Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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CAPA DA NEW YORKER SOBRE FIDEL REALÇA O QUANTO "VEJA" SE TORNOU VULGAR

Atualizado em 02 de março de 2008 às 17:25 | Publicado em 28 de fevereiro de 2008 às 22:42

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Classe é outra coisa. Não é só questão de estampa. A New Yorker da semana traz um belo texto de Alma Guillermoprieto sobre a despedida de Fidel. "Vamos, Fidel, não há ninguém em seu caminho", ela escreve - nos transportando para uma porta imaginária pela qual passa "o filho do fazendeiro espanhol rico com a lavadeira cubana", com um ondulante roupão de hospital.

"Depois de quase cinqüenta anos, é difícil argüir que de fato houve o desejo do povo cubano de ver seu líder detonado por um charuto explosivo ou de dar boas vindas a uma invasão terceirizada", escreveu.

"Hoje, mesmo a mais veemente oposição dentro de Cuba tem poucas ilusões de que Washington adotará uma postura informada, esclarecida, não-intervencionista e generosa" diante da transição na ilha, afirma ela, oferecendo a própria sobrevivência de Fidel como prova de que o embargo econômico mantido por nove presidentes americanos fracassou.

O site da revista tirou do arquivo um perfil escrito por Jon Lee Anderson, o biógrafo de Che  - aquele, que detonou a Veja.

Podem acusar Fidel de qualquer coisa, menos deste exibicionismo vulgar, uma caricatura do Brasil atrasado:

capa380.jpg

O texto de Alma Guillermoprieto:

Que fosse terminar de forma tão inglória! Não houve batalha até o último homem, rendição de um mártir à bala de um assassino - apenas um rangido na saída pela porta do ambulatório, com o roupão do hospital esvoaçante. Estamos a menos de um ano da marca de meio século de uma maratona surpreendente, mas mesmo esse artista da resistência deve se curvar ao destino e reconhecer que é hora de ir. Vamos, Fidel: ninguém está em seu caminho.

E assim ele deixa o campo: Fidel Castro Ruz, filho de um rico fazendeiro espanhol com uma lavadeira cubana; brigão de rua e líder estudantil; político de audácia incontrolável; ícone revolucionário de perfil nobre; socialista tropical que se inventou; inimigo épico dos Estados Unidos. Em 1953, a extraordinária força de sua convicção persuadiu mais de 100 homens (e duas mulheres) a se juntar a ele em um ataque a um dos principais quartéis militares do ditador Fulgencio Batista. Quase metade dos homens morreram no malogrado ataque; ele escapou sem ferimentos e emergiu como herói. Em dezembro de 1956, depois de um período de prisão e exílio, liderou outro ataque - desta vez pelo mar - contra Batista. De novo, perdeu quase todos os seus homens mas sobreviveu, junto a seu irmão, o menino Raúl, e a um desajeitado argentino chamado Ernesto Guevara. Washington tinha se cansado do repugnante Batista e abandonou o ditador para seus inimigos. No dia 8 de janeiro de 1959, Fidel - em Cuba ele seria sempre conhecido pelo primeiro nome - entrou em Havana em triunfo, prometendo aos cubanos uma alternativa ao que parecia ser o inescapável destino de uma ilha caribenha. Não seria mais a terra da prostituição ou das cantoras de cha-cha, da morte ou cegueira por falta dos remédios mais simples, dos sorrisos de servidão aos turistas e clientes, nada de mendigagem.

