau caro Azenha, só não leia o Gomorra do Roberto Saviano, porque aí vc vai ter que recorrer a Fluoxetina.Esse é sobre a Camorra e é de dar nó no estômago. Também ando algo deprimido de tanta calhordice espalhada por esse mundo de meu Deus.Lamento...

Felipe (02/01/2009 - 18:53)
Fala, Azenha.

Parece que sou o único aqui que não tem algo óbvio pra recomendar(teve gente recomendando 1984 e Shakespeare...), então lá vai:

'Metralhadora de Argila' e 'Vida dos Insetos', de Victor Pelevin: autor russo, aborda temas bem profundos de maneira cômica em uma Rússia pós-URSS.

'Sua resposta vale um bilhão', Vykas Swarup: perfeito retrato da Índia moderna.

'Uma casa para o SR. Biswas', de V.S. Naipaul: escritor talentoso que, além de romances, ainda publicou vários diários de viagem.

É isso aí.Espero que você leia e comente.
Abraços

Luiz Carlos Azenha (02/01/2009 - 18:42)
Tô fora de neo-nazistas...

cezar vidotti (02/01/2009 - 18:42)
caro Azenha:
Leia Kardec, com certeza você entenderá o que se passa nesse mundo em transição e perceberá que tudo está certo, os homens fazem escolhas e delas colhe os frutos, mais cedo ou mais tarde. Que todos estão irmanados na lei de atração e que não existe ação que não produza uma reação. Á cada qual segundo suas escolhas.
Fique em paz.

Mauricio (02/01/2009 - 18:35)
Post Scriptum: Só para os mais letrados, informo que a referência a pérolas e porcos não é ditado popular, mas citação bíblica:

"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas" (Mateus 7:6)

Marko (02/01/2009 - 18:26)
Se por um lado me vem a mente nessas horas em forma até jocosa aquela frase marqueteira: "retroceder nunca, render jamais" por outro qdo o assunto somos nós humanos ecoa tb uma velha máxima da sabedoria como a reproduzida pelo personagem Dreamer d Stefano D'Anna:"Eeeeu, esquentar a cabeça c/o mundo?" até pq... fazendo a sua parte amigo, Nossa Real (in)significância no Universo:

http://www.youtube.com/watch?v=YL4cFjmnQT8

http://www.youtube.com/watch?v=9ptdbNUtpx4

Mauricio (02/01/2009 - 18:23)
Cara D. Conceição,

Como V. Sra. gentilmente esquiva-se de comprovar suas insinuações sobre meus supostos conceitos sobre o tema, e de lidar com as consequências puramente lógicas daquilo que escreve, só me resta concordar com sua frase final. Ponto e um abraço.

Passar bem.

Francine (02/01/2009 - 18:10)
Ouça - Enjoy the silence (Depeche Mode). Tudo bem, anos 90,mas é muito bom!

Daniel Carneiro (02/01/2009 - 18:04)
Azenha,

Reitero a mesma opinião sobre a tragédia que ocorre na Faixa de Gaza. Para mim, os norte-americanos estão intimidando o mundo árabe, demarcando seus interesses geopolíticos com uma prática genocida. Peitam o Irã, Síria e demais países alinhados ao que o assassino Bush denominou "eixo do mal".O escritor Tariq denuncia que esta tragédia era anunciada e os governantes europeus silenciaram durante todos os preparativos. A ONU não consegue enfrentar o terrorismo sionista, porque teme os EUA.E, na minha opinião, o Obama teme os milionários judeus norte-americanos.
O mundo árabe precisa construir uma unidade jamais vista, ou será progressivamente eliminado do mapa. Para tanto, precisa, infelizmente, de armamento pesado, pois não se combate o inimigo com doces palavras. E precisa de crescimento econômico com distribuição de renda, porque, do contrário, manterá milhões de miseráveis em torno de bandeiras antiocidentais e esetéreis. Respeito o povo judeu e suas convicções, porém, neste momento, sua manifestação deveria ser mais incisiva para emperrar as ações do Estado terrorista israelense.
Minha solidariedade com o heróico povo palestino!

Jose Carlos de Souza (02/01/2009 - 17:48)
Não conheço ninguem que simpatiza com a história de vida de Hitler. Não tenho a minima intimidade com um neo-nazista.
O que acredito é que sem os descalabros feitos pelos judeus na Alemhanha Hitler não prosperaria.

Mas a reação foi desproporcional. Os judeus ou os Palestinos não merecem ser executados pura e simplemente por existirem.

MACONHEIRO (02/01/2009 - 17:26)
Que ideia sem acento é essa ,rapaz ??? Mas pelo menos agora sabemos que o nordestino tem razão,o certo é é sem acento e não ê sem acento como querem os paulistas!!!

Geraldo Mendes (02/01/2009 - 17:26)
DECEPÇÃO É ERRO DE AVALIAÇÃO

Falta de humildade em reconhecer que errou. Superestimou o papel da internet e subestimou a capacidade da estupidez humana. Pertença ou simpatize com o partido que for, com a religião que for, com o time de futebol que for, com a escola de samba que for, com o país que for, o indivíduo é sempre uma espuminha no mar do coletivo. Ele pode remar contra a corrente, claro. Principalmente se herdar uma lancha do papai. Mas o que move o coletivo de cá para lá é o jogo dos interesses individuais, de classe e de outros (novos e velhos) sub-coletivos. Frustrante? Sensação de impotência? Claro que não. Nascemos, crescemos, envelhecemos nesse jogo. Agora que vocês perceberam? As cotas raciais são um golzinho sim, contra um time que estava ganhando de 100X0. E os caras reclamam, botam os dentes para fora. Como botam os dentes para fora quando tomam outro "golzinho": o do bolsa família ou qualquer iniciativa que transfira renda fora da "meritocracia"(sic) do mercado. Mas o que esses reacionários não dizem é que nesse jogo vale fazer gol de mão: sonegar, corromper, fazer achantagem do "dá ou desce". É isso ái. Acho que Deus bolou esse jogo, que é fantástico e revela a miséria da humanidade e, ao mesmo tempo, revela que dentro da humanidade existem seres humanos.

Conceição Oliveira (02/01/2009 - 17:24)
Caro Maurício, pérolas não se explicam, não se 'jogam aos porcos' segundo o ditado popular.

