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CORRIDA A BANCO DÁ AOS EUA "CARA DE DEPRESSÃO"

Atualizado em 15 de julho de 2008 às 10:51 | Publicado em 15 de julho de 2008 às 10:41

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Passa quase batido no Brasil o agravamento da crise do setor financeiro nos Estados Unidos nos últimos dias, com novas intervenções do governo Bush.

Onde é que andam aqueles que dizem que a "mão invisível" do mercado a tudo regula? Provavelmente vendendo ações de bancos americanos.

Nesta segunda-feira, na Califórnia, houve corrida a um pequeno banco que sofreu intervenção federal na sexta-feira. Depositantes formaram filas para sacar o dinheiro.

Em Wall Street a boataria é tamanha que a Securities Exchange Comission (SEC), encarregada de patrulhar o sistema financeiro, disse que pretende punir corretores que espalharem rumores, sem entrar em detalhes sobre como fará isso.

O New York Times atribui a analistas o vaticínio de que de 50 a 150 bancos relativamente pequenos vão falir nos próximos 18 meses.

No domingo o Tesouro americano, pela segunda vez este ano, trabalhou em esquema de emergência para evitar a quebradeira das duas empresas federais que concedem financiamentos para a casa própria.

O governo americano dispõe de um sem número de instrumentos para evitar a reprise de uma quebradeira como a da Depressão. Mas a crise no setor financeiro está cada vez mais parecida com um lento derretimento.

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Indiana (15/07/2008 - 16:22)
Parece que essa crise está ficando difícil de segurar!

Leonardo (15/07/2008 - 16:22)
Assistam ao documentário Zeitgeist, imperdível... Já estou começando a dar razão para ele, apesar de achá-lo meio conspiratório demais... Diz ele que a cada década ocorre uma crise braba para que certos gigantes financeiros comprem os menores e eliminem esses nanicos que ousam concorrer com eles. Recomendo!

Hugo Albuquerque (15/07/2008 - 16:13)
A crise americana atual é bem grave e bem evidente. Guerra é, acima de tudo, cálculo de custo/benefício. Quando Bush invadiu o Iraque em 2003 o fez para defender os interesses de um pequeno grupo; Jogou todo um país numa guerra que era pretexto para fazer meia dúzia lucrar, mas não foi a meia dúzia que a financiou, foram todos. A própria Guerra do Afeganistão é mais um exemplo de erro da política americana que na sua sanha anti-soviética financiava qualquer um que aparecesse pela frente e deu no que deu. Os Eua têm um modelo econômico esbanjador que lhes causa déficits comerciais e tem um governo esbanjador que lhes causa déficits públicos e não há quem aguente financiar isso; A China, por exemplo, está entre a cruz e a espada, afinal suas reservas se deterioraram, ela não pode se livrar rápido demais dos seus doláres americanos, mas também não pode fazê-lo tão lentamente. Europeus não aguentaram um Euro tão forte durante muito tempo. A chave de tudo está no próximo governo. Terá ele coragem para cortar na própria carne? Terá coragem de cortar gastos e arrumar a casa? Eu não sei, mas se Obama e Mc Cain não tiverem, a crise mundial vai ser tenebrosa. A economia mundial sobreviverá, todavia, quando houver esse reequilíbrio, este resultará a uma conjuntura amplamente desfavorável para Washington.

Hans Bintje (15/07/2008 - 14:19)
É uma estória triste, Azenha, mas a turma ficou tão míope em busca de ganhos a curto prazo que esse desfecho se tornou quase inevitável. Veja o caso da General Motors, por exemplo: a empresa ganhou muito dinheiro com carros "beberrões", os SUVs da vida. Será que ela tinha um plano B para a eventualidade do aumento do preço do petróleo, uma linha de automóveis mais eficiente no uso de combustível? Vimos que não, tanto que os asiáticos entraram com tudo no mercado dos EUA com suas linhas de carros mais econômicos. E tem gente que ainda culpa os pobres trabalhadores pela crise da montadora! Eles fabricariam qualquer veículo que os administradores mandassem; esses últimos, contudo, estavam mais interessados em ganhar bônus por lucros imediatos do que pensar numa boa estratégia que assegurasse a sobrevivência da empresa no longo prazo. Isso se repete em diversos setores da economia dos EUA, que sangra também com os problemas nas políticas de bem-estar social - por exemplo, na saúde pública - enquanto o dinheiro está sendo desviado para gastos militares cada vez maiores. O legado dos anos Bush é uma economia quebrada, com direito até a corridas bancárias, coisa que não se via em tal proporção desde a década de 1930!

Cesar Rocha (15/07/2008 - 13:21)
No capitalismo, sob a riqueza abstrata, tudo que é sólido desmancha no ar... E o tio Lula inebriado, falando de etanol. Êta presidente-turista. Acorrda Lula: mais cedo, mais tarde, a crise dos sub-prime chegará. Não existe mais BNH...Os oligopólios já estão inflando (custo de oportunidade) os preços e o BC aponta a SELIC para a estratosfera. Daqui a pouco a bomba cai sobre a cabeça do povão: desemprego, miserê; deprê na classe média...

Marco Aurelio (15/07/2008 - 12:28)
Já estão SOCIALIZANDO O PREJUÍZO E PRIVATIZANDO O LUCRO com as ESTATIZAÇÕES de instituições financeiras.Eita capitalismo de livre mercado!!!!!

bentoxvi-o santo (15/07/2008 - 11:29)
AZENHA.A FALTA DE MAIORES NOTICIAS DA GRANDE CRISE QUE SE AVIZINHA...É QUE O SISTEMA CAPITALISTA ATUAL É BASEADO NA CONFIANÇA DAS PESSOAS DE QUE TUDO VAI BEM...A MOEDA SEM LASTRO QUE HOJE CIRCULA PELO MUNDO E SUA MULTIPLICAÇÃO EXPONENCIAL...FRUTO DA GLORIOSA GLOBALIZAÇÃO DOS CAPITAIS...EXIGE A TOTAL ALIENAÇÃO DOS MENOS AVISADOS...QUEM ENTRA EM CAMPO NESSA HORA??????O VELHO E CONHECIDO PIG...



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