Em retrospectiva, é surpreendente o quanto foi curto o período das grandes conquistas da revolução. A campanha de alfabetização estava completa em 1961; o programa de saúde e o de racionamento (que, apesar de odiado, garantiu a todo cubano sua cota de calorias) estavam implantados em 1962. Tudo feito com dinheiro soviético, mas ninguém mais tinha feito isso, e o direito à educação e a uma vida saudável foi uma promessa mais do que suficiente para milhões de pobres do mundo, que permaneceram fiéis à idéia de Cuba durante as décadas do colapso em câmera lenta da revolução. O casario da ilha se desfez; o transporte público se desintegrou; a indústria açucareira foi destruída; o racionamento tornou-se uma forma constante de tortura; dedurar vizinhos suspeitos se tornou um ideal; pensamento e comportamento incorretos foram punidos com ostracismo e prisão; o jornalismo foi sumindo; a arte congelou; e ainda assim o líder de Cuba encontrou em si os recursos dramáticos para incorporar um sonho, um objetivo, um propósito para uma audiência do tamanho do mundo.

E o que vai ser agora? Ninguém deixou de notar que o substituto oficial de Fidel, Raúl, não está, como o irmão, na primavera da juventude. Fidel, em suas despedidas da semana passada, sugeriu que era hora de abrir caminho para líderes "que ainda eram bem jovens no primeiro estágio da revolução." Quem vai dizer quanto tempo os novos ocupantes dos vários cargos que Fidel preencheu vão permanecer no poder?Há indubitável conflito no círculo de poder, formado pela nomenklatura do Partido Comunista e da Forças Armadas Revolucionárias, sobre como uma transição delicada deve ser coreografada e gerenciada. A essa altura da transição, no entanto, não parece haver qualquer resistência à idéia de que mudanças estão a caminho - idealmente de forma gradual, provavelmente rápida e necessariamente profunda.

As palavras "modelo chinês"  são ditas com entusiasmo, mas a pequena Cuba não tem, entre outras coisas, um bilhão de pessoas para dar combustível a um mercado interno. O que Cuba tem, inevitavelmente e, até agora, para seu infortúnio histórico, são os Estadfos Unidos, e o que os Estados Unidos não têm é uma política para Cuba. O estúpido embargo comercial, imposto em 1962 - que impõe grande sofrimento a um povo orgulhoso numa tentativa de fazê-lo apoiar os interesses dos Estados Unidos - não serve. Nove presidentes sucessivamente aprovaram o embargo; além de fazer famosos no mundo os mecânicos da ilha que consertam velhos carros americanos, o único efeito recente é o de negar aos cubanos remédios baratos, comida, livros, equipamento industrial, peças de reposição, sistemas de comunicação e razões para boa vontade em relação aos americanos.

A única outra iniciativa política significativa em relação a Castro, como ele sempre foi chamado neste país, foi a Baía dos Porcos e, como o embargo, serviu apenas para fortalecer a revolução. A Baía dos Porcos foi um presente digno dos céus; permitiu a Fidel e Raúl, o eterno cabeça das forças armadas da revolução, destroçar 1.400 cubanos anticastristas, armados e treinados pela CIA (rima como see ya, te vejo), e forneceu a Fidel o perfeito cenário para, durante  a operação, declarar Cuba um estado socialista. Quando a crise dos mísseis cubanos aconteceu a armadura de Castro já exibia um polimento brilhante.

Depois de cinquenta anos, é difícil argüir que houve um dia o desejo do povo cubano de detonar seu líder com um charuto explosivo ou dar as boas vindas a uma invasão terceirizada. A política dos Estados Unidos não encorajou uma revolta em massa contra Fidel mesmo durante os anos em que centenas de milhares de cubanos desesperados arriscaram suas vidas para fugir da ilha. Hoje, mesmo a oposição mais veemente em Cuba tem poucas ilusões de que Washington vai tomar um caminho informado, esclarecido, não-intervencionista e generoso em relação à transição cubana. Ainda assim há sinais de esperança, começando pelos pedidos de Raúl Castro para conversar com Washington.  No início do debate democrata da última quinta-feira, Barack Obama se ofereceu para encontrar com a liderança cubana sem pré-condições - um rompimento com o passado que seus rivais deveriam muito bem considerar. Imagine que o próximo presidente dos Estados Unidos declare que o embargo vai continuar até que os cubanos derrubem o governo atual. Agora imagine que o próximo presidente ofereça não-intervenção na política interna de Cuba, assistência financeira para enfrentar furacões e o sistema de saúde e uma mediação no difícil diálogo que certamente acontecerá entre a comunidade exilada na Flórida e os ilhéus. Qual dessas políticas vai ajudar a estabilidade em Cuba e conquistar maior boa vontade para os Estados Unidos?