Eu, por exemplo, aprecio-as, simplesmente, porque as considero resultado de um verdadeiro milagre da natureza: elas se desenvolvem 'em conchas de diversos moluscos, a partir da deposição de material nacarado sobre uma partícula qualquer, como um grão de areia ou um parasita' (Houaiss). Não é algo verdadeiramente fascinante?

Sim, possivelmente vc deve ter razão, o grande problema entre o que escrevo e o que vc lê e entende está no grau de letramento.
Abraços

andrei barros correia (02/01/2009 - 17:24)
O caminho das percepções esquemáticas geralmente coincide com o maniqueísmo. Dá nisso. Acabam-se as nuances, obviamente.

Perdoe-me não sugerir ficção. Que tal A rebelião das massas? A mente mais clara do século passado era um liberal propriamente dito, com notável capacidade de visão antecipada.

As massas em tudo influem e opinam, embora pouco saibam. A crise vai empobrecê-las. As guerras que se fazem podem passar a parecer poucas, ao invés de muitas. Há o caminho dos fascismo,como resultado da fermentação desses elementos.

Um perigo bastante grande.


Vera (02/01/2009 - 17:19)
Se você está nos States participe da March of the dead, que ocorrerá no dia 6, primeiro dia do Congresso, em Washington, D.C., outros detalhes podem ser encontrados no link abaixo ou no texto abaixo, extraído do grupo
http://nonviolence.ning.com/forum/topics/first-day-of-congress-march-of

http://www.scoop.co.nz/stories/HL0901/S00004.htm
THANK YOU TO ALL WHO WILL PARTICIPATE. EACH OF YOU CONTRIBUTE TO THE COLLECTIVE POWER OF THE MARCH OF THE DEAD. WE WILL DEDICATE IT TO THE MEMORY OF ALL THOSE WHO SENSELESSLY LOSE THEIR LIVES BECAUSE OF THE SHAMEFUL AND CALCULATED ACTS OF THOSE WHO ABUSE POWER. THEY MUST BE HELD ACCOUNTABLE SO THAT JUSTICE WILL BE SERVED AND THE KILLING WILL STOP.


CONSIDERING THE URGENT SITUATION IN GAZA WE HAVE DECIDED TO EXPAND THE SCOPE OF OUR RESPONSE TO THE TRAGEDY IN THE ENTIRE REGION. THEREFORE THE MARCH OF THE DEAD WILL ACKNOWLEDGE THE LOSS OF LIVES IN PALESTINE.

JANUARY 6th, 2009
OPENING OF THE 111th CONGRESS
WASHINGTON, D.C.

THE MARCH OF THE DEAD WILL BE THERE

WE CARRY THE NAMES OF THOSE KILLED
DURING THE ILLEGAL U.S. INVASION AND OCCUPATION
OF IRAQ AND AFGHANISTAN
AND WE WILL CARRY THE NAMES FROM THE
MOUNTING DEATH TOLL IN PALESTINE

TO DEMAND THAT THIS CONGRESS
END THE
TERROR OF WAR
GET OUT OF IRAQ
GET OUT OF AFGHANISTAN
STAY OUT OF IRAN, PAKISTAN, SYRIA...
AND CONDEMN THE BRUTAL DESTRUCTION
OF PALESTINE

WE NEED YOU TO TAKE PART IN
THE MARCH OF THE DEAD
MAKE IT A PRESENCE ON CAPITOL HILL THAT CAN'T BE IGNORED

Conceição Oliveira (02/01/2009 - 17:15)
Hélio, antes de mais nada, parabéns pela conclusão da dissertação (isso explica o seu recolhimento).
E quanto a 'convenção da passagem do tempo', deixo um Drummond:

'Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

(Carlos Drummond de Andrade)

Lucas Cardoso (02/01/2009 - 16:56)
Discordo de suas premissa de que as crianças de hoje estejam mais sujeitas à manipulação midiática, então não posso concordar com sua conclusão. Primeiro porque isso é uma generalização, segundo porque não há pesquisas sobre esse assunto, notoriamente difícil de ser tratado.

Terceiro porque desde que eu tenho 6 anos meus avós vivem dizendo que eu questiono demais. E eles nasceram antes da televisão.

E se existe uma maior aceitação hoje, eu culpo a despolitização e a péssima educação brasileira (eu dou graças a Deus que minha escola (particular) tinha sociologia e filosofia, apesar de pouca e mal-dada). Culpar a televisão me parece por demais produto da nostalgia.

Haroldo Ribeiro Gomes (02/01/2009 - 16:47)
Tenho a impressão - coisa empírica mesmo - de que estes comentários infelizes se dão porque o sujeito acha que ter opinião é se posicionar em um dos extremos.
Eu não tenho nenhuma dificuldade em rejeitar Hitler, Bin Laden, Bush, Hamas e a "Defesa" de Israel.
Penso que a solução para este conflito não passa pelas idéias de nenhum deles.

nancy lima (02/01/2009 - 16:42)
pessoas como vc que tem a capacidade de se indignar com essas atrocidades,para mim pelo menos merecem o maior respeito,ouvi de uma pessoa no dia 31 o seguinte:"eles que se matem e por aí vai"camarada não conheço nada pior que a insensibilidade,arrogância,ignorância,estupidez etc.Pois bem Azenha não perca nunca essa capacidade de se indignar e é uma das razões que sou sua fã,além de ser excelente profissional vejo que vc é uma pessoa íntegra e sensível.Sou uma mulher de 60 anos e recolho animais abandonados,que sofrem maus tratos etc vc não tem idéia como sofro quando vejo essas guerras,penso nos idosos,crianças,emfim naqueles que tem dificuldaeds de locomoção,camarada fico abalada com eses absurdos.Sugiro o cebolinha para lêr!ótimo ano eu espero para meus amigos de rua!

Rogério Ferraz Alencar (02/01/2009 - 16:36)
Eduardo Guimarães, pode ser que o antissemitismo - que eu nunca entendi bem o que é - se levante num momento como este; pode ser que quase todos os que criticam as ações de Israel tratem de culpar o povo isralense como um todo, mas dizer que "a chacina na Palestina tem apoio de APENAS 55% dos israelenses" é quase uma chacota.

