Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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BARACK OBAMA, O MESSIAS DIGITAL

Atualizado em 29 de agosto de 2008 às 14:12 | Publicado em 29 de agosto de 2008 às 13:52

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DENVER, COLORADO -- O estádio dos Broncos, time de futebol de Denver, foi transformado num templo, com colunas gregas integradas ao cenário grandioso. Sobre o gramado, coberto por um tablado de madeira, havia uma passarela que acabava em um púlpito.

Bandeiras dos Estados Unidos e cartazes com a palavra CHANGE foram distribuídos à multidão de mais de 70 mil pessoas. Só a "ola", observou uma colega jornalista, não foi previamente ensaiada pelos assessores de campanha.

Eu ainda não me defini entre o anarquismo ou o partido libertário. Com certeza herdei a minha rebeldia do velho Azenha, que foi comunista circunstancialmente: ele era do contra. Fico desconfiado de qualquer turma ou movimento.

Um assessor do candidato veio ao púlpito pedir que as pessoas presentes sacassem os seus celulares e mandassem uma mensagem de texto para o número que representa Obama. Com isso, todos estariam registrados para receber mensagens da própria campanha ao longo das próximas semanas. Nos telões apareceu a imagem do mapa dos Estados Unidos que identificava a origem das mensagens por código de área, já que ali havia convencionais de todas as regiões do país.

Mais tarde o assessor da campanha de Obama voltou para dizer que 30 mil mensagens de texto haviam sido registradas. Sob patrocínio da companhia telefônica AT&T algumas das mensagens foram reproduzidas nos telões.

De tempos em tempos imagens do candidato e trechos de discursos dele eram reproduzidos. Oradores ressaltavam as qualidades de Barack Obama. Almirantes e generais da reserva, vestidos com roupas civis, vieram dar apoio ao candidato. Havia uma mulher almirante e vários generais negros e eu pensei que o exército americano foi essencial para a integração racial nos Estados Unidos.

No setor das celebridades estavam alguns atores e atrizes de Hollywood mas eu confesso que só conheci a Susan Sarandon. E o ex-âncora da rede CBS, Dan Rather. Eu estava na plataforma dos jornalistas e entre nós circulavam políticos sempre ávidos pelas luzes da televisão. O ex-candidato à Casa Branca, Michael Dukakis, está velhinho. O pastor Jesse Jackson usa pó vermelho nas bochechas (ele colabora com uma emissora de TV).

Confesso que fiquei um pouco incomodado com aquele espetáculo, uma mistura de televangelismo com messianismo digital. Depois pensei de novo e concluí que eu é que corro o risco de ser ultrapassado pelos tempos. Barack Obama é produto da geração da internet, do celular, das mensagens de texto. Como o próprio democrata lembrou na campanha, ele era menino nos anos 60. É um político do século 21.

Eu gostei de ver a Sherryl Crow e o Stevie Wonder.

Pensei que os Estados Unidos não teriam nenhuma graça sem os negros. Eles têm bossa, têm ginga, são desbocados e criativos.

Mas não deixei de me perguntar sobre os "seguidores" de Obama: eles serão perseguidos pelo candidato 24 horas por dia, na internet, no celular, na TV? Será Obama, eleito, o Big Brother digital?

O que me confortou, depois de ouvir os discursos de Bill Richardson, Al Gore e do próprio Barack Obama foi que, apesar do cenário, todos eles discutiram questões políticas realmente essenciais para o futuro.

E a galera vibrou intensamente especialmente em dois momentos: quando George Bush foi acusado de rasgar a Constituição americana e quando Al Gore condenou a tortura.

Pensei comigo mesmo: se essa molecada consegue se identificar com a defesa de princípios abstratos, que vão muito além do interesse individual e pecuniário imediatista, existe um futuro para os Estados Unidos.

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
marcosomag (31/08/2008 - 01:18)
Os norte-americanos valorizam tanto os "efeitos especiais" das campanhas eleitorais pelo fato do conteúdo ser pífio.O que existe lá é um regime de partido único, estável para a elite econômica continuar mandando e com todo tipo de obstáculo para a emergência de novas forças políticas.A diferença entre Obama e McCain é que o Democrata sorrí, enquanto o Republicano faz cara de mau.No entanto, tal e qual seguram com firmeza o porrete às costas, prontos para esmagar a cabeça de quem tiver a ousadia de contrariar os interesses dos EUA.Obama sabe que,se "mijar fora do penico", acabará como Robert Kennedy.Esta é a dura realidade.