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
maximiniano albuquerque (19/12/2009 - 19:19)
ELE FOI UM GRANDE HOMEM FEZ OQUE ACRIDITAVA SER O MELHOR PARA O SEU POVO . ESSA CAPA NAO DIZ NADA !

Rogério Perdigão (08/09/2009 - 18:10)
Eis um homem que honrou seus "cojones"!
Quanto a Veja, e o tal dinheiro do partido nazista sulafricano, veio ou veio salvar essa merda de panfleto?

gugu (04/12/2008 - 01:29)
Que a veja é pacial, qualquer pessoa bem informada sabe.mas a revista carta capital também é tendenciosa com seu estilo esquerda festiva

Sergio Murilo (13/07/2008 - 20:23)
Não tem razão aqueles que dizem que a Veja não serve pra nada. Injustiça. Se ,melhorarem o papel e o preço dá pra usar como papel higiênico.

sem nome (05/04/2008 - 00:15)
I have a dream: que num futuro (infelizmente, distante)os responsáveis por esse planfleto sejam condeanados a catar todas as revistas - onde estiverem - e reciclá-las em intermináveis horas de trabalho forçado (a pão e água).

ricardo borges (05/03/2008 - 04:42)
No meu tempo de garoto,na ditadura,diziam que a veja era do General Goubery,È vero?Sera que mudou a "impressão"?

Alberto (03/03/2008 - 14:34)
Azenha, me equivoquei nos comentários quanto à censura no seu blog. Você publicou os textos na íntegra e demonstrou que realmente acredita na liberdade de opinião. Parabéns por ser um porta voz do livre pensamento.

anunciação (02/03/2008 - 17:09)
Boa,muito boa.Mas seria bem melhor se houvesse a tradução.Sucesso.

Geraldo Galvão Filho (01/03/2008 - 09:28)
Se engana quem acha que só burro e rico lê a VEJA: a direita também lÊ.

(01/03/2008 - 09:28)
Se engana quem acha que só burro e rico lê a VEJA: a direita também lê.

cid elias (29/02/2008 - 20:48)
Belo texto! O marcelo, o alberto e o c. arruda farão parte dos 10 assinantes da vejaqmentira que renovarão a assinatura em 2009...Deus me livre! Como alguém pode defender uma revisteca que mente, engana e estupra o jornalismo a cada nova edição?

Luiz Carlos Azenha (29/02/2008 - 19:49)
O Alberto indiciou, julgou e deu a sentença ao blog! Agora só falta decidir a pena...

Mariana Martins (29/02/2008 - 19:48)
Azenha,
A Veja é para ser consumida pela burguesia cansada e portanto não precisa de esmêro. Quanto pior, melhor.

wilson cunha junior (29/02/2008 - 18:31)
Que a veja é um lixo editorial eu e a torcida do flamengo já sabíamos. Faltava um trabalho documental que o Nassif está fazendo. O "dossiê veja" e "Muito além do cidadão Kane" são dois instrumentos de luta contra o jornalismo fraudulento orquestrado pelos falcões bushianos. Aliás, a torcida do flamengo é talvez a mais politizada do Brasil. As bandeiras levadas ao maracanâ mostram isso, quer dizer, só quem está no estádio vê porque logicamente a rediglobo esconde e só mostra o que lhes interessa. Ah, e eu sou vascaíno.