Mauricio (02/01/2009 - 16:24)
Aliás, aproveite e explique-me essa pérola:

"Em não assumir uma ideologia conservadora e buscar posar-se de democrático, justificando (para si mesmo? e tentando justificar para o mundo) sua postura conservadora e excludente da vida, fazendo exatamente o que o Azenha critica em seu desabafo: um empastelamento conceitual, misturando alhos com bugalhos, abandonando a criticidade da História."

Ou seja, por esse brilhante raciocínio crítico da história uma postura conservadora seria incompatível com a democracia. Como explicar, então, só para dar um exemplo clássico, o ilustre e saudoso Sobral Pinto, advogado, conservador católico, que defendeu, DE GRAÇA, diga-se de passagem (como são maus e exploradores esses conservadores !!) figuras como Miguel Arraes, Mauro Borges, Luís Carlos Prestes, Francisco Julião ?? Isso sem contar Ter se manifestado publica e veementemente pela posse de Jango?

Mais uma vez, quem confunde alhos com bugalhos não sou eu...

Leo (02/01/2009 - 16:09)
Minha sugestão de leitura é New Thing, de Wu Ming 1, lançado no brasil pela editora Conrad. (O título é esse em português mesmo).

Gilmário (02/01/2009 - 15:17)
Quanta erudição. Esqueça tudo e leia "Timtim Repórter - Voo 714 para Sidney" de Hèrge. (Rsss... brincadeira).

Mauricio (02/01/2009 - 15:06)
Sra. Conceição,

Desafio V. Sra. a apresentar uma única linha em que eu tenha me referido a cotas raciais como "injustiça!, revanchismo!, racismo inverso!". E desafio novamente a demonstrar um único insulto que eu tenha feito a pessoas de algum defensor dessa tese.

Ou você não leu o que eu escrevi, ou leu e não entendeu, o que é bem mais provável.

Luiz Carlos Azenha (02/01/2009 - 14:51)
Obrigado pelas dicas. Já tenho leitura para 2009, 2010 e 2011... Assim que acabar "O Mundo Segundo a Monsanto", que é estarrecedor. abs.

JULIO SILVEIRA (02/01/2009 - 14:49)
Prezado Azenha, aqueles que desejam homens como hitler só podem ser desajustadas, talves ignobeis. Agora não podemos ignorar que nesse momento de nossa humanidade nunca estivemos tão vulneraveis ao surgimento de um novo hitler. Triste constatar, mas o Bush esteve bem perto de ser esta figura, e só não o consideramos face ser presidente de uma nação cujo poder de propagar sua verdade, suas razões, ganham sempre apoio incondicional. E convenhamos quanta diferença entre a vida europeia e a vida arabe para esses que hoje fazem a nova ordem mundial. Desejo a ti o melhor 2009 que possas ter, e que possas ter sempre a sensibilidade que te faz um excelente profissional em sintonia com o cidadão.

Paulo (02/01/2009 - 14:41)
Sugestão de livro:
The Curious Case of Benjamin Button de Francis Scott Fitzgerald
O filme com o mesmo nome chega ao Brasil no dia 16/01. Não vejo a hora de assistí-lo, muito embora ache o Brad Pitt um ator canastrão.

Miguel do Rosário (02/01/2009 - 14:28)
Sempre houve intolerância e maldade. Se pensarmos historicamente, hoje estamos melhor. Antes não eram anônimos bobocas que davam razão à Hitler, mas milhões de europeus, que não só davam razão mas como davam dinheiro e poder a ele. O nazismo despertou simpatias no mundo inteiro. Um livro legal para voce ler, aliás, sobre isso, é o fenomamenal romance ficção do Philip Roth, Complô contra America. Plot against America. A história se passa como se Roosevelt tivesse sido derrotado, em 42, para aquele fascistazinho Howard (o Piloto). Leia essa. Vale a pena.

Fátima-Bahia (02/01/2009 - 14:28)
Escrevi e perdi tudo.Não me surpreende,falava do silêncio que sentimentos parecidos com o que você expõe,me impuseram.
Fico então só com a sugestão dos livros de ficção,esclarecendo que os indico porque vieram imediatamente à minha mente,assim que vi seu pedido,mesmo tendo-os lido(os livros)há muito tempo atrás e tendo pouca memória dos enredos.
São de Doris Lessing,Ed. Nova Fronteira:
"Shikasta","Os casamentos entre as zonas 3,4 e 5"(desse lembro mais do enredo e da beleza) e "As experiências de Sirius".
Deixo com você (e vocês)o meu abraço,e a fé de que as mudanças verdadeiras necessariamente acontecem individualmente e "de dentro pra fora".
Vamos em frente...

Conceição Oliveira (02/01/2009 - 14:21)
Querido Azenha

Além da coletânea de história afro-brasileira e do Brecht que espero sejam bons companheiros (para mim a poesia e a História são sempre boas companheiras), eu sugeriria (se ainda não leu) o belíssimo Jangada de Pedra do Saramago (o que a Península Ibérica descolada da Europa, navega à deriva em uma metáfora fantástica para a identidade ibérica).

Estou lendo A viagem do Elefante do mesmo autor e também El Caudillo que vc já deve ter lido. Paralelo a essas leituras retomei Viagem à Palestina (leitura obrigatória emprestando os olhos de escritores e pensadores com o Bei Dao, o Soyinka, o Derrida entre outros que foram em 2002 ao encontro de Darwish na Palestina, só o texto de apresentação do Darwish é de uma beleza ímpar que nos faz retomar as esperanças em torno da humanidade).

Voltei a ler Bourdieu (Esboço de auto-análise e a Dominação Masculina), talvez impulsionada pelos mesmos motivos de sua retomada do Eco.

Estão também na fila Mocambo do Arruti e Palmares do jovem e brilhante historiador carioca Flávio Gomes e, finalmente, o premiado com o jabuti do Dermeval Saviani (ofuscado pelo brilho do ativismo de Freire, mas igualmente um grande pensador da educação com seu História das Idéias Pedagógicas no Brasil). Nele vc pode ter um apanhado histórico razoavelmente denso não apenas dos pedagogistas, mas das políticas e instituições que sedimentaram nosso projeto educacional desde 1549 com os jesuítas, até o neoprodutivismo do século XXI.