Marcos (30/08/2008 - 23:38)
Nestes, a situação atual é a seguinte (segundo a pesquisa mais recente feita nos mesmos:

1) Flórida: Obama 45% X 44% McCain (pesquisa Mason-Dixon - entre 25 e 26 de Agosto);

2) Ohio: Obama 44% X 43% McCain (pesquisa Quinnipiac - entre 17 e 24 de Agosto);

3) Michigan: Obama 44% X 43% McCain (pesquisa Quinnipiac - entre 17 e 24 de Agosto);

4) Carolina do Norte: McCain 45% X 42% Obama (pesquisa PPP - entre 20 e 23 de Agosto);

5) Virgínia: Obama 47% X 45% McCain (pesquisa PPP - entre 20 e 22 de Agosto);

6) Minnesota: Obama 47% X 45% McCain (pesquisa SurveyUSA - entre 13 e 14 de Agosto);

7) Colorado: McCain 47% X 46% Obama (pesquisa CNN/Time - entre 24 e 26 de Agosto);

8) Novo México: Obama 48% X 44% McCain (pesquisa Rasmussen - 20 de Agosto);

9) Nevada: Obama 49% X 44% McCain (pesquisa CNN/Time - entre 24 e 26 de Agosto);

10) New Hampshire: Obama 47% X 46% McCain (pesquisa Rasmussen - 18 de Agosto).

Baseado nestes dados, eu gostaria de lhe perguntar: Com base no que você conhece dos EUA e destes estados que estão 'indefinidos', em qual deles as possibilidades de vitória de Obama são mais concretas??

É claro que qualquer tentativa de 'prever' o resultado de Novembro é loucura. Mas, as características (econômicas, demográficas, históricas, culturais, educacionais, étnicas, sexuais) destes estados beneficia mais a qual dos candidatos? Obama ou McCain? Pois me parece que será neles que se decidirá quem será o próximo Presidente dos EUA.


Marcos (30/08/2008 - 23:37)
Azenha, entrei no site 'Real Clear Politics' e lá eles tem um mapa eleitoral, que é sempre atualizado, onde apontam as chances de vitória de cada um dos candidatos. E eles dividem os estados em situações: 1) quando um candidato tem mais de 10 p.p. de vantagem nas pesquisas em um determinado estado, este é tido como 'sólido', ou seja, é quase certeza que o candidato em questão vencerá ali; 2) depois, eles colocam os estados em que um candidato tem mais de 5 p.p. e menos de 10 p.p. de vantagem como sendo 'provável' a sua vitória ali; 3) finalmente, eles classificam como 'indefinidos' os estados em que a vantagem de um dos candidatos é inferior a 5 p.p..

Acho que isso é muito interessante. Bem, hoje entrei no site e lá mostra a seguinte situação:

1) Obama tem 183 delegados em estados em que a sua posição é 'solid' e mais 45 delegados em estados em que a sua vitória é tida como 'provável', totalizando 228 delegados.

2) McCain tem 142 delegados em estados com uma posição 'solid' e outros 43 em que a sua vitória é provável, somando 185 delegados.

3) Há vários estados em que a situação está indefinida e que totalizam 125 delegados, e que são: Flórida (27 delegados), Ohio (20 delegados), Michigan (17 delegados), Carolina do Norte (15 delegados), Virgínia (13 delegados), Minnesota (10 delegados), Colorado (9 delegados), Novo México (5 delegados), Nevada (5 delegados) e Nem Hampshire (4 delegados).


Ademar (30/08/2008 - 22:52)
Seria bom que nós brasileiros pudéssemos debater também as eleições russas e chinesas(se é que existe). Ou pelo menos discutir as ações destes também imperilaistas, que causam influência no mundo tanto quanto os EUA. Apesar dos americanos estarem mais próximos de nós, estes outros impérios por interagirem com o de cá, merecem atenção também, pois suas atitudes nos influenciam, mesmo que indiretamente. O discurso de Obama foi para inglês ver e brasileiro desinformado aplaudir. Quem ouviu e viu as pretensões de "Otrama" em relação à política externa de seu mandato, entendeu que não vai mudar em nada em relação às de Bush. Ele seria o "Obushma". Antes dizia que levaria de volta os soldados do Iraque para a América, hoje diz que vai remanejar as tropas do Iraque (não diz se todas) para o Afeganistão, que por "coincidência" fica do outro lado do Irã. Será que o Obama está "diplomaticamente" cercando o Irã? Entretanto, se fizer o que prometeu em relação à política interna, vai levar os EUA a disparar novamente na hegemonia economica mundial, como fez Clinton. Ele vai melhorar seu país internamente, o que não é bom para o resto do mundo e vai ratificar as conquistas de Bush. É sempre assim, os republicanos conquistam, pagam o preço e os democratas mantém tais conquistas, passando a mão na cabeça do resto do planeta via política popstar...Dá-lhe Obushma...

