Carlos Henrique (17/05/2008 - 00:49)
Toda a política de confrontação de nosso país nas rodadas de Doha tinha como objetivo a eliminação dos subsídios dos países desenvolvidos. Com esta eliminação, os preços subiriam e viabilizaria a produção da agricultura familiar e em países africanos que perdiam competitividade e vêm abandonando sua lavoura e engrossando as hostes de famintos e migrantes. Sem dúvida a utilização de terras para a produção de biocombustíveis teve uma pequena influência nos preços. O Aumento do petróleo, seu impacto nos fertilizantes e o crescimento do consumo chinês e indiano (o pragmatismo os estás levando à mesa), tiveram muito maior influência que os biocombustíveis. Fidel se não tivese destruído a agrigultura de seu país poderia estar ajudando a alimentar os famintos (primeiro os da ilha) no mundo, já que retórica não enche barriga.
Robson França (26/04/2008 - 13:36)
Deve explicações para quem, cara pálida? Washington?
Recomendo o documentário "Quem matou o carro elétrico?" que trata de um projeto que estava sendo executado na Califórnia em 1996 que pretendia substituir parte dos automóveis do estado por carros elétricos. Porém, há outros interesses que não desejaram esse acordo e fizeram todo o possível para acabar com esse projeto. Embora tenhamos "bastante" terra para cultivo, temos que lembrar de deixar espaço para as reservas indígenas, as florestas, os habitantes. Caso contrário...
Mas a questão é mais complicada: na Europa os agricultores estão em pé de guerra. Afinal uma superpotência aparece com uma alternativa viável para a crise energética. E, em alguns lugares da Europa, milho é ração. Será que os Europeus tem medo de produzir certos produtos agrícolas para consumo? E os EUA? Quando irão parar de beber petróleo e outros combustíveis? Abraços.
normando (26/04/2008 - 12:24)
Acredito que o Brasil nao tem de explicar nada
visto que pode tanto produzir comida como energia , o que se deseja a nivel de Europa e Eua e anular nossas vantagens nestas areas,manipulando mercados e a midia .
Todavia cabe aos brasileiros atraves do governo ordenar e regular as atividades economicas afim de garantir o respeito e a conservação dos recursos naturais .
Fabio Venancio ,Santa Cruz das Palmeiras-SP (26/04/2008 - 01:36)
Caro Luiz Carlos Azenha.Moro em uma região em que a atividade principal é o cultivo da cana-de-açúcar.A população da cidade depende de 2 usinas situadas em Pirassununga.Santa Cruz das Palmeiras já foi uma das maiores produtoras de café do estado e hoje só restaram alguns poucos pés de café para contar a história .Do cultivo de café passou para o algodão , do algodão para a laranja até chegar na cana .Os pequenos agricultores ainda existem e sua maioria arrendam as terras para as usinas devido ao ganho e não terem nenhum trabalho pois a usina faz todo o trabalho.Apesar do aumento do cultivo da cana , também pode-se se notar o aumento do cultivo do milho .Uma terra bem cultivada hoje se produz brincando em media de 300 a 400 sacos de milho por alqueire , coisa que no passado não acontecia .Por aqui também se planta soja , feijão e batata.Por aqui não deixou de se produzir os alimentos , só mudou a atividade principal de café para cana .É oque tem acontecido no Brasil.E vale lembrar que da cana-de açucar não sai apenas o etanol , mas da cana se aproveita tudo e as usinas são auto sustentáveis podendo até vender energia elétrica , oque já vem acontecendo .Já existe até um curativo feito da ana de açúcar .Oque precisa ser feito não é freiar o etanol, que bate de frente com o interesse das grandes do petróleo,mas criar politicas eficientes que cuide de todas as questões que envolvam o etanol , como o meio ambiente , desmatamento , crise de alimentos ,etc.
Fernando (25/04/2008 - 18:44)
Cid Elias, essa reportagem do link é interessante, mas não dei muito crédito por ter sido bancada pela Petrobrás.
Fernando (25/04/2008 - 13:38)
O Brasil adotou a modernização conservadora. É produzir para exportar.