Marcos (02/01/2009 - 14:20)
Azenha, com certeza não foi só pelo meu comentário que o levou a escrever sobre o assunto. Só paralembrar eu fiz um comentário, mais ou menos assim: É tragico dizermos isso, mas Hitler não teria razão?
Não apoio a política nazista, muito pelo contrário. E o que penso e sinto, literalmente, não é isso.
Meu comentário foi infeliz, com certeza, mas é que são poucos os locais na internet que publicam o lado palestino e outros meios de comunicação vemos claramente o apoio aos israelenses. Isso caba me causando revolta pela injustiça que ocorre.
Não pense que o que disse é o que realmente acredito,rever. Embora devesse ter pensado melhor na hora de escrever.

Conceição Oliveira (02/01/2009 - 14:04)
Maurício, o problema está em não conseguir enxergar-se como ator e sujeito de suas próprias opções políticas. Em não assumir uma ideologia conservadora e buscar posar-se de democrático, justificando (para si mesmo? e tentando justificar para o mundo) sua postura conservadora e excludente da vida, fazendo exatamente o que o Azenha critica em seu desabafo: um empastelamento conceitual, misturando alhos com bugalhos, abandonando a criticidade da História.
Um exemplo a esse seu frágil argumento de 'Racismo Reverso':

"Brancos são 95% dos médicos, 98% dos diretores de empresa (...), mas tudo bem, o mundo é assim mesmo, paciência.

Sempre que os negros tentam inverter o placar de 100 X 0 para 100 X 1, como criar uma lei que reserve 20% das vagas universitárias para negros, a maioria privilegiada fica histérica: injustiça!, revanchismo!, racismo inverso!

O termo referido surgiu no mundo do jazz americano, quando músicos, fãs e críticos brancos começaram a se sentir injustamente excluídos. Começaram até a dizer que, no mundo do jazz, vigorava a lei do Crow Jim (ou seja, o oposto da lei segregacionista Jim Crow).

Finalmente, em 1964, o músico Charles Mingus afirmou:
'"Bem, até que comecemos a linchar brancos, nenhuma outra expressão terá o mesmo significado que Jim Crow. Até que sejamos os donos da Bethlehem Steel e da RCA Victor e da Columbia Records, e de várias outras indústrias, o termo Crow Jim não terá sentido.'"

(Transcrito do Liberal, Libertário, Libertino).

Fernando (02/01/2009 - 14:02)
Internet é legal, porém também é muito maléfica. Não dá pra rotular a internet.

Se está desanimado hoje imagine em outubro/novembro de 2010, quando terá que optar entre Serra e Dilma...

Horacio M. Pires (02/01/2009 - 13:43)
Eu não fico com ninguém, nem Bin Ladem nem Busch e quaisquer um outro louco desses.
Eu fico, com os Judeus que ESTÃO SE EMPENHANDO CONTRA OS MASSACRES.
Eu fico com os Arabes que estão MOBILLIZADOS EM CESSAR O MASSACRE.
Eu fico COM TODOS DE BOA VONTADE pois, a humanidade e os seres humanos, apesar dos pesares, irá encontrar ALTERNATIVAS para A PAZ.
OS SOLDADOS TROCAM INSULTOS E AS CRIANÇAS MORREM!
OS EXERCITOS SE CONFRONTAM E OS IDOSOS CHORAM.
NEM TODOS OS SOLDADOS SÃO ASSASSINOS E, TAMPOUCO, TODOS OS ASSASSINOS SÃO SOLDADOS. Todos sabemos disso!
NÃO IMPORTA DE ONDE VENHA A PAZ!
CASO SEJA ATRAVÉS DO DEMONIO, CONVOQUEM ELE URGENTEMENTE.
Desculpe, AQUI NÃO TEM PANACAS, tem pessoas se expressando e não matando.
A QUEM ACHA QUE TEM "CERTAS" PESSOAS DESCARTÁVEIS, VÁ PREGAR ISSO NA CADEIA!
ESPAÇOS COMO ESTE, SÃO A ESPERANÇA DE OS OPOSTOS SE DEGLADIAREM NAS IDEIAS. AINDA QUE UM NÃO GOSTE DO OUTRO. NÃO IMPORTA.
A VIDA ACIMA DE QUALQUER OUTRA COISA. INCLUSIVE DOS ANIMAIS TÃO ESQUECIDOS.
ABRAÇO A TODOS!

Francisco Ernesto Guerra (02/01/2009 - 13:42)
Azenha,
escrevi num blog que estava revoltado com a matança das crianças palestinas e chamei Israel de assassino. Em resposta, defensores de Israel, disseram que "sou raivoso por natureza" e também "anti-semita".

Imaculada (02/01/2009 - 13:39)
Azenha, acredito que de cada 10 pessoas, 7 são boas e bem intencionadas, 2 não se importam e 1 quer ver o cisco pegar fogo.

Claro que esta é uma estatística sem embasamento científico e "pífia", mas sua essência é: os homens e mulheres de boa vontade são maioria neste Planeta. Se assim não fosse, a humanidade não teria se recuperado de tantas mazelas, duas Guerras Mundiais, inúmeras crises e la nava va.

Sobre o nosso Brasil: se você ler o livro "O Povo Brasileiro", do professor Darcy Ribeiro (eis uma dica de leitura, já que você pediu), perceberá que o País melhorou. Nossa geração não conviveu com a escravidão, mas tenho certeza que poucas coisas podem ser tão aviltantes quanto acorrentar o próximo, separar famílias, vender pessoas como coisas, matar escravos.

E os avanços das mulheres? Há poucos anos atrás, seria impensável termos alguém como eu aqui dando pitacos.

Em suma, sejamos positivos, sem ser bobos, até por que os(as) espertalhões(onas) estão por todas as partes. E a essas pessoas, interessa que fiquemos negativos e para baixo.

Grande abraço a você e a todos os homens e mulheres de bem que cooperam com este blog e com a blogosfera em geral.

Saúde, paz e grandes alegrias em 2009!