MAX (30/08/2008 - 22:35)
Tomara que o OBAMA seja eleito.
O Brasil vai ficar numa boa...
Pq o Brasil será a refencia !
Não confio em Obama ou outro, mas sua eleição vai trazer uma certa simpatia para o Brasil;

Plácido (30/08/2008 - 19:54)
Messias é nosso amado Lula, que foi enviado por Deus para redimir o povo brasileiro de 500 anos de exploração e miséria.

Marcos (30/08/2008 - 15:29)
Azenha, entrei no site 'Real Clear Politics' e lá eles tem um mapa eleitoral onde mostra em qual estado os candidatos tem maiores chances de vitória. E pelo que mostra lá a decisão, em Novembro, estará nas mãos dos eleitores de estados como: Flórida, Ohio, Michigan, Carolina do Norte, Virgínia e Minnesota que, somados, tem 102 votos no Colégio Eleitoral. E se as eleições fossem hoje, Obama teria 183 votos praticamente garantidos e mais 45 prováveis, somando 228. Já McCain teria 139 votos garantidos e mais 46 prováveis, somando 185. No total, estão indefinidos 125 votos, incluindo os 102 cos estados que já citei. Assim, as perspectivas para Obama são muito boas, até porque nos estados em que o resultado está indefinido a disputa é muito acirrada e Obama tem chances reais de vitória em vários deles.


marcelo - curitiba (30/08/2008 - 15:05)
Eu cresci ouvindo dizer (e acreditanto) que os EUA eram realmente a maior democracia do mundo. Depois, nas palavras de Chomsky, Hobsbawn, Gore Vidal e tantos outros, aprendi que tudo não havia passado de um grande engodo.
Desta vez, eu bem que me esforço pra acreditar que haja futuro pra todo um país que incorporou o capital e o lucro imediato como senhores de todo o tempo. Sou obrigado a reconhecer que não acredito. É difícil mudar a cabeça de um povo que desde a fundação do país, reza pelos mesmos princípios.
Vamos torcer que Obama seja o que diz ser. Vamos torcer pelo bem do mundo e subsidiariamente, dos EUA.


Dimitri (30/08/2008 - 13:08)
Achei o discurso do Obama legal. Foi claramente estrategico pra atingir a parte do eleitorado que ainda nao o conhece direito - uns acharam que o Obama pegou leve no discurso, mas acho que foi mesmo a estrategia de se tornar mais acessivel aos Homer Simpsons. De qualquer forma, mesmo assim, ainda nao acredito que ele venca. O problema racial eh uma barreira evidente. E em segundo lugar as disputas internas dos azuis (o tamanho dos egos eh sim de popstars!) ja tirou muito da forca da campanha. Vai ser dificil pra maquina democrata reconhecer a incompetencia pra ganhar de uma dupla-redneck como essa. Ei Azenha, aquela Sarah Palin sim eh que da arrepios com aquele perfil tele-evangelico! Sai de baixo!

Fabio Passos (30/08/2008 - 11:15)
Já esta é imperdível: Ted Kennedy puto da cara com os fascistas-pervertidos que estão destruindo os EUA... e todo o planeta! "WHEN DOES THE GREED STOP?" http://www.youtube.com/watch?v=pUOwudYX_Oo

Luiz Paulo - Vitória (30/08/2008 - 09:52)
Por vezes nós também queremos acreditar que algum Messias irá nos guiar para o paraíso. Não dá para apostar em Obama como algo diferente de TUDO que já passou pela Casa Branca. Obviamente pior que o Busch é impossível, mas percebam o quanto ele já mudou suas idéias para se adaptar ao conservadorismo religioso dos americanos... não tem como esperar algo muito diferente. A sociedade americana, na célula familiar, foi forjada, e é até hoje, nos valores religiosos e militares. Quanto aos nossos jovens, como citou um colega, não dá para apontar nenhuma evolução, ao menos no meio em que vivo. Dou aula numa faculdade particular a alunos com recursos e verifico que não conhecem NADA sobre a história recente do país e acham que os militares poderiam voltar ao poder para arrumar essa "bagunça" que está aí. Será que isso vem da família ou são mensagens que recebem subliminarmente da grande mídia? Como ser moderno e atualizado e ao mesmo tempo coerente e não neo-bobo? Precisamos achar o equilibrio entre ser sério sem ser chato, ser inovador sem ser tomado por amnésia seletiva e, sinceramente, para essa turma jovem: ser honesto sem parecer otário. Abraços a todos.

