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BOLÍVIA: SOMA DO "NÃO" COM ABSTENÇÃO CHEGA A 48,3%

Atualizado em 06 de maio de 2008 às 15:19 | Publicado em 06 de maio de 2008 às 14:48

Da Agência Boliviana de Notícias

A abstenção de 39% dos eleitores, equivalente a 366.839 pessoas dos 936.163 inscritos para emitir o voto, e os 15% do "NÃO" na consulta de 4 de maio, dão um resultado de rechaço do estatuto cruzenho de 48,3%, equivalente a 452.238 de um total de 936.163 pessoas inscritas no Padrão Eleitoral da Corte Departamental (CDE) de Santa Cruz.

Esses dados se baseiam em resultados extraídos do diário La Razón, que dão conta de que os habilitados para votar no estatuto cruzenho eram 936.163 pessoas, das quais compareceram para votar 569.324. Portanto, a abstenção de 39% equivale a 366.839 pessoas.

A este resultado se somam os votos "NÃO", que foram de 15%, segundo dados do mesmo diário, equivalente a 85.399 votos. Somada a abstenção, promovida por setores políticos como o Movimento ao Socialismo e movimentos sociais, o resultado é que 452.238 pessoas não apoiaram ao estatuto autonômico por diversas razões:

Simplesmente não quiserem votar ou não tiveram tempo de fazê-lo, com sua abstenção rechaçaram frontalmente o estatuto, apoiaram ao presidente Evo Morales ou acataram a instrução de seus dirigentes sociais para não votar no plebiscito, por considerá-lo ilegal e inconstitucional.




   


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Carlos Henrique (15/05/2008 - 21:12)
Esta é a matemática dos perdedores. Com estes mesmos critérios Evo Morales não teria tido 54% da votação. Deixem os Bolivianos resolverem seu problemas.

Ailton (15/05/2008 - 10:50)
Fabiano, O 'sim' teve pouco mais de 50% dos votos, considerando que a votação foi organizada pelos partidários do 'sim'. Foi um retumbante fracasso porque o plebiscito não foi reconhecido por nenhuma entidade e pais de peso(os EUA não contam, a eles interessa a partilha da bolivia e foram os principais icentivadores). Além do que mesmo com a falta de lisura do pleito, a campanha pesada pela aprovação nem mesmoi 60% eles conseguiram.

agostinho (08/05/2008 - 07:36)
Marcelinho, os ´nativos´de Mianmar nao querem e relutam muito em aceitar Bush ajudando lá, porque ja viram o ensaio americano em desastres anteriores, em Katrina City, Louisiana. Tem lógica. Katrina.

Fabiano (06/05/2008 - 19:09)
Mas será que isso não significa também que mais de 50% de todos os eleitores da região foram às urnas dizer que aprovam a autonomia? E isso contando a abstenção e os votos inválidos... Parece claro que os contrários à autonomia seguiram a sugestão de Evo Morales e ficaram em casa, esperando sabotar o plebiscito com menos de 50% de comparecimento. Mas não conseguiram, pois 61% foram às urnas e, desses, poucos votaram 'não'. Mesmo que tivessem ficado em casa, ainda assim o 'sim' tem 51% do total de votos. Essa conta do governo, de chamar a votação de retumbante fracasso, parece ser ela própria um retumbante fracasso estatístico.

graciliano (06/05/2008 - 17:00)
Este dado tem sido omitido na mídia brasileira. É importante lembrar que no plebiscito convocado por Evo Morales, em 2006, em que todo o país votou sobre a autonomia, a abstenção em Santa Cruz foi de cerca de 17%. Ou seja, agora dobrou! Mas a mídia só fala nos 85% de votos no "sim" - quando são 85% dos que compareceram, que foram a metade dos eleitores habilitados.

Marcelinho (06/05/2008 - 16:26)
Azenha tem petróleo ou gás no Mianmar??? Depois dessa notícia aqui... Bush pede que Mianmar aceite ajuda dos EUA Publicado em 06.05.2008, às 16h08 O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu hoje que a junta militar que governa Mianmar autorize a entrada de equipes americanas de resposta a desastres, por enquanto mantidas afastadas, e disse que seu país está pronto a "fazer muito mais" para auxiliar os atingidos pelo ciclone Nargis. Voluntários estrangeiros em Mianmar acreditam que mais de 50 mil pessoas podem ter morrido com a passagem do ciclone Nargis no último sábado e que mais de 3 milhões estariam desabrigados, segundo afirmou o diretor da organização britânica Save The Children, Andrew Kirkwood, ao jornal britânico The Times.



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