Imaculada

Maria (02/01/2009 - 13:35)
Azenha,
A imprensa tradicional vive de explorar catástrofes, crimes e todo lado obscuro da humanidade. Mas o bem esta aí, entremeado tb em tudo. Se existem seres abjetos, existem tb, entre nós, seres magníficos. Mas não são alvos da atenção sistemática da mídia. Não dão "ibope". Mas, por existirem, ainda não sucumbimos como espécie. Talvez em razão do que disse o Ghandi: "o amor de um único homem neutraliza o ódio de milhões". Nos angustiamos muito com o que vemos e ouvimos em nosso dia a dia. Para não esmorecer, recomendo uma pausa das notícias, do mundo regular da informação. Algo do tipo "sem rádio e sem notícias das terras civilizadas". Para vc, repórter, reconheço ser difícil. Que tal exercer seu ofício investigativo, entrevistando e conversando com pessoas que efetivamente praticam o amor ao próximo? Elas existem. Faça somente isso por um tempo. Vc pode confirmar o que para mim é apenas uma suspeita: esses seres humanos (óbvio que eu não sou um deles) tem pouca ou nenhuma angústia. Não têm tempo para isso.

e c lima (02/01/2009 - 13:34)
Azenha, entendo a tua angustia, eu também a sinto. Mas tem hora que não dá pra negar que a culpa do que acontecendo aos palestinos é da Rússia. Porque interrompeu tão sedo a limpeza que Hitler fazia? Tá certo que ele martirizava e eliminava judesu indiscriminadamente, mas como separá os 'judeus sionistas', os bábaros criminosos atuais, se os demais permanecem calados e os elegem a cada eleição em Israel ou seus fatoches a cada eleição em USA? Pobre 'povo eleito', não têm noção do que seus prepostos no governo de Israel fazem pra ganhar uma eleição, são iguais aos do USA: 'compram' tudo que a mídia deles vedem, cada entrevista de qualquer dos BARAK e deixam que a omissão e a conivência também os tornes agentes, mesmo que passivos dessa matança animalesca. Se hitler tivesse terminado a sua 'missão', talvez...

Refúgio Fictício - considerações de um admirador (02/01/2009 - 13:24)
Ficção?? pois não é o que Hollywood faz há décadas nos bombardeando com inúmeras peças e nos acostumando taticamente à falta da Verdade?? estou sentindo é necessidade de Realidade!! Sem a qual toleramos, distanciados, esses massacres à inteligência e à vida, como se fosse possível apenas trocar de canal no televisor, como se tudo fosse uma representação, apenas uma novela triste. Ficção é o que lemos diariamente nos milionários conglomerados de imprensa e mídia, já certos de nossa domesticação e condicionamento. Impunes pela incapacidade cada vez maior de o segmento massificado da população associar fato com verdade. Só se vive, ama, sente fome, vibra e morre na VIDA REAL. Por isso sou leitor deste blog. Parabéns e não esmoreça amigo.

Gerson (02/01/2009 - 13:23)
Sugestão de leitura ou re-leitura: Capitães de Areia (Jorge Amado - 1937)Quando publicado, o livro foi considerado subversivo e teve inúmeros exemplares apreendidos e queimados pela polícia em praça pública. Jorge Amado recebeu a notícia na cadeia.
O livro ganharia nova edição apenas em 1944.
Trecho do posfácio de Milton Hatoum:
"É surpreendente a atualidade dos temas de Capitães da Areia. O assunto e as questões sociais que o livro explora em profundidade são, em larga medida, os mesmos da "cidade da Bahia" e de muitas outras cidades, do Brasil e da América Latina. Lido hoje, este romance ainda comove e faz pensar nas crianças desvalidas, nas crianças de rua, nas crianças abandonadas, quase todas órfãs de pai e mãe, filhos da miséria e do abandono. Atiradas à marginalidade, elas roubam e cometem outros delitos para sobreviver. Detidas, são submetidas à humilhação, ao castigo, à tortura.
A meu ver, este romance de Jorge Amado antecipou de um modo lúcido e incisivo a vida das crianças que esmolam nas ruas das cidades brasileiras. E essa é uma das mensagens mais poderosas de Capitães da Areia. Hoje, a violência urbana tem uma relação estreita com o tráfico de drogas, enquanto os meninos desta obra de ficção furtam para sobreviver. Mas, até certo ponto, as raízes do problema são as mesmas: a ausência da família e da escola, agravada pela vida degradante nas favelas e cortiços de tantas cidades."
Fonte: www.jorgeamado.com.br


Clovis - Recife-PE (02/01/2009 - 13:16)
Azenha, primeiro queria dizer que também sinto algum desanimo com a humanidade, mas quando vejo uma atitude de amor, apenas uma, minha esperança se renova.

Leia o Evangelho de Jesus quando estiver assim. Depois saia de casa de ônibus e veja como as pessoas mais pobres são as mais solidarias!!

Abraços e Feliz 2009.

Fernandes (02/01/2009 - 13:15)
Ah sim, se fosse para dar um nome ao que sinto o nome seria Incompreensão e até um certo Desânimo igual ao que tu sente.

Rafaela (02/01/2009 - 13:01)
"O MACACO E A ESSÊNCIA" Aldous Huxley

Fernandes (02/01/2009 - 12:57)
Pero, também é impossível depois dessa irracionalidade israelense.

Enfim, eu te indico Crime e Castigo do Dostoiévski, se já leu então indico O Homem Medíocre, de José Ingenieros, se também já leu então tentarei indicar A Utopia de Thomas More, ou então A Apologia de Sócrates escrita por Platão.

Otaciel de Oliveira Melo (02/01/2009 - 12:56)
Prezado L. C. Azenha, você esta precisando tomar viagra (melhor, ciales) pelo menos duas vezes por semana. Vá ao seu cardiologista, veja como anda o seu coracisco, e, se ele lhe autorizar, não titubei... Agora, cuidado! Você ainda é jovem e, portanto, manere na dosagem. Viagra serve também como estimulante do espírito, dentre outras coisas. No meu caso, por exemplo, um garotão de 61 aninhos, tomo viagra (ou melhor, ciales) para não fazer xixi nos pés. Se anime homem: 2009 vai ser pra lascar meio mundo, pelo menos aí nos Estados Unidos, onde você mora. Não desanime: as mulheres não gostam de homens molegões. Coragem, meu amigo! Feliz 2009!