Vera Pereira (30/08/2008 - 07:28)
A Força dos blogs. Do Huffington Post:"According to both the Aug. 29 Anchorage Daily News and the June 13 Colorado Springs Gazette, Sarah Palin became John McCain's vice presidential candidate largely through the machinations of someone even younger and less experienced than herself. From the Anchorage Daily News:
The hype can probably be traced to the Web site of a 21-year-old college senior majoring in political science at the University of Colorado in Colorado Springs. Adam Brickley, a political buff who will graduate in May, started a "Draft Sarah Palin for Vice President" blog last year and has relentlessly promoted the idea ever since. Brickley has never been to Alaska or met Palin. But while researching potential vice presidents, he stumbled on Palin and thought she would be a good No. 2 to just about all of the major Republican candidates in the race at the time. %u2026The "Draft Palin" movement picked up momentum in more mainstream media, including a column last summer by Fred Barnes of the Weekly Standard. Others followed, including talk over the past couple weeks from conservative radio talk show host Rush Limbaugh. Brickley created his blog in February 2007, during his sophomore year, a mere two months after Palin assumed the governorship. " O site do tal estudante existe mesmo é só clicar lá. INCRÍVEL!

Marcio Leandro (30/08/2008 - 06:55)
Não vejo problema algum em aliar a internet e a tecnologia de ponta a uma candidatura política e/ou governo. Nós mesmos estamos aqui discutindo política através de um blog da internet, penso que até pouco tempo não tínhamos essa liberdade, éramos presos aos "formadores de opinião".

Renato (30/08/2008 - 02:29)
Pôxa Azenha, decepcionei. Vc mora aqui a quanto tempo? Não percebeu até hoje que os Estados Unidos é bem maior do que a propaganda recalcada que é descarregada em cima dos brasileiros? Eles tem defeitos? Claro que tem!!! Mas quem dera um dia o debate, ou as propostas políticas no Brasil chegassem aos pés do que está acontecendo aqui. O discurso de Barack Obama ontem foi absolutamente inspirador. Eu não sei se vc estava aqui na época do Clinton, mas ele era outro fora de série. Teve um discurso dele na TV, que eu me lembro bem. Foi um ataque que de misseis que ele ordenou contra uma fábrica no Sudão, supostamente de químicos para armas de destruição em massa, e foi criticado por ser "mole" pelos conservadores daqui. Clinton foi a TV e disse: "Tive uma das noites mais dificeis de minha vida. Um cidadão do Sudão, um vigilante noturno, ou faxineiro, saiu de casa ontem, despediu-se de sua mulher, e foi para o trabalho. Trabalho honesto, pra sustentar a família, filhos... E por uma ordem que fui compelido a dar, esse cidadão não vai voltar pra casa!". Enquanto o papo no Brasil é turismo de pobre, aqui é liderança, e dar o exemplo para o mundo. O patamar é outro.

Gérson (30/08/2008 - 01:38)
Martin L. King, é lembrado o tempo todo nessa campanha, mas, e Malcolm X, Steve Biko, Nelson Mandela ?? Alguém se lembra deles nessa campanha ?? Da África ?? Ou só estão preocupados com a guerra no Iraque e dos impostos que "financiam" essa guerra ?. Como se fosse só os impostos nos USA que bancam essas aventuras. Será que eles têm idéia de que o mundo inteiro financia o estilo de vida e poder dos USA ? Segue link http://www.youtube.com/watch?v=mK-PYaqIe7g Peter Gabriel cantando "Biko" no aniversário de Nelson Mandela.

Muniz (30/08/2008 - 00:18)
Acabo de ler o best-seller "Dark Side" por Jane Mayer sobre o programa de tortura de George W. Bush e fiquei muito contente que tanto o Bill Clinton quanto o Al Gore mencionaram a tortura em seus discursos.

Os EUA tornaram-se um nação pop. O Obama é um produto refinado desta geração pop. É um pop não alienado que com uma linguagem corporal moderna aliada a uma inteligente erudição tem inspirado jovens a registrarem-se para votar - fato inédito.