Alberto (29/02/2008 - 18:08)
Realmente esse blog possui uma censura mais rigorosa que o regime militar. Só publica os comentários favoráveis à opinião do Azenha. Escrevi poucas letras e elas não foram publicadas. Volto a comentar e espero que haja coragem para publicar uma opinião contrária ao establishment desse blog. É muito simplista essa visão de que quem lê Veja é burro e rico. Mas engraçado mesmo são os (pseudo) intelectuais, que se julgam gênios, só porque não lêem Veja. Que bobagem... Que baixo nível de discussão...

Bernardo (29/02/2008 - 17:32)
Veja está tão perdida que chegou ao cúmulo de copiar a capa de Carta Capital (nas bancas de 1 a 2 dias antes), mudando apenas (e para pior) o texto da capa. Incrível !!

Hemanuel (29/02/2008 - 17:29)
Fidel é mais que um charuto queimado como muito querem infundir nos incautos, é um símbolo de resisitência, de luta, de autodeterminação dos povos, do povo ser protagonista de seu destino. Baía dos Porcos, Guatanamo, bloqueio econômico, esfacelo da URSS, quase uma dezena de presidentes americanos, 90% sem petróleo, 85% de redução do Mercado Interno, 35% de queda do PIB, nos anos difíceis (89/93) e tudo resisitiu, tudo suportou, viva Fidel, viva a Revolução, viva o povo cubano.

Alberto (29/02/2008 - 17:26)
Acho muito engraçado esse embate: uns são a direita branca e atrasada que lê a VEJA, e os (que se julgam) os verdadeiros intelectuais, só porque não lêem Veja. Lamentável, o nível do debate é muito baixo mesmo...

Isabel (29/02/2008 - 16:04)
Concordo plenamente com Leider Lincoln. A baixeza, a rasteirice, o lixo que a Veja exprime é o espelho de seus leitores. Gente baixa e inculta. E com dinheiro, diga-se de passagem. Alguem lembra do "Notícias Populares", jornal-comédia que ninguem levava á sério? A Veja teria muito que aprender com ele, para apenas começar a ser legível. Lixo total, nem mereceria estes comentários.

boto - ssa (29/02/2008 - 15:11)
que a veja é parcial (há muito tempo) todos nos sabemos. que suas capas são tendenciosas e maliciosas tb (vide cerberus, em "os radicais do pt", ou "alckmin, o desafiante", naquela peça que inundou outdoors brasil afora, pouco antes do 2º turno das eleições passadas). agora tenho sentido (me corrijam se eu estiver errado) que não é o RA que está contaminando a veja, com sua postura (melhor seria dizer descompostura) aguerrida. muito pelo contrário. é a veja que tem se mostrado tão hostil e virulenta em suas "reportagens", de uma agressividade tão acentuada, que a contratação de um RA era questão de tempo. buscou-se mão-de-obra especializada para completar o elenco. todo extremismo é lamentável, e um marco como a veja está afundando sem que seus donos sequer percebam. talvez já seja tarde demais. triste.

PAULO SÉRGIO MOREIRA-Curiúva Pr. (29/02/2008 - 15:09)
A Veja é o Rubens Ricúpero às avessas.
Ele age assim: "Oque é bom do Gov. Lula, nós escondemos e o ruim nós publicamos".

miron (29/02/2008 - 15:05)
Os afins se atraem, e no caso da veja/leitores não poderia ser diferente. E ainda falam em ética, respeito...

Alessandro (29/02/2008 - 14:47)
Muio bom seu blog. Parabens.

(29/02/2008 - 14:12)
Marcelo, eu não diminuo a Veja por que ela é de direita. Diminuo-a por que ela é grosseira, rasa, superficial e vulgar, como (já o disse) parcela considerável de seu público leitor. O Guardiam mostra que pode muito bem se ser de direita e elegante ao mesmo tempo...