Fernandes (02/01/2009 - 12:55)
hahaha, acabo achando que esse texto foi meio direcionado a mim, mas mais porque me expressei mal num comentário aqui que tu acabou por não aceitar.
A questão é que, pelo menos falando por mim, não há um sentimento de que Hitler estava certo, não é um neonazismo, mas sim um sentimento de raiva pelo Hitler ter existido, perseguido os judeus e consequentemente o estado judeu ter sido criado após essa perseguição irracional.
Inclusive há uma música de um grupo espanhol que meio que retrata o que sinto:
"Seis miliones de judios aniquilados de la forma mas cruel.
Un genocido imperialista por ejercitos fascistas, de la historia hay que aprender.
Las victimas se han convertido en los verdugos se vuelven del reves,
colonizando territorios Palestinos, de nuevo atentando a la sensatez.
(...)
Piedras contra balas una nueva intifada en Cisjordania, en Gaza o en Jerusalem.

Ohh, quien podria imaginar oh...
que David fuese Goliath"

http://letras.kboing.com.br/skap/intifada/

Aliás, acredito que esse pensamento não é só meu e dessa banda, mas sim de muitos, que acabam por não saber se expressar.
Óbvio que existem aqueles que passaram a concordar com o genocídio ridículo do Hitler, mas o caso é que David virou Golias, de vítimas passaram a vilões em tão pouco tempo. Não há o sentimento de que judeus tem de morrer, mas sim que tem de sair de lá, algo que também acaba sendo impossível.
Inclusive acho que lá deveria ser feito um governo misto, 40% palestino, 40% judeu e 20% de outros credos.

Gilberto (02/01/2009 - 12:52)
Mas outro dia mesmo não havia por aqui um indivíduo que atende pelo nome de "Buçanha" defendendo, como forma de combate ao capitalismo, tribunais de exceção e fuzilamento sumário ??

É tanta ignorância que dá desânimo mesmo.

Ary da Silva Martini (02/01/2009 - 12:21)
Livrosdeficção? Sugiro que você leia (de preferência, na língua original) os principais referenciais religios: Bíblia,Torá, Corão,etc. Após, faça um resumo de tudo e sintetize em apenas um documento. Adote-o como filosofia devida. Um abraço e feliz eternidade!

Robson França (02/01/2009 - 12:21)
... Não dou valor ou justificativa para os ataques que Bin Laden (só ele?) executou nos EUA em 11 de setembro. Mas também não defendo as retaliações que Israel tem realizado. Com a nova administração nos EUA talvez tenhamos alguma ação mais pró-ativa e efetiva, em ambos os lados. Abraços e um bom começo de ano para você

Mauro Castro (02/01/2009 - 12:19)
'A Viagem do Elefante', de José Saramago. Só a definição da Lei da Vida, ainda no começo desta 'viagem' ao fundo da reflexão existencial humana-humanista que é pecular ao escritor potuguês, já o valeria: Triunfo e olvido (esquecimento). Acho que entramos definitamente na rota (de colisão) da última. O Triunfo do Capital sustentado pelo individualismo excludente, autoritário, estúpido e vil, pela celebrização daqueles que não fazem nada a não ser acumular fortunas, já entrou em decadência. Que venham 'umas gentes' que triunfem uma vida realmente coletiva, socializante, tolerante, ágape, pautada em todos os indivíduos e suas idiossincrasias, no congraçamento das diferenças para a busca no equilíbrio social, cultural e econômico.

Sou utópico? talvez, mas se eu não for, quem o será?

Robson França (02/01/2009 - 12:18)
Oi Azenha, tudo bem? Feliz ano novo!

Acho o Umberto Eco um cara meio arrogante e pomposo. Tentei ler "O nome da Rosa" e desisti devido ao texto "poliglota" e ao excesso de referências. Concordo em parte com ele, no comentário apontado por você. Mas, por outro lado, há um outro dilema que merece consideração. Será que nossos parâmetros de entendimento, interpretação e racionalização ainda são válidos?
Digo isso porque as ações, de ambos os lados (filhos do islã e filhos de abraão) são injustificáveis. Dar razão para qualquer um dos lados acaba dando na mesma, infelizmente. A diferença é a reação externa. Ou, devo dizer, a ausência de reação.
Por que não questionamos a falta de isenção da ONU, por exemplo? Aliás por que a sede da ONU permanece nos EUA? Como buscar justiça e igualdade estando em um país que tende para um dos lados?
Quando o ex-presidente Bush declarou "guerra ao terror" após o 11 de setembro, ele foi ate o Iraque. Invadiu, acabou com a ditadura de Saddam Husseim. A ONU até bateu palmas diante disso. Hoje o Iraque é praticamente um território americano, o 51o. estado. Ah, desculpe, é o 52o. estado. Israel é o 51o. No entanto, não vejo a mesma coragem dos governantes americanos em invadir Israel, acabar com a brincadeira e tornar Israel um território "neutro". Mas isso não é possível, pois ainda seria um território controlado pela ONU / EUA. No alto da minha compreensão a coisa realmente é complexa. Não dou valor para os ataques que Bin Laden (só ele?) ...

Antonio Arles (02/01/2009 - 12:13)
Azenha, passei a virada de ano na casa de meu cunhado. Como é bom ter um cunhado intelectual, né?Imagina, no meio da mata atlântica uma biblioteca enorme. Pena que só foram dois dias. Mas consegui ler "Brasil em Tempo de TV", do Eugênio Bucci, e um artigo muito interessante da Maria Rita Kehl, "Televisão e Violência do Imaginário". Não sei se você leu, mas vale a dica. Só acho que vai aumentar seu "desânimo". Forte abraço.

Eduardo Guimarães (02/01/2009 - 12:12)
Azenha, anti-semitismo - ou antissemitismo - aproveita para se levantar num momento como este. Pode notar que quase todos os que criticam as ações de Israel tratam de culpar o povo isralense como um todo. A chacina na Palestina tem apóio de apenas 55% dos israelenses.