Ary da Silva Martini (30/08/2008 - 00:07)
Sem aprofundar a análise: a 230 anos ( ou -) somente dois partidos se alternam no poder. Ambos de direita, a única diferença entre eles é na questão fiscal e tributária. Negro, com certeza, era Jesse Jackson. Obama está ficando cada vez mais branco. A esperança no futuro decorrerá mais de questões exógenas do que endógenas.

francisco.latorre (29/08/2008 - 22:55)
- obama interpreta denzell washington interpretando martin luther king.
imbatível.
- os caipiras americanos vão votar num negro? chique?? educado???
- vão aceitar?
- o big business vai aceitar?
- a garotada, se votar, pode decidir.
- eleito, será golpeado.
- candidato, será golpeado.
- azenha, você conhece essa amerika.
- obama pode ganhar? na amerika?
- se ganhar, leva?

Horacio M. Pires (29/08/2008 - 22:47)
O caixa, da campanha do Obama, esta lotada até a tampa da grana dos capitalistas de lá. Gasta-la não se constitui em problema, é 'solução'. Nada melhor que algo tão grandioso, para "restaurar" um povo metido numa crise economica tão profunda, pelos incompetentes carniceiros daquele desgoverno (será que o PSDB tá dando assessoria a eles?). Com relação ao Mccain, tá danado. A Globo vai derrota-lo. Fez a besteira de escolher uma Vice que defende a posse de armas pelo cidadão comum. Isso a Globo não perdoa. Ou a Vice muda de posição ou a candidatura do Mccain já era. A Globo já preparou o "escandalo do dossier fajuto", publicado pela Veja e escrito pelo conceituado (Deus meu) Mainardi, que derrubará definitivamente a Anta Maccain. Cuidado com a Globo Mccain!

Gérson (29/08/2008 - 22:26)
A tecnologia ajuda muito, mas quem soube usar bem também´foi o Kennedy(naquela época tinha menos recursos, mas usou tudo que tinha direito) acho normal.Um dia ainda vamos tomar uma coca cola na lua.

Luiz Carlos Azenha (29/08/2008 - 21:00)
Estou na escala de um vôo aqui na Philadelphia. Acabo de ler que o discurso de Obama teve mais audiência na TV do que a abertura das Olimpíadas da China: mais de 38 milhões de telespectadores.

Lucas Cardoso (29/08/2008 - 20:02)
Agora só resta ver o quanto disso é marketing e o quanto Obama se preocupa pelo slogan dele de verdade. Eu estou otimista, talvez os EUA acabem se tornando um país democrático afinal.

Marco Antônio Leite (29/08/2008 - 19:05)
Não sinto inveja dos Americanos por ter o Obama negro, não confunda com Osama Bin Ladem, candidato à Presidente dos Estados Unidos da América. Aqui neste gigante adormecido temos o nosso OBALULLA tupiniquim, que veio direto do agreste nordestino para defender o trabalhador desempregado e as massas atrasadas que temos aos montes. O nosso OBALULLA, infelizmente, capitulou e se aliou aos poderosos do momento, hoje o Presidente anda de braços dados com banqueiros, empresários, especuladores, aproveitadores e agregados de todos os matizes. Com certeza o Obama legitimo fará a mesma coisa que o OBAMA do Paraguai faz aqui no Brasil. Todos os Obamas são capim do mesmo pasto?

ALEX (29/08/2008 - 18:25)
Pois é Azenha, as vezes tb acho essa coisa de Internet.. mundo digital etc totalmente fake. Minutos depois caio na real e percebo que seu eu não pegar uma caroninha no estribo da tecnologia, daqui uns tempos não vou conseguir subir nem no estribo da carroça. Esta "coisa digital" é irreversível.

H B Menezes (29/08/2008 - 18:22)
Azenha,ainda custo a acreditar que americanos possam eleger um negro de origem muçulmana. Muito surreal. Esta sociedade realmente está purgando seus pecados?