Mary Jo Zilveti (http://nomadismocelular.wordpress.com) (29/02/2008 - 14:03)
Azenha, você deu uma porrada tão certeira ao tradicional e corriqueiro mau-gosto da Veja. Porém, "vejamos", é mais do que vulgar. É reacionário mesmo. Nassif tem razão. Os neo-cons assumiram de vez o papel de pára-jornalistas. Nada pessoal contra eles, mas é a postura direitosa, golpista e absolutamente desprovida de inteligência desse semanário que perdeu a credibilidade há tempos. Pode apostar, você ganhou agora uma legião de leitores. Abraços, Mary Jo Zilveti (zilveti@gmail.com)

Eduardo Dantas Motta (29/02/2008 - 14:01)
A revista Veja tem conquistado há anos o troféu de pior jornalismo de toda imprensa burguesa nacional. Seja pelas matérias sensacionalistas, preconceituosas e/ou mentirosas, a publicação bate todos os recordes de indecência. Um lixão. Os sinais de decadência são evidentes. O revistão balança empurrado pela cada vez mais acentuada falta de credibilidade. Desejo à Veja meus sinceros votos de fracasso financeiro e de público. Que as vendas caiam e quanto mais rápido melhor. Que seu fim seja breve, pois neste dia estará prestando um grande serviço á nação brasileira.

Frog (29/02/2008 - 13:44)
Um amigo meu ofereceu-me para ler a edição desta semana da Veja. Disse que não, tenho mais o que ler. Ele está recebendo a revista gratuitamente por um período limitado. Os caras devem estar perdendo muitos leitores. Mas ainda há gente que gosta deste tipo de desinformação.

Thiago (29/02/2008 - 13:38)
Marcelo, recomendo que você leia os artigos do Luis Nassif sobre a Veja. http://www.luisnassif.com.br/

Marco (29/02/2008 - 13:15)
Você não leu o texto, né Marcelo?
Deduziu tudo a partir da "leitura" que fez da capa, não foi?
Além do mais, pode-se escrever 2000 linhas de críticas exacerbadas ao Fidel ou a quem quer que seja, sem que se perca a linha do bom gosto e decência.
[]s

Marcos (29/02/2008 - 12:53)
Atentem para o detalhe acima à esquerda.
"Lula surfa nos bons números do capitalismo brasileiro"
Ou seja - a culpa de tudo de bom que esta acontecendo no país é do capitalismo, e Lula está apenas "tirando onda".

C.Arruda (29/02/2008 - 12:50)
Culpar a Veja por demonstrar alívio pela saída de um assassino do poder?

De jeito nenhum.

Concordo com o Marcelo, vai do gosto do leitor.

Já a ilustração da New Yorker, dá um banho na foto que a Veja dividiu com a Carta Capital.

Ivan Moraes (29/02/2008 - 12:46)
"Não li esta revista,mas o que esperamos de qualquer publicação é informação isenta e de qualidade": Luciano, se voce le Ingles, a reportagem esta aqui:

http://www.newyorker.com/talk/comment/2008/03/03/080303taco_talk_guillermoprieto

E o comentario de Anderson de 2006 esta aqui:

http://www.newyorker.com/archive/2006/07/31/060731fa_fact_anderson

Menjol (29/02/2008 - 12:40)
A diferença é que Fidel é importante para o mundo. A Veja mal consegue ser relevante para a elite branca que a sustenta.

Luiz Carlos Azenha (29/02/2008 - 12:37)
Marcelo, não acho que o texto da New Yorker seja laudatório. Espero que você tenha lido o texto em inglês, que contém ácidas críticas tanto ao governo de Fidel quanto à política americana em relação a Cuba. Eu achei equilibrado. Mas é só minha opinião.

Marcelo Pereira da Silva (29/02/2008 - 12:19)
É extremamente equivocado querer diminuir a Veja simplesmente porque ela não compartilha da mesma simpatia que a New Yorker por Fidel Castro. Se a Veja desliza ao menosprezar demais o ditador cubano, a publicação estrangeira também vulgariza ao enaltecer exageradamente suas qualidades. Nesse caso, não existe essa de "melhor" ou "pior". É um caso de empate, decidido por cada leitor de acordo com suas convicções políticas.