JOSE LUIZ COUTO (02/01/2009 - 12:08)
Interesante observar também que as mesmas crianças de hoje "bombardeadas por tantos apelos visuais" são aquelas que dizemos ser mais "esperta" ou "inteligentes" que a nossa geração, por exemplo. No entanto, tanta informação se perde na falta de objetividade. As relações humanas- o sentir, o amor, o viver, a família, os amigos, o trabalho, etc- estão sendo colocadas à prova como nunca antes o fora e num ritmo alucinante. Queremos experimentar mais e mais e ainda assim não nos damos por satisfeitos. Ninguem parece dar conta do muro que se ergueu entre o mundo virtual e o mundo real onde nossas crianças estão aprendendo que ficar em casa trancafiadas no quarto falando pelo msn, chats e salas de bate-papo é muito mais seguro do que se estivessem criandos laços mais cognitivos no lado de fora, na rua. No entanto, os pais, para se sentirem seguros, não percebem que essas relações são superficiais. Algo como as janelinhas que ficam pulando na tela do computador. Que vinculos estamos criando com essas "informações instantâneas"? O que armazenamos da tela que se atualiza a cada 2 ou 3 minutinhos? Que sentido isto faz? Sem dúvida, essa sensação de impotência, de fato, esta criando a categoria dos "frustrados digitais".

oscar (02/01/2009 - 12:05)
Caro Azenha ,
sugiro que leiam os livros do escritor finlandês Mika Waltari. Quase toda problemática atual está retratada
nestes livros ( a pedofilia não).Abaixo os títulos:
" O Egípcio"
" O Aventureiro" na sequência "O Renegado"
" O Segredo do Reino" na sequência " O Romano"
" João o Peregrino" na sequência " O Anjo Negro"
" O Etrusco"
É isso aí.Só não entendo como estes livros não são mais
lidos do são.



Vlado (02/01/2009 - 12:03)
Azenha,

Belo texto!
Sugestão? Releia Machado de Assis. Em especial, Dom Casmurro e Memorias Póstumas. Desculpe-me pela obviedade, mas não resisto... Machado é bom demais sô!! hehehe
Feliz 2009

Amyra El Khalili (02/01/2009 - 11:56)
Azenha, a causa palestina tem sido apropriada indevidamente por muitos grupos e interesses alheios a verdadeira questão colocada no tabuleiro de xadrez econômico-político-financeiro mundial. Sua contribuição e reflexão Azenha, são luzes necessárias para que possamos, todos nós intelectuais palestinos e judeus, sair definitivamente do fundo desse poço cuja a distância do Gran Cannyon faz também foço entre a vida e a morte.

Alberto (02/01/2009 - 11:56)
Parabéns, Azenha! Sinto-me assim também. Apesar disto, creio que há muitos de nós, em ambos os lados das fronteiras, que pensamos assim, mesmo que nossas vozes sejam abafadas pelos histéricos insuflados pelo ódio. Às vezes, eu também desanimo e perco a esperança. Entretanto, depois que a poeira baixa e os ânimos ficam mais serenos, até pelo cansaço, muitas vezes, os que duvidam de verdades simplórias, porque sabem que a realidade sempre é mais complexa e não cabe inteiramente em dicotomias simplificadoras, podem dar as mãos uns aos outros para tentarmos ao menos curar as feridas estendendo a mão para a contrução de uma realidade mínimamente "razoável," porque a vida deve prosseguir o seu rumo.

Hélio Sassen Paz (02/01/2009 - 11:53)
Azenha, pra começo de conversa, esta mera convenção de passagem de tempo hedonista, consumista, pouco reflexiva e pouco politizada esconde que qualquer tipo de crença, utopia e prática social pode ser buscada dia após dia. Os valores que sonham e correm atrás da paz, da tolerância e da celebração das conquistas mais simples e pontuais são o que realmente importa quando tudo o que se quer é o mantra de seis palavras que meu pai costumava dizer: "SAÚDE, FELICIDADE, JUÍZO, PAZ, AMOR E HARMONIA". Sempre me questiono se existe um padrão, um conjunto de fatores articulados entre si capazes de determinar quando, como, aonde, para que, por quem e com quem devo tomar posição firme e inequívoca sobre uma determinada causa. A esse respeito, com ou sem o bombardeio da mídia corporativa hegemônica e de seus poderosos patrocinadores, o contexto atual carece de espírito de luta, solidariedade e transparência. Obrigado pelos textos e pela tua iniciativa com o Sivuca e com o Vi o Mundo. Te parabenizo pelo teu relacionamento de profissionalismo e amizade com pessoas como a Conceição Lemes e o Eduardo Guimarães e, acima de tudo, por tu teres conseguido te preparar para fazer um jornalismo independente fora do circuito da Grande Mídia. No mais, fico no aguardo para a resposta do meu e-mail, já que minha dissertação precisa ser depositada para a banca até o dia 17/01 e pretendo fechar todo o texto no máximo no dia 12, com prazo suficiente para impressão e uma série de correções. []'s, Hélio

Maria Eugenia (02/01/2009 - 11:53)
Acredito de as pessoas nao "apoiam", de fato, os nazistas e Hitler ao escrever mensagens condenando os atos de Israel. É só uma forma de expressar o total desanimo, tristeza e perplexidade de ver uma naçao empreender atos tão covardes contra um povo pobre, refugiado e sem futuro. Ao escrever palavras de "apoio", acredito que os leitores exercem uma forma de protesto crua, que facilmente é entendida e parecer ser vingativa para o momento.

Fernando (02/01/2009 - 11:49)
Essa parte é genial:

´´Se você disser que bin Laden é um vilão, será incluído entre os que querem matar as crianças de Cabul, e se você expressar a esperança de que as crianças de Cabul sejam poupadas eles vão dizer que você apóia bin Laden.``

Será que um dia poderei criticar o governo Lula sem ser xingado de tucano? Será que um dia poderei elogiar o governo Lula sem ser xingado de lulopetista?

(02/01/2009 - 11:44)
Vivesse eu mil anos nem assim conseguiria elaborar um prenúncio de respostas a essas questões.

Há algum tempo a gente costumava emprestar e pegar livros emprestados com os amigos. Tínhamos essa necessidade. Hoje trocamos emails.

Os livros aqui de casa estão cheios de poeira.

Zenon Tavares (02/01/2009 - 11:41)
Fizeste muito bem em deixar esse texto. Azenha, por favor, não perca a esperança. Penso também que, tem muita gente que entende. Não deixe-nos sem a sua coragem. Saúde e sorte em 2009.