Se puder inclua meu modesto Blog para usufruto dos amigos
http://hb.menezes.zip.net/
Um abraço

Luiz P (29/08/2008 - 17:48)
Estou torcendo para o Obama.
Rezo para que ele não seja mais um Bush [fantoche].
Os EUA tem que provar para o mundo que não são racistas.
Tomara que suba ao poder alguem que certamente sentiu na pele o incomodo do racismo. Só assim alguem arregaça a manga e põe um ponto final na bagunça criada pela família Bush. Eu nunca vou engolir a falha de segurança dos containers da petrobras causado pela halliburton e o intervencionismo da politica empresarial americana. Isso não pode passar batido. Eu sei das dificuldades de se fazer parte de algo maior, produzir tecnologia, patentea-las e ainda ter que suportar a espionagem destes homens que em resumo não passam de ladrões. E se Obama ganhar não vai servir de muita coisa se não for feita uma investigação séria sobre as empresas que venceram as licitações nos periodos Bushs [vai entrar para a historia como um dos piores periodos da humanidade].

Marcos G.P. (29/08/2008 - 17:11)
Enquanto a juventude dos Estados Unidos parece estar acordando, se "identificando com princípios abstratos" , a do Brasil está cochilando até de mais. ACORDEMOS!!!!

Eduardo Guimarães (29/08/2008 - 17:03)
Azenha, assisti boa parte do espetáculo. É a forma americana de fazer tudo, através do espetáculo. Filtrando a perfumaria, percebe-se que as propostas dos democratas sempre representaram, ao menos em tese, um maior humanismo, ainda que a prática muitas vezes se contraponha à teoria. O importante é que os EUA, como estão, não podem ficar. Hoje são uma ameaça ao mundo. A simples proposta de Obama de retirar as tropas do Iraque já me seria suficiente para votar nele, se eu fosse americano. Já o simbolismo que o negro governando o maior poder da Terra representa, torna irrelevante o debate sobre quem seria melhor, não só para os EUA, mas para toda a humanidade. Pelo menos na minha opinião

Paulo (29/08/2008 - 17:01)
Olá Azenha, esse texto inspira muitos comentários, mas, por hora, farei apenas um. Também, o que seria do nosso Brasil se não fossem os negros? Em tudo que temos de bom você verá a presença deles. E eu queria não ser tão azedo... É a vida...
Abraços

Alexandre Carlos Aguiar (29/08/2008 - 16:48)
Do ponto de vista da tecnologia, houve um hiato absurdo entre 1990 e 2000. E daí pra cá foi na velocidade de um tornardo F5. De repente, as coisas começaram a correr muito, muito rápidas, fazendo-se coisas hoje que sequer se imaginaria antes da década de 1990. Alguém supõe, imagina, faz menção de trabalhar em alguma atividade, hoje, agora, sem computador e/ou celular? Quando se pensa em usar determinado gadget (até este termo é revelador da evolução) ele já passou, foi solapado por algo bem mais estruturado. A vida, então, tornou-se uma enorme ferramenta digital. Campanhas políticas, com direito a discursos inflamados num palanque montado sobre dois caixotes de traquitanas, nem pensar.

Diego Alexandre (29/08/2008 - 16:45)
Primeiramente eu sou anarquista. Em segundo lugar... Seria Obama o Collor americano?

Leider Lincoln (29/08/2008 - 16:42)
A internet desafia o poder das corporações, em minha opinião. Pelo menos 30% dos meus alunos eu acredito não verem mais a Globo e a Veja é lida por uma parcela bem pequena deles, por que tanto eu como colegas conseguimos associar Veja com brega (paia, em goianês). Por meu turno, eu aprendi o que é "rachar o melão" e a usar o MSN Groups... É a democracia, né?

Marcelo Veiga (29/08/2008 - 15:48)
Não sabemos ao certo o que esperar de Obama. Poderá ser um bom Presidente e, pessoalmente, creio nisso. Mas poderá nos decepcionar, o tempo dirá. Agora, uma coisa é certa: sabemos exatamente o que esperar de McCain. E é do ruim para o pior.

João Bravo (29/08/2008 - 14:34)
Azenha, eu tambem sou otimista com relação a toda esta juventude.Qual o pai que já não ouviu do filho:"tu tentou do teu jeito e não conseguiu, deixa agora eu tentar do meu". Eu procuro me adaptar aos tempos,pois as coisas só acontecem aos olhos de um observador, e não quero ser a "ameba" excessão à regra. Só tenho minhas duvidas, quanto ao aspecto geografico, penso que esta nova geração desenvolve-se por igual, tanto faz serem americanos ou Russos.

Rogério Marcus (29/08/2008 - 14:11)
Big Brother? Creio que não. Nosso mundo está caminhando mais para "Blade Runner - O Caçador de Andróides" (domínio pela iniciativa privada) do que para "1984" (domínio estatal).



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