Luiz Clete (29/02/2008 - 12:18)
A capa e manchete da veja sobre Fidel, mostra o quanto a imprensa brasileira, ou parte dela, é parcial. Quando o Bush-filho sair da presidência dos EUA, a veja, subalterna e submissa, estampará em sua gloriosa capa: vamos sentir muito saudades, meninão! veja, quem viu uma viu todas.

Renato dos Santos Neto (29/02/2008 - 12:16)
Já tem muito tempo de a "revista" Veja deixou de ser parcial.
Ela agora só expõe seu ódio.
A Veja, investiga, julga e executa quem ela bem entende por que ela esta "acima" das leis do bom jornalismo.
Gostaria de saber como classificar aquele monte de papel impresso que a Veja se tornou.

ana maria hitomi (29/02/2008 - 12:01)
Nossa, ainda bem que muitas pessoas pensam como eu. Fiquei chocada com a grosseria da capa da Veja e horrorizada com a matéria e os artigos relacionados. Uma baixaria e um ranço inimagináveis. A veja virou literalmente "qualquer coisa". Não sou Castrista, não sou "cubanófila", mas não vou fazer nenhum tipo de linchamento moral de baixo calão como a veja hoje faz com tudo e todos e acha que, isso sim, é que é jornalismo...só tenho a lamentar...

Gilmar Crestani (29/02/2008 - 11:50)
Azenha, concordo com email do Leider Lincoln. A Veja não desaparecerá nem mudará de estilo, pois há consumidores para este tipo de baixaria. O que quero dizer é que a Veja cumpre um papel condizente com o perfil de seus anunciantes e seus leitores. Não é casamento, mas a união é estavél enquanto durarem os dividendos. E não duvidaria que um pouco do dinheiro espalhado pelo mundo pela CIA não esteja entrando nas burras da Abril.

Ivan Moraes (29/02/2008 - 11:48)
Nossa! E eu que leio o New Yorker ha anos e nao sabia que eles sao bolchevistas comunistas marxistas trotskistas! Nossa! Dessa vez os EUA vai cair! Nossa!

Walter Alberto (29/02/2008 - 11:35)
Caro Felipe:
Enquanto isso, tente o tradutor online:
http://www.clubedoprofessor.com.br/traduz/
é meio tosco, mas dá pra ter uma idéia do texto
boa sorte
wa

Victor de Moura Baptista (29/02/2008 - 11:30)
Azenha, em primeiro lugar, parabéns pelo site. Mudou para melhor! Sobre a 'Veja', sinceramente, não perco mais o meu tempo. Os seus "defensores" argumentam que a publicação está respaldada pela liberdade de expressão e de opinião, garantida pela democracia. Acontece que existe um limite, o do bom senso, que deve ser alcançado e preservado. A 'Veja', definitivamente, ainda não o conhece.

Alexandre Cândido (29/02/2008 - 11:29)
De fato, cada um lê o que é. E mais, cada veículo "formador de opinião" merece seus leitores. Já ouvi leitores da Veja achando o máximo da edição a respeito de Fidel. Assim como vi aqui, diversas pessoas apenas concordando com o autor ao acreditarem que expressam "suas opiniões". Deve fazer um bem ver o quanto se influencia as pessoas. A respeito de Fidel, prefiro não comentar. Vou parecer tendencioso, talvez...Mas acredite, tenho minha opinião sobre o mesmo.

Luiz Fernando (29/02/2008 - 11:21)
Seria interessante, Azenha, você comparar estas reportagens com a capa da Carta Capital, que inclusive usa a mesma foto da Veja (MIno Carta diz em seu blog que sua revista veio às bancas antes da Veja). Pelo que li do seu post, a Carta e a New Yorker não diferem muito da abordagem escolhida.