Daniel Carneiro (02/01/2009 - 11:41)
Azenha,
A reflexão que você propõe permite mil considerações.Que conduzem a situações limítrofes, a becos sem saída.
Eu não consigo entender, racionalmente, como as pessoas podem ser tão indiferentes a tanta violência, a exemplo do que acontece em Gaza. As fotos que você mostrou me fizeram ter medo e nojo da espécie humana. A religiosidade explica a este ponto? De uma só coisa tenho certeza:o dia-dia conturbado e competitivo a que somos submetidos para sobreviver não nos estimula a buscar esforços para compreender o mundo além das contas a pagar e filhos pra criar. A nossa educação, oficial e familiar, não estimula. Restritos espaços existem para este exercício e requerem uma iniciativa própria. Mesmo os partidos de esquerda e as universidades não atraem. Mas vejo uma potencialidade na internet em blogs qualificados como o seu. Não quero, assim, lhe imputar maiores responsabilidades, mas é raro assistirmos a espeaços efetivamente democráticos, cidadãos. Os apelos comerciais não têm limites. Por isso, concordo com o desafio da democratização da comunicação social, como o da questão ambiental, de modo estratégico, para termos efetivo desenvolvimento social. Não esqueçamos: informação é poder; quem não tem está condenado a ser massa de manobrada, manada para o resto da vida.

Mauricio (02/01/2009 - 11:40)
Ah, a sugestão de ficção: "Cotton comes to Harlem", Chester Himes, um ótimo romance policial, estilo de certa forma "noir", vale a pena.

Juliano (02/01/2009 - 11:38)
Leia "Batman, o Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller, Watchmen de Alan Moore, Sandman de Neil Gaiman e tem uma série mais nova do Mark Millar os Supremos, que é muito boa também, e essa última é mais atual. O que me impressionou no Supremos é que o autor, que já fez parte de partidos comunistas escoceses, eu nem sabia que isso existia lá, fez uma releitura dos Vingadores como um grupo de superseres que levam a Doutrina Bush pelo mundo de forma a nos fazer TORCER pelo grupo. Até invasão do Iraque eles fazem.
As três primeiras são clássicas. Cavaleiro das Trevas e Watchmen revolucionaram os quadrinhos e Sandman é a única a figurar entre as listas dos mais vendidos de um jornal americano.
Não sei se você lê quadrinhos e tenho certeza que se ler uma delas vai entender o porquê dos quadrinhos serem chamados de nona arte.
abs
j

NATASHA NOVÍNSKY (02/01/2009 - 11:34)
BOM DIA,AZENHA!NÃO FIQUE ASSIM!EU APRENDI MEU CARO AMIGO, QUE DEVEMOS ESPERAR SEMPRE O PIOR DAS PESSOAS,PORQUE O MELHOR É E SEMPRE SERÁ UMA GRANDE SURPRESA!AQUI NA INTERNET ALGUMAS PESSOAS REVELAM O QUE TEM DE MAIS ÍNTIMO NOS SEUS CORAÇÕES E PROVAVELMENTE NÃO SE IDENTIFICAM COM SEUS NOMES VERDADEIROS,NUNCA TERIAM CORAGEM DE REVELAR O QUE PENSAM COM SUAS VERDADEIRAS IDENTIDADES!VOCÊ AINDA VAI LER COISAS AQUI QUE TE DEIXARÃO PERPLEXO, MAS TAMBÉM VAI ENCONTRAR PESSOAS QUE ACREDITAM NO AMOR AO PRÓXIMO,QUE REPUDIAM A VIOLÊNCIA E QUE SÓ DESEJAM A PAZ!!!O (VI O MUNDO)ESTA FAZENDO O PAPEL DELE,OUVINDO E ESCREVENDO O QUE AS PESSOAS PENSAM,COM CERTEZA MEU CARO,VAMOS NOS DECEPCIONAR,MAS TAMBÉM VAMOS NOS ORGULHAR!BEIJOS!!!
ATT:NATASHA NOVÍNSKY(ESCRITORA).

Mauricio (02/01/2009 - 11:33)
Fiz exatamente esse comentário aqui outro dia.

Incrível. Se você condena Bin Laden e a ditadura cubana, por exemplo, idiotas te acusam de apoiar Bush e Guantanamo. Se você prefere cotas universais, é racista e é chamado de tudo quanto é nome, como aconteceu com um compositor brasileiro há pouco tempo aqui mesmo no viomundo.

Teu blog está coalhado desses panacas, Azenha.

Roberto Ribeiro - Rio das Pedras / SP (02/01/2009 - 11:26)
Azenha, uma vez ouvi no rádio um comentarista político fazendo o seguinte raciocínio: "Os inimigos dos meus inimigos, são meus amigos". Falando de terroristas, se tiver que escolher entre Bush e seus "Falcões" e Bin Laden e sua AL Qaeda, fico com o Bin Laden. Só com Bin Laden e a Al Qaeda, não com os crimes que eles praticam. Quanto a ficção minha sugestão é "Operação Cavalo de Tróia" de J. J. Benitez. Li até o 3º livro (cansei) não entendi nada, taí um bom motivo, já deve está no 10º. Caso você não tenha lido...

Euripedes Ribeiro de Sousa. (02/01/2009 - 11:24)
Tambem eu sinto-me desanimado e decepcionado com o gênero humano.
Ganância, guerras, terror, crises, catástrofes, corrupção artes toscas e músicas chulas. Acho que a humanidade deu certo não.
Tambem eu resolvi me refugiar na leitura. Se queres sugestões la vai:
Procura tu primeiro os bons humoristas:Stanislau, Millor, Luis Fernando Veríssimo, James Thurber, Corei Ford, Mark Twain ou até mesmo as comédias de Shakespeary. Eu te garanto que esses aí te farão sorrir das desgraças. Principalmente das alheias.

Camila (02/01/2009 - 11:23)
Azenha voce se impressiona com pouca coisa. Veja só um comentário que eu li numa comunidade do orkut que se chama "Fascismo":
"A única forma de erguer o fascismo como força política seria o terrorismo,matar inocentes é algo que soa repugnAnte mas não escolheríamos alvos comuns,boates gays e afins seriam os ideais porque atingiriam apenas gente descartável,os palácios municipais e prefeituras quase não tem segurança,pegaríamos muita gente de surpresa com bombas neste lugares."
Foi o que um rapaz de cabeça raspada escreveu num tópico de discussão intitulado "Como reerguer o fascismo?"

Diego Alexandre (02/01/2009 - 11:22)
Azenha, 1984 do George Orwell; Cleo e Daniel do Roberto Freire; e a trilogia Memória do Fogo do Eduardo Galeano são fundamentais...



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