Nilson de Vix (24/04/2008 - 23:10)
Acostumemo-nos a isso: a partir de agora o Brasil incomoda e incomodará MUITO o tal primeiro(?) mundo. Essa questão dos biocombustíveis x comida é artificial. Lula está certo ao bater na questão dos subsídios...
Laércio Nunes (24/04/2008 - 21:25)
É muito simples: se as pessoas tiverem dinheiro para comprar alimentos, haverá aumento da produção de alimentos. No mundo já há superprodução de alimentos, não falta. A fome existe porque pessoas não têm condições de comprar comida. É uma falácia esta discussão biocombustíveis x alimentos.
Cid Elias (24/04/2008 - 19:38)
E tem um terceiro lado, Azenha:
"...João Camilo Penna - Estou convencido de que é um grande programa e que esse ataque que está havendo agora fortemente ao etanol e ao álcool é nos Estados Unidos, porque lá eles produzem o álcool do milho e aí sim compete com os alimentos. E é um álcool que custa muito mais caro que o álcool de cana. Tem todos os inconvenientes em relação ao álcool de cana. O que os Estados Unidos faria dentro desse ataque agora, ao meu ver, era reduzir a tarifa de importação de álcool brasileiro. Chegaria lá muito mais barato do que o que eles produzem, o álcool de milho.
- Paulo Henrique Amorim - O Brasil não deixou de plantar um pé de couve por causa de etanol.
- João Camilo Penna - Exatamente. Não deixou de plantar um pé de couve. E ele está crescendo agora em pastagens degradadas, que são liberadas pelo confinamento de gado. Então não está prejudicando em nada a produção de alimentos e é muito mais barato que o álcool de milho. Se os Estados Unidos fossem inteligentes, eles importariam álcool do Brasil e financiaria a produção de álcool na África, para comprar da África.
Clique aqui para ler a íntegra da entrevista com João Camilo Penna."
Reinaldo (24/04/2008 - 19:28)
Azenha, talvez aí você esteja observando esse avanço da cana e do eucalipto, mas por favor, não enxergue somente São Paulo como exemplo de Brasil. O Brasil é muito maior que seu estado. Se houver investimento em agicultura irrigável o nordeste se candidata a ser o maior produtor de "pé de comida" do país, vide a produção de frutas na região de Juazeiro e Petrolina (conhece?). Hoje o nordeste produz até morango!
Gustavo Eduardo Paim Pamplona (24/04/2008 - 19:16)
Prefiro ser o celeiro do mundo e agora também "a bomba de combustível do mundo" (Azenha, gostei da expressão) e ver que um dia os países ricos se curvarão ao Brasil quando começarem a escassear os alimentos deles, quando eles não conseguirem mais dar subsídios ao seus agricultores ou quando o petróleo ficar tão caro e começar a faltar no mundo.
Pedro Miranda, Economista, Brasilia (24/04/2008 - 18:10)
Não gosto de pensar assim! Imagino que não precisamos ser o celeiro do mundo e continuarmos sendo um país subdesenvolvido. Em toda a história fomos nós que tivemos de abrir mão de produtos que agregam valores para nos tornamos fornecedores de matéria prima para todos. É chegada a hora do mundo produzir sua própria comida e deixar nós crescermos um pouquinho para poder dá maior conforto ao nosso povo. Os empresários precisam trabalhar em produtos que agreguem valor e aumentem seus investimentos e produtividade para gerar mais emprego e riqueza e parem de suplicar por baixa de impostos para encherem seus próprios bolsos. É chegada a hora do Kg de arroz, feijão, milho e etc. custar mais que um litro de gasolina. Quem sabe agora o mundo dê mais valor a comida!
azenha, temos 6 milhões de hectares de cana, 21 de soja, e 200 de pastos, a maioria degradados. a média nacional de cabeças de gado por hectare é abaixo de 1, em sp está em 1,4 mas há experiências acima de 5. daí vem espaço para cana, soja e milho que o mundo precisar. vc ve na estrada só cana e eucalipto por que precisam estar perto de alguma via de escoamento da produção, pois a margem é pequena e vão para longe. já a hortinha vai geralmente pra mesma região, ocupa terras mais baratas (portanto mais longe do asfalto), e vc não vê. abraço.