Luiz Carlos Azenha (29/02/2008 - 10:56)
Felipe:
Vou tentar no fim-de-semana. Mas o texto é complexo para um tradutor amador. É cheio de nuances. Farei o melhor.

Felipe Guerra (29/02/2008 - 10:30)
Azenha,

Será que poderia traduzir esse texto para os leitores?

Antonio Lyra Filho (29/02/2008 - 10:00)
Realmente a Veja se vulgarizou e está perdendo leitores.
As últimas campanhas por assinantes, demostra que desejam repor as perdas.

waleria (29/02/2008 - 08:26)
Que beleza de txto sobre Fidel, Raul e o povo de Cuba! Parabéns Azenha! Gente inteligente, e análises justas - mudam toda a perspectiva! Torço por Fidel, Raul e Obama - e pelo futuro de Cuba! Sempre acima de tudo, com a dignidade conquistada por Fidel!

Luciano Baía Meneghite (29/02/2008 - 07:50)
Como desenhista e chargista,gostei muito da capa da New Yorker.Não li esta revista,mas o que esperamos de qualquer publicação é informação isenta e de qualidade.A veja (em minúsculas mesmo) me dá nojo.

Alexandre (29/02/2008 - 01:05)
Um país com uma classe média dessa não vai pra frente. Não é desenvolvimento econômico que nos fará chegar a algum lugar. Por outro lado, creio que a classe baixa brasileira está mais atenta e tem demonstrado mais discernimento. Impressiona mas é isso mesmo. Nós ficamos iludidos com a Educação Formal do Brasil, que é um lixo, e nos achamos conhecedores da vida e dos meandros da relações sociais. Disso a classe média nada conhece, suas relações são de subserviência, puxasaquismo e omissão. O futuro do Brasil está longe de depender da classe média, é a base que nos levará a algum lugar.

Rafael Alexandre Silva (29/02/2008 - 00:16)
A Veja não apita mais nada.
Já está no senso comum que se trata de uma revista tendenciosa.
Do jeito que a coisa está desgringolando, daqui a pouco terão que apelar para coisas do tipo; "EXCLUSIVO: TEMOS FOTO DE UMA SURUBA COM LULA, FIDEL, CHAVEZ, CRISTINA KIRCHNER, DERCI GONÇALVEZ E A CARLA PEREZ!!!"

Marcos A. (29/02/2008 - 00:04)

http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-02-24_2008-03-01.html
post intitulado "Destruíram! Mandaram pro lixão!"

Leider Lincoln (28/02/2008 - 23:16)
Azenha, pouca gente fala, mas a verdade é que a vulgaridade e as grosserias da Veja se parece bastante com a classe média mesquinha e preconceituosa que a lê, e que igualmente é vulgar, rasa e grosseira. Para reconhecer, como a New Yorker, que Fidel é (foi?) um ícone revolucionário de perfil aristocrático, seria necessário antes, pelo menos ter a dimensão intelectual do que seja um ícone. Parcela depreciável de leitores da Veja tem _para repetir novamente a expressão_ seu ícone naquele pai que dissse que "_Meu filho faz faculdade, não pode ser preso só por causa disso (espancar covardemente, com outros amigos,uma empregada doméstica que eles acharam qser uma prostituta)! A Veja tem seu público, Azenha, como a New Yorker tem o seu. Para reconhecer a grosseria, é necessário não ser grosseiro e se os leitores da Veja não o fossem já teriam abandonado a revista. Dá uma olhada no sítio do RA: veja se consegue encontrar outro lugar na rede que reúna tanta vulgaridade e baixeza. Os comentários lá são a cara do RA, que é a cara da Veja, de modo que no fundo, eles todos se merecem...

Conceição Oliveira (28/02/2008 - 22:57)
É vero, ao menos a fixação pelo charuto da mídia em relação a Fidel rresultou em algo bem criativo.



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